Uffa! Cheguei! Não me apedrejem ainda, eu tenho uma boa explicação pra demora (é, eu sempre tenho uma boa explicação).

Então... Tenho que fazer uma coisa que eu esqueci de fazer nos capítulos anteriores, mas que é totalmente óbvia, aqui vai: Na é meu, é tudo da J. K., do contrário James e Lily não estariam mortos e o Sirius já teria voltado do outro lado do véu.

Pronto, agora, o capítulo.


Nas Profundezas Geladas

O lago congelado brilhava sob a luz branca do sol. Os jardins estavam desertos a não ser pelas quatro meninas sentadas na grama congelada.

- Olha ela ali! - Disse Isabella apontando para a Lula Gigante que nadava sob a camada congelada na superfície do lago.

- Eca. - Charlotte torceu a boca. - Eu sempre tive nojo de qualquer coisa que vive na água, de lulas e polvos então... Nem se fala.

- Eu concordo que a Lula não é a criatura mais bela do mundo, mas ela é bem simpática, não acham? - Alice deitou no chão coberto de neve.

- Ela é... interessante... - Lily suspirou deitando ao lado de Alice. - Nossas vestes vão ficar encharcadas.

-E alguém se importa com isso? - Isa deitou também.

- Eu não. - Charlotte deitou por fim.

- Nós parecemos umas patetas, deitadas aqui na neve, conversando sobre a Lula Gigante... Acho que a convivência com a Isa nos afetou e nosso QI baixou. - Lily riu, balançando os braços para formar um anjo de neve.

Isabella pegou um pouco de neve com a mão e esfregou no rosto de Lily. A guerra de neve se desencadeou rapidamente e logo as quatro amigas estavam respirando ofegantes, cobertas de neve dos pés à cabeça.

- Eu me rendo! Eu me rendo! - Isa levantou os braços para cima, mas uma bola de neve acertou-a no ombro. - Eu falei que me rendo, Charlotte! - Ela gritou para a amiga que continuava a lanças neve e sentou-se exausta na grama. - Agora falando sério... O que é aquilo? - Ela apontou para uns galhos que apareciam sobre o gelo do lago, como se uma árvore imensa estivesse plantada no leito dele e apenas sua copa desfolhada aparecesse sobre a água.

- Não sei... - Alice ofegou se jogando ao lado da amiga.

- Parece uma árvore... Algo assim. – Lily colocou a mão na testa, para bloquear o sol e enxergar melhor os galhos.

- É uma árvore. – Isa pulou nas costas de Lily, se agarrando no pescoço da amiga. As duas caíram sobre Alice e Charlotte no chão.

Alice gemeu e riu, embaixo das amigas.

- Ora, ora, ora! Não seriam as sangue-ruim e as traidoras do sangue se esfregando no chão como porcas? – Bellatrix riu se aproximando a passos lentos, das garotas no chão.

- É, Bella, como porcas. – Concordou Lucius Malfoy pousando a mão pálida o ombro da garota. – Porcas de sangue-ruim.

Isa levantou do chão em um pulo e tirou a varinha habilmente do bolso do sobretudo. Lily e Alice se levantaram em seguida, também empunhando as varinhas e apontando para Malfoy e Bellatrix.

- O que quer, Malfoy? – Isabella perguntou entre os dentes.

- Nada de muito importante. Tenho um trabalho de 'Estudo dos Trouxas'... Devemos pesquisar os hábitos trouxas de criação de porcos e por isso eu e a Bella decidimos fazer uma visitinha pra vocês.

- É melhor ser uma porca de sangue-ruim, do que um comensal da morte covarde que se esconde sob a capa de um pateta chamado Voldemort. – Isa contra atacou fria.

-Isa, é melhor você ficar quieta. – Alice murmurou tensa.

- Você se acha muito esperta e corajosa, não é, Allworthy? – Malfoy girou o braço da varinha em um movimento rápido.

Lily rebateu o feitiço de pernas-bambas do loiro com um feitiço escudo simples.

-Saia daqui, Malfoy. Para seu próprio bem. – Lily falou lentamente.

Bellatrix explodiu em uma risada alta e estridente.

- Pelo modo que você fala, sangue-ruim, até parece que pode fazer algo contra nós. – Ela falou ainda sorrindo de modo mordaz.

- Eu sou monitora, Black. Posso lhes dar uma detenção antes mesmo que vocês sejam capazes de pedir desculpas. – Lily assumiu um tom mais confiante do que antes e jogou o cabelo pra trás, para ter uma visão melhor de Malfoy e Bellatrix.

- Acontece que eu também sou monitor... E monitores não podem dar detenções para outros monitores. – Malfoy arrastou a voz o máximo que pode.

- Mas sua 'amiguinha' não é... Ela com certeza não ficaria feliz com a idéia de passar o final de semana lustrando os troféus da escola.

- Acontece - Ele repetiu. -, sangue-ruim, que você também tem amigas... Elas ficariam igualmente chateadas em levar uma detenção, não é? – Ele se voltou para Isabella. – E quanto ao meu mestre... Ele não vai ficar nenhum pouquinho feliz ao saber que foi chamado de pateta. Talvez ele decida visitar sua casa e deixar um recadinho para sua família.

- Seu comensal, ordinário, covarde, baratinha de esgoto! Quando o seu chefinho cair vai levar todos vocês para a sarjeta junto com ele e eu espero que passem a viver literalmente como ratos imundos, que é o que você e seu bando de amiguinhos comensais são. – Isabella cuspiu as palavras com fúria, dando alguns passos à frente ficando de cara com Malfoy. – Eu tenho nojo de você. – Ela sacudiu a cabeça e deu as costas ao loiro, voltando para perto das amigas.

Uma coisa que não se pode dizer é que Malfoys tenham caráter. E umas das principais coisas que pessoas sem caráter fazem, é atacar pelas costas. E foi isso que Lucius Malfoy fez.

- Isa! – Lily e Alice gritaram ao mesmo tempo, enquanto o feixe de luz vermelha voava em direção à loirinha.

Ela se virou rápida, fazendo as mechas douradas voarem formando um leque. A varinha caiu no chão e ela só pode pular para trás, tentando desviar-se do raio escarlate.

O feitiço atingiu a alça da bolsa que Isabella trazia, ela arrebentou e voou em direção do lago, batendo com estrépito nos galhos secos que pendiam em seu centro congelado.

- Saiam daqui! Agora! – Lily um gesto brusco a varinha indicando o castelo. – Acho que o professor Slughorn não gostaria nada de saber que um aluno da casa dele atacou outra aluna.

- Não se atreva a abrir a boca, sangue-de-lama. – E com um giro hábil de capa ele subiu na colina que levava ao castelo, tendo Bellatrix em seu encalço.

- Você está bem? – Alice se ajoelhou ao lado de Isabella.

-Estou sim, obrigada. – Ela sorriu. – Sorte que o Malfoy não tem pontaria.

- Você é louca mesmo! – Disse Lily ajudando a amiga a levantar.

- Você ainda tinha dúvidas? – Isa riu. –Ah, não! Caramba! Olha onde minha bolsa foi parar! Accio bolsa! – A bolsa se moveu, mas ainda ficou presa nos galhos secos. – Accio bolsa! – Ela repetiu impaciente. A bolsa apenas estremeceu. – Eu não acredito.

- Nem eu! – Charlotte parou ao lado da amiga. – Bem feito! Ninguém mandou você desafiar o Malfoy.

- Tem coisas que você não entende, Charlotte. Talvez nunca entenda. – Lily franziu a testa ligeiramente, pensando em um modo de recuperar a bolsa de Isabella. –Acho que não tem jeito não, Isa, mas não se preocupe, seus livros estão todos na mochila mesmo...

- Óbvio que tem um jeito. –Ela tirou a mochila das costas e colocou no chão. – O gelo deve estar firme ainda.

- Você não está pensando em... – Alice murmurou pasma.

- Exatamente.

- Ah, não! Você perdeu a ultima gotinha de juízo que tinha dentro desse cérebro minúsculo? – Charlotte sacudiu o cabelo castanho.

- Você está falando sério? – Lily perguntou baixinho.

- Seríssimo. Lily, não faça essa cara! O que pode acontecer?

-Nós estamos quase na metade de janeiro, Isabella. O gelo pode quebrar.

- É impressão minha ou você acaba de me chamar de gorda? – Isa perguntou fingindo-se de ofendida. – E eu odeio quando você me chama de Isabella.

-Tudo bem, mas Isa, é só uma bolsa. Não é... ?

- Minha agenda está lá, Lilie...

- Mas tem algo de importante escrito na agenda? Algum compromisso ou coisa que você não pode esquecer?

- A foto está lá, Lilie. E é a única foto dele que eu tenho... – Ela falou baixinho.

- Foto de quem? – Charlotte perguntou.

- Do meu pai. – Isa respondeu.

Lily respirou fundo e, ignorando Charlotte, murmurou compreensiva.

- Tudo bem, vai. Mas se cuide, louquinha, se você cair na água eu é que não vou te resgatar.

- Obrigada. – Isabella abraçou Lily com força.

Isabbella balançou a cabeça, e, lentamente, pousou um pé na superfície congelada. Ela deu cinco passos lentos e começou a andar mais rápido. Quando já se afastava da margem, escorregou, caindo sentada no gelo. O coração de Lily deu um salto.

- Ai! – exclamou. – Parem de rir, amigas traidoras, isso dói pra caramba! –Ela levantou e esfregou o pé no gelo. – É, acho mesmo que não vai dar muito certo. – Ela fez um movimento curvo de varinha e as botas de inverno se transformaram em patins de gelo. – Assim está melhor!

Ela começou a patinar em círculos, fazendo lascas de gelo pularem por onde o metal cortante dos patins passava. Ela girou, girou, e girou em uma perna só. Pulou, se curvou, encostou a mão no chão, pulou e bateu os pés no ar.

- Dá pra parar de se exibir, pegar a bolsa e voltar logo pra terra, mocinha? – Perguntou Lily nervosa.

Isabella patinou hábil até os galhos que emergiam do no centro do lago e pegou a bolsa.

- Reparo! – Os pedaços de alça marrom colaram no toque da varinha, e Isa pendurou a bolsa no pescoço. – Viu Lily? Eu ainda estou respirando!


- E se o gelo quebrasse? – Bellatrix sorriu maliciosa na colina que fazia o trajeto do castelo ao lago.

- Seria muito divertido... – Malfoy brandiu a varinha e um feitiço em forma de luz, quase imperceptível à claridade ofuscante do sol que se refletia na neve, voou rapidamente rumo ao lago.


- Aquela louca patinando no lago não é a Isa? – James apontou para uma figurinha minúscula, que à muitos metros de distância, parecia flutuar à alguns centímetros do gelo, enquanto ele e os amigos iam, pela trilha que contornava o castelo, ao lago. (N/A.: Para esclarecer: existem dois caminhos para o lago, o da colina e o que contorna o castelo, ok:D )

- É! Será que o cérebro dela derreteu? Esse gelo deve estar fino! – Sirius maneou a cabeça.

- A Isa é sempre a Isa... Vocês lembram daquela vez que ela se irritou com uma Mandrágora-bebê e começou a fazer competição de gritos com a planta? – Remus riu.

- Lembro. E lembro também que a Mandrágora perdeu. - Sirius respondeu, massageando os ouvidos, como se ainda pudesse ouvir os gritos agudos.


Isabella cutucou os galhos estranhos com a ponta da varinha, após ter concluído que não passava de uma árvore, virou-se para margem, onde Lily esperava impacientemente. Quando ela dava o primeiro passo rumo à terra, o chão sob seus pés sumiu, estourando numa confusão de gelo, algas e água doce.

Lily soltou um esganiçado, enquanto via a amiga afundar na água gelada no lago.

Isabella fez uma tentativa desesperada de se agarrar à borda do buraco no gelo, mas as lascas congeladas e cortantes abriram-lhe um rasgo na carne do antebraço esquerdo, misturando sangue à água turva. Ela bateu a cabeça numa das saliências congeladas e perdeu a consciência.

O corpo frágil foi afundando lentamente, a pele ganhava aspecto esverdeado sob os fracos feixes de luz filtrada que conseguiam atravessar a superfície do lago e os cabelos dourados balançavam na água, como se a garota fosse uma boneca de pano.

Ela afundou por um tempo que pareceu infinito e só recuperou a consciência quando sentiu algas mágicas se enrolando e apertando com uma força imensa seu pulso. Ela se sacudiu como se estivesse acordando se um pesadelo e acabou soltando grande parte do ar que estava preso nos pulmões.

Isabella girou em torno de seu próprio corpo, como uma bailarina, olhando ao redor como se custasse à acreditar onde estava. Ela bateu os pés tentando voltar á superfície, mas o aperto do cordão de algas no pulso impediu que ela se movesse mais que poucos centímetros.

A menina já sentia a cabeça latejar e estava prestes a perder a consciência novamente, quando aconteceu. Ela girou mais um pouco o corpo e viu a parte imersa da árvore cujos galhos apareciam na superfície.

Um raio dourado tímido brotou de algum lugar no tronco seco da árvore. Depois outro raio apareceu mais acima, e outro ao lado. Logo a árvore era consumida por uma espécie se fogo dourado, os raios se espalharam pela água e Isabella se viu envolta em uma água completamente dourada.

Ela não acreditava no que seus olhos viam, de algum lugar na árvore, agora completamente dourada, saia um bruxo - Ou seria uma bruxa? Ela não poderia dizer ao certo, no meio daquela imensidão dourada - trajando uma longa capa com capuz, também dourada.

Ele se aproximou andando normalmente, como se criasse uma passarela na água, e sorriu. Agora ela podia ver claramente que era um homem, e um homem que ela conhecia, mas não conseguia lembrar de onde. Ele tirou a capa, que se misturou a água e perdeu-se, revelando bonitas veste vermelhas e fez um bonito movimento de varinha apontando diretamente para o peito de Isa.

Ela sentiu o ar voltar a seus pulmões e sorriu sem saber por que. O homem agora conjurava um livro, ele fez um gesto chamando a atenção dela e guardou o livro na bolsa que ela trazia. Ela sorriu confusa, ele falou algo, e, embora ela não pudesse ouvi-lo, conseguiu ler seus lábios claramente. Agora é hora de partir.

E ela caiu num sono profundo.


- Tem certeza que não é melhor fazer respiração boca a boca?

- Não, Sirius. Ela está respirando, só está inconsciente. – Alice explicou pela terceira vez.

- Temos que levar ela pra enfermaria agora. Mesmo que eu tenha secado a água com o feitiço não é nada bom que ela fique aí.

- Como isso foi acontecer? O gelo não parte assim. – James perguntou se abaixando sobre o corpo inerte de Isabella.

- Talvez ela seja pesada demais... – Falou Peter como se ele mesmo fosse magérrimo.

- Eu ouvi isso, Peter! – Disse Isa abrindo os olhos. – Saia de cima de mim, Black, seu cachorro. – Ela riu. - Como eu fui parar aqui?

- Acredite se quiser, mas foi a Lula Gigante que te trouxe. Ela te jogou de volta pelo buraco de gelo em qual você caiu, daí eu fui até lá e te trouxe no colo. Acho que a Lula pensou que você era um dejeto ou algo poluente e decidiu te tirar do lago. – Sirius falou ajudando ela a se levantar.

-Haha. Engraçadão você.

- Você está bem? – Perguntou Lily preocupada.

- Na verdade já estive melhor. – Ela ergue a manga esquerda e rasgada do uniforme e analisou o corte no braço.

- Episkey! – O corte se fechou imediatamente, mas uma cicatriz lilás ainda era visível. - Vamos pra ala hospitalar. Agora. – Lily ordenou.


Andrômeda revirou os olhos, impaciente. Primeiro os Marotos, depois o professor Flitwick pedira ajuda com alguns livros que ele não conseguia carregar e por fim ela esbarrara em Madame Pomfrey no corredor, que ficou quinze minutos discorrendo sobre como a palidez das meninas da família Black pode indicar Varíola de Dragão.

O tempo livre logo iria acabar e ela nem ao menos sabia se Lily e as amigas continuavam no lago. Ela contornou o jardim à passos rápido e parou ofegante junto à fonte da bonita Rotina Ravenclaw. Agachou-se e molhou os pulsos com a água pura, que muitos dizia tem propriedades curativas, tentando diminuir a pulsação acelerada.

Ela ouviu uma risada fria e debocha e reconheceu-a imediatamente, mesmo sem poder ver seu 'dono', que vinha de algum lugar próximo, se abaixou instintivamente, escondendo-se. Bellatrix passou pela fonte ainda rindo, com Malfoy ao seu lado.

-Muito bom, Malfoy. Tenho que reconhecer sua competência dessa vez. Um Bombarda não-verbal, eh?

-Foi. – Ele disse com um sorriso nada modesto.

Andie franziu a testa pensativa, e, depois que Malfoy e Bella sumiram pelo saguão de entrada, correu para o lago à tempo de ver Isabella sendo erguida à contragosto por Sirius.

-O que aconteceu? Você está bem? – Ela perguntou preocupada, girando a cabeça trás num reflexo, à procura de Bellatrix.

-Não estou no meu melhor dia, mas tenho forças o suficiente pra caminhar! – Ela disse as últimas palavras entre os dentes, dando um soco leve no braço de Sirius.

-Ela estava no lago e o gelo quebrou, Andie. Estamos indo pra Ala Hospitalar, vem conosco? – Lily perguntou empurrando Sirius, para que ele andasse mais rápido.

Andrômeda olhou ao redor. Remus, Lily, Alice, Charlotte, James, Sirius, Peter e ela. Oito pessoas, e Madame Promfrey só permitia seis visitas por vez. (N/A.: Harry Potter e o Enigma do Prícipe, quando Ron é envenenado e fica na Ala Hospitalar.)

-Acho que não vai dar... – Ela abriu um sorriso fraco. – Seis visitas por vez, lembram? Vão vocês, eu me encarrego de avisar ao professor da próxima aula, que pelo menos cinco alunos irão chegar um pouco atrasados, já que provavelmente Isa terá que ficar na Ala Hospitalar por algum tempo.

-Obrigada mesmo, Andie. Só seis por vez, gente, acho que nem todo mundo precisa ir, né? Quem, além da Andie, não vai? – Lily perguntou quando eles já entravam no castelo.

-Eu vou! – Isa riu, erguendo um dedo, no colo de Sirius.

-Pelo que parece, eu também. – Sirius respondeu. – E Evans, Chivardi e Alice, que são amigas. Quem de vocês fica? – Ele perguntou se voltando aos Marotos.

-Eu vou, quero saber todos os detalhes dessa história, está tudo muito mal contado. – James disse.

-Se o James e o Sirius vão, eu também vou! O almoço não deve ser servido logo, né? – Peter coçou a cabeça.

-Então eu vou com a Andie avisar o professor. – Remus falou sob o olhar desconfiado de Sirius.

-Então vamos. – Andrômeda se despediu. – Depois eu falo com vocês. – Ela falou enquanto dava os primeiros passos no caminho oposto ao dos amigos.

-Lily, pode subir aqui? Preciso falar com você. – Isa chamou a amiga do alto da escada do dormitório feminino.

-O que aconteceu? – Perguntou a ruiva após subir a escadaria. – Você é sempre a última a deitar... Você não está se sentido bem?

-Não, estou ótima! Eu preciso contar à você o que aconteceu no lago hoje pela manhã. – Ela contou a história toda. – Daí ele colocou o livro na minha bolsa e eu perdi a consciência.

Lily tentou sorrir.

-Acho que foi um devaneio, Isa. Não pode ter sido real, como isso aconteceria?

-Eu tenho certeza, Lily! Foi real demais pra ser só minha imaginação!

-Eu não subestimaria o poder da sua imaginação.

-Mas eu tenho certeza! Eu senti o calor se espalhar pela água, e senti o peso do livro na minha bolsa, eu... Lily! Minha bolsa! É isso! Onde você colocou?

-Eu guardei no malão... Accio bolsa! – A bolsa veio voando depois de chocar-se contra alguns objetos no interior da mala.

Isabella pegou a bolsa e abriu o arremate de couro e espiou dentro. Um sorriso se abriu no seu rosto e ela falou alegre.

-Não foi sonho, Lily! Não foi, olhe! – Ela tirou um livro grosso e pesado, encadernado com couro vermelho escuro de dentro da bolsa.

O livro tinha floreios e inscrições em relevo prensadas no couro na capa. Isa passou os dedos de leve por ele, fazendo menção de abri-lo.

-Não. – Lily colocou a mão sobre a capa, fechando os poucos centímetros que Isabella havia aberto. – Pode conter magia negra, você não sabe de onde veio.

-Specialis Revelio! – Isa deu uma pancadinha rápida na capa do livro, mas ele não se moveu. – Não tem nada, não. – Ela abriu o livro com um grande sorriso.

Em branco. A primeira página do livro estava totalmente em branco, ou em amarelo, melhor dizendo. Mas o sorriso de Isabella não se abalou, ela virou a página amarelada e encontrou outra página vazia. E outra, e outra. E centenas de páginas vazias.

-Não pode ser, Lily. Eu tenho certeza que esse livro é muito importante... Só não sei como.

-Espera aí. Eu sei alguns feitiços...

A loira e a ruiva passaram a noite realizando encantamentos e dando toques de varinha no livro, mas ele continuava em branco. Isabella foi dormir decepcionada, depois de centenas de tentativas frustradas.


Yeahhh!

Demorou mas chegou. Aqui vai a desculpa: meu modem queimou. É, deu uma tempestade e ele queimou. Depois eu mudei de casa, pra uma que não tinha internet. Daí, quando instalaram a internet, eu tentei postar, mas esse servidor idiota - também conhecido como fanfiction ponto net- não deixou.

Mas aqui tá o capítulo. Na minha opinião, esse é o capítulo onde a história começa de verdade. Ashuashua, acho melhor calar a boca antes que eu conte até o final da fic.

Então, respondendo as reviews encantadoras de vocês x)

AnnaPadfoot: Fica tranquila que eu vou 'cuidar' bem do Sirius. Ahauhauhah. Graças à Merlin, meus problemas com o modem acabaram, daí eu vou poder passar na sua fic e ler. Gabi feliz. Beijo!

Cissy Black: Sim, eu demorei pra atualizar. . Desculpa. Ui, o Remus. Ahuahuahua. Quando eu estou escrevendo, às vezes, me dá uns ataques de paixonite por ele e eu surto totalmente, começo a escrever uns capítulos totalmente frescos ahauhauhah. Mas tadinha da Andie, ela merece um pouquinho dele também. Já att a tua fic? Tenho que passar lá depois :D Beijão!

M.Pads: Ahhhh! Que bom que você gostou da fic É realmente muuuuito importante saber a opinião de quem lê. E quem bom que você gostou do personagens também! Putz, eu demorei pra atualizar . Tomara que você não tenha ficado nervosa Auhauhuahuha. Beijão, e continue acompanhando, se puder (e quiser).

jehssik: Oi! Huehuehue, o Sirius é um priminho possessivo! Também acho que o Remm daria um ótimo namorado, mas, o Sirius conhece o amigo bem demais e só enxerga más intenções (6). A Charlie é meio mal-humorada, mesmo. Nem quero saber o que todo mundo vai pensar dela quando... Ooops! Quase que eu falo. Tenho que aprender a manter a boca fechada :x. Também gosto da Isa, ela é totalmente louca como todo mundo - todo mundo têm um pouco de loucura, mas a Isa tem um monte -. Beijoos!

Claudio, o Belo: Gabriela começa a pensar que o Claudio não lê nada disso e só escreve reviews porque teme perder a vida. Anyway, obrigada pelos elogios. Beijo!

Paola: Haha, eu sabia que você ia gostar do capítulo anterior porque ele foi bem freso. Psadkodakoskda, acabei de te chamar de fresca indiretamente ;x. Beijos, bunda!

JhU Radcliffe: Jhuuu, que bom que você gostou/me happy. O Remm é muito fofo mesmo, e o Sirius vai se revelar o maior tesourão na fic. Tesourão por ficar cortando o barato dos outros xD ahsaiuhsauihsa. Já posto CdL? Olha, a promessa de greve ainda tá de pé! Beijos, flor!

Lulu Star: Sempre direta! Por isso que eu gosto de você! Só notei a falta das suas opiniões de como pode ficar melhor. Anyway, muito obrigada! Beijo!

Kagome-LilyE: Posso fazer uma pergunta? A Kagome do seu pen-name é por causa de Inu Yasha? Eu amo esse desenho-mangá Fico very happy porque você gostou do capítulo anterior, espero que goste desse! Beijos!

Mary Radcliffe: auahuahuah! Oi! Que bom que você está gostando. A Isa ainda vai dar muuuito trabalho pro Sirius, mas ele merece sofrer, ahuahuaha. Continue acompanhando, se puder. Beijão!

Well, this is.

Só por hoje. Espero que tenham gostado, e, se não for pedir muito, espero reviews também.

Mil beijos!