Capítulo 4 O Julgamento
A porta que dava passo à zona de retenção dos presos se abriu e deu passo a um casal de aurores que custodiavam a Lucius Malfoy, luzia totalmente altivo, a cabeça bem alta e com um porte seguro, daquele que sabe que ainda que seja condenado não chegará nunca a cumprir sua condenação. A seguir outro casal de aurores trouxe a Narcisa Malfoy que foi obrigada a sentar em uma cadeira ao lado de seu marido e apresada ao instante com correntes ao igual que seu esposo. Em último lugar apareceu Draco também acompanhado por outro casal de aurores e conduzido junto a seus pais, também a ele lhe caíram as correntes em cima.
Harry ao ver a Draco e a sua mãe apresados com esses grilhões que lhes impediam qualquer movimento sentiu como seu coração se rompia de pena e um nodo apertava seu estômago. Se esses magos do Wizengamont condenavam a Draco e a sua mãe faria valer os direitos que como salvador do mundo mágico tinha, pelo menos isso lhe tinham dito toda essa panda de aduladores, que sem ele tivessem estado perdidos, que lhe deviam tanto, que não duvidasse em lhes pedir o que fosse necessário, que lhe dariam.
O tribunal sabia que tanto Draco como Narcisa não tinham recebido a marca tenebrosa e que sem sua intervenção Voldemort lhe teria matado e agora seriam eles os que estariam sendo julgados no melhor dos casos, mas o mais provável é que estivessem todos mortos a mãos de Voldemort e seus seguidores. Por isso não entendia como podiam ter a Draco e a Narcisa encadeados e recebendo o mesmo trato que Lucius.
A ira começava a ferver em seu interior, lhes daria uma pequena margem mais se se atreviam sequer a tentar lhes condenar, por mínima que fosse a condenação, sentiriam sua cólera desbordando-se.
-Bruxas e Magos do Wizengamont pelo poder que se me confere como Ministro de Magia se inicia o processo contra a família Malfoy. Os cargos que se lhes imputam são de ter servido ao inomivável e de lhe ter dado refúgio em sua mansão.
De repente estalou uma dos lustres que estavam próximas ao Ministro de Magia, Molly Weasley como testemunha da batalha final estava entre as pessoas que tinham que declarar no julgamento e se encontrava ao lado de Harry, lhe sujeitou o braço e lhe sussurrou que se acalmasse, cedo se ia saber que Narcisa e Draco não foram mais que umas vítimas mais do tenebroso e que Draco tinha ajudado ao bando da luz.
Harry voltou seu rosto para Molly, olhou-a com impotência pelo que se temia que ia ser um julgamento revanchista e amanhado.
-Harry está tranquilo, não temas por Draco e por sua mãe, ainda que te pareça que tudo está em sua contra o Ministro sabe que são inocentes, está preparando o terreno para tentar acabar com as vontades de revanche de alguns magos invejosos do poder que outrora tiveram os Malfoy.
-Isso espero Molly se Draco ou sua mãe são condenados deixarei de crer na justiça.
O julgamento decorreu tal e como Molly tinha dito, foi um julgamento longo e duro, mas como sempre a justiça se impôs sobre qualquer desejo de vingança ou inveja para o dinheiro ou poder dos Malfoy. Lucius foi condenado a Azkaban e tanto Draco como Narcisa foram exculpados de todos os cargos, julgados como inocentes e restituídos em todos seus direitos e deveres como magos.
Por fim Harry e Draco parecia que tinham o caminho expedito para poder levar uma vida normal de adolescentes, bom tão normal como permitia o fato de que Harry era o salvador do mundo mágico como muitíssimos inimigos atrás de si e Draco o filho de Lucius Malfoy comensal preso e confessou e portanto herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo mágico, que por suposto também acordava uma quantidade ingente de invejas.
Tinham decidido ir-se longe de todo mundo uma temporada, o que ficava de verão queriam o desfrutar ao máximo. Harry nunca tinha sabido o que eram umas férias para valer e Draco estava ansioso de ser ele o que lhe presenteasse.
-Mamãe seguro que vai estar bem, sabe que podes vir conosco.
-Draco carinho não se preocupe, estarei bem, ademais não acho que seja muito conveniente que eu esteja convosco nesta viagem, já terá outros.
-Não gosto que fique sozinha.
-Não o estarei vou ir com minha irmã Andrômeda a passar em uns dias, por fim temos feito as pazes, te prometo que nunca mais me apartarei dela. Venha Draco apressa-te em ir buscar a Harry.
Um sorridente e achochado moreno pelos braços de mamãe Molly estava esperando na porta da toca. Harry tinha querido passar o fim de semana com os Weasley dantes de ir-se com Draco de férias, passariam em um mês, pelo menos, até que pudesse voltar aos ver.
A graduação em Hogwarts tinha sido todo um sucesso, toda a promoção que combinava com vida se tinham graduado, Minerva como diretora da escola tinha imposto a banda aos recém diplomados e Severus em qualidade de subdiretor lhes tinha entregado os diplomas. O rosto do professor de poções via-se relaxado e sereno, a guerra tinha acabado e com isso seu papel como espião. Por fim podia declarar livremente seu amor para seu casal e o carinho que sentia tanto por Draco como por Harry.
Celebraram uma formosa festa de graduação no Grande Comedor, quando terminou o jantar à que foram convidados também os pais dos novos graduados, se retiraram as mesas e começou o esperado baile. Todos os alunos de sétimo curso estavam radiantes com suas túnicas de gala e seus vestidos de festa, mas um casal destacava em especial do resto dos adolescentes. Draco levava uma elegante capa negra com um traje também negro e camisa cinza escura que fazia que sua pele nacarada ressaltará ainda mais, ao igual que seu sedoso cabelo e seus incríveis olhos cinzas. Mas o que para valer arrematou os corações de muitas bruxas e magos que estavam no salão foi quando se acercou a um incrível moreno de formosos olhos verdes, profundos e brilhantes como esmeraldas que luzia uma capa e um traje verde muito escuro com uma camisa negra que conjuntavam perfeitamente com esses maravilhosos olhos, e lhe apanhando da cintura lhe levou até a pista de dança e lhe dando um beijo nos lábios começaram a dançar uma melodia muito romântica que falava de amor até a outra vida, de beijos lentos que juntavam as almas imortais…
Estavam sozinhos, ninguém lhes olhava com a boca aberta, só eles dois, desfrutando do momento. Dava-lhes igual o que a gente pudesse pensar ou dizer, tinham passado tanto que por fim podiam demonstrar ao mundo que se queriam. Foi uma das veladas mais maravilhosas que puderam recordar em sua vida. Esta e outras mais que Harry recordava com doçura e um sorriso começou a assomar a seus lábios.
-Sim isso também o escreverei, a primeira vez que Draco e eu nos amamos, é algo tão formoso que não posso deixar do escrever. –Pensou Harry, mas claro teria cuidado de não pôr demasiados detalhes, isso era algo que se reservava para seu intimidade e a de seu esposo.
Após o baile os alunos marcharam-se com suas famílias até suas casas, Harry quis acompanhar aos Weasley até a toca e combinar-se com eles o fim de semana até que Draco viesse a lhe buscar para começar suas férias. Foi um dos melhores fins de semana que tinha tido, se sentia livre de ônus, era feliz. Tinha todo o que podia desejar, paz, tranquilidade, uma família adotiva e sobretudo a seu grande amor.
Molly dantes de que chegasse Draco tinha querido sair com Harry até o jardim para lhe dar uns conselhos de mãe. –Céu é melhor que tenha cuidado, já sei que não é um menino irresponsável, mas é melhor que tome precauções. Sei que é um pouco embaraçoso te dizer, mas já que não tens outra mãe será melhor que saiba que os homens no mundo mágico também podem ficar grávidos se realizam o ato em uma entrega de amor verdadeiro e sei que tanto você como Draco vos amais para valer, tendes passado por muitas coisas e isso vos fortaleceu ainda mais.
- Deve utilizar feitiços anticonceptivos tanto você como seu parceiro, é melhor que os meninos os tenham dentro do laço de casamento. Não é que seja nada mau o não estar casados e ter relações, mas entendam que nossa sociedade é ainda muito conservadora e não quero que volte a ser portada do Profeta porque estejas você ou seu parceiro esperando um bebê.
Harry a estas alturas estava colorado como o cabelo de Molly. A mulher deu-se conta dos apuros pelos que estava passando o moreno e tentou suavizar a situação. –Faço-o por vosso bem, é melhor que espere um tempo para que vosso amor dê fruto. São muito jovens e tende toda uma vida por diante. Tende que acabar vossos estudos e conseguir uma posição nesta vida. Não era minha intenção te envergonhar, mas creio, por sua reação, que ninguém te tinha falado do assunto. Não sei onde tem a cabeça Remus que não te tinha dito nada.
Molly abraçou carinhosamente a Harry e começou a beijar-lhe como só uma mãe sabe o fazer e nessa tessitura lhes encontrou Draco. O loiro bem mais avezado em determinados temas deu-se rapidamente conta a que se devia do rosto corado de seu parceiro e os beijos e o abraço de Molly a que obedeciam.
-Bons dias senhora Weasley como se encontra.
-Muito bem filho, vamos a dentro, preparei um café da manhã para que o tome antes de irem de viagem.
-Não se preocupe senhora, já tenho tomado em minha casa antes de sair.
-Draco é melhor que não te resistas, se Molly tem preparado o café da manhã nada impedirá que o tome. –Arthur que conhecia a sua mulher de sobra lhe indicou a Draco com esta palavras que era inútil se resistir.
-Bom eu já me marcho ao Ministério, de modo que não os verei até que regressem de suas férias, vão passar muito bem.
-Obrigado senhor Weasley- disseram ao mesmo tempo tanto Draco como Harry, o moreno sorriu a seu casal e entraram na cozinha da toca precedidos de Molly. Na mesa estava já um faminto Ron que olhava os alimentos com ânsia, Hermione e Ginny falavam ao outro lado da mesa enquanto George e Angelina discutiam sobre qual seria a melhor estratégia para duplicar as vendas dos novos produtos que acabavam de lançar ao mercado.
Todos se giraram para a porta quando sentiram que por fim chegava Draco a unir ao café da manhã. Passaram um momento muito agradável conversando e comendo, quando por fim puderam levantar da mesa o loiro sentiu que tinha ganhado pelo menos três quilos após o copioso café da manhã que a matriarca lhes tinha proporcionado.
Com um grande sorriso e muitos beijos e abraços o casal foi-se rumo às férias tão desejadas. Desejadas porque iam ser as primeiras que Harry tivesse para valer e porque ambos sabiam que nelas ambos se iam entregar um ao outro em prova de seu grande amor. Draco sempre quis que a primeira vez de Harry fosse muito especial e daí melhor que lhe fazer o amor em um lugar que para ele sempre lhe inundava os sentidos com cheiros, cores e sensações prazerosas. Draco apanhou da cintura a Harry e o moreno sentiu o tirão que lhe indicava que se iam aparecer nesse lugar misterioso que Draco lhe tinha prometido.
Em outra parte da Inglaterra alheio ao que ia suceder com os dois garotos, Lucius Malfoy maquinava desde sua cela em Azkaban como se ia desenvolver o plano que lhe ia pôr em liberdade em menos de três meses. Acabava de receber as instruções dos comensais que estavam fora desses muros e que se faziam passar agora por respeitáveis cidadãos. Não tinham sido feitos prisioneiros e ninguém suspeitava deles. Dessa maneira tinham ocupado postos estratégicos na sociedade mágica com a esperança de poder ajudar a Lucius Malfoy a conseguir o que tinha falhado Voldemort, fazer com o poder.
À hora da comida quando o carcereiro lhe deixou a bandeja sobre a mesa de sua cela, Lucius viu como um pergaminho aparecia ante seus olhos. Nele lhe contavam seus seguidores como no dia 31 de outubro aproveitando que os magos estariam de celebrações por Halloween e que tinha passado mais de um ano desde que o Senhor Tenebroso tinha morrido a mãos do mestiço de Potter e que eles tinham permanecido inativos, todo mundo estaria confiado e não esperariam um ataque e muito menos na prisão.
Tinha guardas que eram infiltrados e ajudariam em criar caos entre o resto dos guardas quando chegassem ali para resgatar a Lucius e algum que outro comensal que poderia lhes ser útil para a causa. Lucius se relambia de gosto pensando em sua próxima liberdade, lhes faria pagar a mais de um todo o que tinha sofrido nesse último ano ao estar privado de todos seus luxos e liberdade.
O primeiro que cairia seria esse desgraçado que tinha seduzido a seu herdeiro, que tinha acabado com seus sonhos de poder e que em cima tinha que lhe estar agradecido porque não tinham acabado com sua vida os aurores. A vingança era algo que gostava de servir-se fria, e desde logo todo este tempo tinha servido para enfriar, seus já de por si, gélidos sentimentos.
Também não ficaria fora de sua vingança o traidor de Snape, não só tinha estado lhe enganando, isso sim de maneira magistral, todos estes anos senão que em cima tinha ajudado e protegido ao mestiço de Potter todos esses anos.
E daí dizer de sua mulher e de seu filho, a primeira tinha-lhe pedido o divórcio assim que tinha-se visto livre das garras de Voldemort seu filho e por suposto seu herdeiro que além de lhe ter saído traidor aos princípios que todo bom Malfoy devia ter, seguir aos ideais do puro sangue e praticar as artes escuras, se tinha ido apaixonar do asqueroso mestiço de Potter. Narcisa não seria um problema, a tiraria de em meio em seguida e com seu filho lhe faria entrar em razão ou morreria igual que sua esposa e por suposto a esse mestiço de Potter lhe faria suplicar a morte após o castigo que lhe pensava infligir.
Alheios a todo o que estava passando pela cabeça de Lucius o feliz casal se apareceu no lugar mais maravilhoso que jamais Harry se teria imaginado, no atol de Bora Bora na Polinésia francesa. Draco tinha reservado uma habitação de luxo no Resort The St. Regis, queria dar-lhe a Harry o melhor e sobretudo queria, não melhor desejava, que o marco fosse inigualável quando lhe fosse pedir em casal, pois sabia que o moreno era seu casal de por vida.
Uma vez que lhe diretor do hotel lhes recebeu uns botões lhes acompanhou até suas dependências. A suíte estava luxuosamente amodelada, com classe sem estridências. Os solos de madeiras nobres e mármore. O dormitório tinha uma grande cama de casal que olhava a uns formosas janelas que davam passo ao jardim privado com uma enorme piscina e a uma porção privada de praia com areias brancas e finas e águas turquesas. O banho tinha um grande jacuzzi totalmente de mármore e o salão adiante do dormitório estava equipado com todas as comodidades que se podiam esperar em um hotel dessa categoria.
Ao lado de grande sofá em uma mesinha esperavam-lhes duas copas e uma garrafa do melhor champanhe francês e uma tigela de framboesas que teriam potenciado seu sabor assim que provassem o extraordinário líquido. Draco deu uma generosa propina aos botões e acercou-se ao moreno que tinha o rosto alumiado pela beleza do lugar e a surpresa, lhe agarrou pela cintura e lhe aproximou para seu peito, beijou delicadamente seu pescoço. A cabeça de Harry repousava sobre os ombros de Draco oferecendo uma imagem do mais sensual.
Draco queria ir devagar, sabia que era a primeira vez de Harry e ainda que o desejo às vezes lhe fazia perder a razão, era consciente de que tinha que ser muito cuidadoso. Deixou de beijar esse pescoço que convidava ao morder e lhe voltou ficando em frente a frente.
-Vêem meu amor, quero mostrar-te a habitação onde passaremos a noite, quero que vejas também, a praia e o jardim.
-Draco isto é perfeito, nunca me podia imaginar que existisse um lugar tão bonito, mas sabe, isto não o seria tanto se tu não estivesses comigo.
-Oh! Harry isto que me diz faz que me derreta. Não me olhes com esses olhos ou não poderei me conter por mais tempo. Preciso-te tanto que acho que vou morrer de desejo se não te possuo.
O moreno se ruborizou ante as palavras de Draco e sentiu um tirão em seu entreperna, ele também tinha a necessidade de fundir com seu noivo em um sozinho ser, mas estava um pouco assustado lhe dava medo não estar à altura de seu amor, por sua inexperiência. Mas que demônios, ele era um Gryffindor e não ia deixar implacável. Sabia que Draco não lhe faria dano, que seria cuidadoso e lhe desejava tanto que se rendeu nos braços do loiro.
Draco sentiu como Harry tremia baixo seu abraço, lhe levantou a queixo e com uma mirada pregada de desejo lhe beijou até lhe deixar sem respiração, sem palavras lhe conduziu até o dormitório onde lhe faria o amor até ficar rendidos.
Continuasse…
