- Agora você vai explicar pra ele e nem pense em dizer que eu e você voltamos, porque isso não vai acontecer! - eu disse no ouvido dele e virei para David dizendo.

- Vai para sala com seu pai que ele tem que conversar com você ok?!

Ele acenou e eu empurrei Carter pra fora do banheiro. Eu podia ouvir a voz de David do outro lado.

- Você e a mamãe voltaram?!

- Mais ou menos, filhão...- eu não me controlei e entrei na conversa.

- Mais ou menos o cacete, Carter! - então eu me dei conta do palavrão- desculpa, Dav - falei olhando para o meu filho que me olhava espantado - vocês trata de explicar direito, escutou? Eu não quero o meu filho confuso por sua culpa !- eu gritei no ouvido dele.

- Tá... Eu e sua mãe não voltamos... Mas eu quero isso...

- Carter só explique tá bom?! Não quero suas opiniões!

- Ela está brava com o seu pai e com razão... Eu a magoei muito David.

- Mas ela pode desculpar!

- Não, filho...A mamãe não pode tá?- eu via minha paciência ir pelos ares.

- E por que vocês estavam se beijando então? Por que você estava sem roupa na frente dele de novo? Por que o papai te deixou com essa marca aqui?- ele disse apontando pro lado direito do meu pescoço. Eram muitas perguntas! Eu estava ficando louca!

- David isso que o seu pai fez foi errado Ele não devia ter feito ok?

- Mas por que você não o impediu...?

- Eu não pude ta bem??!! Apenas entenda isso?E não faça perguntas! - eu gritei com ele - Desculpe David... Querido desculpe... - ele estava chorando.

- Eu não to entendo nada , mãe! ele esfregou os olhos e o peguei no colo.

- Tá vendo o que você fez?- eu ralhei com ele.

- Desculpe...

- David, querido... Seu pai e sua mãe tiveram uma espécie de descuido... só isso, mas a mamãe ta magoada e o papai gosta de outra pessoa entendeu? - Carter me encarou com um olhar de reprovação.

- Sim, acho que sim...

- Então, bebe... - eu encarei-o ainda no meu colo - por que você não vai indo pro quarto, já já a mamãe vai lá pra te ajudar com o banho, ok?- ele me retribuiu o olhar mais não parecia concordar muito comigo.

- Deixa eu ficar até o papai ir...to com saudade- ai, como isso me cortava o coração!

Mas eu não podia deixar, eu tinha que falar com Carter e a sos.

- David meu bebê. A mamãe e o papai tem que conversar... Depois você mata a saudade do papai.

- Ta bem mamãe... - ele saiu do quarto irritado.

- Tá vendo a confusão? Agora o meu garotinho está com raiva, confuso...Carter! A gente tem que tomar cuidado com ele...- eu choraminguei. Odiava quando machucava meu filho.

- Com ele ou com você? Não misture as coisas, Abby! - ele disse me encarando.

- Não misture você. Isso é sobre David, e só sobre ele! - eu já tinha alterado meu tom de vós de novo. Procurei alguma roupa pela sala. Não podia passar o resto dessa conversa de toalha.

- Então, por que você está nervosa?

- Ah Carter... Vamos resolver logo isso...

- Ótimo! Vamos resolver as coisas e sermos felizes juntos!

- Não Carter... Vamos procurar um advogado e agilizar os papeis.

- Você não está falando de divorcio...- ele parecia não acreditar.

- Sim, estou e é isso o que eu quero, o que você quer e o que vamos fazer.

- Nem a pau! - ele começou a alterar a voz me deixando mais nervosa ainda.

- Como não?! Eu não vou ficar sendo sua esposa pra toda a vida!

- Eu não vou dar o divórcio !

- Eu só vou facilitar a sua vida! Você vai poder casar com a outra lá.

- Eu não quero casar com ela!

- Ah, desculpa! Você só quer trepar com ela, né?- eu sentia o meu ódio e as palavras de David descrevendo o beijo deles invadindo a minha cabeça.

- Você sabe? Sabe com quem eu quero fazer isso...?- ele foi indo pra cima de mim de novo. Droga! Eu devia ter colocado uma roupa!

- Nem vem Carter! Amanha eu entro em contato com o advogado!

- Eu não vou te dar a separação!

- Então não reclame se levar chifre ta querido?

- Não faça isso!

- Eu não devo nada a você, Carter. Olha- eu puxei a toalha mais pra cima- e e é melhor você sair daqui...não quero mais brigar...- meu advogado vai procurar por você essa semana...

- Perda de tempo... - ele disse e parecia se preparar pra ir embora- posso subir pra dar um beijo no David.

- A vontade...- eu estiquei a mão até a escada dando passagem livre pra ele. Eu podia impedir tudo, menos isso.

Quando ele voltou eu já estava vestida e vendo televisão. Ele sentou do meu lado e eu olhei para ele e disse:

- Alguma coisa a mais Carter?

- Sim...

- O que?

- Isso! - ele chegou e me beijou.

Dessa vez eu resisti e não respondi ao beijo.

- Eu amo você- ele insistia em dizer e eu insistia em não me balançar com aquilo.

- Pára! - eu empurrei ele - John... Não me magoe mais ainda, por favor... Vá embora...

- Diga que não me ama e eu vou embora...

- Não dá pra dizer isso e você sabe... mas...

Ele me beijou de novo. Eu não agüentava. Duas vezes eu não conseguia resistir. Ele enfiava a língua na minha boca de uma forma agressiva e sensual que eu me derretia. Tentei voltar atrás empurrando ele pra longe, mas ele agarrou meus braços e me prensou no sofá. Eu tinha que fazer alguma coisa. Não podia me deixar levar de novo.Eu não era esse tipo de "mulherzinha".

Mas era impossível não beijá-lo de volta. Ele se separou de mim, mas não me deu oportunidade de falar e me beijou de novo. Meu filho de 4 anos estava em casa e se visse aquilo ficaria confuso. Quando as mãos começaram a desabotoar minha blusa eu me separei dele.

- Não Carter... Eu não sou desse tipo de mulher... Agora saia.

- Que tipo de mulher?- ele insistiu e venceu minha mão abrindo os 4 primeiro botões que para a minha sorte era cheia deles - mulher que ama o marido?- ele disse meio irônico desabotoando mais um botão.

Ele terminou e começou então a tira-la. O toque dele era tão bom que eu não tinha forças nem para para-lo.

Ele começou a beijar meu pescoço, meu ponto fraco. Eu consegui afastá-lo.

- Mulher que está separada do marido, mas fica tendo essas recaídas

- A gente tem isso, porque se ama.

- Pode parar John...

- Você sabe que eu não vou parar- eu podia ver um sorriso no rosto dele. E eu sabia que ele não ia.

Ele tirou minha blusa por completo e ia começar a desamarrar meu soutien quando eu dei um basta.

- Chega! Eu não vou transar com você, tá me ententendo?- eu disse, saindo do sofá.

- Abby... Vamos aproveitar...

- Claro, pra você eu sou apenas mais uma pra você da umazinha, mas isso me magoa muito.

- Você sabe que você não é isso... Sabe que eu te amo... - ele foi andando até mim e eu fui subindo as escadas.

- Saia!

- Então vem aqui.

- Que você quer?- eu disse cruzando meus braços. Estava convencida de que não ia fazer aquilo. Não porque eu não quisesse, por eu queria. E como eu queria!

- Vem aqui e eu te falo..- ele brincou malicioso comigo.

- Carter, não enche! - eu virei e fui subindo as escadas novamente e ouvi os passos correntes dele virem na minha direção.

- Hei espera! - ele segurou meu braço. - eu vou te dizer o que eu quero.

- Então diz logo que eu tenho mais o que fazer.

- Eu quero você, quero ficar com você.

- Ah, Carter! Se era isso nem precisava me parar...- eu fui subindo mais alguns degraus da escada até que ele me pegou com força.

- Não me faça te forçar fazer o que você quer fazer por vontade própria- ele disse e eu me segurei pra não gemer. Na verdade eu adora quando ele falava comigo nesse tom, de certa forma isso me excitava um pouco. Te-lo ali, no controle. Ele agarrou os meus dois braços e me pressionou contra o corrimão da escada.

Mas eu não podia demonstrar que aquilo me agradava, tinha que me fazer de vítima.

- Me solta que você está me machucando!

- Eu te conheço muito bem, sei do que você gosta e sei que você gosta disso.

Ele me beijou e eu retribuiu. A língua dele na minha boca me enlouquecia e eu estava me cansando de lutar.

Mas não, ele não chegaria até o fim mais uma vez.

- Sai daqui, Carter!- eu gritei quando ele foi em direção aos meus seios. Ele parece não ter me escutado e o toque macio dele já era mais agressivo. Ele continuou me beijando e minha pernas ficaram tão moles que não foi difícil ele me deitar no corredor, tentando tirar meu soutien.

Eu não podia deixar ele ter aquilo mais uma vez dessa forma. Não podia ser tão fraca meu Deus... ainda mais no meio do corredor. Eu empurrei ele e recoloquei meu sutien e disse:

- Carter pelo amor de Deus... Deixa eu viver minha vida. Você não pode chegar aqui e dizer: " Abby, vamos transar porque eu estou afim." Você fez sua escolha, agora aproveite-se dela.

- Deus! Você não pode esquecer isso??? Cristo! Eu errei, ok? errei feio, muito! E to pagando por isso há um tempo com você, com o David. Agora...- ele me encara como nunca - será que você não pode esquecer isso e deixar a gente ser feliz de novo?

- Não! - eu disse imediatamente e andei rapidamente. Não escutei nada além de um suspiro dele. Talvez tivesse desistido.

Eu estava quase entrando no quarto de David quando ele me agarrou por trás de novo.

Ele começou a beijar o meu pescoço e eu podia sentir meu corpo se render a ele. Ele me levou pro nosso quarto e trancou a porta.

- Eu te amo Abby...

Eu ia falar mais ele não permitiu. Ele começou a me beijar e as mãos dele começaram a acariciar meu seio. Eu tinha que pará-lo! Eu tinha!

A única coisa que eu podia fazer ali com as mãos imobilizadas era usar a boca. Levei-a até o pescoço dele e mordi forte. Ele era tão chorão que aposto que iria sair logo de cima de mim e sair reclamando.

- Ai, que delícia...- ele gemeu! Oh, não efeito contrário! Ele achou que eu fiz isso para...oh, meu Deus! E deu certo. Senti instantaneamente a ereção dele na minha barriga e as mãos rápidas começarem a tirar meu shorts.

Ele tirou me short rapidamente enquanto beijava meu pescoço. Ele me deitou na cama e começou a descer a boca pelo meu colo.

- John... - eu já não falava e sim gemia. Eu não conseguia mais pará-lo e nem queria, então mandei tudo pro inferno e resolvi aproveitar e comecei a tirar a camisa dele.

- Eu te odeio..- eu disse respondendo a mais um beijo dele.

- Que romantismo...- ele disse, arrancando risadas minhas. Não adiantava. Aquele cara me fazia feliz até nas piores horas.

- Isso é errado... - eu disse quando ele me beijou mais uma vez.

- Isso é certo (ele me beijou), nós somos certos (ele me beijou de novo), nós nos amamos (ele me beijou de novo) - Meu deus eu preciso parar com isso!

- Sim...- eu gemi quando ele pegou forte nos meus seios. Um silêncio permaneceu enquanto nós só nos encarávamos. Eu comecei a escutar o som da TV. Carter sorriu ao ouvir a voz do Bob Esponja no quarto ao lado.

Ele me beijou de novo. Eu desisti completamente de lutar, não adiantava. Eu queria aquilo, meu Deus como eu queria e não ia adiantar de nada tentar evitar. Ele começou a dar pequenos chupões no meu seio fazendo eu soltar alguns gemidos.

- Seja silenciosa...

- Impossível...- eu sorri e o vi aumentar os chupões que já não eram tão suaves. Ele tirou a calça e nossos corpos ficaram nus e colados. Ele começou a me ajeitar para finalmente fazer o que eu tanto queria quanto a TV ficou muda.

- Deus, Carter...o que será que ele está fazendo?- eu me preocupei.

- Relaxa- ele disse, se posicionando contra mim. Eu fiquei tensa. O que será que David estava aprontando?

- Criança quieta e sinal de encrenca...- eu confabulei. Ele não parecia dar muita importância pra isso.

- Eu tranquei a porta... Se ele bater a gente vê o que faz...

Ele pensa em tudo. Ele me beijou de novo e se ajeitou novamente em mim me penetrando levemente. Ele deu alguns empurrões leves em mim, mas logo aumentou os movimentos e quando eu estava quase gozando David bate na porta.

Merda! - eu não agüentei e xinguei. Tadinho do meu filho, mas seria um orgasmo tão bom...- corre pro banheiro.. .- eu ordenei a Carter que não sabia onde enfiar o tesão. Saiu correndo, meio sorrindo, meio triste.

- Fala , bebe- eu disse, quando abri a porta logo apos colocar uma blusa. Eu ainda podia sentir Carter dentro de mim e olhar para aquela carinha de anjo só me fazia sentir mais culpada.

- Ta muito calor ai?- ah? Por que ele teria perguntado isso? Olhei no espelho a minha frente e vi meu corpo suado e meu cabelo remexido.

- Tá sim bebe... Mas aconteceu alguma coisa?

- Só vim dar boa noite...

Ele com aquela carinha angelical fez meu coração apertar. Eu dei boa noite pra ele e o coloquei na cama. Quando eu voltei pro quarto Carter ainda estava no banheiro.

- Pode sair, prisioneiro...-abrindo a porta do banheiro, mas vi que ele estava tomando banho- seu maluco! Como é que você me liga o chuveiro comigo lá no quarto dele...?- eu fiquei brava, David poderia ter escutado algo.

- Não da pra ouvir, Abby, relaxa...- ele me tranqüilizou e abriu o box e pegou minha mão.

- Quero terminar o que eu comecei... - ele me pressionou contra a parede do banheiro e começou a me beijar.

- Ele pode ouvir...

- Não ouve não...

Eu queria terminar também aquilo, precisava terminar aquilo Ele começou a dar vários chupões no meu pescoço e suas mãos já acariciavam meus seios de novo. Senti a ereção dele na minha barriga

- Anda logo com isso...- e disse, beijando a boca dele. Meu medo de ser flagrada era maior que a vontade de passar a noite ali.

- Ainda gosta das rapidinhas, hein?- ele disse rindo, quando entrou rápido e duro em mim. Eu gemi alto pela entrada não esperada.

Ele continuou os empurrões fortes e fundos e eu finalmente atingi um orgasmo profundo. Meu Deus fazer aquilo com ele era muito bom. Momentos depois senti o jato quente dele dentro de mim. Ele me beijou mais uma vez e disse:

- Não me expulse dessa vez...

Eu sorri mas a verdade é que ele tinha de ir embora. Mas como falar isso a ele? Pensei um pouco e me lembrei que ele não era meu namorado se escondendo da minha mãe. Era meu marido traidor querendo não confundir a cabeça do nosso filho.

- Você precisa ir, Carter - ele olhou inconformado pra mim.

- Por que?

- O que eu vou dizer para David amanhã quando ele te ver aqui? A gente tem essas recaídas, mas não significa que vamos voltar... Acho bom você voltar para sua casa... Viver a sua vida... E ponto final. Quando meu advogado chegar de viagem ele vai falar com você.

- Eu não to acreditando no que eu to ouvindo...- ele disse, desligando o chuveiro e saindo, depois de enrolar a toalha na cintura.

- Carter, entenda - eu o segui até o quarto - as coisas não são assim...Você achou que uma transa ia apagar tudo?- eu coloquei a minha mão na cintura.

- Foram duas...- ele sorriu pra mim.

- Ok - eu me concentrei- você achou que duas transas ia apagar tudo?

- E se tivessem sido três?- ele perguntou voando até meu pescoço e tirando a minha toalha.

- Não... nem que tivessem sido três... Transa nenhuma vai fazer eu apagar tudo.

- Talvez se você disser o que eu devo fazer, eu faço e assim a gente pode ser feliz.

- Carter...

- Dá pra parar de me chamar de Carter por favor?!

- Cacete, não é seu nome?- eu fiquei surpresa

- Não, meu nome é John e você sabe muito bem que eu odeio que você me chame de Carter...

- Po, mas todo mundo te chama assim...- eu não entendi a irritação dele.

- Você não é todo mundo...- ele disse, magoado.

- Tá, John... Eu estou precisando de um tempo pra mim...

- Eu te dei um tempo... Os 10 meses que passei na África... Um tempo pra mim e pra você.

- Um tempo na qual eu pense em mim e não esteja quase morrendo de preocupação com meu marido.

- Duvido que você passou esse tempo só pensando em mim...- ele disse, num tom meio irônico que me enfureceu.

- Eu, peraí - eu alterei o tom de voz- agora você está duvidando da minha fidelidade?- eu disse, transtornada.

- Não disse isso.

- Pois saiba o senhor que eu fiquei esses dez meses fiel! E a única vez que eu ia tentar me encontrar com outro homem e tirar o meu atraso e você veio aqui e impediu isso. Agora não venha me dizer se eu fui infiel ou não! Não sou infiel!

Eu já não continha as lágrimas pelo rosto. A minha raiva foi voltando aos poucos. Ele não tinha o direito nem de pensar nisso!

- Fique você sabendo que eu nunca, nunca transei com outro cara além de você depois que terminei com Luka. Eu já ate me esqueci como é!! - eu gritei.

- Pode ter certeza de que não é melhor - ele devolveu o grito.

- Não tenho nem como contestar isso! Já você... Pode ter com outra algo que eu não te dei ne?!

- Abby...

- O que foi?! Só falta você dizer que eu sou ruim de cama né?! Infiel e ruim de cama... Perfeito...

- Não coloca palavras na minha boca...- ele foi colocando as calças de volta. Acho que finalmente tinha se convencido.

- Isso, agora corre pra ela de novo...- eu olhava com raiva- vai..- eu perdi todo o pudor de palavras os palavrões que estavam entalados na minha garganta - vai foder gostoso com aquela puta! - eu gritava e gesticula como se disso dependesse a minha vida. E de certa forma, dependia.

Ele virou para mim e voltou para onde estava anteriormente.

- Está com ciumes né Abby?

- Estou, qual o problema?! Ainda não me acostumei por ter sido trocada! Ainda amo o idiota que está na minha frente!

- É você quem dificulta...

- Dificultar? Se você não tivesse me traído isso não estaria acontecendo!- eu gritei.

- Você não percebe? Não percebe que..- ele se perdeu nas palavras e nas lágrimas- que se não for comigo, não vai ser feliz com mais ninguém? Que ninguém vai te amar como eu sempre te amei e te amo ainda????- ele gritou e eu não sabia se ficava feliz ou com raiva.

- Você está me rogando uma praga?- eu gritei mais alto, incrédula.

- Entenda como quiser! E vou logo te avisando - ele estava nervoso - pode tentar procurar outro, mas enquanto eu viver você não vai ser de mais ninguém além de minha ta entendendo ?

- Nossa que prepotência... Eu não sou sua! Não sou sua propriedade!

- É sim, é minha! - ele parecia descontrolado - e demais ninguém, tá ouvindo?- ele parecia outro, descontrolado e agressivo. Veio pra cima de mim pela milésima vez na noite, me encostando com força na parede. E eu ia provocá-lo.

- O que foi Carter? Está com medo de que eu possa ter outro? Outro mil vezes melhor que você? Outro seja bem melhor do que você na cama?

Ele olhou enfurecido pra mim. Parecia possuído por alguma coisa

Ele me beijou com força e eu empurrava ele de mim. Ele estava prendendo meus braços na parede e começou a morder meu pescoço. Eu até gostava disso mas eu acho que ele estava indo um pouco longe demais...

- Pára...- eu falei no ouvido dele na única intenção de para-lo eu não queria mesmo, dessa vez não.

- Você provocou, agora vai ter- ele passou a segurar meus dois braços com uma mãos só e com a outra ele massageava os meus seios também com força.

- É sério, Carter...pára - eu olhei séria para ele que não deu a mínima pra mim

- Você vai ver quem é o bom de cama.

- Eu tentava sair dele, mas era difícil. Ele beijou minha boca, mas eu num respondi.

- Sempre se fazendo de difícil né Abby?! Você adora isso... Gosta que eu force a barra?

- Eu gosto, mas agora eu não quero! Não quero mesmo! - eu disse séria.

Ele me olhou e "aquilo" parecia ter passado. Para falar a verdade, eu estava até com medo do que ele pudesse fazer comigo. Mas...não. Ele nunca seria capaz de nada, apesar de tudo. Vi ele me soltar logo em seguida.

- Desculpa, exagerei - ele foi se pondo em ordem de novo.

- Tudo bem, agora esta tarde e você deve ir pra casa... Por favor faça uma coisa pra mim?

- Sim... Fale...

- Me deixe em paz ok? Me deixe em paz!!

- Se você quer assim...- ele foi saindo do quarto e me deu uma aperto no coração. Será que era o q eu realmente queria???

A minha vontade era pará-lo e dizer que estava tudo bem, mas não podia. Quando eu deitei na cama a porta da sala bateu. Ele havia indo embora.