Mary e Bran
25 de dezembro.
Era uma vez uma manhã de Natal, e aquele seria o primeiro Natal que passariam juntos, como uma família. Bran, Mary e o pequeno Logan, com poucos meses de vida. Bran saíra de casa antes mesmo que Mary acordasse, apenas tendo deixado Logan dormindo ao lado da mãe, na cama do casal. Gostaria de voltar antes que eles acordassem.
Fez toda a correria que precisava e, com o negócio tendo sido fechado no dia anterior, buscou o presente de Mary no tempo em que gostaria de ter feito e voltou para casa. Preparou o café da manhã da esposa, e colocou uma parte essencial do presente embaixo de uma xícara propositalmente virada para baixo. Após ter ajeitado tudo conforme era do seu desejo, subiu as escadas e adentrou ao quarto que dividia com a mulher.
Um sorriso brotou aos seus lábios ao vê-la ainda adormecida ao lado do bebê de poucos meses. Não era de se admirar que Mary ainda estivesse dormindo, afinal, Logan ainda não os deixava ter uma noite inteira de sono. Deixando a bandeja ao lado da cama, inclinou-se para acordar a esposa.
- Bom dia, dorminhoca! Vamos lá, acorde! Quero te dar o seu presente. – sussurrou, enquanto distribuía pequenos beijos pela face da morena. – Já é Natal, e eu também quero o meu presente! – mordiscou levemente a bochecha, enquanto a vida acordar.
Afastou-se então e enquanto Mary levantava, colocou a bandeja sobre o colo dela.
- Feliz Natal, amor. E bom dia. – disse-lhe, com a voz ainda rouca do sono. – Dormiu bem?
- Feliz Natal, vida! – inclinou-se para dar-lhe um rápido selar de lábios. – Com você do meu lado, não tem uma noite que eu não durma maravilhosamente bem. Tome seu café que logo o nosso garotão acorda reclamando de fome. – deixou que o olhar recaísse sobre o fruto de seu amor com a esposa e um sorriso brotou em seus lábios imperceptivelmente.
- É por isso que eu te amo, Pritchard!
- É, eu sei disso. – o tom de voz brincalhão. – Eu também te amo, minha morena!
Mary, então, pegou a xícara para tomar o café e se deparou com uma chave incomum embaixo do objeto. Arqueou uma das sobrancelhas e ergueu a chave, arqueando uma das sobrancelhas. – Seu presente de Natal. Está lá embaixo.
Naquele momento Logan acordou e, enquanto Mary se levantava e colocava uma roupa mais quente, Bran pegou o filho no colo e deu-lhe a mamadeira com o leite materno, para alimentá-lo.
Desceram as escadas e, quando o pequeno terminou de mamar e adormeceu de novo, o Pritchard colocou-o no carrinho e aproximou-se da esposa, que o olhava em expectativa.
- Vem cá! – Bran chamou, pegando uma venda preta, que havia guardado estrategicamente no bolso da calça, para colocar quando fosse mostrar o presente da esposa. Amarrou a fita sobre os olhos da morena e abriu a porta, levando-a para fora. Tirou, em seguida, a venda e apontou para frente.
- Feliz Natal, amor. – sussurrou próximo à orelha de Mary, enquanto revelava o Mini Cooper vermelho que havia comprado para a mulher. – Escolhi esse carro porque ele é compacto, perfeito para você e o nosso meninão. Já coloquei todos os feitiços possíveis de proteção e de extensão... E eu peguei o vermelho porque é a sua cor. E eu adoro você de vermelho. – concluiu, enquanto a morena observava o carro com os olhos brilhando.
- Sério mesmo, Bran? É meu? Todinho meu? – indagou, não contendo a felicidade. O Pritchard apenas acenou com a cabeça.
Quando se deu conta, Mary já o tinha enlaçado o pescoço com ambos os braços e o beijava intensamente, demonstrando naquele ato o quanto amava o marido.
- Eu adorei, Bran. Te amo muito! – confessou, entre um beijo e outro.
- Também te amo, Mary!
E Bran esqueceu até do presente que ganharia da esposa. Apenas o sorriso nos lábios dela já foi o suficiente para mostrar-lhe que não queria nada mais na vida além de tê-la ao seu lado, com seu filho, sendo completamente felizes! Aquele era o seu primeiro Natal com uma família só sua. Aquele era o primeiro Natal de muitos.
