ALVO POTTER e a Cúpula Arcada

Antes de começar a ler, vejam a capa da fic q eu fiz num momento de tédio :D http :// img25. imageshack .us/i/cupulaq .jpg/ [copia e cola, juntando os espaços]


Capítulo 4 – Uma Manhã Agitada

A manhã era nublada em Hogwarts. Uma névoa rastejava lentamente pelos lagos da região. Alguns pássaros sobrevoavam em revoada o castelo.

Alvo acordou com os olhos inchados. Não conseguira dormir com Ghilaaf roncando ao lado de sua cama.

- Dormi muito, muito, muito, muito bem! – Disse o indiano.

- Nem sabe o quanto. – Disse Alvo com sarcasmo.

A próxima aula era Poções, mas antes ele quis passar na sala de Mighking, sem nem saber ao certo o que iria fazer lá. Talvez agradecer.

O professor estava conversando com Briam na porta da sala. Alvo percebeu que não deveria estar ali quando já estava muito perto dos dois, mas por sorte eles não viram. Ele deu alguns passos rápidos para trás e se escondeu atrás de uma coluna, de onde podia ouvir a conversa.

- Mighking. Rose está preparada, não acha? – Começou Briam

- Acho cedo para ela Sr. Briam. Um aperfeiçoamento pode deixá-la pronta, mas não tão rápido, se é ela que você quer. – Disse o diretor

- Não. Então não! Certamente vai ser um desperdício. Ainda temos tempo até a Rainha e os outros chegarem. Até lá decidiremos.

- Flitwick já dizia: "A decisão certa é a decisão trabalhada" e. -- Mighking foi interrompido.

- Flitwick morreu como um idiota. Ele não merece mérito sobre a minha vez.

- Talvez se ele não tivesse morrido tudo aconteceria melhor. Faltam alguns duelistas para a guarda.

- Não se preocupe com isso, Mighking. Estou analisando o filho do Potter. Aliás, tenho desconfiado que ele tenha o que nós precisamos...

- O dom?

- Sim, o dom. – Briam deu uma olhada em volta. O professor continuou. – Vou para a aula. Nos encontramos depois.

O corcunda andou em direção da coluna. Alvo se escondeu mais para trás. O professor passou reto, gemendo como sempre.

-Oi. – Alvo ouviu vindo de trás, pulando em um susto. Era Susan. Ela continuou – Hei. Pensei que não se assustava! E o seu "dom"?

- É isso! – Potter gritou, dando um sorriso. Saiu correndo Dalí, sem se importar em deixar Susan sozinha. Ele foi em direção da aula de Briam, onde Rose estaria.

Ela estava entrando na porta, e ouviu o chamado de Alvo. Ele contou sobre o que ouvira.

- Então você acha que Mighking está montando um exército, ou algo do tipo? – Perguntou Rose.

- Sim. Eles querem os alunos mais fortes para isso. – Disse Alvo.

Após terminar a frase, um menino forte e alto chamou por Rose. Era Timothy Greenwood, o apanhador da Soncerina.

- Olha, tenho que ir. Nos falamos na próxima aula. – Ela disse, e logo após saiu apressada.

Alvo Severo estranhou, mas voltou em direção da aula de Poções.

O professor era Rudyard Blair, e sua aula era uma das mais esperadas pelo primeiro ano.

- Sejam bem-vindos turma, entrem por aqui e... - - Ele parou de falar. Um enorme berro silenciou toda Hogwarts. Virando do corredor, vinha uma estranha criatura, com corpo de homem e cabeça de touro. Era um minotauro. O professor se assustou e puxou sua varinha. Alvo fugiu e se escondeu dentro da sala, deixando claro a todos o porquê de não ter sido selecionado para a Grifinória.

O Minotauro continuou berrando. Seus passos faziam espécies de tremores pelo castelo. Mighking veio correndo.

- O que está havendo aqui? – O diretor disse.

- Eu só quero estar aqui para receber minha rainha! – Disse o Minotauro.

Uma multidão cercava o animal, enquanto alguns corriam por trás tentando se salvar de um risco que não corriam mais.

Platus chegou caminhando lentamente, e quando viu o animal, arregalou os olhos.

- Não creio no que vejo! Astério! – Ícaro sorriu. O minotauro correu em passos largos na direção de Platus, que estava no meio da multidão. As outras pessoas saíram correndo, se expandindo, e deixando apenas Platus e Astério no corredor.

- Explique isso Platus! – Ordenou Mighking.

- Este é Astério, um velho amigo meu. Não se preocupe, ele não vai fazer mal a ninguém. – Disse Platus. O minotauro abraçou-o e começou a chorar. Uma enorme poça se formou em volta dos dois, levando em conta que Astério era três ou quatro vezes mais alto do que Platus.

Mighking se comoveu por alguns instantes. Depois percebeu o caos que ocorreu na escola por causa do bicho.

- Agora o tire da minha escola, Ícaro Platus! – Ordenou novamente o diretor. O Minotauro largou um gemido mais alto com o choro, era um animal sensível. A poça estava aumentando.

- Eu já disse! Não saio daqui até ver minha Rainha! – Choramingou Astério.

- Vamos, vamos! Vai ser melhor sair daqui Astério. – Disse Platus.

- Eu quero minha rainha! Eu quero, eu quero, quero!

- Venha! Ela não está aqui.

- Como não? Você não viu a carruagem que está na porta?

- Carruagem? – Perguntaram ao mesmo tempo Mighking e Platus.

O diretor andou em passos curtos e apressados em direção a uma grande janela gótica no fundo do corredor. Abriu-a com força, e atirou seu corpo alguns centímetros para frente. Ele virou-se com os olhos ainda firmemente fechados, e a boca prensada, mostrando desagrado. Alvo apareceu, e ficou espiando pela fresta da porta da saleta onde estava escondido.

- Platus... É melhor limpar a poça. Ela está aí. – Disse o diretor.

Mighking correu pelos labirintos de corredores do castelo, acelerou as escadas, e finalmente chegou aos jardins traseiros, onde estava a carruagem mais bela que já vira na vida. Era branca e tinha cerca de dois andares. Era puxada por dois cavalos vermelhos, que bufavam fogo pelas narinas. Logo todos os professores e funcionários da escola estavam atrás do diretor. Tão logo, estavam todos os alunos atrás dos funcionários, e a multidão que antes estava em volta do Minotauro, agora estava diante da Rainha, Elizabeth III.

Dois homens com cornetas douradas saíram da carruagem, e tocaram um pequeno som de entrada. "Com vocês, a Rainha da Inglaterra, Elizabeth III" – os homens gritaram.

Uma glamorosa senhora de cabelos negros desceu, com um vestido roxo até o meio da coxa e um chapéu – que mais parecia um sombreiro -, também roxo, que enfeitava sua cabeça, com uma pena branca que sobressaltava quase um metro sobre o chapéu. Sempre sensual, ela desceu da carruagem mostrando primeiro as longas pernas, depois levantando com um rebolado que não era comum de uma rainha.

Todos reverenciaram ao mesmo tempo. Mighking se aproximou, e falou algumas coisas no ouvido dela. Ela afirmou com a cabeça. Apesar de ter mais de oitenta anos, a Rainha era muito formosa.

- Abram o caminho para a Rainha! – Gritou Platus. A multidão que antes estava ali se dividiu em duas, uma em cada lado, abrindo um caminho pouco largo para ela passar, e adentrar o castelo. Num canto da parede, Astério estava preso por cordas e segurado por uns homens grandes vestindo preto, os Ratzingers, novos guardas do castelo, contratados por Flitwick.

Ainda nos jardins, que tinham um pouco da gente, Alvo saiu atrás de Escórpio, que ele não via desde o início da manhã. Ele estava discutindo com uns garotos do último ano, que provavelmente estava gozando do seu nome. Potter pegou-o pelo braço sem terminar a discussão, e correram para um canto.

- Onde você estava? Essa foi uma manhã movimentada! – Disse Alvo.

- Estava assistindo o treino de quadribol. Quase todo mundo estava! Você que desapareceu... – Disse Escórpio. Ele continuou. – Como assim uma manhã movimentada?

- Ouvi uma conversa de Mighking com Briam. Acho que eles querem montar um tipo de exército, e vou me oferecer. – Disse Alvo.

- Umm... O que mais? – Disse Escórpio.

- Só pra constar... Rose está saindo com Timothy Greenwood.

- O que ele tem de força ela tem de chatice.

Alvo riu. Continuou:

- Não tive aula de Poções. Não sei se percebeu... – Ele mudou para um tom mais firme. – Mas um Minotauro invadiu a escola!

- Eu vi. Ele fez o mesmo ano passado, e dizem que faz isso há uns cinco anos.

- Provavelmente. Parece um louco. – Disse Alvo. Continuou. – E por último a Rainha! E você diz que não estava sumido...

Escórpio riu. Resolveram voltar para o campo e continuar assistindo o treino. Fugir do tumulto da rainha seria bom por uns instantes.

Agora apenas algumas fãs de Timothy estavam assistindo ao treino. O estádio estava vazio. Alvo notou alguém estranho no time da Soncerina. Pelo que sabia, o Artilheiro do time era Kiko Becker, do terceiro ano, irmão de Katerine. Agora o que via parecia uma mulher. Mais do que isso. Ali estava a sua prima, Rose.

- Escórpio! Olhe! Rose é a Atilheira! – Alvo se espantou.

Escórpio riu. – Preciso ver isso! – Ele disse.

- É sério! – Retrucou Alvo. – Então Rose não está realmente saindo com Timothy... – Ele continuou.

- Por que tanto ciúmes de Rose? Deixe sua prima em paz. – Debochou Escórpio.

- É estranho ver alguém que conhece desde bebê saindo com a primeira pessoa que vê pela frente.

Escórpio gargalhou ainda mais.

Rose estava se saindo bem. Tinha bastante habilidade na marcação.

Chegaram os outros Artilheiros para o treino, Kiko Becker e Oliver Joffre.

De repente o treino parou. Os jogadores fizeram a reverencia. Era a Rainha que entrara no campo, acompanhada apenas por Mighking.

Alvo pensou que ela iria assistir ao treino em algum lugar fixo na arquibancada, mas ela não parava de andar. Ela vinha na sua direção apressadamente. O olhar de Alvo mudou para um olhar de pavor. Ele levantou-se em um pulo quando a rainha já estava mais perto do que imaginava. Ele fez a reverencia ainda tremendo.

- Olá jovem. – Ela começou. – Você é o filho de Harry Potter, certo?

- Sim, Vossa Majestade. – Disse Alvo.

- Meu tempo é pouco e precioso. Os trouxas percebem muito rápido minha falta. O que eu quero vou falar rápido: vou lhe dar um presente. Em nome de toda a monarquia inglesa, que nunca pode agradecer um bruxo dignamente. Quero que aceite este presente como um presente de uma mãe. – Disse Elizabeth. Atrás dela os dois homens que antes estavam com as cornetas estavam segurando com as duas mãos uma almofada vermelha com detalhes em ouro, com uma pulseira verde-musgo em cima. A Rainha continuou. – Querido, vou ir. Adeus. – Ela falou e virou as costas bruscamente, sem explicar muita coisa e sem permitir que Alvo tenha falado uma única palavra. Mighking deu uma piscadela para Alvo e acompanhou a Rainha até a saída.

Alvo ficou analisando a pulseira, dando algumas voltas procurando detalhes. Mas era uma simples pulseira verde-musgo. Ele botou-a, mas logo esqueceu que a levava no pulso.

Depois dali ele teria aula de Transfiguração e Astronomia. Alvo estava cansado, por tudo que acontecera naquela manhã. Seria difícil ficar para as próximas aulas, então ele chamou Escórpio para ir para a cabana de Platus.

Novamente Ghilaaf estava meditando sobre as abóboras, mas agora passou despercebido.

Quando estavam na porta da cabana, Escórpio ouviu um ruído vindo da floresta.

- Espere aqui, já volto. – Disse Malfoy, entrando na floresta com a varinha na mão.

Enquanto isso, Alvo olhou em volta, para certificar-se que ninguém sabia que eles estariam faltando às aulas. Ouviu um barulho. Atrás de uma abóbora pareceu ver Briam. Ele tentou disfarçar, e se escondeu atrás da cabana. Novamente viu o professor atrás de um tronco na floresta, o olhando com o olhar de fogo que ele parecia ter. Alvo foi andando de volta para o castelo, sempre sentindo a presença do professor. Na ponte coberta, Briam estava descaradamente nas suas costas. Cada passo que ele dava, via o professor o vendo de algum lugar, sendo um tronco ou uma parede. Cada vez Alvo andava mais apressado. Chegou a um lugar que ele nunca estivera antes. Na sua frente, apenas umas pedras altas dispostas em certos lugares formando um círculo. Já ouvira sobre este lugar antes, Susan e Katerine haviam citado seu nome, mas não sabia onde era. Ele se aproximou de uma pedra maior no centro do círculo. Alguns metros antes de chegar, caiu em um buraco muito fundo, onde parou em um tombo forte no chão de terra fria sob o solo. Ele desmaiou. O lugar era muito escuro, e o tempo no lado de fora já tinha ficado nublado e com alguns raios.