Autora: Jessy Potter

Ship: Draco/Harry - não se segue o definição de seus papeis na relação.

Sinopse: A solidão me deixa em paz. Por um momento, ela me liberta. Fecho os olhos e sonho com ele.

Obs¹: Não leve em consideração os dezenove anos depois, tudo além disso é verídico aqui nessa fic.

Obs²: Todos os nomes aqui sitado que lhe arremate ao mundo de Harry Potter pertencem unica e exclusivamente a JK. Rowling. Essa fic não arremata qualquer lucro ela fora criada unicamente para diversão própria e para futuros leitores.

Obs³: Queridos leitores que liam com devido carinho minhas fic sinto em dizer que as únicas duas fics em aberto ainda em meu site só não foi concluída, pois me falta criatividade, também não esperem, e sinto muito em dizer isso, mas não esperem atualizações fixas dessa fic, pois postarei de acordo com meu humor, pois ela ainda não está finalizada, mas está bem adiantada, então paciência. Mas eu espero de coração que vocês gostem e comentem afinal não saberei desse fato se não me disserem. Estava morrendo de saudades de todos os leitores e de escrever fics, espero ter voltado para ficar... ;D

FIC SEM BETAGEM - por isso paciência diante de alguns erros, tentei corrigi-los o máximo que pude, mas nunca se sabe não é? kkk

CONTEÚDO SLASH OU SEJA RELAÇÃO HOMOSSEXUAIS, HOMEM BEIJANDO HOMEM E POR AI VAI... - aviso dado!

Beijos e se deliciem...


Capitulo 4.

-X-

A solidão me deixa em paz

Por um momento, ela me liberta.

Fecho os olhos e sonho com ela.

-X-

Draco olhou para a porta pela qual Blaise havia acabado de sair e ainda pensou em passar por ela e ir ter-se com Potter e a Weasley, mas um riso infantil chamou-lhe a atenção e Draco sorriu olhando para a janela.

Na rua iluminada pelas luminárias nos postes, ele pode ver o mesmo menino loiro rindo na companhia de sua mãe, enquanto essa o guiava tranquilamente para casa.

oOo

Na manhã seguinte Harry, Hermione e Draco eram os únicos na Mansão Black, sentados à mesa para o café da manhã, Potter lia as duas matérias que pediu para que seus dois amigos jornalistas a publicassem nos jornais.

_ Tudo está correndo como planejado. – disse Hermione afirmando.

Harry assentiu e olhou para Malfoy que nem tocara no café da manhã.

_ Ouça Malfoy se não comer algo agora, pode não ter força se tivermos que lutar. – disse Harry, arrancando um olhar carrancudo de Malfoy.

_ Eu só não estou com fome. – disse o loiro de forma cortante.

_ Do mesmo jeito que não estava com fome ontem à noite? – perguntou Harry perdendo a paciência.

_ Sim do mesmo jeito. – rebateu o loiro.

_ Chega! Harry se já terminou, por favor, retire-se. – disse Hermione de forma firme ao qual recebeu um olhar indignado do amigo. – Tudo do que não precisamos agora é discursões. Estamos indo em uma operação de salvamento, precisamos estar sincronizados, como jamais estivemos. – Hermione olhou para Malfoy que abaixara a cabeça e com uma voz em tom mais ameno, continuou: - Malfoy, Harry tem razão. Você precisa comer. Precisa de energia para o caso de nós entrarmos em uma batalha. Faça isso pelo seu filho.

Malfoy assentiu levando uma torrada a boca.

oOo

_ Os dois estão prontos? – perguntou Hermione segurando um copo com um liquido borbulhante e repulsivo. E Harry e Malfoy assentiram segurando copos com os mesmos conteúdos. – Certo, então no três bebemos. Um, dois, três.

E os três viraram a poção goela abaixo. Harry sentiu a tão conhecida sensação de suas células estarem se distorcendo e a sensação forte de enjoo logo o assaltou, mesmo após anos trabalhando e bebendo essa poção ela ainda lhe causava esse tipo de desconforto. E quando a poção Polissuco chegou a sua transformação final Harry era um homem barrigudo e de cabelos castanhos. Hermione uma mulher alta, cabelos pretos e de pele escura. E por fim Malfoy, magro de cabelos longos e olhos âmbar.

_ Vamos. – disse Harry com a varinha na mão e com um olhar decidido caminhando para a saída da Mansão onde aparatariam. Assim que os três colocaram os pés na rua, Hermione segurou nas mãos dos dois e aparatou direto para Dover.

Era no alto de uma montanha, da onde eles tinham uma vista privilegia e completa do porto de Dover. Harry observou Malfoy dar um passo a frente em direção ao desfiladeiro.

_ Como procuraremos por Scorpius aqui de cima? – perguntou Malfoy de forma quase bruta, fuzilando Hermione com o olhar, mas essa estava entretida demais com sua bolsa para respondê-lo.

_ Hermione não me diz que essa bolsa é a mesma...? – perguntou Harry.

Hermione sorriu para Harry de forma cumplice.

_ Ela mesma, eu coloquei tudo que vamos precisar aqui dentro. Principalmente coisas para primeiros socorros, quando resgatarmos Scorpius.

_ Feitiço de extensão. – sussurrou Malfoy e Harry assentiu. – Certo e o que estamos fazendo aqui em cima? – perguntou o loiro em um tom mais alto.

_ Observar. – disse Hermione. – Observar até que tenhamos certeza da localização do cativeiro. Assim que entardecer e se tivermos alguma pista, eu e você desceremos até lá e investigaremos. – concluiu Hermione olhando para Malfoy que assentiu.

_ E eu? – perguntou Harry.

_ Você será os nossos olhos, Harry. Ficara aqui em cima e falara comigo por Bluetooth, pelo celular. – disse Hermione lhe entregando um aparelho celular e o que parecia ser um fone de ouvido só que sem o fio e sem precisar conecta-lo em nada.

Hermione colocou o tal fone no ouvido direito de Harry e colocou um precisamente igual em seu próprio ouvido esquerdo.

_ Assim ficaremos conectados diretamente. Malfoy você também. – Hermione equipou o loiro e sorriu. – Pronto, agora vamos nos separar. Malfoy você fica aqui no meio. Harry você cobre aquela área à direita e eu cobrirei a área à esquerda.

Os dois homens assentiram.

Hermione retirou três fotografias de sua bolsinha.

_ São esses três homens que queremos localizar. Sabemos que eles estão aqui nesse porto, e é com eles que conseguiremos a localização do cativeiro aqui em Dover. – disse Hermione. – Aqui peguem. – disse ela lhes entregando o que parecia ser binóculos. – Eles estão enfeitiçados, com eles vocês conseguiram ver de forma clara lá em baixo, se quiserem poderão perseguir até uma barata.

Hermione piscou de forma travessa.

_ Me agradeçam depois, por pensar nisso. – disse ela coquete.

Malfoy revirou os olhos e Harry sorriu.

_ Valeu Hermione. Você é demais. – Harry sorriu para amiga.

_ Certo agora vamos. Qualquer coisa é só me contatar por telefone. Bye! – disse ela começando a se afastar. – Ah e nos juntaremos aqui ao meio dia. Boa sorte!

_ Boa sorte Malfoy. – disse Harry para o loiro já se afastando para seu posto, afinal o dia seria longo.

E realmente foi longo. Já se passava das cinco da tarde e ainda nenhuma movimentação estranha. Nenhum daqueles três caras aparecera. Os três ainda haviam se juntado como Hermione pedira ao meio dia, almoçaram, trocaram informações e voltaram em seguida para seus postos e desde então Harry estava ali, com aquele binoculo enfiado no meio da cara, buscando por algo que nem sabia, mas que era essencial.

Harry estava acostumado com aquilo. Afinal sua vida desde que a guerra acabou era essa: sair, colher informações e observar. Com sorte num bote certeiro ainda conseguiria capturar a maior presa.

Mas tudo estava correndo como planejado, esse era o perímetro que eles haviam estipulado para a possível localização do cativeiro, era sem margem para erros.

Em meio aos seus pensamentos conflituosos, Harry finalmente sorriu.

_ Aí estão vocês. Pensei que teria que começar a festa sem vocês como acompanhantes e guia turístico. – disse de forma travessa. Olhando os três homens saírem de um carro azul e entrarem pelo que parecia ser uma casa, com um gramado queimado de sol. Parecia mais uma casa abandonada ou simplesmente mal cuidada.

Harry discou os números de Malfoy e Hermione.

_ Os achei. Carro azul, Marine Parade. – informou.

_ Certo. Malfoy localizou? – perguntou Hermione.

_ Sim. – veio à voz de Malfoy fria.

_ Tome o restante da sua poção Polissuco, vamos descer agora. – disse Hermione.

_ Certo.

_ Harry fique de olho em qualquer movimento nas a proximidade e qualquer coisa suspeita nos informe imediatamente. – ordenou Hermione em seu tom de sargento.

_ Sim Capitão. – brincou Harry que ainda ouviu o bufo indignado da amiga. Sorriu.

Pelo binoculo Harry viu o momento exato que a figura polissucada de Hermione e Malfoy aparatou próximo ao carro azul estacionado.

_ Qual casa H? – perguntou Hermione e Harry gargalhou.

_ H? – O moreno riu e outro bufo raivoso o fez calar. - Tudo bem, parei. Casa do pior gramado que tiver. – Harry ouviu Malfoy bufar e por algum motivo levou Harry a sorrir ainda mais.

_ Certo, nos cobriremos com sua capa Harry, fique atento. – avisou a amiga.

_ Ok. Estou de olhos bem abertos.

E Harry observou Hermione tirar sua capa da bolsinha e cobrir ela e Malfoy sem demora. E assim ficaram pelas próximas quatro horas até que um homem baixinho saiu da casa e seguiu para o carro azul, entrando nele. Harry sorriu ao ver a porta de trás do veiculo se abrir e se fechar, sozinha.

O veiculo seguiu pela estrada e quando estava completamente fora de vista, Harry recebeu o aviso.

_ Harry não largue seu posto, fique de olho na casa. Scorpius está ai dentro. – disse Hermione.

E inconscientemente Harry assentiu tomando uma posição mais séria.

_ Certo. – disse ele em um tom confiante.

_ Ligarei para Rony e perguntarei se ele sabe nos informar o que ocorreu em Leeds. – informou Mione. – Falo com você assim que terminar o trabalho com esse aqui.

_ Tudo bem, só não demore.

Hermione só voltou a falar com ele depois de uma hora passada. A casa continuava sem grandes movimentações. Era como se aquela calmaria fosse algo os avisando do perigo que ali continha.

_ Harry, nós estamos indo ai. – e no segundo seguinte ouviu um POC atrás de si.

Observou Hermione amarrar o sujeito na arvore, desacordado.

_ Ele...? – perguntou incerto.

_ Poção do sono. Acordara talvez amanhã. – sorriu sua amiga de forma diabólica. – Nós conseguimos informações preciosas. As coisas em Leeds estão como planejávamos a segurança no porto triplicou, mas pelo que diz nosso amiguinho ai... – disse Hermione apontando para o homem desacordado.

_ As coisas na casa também não estão fracas não. – disse Malfoy pegando um binoculo e se colocando no lugar de Harry.

Hermione assentiu.

_ A segurança aqui também aumentou um pouco. Esse cara ai ele é como se fosse responsável pelo controle dos prisioneiros. – Hermione tirou da bolsa um frasco. – Aqui eu tenho mais um pouco de poção Polissuco. Harry, você vai entrar assumindo a forma desse cara. Você me levara como prisioneira, Malfoy ficara coberto com a capa. Assim que chegarmos ao local a onde Scorpius está, você levara Malfoy até a cela e Malfoy pegara o menino e o escondera debaixo da capa com ele. Com sorte conseguirei me polissucar por alguém lá de dentro e sairemos sem sermos notados. Sem precisarmos lutar e colocar a vida do menino e as nossas em risco.

_ Certo. – disseram os dois homens do trio.

_ Malfoy... - chamou Hermione. Assim que o loiro a olhou, ela continuou: - preciso que se concentre apenas em pegar Scorpius e sair de lá com ele sem ser notado, independente do que encontrarmos lá, não colocaremos a vida de nenhum de nós por motivos pessoais em risco. Certo?

Malfoy assentiu torcendo os lábios.

_ Eu sei cumpri meu papel, Weasley.

_ Ok. – concordou Hermione ignorando o tom azedo do outro. – Vamos descer. Harry pronto?

Harry puxou um pequeno punhado de cabelo do sujeito e misturou na poção a bebendo em seguida transformando Harry em um homem ainda gordo, só que dessa vez careca.

_ Quem é esse cara? – perguntou o moreno vestindo as roupas do homem.

_ Seu nome é Bobby Luperty, trabalha aqui no porto de Dover. Dono de uma das maiores empresas exportadoras de produtos. Tem 56 anos. Bruxo de sangue-puro. Tem três filhos homens. E sua mulher faleceu no parto do terceiro filho e você nunca mais se casou. – informou Hermione.

Harry acariciou a barriga robusta e sorriu.

_ Que vidinha animada eu tenho hem? – brincou dando tapinhas nas próprias banhas. Hermione riu e Malfoy bufou.

_ Será que podemos seguir com o plano ou você vai continuar namorando sua barriga avantajada, não que ela seja diferente do normal, não é Potter? – cutucou o loiro.

_ Está dizendo que sou gordo Malfoy? – disse Harry dando um passo na direção do agora cabeludo Malfoy.

_ Chega vocês dois. Precisamos estar sincronizados lembram? Agora me deem seus Headset e telefones celulares. – pediu Hermione recebendo um olhar confuso dos dois. A castanha bufou. – Esse troço em suas orelhas.

_ Ah. – disseram ambos tirando e entregando a ela.

_ Malfoy fique com isso. – disse a castanha entregando ao loiro sua bolsa. – Caso eu e Harry tenhamos que lutar eu quero que saia da casa e venha para cá com Scorpius e dê os primeiros socorros necessários para ele.

_ Ok. – concordou o loiro.

_ Vamos. – disse Harry.

Os três aparataram.

Assim que tocaram o asfalto da Rodovia Wellesley, onde Hermione havia deixado o carro do tal Bobby, Malfoy se cobriu com a capa e entrou no carro, acompanhado de Harry e Hermione.

_ Estacione um pouco longe da casa. – aconselhou Hermione no banco do passageiro.

_ E o que eu falo se me perguntarem algo a seu respeito?

_ Diga que me pegou espionando o barco que usarão para exportar as crianças. Diga que sou uma jornalista.

_ Entendi.

_ Mas seja convincente. Aquele cara era bem convencido para seu próprio bem. – disse Hermione. – Ah sim, aquela não é bem uma casa, aquilo é uma ilusão para os trouxas, para você entrar nela precisa dizer: Lord das Trevas. É como se fosse uma replica da Mansão Black.

Harry sorriu.

_ Que originais eles são. – disse Harry com asco para em seguida respirar fundo. - Vamos acabar logo com isso.

Harry amarrou as mãos de Hermione de forma frouxa e da forma mais discreta ambos saíram do carro com Malfoy em algum canto ao deles.

Aproximaram-se da residência e Harry sussurrou a tão secreta palavra chave.

A real casa era mais que uma mansão, se aquela coisa enorme pudesse ser chamada de casa. Como conseguiriam passar despercebidos ali, quando ele nem sabia onde estavam as crianças?

_ Estão no porão. – sussurrou Hermione como se tivesse lido a sua mente.

Certo pelo que parecia era no porão que Harry tinha que ir. Abriu o portão que rangeu e só o fechou quando teve certeza que Malfoy havia passado e o mesmo aconteceu na porta de entrada.

_ Olha, olha se não é o Bobby. – cumprimentou um homem que deveria ter por volta dos 30 anos, de cabelos vermelhos tingidos. – E quem é nossa convidada especial, Bobby?

_ Pelo que parece essa daqui é jornalista daquele jornal de mera O Pasquim. – cuspiu Harry. Arrancando uma risada do ruivo. – Estava espionando algo que não devia, não é docinho?

Harry sacudiu Hermione.

_ Então pelo que vejo ela interrompeu sua noite de folia, pobre Bobby. – disse outro homem que deveria ter a mesma idade do verdadeiro Bobby.

Harry apenas o encarou de forma firme e fria e mesmo assim o outro riu.

_ É Charles parece que o Bobby está mesmo de mal humor. – comentou o mesmo velho se referindo ao mais novo.

_ Quer ajuda com ela, colega? – perguntou o ruivo mirando Hermione de cima a baixo.

_ Acho que eu mesmo vou ensina-la uma lição por meter esse nariz aonde não se deve. – Harry puxou os cabelos de Hermione que soltou um grito de dor.

E os dois caras riram.

_ Até que ela é uma princesa, não é Marcos? – disse o tal Charles se aproximando.

O velho de nome Marcos riu assentindo, mas se mantendo sentado.

_ Acredito que acabei de dispensar qualquer ajuda ou será que não me fiz entender muito bem? – comentou de modo frio e soberbo e Charles deu de ombro voltando a se sentar.

_ Hoje realmente você está insuportável Bobby. – choramingou o ruivo e Harry revirou os olhos.

_ Quer que eu chame um dos novatos para ajuda-lo a leva-la até o porão? – perguntou o mais velho.

Harry sentiu uma apreensão nessa hora.

_ Tudo bem, eu acho que pode ser engraçado se o Charles me acompanhar. – disse de forma quase diabólica, mas mantendo certa indiferença.

O velho riu.

_ Realmente vocês dois não tomam jeito. Vão lá vocês dois se divertirem enquanto eu fico aqui com mais um bando de brutamontes e essa merda de apetrecho trouxa que nem sei o nome. – disse Marcos se referindo a uma televisão.

_ Não liga para ele. O que vai ser hoje Bobby, crucius? – perguntou o ruivo soltando uma risada em seguida.

_ Ela tem informações que preciso. E vamos tira-la seja por bem ou por mal, não é docinho? – Harry voltou a puxar os cabelos de Hermione que retornou a gritar de dor.

_ Eu já disse que não vi e não sei de nada. – resmungou ela de forma raivosa.

_ Todos dizem isso. – comentou Charles rindo.

Charles que seguia um passo a frente acabou liderando o caminho para o porão. O ruivo abriu uma porta de madeira e em seguida destrancou um portão de aço rustico. O cheiro que tomou as narinas de Harry era tão intenso que a vontade de coça-lo e acabar com aquele cheiro de fossa era imenso, mas resistiu ao ato.

Eles desceram uma escada íngreme e logo em seguida um corredor extenso com varias portas de aços se fez presente, tudo ali embaixo era iluminado por tochas, que iluminava o caminho de forma parca.

_ Vamos coloca-la na jaula ao lado do menininho Malfoy, assim poderemos ouvir seu choro e quem sabe eu não gravo para mandar para o papaizinho dele, aquele traidor. – comentou Charles rindo com vontade admirando a própria ideia.

Harry riu de forma fria.

_ Já desceram o jantar do menino? – perguntou Harry de forma indiferente.

Charles que abria a cela olhou para ele e deu de ombros.

_ Você que deveria me dizer Bobby se seus prisioneiros come algo além de suas fezes aqui embaixo? – e o ruivo riu.

E como se fosse levado por uma força sobrenatural Harry viu o ruivo cambalear para trás aparentemente sozinho e em seguida ter seu nariz borrado de sangue e logo Harry percebeu o que acontecia ali: Malfoy.

Malfoy que voltara a sua forma normal, vestindo roupas grandes demais para seu corpo, agora se encontrava em cima do tal Charles e o esmurrava como se isso dependesse a sua vida. Harry sabia que o tal Charles não duraria muito com um Malfoy descontrolado em cima dele, cobrindo cada parte de seu corpo com pancadas.

Sem contar que era até bizarro ver uma cabeça planando no ar e mãos e pernas sem corpo solto no ar ou largado ao lado de outro corpo que era esmurrado de forma raivosa e descontrolada por mãos brancas como se fossem fantasmas.

_ Harry me solte. – pediu Hermione que já começava a voltar para sua forma natural também. Harry a soltou e a castanha saltou para cima de Malfoy segurando seus braços – Acabou Draco, chega. Pronto. Ele não pode mais ferir seu menino. Chega.

_ Me solta. Eu quero mata-lo. ME SOLTA PORRA.

_ Não Malfoy, você precisa pegar seu bebê, lembra-se?

E com essas palavras pareceu que foram os suficientes para tirar Malfoy de seu delírio raivoso e assassino. Pois Harry ainda viu o corpo que segurava a gola da blusa do ruivo, respirar profundamente e solta-lo se colocando de pé, para em seguida ir até a próxima cela, com a capa cobrindo-lhe ainda metade do corpo.

– Anda Harry me ajuda a coloca-lo dentro da cela. – Harry caminhou até ela e pegando pelos pés do ruivo o levou até o centro do pequeno cubículo. – Certo, agora me ajuda a despi-lo.

Harry assentiu ajudando-a em seguida. Harry observou à amiga limpar as vestes do tal Charles, tirando qualquer resquício de sangue e vestindo-se com elas, para em seguida pegar do bolso das próprias vestes um frasco de poção Polissuco e tirar um punhado de cabelo do ruivo colocando-o no frasco e em seguida bebendo-o.

oOo

Malfoy destrancou a porta com um movimento de sua farinha e com as mãos tremulas e suja do sangue daquele infeliz a escancarou.

No meio daquela escuridão que tomava a cela, ele pode ver um pequeno embrulho se encolher e choramingar baixinho. Draco engoliu um bolo que se formou em sua garganta e caminhou em direção ao seu próprio filho. Draco não quis se apegar aos detalhes do corpo e nem da situação geral do pequeno, apenas fez o que combinara com a Weasley.

Com os olhos fechados Draco ergueu a varinha e em um sussurro estuporou o próprio filho. Aquilo era preciso, somente assim poderia sair sem que os gemidos de Scorpius os deletassem. Tirou da bolsa um coberto e enrolou o corpo pequeno que tanto conhecia e sem deixar uma parte se quer descoberta, o pegou no colo e foi impossível não notar a leveza que agora era Scorpius. Draco mais uma vez engoliu o bolo de sua garganta e cobriu a ambos com a capa que ainda mantinha com ele.

E em passos lentos caminhou para a cela ao lado a onde encontrou dois ruivos um seminu e ainda desacordado e ensanguentado e outro em uma pose afeminado ao lado de um Potter ainda pançudo e careca. Chegou perto do ruivo afeminado e sussurrou.

_ Estou com ele, vamos.

Weasley assentiu.

_ Vamos Bobby. – disse a castanha tomando a voz e o tom brincalhão do ruivo caído adormecido. – Com sorte todos só perceberão, assim que já estivermos em Londres.

_ Como vamos para Londres? Acredito que Scorpius não pode aparatar nesse estado. – sussurrou Draco.

Hermione assentiu.

_ Vamos de carro. Uma hora e meia daqui até o centro de Londres é o que vamos levar para chegar lá.

Potter assentiu.

_ Vamos sair daqui logo. – disse Potter em um tom firme.

_ Bobby segue meu embalo. – Potter voltou a assentir para a Weasley seguindo-a.

E Draco só desejou que eles saíssem de lá na mesma tranquilidade que entraram.

oOo

Harry deixou Hermione ir à frente, observando assim que saíram pela porta no alto da escada, Hermione rir alto - como o tal Charles fazia.

_ Realmente que grande diversão foi essa, Bobby? Durou o que quinze minutos? – perguntou ela de forma travessa e irônica.

Harry revirou os olhos entrando no jogo da castanha.

_ Eu ia adivinhar que a mulher era tão fraca assim? Agora me poupe Ruivo asqueroso. – disse o moreno no tom frio que usara minutos atrás.

Harry ouviu passos e pode ver o mesmo homem de antes vindo ao encontro deles dois. Marcos.

_ Foram rápidos hem? – comentou o velho encostando-se à parede de forma relaxada.

_ Bobby como sempre exagerou em seus métodos. – emburrou-se Hermione, fazendo o mais velho sorrir.

_ Ora Charles, aposto que você teve um pouco de culpa nisso, não é? – comentou Marcos caminhando em direção à sala da casa, fazendo Harry e Hermione, segui-lo de bom grado. – Por que não me contam o que ocorreu lá embaixo e...

_ Aff... – bufou Hermione. – Não antes de o Bobby me pagar uma rodada de bebida, afinal é o mínimo que ele pode fazer para me compensar.

O velho riu alto.

_ Como se eu fosse fazer isso mesmo. – disse Bobby (Harry) caminhando para a saída do lugar.

_ Onde pensa que vai Bobby? – perguntou Hermione indignada. – Você vai ter que me recompensar pela minha decepção lá embaixo.

_ Não mesmo. Vou até o porto resolver algo e retorno em seguida. – disse Harry com a mão já na maçaneta da porta.

_ Então vou contigo. – empertigou-se Hermione ainda em seu papel.

_ Não vai não. – disse Harry.

_ Vou sim.

_ Eita Bobby, parece que vai ter companhia essa noite. – comentou o velho deixando bem claro em sua face enrugada o tanto de graça que estava achando da situação.

Harry bufou abrindo a porta e dando passagem para Hermione passar, batendo o pé impaciente. Ao que essa fez questão de se demorar para dar tempo de Draco escapulir também, mas para o tal Marcos não passou de uma cena de pirraça por parte do ruivo.

_ Não se preocupe, eu trago algo para ti, Marcos. – disse Hermione para o velho piscando e esse gargalhou.

_ Até. – disse Harry para encurtar a conversa.

_ Até para vocês dois.

Assim que Harry fechou a porta. Hermione ainda continuou implicando com ele com se fosse realmente o tal Charles, mas quando os três entraram no carro, ela foi a primeira a desabar.

_ Essa foi muito fácil. – disse ela ainda com os olhos pregado na casa de gramado queimado. E em um tom impaciente, após ver a porta de trás abrir e fechar sozinha, ela continuou: - Harry arranca com o carro, vamos sair logo daqui.

E Harry não esperou um segundo pedido para fazer o que lhe era mandado.

oOo

Draco sentia as mãos, as pernas – para falar a verdade o seu corpo todo tremia. Seus olhos se recusavam a olhar para baixo a cada gemido que o menino em seus braços transmitia. Não pense que isso era indiferença. Draco só queria manter a sanidade e o controle de suas ações até que aquele maldito do Potter parasse em algum hospital.

_ MAS QUE PORRA POTTER, TEM COMO VOCE DIRIGIR ESSA SUCATA MAIS RAPIDO? – gritou em um rompante quando o dito cujo ousou em parar no meio da estrada no sinal vermelho pela terceira vez.

_ O sinal está vermelho e... – veio à voz de Potter preencher seus sentidos com mais raiva ainda.

Draco levou o corpo para frente, tomando o cuidado com o menino, e puxou Potter pela cola da camisa de encontro a ele e quando finalmente teve aqueles olhos verdes no mesmo nível que o seu, urrou de raiva.

_Eu vou falar só uma vez e eu espero que você entenda bem: Corra com a merda desse carro, Potter.

Draco sentiu uma mão pousar em seu ombro e olhou para a amiga de Potter que lhe sorria. O loiro bufou de indignação soltando a gola do infeliz cabeça rachada.

_ Pode correr Harry o máximo que puder tentarei manter os trouxas longe.

Potter assentiu e Draco voltou a se recostar no banco e suspirou.

_ Weasley, você tem algo que possa diminuir a dor que ele deve estar sentindo? – perguntou Draco após alguns minutos de silencio.

A Weasley assentiu.

Draco a observou futucar a tal bolsa e sorrir quando finalmente encontrou um pequeno frasco.

_ Faça com que ele beba tudo, isso manterá o corpo dele anestesiado até que possamos chegar a Grimmauld Palace. – disse ela lhe estendendo o frasco ao qual Draco parou o movimento do próprio braço, o mantendo esticado no ar, após ouvir as ultimas palavras da menina a sua frente.

_ Meu filho ira para um hospital, Weasley. – disse o loiro firme.

_ Não podemos arriscar Malfoy, em Grimmauld um médico, amigo meu, estará nos esperando.

_ Um médico não é suficiente. Meu filho precisa mais do que isso.

_ Ou é esse medico ou você quer correr o risco de seu filho ser morto no hospital? Basta escolher Malfoy. Afinal a Chefia entrou na sua casa e o raptou, então o que a impedira de colocar alguém no hospital para mata-lo e acabar com qualquer chance de ele virar uma testemunha ocular?

Draco assentiu de forma ríspida e contrariada. Afinal a Weasley tinha razão, por mais que Draco não suportasse a ideia de concordar com ela, mas naquela hora o bem estar de Scorpius era o mais importante. E com um movimento duro arrancou o frasco das mãos da Weasley que sorriu docemente.

_ Não se preocupe Malfoy o Dr. Billy é tão bom quanto Dino pode ser e de total confiança. – informou-lhe Potter, enquanto Draco tentava fazer Scorpius beber a poção.

_ Eu não estava falando com você e sim com a Weasley. – informou Draco também de forma ríspida vendo Potter apertar o volante com mais força que o necessário.

_ Ainda me pergunto por que eu o ajudei nisso? Oh, a é... – começou Potter de forma debochada. – Eu não fiz isso por você e sim pelo menino, afinal ainda peço a Deus que ele seja bem melhor que o próprio pai.

Draco serrou os olhos e quando ia dá uma resposta a Potter, Weasley mudou o rumo da conversa.

_ Apresse-se Harry, temos alguém machucado e sangrando aqui nesse carro e eu estou mais preocupada com o bem estar dessa criança do que com a rixa infantil e sem sentido algum de vocês dois.

Draco e Potter suspiraram concordando e o moreno pisou ainda mais no acelerador.

Assim que Harry estacionou o carro em frente ao numero treze do Largo Grimmauld, Hermione foi a primeira a sair do carro e já abrindo a porta traseira para que Malfoy pudesse sair com o menino e Hermione ainda o ajudou com Scorpius o segurando enquanto o loiro também deixava o carro.

_ Harry, não se esquece de mandar um aviso ao ministério, pois acredito que aqueles tapados ainda nem perceberam o sumiço do menino. – Harry assentiu. – E dê um fim nesse carro. -Harry voltou a assentir, concordando. – Vem Malfoy, vamos cuidar de quem realmente importa aqui.

Harry viu Malfoy assentir e assim que eles sumiram para dentro da casa numero 12, Harry arrancou com o carro em direção ao centro de Londres.

Agora que a diversão vai começar. – pensou o moreno comum sorriso torto nos lábios.

oOo

Draco estava aflito, não, aflito ainda era pouco, estava apavorado. Estava fora de seu controle emocional normal. Fazia três horas que aquele médico maldito estava com Scorpius no quarto e ainda nenhum sinal, nenhuma noticia se quer. Olhou para a Weasley sentada em uma das poltronas da sala lendo um livro pequeno de forma tranquila.

Claro que ela estava lendo, afinal não era a filhinha dela que estava lá dentro toda ensanguentada e machucada. Por que ela teria que se preocupar? E Potter também que não voltava? E o idiota do Blaise que não dava um ar de vida?

Draco que estava sentado no sofá se levantou pela decima vez, sim decima vez, pois ele estava contado para ter essa certeza - e se direcionou para a mesa de bebidas e encheu seu copo pela terceira vez, a bebida também estava sendo contada.

_ Malfoy, eu sei que é difícil nessas horas, mas seu filho vai querer vê-lo sóbrio quando acordar. – disse a Weasley sem tirar os olhos do bendito livro e Draco torceu os lábios e bebeu o conteúdo do copo em um só gole.

_ Estou perfeitamente sóbrio. – disse mordaz.

_ Por enquanto.

E foi quando Draco ia dá uma resposta bem malcriada para a fuinha que Potter resolveu dar o ar de sua repugnante graça.

_ Nossa já estava pensando que a Weasley teria que desenhar o caminho do Ministério para você, Potter. – disse Draco se servindo de mais um drink, mas viu Potter olhar para a castanha de forma confusa e ela fazer um sinal vago com as mãos do tipo: 'ignore, ele não sabe o que fala. '.

_ O que posso fazer se o Ministro aprecia a minha companhia, Malfoy. – disse Potter sorrindo de forma debochada e colocando um pouco da bebida para si mesmo. Draco bufou e se afastou da mesa.

_ Aposto que ele aprecia mais a sua glória do que a você realmente dito, afinal quem gostaria de ter um tapado que nem você por perto mais do que é saudável? – Draco riu.

_ Com certeza você gostaria neh? Já que até dormiu na minha cama. – disse Potter e Draco gargalhou.

_ Claro que sim. Assim como é possível seu querido mentor voltar à vida. Mas eu me lembro bem da forma que deixei seu quarto assim que Blay me contou de quem a maldita cama pertencia. – disse Draco de forma fria e sorriso satírico vendo pelo canto do olho Potter retesar o corpo.

_ Não fui eu que fiquei todo ressentido por eu ter recusado sua amizade. – informou Potter rindo por trás do copo.

_ Amizade? Eu nunca quis sua amizade, eu queria só o que todos buscam de você, Potter. Tirar proveito da sua fama. – informou o loiro com o sangue quase em ebulição.

_ Nem todos Malfoy. – disse a Weasley, ainda lendo seu livro.

_ Claro. Como pude me esquecer dos amiguinhos de ouro do Herói? Sou tão insensível. – disse o loiro de forma debochada. Draco que estava com os nervos à flor da pele, se estourou. – MAS QUE MERDA ESSE MÉDICO TANTO FAZ? – gritou o loiro finalmente perdendo o controle.

Cadê Blaise quando se precisa dele. – pensou se jogando no sofá em seguida.

_ Eu vou ver o que acontece e vocês dois vê se não destroem a sala enquanto estou ausente. – disse a Weasley finalmente largando o maldito livro.

Quando se passou cinco minutos da ausência da Weasley, Draco não aguentou e se pôs de pé assustando Potter que pegara o mesmo livro que a Weasley estava lendo, sentando-se na poltrona da mesma.

_ Onde está indo? – perguntou Potter e Draco sorriu debochado.

_ As compras. Por que quer que eu lhe compre um guarda-roupa novo, querido? – ironizou e Potter revirou os olhos.

_ Seria legal se você começasse a ser mais educado dentro da minha casa, Malfoy.

_ Como se eu quisesse estar aqui. Com licença, Potter. – disse Draco caminhando em direção as escadas, mas parou antes mesmo de chegar até elas, pois Weasley e o tal Dr. Billy estavam descendo o ultimo lance.

_ Podemos conversar Sr. Malfoy? Em particular. – perguntou o doutor, Draco sorriu de forma irônica.

_ Foi para isso que esperei por quase quatro horas Doutor. – informou Draco.

Potter revirou os olhos.

_ Acho que vou beber um pouco de café. – disse o quatro olhos se retirando da sala.

_ Use a biblioteca Malfoy. – disse a Weasley e Draco assentiu.

Draco caminhou até lá um pouco mais na frente, para que assim pudesse guiar o doutor até a biblioteca. Uma vez dentro dela, Draco fechou a porta e ofereceu algo de beber ao médico que recusou de forma educada. Draco sentou em uma das poucas poltronas ali dispostas e ofereceu uma a sua frente ao médico que a aceitou educadamente.

_ Pode falar e sem me esconder nada. Pode falar de forma direta e sem rodeios.

O doutor assentiu e se pôs a falar sobre o diagnóstico de Scorpius que se resumia em um braço e uma perna, destroçados; concussões e fraturas por quase todo corpo, ferimentos excessivos em toda parte do peito. Abuso de maldiçoes como crucius e imperius. Mas o que doeu mais em ouvir foi o abuso lascivo de relações sexuais.

_ Sei que é duro ouvir isso Sr. Malfoy, mas aquela criança foi violada de formas inimagináveis, me admira que ela ainda respire. – informou o doutor compadecido.

Mas Draco não queria aquele compadecimento e nem a pena de ninguém. Ele queria entrar naquela casa de novo e torturar todos eles. Cada um daqueles malditos, sem varinha, sem magia alguma, queria acabar com cada um com seus próprios punhos.

Draco que tinha ao seu lado uma mesinha com uma garrafa de whisky bateu a mão nela e levou a garrafa e a mesa contra a parede e ambos os objetos se espatifaram ao encontro desta.

Draco se levantou e passou as mãos pelos cabelos.

Ele já tinha se prevenido dessa informação, tinha dito a si mesmo que aquilo podia acontecer. Só que não tinha ideia que ouvir aquelas palavras doeria tanto, quando suas suspeitas fossem confirmadas. Draco já sentira muito ódio nessa vida, já virá muito ódio nos olhos de outras pessoas, mas naquele momento ninguém poderia medir a extensão da raiva, do ódio, do rancor e da sede de vingança que sentia por si mesmo e pelas pessoas que fizera aquilo a seu bebê.

_ Deus ele é só uma criança. – disse mais para si mesmo do que para qualquer outro ali dentro.

Quando se acalmou o suficiente para conseguir olhar algo além do tapete horroroso daquela biblioteca, encarou os olhos pretos do médico.

_ Quais são as chances dele superar isso? – perguntou mesmo sabendo a resposta. Afinal ninguém podia culpar um pai desesperado em manter as poucas esperanças que ainda podia possuir naquele momento.

_ Nulas. – disse o médico sem rodeios.

_ Então eu quero que a mente dele seja alterada. – Já ouvira falar daquele tratamento, onde pessoas que passara por transtornos como aquele os curandeiros usarem obliviate para apagar suas mentes, fazendo-os esquecer da pior parte de suas vidas. Dando um novo inicio de vida.

_ Ouça senhor Malfoy nas condições que ele se encontra nós não podemos...

_ O que não podemos é deixar o meu filho se torturar por conta desse trauma, Dr. Billy. – disse Draco voltando a perder a paciência. Afinal que porra de sobrenome é Billy?

_ Eu não poderei fazer e nem deixarei ninguém fazê-lo com a situação que aquela criança se encontra nesse momento. – Draco ia insistir, mas o médico foi mais rápido. – Ouça Sr. Malfoy, assim como o senhor eu também quero ajudar Scorpius a superar tudo isso, mas a mente daquela criança, do seu filho, foi manipulada por tempo demais para podermos altera-la nesse momento. Você quer faze-lo esquecer de tudo isso ou quer deixa-lo insano?

Draco suspirou e voltou a se sentar.

_ E o que o senhor recomenda então doutor? – perguntou em um tom de ironia.

_ No momento ele está à base de sedativos e até que seu corpo se recupere é assim que irei mantê-lo. A única coisa que nesses dias deva se preocupar é em ficar ao lado dele e falar com ele, para que Scorpius saiba que você está ali.

Draco assentiu.

_ Ele passou por um grande trauma Sr. Malfoy.

_ Eu bem sei disso Dr. Billy e peço sua descrição diante do diagnostico do meu filho e peço que não conte nada do que o necessário para os outros dois indivíduos dessa casa. Afinal essa informação só diz respeito à família do doente e de mais ninguém. – Draco o encarou de forma firme e observou o doutor assentir levemente. - Acredito que agora eu possa vê-lo?

_ Sim, mas não se assuste com os aparelhos e nem com os curativos excessivos, é tudo pelo bem estar e a rápida recuperação de Scorpius. Talvez ele choramingue a noite, pois estou fazendo alguns ossos crescerem novamente nele e mesmo sedado a dor pode ser um pouco sentida. Não é fácil fazer crescer ossos.

Draco assentiu.

_ E se o senhor puder falar para a Sra. Weasley que quero falar com ela, ficaria muito agradecido. – pediu o medico.

_ Certo, pedirei para a Weasley venha ter com o senhor. Com licença.

E sem mais Draco se retirou e antes de ir até Scorpius passou na sala e informou a Weasley que o tal doutor Billy queria falar com ela. Weasley assentiu caminhando para o corredor que ele acabara de abandonar.

_ Está tudo bem, Malfoy? – perguntou Potter com sua preocupação em evidencia.

_ Isso não te diz respeito, Potter. Mas agradeço sua preocupação. – respondeu de forma vaga e sem mais subiu as escadas sobre o olhar indignado de Potter.

oOo

Continua...


Nota: Esse capitulo era para sair na sexta anoite, mas por culpa da eletropaulo ele foi atrasado para essa tarde de domingo T.T

Fiquei dois dias sem luz, sem pc, sem net... Estava até começando a sentir os efeitos da abstinência me tomando... foi uma coisa terrível.

Mal teve ação nesse capitulo, sem que muitos esperavam, até eu esperava O.o, mais sangue nesse capitulo, mas não tinha como gente realmente não tinha. O coitado do meu Scorpius precisava de cuidados e briga naquele momento era inoportuno, mas quem sabe alguém não se vinga o sofrimento do nosso bebê?

Ai está mais um capitulo acredito um tanto menor que os anterior, mas o próximo será bem grandinho aguardem até final de semana que vem... *-*

Pois acredito que vai valer a pena. ;D

Quero agradecer todos os comentários que recebi, valeu mesmo adorei cada um deles.

Para o Matheus, Paulo, Guest e a Juliana - que comentaram sem colocar seus e-mails - muito brigado por comentar e obrigado por curtirem a fic. ;D

Agora como são meio-dia e meio e ninguém é de ferro deixa eu ir papa que a comida está cheirando aqui... *¬*

Bjos e abraços de urso em todos

Jessy

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