Bom, aqui está o capítulo. Dentro uma semana tem uma surpresa pra vocês, e eu acho que até no máximo dia vinte chega o capítulo três. E eu vou prestar vestibular agora na semana que vem, então fiquem na torcida! Certo que eu to no segundo ano e não preciso passar, e além disso eu não estudei um segundo sequer. Tinha planejado passar a semana em casa dando duro, mas aí me convidaram pro shopping e sabe como é... não resisti. Tenho programa até o fim-de-semana aeahaeuehauae...

Bom, esse cap vai pra Nati, que eu adoro e estava morrendo de saudades.

Fini Felton (continua acompanhando que tu descobre D), Mel Black Potter, Thaty, Crystin-Malfoy (auheuaehuea beijo amor), Julinha Potter, Marina (espere e verá!), Monique (poxa, obrigada! Mas espera um pouco mais que eu revelo. E não pensa que o suspense é só esse. Pegue uma confusão com o passado da Gween, coloque mais duas pitadas de intriga, muita mentira, romance, orgulho e acrescente um serial killer. Aí você tem The It Girl!), Amy L Black (não se preocupe que seu namorado virtual chamado The It Girl vai corresponder às expectativas!), Bi Radcliffe (se eu pudesse ir pra São Paulo ver vocês, já tava aí! Ebaaa! Beijo amor), Tahh Black. Obrigada a todos que vêm acompanhando e deixando reviews. E aproveitem!

Beijos, Gween Black. (e se vocês quiserem podem apertar no botão roxinho e deixar uma review!)

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- Capítulo Dois -

Janelas Abertas

"Feeling so hot tamale!

Estou me sentindo tão quente e picante!

Boy I know you watchin' me

Cara, eu sei que você está me observando"

(It's Like That – Mariah Carey)

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- É típico. Ficar na cama até o meio-dia.

Gween soltou um gemido, enquanto puxava o acolchoado para cima da cabeça.

- Nem pense. – ela ouviu a amiga replicar e abrir as janelas. – Estou com saudades demais para deixar que você durma até de noite. E nem pense em colocar a culpa no fuso-horário. – ela completou, quando Gween foi retrucar.

- Eu sempre detestei essa sua mania. – ela retrucou. – Estou maravilhada em rever você, mas o sono pesa mais nesse momento. – ela silenciou por alguns instantes. – Portanto... vá embora!

- Se eu for... – Nicolle sorriu marotamente. – Os croissants também vão...

- Ai... croissants... – a garota gemeu, enquanto abria os olhos. Nicolle estava sentada na beirada de sua cama, com uma bandeja carregada de croissants no colo. Por trás do sorriso maroto, Gween percebeu uma camada de preocupação. Essa era uma das coisas injustas de tudo aquilo: preocupar as pessoas que amava. – Deve ter acontecido alguma catástrofe enquanto eu dormia, para você me trazer café da manhã na cama.

- Almoço. – Nicolle apressou-se em corrigir, enquanto Gween revirava os olhos.

- Que seja.

- Lily me obrigou. Ela foi a uma reunião no departamento em que trabalha e me fez trazer isso a você. – a garota depositou a bandeja na cama, no colo de Gween, enquanto pegava um croissant e mordia. – A propósito... tirei o dia de folga para implicar com você.

- Oh, não!... – Gween brincou, enquanto levava um delicioso croissant de chocolate à boca.

Ela parou para avaliar a amiga. Os cabelos de um castanho escuro, quase negros, caíam até pouco abaixo do ombro, e o corte combinava perfeitamente com a exótica pele morena e os olhos grandes e amendoados. A boca fina e o nariz arrebitado completavam a aparência, concedendo-lhe uma beleza original. Por cima, vestia um grande macacão que devia um dia ter sido branco, mas que hoje estava coberto de inúmeras cores.

- Você é exatamente o que eu imagino de uma artista. – Gween sorriu. – Incluindo o ar amalucado. – completou, no que a amiga revirou os olhos.

- E você parece uma hedonista egocêntrica e fútil.

- Nossa, obrigada. – Gween deu um sorriso irônico. – Era exatamente o que eu esperava que você dissesse.

- É? – Nicolle sorriu também. – Puxa, então vou cortar a parte do orgulho... de quando eu vi seu rosto na capa da revista, da faculdade que você estava cursando, da sua coragem e... – ela parou de falar. Nenhuma das duas estava preparada para as lágrimas que começaram a escorrer pelos olhos de Gween. – Oh, Deus, não faça isso, por favor...

- Desculpe. – fungando, Gween esfregou os olhos. – Eu ando numa montanha-russa emocional. Todas as coisas dentro de mim sobem e descem, balançam de um lado para o outro...

- Tome. – Nicolle pegou um lenço e entregou-o a Gween, também com os olhos marejados. – Só não chore, por favor, senão eu também vou chorar.

- Isso pode inevitavelmente abalar a carreira de vocês. – a loira deu um suspiro triste. – Amizade de infância com celebridade em desgraça afeta a vida da artista plástica em ascensão.

- Isso é um pouco de exagero. – Nicolle deu de ombros, enquanto passava geléia em um pedaço de pão. – Você era uma celebridade na América. Aqui as coisas acontecem de modo diferente, ninguém vai considerá-la uma celebridade por aqui.

- Muito obrigada. – Gween respondeu, os lábios contraídos numa expressão contrariada.

- E depois, não é uma desgraça total. Você vai ver que isso nem chegou aos tablóides daqui. Nada vai afetá-la enquanto estiver em território inglês. – Nicolle mordeu o pão. – A não ser que você se descubra em falência. – ponderou.

- Isso é muito consolador. – Gween respondeu, jogando as cobertas em seu colo para longe.

Nicolle avaliou o corpo nu na sua frente. A garota possuía seios de bom tamanho: o busto 88cm – dado que constava na maioria das revistas americanas – não era enorme de grande, estilo Extra G, mas era o suficiente para dar a ela um corpo inspirador de fantasias. A cintura era fina, os quadris eram curvos e as pernas eram longas e bem torneadas. Se não conhecesse a amiga, diria que o corpo ostentado era resultado da tecnologia moderna.

Gween pegou o chambre de algodão egípcio que estava pendurado no pé da cama. Era o seu mesmo, comprido e dourado, extremamente confortável. O que significava que Lílian havia mandado buscar suas malas no aeroporto.

- Você emagreceu um pouco desde a última vez que fomos visitá-las. – o que acontecera há quase seis meses.

- Era parte do que fazia. – respondeu, mesmo sabendo que grande parte do emagrecimento era devido ao stress daqueles últimos meses.

- Fazia? – Nicolle estreitou os olhos.

- Já me cortaram uma vez, Nicolle. – ela falou, com um suspiro cansado.

- Está certo que você realmente demonstrou um péssimo julgamento e uma incrível falta de bom-senso.

- Pode ter certeza que convidarei você para testemunhar isso se necessário. – a loira respondeu.

- Mas... você não fez nada ilegal, nada que justifique o fim de sua carreira. – ela sorriu. – Se você não quiser retomar a faculdade, tenho certeza de que o que aprendeu é o suficiente para o básico, algum estágio, por exemplo. Mas se quer continuar posando para que as mulheres corram para comprar algum produto por um preço absurdo, ou de maneiras que façam os homens perderem vinte pontos de QI ao impacto, não pode deixar que isso a detenha.

- Eu sabia que havia apoio moral em algum lugar. – comentou Gween, depois de pensar por um momento.

Nicolle levantou-se também – mas ainda continuava uns cinco centímetros mais baixa que os 1,70m de Gween. O que não a impediu de puxar a amiga e abraçá-la.

- Eu estava pensando... – murmurou Nicolle.

- Conseguiu? Temos que soltar foguetes! – Gween comentou, rindo da expressão da amiga.

- Já que eu tenho que passar a tarde sendo torturada pela sua presença... – recebeu um olhar incrédulo da amiga. – Podemos ir ao shopping. Eu sei que você adora fazer compras.

- Contanto que você troque esse seu macacão manchado, por mim tudo bem. – Gween apontou para a roupa de Nicolle.

- Há-há. – ironizou a morena. – Então... o que temos para eu vestir na sua mala? – perguntou, enquanto abria a mala de Gween e começava a revirar as roupas. – Uau! Eu posso usar? Você deixa? – perguntou, apontando uma saia Gucci e uma blusa Donna Karan, enquanto Gween ria.

- Claro. – a loira respondeu. – Mas aí você tem que usar essa bolsa. – completou, apresentando uma Louis Vuitton à amiga.

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- Estou morta! – Lílian abriu a porta do apartamento e jogou três sacolas em cima do sofá. Gween e Nicolle imitaram-na, também com três sacolas cada uma.

- Mas valeu a pena! – Gween sentenciou, enquanto atirava-se numa poltrona e tirava os sapatos. – As nossas aquisições são maravilhosas!

- Sou obrigada a concordar. – admitiu Nicolle.

- E por um tempo, elas serão minhas únicas compras. Não vou poder abusar deste jeito até voltar a ganhar cachê... – Gween comentou, displicente.

- E que seja logo. – Lílian sorriu para a amiga.

- AH, GAROTAS! – Nicolle soltou um gritinho histérico. – Eu não contei para vocês!

As duas outras viraram-se para Nicolle, lançando olhares indagadores e perguntando "O quê?".

- Eu... eu... ahh, eu nem acredito!... – Nicolle levantou-se e começou a dançar. – EU CONSEGUI PATROCÍNIO!

Gween e Lílian soltaram gritos histéricos também, e em seguida acompanharam a amiga na dança da vitória.

- Isso merece ser comemorado. – a loira abraçou a morena, beijando suas duas faces. – Vamos fazer uma festa!

- Quem é o patrocinador?

- Ted Mooldir Romlav, o empresário famoso! – ela fez um gesto de vitória. – Sir Romlav adorou o meu trabalho e quer levar para a América! Garotas, isso é tão...

- Fantástico! – Gween completou.

- Explêndido! – Lílian acrescentou.

- Inacreditável... – Nicolle sorriu. – Estou tão feliz...

- Ei... – a ruiva parou por um momento. – Vamos convidar os garotos para comemorar com a gente?

- Garotos? – Gween perguntou.

- Tiago, Sirius e Remo. – Nicolle sorriu. – Lembra?

- Oh, sim, claro. – a loira deu um sorriso maroto. – Eles continuam tão charmosos quanto antes?

- Muito mais. – Lílian sorriu. – Ok, vamos nos arrumar. Eu já vou chamá-los.

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O banho sempre fora uma terapia para ele. Assim como a música. Sorriu, enquanto abria a porta do banheiro e entrava o quarto, onde os acordes de uma guitarra enchiam o ambiente. Sem pensar realmente, dirigiu-se até seu roupeiro, vestiu uma samba-canção de cetim preto e uma calça jeans um número maior. Antes de pegar qualquer camiseta, porém, um movimento na janela do apartamento da frente chamou sua atenção.

Qualquer pensamento coerente desapareceu gradativamente de sua mente, enquanto observava a garota mover-se pelo quarto e sentia-se estremecer.

A luz estava acesa, e a janela, aberta. Por isso conseguiu divisar completamente quando a blusa vermelho-sangue caiu no chão, deixando aquelas costas de uma pele tentadoramente clara nuas, à exceção da tira vermelha de um sutiã. A cintura era fina, e ele sentiu o corpo ser sacudido por um tremor de desejo quando avistou as duas covinhas logo abaixo da cintura.

Em seguida, os olhos quase se embaçaram de desejo quando a calça foi jogada para o lado e ele pode avistar pernas compridas e bem torneadas, e o quadril coberto apenas por uma minúscula calcinha de renda vermelha. A garota da janela abriu o sutiã, mas ele estava ocupado demais em observar a curva do seio que era possível avistar para notar a peça cair no chão.

Para a sua perdição, ela soltou os cabelos loiros, que caíram como uma cascata até a metade das costas. E, então, ela virou-se. Com as mãos tapando os seios e um olhar malicioso, ela mirou-o. Alteou a sobrancelha, enquanto ele virava-se e saía do quarto.

Quem quer que fosse a nova vizinha, já o havia atiçado. Embora algo ligeiramente familiar foi percebido naquele brilho maroto dos olhos cor-de-mel. Meneou a cabeça, enquanto fechava a porta do quarto.

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Gween sabia que estava sendo observada. Sentia o peso de olhos masculinos sobre si, então não poupou esforços em parecer maravilhosamente sensual. Mas, quando se virou, sentiu a respiração falhar. Aqueles mesmos olhos azuis. Será que...? Não. Ela estava louca.

Apressou-se em altear a sobrancelha de uma maneira um tanto quanto arrogante, enquanto observava o seu admirador virar-se. Então baixou a persiana da janela e escolheu, com cuidado, um Valentino em seu armário – já atulhado com as roupas de sua mala e de sua última compra.

Passou uma base apenas para deixar a pele mais homogênea, e depois passou somente lápis preto e rímel nos olhos. Queria algo que fosse misterioso. Abriu o armário, pegando um vidro da sua coleção de perfumes: Acqua di Gió, por Giorgio Armani – seu preferido. Passou algumas gotas no pescoço, outra gota pequena no decote e mais uma no pulso. Algo instigante, mas não óbvio.

Sorrindo com o resultado, pegou seu Manolo preto e saiu do quarto. Quando chegou na sala, encontrou as duas amigas igualmente bem vestidas: a ruiva estava usando uma saia preta até os joelhos e uma blusa branca muito decotada – com destaque para seu generoso busto – enquanto a morena usava um tomara-que-caia verde simples, mas que lhe assentava perfeitamente.

- Vocês estão magníficas! – exclamou, depois de alguns minutos.

- E você está deslumbrante! – a morena respondeu.

- Obrigada. – a loira agradeceu, enquanto olhava para a porta. – Nós precisamos pensar. Já chamaram a pizza? – perguntou.

- É claro. – Lílian soou extremamente eficiente. – Muzzarela, quatro queijos, alho e olho, palmito, e portuguesa. Dentro de vinte minutos recebemos nossa entrega.

- As bebidas! – Nicolle bateu em sua própria testa. – Sabia que havíamos esquecido de algo. Pode deixar, eu vou buscar. – então pegou a chave de seu carro e abriu a porta, parando em seguida. – O que eu compro?

- Cerveja, eles irão preferir. – Gween começou. – Pode trazer também uma generosa quantidade de Smirnoff Ice. E quanta Coca-cola couber em seu carro!

- Não esquece o refrigerante sabor guaraná! – Lílian avisou. – Odeio Coca-cola.

Nicolle apenas assentiu, divertida, enquanto saía pela porta.

- Se vocês já fizeram tudo isso... – Gween começou a brincar com uma mecha do cabelo. – Nada mais justo que eu tratar dos convidados.

Lílian estreitou os olhos. Sabia, desde o início, que Gween daria um jeito de se encarregar da tarefa.

- Claro. – ela sorriu. – À vontade.

Gween adiantou-se para a porta, mas parou quando a amiga completou:

- Mas nos deixe pelo menos um. – um brilho malicioso tomou conta dos olhos de Lílian. – Também queremos nos divertir

Próximo Capítulo: Carpe Diem. Reviews!