CAPITULO TRÊS

"2 de setembro. Continue sonhando. ". – Leu Lena.

– Os capítulos vão ser marcados por datas? – Perguntou Marian.

– Eu acho que sim. – Respondeu Macon. – Continue Lena.

"Caindo. "

– Caindo? – Perguntaram Rid, Liv, Link, Marian e John. Macon e Amma permaneceram quietos como estiveram durante todo tempo.

Ah não. Ethan...

É. O sonho, Lena.

"Eu estava em queda livre, despencando no ar.

- Ethan!

Ela me chamou, e o som da sua voz fez meu coração disparar.

- Me ajude!

Ela estava caindo também. Estiquem meu braço, tentando segura-la. Estiquem o braço, mas só encontrei ar. Não havia chão sob meus pés e minhas mãos se enfiavam em lama. Encostamos as pontas dos dedos e vi fagulhas verdes na escuridão.

Então ela escorregou por meus dedos e só consegui sentir a perda. ".

– O que foi isso, cara? – Perguntou Link, espantado.

– É um dos nossos sonhos. – Explicou Lena.

– Nossos? Vocês dois tem os mesmos sonhos? – Perguntou Liv

Lena e Ethan se entreolharam

– De vez em quando, sim. – Respondeu Ethan de modo sombrio.

"Limão e alecrim. Eu consegui sentir o cheiro dela, até naquele momento.

Mas não consegui segura-la.

E não conseguia viver sem ela. ".

Que lindo!

Ethan corou.

"Me sentei de repente, tentando recuperar o folego.

- Ethan Wate! Acorde! Não vou admitir que chegue atrasado ao primeiro dia de aula. – Eu podia ouvir a voz de Amma gritando do andar de baixo.

Meus olhos focalizaram um ponto de luz suave na escuridão. Eu podia ouvir o distante som da chuva contra a velha janela da fazenda. Deve estar chovendo. Deve ser de manhã. Devo estar no meu quarto.

Meu quarto estava quente e úmido por causa da chuva. Por que minha janela estava aberta? ".

– Melchizedek. – Acusou Amma.

– Tio Macon? O que o senhor esteve fazendo lá? - Perguntou Lena, desconfiada.

– Creio que será explicado, querida. – Disse ele. - Continue.

"Minha cabeça estava latejando. Deitei novamente na cama e o sonho foi se dissipando, como sempre acontece. Eu estava em segurança no meu quarto, em nossa antiga casa, na mesma cama de mogno que rangia onde provavelmente seis gerações de Wate dormiram antes de mim, onde pessoas não caiam por buracos feitos de lama e nada nunca acontecia.

Olhei para meu teto de gesso, pintado da cor do céu para impedir que as abelhas carpinteiras fizessem ninho ali. O que havia de errado comigo? ".

– Sabe, eu também me pergunto isso. – Debochou John

– Calado. – Disse Ethan entredentes.

"Havia meses que eu tinha esse mesmo sonho. Apesar de não conseguir me lembrar de tudo, a parte da qual eu me lembrava era sempre a mesma. A garota estava caindo. Eu estava caindo. Tinha que me segurar, mas não conseguia. Se eu soltasse, alguma coisa terrível aconteceria com ela. Mas esse era o problema. Eu não conseguia soltar. Não podia perdê-la. Era como se eu estivesse apaixonado por ela, mesmo não a conhecendo. Tipo um amor antes da primeira vista. ".

– Arg. Muito açúcar para o meu diabete. – Disse a Sirena viciada em açúcar.

– Eu achei muito lindo, Ethan. – Disse Marian.

E eu simplesmente amei

Ethan sorriu e deu um grande beijo na namorada. Mas antes que o coração de Ethan começasse a falhar alguém interrompeu:

– Ótimo. Vamos parar com o agarramento aí. Continua a história.

Todos olharam para Link, espantados com o que ele tinha acabado de falar.

– Que foi? – Perguntou ele, estranhando os olhares sobre si.

– Bem, é que eu pensei que você não estivesse prestando atenção no que estávamos lendo. – Disse Lena.

– E que não estivesse interessado. – Completou Ethan.

– Claro que estou interessado. Vou aparecer daqui a pouco. Quero ver você me descrevendo como: o seu melhor amigo, além, de gostoso, gato e pegador. – Disse Link fazendo charme no final.

Os mais jovens riram.

– Certo. Posso continuar lendo Senhor Gostoso, Gato e Pegador? – Perguntou Lena rindo.

– Cara, sua namorada está me dando mole. – Disse Link. E dessa vez todos gargalharam alto.

"Mas isso parecia loucura, porque era apenas uma garota num sonho. Eu nem sabia como ela era. Eu vinha tendo o sonho há meses, mas em todo esse tempo jamais vira o rosto dela, ou pelo menos não conseguia lembrar. Eu só sabia que tinha a mesma sensação horrível toda vez que a perdia. Ela escorregava da minha mão e meu estomago parecia afundar, como nos sentimos durante a queda em uma montanha-russa.

Frio na barriga. Essa era uma porcaria de metáfora. Era mais como um tiro.

Talvez eu estivesse enlouquecendo, ou talvez só precisasse de um banho. Os fones ainda estavam em volta do meu pescoço, e quando olhei para o visor do meu ipod, vi uma música que não reconheci. ".

– A música sinalizadora da minha mãe. – Disse Ethan.

"'Dezesseis Luas. '

O que era aquilo? Cliquei nela. A melodia era assustadora. Eu não conseguia identificar a voz, mas tinha a sensação de que já ouvira aquilo. ".

- Vai cantar? – Perguntou Ethan e John, ao mesmo tempo.

"Dezesseis Luas, dezesseis anos

Dezesseis dos seus mais profundos medos

Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas

Caindo, caindo ao longo dos anos..."

– Com você cantando, não parece tão assustador assim. – Observou Ethan.

– A melodia da música era assustadora? – Perguntou Liv

– Com toda certeza. – Responderam Lena e Ethan, juntos.

"Era deprimente, assustadora... Quase hipnótica. "

– Não falei. – Falaram juntos, novamente.

"– Ethan Lawson Wate! – Consegui ouvir Amma gritando mesmo com a música.

Desliguem o ipod e sentei na cama, afastando as cobertas. Os lençóis pareciam estar cheios de areia, mas eu sabia que não era isso.

Era terra. E minhas unhas estavam pretas de lama, da mesma forma que ficaram na última vez em que eu tivera o sonho. "

Lena interrompeu a leitura.

– Comigo também acontecia à mesma coisa. Era assustador. – Lena suspirou antes de continuar. – "Enrolei o lençol e o enfiei no cesto de roupa suja embaixo do uniforme do treino do dia anterior. Entrei no chuveiro e tentei esquecer tudo enquanto esfregava as mãos e os últimos pedaços pretos do meu sonho desapareciam pelo ralo. Se eu não pensasse naquilo, não estaria acontecendo. Era assim que eu lidava com a maioria das coisas nos últimos meses. "

Mas não quando se tratava de você. Sempre penso em você, Lena.

Lena sorriu e pausou a leitura, novamente, para dar mais um beijo no namorado, nem tão demorado por causa da "plateia".

Te amo.

"Mas não quando se tratava dela. Não dava para evitar. Eu sempre pensava nela. Sempre voltava a ter o mesmo sonho, mesmo não conseguindo explica-lo. Então, era esse meu segredo, tudo que queria contar. Eu tinha 16 anos, estava me apaixonando por uma garota que não existia e estava ficando louco. ".

– Cara. Não sei como você não pirou com isso. Por que não me contou? – Perguntou Link, magoado.

– Eu te contei cara. Você achou que eu estava ficando louco. – Respondeu Ethan, rindo.

– Tinha esquecido. – Disse Link, também rindo.

"Não importava o quanto eu esfregasse, eu não conseguia fazer meu coração parar de bater forte. E mesmo com o cheiro de sabonete Ivory e o xampu, eu ainda conseguia sentir aquele aroma. Bem de leve, mas eu sabia que estava lá.

Limão e alecrim. "

– Eu amo o seu cheiro, Lena. – Disse Ethan, respirando fundo para sentir o cheiro dela.

– Eu também. – Disse John. O que causou olhares desconfiados na direção dele.

"Desci as escadas para a segurança da mesmice de sempre. Na mesa de café da manhã, Amma colocou na minha frente o mesmo prato de porcelana azul e braço (porcelana-dragão era como a minha mãe chamava) com ovos fritos, bacon, torrada com manteiga e canjica. Amma era nossa governanta, mas era mais como minha avó, apesar de mais inteligente e mais mal-humorada do que minha verdadeira avó. Amma tinha praticamente me criado, e ela achava que era missão dela me fazer crescer mais uns 30 centímetros, apesar de eu já ter 1,89 metros de altura. Esta manhã eu estava estranhamente faminto, como se não comesse há uma semana. Comi um ovo e dois pedaços de bacon e já me sentir melhor. Sorri para ela com a boca cheia.

- Não pegue no meu pé, Amma. É o primeiro dia de aula. – Ela colocou com força na minha frente um gigantesco copo de suco de laranja e outro maior ainda de leite (integral, o único tipo que bebemos aqui).

- Acabou o achocolatado? – Eu bebia achocolatado do mesmo jeito que algumas pessoas bebem Coca-Cola ou café. Mesmo de manhã, eu estava sempre atrás da minha dose de açúcar.

- A-C-L-I-M-A-T-E-S-E. – Amma usava palavras cruzadas para tudo. Quanto maior, melhor, e ela gostava de usa-las. O modo como ela soletrava as palavras letra por letra fazia parecer que ela estava dando um tapa na cabeça da gente a cada letra. – Quero dizer, acostume-se. E não pense em botar um pé para fora daquela porta antes de beber o leite que dei para você. "

– Mandou legal, agora em. – Disse John, baixinho pra Amma não ouvir, e os que ouviram riram.

"- Sim, senhora.

- Vejo que você se arrumou. – Eu não tinha me arrumado. Estava de jeans e uma camiseta desbotada, como em quase todos os dias. Cada uma tinha um dizer diferente. A de hoje tinha escrito Harley Davidson. E eu estava com o mesmo All Star que usava havia três anos. "

– E que eu devia jogar fora. – Disse Amma.

– Não faça isso Amma. – Implorou Ethan.

– Até porque não é só o Ethan que usa All Star aqui. – Disse Link e logo completou: – All Star é vida.

Link, Lena, John e Liv mostraram seus All Stars.

– Continue.

"- Pensei que você fosse cortar o cabelo – falou como se fosse uma bronca, mas eu percebi o que era realmente: puro e simples amor.

- Quando falei isso?

- Você não sabe que os olhos são a janela da alma?

- Talvez eu não queira que ninguém use uma janela para ver a minha alma.

Amma me puniu com mais um prato de bacon. Ela mal chegava a 1,50m de altura e era provavelmente mais velha do que a porcelana-dragão, apesar de em cada aniversario ela insistir que estava fazendo 53 anos. Mas Amma era qualquer coisa, menos uma senhora amável. Ela era a autoridade absoluta na minha casa.

- Bem, não pense que você vai sair nesse tempo com o cabelo molhado. Não gosto da sensação que essa tempestade está me dando. Como se uma coisa ruim tivesse sido chutada no vento, e nada consegue impedir um dia como esse. Ele tem vontade própria. "

– Chamada Lena. – Disse Rid

"Revirei os olhos. Amma tinha uma maneira própria de ver as coisas. Quando ela estava com o humor assim, minha mãe costumava dizer que ela estava escurecendo: religião e superstição misturadas, como só acontece no sul. Quando Amma escurecia, era melhor ficar fora do caminho dela. Assim como era melhor deixar os amuletos dela nos peitoris das janelas e as bonecas que ela fazia nas gavetas onde ela as colocava. "

– Isso mesmo, Ethan Wate. – Disse Amma.

"Comi mais uma garfada de ovo e terminei o café da manhã dos campeões: ovos, geleia congelada e bacon, tudo esmagado entre as torradas num sanduiche. Enquanto enfiava isso na boca, olhei pelo corredor por puro hábito. A porta do escritório do meu pai já estava fechada. Meu pai escrevia a noite e dormia no sofá velho do escritório de dia. Era assim desde que minha mãe morreu em abril passado. Ele podia muito bem ser um vampiro: era isso que minha tia Caroline tinha dito depois de ter passado uns dias conosco naquela primavera. Eu provavelmente tinha perdido a oportunidade de vê-lo até o dia seguinte. Aquela porta não se abria depois que era fechada. "

– Eu preferiria se ele fosse mesmo um vampiro. – Disse Ethan, baixinho para ninguém ouvi-lo.

Ele está melhor agora, Ethan.

Ethan suspirou.

Eu sei. É só que...

Tudo bem, Ethan.

"Ouvi uma buzina na rua. Link. Peguei minha mochila preta caindo aos pedaços e corri pela porta na chuva. Podia muito bem ser tanto sete da noite quanto sete horas da manhã, de tão escuro que o céu estava. O tempo estava estranho havia alguns dias. ".

– Quando eu cheguei. – Suspirou Lena

– Finalmente. Gatinhas chegou a hora do Linkubus aqui aparecer na história. – Link, se levantando e fazendo posse, e em troca foi atingido por três almofadas pelas meninas, fazendo ele se sentar.

"O carro de Link, o Lata-Velha, estava na rua, o motor fazendo barulho, a música em alto volume. Eu ia para a escola com Link todo dia desde o jardim de infância, quando nos tornamos melhores amigos depois de ele me dar metade do seu Twinkie no ônibus. Só depois descobri que tinha caído no chão. Apesar de nos dois termos tirado carteira nesse verão, Link era quem tinha um carro, se é que podíamos chamar aquilo de carro. ".

– Nossa, magoa os sentimentos da Lata-Velha agora. Ele já te salvou de várias encrencas. – Disse Link, se fingindo de magoado.

– Salvou? Ou me ajudou a me colocar em mais encrencas? – Perguntou Ethan, rindo com os demais. – Continua amor.

"Pelo menos o motor do Lata-Velha estava superando o som da tempestade.

Amma ficou na varanda com os braços cruzados em uma postura reprovadora.

- Não toque música alto aqui, Wesley Jefferson Lincoln. Não pense que não vou ligar para sua mãe e contar a ela o que você ficou fazendo no porão o verão inteiro quando tinha 9 anos. "

– O que você fez? – Perguntaram Liv, John, Lena e Rid.

– O que ele fez Amma? – Perguntou Ethan.

– Não conte. – Disse Link, antes que Amma respondesse. – Outro dia eu conto a vocês.

– Ok

"Link fez uma careta. Poucas pessoas o chamavam pelo nome real: só a mãe dele e Amma.

- Sim, senhora.

A porta da tela da varanda bateu. Ele riu, cantando pneu no asfalto molhado ao se afastar do meio-fio. Como se estivéssemos fugindo, era assim que dirigíamos quase sempre. Só que nunca fugíamos.

- O que você fez no meu porão quando tinha 9 anos?

- O que eu não fiz no seu porão quando eu tinha 9 anos? – Link abaixou a música, e eu achei bom, porque ela era péssima e ele ia me perguntar se eu tinha gostado, como fazia todo dia. O grande problema da banda dele, Quem Matou Lincoln, era que nenhum integrante sabia tocar um instrumento e nem cantar. Mas ele só falava sobre tocar bateria mudar para Nova York depois da formatura e sobre os contatos de gravação que provavelmente jamais aconteceria. E quando digo provavelmente, quero dizer que ele tinha mais chance de fazer uma cesta de três pontos vendado e bêbado do estacionamento do ginásio. ".

– Sabe, eu nunca tentei fazer isso. Será que consigo? – Refletiu Link, com ele mesmo. – Acho que sim.

"Link não ia para a faculdade, mas ele ainda estava um passo a minha frente. Ele sabia o que queria fazer, mesmo sendo algo improvável. Tudo que eu tinha era uma caixa de sapatos cheia de livretos de faculdades que eu não podia mostrar para meu pai. Eu não me importava com qual faculdade fosse, desde que fosse pelo menos a uns 1.500 quilômetros de Gatlin.

Eu não queria terminar como meu pai, morando na mesma casa, na mesma cidade pequena em que cresci, com as mesmas pessoas que nunca sonharam em sair daqui. "

– Você estava desesperado para sair de Gatlin, em? – Perguntou Liv.

– Estava. Agora só saio daqui se a Lena vier comigo. Certo? – Perguntou olhando para Lena.

– Com certeza. – Disse Lena, sorrindo.

Macon e Amma só balançaram a cabeça e sinal de negação.

"Ao nosso redor casas vitorianas velhas e encharcavam ladeavam a rua, quase iguais ao dia em que tinham sido construídas há mais de 100 anos. Minha rua se chamava Cotton Bend porque essas velhas casas costumavam ter na parte de trás quilômetros de campos de plantação de algodão. Agora davam para a autoestrada 9, que era provavelmente a única coisa que tinha mudado aqui.

Peguei um donut velho da caixa que estava no chão do carro.

- Você fez upload de uma música esquisita no meu ipod ontem à noite?

- Que música? O que acha dessa aqui? – Link aumentou o som da mais recente faixa demo da banda.

- Acho que precisa ser trabalhada. Como todas suas outras músicas. – Era mais ou menos a mesma coisa que eu dizia todo dia.

- É, seu rosto vai precisar ser trabalhado depois que eu der umas porradas em você. – Era mais ou menos a mesma coisa que ele dizia todo dia.

Dei uma olhada na minha lista de músicas.

- A tal música, acho que o nome era algo do tipo 'Dezesseis Luas'.

- Não sei do que está falando. – Não estava lá. A música havia sumido, mas eu acabara de ouvi-la naquela manhã. E sabia que não tinha imaginado porque ela ainda estava na minha cabeça.

- Se você quer ouvir uma música, vou botar uma nova. – Link olhou para baixo para encontrar a música.

- Ei, cara, olhe para frente.

Mas ele não ergueu o olhar, e com o canto do meu olho, vi um estranho carro passar na frente do nosso...".

– Agora sim. – Disse Ridley animada.

– Agora sim, o que? – Perguntou Lena

– Agora sim, você apareceu. Então daqui a pouco vai ter cenas, ah, como posso dizer, quentes? – Ridley sugeriu, sorrindo maliciosamente.

Ethan e Lena coraram na hora.

– Vou continuar a ler. – Disse Lena, bem rápida. – "Por um segundo, os sons da rua e da chuva e de Link se dissolveram no silencio, e era como se tudo estivesse se movendo em câmera lenta. Eu não conseguia desgrudar os olhos do carro. Era só uma sensação, não uma coisa que conseguisse descrever. E então ele passou por nós, virando em outra direção.

Não reconheci o carro. Nunca o tinha visto antes. Vocês não podem imaginar o quanto isso e impossível, porque eu conhecia cada carro na cidade. Não havia turistas nessa época do ano. Ninguém se arriscaria na temporada de furacões.

Esse carro era longo e preto, como um rabecão. Na verdade, eu estava bem certo de que era um rabecão.

Talvez fosse um pressagio. Talvez esse ano fosse pior do que eu pensava. "

– Aquele foi o MELHOR ano da minha vida. – Disse Ethan, sorrindo sonhador.

– Por quê? – Perguntou John

– Ora, foi o quando eu conheci a Lena. – Disse Ethan, ainda com ar sonhador.

– Acorda garoto. – Disse Rid, batendo na cabeça do Ethan para ele acordar.

– Aí. – Reclamou enquanto os outros riam.

"– Aqui está. 'Badana Negra. ' Essa música vai me tornar famoso.

Quando ele voltou a olhar para frente, o carro tinha ido embora. " – Terminei.

– Vamos parar um pouco. – Disse Ridley. – Está muito quente e eu preciso urgentemente de um banho.

– Concordo. – Lena fechou o livro e colocou em cima da mesinha de centro que ela acabara de fazer aparecer. – Vamos?

– Agora.

E correram escada acima sem esperar por uma permissão para sair.

– Elas estavam com presa, em? – Disse Link, olhando o caminho por onde as garotas passaram.

– Elas estão demorando. – Depois disse com um sorriso maroto. – Vou lá verificar.

– Que? Claro que não. – Disse Ethan, se levantado e fazendo Link se sentar. – Fique aí. Quietinho, ouviu?

– Calma cara, estava só brincando. – Disse enquanto levantava as mãos para o alto, como um sinal de rendição. – Não ia atrás delas, não. Eu posso ser o Linkubus, mas se eu subisse atrás delas não ia sobrar nada de mim.

– Isso é verdade. – Diz John. E todos olharam para ele. – Macon matava você antes de subir o primeiro degrau. E se, por alguma razão, você conseguisse passar por ele, quem te mataria seria a Lena.

– Ninguém vai brigar enquanto eu estiver aqui. Ouviram? – Disse Amma, lançando o Olhar e os outros ficaram quietos.

– Minhas sobrinhas estão voltando. – Disse Macon.

Depois que ele disse isso, Ridley e Lena surgiram no topo da escada, rindo. Ambas estavam com os cabelos molhados e pareciam estar bem-humoradas.

– Não tem uma roupa mais curta, não? – Debochou Liv.

– Calada, Mary Poppins. As roupas são minhas e não suas. – Disse Ridley, meiga como sempre.

Adorei.

Lena!

Ela olhou para ele, dando de ombros.

– Está linda. Como sempre. – Disse John, galante, olhando na direção de Lena, o que fez com que Ethan quase avançasse na direção dele.

Vou matar esse cara.

Ethan acalme-se.

– Vamos continuar lendo. – Interviu Marian, quando viu que estava quase acontecendo uma briga. – Quem lê?

– Eu. – Disse Ridley, pegando o livro e se sentando ao lado de Lena.

Todos olharam para ela.

– O que foi?

– Nada. Leia, Rid. – Respondeu Lena.