Capitulo 4

No dia seguinte Harry acordou antes do sol raiar, e após passar pela rotina matinal, chamou Ron e os meninos para que eles tivessem tempo para achar as salas de aula.

Eram seis e meia quando Harry entrou no grande salão para tomar café da manhã com Ron, Neville Longbotom, Simas Finegan e Dean Thomas.

Harry havia decidido na noite anterior, antes de cair no sono, que iria evitar o máximo possível seu escravo, por isso, quando ele entrou, sentou-se e começou a comer ele recusou-se a olhar para a mesa dos professores. Apesar de te ido deitar sem ter jantado quase nada, Harry não estava com muita fome, por isso quando começou a comer, poucos minutos depois já estava satisfeito e observando as outras mesas.

Exatamente às sete da manhã os chefes de casa levantaram-se e começaram a entregar os horários. Pegando o seu horário, Harry observou que sua haviam espaços vazios onde seriam as aulas de Poções e onde seriam suas aulas vagas ele teria aula com a Professora Sprout de Poções.

E assim passou-se a primeira semana de aulas. Harry descobriu que em Transfiguração e Feitiços ele precisaria de muito pouco estudo, como mostrou-se um natural nesses temas; História da Magia era maçante, o professor era um fantasma que só falava das guerras dos duendes; Defesa contra as Artes das Trevas ele achou hilário como o professor gaguejava mais do que falava e fedia a alho, sem contar a dor de cabeça constante que sentia durante as aulas. Herbologia ele achou um assunto sujo, mas interessante não a ponto de seria seu forte, porém ele faria bem nas aulas; Poções era muito interessantes, quase como cozinhar e Harry percebeu que não iria bem porque ele odiava cozinhar já que sua tia sempre o queimava quando ele queimava algo. E finalmente Astronomia o deixava sonolento como as aulas eram a noite.

No primeiro sábado, ele correu até a biblioteca com a desculpa de que queria estudar e procurou os feitiços que precisava. Enquanto ele estava lá, ele viu um menino com as mesmas marcas que o Severus, ele era um aluno da Grifinoria, ele estranhou, pois achava que não haviam mais escravos na escola. Com isso, ele decidiu observar melhor a biblioteca e escondido nos livros, ele achou Severus.

O homem estava perto o suficiente para que Harry percebesse em uma busca, mas longe o suficiente para que o homem não soubesse o que ele estava fazendo e não conseguiria interagir com o menino também. Ele percebeu que o homem parecia um pouco abatido e receoso, quase como se não quisesse estar lá perto do menino.

Balançando a cabeça, o menino decidiu deixar Severus para lá e se concentrar no que precisava e assim decidiu voltar a procurar o que precisava. Depois de um tempo ele achou o feitiço glamour e silêncio, que eram exatamente o que ele precisava, copiando as informações, ele pensou que já que estava na biblioteca ele iria pular o almoço e fazer a lição de casa que precisava entregar na próxima semana.

E Harry continuou evitando Severus com todas as suas forças. Depois do jantar de boas-vindas Harry não havia mais interagido com seu escravo, muitas vezes pulava refeições, ou comia pouco e rápido para sair logo. Ele ainda não sabia como agir com o homem, ele havia gostado do homem pelas conversas que tiveram, mas Harry estava receoso por saber que o homem poderia sentir se ele não estivesse bem. Por isso evitou o homem.

Logo chegou sua primeira aula de voo, uma que ele estava ansioso. Parado ao lado de uma vassoura ele percebeu que alguns alunos não estavam a vontade com a ideia de voar em uma vassoura. Hermione estava branca, Neville estava verde e olhando para o lembrol que havia recebido pela manhã na mão.

"Boa tarde a todos," começou Madame Hooch "fiquem ao lado da vassoura e digam 'Up'"

Harry foi um dos poucos que conseguiu na primeira vez. Enquanto olhava ao redor com depois de tomar a posição que Madame Hooch mandou em cima da vassoura, Harry percebeu que Neville de repente começou a voar sem controle, bateu em uma parece e caiu. Madame Hooch o levou para a enfermaria.

"Esperem aqui! Não quero ninguém voando enquanto o levo a enfermaria." disse a professora

"Olha o que temos aqui." Disse Malfoy pegando o lembrol de Neville na mão. Logo que a professora não estava mais a vista.

"Devolva isso Malfoy!" Harry foi a frente para enfrentar Malfoy.

"Acho que não Potter, irei colocar em um lugar onde o Longbottom irá achar depois. Que tal em cima de uma das torre." Disse Malfoy subindo na vassoura e levantando vôo. Harry subiu na vassoura e foi atrás de Malfoy.

"Devolve Malfoy!"

"Claro! Vá pegar!" e Malfoy jogou o lembrol com força em direção ao lago. Harry vendo aquilo disparou em direção da bolinha e a pegou enquanto estava caindo. Quando pousou Harry viu a Professora McGonagall vindo em sua direção. 'Agora serei expulso e terei que aguentar o tio Valter até ter idade para sair da casa dele!'

"Potter, siga-me!" disse a rigorosa Professora e o levou até uma sala e chamou alguém com o nome Wood. 'Será que ele vai me disciplinar igual o tio?'

"Wood, acho que encontramos nosso apanhador!" disse a professora ao aluno mais velho.

E assim Harry estava no time de quadribol. Sem que Harry percebesse três semanas se passaram e Harry foi chamado para o escritório do Diretor um dia no seu período vago, quase no final de setembro.

"Boa tarde Harry, sente-se" disse o idoso "Como estão sendo essas semanas de aula?"

"Foram boas, estou gostando muito daqui" respondeu Harry.

"Você tem conversado com Severus?"

"Hã...Não, desde do primeiro dia não tenho conversado com o Professor Snape." Harry não estava entendendo onde o diretor queria chegar com a conversa.

"Harry, o nome dele é Severus. E por que você não tem conversado com Severus?" o Diretor Dumbledore perguntou.

"Bom, eu tenho estado ocupado estudando e treinando. Tenho muita lição de casa."

"Você leu os livros que te dei?"

"Somente o começo do livro que contém a história da escravidão. Meus parentes queriam passar tempo comigo e aqui tenho os deveres de cada aula e não tive tempo até agora." Harry mentiu, ele na verdade não queria ler esses livros e nem conversa com Severus, quanto mais ele ignorasse tudo isso, menos real pareceria a ele que ele tem um escravo.

"Bom Harry, devo pedir que leia e vá conversa com Severus o quanto antes."

"Sim senhor." Respondeu Harry pensando em quanto tempo ele poderia ficar longe de Severus.

Na semana seguinte, Harry estava sentado com o Ron na sala comunal fazendo as lições de casa quando Ron começou a falar sobre Severus.

"Eu sei que ele é seu escravo e tudo isso... Mas, você não podia pedir para ele não ser um bastardo Harry?"

"Como assim?"

"Ele está sempre rosnando para a gente na aula, desconta pontos da Grifinória mesmo que a gente só respire, dá detenção senão conseguimos fazer as poções e não faz isso com a Sonserina... Ele é um bastardo para a gente na aula."

"Ron...eu não posso interferir no ensino dele..."

"Mas..."

"Além disso Ron, eu não converso com ele desde que as aulas começaram."

"Isso não é ruim? Foi por isso que você foi conversar com o diretor semana passada?"

"Foi, ele queria que eu lesse os livros que ele me deu e conversasse com o Professor Snape."

"Você fez alguma dessas coisas?"

"Ainda não Ron."

Parecia que o menino queria continuar discutindo sobre isso, mas o Harry logo encerrou o assunto e começou a falar sobre as redações que estavam fazendo.

Mais um mês passou-se sem Harry ter falado ou lido os livros, e assim Harry acordou naquela segunda-feira de Halloween com a sensação de que algo iria dar errado. Pior do que aconteceu a uma semana atrás, quando Harry e Ron tinham marcado um duelo com Malfoy, mas Malfoy nunca apareceu. Quem apareceu foi Hermione que havia visto Malfoy conversando com a Professora McGonagall e que a professora estava a cominho da onde os dois meninos estavam.

Assim os três correram para voltar para a sala comunal e sem querer acabaram no corredor do terceiro andar e descobriram que em uma das salas um gigante cão de três cabeças estava guardando um alçapão.

E naquela manhã Harry tinha certeza que algo iria ocorrer. As aulas se passaram normalmente, a única coisa diferente que ocorreu foi Ron chamando Hermione de sabe-tudo e a menina se escondendo. 'Ela tem que tentar se enturmar e não ficar reclamando do que a gente não faz. O Ron foi cruel, mas ele tá certo, só não precisava ter falado assim'. Durante o jantar de Halloween Harry ouviu as meninas da Grifinoria falando que Hermione estava em um banheiro nas masmorras chorando, desde aquela tarde. De repente Professor Quirrell entra no salão gritando: "Trasgo! Trasgo nas masmorras! Achei que você deveria saber..." logo que ele acaba de falar. ele desmaia e todos começam a gritar.

"Ron, Hermione está em um banheiro nas masmorras, temos que ir ajudá-la." Sussurrou Harry a Ron e assim os dois discretamente se desvencilharam da multidão e foram em direção as masmorras sem ninguém perceber.

Eles encontraram Hermione no banheiro ao mesmo tempo que o trasgo chega, e assim, com uma ação conjunta e o uso do feitiço de levitação eles conseguem fazer com que o bastão que o trasgo estava usando caísse em sua cabeça o desmaiando.

E assim os três se encontraram doloridos, em um banheiro com um trasgo desmaiado e três professores na porta do banheiro. Professora McGonagall estava ao mesmo tempo furiosa e orgulhosa, Professor Quirrel parecia que ia desmaiar de novo. E finalmente Severus Snape, Harry percebeu, estava mais pálido e submisso que antes, Severus não havia olhado para a cara de seu mestre nenhuma vez desde que percebeu quem estava no banheiro além de tudo a perna de Severus parecia machucada, estava sangrando.

Depois de perderem pontos pela idiotice e ganharem pontos pela inteligência e bravura, as crianças foram liberadas. Harry passou entre a Professoras e Severus envergonhado, assim que passou sentiu seu escravo encarando suas costas, como se precisasse conversar com o Harry, mas não conseguisse se aproximar para isso.

"Obrigado meninos por me ajudarem!" Hermione logo agradeceu quando chegaram a torre da Grifinoria que já estava vazia.

"Não tem problema Hermione!"falou os dois meninos ao mesmo tempo. Os três logo perceberam que formariam uma grande amizade após isso.

"Harry." Ron chamou depois de um tempo.

"O quê?"

"Você tem falado com o Professor Snape?" perguntou o ruivo, lembrando da conversa que tiveram a um mês atrás.

"Não Ron, não tenho não."

"Você não acha que seria bom conversa com ele?" perguntou Hermione.

"Não sei." Harry respondeu desanimado. "Pessoal, estou indo deitar."

Alguns dias depois era o dia do primeiro jogo de Harry. Aquele sábado de novembro amanheceu ensolarado, porém frio, afinal estava chegando dezembro e o tempo estava esfriando cada vez mais. E Harry encontrou-se no café da manhã já em seu uniforme do time nervoso. Durante um café da manhã em outubro havia chegado uma vassoura nova de presente para Harry, o novo lançamento, a Nimbus 2000. Nesse sábado ele estava comendo com a vassoura nova no colo, ansioso para o jogo. 'É a primeira vez que sou bom em algo... Tenho certeza que algo vai dar errado no jogo de hoje.'

Logo Harry estava marchando com o resto do time para o campo, depois de um grande discurso de motivação de Oliver, o time encontrou no campo e começaram a jogar. Ele estava sobrevoando o campo quando de repente sua vassoura começou a balançar. Harry olhou, sem sequer pensar nisso, para onde os professores estavam sentados e viu Severus murmurando e olhando desesperado para ele e viu também Professor Quirrell murmurando e parecendo completamente concentrado, entretanto ele estava com uma expressão fria no rosto enquanto fazia isso.

Ele começou a balançar cada vez mais na vassoura. "Daqui a pouco eu caio daqui de cima..."Quando ele não estava mais conseguindo segurar, ele viu uma comoção onde os professores estavam sentados, fazendo com que ambos os professores perdessem o foco. Logo Harry já estava de volta em segurança pra cima da vassoura.

Depois de mais dez minutos Harry avistou o pomo e saiu em disparada atrás do mesmo. Quando ele fechou a mão sobre o pomo ele sentiu primeiro uma pancada nas costelas e depois uma pancada na cabeça e tudo ficou preto.

Harry primeiramente sentiu que estava deitado em algo muito macio, em segundo lugar Harry sentiu dor, muita dor, nas costas e na cabeça. Harry queria voltar a dormir quando percebeu um movimento perto dele e sem realmente querer Harry abriu os olhos e reconheceu a cama em que estava deitado, era sua cama que ficava nos aposentos de Snape. Gemendo Harry voltou a fechar os olhos.

"Mestre?" foi o sussurro que veio de Severus. Sem ter como fugir Harry voltou a abrir os olhos. "Senhor? Gostaria de sentar-se, Mestre?" foi a pergunta que veio logo que sentiu alguém colocando seus óculos e seu mundo entrando um pouco mais em foco.

Harry tentou começar a sentar, mas teve que ser ajudado por Severus. Enquanto se ajeitava ele observou atentamente seu escravo que estava ajoelhado ao lado da cama e o olhando. Percebeu que seu escravo estava preocupado e parecendo completamente miserável. Passou longos minutos sem ninguém falar nada, notando que teria que ser o único a quebrar o silêncio preparou-se e perguntou:

"Hm...O que eu estou fazendo aqui?"

"Como o senhor estava machucado e o meu trabalho é cuidar do senhor, o diretor achou melhor que o senhor fosse trazido para cá do que ficar na enfermaria, Mestre." Respondeu Severus.

"Professor? Quando o senhor acha poderei voltar pra torre da Grifinoria?" perguntou Harry. O menino percebeu que quando chamou o homem de professor e senhor o homem estremeceu e se encolheu, quase como se estivesse com medo de algo.

"Mestre, por favor, o vínculo não aceitará tal respeito por mim vindo do senhor." Disse Severus com uma voz quebrada. "Mestre, provavelmente a Madame Pomfrey irá segurá-lo aqui por mais alguns dias, meu senhor."

'Agora vou ter que ficar aqui com ele, sem saber o que fazer e sem ele querer. ' Enquanto pensava Harry perdeu a batida na porta. Quando percebeu, seu escravo estava abrindo a porta. O diretor Dumbledore entrou e sentou-se em uma cadeira perto da cama.

"Seus amigos estão preocupados, meu menino. Mas se você gostaria de saber, o jogo já tinha acabado quando você se machucou. Você conseguiu pegar o pomo antes de ser atingido." Começou o velho com um brilho naqueles olhos azuis. "Agora o motivo de estar aqui. Severus, por favor sente-se." E assim Severus voltou ao lugar que estava de joelhos ao lado da cama de seu Mestre.

"Harry, pelo que eu percebi você não fez o que eu te pedi e veio falar com Severus." Continuou o diretor.

"Eu esqueci, senhor. Como não tenho aulas com o Professor Snape e eu tinha lições pra fazer, além dos treinos de quadribol, eu esqueci completamente." Harry respondeu e pensou: 'O que não é uma mentira total, eu só pensei nisso no Halloween.' E Harry percebeu que Severus havia se encolhido de novo quando usou o termo professor. 'Que estranho...'

"Chamá-lo de Severus. Harry você está bravo com Severus?" perguntou o diretor.

"Não senhor. Como disse aquele dia quase que não vejo o Professor Snape na escola, como poderia ficar bravo com ele?" Harry não estava entendendo o que o diretor queria, se Severus achou que algo estava errado ele deveria vir e conversa, vendo que o homem havia se encolhido de novo Harry não deixou de se perguntar qual era o problema.

"Então por que você insiste em chamá-lo de professor e você não veio conversar com ele?" agora o diretor parecia um pouco triste.

"Por que qeu ouço os meus amigos sempre chamá-lo assim e eu acabei me acostumando a chamá-lo assim. E como eu disse antes, como havia treino e lições para fazer eu esqueci de vir conversar com o Professor Snape." Harry respondeu. 'A verdade é que se eu o chamar de professor e não o ver, eu não vou pensar que tenho uma pessoa como propriedade. '

"Harry, eu penso que você não leu os livros ainda." E com um movimento de varinha, o diretor tinha os dois livros na mão. "Deixe-me explicar algumas coisas e assim eu vou embora. Por favor, não me interrompa Harry, você pode esclarecer suas dúvidas depois.

Como você sabe, a escravidão de Severus é um dos tipos mais submissos. Enquanto outros não formam vinculo mágico com seus mestres, o tipo de escravidão de Severus forma, e quanto mais tempo ligado a uma família mais forte o vínculo. Como você deve imaginar, o vínculo dele para você é muito forte, já que ele está na sua família a 20 anos. Por isso o vínculo não aceita que você seja respeitoso com ele como se ele fosse mais que você.

Como eu sei que Severus havia explicado, o vínculo lê, suas necessidades e manda Severus responder a elas. Por exemplo, agora com você aqui de cama, Severus tem a necessidade de ficar aqui sem sair do seu lado para ajudar na sua recuperação. E isso acontecerá com tudo, tanto os seus problemas físicos, como doenças e acidentes como seus desconfortos, como um confidente.

Outro ponto, é que o vínculo necessita servir o mestre. Como você não pediu nada e nem mesmo conversou com Severus, o vínculo diz a Severus que você não quer ele como escravo, por que ele não está fazendo um bom trabalho.

Eu estou dizendo isso por que Severus vem sentido a revolta do vínculo desde a primeira semana de aula, e se você não mudar nada, o vínculo exigira que Severus seja punido. Quando chegar nesse ponto se você não o punir o vínculo o punirá, e normalmente é pior deixar que o vínculo puna, como Severus passará por mais dor que o necessário.

Eu imagino como você se sente Harry, chegando aqui e descobrindo que tem um escravo, mas é uma responsabilidade que coloca em jogo o bem-estar de Severus. Eu não sei até onde o vínculo foi esticado, pois Severus se recusa a falar, por isso deixarei vocês conversarem e se entenderem. E Harry pensa em tudo que eu disse, faça perguntas a Severus e leia o livro." E com essas palavras o diretor deixou o quarto.

Harry estava estarrecido, olhando pra baixo viu os livros em sua mão e não sabia o que fazer. 'Será que eu estava errado? Será que eu fiz Severus ficar em dor?' olhando para seu escravo Harry viu naqueles olhos a preocupação com algo mais que ele não saberia o que é. 'O que eu faço agora?'

"Severus? Desculpe-me por tudo"

"Mestre, já disse que você não deve pedir desculpas a mim, senhor."

"Co-como o vínculo está se comportando? Hm... Eu que-quero dizer, o vín-vínculo diz que você precisa de p-p-pun-punição?" perguntou Harry preocupado.

"Infelizmente Mestre, eu fiquei muito tempo sem o servir desde que minha mágica se ligou a sua. Cuidando do senhor agora melhorará a revolta do vínculo, mas o vínculo ainda exigirá punição, não tão severa, mas exigirá."

Harry ficou preocupado com a punição, depois de alguns momentos pensando, ele achou que seria melhor explicar o que havia acontecido realmente.

"S-S-Severus, eu fiquei perdido quando o diretor me disse que você era meu escravo, mas não havia compreendido até meus amigos perguntarem sobre você no jantar de boas-vindas. Então eu fugi, achando que se eu fugisse você deixaria de ser meu escravo. E somente agora, com a explicação do diretor, eu realmente compreendi. Eu sei que o vínculo não deixa eu me desculpar, mas eu realmente me arrependo de não ter conversado com você sobre isso."

"Não há problemas senhor, eu estou aqui para tudo que o senhor precisa, mesmo que seja esclarecer uma dúvida, vou caminhar protegendo e servindo o senhor até o final, Mestre."