Trinta e um de Dezembro, Ano Novo.
E como não poderia ser diferente eu resolvi contar o ano novo de algumas décadas atrás, naquela república estranha, com gente de todo o mundo e que ficava ao norte de New York.
Acomodem-se, crianças! A história é simples, mas longa.
-ACORDA, CAMBADA! É ANO NOVO. – Katherinne gritou assim que ficou de pé, correndo pela casa só de camisola e fazendo muito barulho.
-Oh yeah! New year is a BANG!! – O loiro comemorava do seu jeito, ou seja, explodindo alguma coisa.
Deidara era anormal. Um loiro do olho azul que era tudo de bom, mas parecia ter alguns problemas mentais. Era irmão de uma amiga minha na faculdade, a Ino, ela fazia biomedicina junto comigo. Ele explodia tudo que gostava e isso era bizarro.
-FELIZ ANO NOVO!! – Ety saudou em português, recebendo uma tímida resposta de Isabelle, a única que realmente tinha entendido o que ela tinha falado.
-Parem com essa barulheira, estou tentando dormir.
-Qual é, Itachi? É Ano Novo, pô...
O moreno emburrado e, diga-se de passagem, lindo é o Itachi e o surfistinha azul com cara de peixe é o Kisame. Os dois eram amigos-irmãos e cursavam direito. O Itachi tinha um irmão mais novo pelo qual a Sakura – a irritante afilhada de minha tia - era apaixonada, e o Kisame tinha uma namorada, Isaribi se não me engano, que era um doce de menina.
-Ano novo, vida nova, dia e noite, sol e lua... – Noriko saiu cantarolando de seu quarto. – Hey! Posso contar uma história?
-História! História! Tobi adora história! Conta história pro Tobi?
O Tobi era... Um bom garoto. Parecia uma abóbora ou tangerina gigante, já que usava uma máscara de mau gosto no rosto, mas ele era muito fofinho e inocente, um amor! Bem, pelo menos para mim já que tinha gente que não gostava.
-Claro, Tobi. – Sorriu – Era uma vez uma princesa que não gostava de novos anos...
-E por que ela não gostava?
-Deixa eu terminar de falar... Era uma vez uma princesa que não gostava de anos novos...
-Não era "novos anos"?
-Tanto faz, Tobi! Deixa eu terminar! A princesa que não gostava de novos anos/anos novos era muito triste e vivia procurando...
E continuou contando enquanto o bom garoto observava atentamente e os outros moradores iam acordando.
x-x-x-x-x
A princesa do castelo não gostava de anos novos porque não gostava de mudanças...
Mas, somente ás vezes, mudanças são mesmo necessárias.
República Akatsuki
Capitulo dois – Bonitos fogos de artifício.
-Hoje a noite é bela, juntos eu e ela, vamos a capela, felizes a rezar...
-Mine, nós não estamos no natal. – Replicou uma impaciente Aya.
-Não?
-Não.
-Que pena, vou ter que escolher outra música hmm... Já sei! Pinheirinhos da alegria, tra-lálálálá...
-Eu mereço mesmo.
-Tenha mais paciência com ela, Aya. Mine só quer demonstrar sua felicidade.
Kristen Duerte, a governanta mãezona. Cabelo na cor cobre, anelados, chegando um pouco depois do ombro. Olhos pretos, um corpo bonito e pele parda, quase branca. Usava uma saia preta com uma camisa social feminina branca.
-Bom dia, flores do dia! – Gritou o homem recém chegado a cozinha.
Ah! Esse é o Hidan. Um fanático religioso mulherengo, o engraçado é que eu sempre ouvi dizer que os religiosos eram conservadores. O próximo "alvo" dele é a Mine, só que ela é lerda para entender as coisas. Ele tem um irmão chamado Kimimaro, que na época trabalhava numa industria de leite ou algo assim...
-E bom dia, minha rosa mais preciosa. – Curvou-se respeitosamente e beijou a mão de Mine, dando um sorriso sedutor logo depois.
-Rosas? Onde? – Procurou com os olhos – Não vejo rosas. – Foi até a sala ainda procurando as tais rosas, era naturalista afinal.
-Oh! Que linda! Minha flor é tão inocente! – Hidan disse com lágrimas de emoção nos olhos e uma expressão sonhadora.
-Ela só é lerda, retardado.
Essa pessoa "delicada" é a Konan. Na verdade ela só trata os amigos assim, com o namorado é submissa, doce e gentil. A não ser que esteja de TPM, aí ferrou. Tem uma prima chamada Tayuya e um primo chamado Shikamaru – a Ino já me apresentou ele, o menino tem a maior cara de drogado.
-Não fale assim, coelhinha. – Disse o garoto com vários piercings na cara, que estava ao lado de Aya.
-Certo, ursinho. – Mandou um beijo e foi lavar as mãos na pia da cozinha. Hábito não muito bom, segundo Kristen.
Esses apelidos me enojam... O Pein é frio e objetivo, menos quando está com a Konan. Ele é um maluco que queria dominar o mundo através do "Bijuus" – é uma marca de refricervuco, ou seja, refrigerante, cerveja e suco. Eu já provei, tem um gosto horrível – nome que ele mesmo inventou. Nunca soube da sua família, mas parece que ele fugiu de casa aos quinze anos.
-Vocês poderiam parar com essas demonstrações de afeto? Estamos tentando ingerir alimentos sem ter que vomitar eles depois.
Eu adoro o Zetsu! Ele é bem direto e consegue adivinhar meus pensamentos até hoje, então o que eu não tenho coragem de falar ele fala. O Zetsu é metade branco, metade preto. Não estou falando que ele tenha queimado só um lado do corpo no sol, mas ele passa bastante maquiagem em todo o corpo, fazendo ele ficar branco e preto, literalmente.
-¡Buenos Dias! – Katherinne saudou colocando o café da manhã na mesa – Ovos mexidos, bacon e café. É isso que comem na América, não é?
-Itadakimasu! – A única resposta que escutou foi essa antes do garoto começar a comer e acabou por ficar satisfeita com a cara de aprovação de Shihyo.
-Tá, manda um beijo pra Julie por mim! Sério? Paranaguá? Legal! Huh? Nossa casa? E você deixa? Ela e o Jack vão acabar com o lugar, se é que me entende. Pervertida eu? Da onde você tirou isso? Hahaha! Tá bem, tchau. – Desligou o telefone com um enorme sorriso no rosto. (1)
-Quem era, Ety?
Esse ai é o Kakuzu. Ele era um pão duro, fominha e sem-graça. Estou devendo 70¢ para ele até hoje, e o mais incrível é que ele cobra toda semana! Se ele tem parentes? Ele fugiu deles... "Parentes só servem para pedir dinheiro", explicou certa vez. Cara doido.
-Não te interessa. – O sorriso se desfez e imediatamente deu lugar a uma expressão irritada.
-Só pra avisar que a conta do telefone foi alta esse mês, economize.
-Pão duro.
-Larga a mão de ser chato, Kakuzu. Deixa a menina em paz.
Esse que reclamou com o mão-de-vaca é o Sasori-danna, ele era o melhor amigo – ou inimigo – do Deidara. Sasori está no último ano de arquitetura, nem queira saber a choradeira que foi quando ele saiu da república.
-Como vocês são problemáticos...
POFT
-Pare de imitar meu primo, Pein.
Ding dong
-Eu não vou abrir, vai você!
-Eu nada, folgado. Recolhi o lixo hoje.
Ding dong
-E quem foi que lavou a louça?
-A Kristen.
-Err...
Ding dong
-Vai logo, babaca!
-Eu n-
Ding dong, ding dong, ding dong, ding dong, ding dong, ding dong...
-JÁ VAI!! Ô povinho mais sem paciência...
-É... Foram só quinze minutos esperando.
-Realmente.
-ITACHI E KISAME! SE NENHUM DOS DOIS ABRIR A PORTA AGORA, EU JURO QUE ARROMBO E DEPOIS DOU UM SOCO NA CARA DE CADA UM! – A inconfundível e angelical voz de Anko ecoou pela mente dos dois, assim como o que aconteceria com eles se não abrissem.
-H-hai, Anko-sama! – Abriram rapidamente a porta.
-Olá, meus amores. Como estão? – sorriu.
-Bem, Anko nee-chan.
Vou apresentar essa figura. Mitarashi Anko, professora de biologia, ex-mulher de Hatake Kakashi, mãe de Hatake Yuuko e afilhada de Orochimaru. Mas ela é normal, na medida do possível.
-Titio! – A garotinha, que até agora estava parcialmente escondida atrás de Anko, soltou a mão da mãe e pulou no colo de Itachi.
E essa é a Yuuko-chan, três anos, cabelos prateados e compridos, sardas no rosto e sorriso cativante. Sabe, hoje ela tem por volta de 40 anos e vive em São Francisco, na Califórnia, com o marido e dois filhos.
-Olá, pequena. – O Uchiha afagou-lhe os cabelos e sorriu, jogando a menina para o alto e pegando em seguida. Isso rendeu algumas gargalhadas infantis e uma bronca por parte de Anko.
-E então, já está todo mundo pronto? – A Mitarashi perguntou, procurando algum sinal das meninas. Não achou.
-Não, elas ainda estão se arrumando. Como eu odeio esperar. – Resmungou Sasori, sem alterar sua expressão.
-Como você é estressado, querido. – Deidara, com uma voz falsamente afeminada, mandou um beijo para o ruivo que apenas fez uma careta. – Relaxa, bêêêsha. – e piscou.
-Deidara, você realmente me assusta às vezes. Já não basta essa franja loira e parecer com uma mulher, a situação fica cada vez mais feia para o seu lado.
-Você é chato, Zetsu. Eu só estava brincando.
-Brincando ou não, que pega mal, pega.
-Ah! Cala a boca, sua besta.
-Então, vamos? – Quem disse, no alto da escada, foi Kairi. Sem prestar muita atenção na discussão dos dois, passou por todos em direção à porta, sendo seguida pelas outras meninas.
-Finalmente! – Sasori levantou do sofá com uma cara carrancuda e foi em direção ao carro.
-Eu dirijo. – Itachi avisou com um tom mortalmente ameaçador. Oh, céus! Itachi era péssimo motorista.
-Hehehe, eu vou no carro da Anko. – Aoshi avisou e saiu correndo para o carro antes que ele lotasse.
Os presentes se olharam e saíram correndo, alguns menos medrosos ficaram com Itachi e os azarados que não conseguiram um espaço no Logan da Mitarashi também.
Naquela noite, fomos todos ao Mezzogiorno, um restaurante italiano muito bom. A festa de ano novo foi ótima, exceto talvez por titia ter bebido demais. Tive que levá-la até a República e ela ficou por lá mesmo. No outro dia acordou com uma baita ressaca e xingando Deus e o mundo.
Pein acabou dormindo no quarto de Konan e bem, deixe para lá, criança. Um dia, quando for mais velho, você vai entender.
Opa! Já está tarde, amanhã eu continuo a história, está bem? Não, não, não... amanhã eu conto o resto. Boa noite, meus amores, durmam com os anjos e que Guadalupe vele o sono de vocês. Quer que eu deixe a luz do corredor acesa? Calma, calma. Eu estou brincando.
Ah! E feliz ano novo, pequenos.
Continua...
(1) Indireta bem direta para a Ety ò.ó
N/a: Opa!E aê? Bem, foi mal mesmo a demora. Não tenho lá bons motivos e já que não tenho bons motivos é melhor eu calar a boca. Isso era para ser um especial de Natal, aí virou de Ano Novo, aí virou um capitulo normal.
Uma coisa importante que eu queria dizer é que vocês devem ter percebido que cada capitulo da história está em um tempo diferente e que de vez em quando eu revelo fatos do futuro e com eles dá até para deduzir a história. Bem, os narradores de que falei sou eu e Katherinne, gente. Nada muito "PAH" mas é só para saberem que, por exemplo, eu não posso falar de fatos que Kat não sabe se fosse só ela, e eu observando, posso falar o que eu quiser.
Outra coisa: Expressões em japonês vão aparecer. Tem alguns japas na história e mesmo brasileiros, espanhois, franceses e lálálálá... Acabam "emprestando" um pouco da cultura do outro quando já tem algum tempo que se conhecem.
Ah! Cada capitulo vai ser focado em alguém da República e seu par, ok? Eu já dei uma pequena introdução de quem será o casal do próximo capitulo. Por favor, mandem sugestões para o tema do capitulo dedicado a sua personagem.
Eu até ficaria respondendo as reviews, mas ai o capitulo só sairia mais tarde e eu já demorei demais.
Obrigada por betar, Ety-senpai.
Acho que é só, eu sempre esqueço o que ia falar quando estou aqui.
K.BjO's
The Dutchess Kah A. Dê
