Uah, aqui está o quarto capítulo! Agradeço a todos que estão lendo. No final tem a resposta aos review. E... ah, só avisando, nesse capítulo tem muito draminha e o Arthur surtando... É. :D" Não me matem.
Boa leitura!
Good Night, my Lover
Quando Kiku acordou, não havia nem sinal de que o britânico passara por ali. Como já havia decidido não esperá-lo, deixou o café da manhã pronto. Só aguardou Alfred acordar para perguntar onde compravam as coisas para o almoço e acabou tendo de levar-lhe junto. O menor gesticulava animado, enquanto o japonês ouvia atentamente, concordando e sorrindo para mostrar que ouvia. Foram até uma animada feira, onde vendedores gritavam para tentar vender seus produtos.
Alfred ficou todo feliz quando teve permissão para escolher e negociar com os comerciantes. Sentia-se importante! O oriental achou graça e estava despreocupado, já que o menor conhecia aquele local e as pessoas bem melhor que ele. Ocasionalmente levantou o olhar e se arrependeu ao ver Arthur saindo da casa de uma mulher. Ela sim poderia ser a namorada do britânico. Deveria levá-la para casa, pensava. Abaixou o olhar, sentindo-se como se tivesse perdido algo. Quando voltou a observar aquela direção, o loiro havia desaparecido e a porta estava fechada. Seria impressão? Não. Sabia que não era.
- Kiku, já comprei tudo! Desculpe ter demorado...
O menor pediu preocupado, achando o japonês diferente de antes, mas deixou para lá ao vê-lo sorrir – sem perceber que era forçado.
Voltaram para casa e prepararam o almoço. Por resolução de Alfred, esperariam Arthur chegar para comerem. Por sorte, não precisaram aguardar muito, cerca de dez minutos depois de terminarem de colocar a mesa, o terceiro chegou. O mais novo reclamou que ele tinha se atrasado e ficou conversando o almoço inteiro – só parava quando seu irmão lembrava-o de mastigar de boca fechada.
- Já vai sair? De novo? – o mais novo reclamava na sala.
- Sim... Desculpe Al, não vou demorar.
- Certo...
Emburrou ao deixar o outro sair. Achava injusto! Quando tinha tempo para ficar com Arthur, ele vivia saindo... Foi até o oriental, já voltando a sorrir ao vê-lo.
- Vamos fazer algo, Kiku!
O moreno foi pego de surpresa, fitando o outro que estava o achando desanimado.
- Agora...?
- Sim. Arthur disse que logo voltava! Ele pode ser idiota, mas nunca quebrou uma promessa... Então não precisa ficar triste... – comentou inocentemente ao ver o mais velho abaixando a cabeça.
- Não estou triste, Al. Só um pouco cansado. Vou para o quarto um pouco... Depois fazemos algo, certo?
- Tá...
Deixou que o nipônico fosse. Alfred sentia-se meio tristonho. Sabia bem que Arthur andava com várias mulheres, mas nunca conheceu nenhuma, então não gostava delas por roubarem seu precioso tempo com o britânico. Com Kiku não se sentia roubado – os dois cuidavam de si, podia perceber. Por isso não podia deixar aquele irmão mais velho idiota magoá-lo! Não ia gostar nadinha se o japonês fosse embora.
Já tendo resolvido o que fazer, fez o mesmo caminho que o outro. Subiu as escadas e parou na porta do quarto em que ele estava, preparando-se para bater na porta, mas hesitou ao ouvir um som baixo. Era um choro baixo. Abriu uma fresta da porta e viu o mais velho sentado na cama, a cabeça oculta nos braços. Ele segurava os joelhos contra o próprio corpo. Reconhecia aquela pose de quem está chorando, mas não queria que os outros vissem... Terminou de abrir a porta, adentrando o cômodo.
- Kiku... – chamou timidamente.
O mencionado assustou-se, fitando o mais novo. Rapidamente limpou as lágrimas como se quisesse ocultar um crime, forçando um sorriso.
- Precisa de algo, Alfred?
- Me deixa ficar aqui...
- Claro.
Cedeu espaço ao menor. Tinha desejado que ele não tivesse visto, mas não dava mais para mentir. Ainda mais agora que os olhos castanhos voltavam a se encher de lágrimas. Tentou se ocultar com os cabelos, mas já sentia o rastro quente manchar-lhe a face. O japonês encolheu-se e sentiu os pequenos braços do outro o envolvendo. Alfred também sentia vontade de chorar ao vê-lo daquele modo e não tentou segurar ou esconder, deixando as lágrimas rolarem livres. Como herói não podia fazer nada, mas podia compartilhar da dor do outro.
Kiku nunca, nunca imaginou que poderia doer tanto sem estar ferido. Queria ficar, não queria permanecer ali; amava tudo aquilo, odiava sua situação. Só queria poder decidir.
x
Arthur chegou chamando por Kiku, mas não obteve resposta. Estranhando o silêncio em sua residência, começou a percorrer os cômodos. Nada no primeiro andar, subiu ao segundo. Alfred também não estava no quarto... E a porta do que dormia estava aberta. Então deveria estar lá junto com o japonês. Sorriu ao ver que tinha acertado. Tropeçou no meio do caminho nos sapatos do menor, mas chegou até a cama sem maiores problemas, assustando-se. Alfred tinha rastro de lágrimas no rosto e Kiku chegava a ter os olhos vermelhos, parecendo ter chorado em dobro. O pirata só não conseguia ver o motivo. Não ficou fora por muito tempo, não podia ter acontecido algo tão sério... Percorreu a face do oriental com os dedos, como se tentando decifrar o que aconteceu, assustando-se ao vê-lo abrindo os olhos.
- Arthur? – chamou baixo ao conseguir fitar o outro, sentindo os olhos ardendo.
- Kiku... Vamos conversar?
Assentiu em resposta, estranhando o pedido. Deixou a cama lentamente para não acordar o menor, ambos deixando o quarto. Como Arthur queria privacidade, foi até o escritório. Pegou uma rosa de um vaso ao chegarem ao recinto, aproximando-se do oriental. Entregou-lhe a flor e viu a face de Kiku ficar tão vermelha quanto as pétalas da mesma. O britânico não conseguiu deixar de sorrir, levando uma das mãos até a face dele, acariciando-a.
- Como sabe, passei a noite fora...
Kiku somente assentiu. Sabia que ele tinha passado a noite com uma mulher. Era óbvio. Apenas esperava que o inglês o mandasse embora, assim não teria mais dúvidas, não teria que escolher – poderia virar as costas sem ter ímpetos de olhar para trás.
- Então... Eu descobri um amigo que vai para sua terra. – o oriental fitou-o, confuso - ...e falei com ele. Se quiser, ele te levará. Ele partirá... – engoliu nervosamente, era... Cedo demais. - Amanhã de manhã.
O japonês deixou a rosa cair, sem acreditar no que ouvia. Tão repentino! Onde estava o "saia da minha casa"? O britânico sorriu com gentileza, alheio aos pensamentos do nipônico, secando as lágrimas que Kiku nem percebeu que corriam. Era a maneira que encontrou de compensá-lo.
- Que bom, né, Kiku...?
x
Arthur resolveu deixar o asiático um pouco sozinho, achando que ele estava em choque e caso ficasse lá ele ficaria com vergonha (ou simples medo?) de responder. Suspirou consigo mesmo, era mais que claro para o britânico que ele queria ir embora, apesar de no fundo não querer deixar. Ia atrás de Alfred, mas não precisou andar muito, pois o mais novo estava esperando-o na sala.
- Hey, Al–
- Idiota!
Ficou confuso enquanto o mais novo se aproximava. Recebeu um chute na canela, o que o fez saltitar segurando-a devido a dor. Caiu sentado no sofá, fitando o menor com irritação.
- O que foi?
- Você sabe!
- Não sei!
- Não o faça chorar de novo!
- Quem?
- Você sabe! O Kiku.
A resposta foi um murmúrio que Arthur demorou a compreender. O sentido parecia longínquo...
- Como assim?
- Você o fez chorar! Não faça de novo!
Não entendia. Não tinha feito nada errado! Ou tinha?
- Explique.
- Você nem disfarça que sai com outras pessoas! Isso magoa, sabia? Ele chorou por sua causa.
Aquilo foi como um baque para o britânico. Achou simplesmente que o japonês ficou com saudades de casa e acabou chorando. E Alfred vendo, acabou indo no embalo e chorado junto. Isso fazia muito mais sentido, o que Alfred dizia não tinha nenhum! Não merecia as lágrimas de Kiku. O nipônico deveria odiá-lo, esse era o certo.
- Alfred?
- Que foi?
- Quer ir visitar Elizaveta?
- Legal! Vamos chamar o Kiku também! Assim ela pode cozinhar para nós!
- Anh... Ele está ocupado. Vamos só nós.
- O que você fez dessa vez?
- Nada! Não fiz nada! Quer ir ou não?
- Quero!
- Então vamos logo, antes que eu mude de ideia!
- Tá, tá! Já vou.
Resmungou o menor, seguindo o britânico até a casa da mulher.
- Eliza!
- Oh, Alfred! Já cansou da comida do Arthur? – perguntou divertida ao avistar o garoto, sorrindo... até ver o britânico, fechando sua expressão – Ah... Você veio junto.
- Oi para você também. – estava no mesmo estado, irritadiço – Onde está Gilbert?
- Que mau humor! Ele está na sala. Você sabe o caminho. – deu de ombros, deixando o loiro passar, logo se voltando ao menor – Vamos até a cozinha. Vou preparar algo para você!
- Certo!
Esperou que a outra levasse seu irmão até a cozinha para sair em disparada até a sala. Não se surpreendeu ao ver o trio bebendo, agora entendendo porque Elizaveta apressou-se em levar Alfred para outro cômodo
- Ora Arthur! A que devo a honra? ~
- Francis, a casa não é sua!
- Hahahaha! Artie deve ter tido um bom motivo. Venha beber conosco!
Não pensou duas vezes. O britânico adiantou-se em pegar uma garrafa, abrindo-a com os dentes, recusado o copo que o albino lhe oferecera. Colocou-se a beber direto do gargalo, fazendo o espanhol rir.
- Ele está com ânimo!
- Aposto que está afogando as mágoas!
- Kesesese! Aposto que daqui a pouco ele começa a falar tudo!
- Calem-se, seus idiotas!
Berrou o inglês, com as bochechas já avermelhadas pelo álcool. Sim, o capitão de um navio pirata era fraco para álcool. Os três se entreolharam, era muito estranho, mas também muito divertido.
- Oy, Artie! O que houve? Pode falar conosco, somos seus... amigos. – Gilbert passou um dos braços pelos ombros do loiro, sorrindo com malícia que era quase palpável no tom de voz. Só Arthur não percebeu.
- Oui! Se liberte, estamos aqui para ouví-lo! ~
- Brigou com Kiku-chan? – o espanhol sugeriu, sorrindo largamente.
Arthur não reparou o que o trio pretendia devido ao nível de álcool no sangue, já meio alterado e, como esperado, logo começaria a falar.
- Não fale dele com essa intimidade! – pisou na mesa, erguendo-se de onde estava sentado, apontando com a mão que não segurava a garrafa para um dos três Antonios que via. – Nós não brigamos!
A voz saía embargada e ele voltou a se sentar. Arthur era tão suspeito, pensavam os três ao mesmo tempo.
- Se não brigaram, o que aconteceu entre você e Kiku-chan? – Gilbert indagou, dando ênfase no sufixo.
- Já falei para não o tratarem assim!
Cruzou os braços, autoritário. O rubor nas bochechas se acentuou, algo que não passou despercebido aos observadores. Não era apenas pela bebida. Foi a vez de Francis se aproximar, com uma expressão comicamente séria.
- Você o pediu em casamento, Arthur? Não esconda!
- O QUÊ? Não fale besteiras!
- Ué... Então, o que houve?
O francês fitava-o seriamente. Olhando fundo nos olhos daquele idiota, os orbes verdes ficaram marejados. Arthur segurou-se com força nas vestes do francês, pondo-se a chorar, falando com a voz embargada.
- Ele vai embora Franciiiis! E a culpa é minha!
- Meu Deus! O que você aprontou, Arthur? – perguntou surpreso, tentando afastar o outro antes que manchasse-lhe a camisa.
- Eu falei de um conhecido que vai pra terra dele... Mas eu o fiz chorar! Se não fosse isso, ele poderia ficar! – sentou-se, suspirando resignado.
- Você é idiota, Arthur? É claro que ele iria embora! Caso não se lembre, você que o seqüestrou!
- Eu queria me despedir dele... – refletiu o espanhol.
- Quando ele vai? ~
- Amanhã.
- Só nos resta nos despedir! ~
- Eu não queroooo! – choramingou.
- Então impeça-o, droga! – Gilbert se pronunciou.
- É! Gilbo tem razão. Ainda dá tempo!
- Mas ele quer ir...
- Seria legal se ele ficasse e me visitasse! ~
- Cale-se, Francis! Ele é meu. Ouviram? Meeeeeeeu!
- Então está decidido! – o albino começou a bagunçar com força os cabelos do inglês. – Você vai obrigá-lo a ficar!
- Mas não quero obrigá-lo...
- Decida-se, droga!
- Conquiste-o! Você tem seu charme... Dá pro gasto! ~
- O quê? – indagou raivoso.
- Calma, calma. Só falar com Kiku-chan, Artie.
- Você acha?
- Sim!
- Antonio... Obrigado! – agarrou-se à blusa dele, voltando a chorar.
- Hey, não chore! Vai molhar minha blusa, hahah!
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- O que são esses barulhos, Eliza?
- Não é nada, Al! Acho que vai passar a noite aqui.
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Não digam que não avisei... Espero não ter causado traumas. xD
É, pelo visto ficou maior do que imaginava esse capítulo, então dividi em duas partes. Então agora, de verdade, vai ter mais um e depois o epílogo! Acredito que seja melhor do que vocês lerem dez páginas... ^^" Eu sei o quanto é cansativo, mas como seria um em dois (?), o próximo vai sair mais cedo... E também, quero terminar de postar até dia 24 :~ É meu aniversário, aceito reviews de presente desde já, hohoh. /besta
Então, vamos responder as do capítulo anterior!
Madiie: UHSAHS! Entendo... Bem, gosto é gosto né. :3 Ainda prefiro meu UKxJP mesmo x3
Todavia, aqui está a continuação! Espero que esse capítulo tenha agradado também... Já estamos na reta final! Não perca xD /propaganda
AAAAH! Meu anjo x3 Fiquei realmente feliz (e surpresa) com seu comentário! Nem sabia que você costumava ler minhas fics... É só mais um incentivo pra melhorar! ò_ó
Arthur pirata é muito sexy, não podia resistir a escrever algo com ele... e finalmente saiu uma fanfic minha desse casal né? Sempre reclamo por nunca terminar elas... ,-,' (Um dia eu termino!)
Infelizmente, o Alfred não vai ter muito destaque nessa fanfic... É só o irmãozinho fofo e mandão do Arthur! Ainda faço uma fic com ele fdp e te dou créditos!
E nesse capítulo não tem nenhum rosto "novo", mas no próximo teremos duas aparições! 8D (Credo, me senti falando de pessoas mortas) Ia até ser nesse, mas como achei que estava ficando grande, achei melhor dividir mesmo...
A Hungary tinha que ficar com o Prússia... Eles são donos de "bar", afinal (deu pra reparar o que é de verdade, acho...). E é uma pequena homenagem a você (?), por isso fico feliz que tenha gostado!
E o mistério da traição foi resolvido... Arthur tava querendo mais só conseguir informações... Ele ama o Kiku, no fundo (não tão fundo assim) \o/ E foi só uma mulher aleatória mesmo... Não consigo ver o Arthur com alguma garota, falando por alto assim /hm Teria que parar para pensar para imaginar alguma, então deixa pra lá u_u'
Não posso negar que essa relação sadomasoquista é legal... Você me conhece! D Agradeço a todos os elogios meu anjo, fiquei realmente feliz – não imagina o quanto. Agradeço também por me agüentar surtando, por ouvir minhas ideias e sempre me apoiar. Amo você, tenshi. Sempre.
Maiga: Finalmente postando! Não demoro tanto, viu? Quando você vê, já tem até dois capítulos!
Já falei... Viva à síndrome de Estocolmo –q E é uma boa ideia o Artie trancar o Kiku, impedindo-o de ir embora, mas minha a história já está formada... Mas seria legal usar, pena que não vai dar T_T O Arthur disse que ia compensar o Kiku, esse capítulo mostra o meio que ele encontrou, mesmo não querendo que ele vá... Acho que temos presente a síndrome de lima também. xD
Vai ser o típico caso de A Bela e a Fera ~ Eles viverão felizes para sempre e- Ok, parei.
O marinheiro-aleatório vai ter sua diversão sim... só imaginaaar!~ Ok, parei de verdade agora. Agradeço a review! Espero que tenha gostado desse capítulo.
É... falei demais, uf. Espero que todos que estão lendo continuem acompanhando, até mesmo aqueles que não se pronunciam (apesar de que eu iria adorar caso o fizessem :3).
Aguardem! Mais um capítulo e o epílogo! :D Continuem acompanhando!
Beijos!
(Mandem reviews, se não o England amaldiçoa você! ~)
