N/A: Então, voltei!! Eu sei, demorei muito, e acredite, estou me chutando até agora. O inferno (também conhecido como escola) tem monopolizado a minha vida. Meus professores também acham que eu não tenho vida pessoal, e tenho que me dedicar somente a matéria deles. E também não ajuda esse capítulo ter estado quase pronto e o meu pc ter queimado... E aí, quando eu perdi o arquivo original, eu fiquei meio com preguiça de escrever tudo de novo. Eu sei, eu sei, desculpas não adiantam, e tals, mas... não me matem, okay? Parece que semana de provas que me animam para escrever, e eu estou na véspera de uma e eu escrevi isso enquanto eu devia estar estudando para Química... mas pode me culpar? Vida de Estudante de repente me pareceu tão mais interessante e produtivo que funções de química orgânica....
Disclaimer - Se você me processar agora e eu conseguir um bom advogado... você vai ganhar algumas contas vermelhas, e um adesivo de "Fui enganado.", e o meu advogado ia ficar com meu Mokona preto de pelúcia e outro desses adesivos. Se o advogado for ruim... bem... é, você fica com o Mokona preto. E eu gosto muito do meu Mokona preto. Então, vamos economizar uma grande perda de tempo, e eu ter que mudar de nome e tudo isso com uma simples frase: Rurouni Kenshin não é meu. Eu só uso os personagens para a minha diversão quando eu estou sem nada para fazer. Mas um dia...
Disclaimer 2 - Eu não sou dona do personagem Mokona também. Mas eu sou dona do meu Mokona preto de pelúcia. Então, HÁ
OBS - Ministério da Saúde adverte: Provas fazem mal a minha mente, como você deve ter percebido. Então, é.
- ELE O QUE!?
Dicionário do Aluno - Hora do almoço. Eu sei que isso em geral não entra no Dicionário do Aluno normal, mas é uma parte importante do Aluno de internato, então achei melhor deixar. Enfim... Hora do almoço é como o café da manhã, ou o jantar, mas é mais importante, porque é a única refeição coletiva em que todos estão acordados. Reputações são arruinadas em poucas palavras durante esse horário muito delicado. Guerras de comida acontecem com um grito... e um prato voando. Acontece no mesmo refeitório do café da manhã e do almoço, pelo menos aqui. Ou seja, as mesas em que você se senta no lanche contam como as mesas do almoço. Não é muito divertido, porque nem todo mundo tem lanche na mesma hora, mas almoço sim. Ah, e o almoço é uma péssima, pééssima hora para contar para a sua melhor amiga que o garoto novo se ofereceu para te dar aulas particulares de matemática. Especialmente se essa amiga for tão escandalosa quanto a doninha, que estava me encarando como se eu tivesse brotado uma cabeça a mais, ou algo assim. E, graças ao grito dela, também estávamos sendo encaradas pelo resto do refeitório.
- Quieta!! - Eu falei, me sentindo corar um pouco. Graças aos céus ele não estava no refeitório... eu sei, eu chequei.
- Eu não acredito que...!! - Graças aos céus o resto da frase foi abafada por minha mão, mas a urgência ainda estava lá.
- Para de gritar, Misao!!!
Todos os nossos "estimados" colegas estavam nos olhando. Sinceramente, acho que já passei por humilhações suficientes por um dia, então eu arrastei a doninha para fora.
- Hey, eu ainda não terminei!!!
- Quem mandou gritar!?
- Você não pode me culpar!! Quem, QUEM em sã consciência se oferece para dar aulas particulares assim!? - Meu deus, do jeito que ela fala, parece que o Kenshin disse para a gente fugir daqui e nunca mais voltar, ou se casar ou algo assim. Não que eu fosse me importar muito em fugir com ele... Do jeito que ele é gostoso? Não, não, não, pensamentos ruins, pensamentos ruins!! Concentre-se! - Para de viajar!
- Eu não estou viajando!! - O que é verdade total. Quero dizer... talvez tenha uma imagem de um certo alguém que está se recusando a ir embora, mas... Vamos lá, pense em....matemática. É. Niida-sensei. O motivo para esse certo aluno ter sugerido aulas particulares, na verdade. Isso. Esfregar na cara do Niida-sensei que eu sei a matéria. Eu já consigo imaginar a cena... Ele se curvaria, e me reverenciaria, e a sala toda ia começar a festejar, e o Kenshin ia me beijar, e.... Ok, talvez não fosse exatamente assim... Especialmente aquela última parte. É. Pensamentos ruins. Pensamentos impuros, e, meu deus, eu só conheço ele desde hoje, e....
- Terra para Tanuki I! Responda Tanuki I! - Uma certa doninha que já deve ter sido condenada a morte três vezes só hoje disse, imitando o microfonezinho feliz que a base usa para se comunicar com a nave. E eu sei o nome SIM! Só não estou a fim de falar, algum problema? - Essa não, perdemos comunicação!!
- Eu não estou viajando!!
- Você disse isso duas vezes seguidas. - Ela me deu um sorriso inocente. Inocente demais. E isso foi cliché. Enfim... Doninhas sorrindo de forma suspeita nunca é coisa boa... - Ou então você estava pensando em um certo alguém, e o que vocês poderiam estudar na biblioteca, né?
- Misao!! Ele só vai me ajudar a estudar para matemática! - Eu estava corando um tanto. Por que, óbvio, a última coisa na minha mente era a matemática. A primeira estava mais para biologia, e... eu tenho que parar com isso antes que eu tenha uma hemorragia nasal...
- Ou será que vocês vão dar uma passada na sessão de antropologia? - Ela disse, com um sorriso meio pervertido.
Eu nunca entendi por que raios tem uma sessão de antropologia na Academia, já que aqui só vai até o Ensino Médio...
- Estritamente números e funções, Misao.
- Então, você que vai ter que levá-lo para a sessão de antropologia... aí você empurra ele na parede, e...
- NÃO completa essa frase.
- Kaoru?
Eu me virei, e, óbvio, lá estava ele, os olhos violeta brilhando de leve, o cabelo ruivo meio jogado por causa do vento. Ninguém pode ser tão bonito assim. É anti natural!! Ele sorriu, e eu sorri de volta. Como sempre, eu sei. Sou um caso perdido.
- Oi Himura!!
- Misao - Ele cumprimentou, sorrindo, e se virou para mim. - Kaoru, vamos?
- Ah... hm... claro, vamos!!
Esquece a imagem que estava na minha mente. Ele ao vivo é dez vezes melhor. Não sei se vou sobreviver.
Nós entramos na biblioteca, e a Bibliotecária-Gavião nos lançou um olhar de aviso. Tivemos que segurar o riso enquanto ele me guiava para... O fundo da biblioteca...? Perto da sessão de... antropologia!!!
- Em geral, no fundo é mais quieto. - Ele explicou, arruinando as minhas esperanças. E que droga, tenho que tirar isso da cabeça. É a doninha. A culpa é dela. Eu não era uma pessoa pervertida até ela virar pervertida, depois que o Aoshi entrou na escola. Isso. A culpa é do cubo de gelo e da doninha.
Nós nos sentamos, e ele pegou o livro. Eu peguei o caderno. Viva. Matemática. E nenhuma parede por perto para eu bater a cabeça. Droga. Bom, mas não é tão ruim quanto a aula do Niida-sensei.
- Aonde você não entendeu, Kaoru? - Kenshin perguntou, sorrindo.
- Hm... - Okay, pensa, pensa... quando matemática começou a parar de fazer sentido? - Desde a quinta série, eu acho? Sabe, quando parou de ser soma, subtração, multiplicação e divisão?
Para o crédito dele, ele não começou a rir, ou me olhou como se eu fosse uma doida. Ao invés disso, ele concordou com a cabeça e abriu o livro.
- Então é melhor começar, certo?
- Ah não, matemática... - Eu choraminguei. Eu reservo o direito de choramingar. Matemática é do inferno, claro que eu posso choramingar!!!
- Quanto mais cedo começarmos, mais cedo terminamos, e mais cedo você vai poder resolver os exercícios no quadro sozinha e mostrar para o sensei que você sabe a matéria.
- Agora você está falando a minha língua. - Eu me arrumei na cadeira, imagens do Niida-sensei me reverenciando passando pela minha mente. E eu esfregando na cara dele o dever. E a prova (gabaritada). Isso. Aí eu quero ver ele reclamar.
Kenshin riu de leve, e começou a explicar.
Mas pois é, sabe como eu disse que era mesmo difícil prestar atenção na aula de matemática com ele do meu lado? É ainda mais difícil com ele explicando. Eu comecei a viajar com a voz dele, e minha mente se recusava a focar na droga dos números, e ao invés disso estava mais interessada nas vezes que ele colocava a mão sobre minha pra corrigir alguma coisa, ou como ele cheirava. Ele cheira bem. Não consigo dar um nome, mas é bom. Muito bom. E...
- Kaoru, você prestou atenção?
- Hm... não.
Dicionário do Aluno - Aulas particulares: Aulas particulares a sério é um modo de você aprender a matéria sem a preocupação de os chatos que se acham os melhores ficarem rindo. Enfim, um modo mais discreto de tirar dúvidas. Isso, claro, quando é a sério. Por gerações, aulas particulares foram usadas como desculpas para... hm... algo mais. Um motivo socialmente aceitável par explicar por que tinha um garoto no seu quarto às onze da noite, afinal, todos sabem que aulas podem ser bem... interessantes. Enfim, a desculpa mais velha no livro, mas que ainda funciona por aqui. Ou é o que dizem, pelo menos. Desculpa por essa viagem por desculpas sobre esse assunto em particular, mas convenhamos - Sabendo disso, alguém pode mesmo me culpar pela dificuldade em prestar atenção nele explicando a matéria?
- Isso vai dar trabalho, não vai? - A voz dele me chamou dos meus pensamentos. Eu pisquei.
- Que?
Ele deu um meio sorriso e voltou a explicar. Concentra, concentra...
Era quase hora do jantar quando a Bibliotecária Gavião nos expulsou da biblioteca. Minha cabeça estava girando já. Não me entenda mal, ele é um bom professor, mas é difícil de concentrar. Bom, sim, por causa dele, mas não é só isso, a matéria que é chata mesmo. Eu não sou tão pervertida assim, está bem? Meu deus, acham que só por que eu me distraio um pouco...
Hm... Enfim. Fomos para o refeitório, e ele se sentou na nossa mesa. Sano e Misao ficaram nos provocando, eu bati neles, e ele ficou rindo. Acho que nunca olharam tanto a nossa mesa, mas a gente nem se importou. Foi tudo absolutamente normal.
E foi só quando eu me deitei, e disse boa noite para a Misao que eu percebi o que tinha de errado naquilo
Ele se encaixava. Pareceu absolutamente normal brincar e bater nele, ignorar os outros olhando para a gente... Parecia que ele estava com a gente desde sempre. Ele estava no caminho de virar o Popular Desconhecido da Academia.
É muito errado eu estar me sentindo muito feliz com isso?
N/A: Não me matem? E... deixem reviews!
