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Capitulo 4
Rapidamente Ryan assumiu a cadeira em frente ao computador e acessou o link, e a imagem que se formou a seguir na tela paralisou a todos. Kate estava dentro de uma caixa de vidro, de aproximadamente 1,5 m de largura por 2,0 metros de altura. Na parte superior da caixa, estava conectado um aparelho por onde descia um fluxo constante de água que começava a inundá-la.
- Que diabo é isso? - Perguntou Gates, que atraída pela correria da equipe e atônita como os demais assistindo as imagens no monitor.
Esposito tratou de colocar a capitã a par da situação, ao que ela rapidamente disparou.
- Ryan descubra a procedência desse link, veja a origem e localize o IP. Rastreei o celular, triangule o sinal quando das ligações. Convoque todos os oficiais de folga, mobilizem toda a força policial de NY, quero todos envolvidos. Salvar a detetive Beckett é prioridade zero. Entenderam? .
As palavras ficaram suspensas, pois o celular tocou novamente.
- Creio que já visualizaram o cenário, certo? Então vamos definir as regras do jogo. Susan é o mapa do tesouro. Vocês tem 11hrs para desvendar a pista que deixei no adorável corpo de Susan Parker, encontrar Kate Beckett e impedir que ela morra "afogada".
- Cretino, psicopata, fdp. – Esbravejou Castle.
- Castle, eu estou lhe dando a chance de provar o quanto você é capaz de resolver um caso sem sua musa. Com o estimulo especial de salvar a vida dela. Como dizem mãos à obra, que vença o melhor, no caso, eu, e finalizou. – Você perguntou o que eu quero Castle? Eu quero REVENGE!
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O som proveniente do alto da caixa foi seguido pelo da água escorrendo pelas paredes, e alagando vagarosa, porém, continuamente o chão do seu cárcere envidraçado.
- Que inferno Tyson. O que você pretende ao final disso tudo? – O medo crescente em sua voz, começava a ficar evidente.
- Vê-la morrer lentamente, em agonia, saboreando cada minuto do seu desespero a procura de ar. –Afirmou ele, enquanto encarava o rosto horrorizado de Kate.
- Mas eu não sou um homem cruel, eu estou dando a Rick, a oportunidade de salvá-la, basta ele resolver o caso e você estará salva.
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- Lanie, ele afirmou que a pista está no corpo da vítima! - gritava Castle.
- Eu já entendi Castle, e pela centésima vez eu vou repetir, não encontrei nenhuma pista que possa indicar o paradeiro de Kate. Já virei e revirei esse corpo e não consigo nenhuma evidencia nada. Lanie se sentia impotente, ela já revisara o corpo todo e nada, sua amiga precisava dela.
Time: 17 PM
Todos olhavam para o relógio, já haviam se passado mais de cinco horas.
- Lanie tem que estar aí, ele disse.
- Eu também a amo! – a médica legista gritou, já com as lágrimas escorrendo por sua face.- Ela é minha melhor amiga, minha irmã, você acha que é o único empenhado em tentar salva lá? - O toxicológico, DNA, não há nada que possa nos dar quaisquer indícios Lanie? - Perguntou Esposito, que também começava a perder o controle, como os demais naquela sala, obtendo como resposta o balançar negativo da cabeça da legista. - Ryan, o link, o celular? Perguntou Gates - Nada, o link se subdivide e a última localização no rastreamento era Bangladesh. O celular, pré-pago e descartável. Ligações curtas, impossível à triangulação. - Vamos tentar raciocinar como a mente doentia de Tyson. Onde ele colocaria uma pista, o quão macabro ele pode ser? Precisamos pensar como ele. - interveio a capitã Gates, que demonstrava ser a mais equilibrada entre os presentes.
- Para pensarmos como aquele doido, só se abríssemos o cérebro dele. - disparou Ryan.
- Entrar no cérebro. - Ryan, você é um gênio afirmou Castle, abraçando e beijando-lhe o rosto. - Ele colocou a pista na cabeça dela.
Todos se entreolharam atônitos, imaginando que o escritor havia enlouquecido, quando viram Lanie se lançar de volta ao corpo com uma máquina de tricotomia, raspando todo o cabelo da vitima, até que não houvesse mais nenhum, deixando-a completamente careca.
- Nada. Nenhuma marca, cicatriz ou tatuagem. Nada. - suspirou desanimada.
- Tem que estar aí, tem que estar, e agora era Castle que revira o topo escalpelado de Susan, inconformado.
- Vai que ele fez como aqueles sacerdotes, do Egito... Uma vez eu vi num daqueles filmes...
- Pelas narinas. - Lá estava a legista com uma lanterna, vasculhando a cavidade. Virou se para a mesa de apoio, retornando com uma pinça, fina e longa, que adentrou no orifício esquerdo, retirando dali um pequeno pedaço de tecido.
- Se você me beijar de novo, eu te arrebento. - Exclamou Ryan, que recuara e armara a mão em um soco, para Castle, que se lançava em sua direção novamente.
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A água estava na altura da sua cintura, isso significava que aproximadamente metade do tempo já havia se passado. A água era gelada, e Kate procurava manter-se em movimento, evitando as câimbras e a hipotermia. Começava a sentir os primeiros sinais de cansaço.
- Meu reino por um café. – murmurou. Então se lembrou dos cafés que ele trazia, que ele preparava para ela, abrindo inconscientemente um sorriso, sorriso que era a razão pela qual esse ato era repetido todas as manhãs e no decorrer do dia, segundo ele. A voz de Tyson a removeu de seus pensamentos.
- Muito fria a água, detetive? – Perguntou, encarando-a. - Sabe, eu pensei que não conseguiria. A correnteza e a temperatura baixa da água naquele rio, foi por um triz. Como você se sente em saber que Castle estava certo sobre minha morte? Ou melhor, o fato de eu não ter morrido, sorriu desdenhoso. Tenho uma dúvida. Vocês competem ou se completam?
Kate endireitou o corpo e o enfrentou.
- Castle vai completar o que começou naquela ponte. Você é um homem morto Tyson.
- Kate, você é uma mulher inteligente, olhe ao seu redor. - afirmou abrindo os braços teatralmente. - Qual de nós dois está mais próximo da morte?
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