Capítulo 3: Faculdade Misaki Yuko
A praia já não se via mais. A vegetação, mesmo pouca, cobria o tom acinzentado que o mar sustentava àquela manhã. Estava a dez minutos de chegar à Faculdade Misaki Yuko onde tentaria se distrair – idéia de Sasuke. O plano inicial era que Hinata ficasse em casa descansando, mas a morena se negou a ficar sozinha. Preferia mil vezes não fazer nada na Faculdade, do que não fazer nada num local em que ela não sentia mais segurança como antes...
- Senhora Hinata! – exclamou surpresa a recepcionista. Hinata só dava aulas nas quartas, quintas e sextas – Nossa como está grande! Nem lembro a última vez que te vi... Já sabe se é menino ou menina?
- Não – riu – Ainda não fiz o ultra-som... Vim me distrair. Mesmo não sendo meu cronograma, posso andar por aqui não?
- Claro, só assine o livro de visita, por favor.
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Andar pelos corredores brancos lhe trazia divertidas lembranças. Dar aula era muito prazeroso e uma nova descoberta sempre. Tinha alunos bem mais velhos que ela e outros que ainda não tinham completado a maioridade.
De repente, sentiu que a saudade a empurrava para ver os colegas e alunos. Por que não? Tinha passe livre para isso e, além do quê, ela sabia que também gostariam de vê-la...
O mais estranho foi que ela, ao invés de seguir rumo às salas 52 e 53, caminhou para as escadas que levavam ao último corredor: este inutilizado. Enquanto subia os degraus pouco gastos – se comparados com o estado do piso no restante da Faculdade – tentava se lembrar que história guardava o quarto andar. Hinata se lembrava vagamente dos colegas comentarem sobre um rapaz que estudava enfermagem. O setor foi fechado devido um ataque do moço. Parece que o mesmo tentou cometer suicídio cortando os pulsos, ou a namorada dele. Claro que nunca levou a sério. Não conseguia sequer imaginar que alguém teria coragem de se matar.
Então que raio estava fazendo ali?
Quando se fez essa pergunta já estava perdida entre tantos corredores. Resolveu que sairia dali no mesmo instante. A questão era: onde estava mesmo? De uma hora para outra parecia que não estava mais no quarto andar. Tudo estava terrivelmente diferente do corredor empoeirado em que estava antes. Olhou para o chão: estava negro como breu e Hinata sabia que o mármore era branco. Respirou fundo e deu às costas para o desconhecido. Acontece que o que antes estava atrás dela estava ainda mais desconhecido e apenas por um detalhe: onde estava a escada? A bolsa caiu no chão num eco grande enquanto a sola emborrachada de sua sapatilha batia num eco ainda maior no piso, em direção ao que antes deveria ser a passagem de uma escada. Era uma parede agora. Era uma parede de tijolos. Era uma parede de tijolos resistente. Muito resistente.
Tentou gritar, tentou chamar alguém, pediu socorro enquanto suas mãos batiam naquela maldita parede fria. Tudo estava tão escuro que Hinata tinha medo de dar qualquer passo. Como tudo estava tão obscuro se ainda não eram nem três horas da tarde? Porém, nem tudo parecia perdido quando Hinata ouviu um sino muito conhecido. Seria mesmo possível que ele chegasse ao quarto andar? Mas é claro que sim! Lá estava ele! De portas abertas, a cabine cromada toda iluminada por dentro. Não pensou, nem tinha o que pensar, entrou correndo no elevador e apertou inúmeras vezes o botão do térreo até que a porta se fechou. Os olhos lacrimejavam assustados e seu coração estava a mil. Encostou na parede da cabine, respirando fundo e tentando recuperar a razão, mas um ranger alto dos cabos do elevador fizeram com que se assustasse ainda mais e que a cabine que mal começara a se mexer parasse. As portas se abriram novamente em meio ao sino e ela ouviu passos que vinham na direção dela, escondidos sob o breu do quarto andar. Não demorou a reconhecer o par dos saltos agulha que batiam com a mesma sutileza no piso e também não tardou para que a luz da cabine apagasse por completo. Onde antes era só breu, luzes fortes começaram a piscar, revelando Sakura que vinha na direção da cabine. Hinata começou a gritar enquanto se comprimia contra a parede cromada. Entre um piscar de luz e outro, a imagem se tornava cada vez mais próxima e então, se contorcia para passar entre o vão livre que as portas do elevador deixavam como única passagem. Antes que conseguisse, tudo voltou às escuras.
Seu gemido aterrorizado ainda fazia eco, sinal de que o vão que a separava de seu pior pesadelo ainda estava aberto. O que fazer? Que pensar? As luzes da cabine reacenderam e do seu lado, a imagem de Sakura que a olhava com seus olhos arregalados, foscos, sem vida. Gritou mais uma vez antes de tudo ficar escuro novamente, mas dentro de sua cabeça.
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- Você está bem? – uma voz feminina perguntava – Moça, acorda, por favor! – implorava em meio a um disfarçado desespero – Vejam, ela abriu os olhos!
- Hei, você está bem? – um outro alguém perguntava enquanto examinavam seu pulso e quase queimavam suas córneas apontando uma pequenina lanterna em direção aos olhos perolados – Ela está bem, pode deixar conosco
- Claro – a primeira voz feminina dizia – Espero que fique bem, moça
Mas Hinata apenas respondeu um "obrigado" mentalmente enquanto se via mergulhar num sono profundo novamente.
Acordou com o barulho de uma sirene de ambulância. Seria possível que acordaria em um lugar diferente cada vez que fechasse os olhos? Percebeu um enfermeiro ao seu lado monitorando seus batimentos cardíacos enquanto tentava cuidar do balão de oxigênio que fazia com que a respiração de Hinata continuasse estável até que chegasse em casa.
Casa, era pra lá que a levavam, sentia isso e pôde confirmar tudo quando a mesma estacionou e viu Sasuke ao abrirem as portas. A maca foi levada com cuidado para dentro da casa deles e ela foi posta sobre a cama de casal com todo o cuidado do mundo pelos enfermeiros. Ainda tinha a visão embaçada, mas sabia identificar os borrões à sua frente... E sabia que aquele borrão alto que acabava de entrar no cômodo era Sasuke:
- O que te assustou tanto a ponto de desmaiar, Hinata? – perguntou preocupado num tom de voz baixo enquanto passava a mão nos cabelos da esposa
- Ela... Ela estava lá... Me encurralou... – dizia com dificuldade – Ela nos encontrou Sasuke... – e começou a chorar
- Quem te encurralou, Hinata? Quem te encontrou? – as lágrimas começaram a cair com mais força – Alguém te ameaçou? Tentaram te roubar? Sua bolsa foi encontrada caída num andar desativado da faculdade... Te arrastaram pra lá?
- Sakura, Sasuke, ela estava lá... – ele suspirou
- Tente dormir agora certo?
- De novo? – balbuciou em meio a mais lágrimas
- Tente ficar calma e pare de chorar, certo? Tive que mandar Hana para a casa da sua irmã pra que ela não te visse assim... Não faz bem pra ninguém sua situação
- Minha situação? Sasuke, por que não acredita em mim? Ela matou o Itachi!
- Pare com isso! – gritou com raiva – Hinata mantenha a razão, somos médicos, essas coisas por mais absurdas que tenham acontecido conosco devem ter uma explicação racional!
- Você viveu tudo aquilo, Sasuke, como pode ignorar? – o desespero aumentava. Ele respirou fundo mais uma vez
- Durma – e deixou o quarto
Ótimo. Era só o que faltava lhe acontecer: brigar com seu marido. Justamente agora que, ela sabia, corriam perigo. Dormir? Claro, com a tranquilidade e paz de espírito em que se encontrava agora, seria fácil pegar no sono... Não sabia como pensar ou reagir, estava sozinha e Sasuke, em quem ela confiava cegamente, não estava lhe dando ouvidos. Estava passando por louca mais uma vez, mas nas atuais circunstâncias seu marido poderia lhe jogar isso na cara e até medicá-la. Ignorou a última parte por se lembrar que ele jamais faria isso com uma grávida. O Uchiha caçula tinha completo pavor em ministrar remédios para gestantes. Mas isso não o impediria de classificar Hinata como esquizofrênica, ou ainda dizer que ela estava sofrendo de um transtorno psicológico. Ela não sabia muito a fundo quais "acusações" um psicólogo poderia fazer, mas sabia que Sasuke tinha todo o conhecimento e mais um pouco para julgá-la sem o mínimo de dúvidas, afinal, era a palavra dele contra a dela. Mais clinicamente falando: era a avaliação de um psicólogo contra uma leiga no assunto. Mesmo que ela fosse uma meio-leiga. " 'Meio-leiga' é o mesmo que uma 'meio-ciente'", pensou derrotada e até mesmo aterrorizada. Era como estar prestes a ser jogada em alto mar de mãos e pernas atadas, mesmo que não soubesse nadar. Estava impossibilitada de fazer qualquer coisa. De nada adiantaria discutir.
- Mas eu posso pensar – disse a si mesma, num cochicho – Posso ir atrás das respostas... – e fazendo o que sabia de melhor – pensar – a morena conseguiu o que parecia impossível naquela situação: adormecer.
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Um bater de portas. Hinata acordou num pulo ao ouvir esse barulho. Seria Sasuke? Olhou para o relógio e viu que nem uma hora havia se passado desde que conseguiu espantosamente cair no sono. Mesmo assim, aquele tempo deveria ter acalmado o esposo ao ponto de poderem conversar sem frustrações ou irritamento das duas partes. Saiu do quarto com os olhos ainda pesados e então viu uma folha em branco com a letra conhecida que dizia: "Precisaram de mim no plantão. Fique bem – Sasuke"
Ele estava preocupado e chateado, misturas de sentimentos distintos típica dos Uchiha. Só então se deu conta de que a pessoa que ocasionou o barulho que há pouco a acordara foi Hana. A menina brincava com a tia, desenhando na fina areia branca. Sorriu e caminhou até onde estavam. Hana ficou eufórica ao ver a mãe, e a irmã, aliviada:
- Hina! – a abraçou – O que aconteceu? Sasuke não me disse o que tinha acontecido, disse que te assaltaram ou algo do gênero...
- Ninguém me assaltou – esperou a filha se afastar para continuar – era Sakura
- A mãe biológica da Hana? – fez uma careta confusa – Mas ela não morreu?
- Exato – a irmã esboçou a mesma feição chateada de Sasuke
- Hina, eu acredito que naquela época você tenha passado por algumas situações que a tenham feito acreditar ou até mesmo ver mortos, mas...
- Você não, Hanabi! – gritou indignada – Você é minha irmã, sabe pelo que passei! Tem que acreditar em mim! – a menina que antes brincava olhou para a mãe
- Tudo bem mãe? Por que você tá chorando?
- Entrou um cisco no meu olho, filha. Só isso. – disse ainda encarando a irmã com desapontamento
- Eu vou pra casa, Hina. Tente se acalmar
- É fácil dizer... – ela se despediu com um silencioso beijo na irmã e na sobrinha antes de ir embora. Caminharam as três em silêncio até a entrada onde, além do carro de Hanabi estavam também estacionados um conversível preto e um carro esporte branco. Não deram importância.
Depois de sua tia ter indo embora, a menina Hana abraçou forte a cintura da mãe dizendo em tom manhoso como sentira sua falta e reclamando por ela estar dormindo quando chegou de viagem. Hinata rindo se desculpou com a filha e as duas conversaram sobre como foi maravilhoso o fim de semana de Hana, que viu o pai da amiguinha Yumi se engasgar com o bolinho de arroz.
- Coitado, filha – riu baixo
- Foi engraçado – a menina ria ao se lembrar – Ele tossiu todo o arroz na mãe da Yumi, ficou todinho roxo, parecia aquele vestido feio da tia Hanabi – Hinata riu ainda mais ao se lembrar da infeliz escolha da irmã para um casamento que foram tinha quatro meses
- Mesmo assim filha, ele poderia ter sufocado
- Mas não sufocou – deu um sorriso divertido – A gente* pode brincar lá fora? – Hinata acentiu com a cabeça
Enquanto a menina corria de um lado para outro caçando conchas e fazendo uma pilha com as mesmas, Hinata sentou-se numa das várias pedras que cercava sua casa e a dos seus vizinhos. Falando em vizinhos, lembrou-se de que a velha senhora que vivia na casa ao lado iria se mudar viveria em Barcelona, junto à filha mais velha. Sasuke havia lhe contado umas oito semanas atrás. Perguntou-se se aqueles carros que vira não pertencesse a algum membro da família... Fazia uma semana que não via a não muito simpática velhinha na varanda de casa, como de costume. Apenas Tom, o gato, continuava rondando sua casa pelas manhãs.
Seus pensamentos foram cortados quando a menina correu para dentro da casa chamando a mãe. Tentando acompanhar o ritmo da menina que se mostrava assustada, Hinata tropeçou ao enroscar o pé num dos dezoito degraus que continham a escada que a levavam até a portinhola da varanda ligada à cozinha. Segurando-se no corrimão e olhando fixamente onde pisava para não correr o risco de outro tropeço, Hinata bateu a cabeça na tela da portinhola, que bateu em Hana, assim pensou. Ergueu a cabeça enquanto se desculpava. Porém o susto ao ver Sakura ali parada fez com que ela fosse para trás, esquecendo-se de tudo, inclusive da escada, pisando em falso e caindo nos degraus de madeira. A única coisa que conseguiu fazer foi envolver a barriga com um de seus braços e esticar o outro para tentar parar a queda – em vão. Sentia dolorosos baques contra seu corpo, até que a dor foi substituída pelos arranhões que a areia agora causavam no rosto da gestante. Tentava pedir socorro, mas a voz não saía, parecia encolhida em algum lugar dentro de si.
Era uma mistura de acontecimentos. Ouviu com clareza um par de saltos agulha tilintando em degraus de madeira, mas não vinham de sua escada. Alguém a chamava e parecia ser a mesma voz que a acudira de manhã. Parecia estar em maior desespero que ela. A menina Hana a chamava enquanto chorava e gritava agoniada o nome da mãe. Ela não se sentia mal, tão pouco bem, mas não conseguia reagir, não conseguia falar. Só conseguia sentir medo e o calor das lágrimas que escorregavam pelo seu rosto machucado:
- Moça! – a voz que antes estava longe agora soava com mais clareza – Você é a moça da faculdade! - as suspeitas da morena foram confirmadas – Meu Deus, você está bem? – Hinata não respondia – Você está sangrando? Meu Deus – e já se podia identificar na voz embargada de quema a ajudava que estava chorando
- Mãe... – Hana continuava chorando – Salva minha mãe, moça! – implorava Hana. Não sabia muito bem o que era, mas pelo som conhecido, deduziu que a "moça" a quem Hana pedia ajuda tinha pegado o celular
- Alô? Por favor, preciso de uma ambulância – não conseguiu ouvir o resto devido à voz de um homem que se aproximou igualmente espantado que falava por cima de Hana, que por sua vez, falava por cima da mulher que tentava ajudar. Estava tudo tão embaralhado que Hinata acabou tendo o segundo desmaio do dia.
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Definitivamente, desmaiar ou dormir não era uma coisa que Hinata gostava. Perder os sentidos e acordar num lugar diferente toda vez que abrisse os olhos era constrangedor e assustador. Ver novamente sua respiração ligada a um balão de oxigênio a fazia lembrar-se da manhã apavorante que teve, o que a fazia lembrar-se da tarde nada confortante que a tinha levado até ali, um quarto de hospital. Surpreendeu-se com a quantidade de ligações que um aparelho médico poderia fazer. Ficou feliz em conseguir mover a cabeça. Se não precisaram ter imobilizado seus movimentos, significa que a queda não a prejudicou e sua imobilidade foi causada pelo susto. Mas e a criança? Antes que qualquer sentimento negativo tomasse conta de si, Hinata viu um par de sapatinhos brancos no criado do lado de sua cama. Sorriu emocionada enquanto esticava a mão para apanhá-los. Foi quando Sasuke entrou:
- Hinata – se aproximou ainda assustado – Você está bem? Acordou com alguma dor?
- Estou bem sim... – falava baixo. Ainda estava sonolenta devido aos medicamentos – Nenhuma dor, senhor Sasuke – ele sorriu aliviado e colocou os sapatinhos na mão machucada da esposa – Tá tudo bem, então?
- Tudo em perfeito estado. Disseram que foi muita sorte não ter acontecido nada à criança... – ela passava as pontas dos dedos sobre o sapatinho de veludo branco – O que aconteceu pra você cair daquele jeito? – perguntou calmamente
- Eu... – pensou rapidamente antes de terminar a frase – Dei um passo em falso e caí. Quem me socorreu?
- Parece que foi a mesma mulher que te achou no elevador hoje cedo... Ela foi junto com o corretor de imóveis visitar a casa daquela senhora que morava do nosso lado, está à venda. A senhora já foi morar com a filha
- Eu não sabia...
- Eu também não, fiquei sabendo quando a encontrei aqui... Estava muito preocupada com você...
- E Hana?
- Ficou com Hanabi. Essa é outra que não pára de ligar – deu um sorriso amarelo
- Ela estava assustada...
- Já se acalmou... Hanabi disse que ela está dormindo agora... – ficaram um tempo em silencio. O susto ainda tomava conta de ambos – Quase me esqueci: Temari quer vir te dar um "oi"
- Temari? – perguntou confusa. Não se lembrava de nenhuma Temari
- Sim, a mulher que te socorreu hoje
- Ah, claro, pode deixar ela entrar
Sasuke se ausentou por pouco tempo, mas mesmo assim, tempo suficiente para Hinata retomar os pensamentos em relação à sua queda. Não diria ao marido que vira Sakura. Não podia contar naquela situação com Sasuke. Guardaria para si até que soubesse o que fazer. Pensamento novamente interrompido com a porta se abrindo. Atrás de Sasuke surgiu então à imagem de uma mulher alta, loira dos olhos num tom verde-escuro que trazia um arranjo com lírios brancos. Ela sorria sem graça e era possível ouvir o "toc" do salto em contraste com o arranhado da areia contra o piso. Estava tão nervosa que nem limpou os sapatos antes de entrar na ambulância, e continuava tendo os pés arranhados pela areia, a mesma areia que tinha machucado o rosto e as mãos de Hinata.
- Oi Hinata – cumprimentou sem jeito – Eu trouxe essas flores. Espero que fique bem
- Ficar bem... – sorriu ao se lembrar que ela não era a primeira pessoa que lhe desejava isso – Obrigada. Temari, não é?
- Sim. Parece que seremos vizinhas, Hinata – sorriu
- Será bom ter você por perto pra me socorrer – riram. A médica entrou
- Olá, Hinata. Mas que susto você nos deu hoje, hein? A pedido do seu marido, faremos o ultrassom agora, tudo bem?
- Já estava na hora – riu baixinho – Claro, doutora
Só não conseguiu entender porque estava tão agoniada com o fato de que conheceria enfim o sexo da criança que esperava. Um receio enorme tomou conta dela quando a criança foi localizada:
- Ali, está vendo? – todos prestavam muita atenção no ponto onde a médica apontava antes da mesma parabenizar - Parece que você será mãe de uma menina senhora Uchiha
Xxx
As falas de Hana não terão concordância ao longo da FIC pois ela só tem dez anos, vamos dar um crédito ;) eu também falo assim, mas ignorem XD *
Xxx
Eu. Enfim. Postei.
O-O'
Ah, ninguém tá bravo comigo, né? Faz quanto tempo desde que eu postei? Um ano? Ah, fala sério, coisa básica, um ano passa voando, ninguém sente falta ^^"
Nem vou me desculpar, sei que meus atrasos não tem perdão e não há capítulo que faça eu redmir meu atraso, então, só espero que curtam...
Se é que eu ainda tenho leitores *momento grilos*
Então um bom dia/boa tarde/boa noite a todos que lerem e voltem sempre =D
*apanha*
Mas é sério, eu fico bem envergonhada em não postar nada ._.
Espero nesse ano ser no mínimo um pouco mais assídua, sei lá .-.
Será que eu tenho conserto, gente? Eis a questão e a pergunta que não quer calar ^^"""""
De qualquer forma, se alguém ler, ficarei grata, seja pra dar bronca, seja pra elogiar, "tâmo aí na atividade" (?)
Natália
Betada por Niina /o/
