NA: Olá minna-san! Hoje eu trouxe mais um capítulo de Kali. Dessa vez, saindo mais rápido que o anterior (?). A outra boa notícia (acho eu) é que esse capítulo é maior que o anterior. Tem quase o mesmo tamanho do 1º capítulo! ^-^ (embora alguns tenham achado o primeiro capítulo curto também, fazer o que?)

Quero agradecer à Ninha Souma, WinryElricFullmetal, Karenine e Hella Adams (que mesmo chegando depois do capítulo dois postado, fez questão de pôr review em todos eles, inclusive o prólogo – Te amo, menina! *-*) pelas icentivadoras reviews, que me dão mais e mais vontade de continuar! Adorei todas, mas para poupar espaço, responderei aqui apenas aos que não conheço E não logaram, aos demais responderei por PM's ou msn (como já fiz), onde posso tagarelar à vontade com vocês (já notaram que eu gosto de falar, né? Olha o tamanho dessa nota...)

Espero que gostem desse capítulo também, e, igualmente fiz no capítulo anterior, farei um resumo do último capítulo publicado, para que, quem já o leu, não precise ler duas vezes (embora, se quiserem, podem ficar à vontade... ^-^). Dedico esse capítulo a Karenine, que teve a audácia de ler meus pensamentos hsuahsuahs (se não entendeu, após a leitura do capítulo você vai entender tudo...).

Anteriormente, no capítulo 2, Winry acabou descobrindo, da melhor forma possível, que Ed voltara do outro lado do portal. A jovem o abraça feliz e ao perguntar como ele voltara, o alquimista diz ser uma longa história, que depois contaria. Winry então apresenta-o a Thomas, que fica um tanto enciumado, e concerta o automail de Ed, mas não sem antes dar uma crise por sua obra prima, que estava "completamente arruinada", nas palavras de Winry. Al, como sempre, tenta apaziguar os ânimos dos dois. Após um lanche, e uma situação constrangedora para Win, proporcionada por sua avó, Pinako, Ed vai ao seu quarto, mas, ao sair, deixa cair um envelope no chão. Nele estava escrito, em bela letra, o nome de Ed. Prevendo o que a neta faria, Pinako lhe diz que é feio ler a correspondência dos outros...


KALI

(DESCOBRINDO UMA PAIXÃO)

CAPÍTULO 3 – O CORAÇÃO DE WINRY


Mesmo assim, eu abri o papel. Eu vi a cara de reprovação que a vovó e Al estavam fazendo pra mim, fazendo em seguida uma expressão de quem não tava nem aí, e eu realmente não ligava, pois uma pontadinha no peito, somada a curiosidade pareciam ser o suficiente para que eu fosse capaz de violar uma correspondência. Eu estava certa de que aquela letrinha caprichada e redonda que escrevera tão levemente o nome de Ed era feminina.

"Quem é essa vadia?" eu me perguntava, talvez até exagerando um pouquinho, visto que eu nem sabia quem era essa mulher (se é que era mesmo uma mulher) pra já estar a chamando de vadia. Eu realmente decaí...

Decidi então que seria melhor ler mesmo a tal carta, em vez de ficar especulando e foi isso que eu fiz. Dentro do envelope, num papel com a mesma caligrafia delicada, estava escrito o seguinte:

"Edo-kun,"

Eu parei de ler por um momento estudando exatamente o que havia acabado de ler. "Edo-kun?" KUN? Quem ela pensava que era? "Kun" é um sufixo muito íntimo, ainda mais dito desse jeito, com o apelido junto... O jeito era continuar a ler a carta para saber... Apesar de que eu estava desconfiando que não ia gostar muito do que veria no restante dela.

"Há alguns dias atrás, eu soube de uma notícia que mudaria tudo aqui em casa. Você descobriu um jeito de voltar pra Shambala, sua terra natal. Eu achei que talvez você esperasse mais, mas as suas pesquisas estavam cada vez mais avançadas e hoje você decidiu voltar.

Não, eu não estou tentando lhe impedir de ir, até porque, você já deve estar em seu mundo agora, enquanto lê isso. Mas, Edo... Convivendo sob o mesmo teto que você por três anos, eu comecei a perceber como a nossa relação é especial."

- Que história é essa de "convivendo sob o mesmo teto que você por três anos"? - bufei indignada – E que "relação especial" é essa?

- Calma Winry-chan – Disse Al – Deve haver alguma explicação pra isso, sem ser o que você está pensando... Continua lendo, vai.

"Edo-kun," continuava a carta "a verdade é que, morando com você por três anos, pouco a pouco e sem me dar conta, eu acabei me apaixonando por você. Acho que foi inevitável. Você era sempre tão gentil comigo, tão doce... Você me salvou e me acolheu em sua casa, sem se importar com os comentários das pessoas acerca de eu ser cigana e etc. Você me ensinou a ser forte e sempre me tratava como eu era e não como as pessoas diziam que eu era.

Eu, assim como você, era uma nômade e você me ensinou que eu podia ser feliz aonde eu estivesse (acho que ensinou isso a você mesmo também) e me ensinou a amar.

Há um ano atrás, você retornou ao seu mundo e não me levou com você, muito embora eu tivesse pedido muito. Tudo bem que eu fiz sujeira com você naquele dia (quero aproveitar pra expressar aqui meu arrependimento), mas agora eu entendo que eu não sabia nada sobre Shambala. Eu via esse lugar como um paraíso.

Foi por isso que eu não entendi por que você voltou. Fiquei feliz que tivesse voltado, mas ainda não entendia como você pode deixar aquele lugar maravilhoso (seu mundo) e voltar pra cá, pra esse... Pra isso. Alphonse Heidrich havia morrido naquele dia e, se você me deixasse também, eu ficaria sozinha.

Pela primeira vez na vida, você começou a sentir que esse mundo poderia ser o seu mundo também e eu fiquei feliz com isso. Pouco a pouco você foi parando de tentar achar um jeito de voltar e, apesar de tudo o que eu fiz, você me perdoou pelas últimas besteiras e me deixou continuar com você, na sua casa. Também fiquei feliz com isso.

Logo quando eu fui morar com você, Alphonse-san me disse que ficava feliz por você finalmente ter se interessado por uma mulher. Que você sempre evitava as pessoas, tentando não se envolver com elas, porque queria ir embora o mais breve possível. Fiquei pensando muito nisso nesses últimos dias e eu realmente desejei que Alphonse-san estivesse certo, que você estivesse mesmo interessado por mim. Mas, você nunca costuma falar de seus sentimentos. Uma das poucas vezes que o vi sorrir, foi pouco antes de você voltar, há um ano. Você tinha falado com seu irmão pela primeira vez, em três anos."

- Eu lembro disso – comentou Al – A armadura que eu tinha posto parte da minha alma voltou pelo portal, e Ed tava lá... Fiquei tão feliz em reencontrá-lo. Foi quando você me viu "sonhando" com o Ed.

- Ah! - eu me lembrei da data. Naquela época, eu trabalhava em Rush Valley com o sr. Garfield e ia ocasionalmente à Rizembool e à Central. Depois que Ed foi embora, resolvi voltar para Rizemboll. Vovó tava precisando bastante de mim na época. Acabei ficando lá por um ano, ou melhor, até agora.

"Foi então que eu percebi o por quê de ter ficado feliz com as suposições de Alphonse-san. Eu estava perdidamente apaixonada por você. Então tudo mudou. Duas semanas atrás, você descobriu um jeito de voltar e hoje, finalmente você foi embora.

Faz tão pouco tempo... Mas eu já sinto saudades! Quero te ver de novo!

Saiba que farei de tudo para que um dia possamos nos encontrar novamente. Até lá, se cuide e não se meta em confusão.

Com amor,

Noah."

- Quem é essa Noah? - eu perguntei com os nervos a flor da pele. Sim, eu estava com ciúmes – Eles moraram juntos por três anos? Foi isso que eu enetendi?

- Não me olhe assim Winry-chan! - disse Al, na certa com medo que eu jogasse nele a minha chave inglesa – Eu não sei quem el primeira vez que vejo essa carta...

- Está defendendo seu irmão? - eu perguntei com uma veia já saltando na testa.

- N-Não! - gaguejou Al, enquanto eu decidia se acreditava nele ou não.

- Terminei! - disse Ed, entrando na cozinha e pouco antes de levar uma "chavada" na cabeça. Obra minha, é claro.

- Au! - berrou Ed com a mão na testa – Droga Winry! Porque você fez isso? Tá doida?

- Quem é Noah? - disparei à queima-roupa

- QUÊ? - era evidente a surpresa dele – Como-

- A garota da carta – interrompi balançando o (maldito) envelope na frente de Ed. Ele pega a carta e lê com os olhos, fazendo uma expressão de estupefato.

- Onde você achou isso? - perguntou, aparentemente ainda surpreso.

- No chão, caiu do seu sobretudo, nii-san – disse Al – Você não havia notado?

- Não... - respondeu Ed com uma expressão que eu não consegui identificar

- Não ajude, Al! - gritei estressada. Eu não podia crer que Ed havia arranjado alguém e ainda por cima ousava tentar me ocultar o fato... - Então quer dizer que você não sabia?

- Não! – respondeu Ed, categórico.

- Ela era sua namorada, nii-san? - Al fez a pergunta que estava em minha cabeça, mas eu não precisava ouvir a resposta para saber... Eu não era tão ingênua assim...

- Claro que é Al! - afirmei as convicções que já tinha – Ou vai negar que morou com ela por três anos? - essa pergunta, que na verdade era uma acusação foi feita para Ed.

- Você coloca as coisas de um jeito... - comentou Ed meio sem graça, uma constatação de que eu estava certa.

- Ahá! Viu, Al? - comentei vitoriosa (um pouco triste, na verdade, pois, no fundo eu preferia estar errada).

- Você realmente morou com ela por três anos, nii-san? - Al perguntou para o irmão.

- Bem... Sim, mas-

- Mas O QUÊ, Edward Elric? - perguntei à Ed. O que ele pretendia dizer? Que não era nada disso que eu estava pensando? Ele pensava o que? Que eu era idiota?

- Eu não sei porque toda essa confusão – disse Ed – Eu já tenho dezenove anos, sei cuidar de mim... Vocês estão parecendo meus pais, ou melhor, estão PIORES que eles! Até meu pai que tava do outro lado também não disse nada sobre Noah.

- Tem razão... - concordei derrotada.

- O quê? - Ed parecia surpreso, talvez por eu ter desistido tão facilmente de brigar com ele, ao contrário do que geralmente acontecia.

- Tem razão... - repeti – Eu não tenho nada a ver com isso... Com quem você mora ou sai. Não é da minha conta, eu não sou nada sua...

E era verdade. Eu havia brigado com ele como se eu fosse uma esposa traída, mas, na verdade, nem namorada sequer eu era dele.

- Win... Eu não quis-

- Tudo bem... - interrompi, embora tivesse percebido o tom ameno, talvez até de arrependimento dele – Eu vou pro meu quarto.

Eu passei de cabeça baixa rumo ao meu quarto, mas pude ver, de soslaio o olhar que Ed deu para Al. Mais um daqueles olhares indecifráveis do Edward. Talvez ele estivesse se perguntando o que deu em mim, porque eu realmente agi como uma idiota. Antes de perceber, eu já estava em minha cama, chorando copiosamente.

Apesar de saber que não tinha direitos sobre Ed, eu podia acreditar que depois de três anos esperando por ele, Ed não estava nem aí para mim e, ainda por cima, arranjou uma namorada. Isso era triste, pior que isso, trágico.

Ouço batidas leves na porta do quarto, mas prefiro fingir que não as ouvi. Eu não ia querer explicar para Ed minha pequena crise de ciúmes. Mas, as batidas continuam, dessa vez, acompanhadas de uma voz do outro lado da porta.

- Win, eu sei que você tá aí – era a voz de Al que dizia – Abre a porta.

- Eu estou bem, não se preocupe – respondi, esforçando-me ao máximo para minha voz não sair embargada.

- Win, eu te conheço. Tá tentando enganar a quem? - insistiu ele – A mim?... Ou a si mesma?... Vamos conversar Win, abre essa porta...

Al tinha razão. Eu estava tentando enganar a mim mesma dizendo que estava bem... A verdade é que eu precisava desesperadamente me convencer de que ficaria bem, mesmo que Ed estivesse apaixonado por outra pessoa. E Al não era nenhum bobo, ele percebeu meus sentimentos pelo irmão dele bem antes de qualquer um e sabia que eu não estava bem como eu queria que ele pensasse. Foi com esses pensamentos em mente que eu fui em direção à porta e a abri.

- Winry... - Al começou, mas eu não deixei que ele terminasse.

- Eu não to afim de conversar, Al – disse – Só abri a porta porque você não merecia ser deixado do lado de fora esperando...

- Eu sei que você tá triste, mas-

- Triste? - interrompi-o com os olhos cheios d'água – Eu esperei ele por três anos Al, e ele nem ligou... Finalmente quando o vejo, ele tem uma namorada. Sabe... Apesar do jeito dele fechado, eu cheguei a achar que ele poderia sentir algo por mim... Mesmo! Que idiotice...

- Win, você entendeu tudo errado – Al disse a mim, provavelmente tentando me consolar, já que eu estava quase chorando.

- Tudo o que? - perguntei – Você viu a carta! Ele morou com essa Noah por três anos, quer dizer que ela não é namorada dele?

- Eu conversei com o nii-san e ele me disse que não. Ele não mente pra mim, Win! - afirmou Al – Ele disse que não sabia da carta e eu acredito nisso. Se quer saber minha opinião, acho que essa carta o pegou completamente de surpresa.

- Que ingenuidade, Al... - comentei – Você acha que eles moraram juntos, sozinhos por três anos e nunca aconteceu nada entre eles?

- Quanta maldade, Win! Também não é assim... - disse Al, argumentando – E eles não moraram sozinhos por três anos.

- Ah, não? - perguntei, dividida entre cética e surpresa.

- Não. Eu tava lá também... Quer dizer, o "eu" do outro lado do portal, Alphonse Heidrich. Acho que ele foi citado na carta.

- E esse Heidrich morou junto com o Ed e essa garota?

- Sim, Ed me falou. Só que naquele ano que o Ed voltou, Heidrich morreu.

- Mesmo assim eles ainda moraram juntos e sozinhos por um ano inteiro – comentei e era verdade. Um ano morando juntos, sozinhos... Muita coisa pode ter acontecido...

- Quem você pensa que Ed é? - Al perguntou, meio irritado. Arregalei os olhos com tamanha agressividade, geralmente Al não era assim – Acha que ele ficou tão desesperado assim por mulher lá?

- Eu... - eu estava pensando no que dizer

- Win, - Al estava mais calmo agora – naquela época eu achava que o Ed gostava de você. E hoje eu ainda acho a mesma coisa – não acredito que Al está me dizendo isso... - Eu lembro bem da cara que ele fez quando foi embora no ano passado e eu o perguntei o que diria a você. Ele realmente estava arrasado por ter que deixar você pra trás...

- Sério? - agora era oficial: eu estava completamente surpresa. Al me disse naquele dia que o Ed mandou me agradecer pelo automail, mas eu não sabia que ele tinha ficado tão arrasado assim. Arrasada eu sei que ficou eu, que achava que dessa vez ele tinha vindo pra ficar...

- Claro que sim! Acha que eu brincaria com isso? - realmente... Al não brincaria com isso, mas...

- Se é verdade, - comecei – porque o Ed não me disse isso?

- Porque ele é orgulhoso – disse Al – Além disso, ele não é do tipo que faria declarações apaixonadas.

Poderei por um momento. Ed realmente era bem reservado quando se tratava de garotas.

- O que eu faço então? - perguntei, sem saber como sair daquele "mato sem cachorro".

- Toma a iniciativa? - sugeriu Al, meio incerto de minha reação.

- QUÊ? - eu quase gritei

- Se ele não faz nada e você também não, não vai acontecer nada entre vocês. E eu já cansei desse "chove, mas não molha" de vocês dois...

Eu corei. O que ele queria que eu fizesse? Minhas bochechas esquentavam só de pensar em me declarar pro Ed. Minhas mãos suavam, minhas pernas tremiam, meu coração saltava pela boca e eu sentia tudo girando ao meu redor... Eu não conseguiria fazer isso... De jeito nenhum!

- Winry? - Al me chamou, preocupado com a minha expressão.

- Não tem jeito de eu me declarar, Al... Estou corando só de cogitar tal ideia...

- Se você se declarar, Ed vai ter que fazer alguma coisa. Ou te dispensar ou se declarar também.

- Me dispensar? - sussurrei com meu estômago revirando. A ideia de ser rejeitada era cem mil vezes pior do que a de me declarar.

- Temos que pensar em todas as possibilidades... - comentou Al – Mas, eu não acho que ele te dispensaria... Quem sabe até vocês fossem juntos ao baile...

Sim... Essa ideia sim me agradava... Ir ao baile com Ed. Eu já havia pensado nisso mais cedo, mas agora parecia tão certo, tão natural...

Escuto outra batida na porta, mas dessa vez eu tinha certeza que não era o Al.

- Winry, posso entrar? - era a voz de Ed. Eu não pude evitar corar violentamente como uma criança pega em flagrante com a mão no pote de biscoitos que a mãe disse para não mexer.

- Xi, Winry... Se você pretende esconder, desse jeito vai ser difícil... - comentou Al, achando graça do meu rosto avermelhado.

- Eu nunca fui boa nisso... - respondi mais sem graça ainda. Eu realmente não sei como o Ed nunca percebeu nada.

- Win, cê tá aí? - chamou-me Ed pela segunda vez

- To sim! - respondi, tentando pensar em outras coisas, para diminuir o rubor da minha face.

- Tá ocupada? Posso entrar?

- Pode – respondi ao dar uma rápida olhada no espelho e constatar que não estava mais corada.

Ed entrou e notou Al no quarto. Ele pareceu um tanto frustrado, no entanto, Al notou que Ed queria falar a sós comigo e disse:

- Eu vou descendo, prometi à vovó que faria um favor pra ela.

Até parece que eu não sabia que aquilo era uma deslavada mentira. Mesmo porque, o olhar agradecido que Ed lançou ao irmão disse tudo... Esses dois às vezes pareciam que liam os pensamentos um do outro. Al saiu do quarto e fechou a porta atrás de si.

- Então...? - perguntei à Ed, depois que Al saiu.

- Er... Me desculpe... - disse Ed – Por hoje cedo. - explicou – Eu não queria dizer que não é de sua conta... Eu não quis ser grosso com você...

- Eu sei disso, tudo bem Ed – respondi – Apesar de que realmente não é da minha conta...

- Claro que é! - respondeu Ed. Olhei-o com surpresa – Você é minha melhor amiga, Win... Lógico que pode se meter!

Eu teria ficado triste com essa de amiga, se o tom que ele usou não tivesse sido tão carinhoso. Além disso, não era simplesmente amiga, era melhor amiga. De qualquer forma, ainda era uma posição bem elevada. Mesmo que ele não me amasse, eu poderia seguramente afirmar que tenho muita importância para Ed, mas... Por que isso não me consolava?

- E então? - começou Ed, ao perceber meu silêncio repentino

- Então o que? - perguntei sem entender

- Estou perdoado? - Ed perguntou-me, inseguro

- Sim está – respondi – Claro que está! - sorri – Você também é meu melhor amigo. Você e o Al, senão ele fica com ciúmes...

Nós dois rimos e por um momento ficamos sem saber o que dizer. Mas, em certas horas, palavras não são necessárias, não é mesmo? Estava tudo bem entre a gente de novo.