Capítulo 4
Cheguei ao orgasmo e não demorou a ele gozar dentro de mim. Quando acabamos, ele "caiu como uma folha" na areia ao meu lado.
Fitou o céu por um longo tempo e sorriu. Logo após fechou os olhos, ainda com o sorriso nos lábios. O sorriso que só os cantos dos lábios se recurvam, um sorriso convidativo. Será que ele queria mais? Estava feliz. Mas não feliz como se tivesse recebido um presente, mas como você se estivesse vendo uma pessoa depois de anos...
- Por que está feliz?
- Por que você está ao meu lado.
- Verdade? Se eu fosse você não ficaria tão contente. Eu só estava me divertindo. Há tempos não fazia isso. Não percebeu? Você é um idiota mesmo.
- Se eu fosse outra pessoa que não te conhecesse, tenho certeza que acreditaria nas suas palavras, mas você não me engana.
- ...
- Vai ficar fingindo ser a durona até quando? A sinceridade é sua maior virtude.
- É meu pior defeito. Ela que me mata.
- (risos) Acha mesmo?
Nossos olhos se encontraram e faiscaram de prazer sob a luz do luar. Miro estava tão doce naquela noite... Ele sempre foi, mas estava muito mais. Estava especial. Realmente eu tinha que admitir; eu ainda o amava. Por que não revelar logo, se eu não iria viver por muito tempo mesmo? Eu sem querer já tinha deixado escapar enquanto fazíamos amor, por que não afirmar tudo de uma vez? Encarei seus olhos. Tinham um resplendor nunca visto por ninguém.
- Por que não consigo te tirar da minha cabeça?
- "Por que eu sou um cara muito gostoso".
- Essa é a coisa mais idiota, estúpida e... metida que eu escutei.
- Sério!?
- Como é bobo...
- Eu também te adoro.
- Como consegue ser tão lindo?
- Sei lá.
- Talvez seja genética.
- É. Talvez. Nunca soube quem eram os meus pais. E você?
- Meus pais morreram de cólera quando eu tinha 7 anos. Foi aí que um senhor nos acolheu e vendo a determinação de Shaka em me ver bem, resolveu treina-lo. Minha mãe era muito bonita. Shaka a puxou. Por isso fisicamente, ele aparenta ser um ocidental.
- Então você puxou ao seu pai?
- Não. Sou uma mistura dos dois. Eu e o Shaka puxamos os olhos da mamãe. Claros. Shaka tem a paciência do papai...
- E você é explosiva como a sua mãe.
- É. Algum problema?
- Não. Eu gosto de você "bem" explosiva.
- Muito engraçado. ( sorriso ) Ele não gostava.
- Ele? Ele quem?
- Meu marido. Apesar da religião hindu predominar na Índia, eu e o Shaka seguimos o budismo. Mas Shaka prefere as tradições hindus na área do "amor".
- Os hinduístas "arrumam" casamento?
- Sim. Meu marido não gostava do meu jeito explosivo. Queria que eu fosse submissa. Tive muitos problemas com ele por causa disso.
- Você nunca me disse como era a sua vida de casada.
- Ah! Sem graça. Eu não tinha liberdade. O que eu mais prezo.
- Ele era hinduísta ou budista?
- Hinduísta. Mas ele deixava eu seguir minha religião.
- Ele era o quê? Um velho?
- Não. Era jovem. Um belo rapaz. Shaka teve bom gosto para escolhe-lo. – Miro fechou a cara, enciumado – O que foi? Tá ciúmes?
- Só não gosto quando você fica falando do quanto outro homem é bonito, educado...
- Tenho certeza que ele é quem ficaria com ciúmes de você. Não fica assim. – disse aproximando minha boca da dele para um beijo.
- Quantos anos ele tinha?
- Na época 19 anos. Hoje estaria com 25. Lembro que ele vivia me dizendo que queria que eu enchesse a casa de filhos. Eu não queria e não quero viver para gerar filhos.
- Mas você transava com ele todas as noites, não transava?
- Transava.
- E nunca ficou grávida?
- Não. Eu usava uma erva que depois de um tempo de uso, ela te faz ficar estéril.
- Você é estéril?
- Claro que não. Eu usava nos dias mais propensos... O problema que isso me trouxe é a dificuldade de engravidar, mas eu posso.
- E ele...
- Não quero falar mais nesse assunto. Por favor.
- Como quiser.
Aninhei-me a seu corpo e nós passamos a noite transmitindo nossos calores entre nossos corpos. Me senti bem, confortável, protegida. Miro era o meu forte... o meu tesouro. O meu eu. O meu tudo.
Eu fui a escolhida para levar Suzu de encontro com sua sorte. Qual seria o pecado? Amar? Se amar é pecado, por que dizem que ele é lindo? Morrer porque ama. Idiotice!
A encontrei aninhada ao corpo de Escorpião e vice-versa. Aquela cena me cortou o coração. Uma garota tão linda nos braços de seu amado.
Ela estava com a metade do corpo em cima do dele. Seu braço ( o braço direito de Miro ) estava sobre as costas de Suzu, na altura de seus seios. O seu outro braço estava sobre as nádegas de Suzu, enquanto os braços dela apoiavam-se em seu peito. A perna esquerda de Suzu estava entre as pernas dele e sua coxa grossa encobria o sexo dele. Ambos estavam com os olhos cerrados, mas em direções opostas com destino o mar. Ambos suados.
Tive vontade de sair correndo dali, mas minhas pernas não obedeciam. Chamei-a quase como num sussurro e imediatamente ela despertou.
Levantou-se e vestiu-se sem dizer qualquer coisa. Sabia o que a esperava. Vestiu a calça de Miro neste último, com todo o cuidado para não acorda-lo. Pegou sua máscara e colocou-a entre os dedos dele, em seguida para escandalizar, beijou-o selvagemente de língua. Parou e observou-o. Ele crispou os lábios e virou o rosto. Vi a tristeza dentro de seus olhos.
- Temos que ir. – avisei desejando sumir dali.
Ela ergueu-se novamente e me acompanhou até o alojamento. Em nenhum momento ela demonstrou arrependimento. Estava segura de tudo o que havia feito. Ela sim era uma verdadeira AMAZONA.
O sol estava raiando. Há alguns minutos um cavaleiro de prata havia saído do meu quarto. Eu estava louco para ver Shaka. Queria ver se o encontrava a tempo de dar-lhe um beijo.
Kamus e Shura estavam dormindo e as casas de Sagitário, Escorpião e Libra estavam desertas.
Sagitário, Aioros, havia sido morto. Libra, Dohko ou Mestre Ancião como é mais conhecido, estava nas Montanhas de Rosan, mas Escorpião... Estranhei não vê-lo em lugar algum.
Entrei casa adentro a procura de Shaka. Como sempre, ele estava flutuando com as suas clássicas pernas de chinês. Estava lindo, mas muito sério. Mais do que o de costume.
- Shaka. Oi! Eu vim te ver.
Ele nada me respondeu. Continuou ali da mesma forma. Não moveu um músculo. Nada. Era como uma verdadeira estátua.
- Shaka! O que houve? Hã... Já sei. Ficou com ciúmes daquele cavaleiro de prata? Nunca pensei que ficaria tão chateado. Eu já disse que você é o único que habita meu coração... Shaka! Responde!
Marin não disse nada durante o caminho. Também, só me restava saber quem me desafiaria. Mas isso, eu já imaginava...
Senti que algo de ruim estava para acontecer com Miro. Corri até encontra-lo na praia. Nesses momentos meus poderes tinham uma grande utilidade.
Tentei acorda-lo sem assusta-lo, mas ao invés disso, quase ele me beijou. Dei-lhe um tapa estalado, que o despertou instantaneamente.
- Me desculpe Miro, mas você ia me beijar e...
- Da próxima vez bata com menos força.
- Que máscara é essa em sua mão!?
- Que máscara!? Essa? É a máscara de Guepardo. Suzu! Onde está Suzu? – Miro estava surpreso por Suzu não estar ali.
- Será que eu errei de pessoa?
- Fala Mu. O que houve? Onde ela está?
- Corre. Suzu está em perigo!
- Aí está a traidora!
Essas foram as palavras da minha desafiante, Shina de Cobra. Sabia que era ela. Sempre sedenta por sangue.
- Traidora? Quando traí vocês?
- Quando se entregou a Escorpião.
- "Dar" pra passar o tempo é normal, mas "dar" por amor é traição?
- Nós amazonas só vemos os homens como simples escravos procriadores, nada mais.
- Vai seguir as regras das amazonas ocidentais? Que tal amputar um seio?
- Sem ironia. Apesar de que arrependimento não vale mais de nada nessa hora.
- Regras estúpidas.
- Sabia delas quando se tornou uma amazona e por esse erro, irá pagar. Levem-na ao "Caminho Sem Volta". O seu fim está próximo.
Não esperei Mu terminar. Corri em direção ao alojamento das amazonas. Sabia que qualquer coisa que estava havendo, tinha alguma relação à mim, a Suzu e ao seu juramento de amazona.
Estava entrando no alojamento, quando percebi que nenhuma amazona estava ali. Nenhuma amazona, muito menos uma alma viva.
Lembrei-me de certa vez... Kamus havia comentado sobre um local que as amazonas chamavam de "Caminho Sem Volta", mas ele, mesmo sendo um elo entre o santuário e o alojamento, só sabia que se tratava de vários penhascos e uma arena um pouco acima do mar.
Ouvi o grito de guerra das amazonas ecoando perto dos penhascos. Como eu havia imaginado. Elas estavam lá. E se estavam lá, é porque alguma coisa de grave estava acontecendo.
Eu queria ter asas para voar, porque as minhas pernas não me obedeciam no momento que eu mais precisava. Eu corria e corria, mas não era o suficiente. Eu estava correndo como um "Guepardo", quando eu pensava estar a correr como uma tartaruga.
A luta já havia começado quando cheguei à um penhasco acima de todos os outros. O "Caminho Sem Volta" não era como Kamus imaginava, a partir de algumas informações que conseguira.
A avistei lutando contra Shina em cima das rochas fragmentadas que eram muitas e constituíam um caminho, que não tinha uma direção correta a se tomar.
Estava ensangüentada e com muitos cortes no rosto, braços e pernas. Mal se agüentava em pé, mas por outro lado, Shina não estava muito longe do que estado que Suzu se encontrava. Ambas estavam em estado crítico.
Embora Suzu fosse muito rápida, Shina também era. Guepardo X Cobra. Em quem você apostaria? Havia uma diferença favorável a Suzu, mas encontrando-se no estado que ela estava, era difícil saber se a sua rapidez estava a seu favor.
Depois de uma breve pausa, ambas atacaram. Shina utilizou o "Venha Cobra", enquanto Suzu utilizou "Garras do Inferno Astral".
Uma grande explosão de luz se fez, cegando momentaneamente os olhos de todos os presentes.
A máscara de Shina partiu-se ao meio, deixando-a furiosa. Em certo momento, Suzu esqueceu que estava em meio a uma luta de vida ou morte e levantou seu olhar até a minha direção com um lindo sorriso nos lábios.Todas as amazonas dirigiram o olhar a mim, inclusive Shina.
Aquele foi o último sorriso, o último olhar, o último suspiro que ela me ofereceu. Fechou os olhos e colocando as duas mãos sobre o peito, permitiu que eu ouvisse sua voz pela última vez, dentro da minha mente.
"Sempre que estiver com problemas lembre-se de três coisas: eu sempre te amarei,
Sempre estarei com você e depois de tudo isso,
Respire fundo"
Abriu os olhos e ainda conservando aquele sorriso encantador em meio ao rosto ensangüentado, dirigiu seu olhar a Shina, que a encarou com mais fúria. As feições de ambas mudaram. As duas atacaram mais uma vez. Agora seria o golpe letal.
- Dessa vez você vai pro inferno, "Deusa Guepardo". "Venha Cobra!"
- "Último Cosmo!"
Ambas foram arremessadas ao mar logo após a explosão. Tudo havia acabado? Não. O pior estava por vir. O mar se abriu e um rastro de luz saiu traçando o céu.
Tive a esperança de ver Suzu sair vitoriosa da batalha, mas ela se acabou quando Shina emergiu entre a vida e a morte. Não podia ser. Não... Não... Não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu estava ali já fazia algum tempo e Shaka nada me dizia. Já havia dito o nome de todos com quem eu havia me deitado e foi aí que percebi que o problema não era eu ou os meus "amantes", enfim, não era ciúmes.
Havia alguma coisa que estava preocupando Shaka. Deveria ser uma coisa muito importante para deixa-lo de tal forma.
Pela primeira e única vez, vi Shaka chorar. Uma lágrima correu o seu rosto, depois de escapar de seus olhos cerrados.
- Shaka!? Você está bem? – indaguei receoso.
- Não me deixe sozinho.
Aproximei-me mais e Shaka envolveu minha cintura com seus braços. Era a primeira vez que ele me tocava por livre e espontânea vontade.
Não perguntei mais nada. Só deixei que me abraçasse e molhasse meu abdômen com suas lágrimas. Ele estava sofrendo. Precisava do colo de alguém e eu estava disposto a fazer "esse papel". Afinal, aquilo estava muito bom.
Águia acabara de ir embora. Em todo o tempo que ficou ao meu lado, desculpou-se várias vezes cansativamente, como um disco arranhado.
Agora que se foi, posso voltar a pensar em Suzu. Eu nem acredito que tudo aconteceu ontem. Nós fizemos amor, trocamos juras de amor... a morte dela. O que ela quis dizer com aquilo tudo? Eu queria que ela estivesse no meu lado e não em pensamentos e palavras, atos e em espírito. Eu só queria amá-la novamente.
Ontem eu... Eu desabei. O chão fugiu dos meus pés e eu caí num abismo. Shaka me segurou, como era de se esperar, mas logo em seguida, me recebeu a tapas. Levei uma surra dele e só me defendi de suas ofensas verbais.
Como ele teve coragem de me chamar de viado. Eu não sou como ele. Pensei e disse. Levei um tapão violento seguido de um sermão. Disse que Suzu não mereceu morrer por causa do amor que ela sentia por um fraco. Como ele ousou duvidar do meu amor por Suzu e do meu cosmo? Pensei e disse novamente e levei algumas tapas.
Sei que aquilo não doía somente em mim, mas em Shaka também, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Nós estávamos machucando Afrodite também, que assistia a tudo tentando de todas as formas deter Shaka.
Shaka me deixou com algumas marcas e arranhões. Só não tive hematomas, porque Afrodite intercedeu com todas as suas forças.
Lembro-me quando ele me pôs na cama e pôs-se a cuidar dos machucados causados por Shaka, que aguardava no lado de fora da casa.
- Você não pode ficar assim Miro. Shaka também está sofrendo.
- Não parece.
- Diz isso por que ele te bateu?
- Não só por isso. Você ouviu tudo o que ele me disse.
- Shaka chorou muito. Foi a primeira vez que o vi chorar desde que o conheci. A morte de Suzu... o abalou também. Talvez... demore dias, meses, anos... mas você irá se acostumar com a idéia que Suzu não está mais entre nós.
- Eu quero morrer. – inconscientemente, uma lágrima correu o meu rosto e Afrodite secou-a com os dedos. Eu que estava de bruços e com o rosto virado para o lado contrário ao dele, me dei por surpreso quando senti seus dedos em meu rosto e o vi na minha frente.
- Pode ter certeza que se Shaka morresse hoje, eu me mataria sem pensar duas vezes, mas depois me arrependeria. Shaka não gostaria que eu me matasse em vão. Acho que Suzu pensa a mesma coisa. São irmãos muito unidos, é normal terem pensamentos semelhantes.
- Eu fico pensando... Enquanto estávamos conversando nesta madrugada, logo após termos feito amor, eu estava pensando em que faríamos agora... Desculpa, eu estou te alugando...
- Sem problema. Além do mais somos cunhados.
- É... – realmente nós somos cunhados e eu nem tive tempo de pensar nisso.
- Não sei o que vocês fariam numa noite linda como essa. Será que essa noite seria tão linda se ela estivesse aqui? No fundo, acho que ela é quem nos está proporcionando essa maravilhosa noite.
- O que mais me doe... é que ela sabia que tudo isso iria acontecer.
- Viva por ela. Tenho certeza que ela vai ficar muito feliz. – disse me dando um largo sorriso.
Às vezes é bom você ficar sozinho e pensar no nada. Pensar em quem você perdeu e em quem você ganhou em todos os anos de sua vida. Isso também vale para as coisas materiais.
Eu jurei que só pensaria nos momentos bons que eu tive com Suzu e que nunca mais brigaria com Miro, mas... ambos são coisas difíceis de se cumprir.
À tarde me peguei pensando em todas as vezes que briguei com Suzu por causa de Miro na Índia. Mesmo estando a uma distância razoável, Suzu sempre arrumava um jeito de discutir a respeito da minha posição sobre o relacionamento dos dois, embora nos dois soubéssemos o que ele foi capaz de dizer a ela naquele dia. Mas isto só aconteceu nos dois primeiros anos, depois Suzu pareceu esquecer que ele existia e voltou a ser a mesma Suzu de antes.
- Posso saber em quê está pensando? – indagou Afrodite ao me ver no telhado, contemplando a vista.
- Em ninguém.
- Eu não perguntei em "quem", mas em "quê"... mas isso não tem importância. Só não gosto de te ver triste.
- Por que é tão gentil comigo?
- Porque eu te amo.
- ( sorriso ) E por que me ama?
- Por que!? Porque você é lindo, charmoso, gentil, sábio, encantador... mas acima de tudo, eu te amo porque você foi o primeiro a me ver como pessoa, quando todos me viam somente como um objeto de prazer.
- Eu queria te dizer o que eu sinto por você com palavras.
- Não precisa. Eu sei que me ama. Isso basta para mim.
- Um dia eu vou te dizer. Você vai ver, Frô. – Afrodite corou diante das minhas palavras. Talvez aquela fosse a primeira vez que alguém lhe dizia aquilo. Sorriu e abaixou levemente a cabeça tentando esconder as bochechas que pela primeira vez na vida estavam vermelhas de vergonha. – O que foi? – indaguei tirando um sarro da sua cara.
- É a primeira vez que alguém me diz algo tão doce. Nem mesmo quando eu me deitava com outros, eles me diziam isso mesmo de brincadeira.
- Que bom! Assim estas palavras são exclusivas de minha pessoa.
Afrodite sorriu como nunca. Ele realmente era lindo e sensível. Talvez nunca ninguém tenha percebido isto pois ele sempre o encobriu com o seu lado erótico e selvagem. Às vezes ele me surpreendia com seus feitos.Algumas vezes, passava a tarde sentado ao meu lado, contemplando a vista comigo sem dizer nada. Ele merecia ouvir algo do tipo.
Afrodite é a melhor coisa que poderia ter me acontecido. É como se fosse uma segunda chance para redimir meus pecados. Mas não acho que ele é um castigo, mas sim uma dádiva dos céus.
Agora estava deitado em meu colo, livre para me amar da forma que eu quiser. Mas não ouso acorda-lo, embora eu saiba que ele sempre estará disposto a fazer sexo comigo. Passo a mão pelo lado esquerdo de seu corpo desvendando suas curvas.
À tarde antes dele se aproximar, eu estava pensando nas últimas palavras de Suzu.
"Não importa o quanto você vive e sim, como vive"
Às vezes fico pensando em como tudo poderia estar agora. Ela não teve vergonha de mostrar pra ninguém o quanto estava apaixonada por ele e vice-versa.
A invejo... A invejo por não ter a mesma coragem e declarar meu amor por Seiya aos quatros ventos. Eu o adoro, mas... Nada pode acontecer sempre da forma que desejamos.
Marin sempre fala bem de Seiya e comenta das cartas que ele manda. Nós já até suspeitamos... mas nunca tivemos nenhuma prova de concreto. Depois da morte de Suzu, Marin passa a maior parte do seu tempo livre no "Caminho sem volta". Acho que ela ainda se sente culpada.
Mu prefere viver nas sombras. É uma pessoa muito obscura, não sei como Marin, Kamus e... Suzu "o entendem". Sempre guarda seus sentimentos e nem podemos saber se ele é gay ou não. Nunca demonstrou interesse pelos homens... o mesmo se aplica para as mulheres.
Kamus... Aquele parece uma pedra de gelo, melhor, um ice Berg, mas aos poucos seu coração está sendo amolecido... aquecido... incendiado, por alguém que todos nós estamos curiosos em descobrir.
A revelação do ano foi para Shaka e Afrodite. Quem diria !?... Aquele homem encorpado, cabelos sedosos e com a sua calma presente em todos os momentos, tinha um amante... Um lindo e puto amante... Ele deve ser irresistível... para conseguir conquistar o coração de Afrodite...
Miro... Finalmente se recuperou graças as surras que recebeu de Shaka. Entrou nos eixos. Realmente não posso negar que Suzu tinha bom gosto... Nunca havia reparado, mas... que bumbum fofinho!... Que corpo!... Ele é muito bonito, mas... eu ainda prefiro Pegasus.
Todos os dias ao alvorecer, eu o vejo falando com Suzu num ato desesperado, no mesmo local de onde ele assistiu à sua morte. Sinto uma dor no peito só de lembrar.
Nunca vou me esquecer das últimas palavras que Suzu me disse antes de morrer.
"Não me odeie pelo o que eu fiz,
você cometerá o mesmo erro
e outra amazona cometerá o seu"
Amanhã os cavaleiros de "Athena" irão chegar. Espero que Shaka e Miro estejam prontos...fala de Seiya Kou, a Sailor Fighter, em "Sailor Moon Stars"
quem vê ou viu "Xena" ou "Hércules" no USA, sabe do que estou falando. São rochas em formato de tochas, só que sem o fogo. Ambos tem o hábito de lutar sobre elas.
fala de Matthew no filme "Morrendo para viver"
Dedico esse fic a Bruna e a Michele da turma 701 do ano de 2002, do Colégio Nacional, minhas maiores incentivadoras.
2002
