Need You Now
Capítulo Quatro – Quase
POV Harry
No outro dia eu acordei de bom-humor. Quer dizer, pra valer, eu estava feliz de verdade e não me sentia assim há muito tempo. Porém, parecia que Ron tivera uma noite ruim.
Ontem quando voltamos do passeio, Ginny e eu fomos jantar e ficamos conversando na common room por algum tempo, até Hermione entrar, totalmente brava e subir para o dormitório e Gin foi atrás. Ron entrou logo depois e, sem dizer nada, também subiu. E quando eu cheguei no dormitório, o cortinado de sua cama estava fechado.
Então, quando acordei, Ron estava roncando, esparramado na cama, com toda a cortina no chão.
- Ei, Ron – chamei, cutucando seu braço, mas ele nem se mexeu. – RONALD!
No mesmo minuto, Ron pulou, caindo da cama e se esborrachando no chão, aos meus pés.
- Bom dia – falei, chutando seu braço de leve.
Ele enterrou o rosto no travesseiro e murmurou:
– Qual é o seu problema?
- É, uma ótima manhã de domingo – suspirei, sorrindo e fui tomar meu banho.
Já arrumados, Ron e eu descemos as escadas correndo, atrasados para o café da manhã. Vi Hermione e Ginny sentada no oposto da mesa de Gryffindor, mas não havia lugar vago ao lado delas e eu imaginei que era por causa de Ron.
Acenei para elas e Ginny acenou de volta, Hermione só deu um meio sorriso e virou o rosto.
- Ei, Ron – chamei-o enquanto nos sentávamos.
- Quê?
- O que aconteceu ontem, hum, em Hogsmeade?
Ele pareceu irritado de repente e pensei realmente que Ron poderia me dar um soco a qualquer instante.
- Hermione – foi tudo o que ele disse e começou a pegar coisas para comer.
- Ok, então não me conte.
Comemos em silêncio, o que foi estranho, Ron nunca calava a boca. Deve ter sido algo realmente bombástico, ou uma simples briga, sei lá, eu realmente não queria me estressar.
Depois do almoço, eu estava pronto para ir conversar com Ginny, ou Hermione, mas Ron me arrastou para fazermos os deveres e eu só pude acenar de novo para elas.
- Você sempre quer deixar os deveres para depois, por que mudou de ideia? – perguntei, enquanto pegávamos os livros de Transfiguração.
Ron deu de ombros.
- Não temos mais nada para fazer, não é?
- Fale por você – bufei.
Graças a ele, terminamos um dos cinco trabalhos e não fizemos os deveres, mas sim jogamos snap explosivo, xadrez bruxo e mais alguns jogos, comemos também os deliciosos doces da Honeydunkes.
Já era pôr-do-sol quando ele disse:
- Ok, já chega, estou travado. Vou jogar um pouco de Quidditch, te encontro no Salão Principal para jantar, quite?
Assenti e Ron subiu para o dormitório, levando os livros e voltando algum tempo depois, com a vassoura em mãos.
Assim que ele saiu pela porta da common room, guardei meus livros e peguei o Marauders Map.
- Juro solenemente não fazer nada de bom – murmurei, apontando a varinha para o pedaço de pergaminho velho, que se mostrou um mapa nem meio segundo depois. Procurei por Ginny e a encontrei, Ginevra Weasley, sozinha, nos jardins. – Malfeito feito!
Coloquei o mapa de volta no malão e rumei para os jardins, com um pouco de pressa, devo admitir. Quando cheguei, ofegando, parei um pouco longe dela e tentei acalmar a respiração.
Ela estava sentada num dos bancos dos jardins, lendo um livro. Ginny se destacava da paisagem bela porque... Bem, porque era Ginny. Mas, além disso, seus cabelos vermelhos vibravam, parecendo zombar com a neve branca ao chão.
O gorro em sua cabeça cobria boa parte dela, mas ainda assim era possível ver seus olhos castanhos indo de um lado a outro da pagina e suas bochechas vermelhas do frio.
- Oi Ginny.
Ela ergueu os olhos e sorriu. Claro, tive que me segurar, pois seus dentes brilhavam mais que a neve.
- Oi Harry.
Gin deu um tapinha ao seu lado, no banco de madeira e eu me sentei, enquanto ela suspirava.
- Ron te liberou agora, também?
- Como assim?
- Ora, Hermione me prendeu na biblioteca o dia inteiro e eu não vi nem você ou Ron lá...
- Tem razão – falei, rindo – Nós tentamos fazer os deveres, é...
- Não fizeram nada, não é? – perguntou ela, virando o corpo para ficar de frente para mim, com um sorrisinho.
- Mentira! Fizemos um dos trabalhos e... É, nada, quase.
Ginny riu, mas terminou numa careta.
- Sorte sua, eu tive que ficar quieta por horas, vendo livros e mais livros... – comentou e estremeceu, fazendo-me franzir o nariz – Eu sei!
- Nós jogamos snap explosivo e...
- Não esfregue na minha cara que você se divertiu – interrompeu-me ela, erguendo a mão e tapando minha boca.
Sorri, sentindo o cheiro floral dela e tentando não ficar com cara de bobão.
- Então, qual a desculpa que Ron te deu para se livrar da sua cara feia? – perguntou Gin, como se estivesse perguntando sobre o tempo, ajeitando-se no banco e eu ergui as sobrancelhas.
- Cara feia, é? Vamos ver quem tem cara feia aqui!
Ataquei-a. Com cócegas, claro. Ginny começou a se espernear, rir e gritar.
- Pare! Pa... Pare, Har... Harry!
- Quem tem cara feia agora? – perguntei, sem cessar o ataque, pelo contrário, aumentando-o.
- Sei... Sei lá... Você... N-Não...
Parei, por um momento, deixando que ela respirasse.
- Como?
- Você é... – começou ela, ofegando ainda, mas conseguiu dar um sorriso maroto de suspense e eu ergui as sobrancelhas, inclinando a cabeça para baixo -...lindo.
Surpreso, mal percebi que estava por cima dela, encarando seus olhos lindos, a centímetros.
- Lindo, é?
- Muito – sussurrou ela.
Sorri e aproximei-me mais, beijando-a. Na bochecha, claro. Quando me afastei, ela sorria. Sorri também e me sentei novamente.
- É, qual foi a pergunta mesmo? – perguntei, quase corado.
- Pergunta...? Ah, é. Qual a desculpa que Ron usou para se livrar de você?
- Disse que ia jogar Quidditch, por quê?
- Hermione me falou que tinha um compromisso – disse, parecendo interessada – Você não acha estranho que eles dois tenham sumido ao mesmo tempo?
- Ron não sumiu, só foi treinar...
- Qual é, Harry, pense um pouco – disse ela, batendo o livro em minha perna – Acha mesmo que Ron iria treinar, com esse frio, ao invés de comer?
Pisquei os olhos, percebendo como tudo era realmente estranho.
- E Hermione ter compromisso? Vamos, ela pode ser legal quando quer, mas também é bem chatinha quando não quer. E principalmente agora que ela e Ron andam meio estranhos.
Sorri, balançando a cabeça.
- Talvez. Mas acho que um deles iria me...
- Iria te contar? – perguntou ela, revirando os olhos – Harry, eles são tímidos demais.
- Mas você pode estar fantasiando as coisas.
- Fato. Só que eu também tenho alguns palpites indiscutíveis.
- É? Tipo quais?
- Hoje, no café da manhã, Hermione não parava de olhar para Ron. Algumas semanas atrás, quando você foi ver Dumbledore, vi os dois conversando bem juntinhos na common room.
Arregalei os olhos em sua direção e Ginny sorriu.
- Viu! Eu disse!
- Acha mesmo que eles podem estar tendo um caso às escondidas?
- Eu acho. Mas não tenho certeza.
- Ok, eu vou te ajudar – falei.
- Me ajudar com o quê?
- Passaremos a observar Ron e Hermione. Se eles fizerem algo suspeito...
- Vão fazer, observei-os por dias e dias e sempre tinha uma troca de olhares e sorrisos...
- Certo, vamos por o plano em prática. Então você será a águia e eu serei o leão, feito?
- Mas eu quero ser o leão!
- Águias são mais sábias, majestosas, lindas e elas observam tudo com mais atenção. O leão é mais lerdo e resolve qualquer problema com os dentes. Quer ser o leão, mesmo?
Ginny riu e apertou minha mão, estendida no ar.
- Feito. Mas eu não sou majestosa e nem sábia, muito menos linda.
- Para mim é – admiti, sentindo as bochechas corarem – Majestosa, sábia e principalmente linda. A jogadora de Quidditch mais importante do time. A garota ruiva mais especial e perfeita.
Quando olhei-a, Gin estava com os olhos arregalados, corada.
- Não sou especial, nem perfeita.
- Já disse, para mim, você é.
Segurei a mão dela, deixando de lado toda a timidez, vergonha e medo. Olhei dentro dos olhos dela e suspirei:
- Desculpe, eu devo estar te assustando.
- Não, Harry – disse, chegando mais perto e deitando a cabeça em meu ombro. – Pelo contrário, você usou as palavras certas para conquistar uma garota.
- Eu conquistei, então?
- Há muito tempo.
Ginny ergueu a cabeça e passou os braços pelo meu pescoço, me abraçando.
- Desculpe ter demorado tanto – sussurrei, envolvendo sua cintura.
- Vamos nos concentrar no presente, agora, tá?
Então aproximei-me mais dela, pronto para beijá-la. A doce sensação de borboletas no estômago e tudo mais...
Podia sentir que ela estava ansiosa também. Sentia a respiração descompassada e estava quase sentindo seus lábios, quando uma mão toca meu ombro e me puxa pra longe.
Estava pronto para socar o ou a maldito (a) e me virei, fechando os punhos quando senti o sangue gelar. Era Ron.
N/A: Olá, pessoinhas! Na minha modesta opinião, esse é o melhor capítulo até agora *-* O Harry deixa de lado sua tapadice aguda pela Gin e tudo mais... Só eu que quero matar o Ron nesse exato momento? :} Queria agradecer a todos que acompanham, novamente, e aos reviews! Gente, eles fazem meu dia! Respondendo:
Lys Weasley: Sua opinião é importante, você sabe, né? I love you too, A. *-* Faço de tudo para ficar como você espera que fique, espero que compense tudo.
Leniita W: Awn, muito obrigada!
Naty Weasley Potter: Harry foi/é/será tapado. É a vida LOL Olha, sua ideia foi completamente esplêndida! Tanto é que está aí *-* Muito obrigada!
EmmerlyK: *-* Obrigada, flor!
Carolfelton: Pessoas, vocês tem que aprender, é da natureza dele ser lerdo assim LOL Só estou completando o que a Diva Rowling começou.
Bia997: O Harry não agarrou a Gin porque ele é burro, ciclo da vida :3
DaikPotterDelacour: Pelo amor do milho, broto, sem pressão!
Hugh Black xD: A Ginny é um anjo em pessoa LOL Eu adoro aquela ruiva *-* Gostou do capítulo, hein? Hein? Hein? Sem pressão, ok? :D
Obrigada, mais uma vez e espero reviews! Até quinta!
P.S: Daik, eu não vou te mandar mais spoiler, ok? Não adianta implorar, eu sou má (6)
Lola xx
