Capítulo 4 – Consumismo e Pedidos

Ao chegarem no Hall principal, se decepcionaram ao ver a fila que se formara no pouco tempo que estiveram distantes do resto dos alunos. Decidiram se sentar nos sofás enquanto a fila diminuía.

Draco e Blaise entraram na fila, com o loiro bufando aos quatro ventos sua impaciência.

- Draco?

- Que é?

- Você parece...impaciente.

- Meu Deus, Blaise! Como você chegou a essa conclusão? – o garoto fingia um espanto.

- Está um pouco evidente, Draquinho. Você fica bufando aí...

- Nossa, Blaise! Você deve ser intuitivo! É um dom!

- Acha mesmo que eu sou bom, Draco? – Blaise estava impressionado consigo mesmo. Transmitia o orgulho de si mesmo em seus olhos brilhosos de expectativa da resposta do amigo.

- Ah...não. – terminou. O moreno desabou.

- Poxa, Draquinho.

- Para de me chamar assim, Blaise! Que droga! – dizia, elevando a voz. Gina e Luna gargalhavam dos sofás.

- Estão rindo de você, olha! – falou o moreno, também rindo do amigo.

- Não, imbecil. Estão rindo de você, é lógico!

- Por que? – parecia impressionado.

- Esquece! – e o loiro voltou a bufar.

Só haviam uma dupla de companheiros de quarto e Blaise e Draco na fila. Assim, as meninas decidiram levantar-se e seguirem para a fila. A recepcionista atendeu aos meninos rapidamente, entregando-lhes uma pequena porção de papéis e a chave.

- Bom dia, meninas.

- Bom dia. – disseram, em uníssono.

- Para vocês restou o primeiro quarto do corredor feminino. Quarto número dois. – e lhes entregou a chave, onde havia o número do quarto dentro de um compartimento de plástico rosa. – Aqui está o cartão de poupança do Cruzeiro. – e entregou para cada uma. – Podem comprar e pagar o que quiserem nas dependências do Cruzeiro com ele. Porém, há um limite. Não pode passar de mil euros. E aqui está o cronograma de atividades da semana.

- Ah, claro. A festa de hoje vai ter um tema então, não é? – perguntou Luna.

- Na verdade, querida, todas as festas, que alternam entre os dias, tem um tema. E você poderá comprar as roupas na loja que oferecemos. Basta seguir pela escada oeste e virar à esquerda. Pode ir agora, se quiser.

- Obrigada! – disse Gina, puxando a amiga.

Abriram o papel brilhoso do Cronograma e viram a programação da noite:

Tema: Verde e Branco.

Início: Oito da Noite.

Término Previsto: Quatro da manhã.

- Esse tema não é lá muito interessante. – falou Luna, desapontada.

- Também achei. – concordou a ruiva, com o mesmo lamento na voz.

- Mas o tema não é o mais importante da festa, não acham? – disse Blaise, piscando para a loira, que nada disse, enquanto Gina abria um sorriso.

- Talvez tenha razão, Zabini. – respondeu a Weasley, vendo que a amiga era incapaz no momento. – Vamos, Luna. As melhores roupas vão ser vendidas! – e a puxou em direção à escada oeste.

- O que foi isso, Blaise? – perguntou Malfoy, impressionado.

- Dicas, querido. Aprenda comigo se quiser. – respondeu, piscando para o amigo. Draco revirou os olhos.

- Não seja tão confiante.

- Vamos comprar as roupas agora?

- Claro que não. Quem compra roupa cedo são as meninas. E não somos meninas, caso você não saiba. Entende, Blaise?

- Claro. Vou lá. Te vejo mais tarde. – e disparou em direção às meninas. Draco fez um movimento de repreensão com a cabeça.

- Abstinência é algo desolador. – disse para si mesmo, seguindo o amigo.

- Qual você vai levar? – perguntava Luna. – Eu não sei qual destes! – e olhava para duas roupas quase iguais penduradas em cabides, um em cada mão.

- Não vi ainda. E, Luna...os dois são iguais.

- Não, não são! Senhorita. Talvez você pudesse me ajudar a escolher um destes... – perguntou para a lojista.

- Claro. Boa escolha. Valoriza suas curvas e seu cabelo longo! Mas...talvez a fenda atrás deixe ainda mais evidente que você é pequena. Leve o conjunto em que a blusa tem uma fenda em ambos os lados!

- Ah! Obrigada! Valeu mesmo! – disse a loira, saltitando enquanto levava seu conjunto escolhido até a Caixa Registradora. Gina revirou os olhos, enquanto sorria.

- E você? Já escolheu qual vai levar? – perguntou a atendente a Gina.

- Na verdade, não. Mas eu queria algo simples...

- Veja isto. – e ela pegou rapidamente um conjunto em meio aos vários cabides de roupas. – Acha que cabe em você?

- Imagino que sim. – respondeu, analisando a simplicidade e beleza da roupa que a atendente lhe escolhera.

- Não quer fazer nenhuma prova?

- Não será necessário. Estou acostumada a comprar roupas sem provar. Mas obrigada mesmo assim. – disse, enquanto seguia ao mesmo lugar que Luna.

- Ei! Espere. – falou, pegando algum acessório de dentro de uma caixa, abaixo do mostruário. – Vem com um cinto.

- Ah, sim! – e o pegou de sua mão. – Obrigada, então. – e levou até o caixa.

- Está interessada nos sapatos também? Ou é só isso? – perguntou a balconista.

- Há...sapatos?

- Sim, naquela direção. – apontou. Logo, Gina reconheceu os cabelos loiros quase brancos de Luna saltitarem, a cada par de sapatos que via.

- Ah. Não, só isso.

- Claro. 90€. – disse. Gina entregou-lhe seu cartão de poupança do Cruzeiro e logo já estava com sua roupa embrulhada. Assim, foi à procura de Luna.

- Já podemos ir agora? Ou você ainda vai escolher as presilhas que vai colocar no cabelo?

- Sério? Onde tem? – perguntou, olhando em volta.

- Ah, Luna! Escolhe logo os sapatos! – a ruiva já estava impaciente.

- São todos tão lindos! – seus olhos voltaram a ser sonhadores e brilhavam.

- Deixe de ser consumista.

- Tá, tá. Então me ajude aqui. Este verde, com salto cristal, - e mostrou o par, que estava numa mão. – ou este branco, com strass?

- O verde. – respondeu, enquanto batia os pés no carpete vermelho da loja.

- Então tá! – e pulou de expectativa. Ao guardar o par que não queria, abraçou a amiga. – Se não fosse por você, não saberia qual par escolher, Gina! Obrigada.

- Claro, Luna. Sempre que precisar. – e revirou os olhos mais uma vez, enquanto ela levava os sapatos para ao caixa novamente.

- E aí, Gina? Que roupa você comprou? – perguntou Cho, num espamo de curiosidade.

- É, Gina! Deixa eu ver, vai! – implorou Luna, se aproximando com seus dois sacos de compras.

- Hm, vai ser uma surpresa.

- Não! – a loira gritou, parecendo lamentar profundamente. As duas arregalaram os olhos, vendo o drama desnecessário da loira.

- Talvez você precise dormir. Anda, Luna. O consumismo não te faz bem, às vezes. Até mais, Cho! – e saíram da loja. Seguiam para seus quartos, até que depararam-se com Blaise e Draco, pela milésima vez naquele dia.

- Me impressiona ver que vocês já compraram suas roupas. – falou Blaise, sedutoramente, enquanto olhava os sacos de compras em nossas mãos.

- Nos impressiona ainda mais ver que vocês também. – respondeu Gina, com a sobrancelha arqueada.

- Talvez eles sejam metrossexuais, Gina! Deixe-os! – sussurrou a menina. Porém, alto o suficiente para que ambos ouvissem.

- Ei! Eu não sou metrossexual! – sussurrou Draco, em defesa.

- Ah, não tenham vergonha de admitir. Adoro metrossexuais! São bem mais limpos!- afirmou a loira.

- Por isso eu digo que sou metrossexual! Já o Draco está mais para homo... – começou a dizer Blaise, até levar uma cotovelada de repreensão do amigo.

- Cale-se, imbecil!

- Ah, que seja! Então, Luna... – e deu um sorriso estilo Zabini-sedutor para a menina. – ...já tem companheiro para a Festa desta noite?

- Ainda não, Blaise. – respondeu, com as maçãs visivelmente coradas.

- Gostaria de ir comigo? – e isso bastou para a loira ficar imóvel. Abria e fechava a boca, mas nenhum som era emitido. Gina e Draco olhavam assustados, e Blaise estava encantado.

"Maluco que nem ela", Malfoy pensou.

- Ela adoraria, Zabini. Mais tarde ela te vê, isso se não esbarrarmos por aí de novo. Até mais. – despediu-se e seguiu para sua suíte, voltando pela escada oeste para subir a leste.

- Só tenho uma coisa a dizer.

- Então não diga, Blaise. – e o loiro cruzou os braços.

- Eu...sou...bom.

- Ah, meu Deus. – e revirou os olhos, enquanto puxava de má-vontade sua sacola com a roupa da festa da noite em direção ao caminho mais longo para as suítes.

- Não fique com inveja, Draco! Eu te ensino, se quiser! – berrou o moreno, enquanto corria atrás do amigo, que enterrava a cabeça nas mãos.