Impossível te Esquecer
Capítulo 4
Jensen não conseguira dormir naquela noite. Insistente, rolava de um lado para o outro na cama, esperando o sono chegar, o que já lhe estava deixando frustrado.
Os acontecimentos de horas atrás o tinham deixado intrigado. O que Jared tinha lhe contado a respeito do ex-namorado tinha levantado uma ponta de curiosidade em sua mente. Se o cara trabalhara na matriz da empresa, será que era alguém que conhecia?
Seria este o motivo de Gerald tratar o filho com tanta frieza? Estaria Jensen julgando o moreno desde que o conhecera sem realmente ter motivos?
Mas não eram apenas estas dúvidas que permeavam sua cabeça... As lembranças dos lábios de Jared contra os seus, da língua dele explorando sua boca... As mãos grandes do moreno invadindo sua cueca e apertando suas nádegas com vontade... Jensen não conseguiu conter um suspiro ao se lembrar. Como também não conseguiu evitar uma pontada de culpa ao pensar em seu namorado. Não tinha feito nada, não tinha por que se culpar, mas pensou que não gostaria de saber que Tom tinha sido agarrado por alguém na sua ausência. Muito menos por alguém tão bonito e atraente como Jared. Talvez fosse melhor omitir algumas informações quando se encontrasse com Tom no dia seguinte.
Tinha algo em Jared que não sabia definir, se era o seu jeito alegre e falante, aquele seu ar de "não estou nem aí", ou os seus olhos que mudavam de inocentes e pidões para maliciosos e safados em questão de segundos... Algo nele atraía a sua curiosidade, o desejo de saber mais sobre ele, de conhecê-lo melhor. E depois daquele beijo, depois de senti-lo tão próximo, tinha muito medo de que aquilo se tornasse algo mais.
Seria louco se sequer cogitasse se meter com o filho do patrão. Ou meter no filho do patrão – sorriu com o pensamento. Seria o mesmo que assinar sua demissão, ou pior, lançar sua carreira pro fundo do poço.
- x -
Se Jared pudesse classificar, aquele domingo com certeza estaria entre os top dez, na lista dos piores da sua vida. Tudo o que conseguia fazer era correr da cama até o vaso sanitário para vomitar, então voltava a se deitar porque o mal estar era tanto que mal se aguentava de pé.
Já tinha desligado o celular e pedido à recepção do hotel para que não transferisse nenhuma ligação, pois tudo o que menos queria agora era falar com seu pai. Ou melhor, ouvir mais um dos seus sermões.
A noite anterior ainda parecia só um borrão, afinal, a dor de cabeça que sentia mal lhe deixava pensar. Mas tinha certeza que tinha feito merda e que iria se arrepender profundamente daquilo. A imagem de si mesmo agarrando Jensen ia e voltava na sua memória e ele só torcia para aquilo ter sido apenas um sonho. Algo no seu consciente lhe dizia que não, que era real.
- Caralho! – Resmungou, ridiculamente abraçado ao vaso sanitário, como se ele fosse o seu melhor amigo. Já não tinha mais forças para se levantar e o banheiro insistia em girar ao seu redor.
Num impulso, conseguiu se levantar e parou de pé, diante da bancada do banheiro. Estava horrível. O rosto pálido, com profundas olheiras, cabelos desgrenhados e cheirava a álcool e vômito.
- Que merda! – Tirou o restante de suas roupas e entrou debaixo do chuveiro, onde ficou imóvel, por pelo menos vinte minutos, até começar a se lavar. A água morna parecia aliviar um pouco aquele mal estar.
Depois do banho, escovou os dentes, vestiu um roupão branco e felpudo do hotel e voltou para a cama. Seu estômago parecia estar se acalmando e sua memória tinha voltado com força total. Enfiou a cabeça no travesseiro, bufando... Como é que iria olhar pra cara de Jensen depois do que fizera?
- Você é patético, Jared! – Xingou a si mesmo, enquanto se ajeitava, deitado de bruços na cama, tentando voltar a dormir.
- x -
Jensen saiu para almoçar com o namorado no domingo, assim que ele voltara de viagem e foram a um restaurante que costumavam frequentar, mas o clima entre os dois estava péssimo.
Tom estava bravo porque Jensen não retornara sua ligação na noite anterior, como tinha combinado.
- Sério que você vai ficar emburrado o dia todo? – Jensen falou, aborrecido, depois que o garçom trouxe os seus pedidos e a garrafa de vinho.
- Eu não estou emburrado. – Tom o encarou com um olhar mortal.
- Claro. – Jensen ironizou e bebeu um gole de vinho.
- O que você esperava? Que eu estivesse sorrindo? – Tom falava entre uma garfada de comida e outra. – Você deixou de me ligar porque passou a noite bancando a babá daquele moleque insuportável.
- Tom! – Jensen chamou sua atenção, o interrompendo.
- O que foi? Você é quem chamava ele assim, agora vai defendê-lo? – O moreno falava mais alto que o necessário, fazendo Jensen olhar para os lados, para se certificar de que ninguém os estava ouvindo.
- Eu já disse que ele bebeu demais, e eu apenas o segui com meu carro para saber se ele chegaria ao hotel em segurança. Só isso. Não liguei de volta porque já era muito tarde, pensei que você já estivesse dormindo.
- Você está estranho. Tem certeza que não aconteceu mais nada? – O olhar do moreno era inquisidor.
- Mais nada, tipo o quê? – Jensen já estava puto. Só queria esquecer aquele assunto.
- Me diga você.
- Certo. Você já conseguiu me tirar o apetite. Será que podemos ir embora? – O loiro empurrou seu prato para o lado.
- Pra minha casa ou pra sua? – Tom abriu um sorriso, não querendo aborrecer seu namorado ainda mais. Tinha planos para o domingo e Jensen fazia parte deles.
- De preferência cada um para a sua. – Jensen respondeu em um tom seco.
- Qual é, amor? Me desculpe, vai? – Tom segurou a mão do loiro em cima da mesa. - Vamos esquecer este assunto, ok? Eu estou com saudades. – Usou seu melhor olhar e sorriso, tentando convencê-lo.
Jensen olhou para o moreno e tentou se acalmar, afinal, Jared era o culpado pelo seu mau humor, e não Tom.
- Pra sua casa... É a mais próxima. – Jensen sorriu de um jeito safado e chamou o garçom para acertar a conta.
- x -
Na segunda-feira, quando voltou do almoço, Jensen ficou espantado ao entrar em seu escritório e ver que Jared já estava lá. Pensou – ou desejou intimamente – que o moreno não fosse aparecer por alguns dias, depois do que fizera no sábado à noite, mas pelo visto estava enganado.
Cumprimentou-o com um boa tarde, que o moreno respondeu sem levantar os olhos dos papéis.
Depois de algum tempo trabalhando em total silêncio, Jensen percebeu que o mais novo estava agoniado, provavelmente querendo dizer algo sobre o ocorrido, mas sem coragem para tal.
- E então, como é que foi o seu domingo? – Jensen perguntou, contendo um sorriso.
- Foi bom. – Jared respondeu simplesmente, ainda sem encarar o loiro.
- Nem um pouquinho de ressaca? – Desta vez Jensen teve que morder o lábio inferior para não rir.
Jared finalmente levantou a cabeça e o encarou, um sorriso cínico no rosto.
- É, um pouco. Nada de mais... – Jared abriu ainda mais o sorriso. – Jensen... Eu espero que você não tenha levado a sério nada do que eu falei no sábado a noite. Você sabia que eu só estava zoando, não sabia? – A arrogância sempre funcionava nestas horas.
- Claro. – Desta vez foi Jensen quem sorriu ironicamente. - Devo concluir que toda aquela história sobre o seu pai e o seu ex-namorado, nada daquilo era verdade.
- Ex-namorado? Sério? – Jared forçou uma risada, que não convenceu nem a si mesmo. – Eu estava criativo desta vez, tenho que admitir.
- Mesmo? – Jensen resolveu entrar no jogo e provocar. – Porque você pareceu bem convincente. Inclusive quando tentou me agarrar.
- Fui convincente? – Jared gargalhou. – Talvez eu devesse ser ator, não é? Eu só estava testando o quão certinho você era, Jensen... Não se anime muito, você não é assim tão irresistível, apesar das garotas da empresa viverem suspirando por você.
- Se você está dizendo... – Jensen resolveu dar a discussão por encerrada, pois sabia que o moreno jamais daria o braço a torcer. – Eu tenho uma reunião dentro de meia hora, você quer participar?
- O meu pai está na empresa? Vai participar também? – Jared de repente ficou sério.
- Acredito que sim. – Jensen o encarou, curioso pela sua reação.
- Acho que eu não vou desta vez. – O moreno fez uma careta. – Ele ainda deve estar muito puto comigo.
- Ah... - Jensen sorriu com sarcasmo. – Muito profissional da sua parte.
- Você diz isso porque nunca viu o meu pai realmente zangado.
- Certo. Termine os relatórios até eu voltar então. – Jensen falou em tom autoritário e já ia saindo.
- Jensen?
- Hmm? – O loiro se voltou.
- Você... Não pretende comentar nada com ele, não é? – Jared perguntou, sem graça.
- Sobre sábado à noite? – Jensen sorriu. – Você acha mesmo que eu faria isso? – O loiro fechou a porta e saiu, sem esperar por uma resposta.
- x -
Depois de quase uma semana, o clima entre os dois havia voltado ao normal. Não tocaram mais no assunto sobre aquele sábado e, apesar de Jared ter ficado mais quieto e receoso por alguns dias, agora já tinha voltado a falar pelos cotovelos.
- Jensen? – Jared chamou a atenção do loiro, tirando a sua concentração mais uma vez.
- Jared... – O mais velho bufou. – Eu pensei que nós tivéssemos combinado de trabalhar em silêncio na próxima hora. Eu preciso me concentrar nestes relatórios, lembra?
- Desculpe. Foi só uma coisa que passou pela minha cabeça, deixa pra lá. Pode voltar a se concentrar. - Jared falou, mas continuou pensativo.
- Fale de uma vez... – Jensen suspirou e cruzou os braços, esperando.
- Meu professor de economia está procurando alguém para fazer uma palestra na semana que vem. Você não gostaria de palestrar?
- Eu? – Jensen riu. – Eu não tenho jeito pra essas coisas, Jared. Por que não pede para o seu pai? Ele sim é um empresário e pode ter algo de interessante a dizer.
- Porque eu não acho que o meu pai tenha algo a acrescentar, mas você sim. – Jared o olhava com admiração.
- Por que eu? – Jensen franziu o cenho.
- Cara... Você é gerente aos vinte e seis anos de idade, tem um grande conhecimento sobre tudo o que se passa na empresa, é muito inteligente, nerd, competente, e mostra muito entusiasmo pelo trabalho. – Jared falou simplesmente e o loiro ficou boquiaberto, não esperava por aquela resposta.
- Você acha realmente isso? – O loiro estranhou.
- Sim. E ainda tem uma excelente oratória. Eu percebo isso nas reuniões. Acho que você tem muito a ensinar.
- Bom, eu... – Jensen inicialmente pensou em negar, mas depois daquela resposta, ficou até sem graça. – Eu posso me programar, basta me dizer o dia e me passar o contato do seu professor.
- Ótimo! – Jared tentou não mostrar tanto entusiasmo, mas estava feliz por ter conseguido. Pensou internamente que só não iria gostar das garotas babando em cima do loiro o tempo inteiro, mas seria interessante ouvi-lo palestrar.
Jared se deu conta que aquilo soava patético até de pensar. Estava parecendo uma fangirl esperando para ver o seu ídolo. Mas tudo bem, tinha que admitir que Jensen ficava super sexy quando falava em público, com aquele seu jeito certinho, sério, e principalmente quando ele passava a língua inconscientemente pelo lábios daquele jeito totalmente pornográfico...
O moreno levantou os olhos e sentiu seu rosto corar quando percebeu que Jensen o encarava. Precisava parar de pensar estas coisas, senão acabaria enlouquecendo. Jensen era hétero, precisava colocar isso definitivamente em sua cabeça.
- x -
Na sexta-feira, seu amigo Jason faria um show em um pub na cidade, então Jensen, Tom e mais alguns amigos foram assisti-lo.
A noite foi bastante agradável, todos beberam e se divertiram, até o momento em que Jensen e Tom foram até o bar, e o loiro deu de cara com um Jared completamente bêbado.
- Jen... sen? – Jared olhou espantado para o loiro de cima a baixo, depois olhou para o homem moreno que estava com ele e tinha um braço ao redor da sua cintura.
- Hey! – Jensen sorriu, completamente sem graça e tentou se esquivar do abraço de Tom. No entanto, este fez questão de abraçá-lo ainda mais forte, demarcando seu território.
- Não vai me apresentar seu... namorado? – Jared sorriu de um jeito cínico.
- Claro. – Jensen só queria sumir dali. – Este aqui é o Tom. Tom, este é o Jared, filho do meu patrão, lembra? – O loiro frisou as últimas palavras para que Tom se desse conta de que não deveria mexer com ele.
Os dois se cumprimentaram apenas com um aceno de cabeça, um fuzilando o outro com o olhar.
- Então... Nós já vamos indo. – Jensen puxou o namorado para que voltassem à mesa.
- Posso falar com você um minuto, Jensen? A sós? – Jared olhou de Jensen para o moreno, o desafiando.
- Claro. Tom, eu te encontro na mesa em um minuto. – Jensen se dirigiu ao namorado, que saiu do seu lado, puto da vida. – O que é? – O loiro perguntou quando viu que Tom estava longe o suficiente.
- Então, você tem um namorado? – Jared sorriu, irônico.
- Algum problema com isso? – Jensen o encarou, muito sério.
- Não, nenhum. Só... Você podia ter me falado, sabe.
- Não achei que fosse algo relevante. – Jensen não sabia o que dizer, tinha sido pego de surpresa.
- Ou ficou com medo que eu fosse voltar a tentar te agarrar, se soubesse que você é gay?
- Jared, eu... Olha, você bebeu demais e eu acho que não é um bom momento para conversarmos.
- Por que não?
- Ele disse que não é um bom momento, então por que você não o deixa em paz? - Tom apareceu ao lado de Jared e se meteu na conversa.
- Tom, só nos dê mais um minuto, por favor? - Jensen pediu gentilmente, tentando manter a calma.
- Vamos voltar para a mesa, Jen. Por que você perde o seu tempo com ele? - Tom falou completamente irritado e Jared começou a rir, debochado.
- Então quer dizer que você recebe ordens do namorado, Jen?
- Jared, é melhor você ir para casa, agora. Eu vou chamar um táxi pra te levar. - Jensen estava preocupado com o rumo que aquela conversa poderia levar.
- Eu estou bem aqui, obrigado.
- Você é mesmo muito petulante, não é? - Tom se postou na frente do moreno. - Bem que o Jensen me falou que você não passa de um moleque arrogante e mimado, filhinho de papai. - O moreno de olhos azuis cuspia as palavras, espumando de raiva.
Jared engoliu aquelas palavras e não retrucou, apenas olhou para Jensen, seu sorriso, antes debochado, se tornou triste de repente.
- Eu... realmente pensei que você fosse diferente, Jensen. Pelo visto eu me enganei. - A última frase saiu baixa, quase um sussurro.
- Ok, você já deu seu showzinho, por que é que não volta pro colinho do papai agora? - Tom falou de um jeito brusco.
- E por que você não cuida da sua vida? - Jared o empurrou para que saísse da sua frente, querendo ir embora, mas Tom interpretou de outra maneira e lhe desferiu um soco no rosto.
Jared, apesar de bêbado, tinha o reflexo rápido e revidou, o acertando em cheio e garantindo que o namorado de Jensen sairia dali pelo menos com um olho roxo. Assim que se recuperou do soco, Tom aproveitou que era mais forte e partiu novamente para cima de Jared, desta vez lhe acertando dois socos no estômago, fazendo-o cair no chão, se contorcendo de dor.
Jensen segurou o namorado enfurecido, evitando que partisse pra cima de Jared mais uma vez. Seus amigos vieram ajudar e carregaram Tom para fora, enquanto Jensen se ajoelhou no chão para verificar como Jared estava.
- Jared? Caralho! - Jensen xingou ao ver que o moreno tinha um corte no lábio e sangrava pelo nariz. Também tinha o corpo dobrado, com o braço sobre o estômago, gemendo de dor. - Você consegue levantar? Quer que eu chame uma ambulância? - O loiro perguntou, preocupado, ignorando os curiosos ao redor.
- Não, eu só quero ir embora daqui. - Jared tentou se levantar, mas não conseguiu, soltando mais um gemido de dor.
O garçom do local apareceu com um punhado de guardanapos e Jensen limpou o sangue do rosto do moreno, então Jason, que tinha abandonado o palco, o ajudou a levantá-lo e carregá-lo até o carro de Jensen.
Jensen esperava algum xingamento, alguma reclamação, mas Jared entrou no seu carro em silêncio, colocou o cinto de segurança e encostou a cabeça no vidro da janela, sem dizer uma palavra.
- Você quer que eu vá junto? Vai precisar de ajuda para tirá-lo do carro? – Jason ainda perguntou.
- Não, pode voltar para o seu show, Jason. Eu me viro com ele agora, obrigado pela ajuda. – Jensen falou enquanto se ajeitava no banco do automóvel.
- E o que eu digo pro Tom?
- Não diga nada. Esse problema eu resolvo amanhã. – O loiro bufou e deu partida no carro.
Jared continuava em silêncio enquanto Jensen dirigia, o loiro só o escutava gemer baixinho, dando uma fungada e outra de vez em quando, o que o deixou preocupado.
- Tem certeza que não quer ir para um hospital? Você está bem?
- Eu posso aguentar umas porradas, Jensen. – A voz do moreno era carregada de mágoa, o que fez o coração de Jensen apertar.
Quando chegaram ao hotel, Jensen o ajudou a sair do carro e foi com ele até o quarto em que estava hospedado.
Mal entraram e Jared se deitou na cama, sem sequer tirar os sapatos, enquanto Jensen procurou pelo kit de primeiros socorros no banheiro.
- O que você pensa que está fazendo? – O moreno resmungou quando Jensen se sentou na cama e tentou limpar o ferimento no seu lábio.
- Eu vou cuidar dos seus machucados, só fica quietinho, ok? – Jensen voltou a fazer o que tinha começado.
- Au! Isso dói, caralho!
- Pensei que você tivesse dito que podia aguentar umas porradas, mas não pode aguentar um pouco de antisséptico? – Jensen brincou, enquanto limpava o restante de sangue seco no rosto de Jared, e este lhe lançou um olhar zangado.
- Engraçadinho!
- Me desculpe, Jared. – O tom do loiro agora era sério. – Isso foi uma estupidez desnecessária e eu me sinto totalmente culpado por isso.
- Culpado do quê? De namorar um troglodita? – Jared riu e se arrependeu na hora, pois seu lábio voltou a doer.
- Eu devia tê-lo impedido, mas também me pegou de surpresa, e... Eu sinto muito. – Jensen falou com sinceridade.
- Tudo bem. – Jared falou manhoso. – Eu te perdoo se você ficar aqui tomando conta de mim a noite toda.
- Estou começando a achar que você deveria ter apanhado um pouco mais. – Jensen brincou, mas estava se sentindo péssimo com aquela situação.
Sob o efeito do álcool, Jared ia fechando os olhos aos poucos enquanto Jensen terminava de limpá-lo. Quando Jensen voltou do banheiro, após guardar o kit de primeiros socorros, viu o moreno dormindo, totalmente largado sobre os lençois. Com cuidado, apenas retirou os sapatos do moreno e deixou que ele dormisse da maneira como estava. Não sabia bem o que pensar naquele momento, mas sabia que não seria poupado, sendo impossível esquecer aquele incidente que lhe preocuparia durante todo o final de semana.
Continua...
Resposta as reviews sem login:
Priscila: Também gosto do Jared bêbado... rsrs. Você por acaso tem uma bola de cristal ou é telepata? huahuahuaha... Acertou em cheio, hein! Beijos! E obrigada por comentar!
Crisro: Está vendo? Você fez igual ao Jensen, julgou o Jared antes de conhecê-lo... U_U. Ah, você está querendo ver uma disputa pelo Jensen é? rsrs. Poxa... Acho que eu estou sendo muito óbvia, está todo mundo adivinhando a minha fic! rsrs. Beijos! Obrigada por ler e comentar!
Luluzinha: Triângulo amoroso? Treesome? Vocês querem me matar, né? kkkkkkkkkkkkkkk. Não, infelizmente não vai rolar. Agora, se o Jensen vai se livrar do Tom... *sem spoilers* rsrs. Beijokas e obrigada por comentar!
Eeeeuuuu P: Só pode ser a danada da Pérola, né? kkkkk... Eu ri com sua frase: "Mas o véio é burro! Vai botar o filho gay para trabalhar com o Jensen, e quer o quê?" kkkkkkkkkkkkk... Mas você tem toda razão, tenho que apoiar. "Se o Sr. Ackles fosse hetero, certamente estaria repensando isso depois daquela pegada!" Wow! Realmente... Qualquer um estaria revendo seus conceitos... hehehe. Beijos, linda!
Sol: Ficou chateada porque o Jensen não correspondeu ao beijo? U_U. Jared estava bêbado, e Jensen é um cara muito centrado, né? Pelo menos enquanto pode... rsrs. Se Jared levasse Jensen a festa da madrasta, os dois não sobreviveriam pra contar a história... hahaha. Beijos, amore!
