NO CAPÍTULO ANTERIOR: "Repreendeu-se violentamente com este pensamento. Seria até imoral... Mas os dias passavam e seus sentimentos não."
Nós Dois
Confidentes
Depois de um dia "alegre" de treinamento, como não se via desde o último incidente, Takuma foi preparar o jantar e, entre piadas bobas e comentários inúteis ele, ingenuamente, lembra-se da falecida esposa e de como tratava Ryo quando pequeno.
Quando percebeu, Yuri já não estava mais à mesa. Ryo olhou, raivoso, para o sensei.
- Você nunca sabe o que e quando dizer as coisas!
O jovem saiu batendo a porta e deixando um Takuma assustado. Há dias vinha reparando algo que não queria reparar, percebendo algo que não podia perceber...
OooooooooO
Em seu quarto, Yuri estava ao lado do futton, estendida no chão e com os olhos lacrimejantes.
Havia alguém à porta.
- Mano?
- Posso entrar?
Ela ajoelha-se enxugando as lágrimas. Tenta sorrir.
- Claro, Ryo-chan! Entre.
Ele estava ali, gentil como sempre, com aquele sorriso, o único que conseguia consolá-la.
- Ele é um idiota, você sabe. - dizia calmamente, olhando a garota.
- Sim...
Ela se joga no chão novamente e fecha os olhos, suspirando. Logo sente a cabeça ser levantada e apoiada em algo macio.. Abre os olhos e vê o irmão, ajoelhado, com a cabeça dela no colo.
Os dois ficam se olhando por alguns segundos. Pareciam tão amigos, tão íntimos. Pareciam um só...
- Ryo?
- Hai?
- Como era a sua mãe? Você se lembra dela?
- A nossa mãe era muito gentil, e bonita. - ele sorri - Se parecia com você.
- Não zombe...
- Estou dizendo a verdade. Você se parece com ela exatamente por ser gentil e bonita - ele sorri mais uma vez - Ela é sua mãe tanto quanto minha. Sei que sempre a amou, mesmo sem conhecê-la.
A garota retribui o sorriso e depois fecha os olhos. Vira de lado ainda deitada no colo do irmão agarrando-se a calça dele e "afofando" suas coxas como se fossem um travesseiro.
Ele enrubesce.
- Ah, Ryo... - parecia uma criança embalando no sono - por que nunca foi tão bonzinho assim comigo?..
- Há uma primeira vez para tudo - dizia, baixando o tom da voz para não atrapalhar o repouso da garota.
Logo dormiu.
Aquela imagem tranqüila em nada se comparava com o calor, o turbilhão de emoções que brotava no coração de Ryo. Só o toque daquelas delicadas mãos em suas pernas faziam-no delirar de desejo. Ele pegava a ponta da longa trança da moça passando-a no rosto.
Conter aqueles sentimentos foi o maior desafio de sua vida - mais difícil que enfrentar Kyo Kusanagi no KOF.
E ela não sabia de nada.
Percebendo que o sono já era profundo, pode pegar a garota nos braços e colocá-la cuidadosamente no futton.
O pesadelo (ou seria sonho?) acabara. Pelo menos naquele instante...
CONTINUA
OoooooooO
Uh, uh!!!!!
Tá esquentando, tá esquentando!
Comentem, tá!
Brigada Hidimi pelo outro review! Nesta semana mesmo eu posto o 5 capítulo, valeu!
Vou dar o meu máximo! momento super sayajin
Bjs. Nike-chan.
