A ira.
28 de Janeiro de 1800
Era um dia frio em Londres, havia pouca neve nas ruas, os súditos caminhavam pelas ruas como normalmente. No castelo da família real, eles estavam almoçando. O cardápio era carne ao molho inglês, salada de repolho com tomate e risoto. Todos estavam almoçando na sala de refeições, quando Cat entra no recinto.
- Desculpa vossa alteza por interromper o almoço, mas o Edward e sua filha Carly acabaram de chegar de Liverpool. Posso deixá-los vir até aqui? –falou Cat afobada.
Marissa e Freddward entre olharam.
- Pode deixa-los entrar. Já pode se retirar. –falou Marissa enquanto comia um pedaço de carne.
Cat saí do recinto e volta com os dois.
- Bom dia Edward, como foi à viagem? –perguntou Carl.
- Foi boa, consegui arrecadar bastantes impostos em Belfast e Liverpool. –falou Edward cansado.
Os olhos do rei brilharam com uma intensidade quando ouviu "arrecadar bastantes impostos", pois isso era um bom sinal para ele.
- Podem se sentarem à mesa e almoçar conosco. –falou Carl enquanto comia um pedaço de tomate.
- Cat, traga mais dois pratos e mais talheres.
Os dois se sentam a mesa, Cat traz os pratos e os talheres a mesa. Um silencio torturante se instala no ambiente.
- Como foi a sua temporada de estudos em Belfast Carly? –perguntou Marissa tentando puxar assunto.
- Foi legal, fiz novos amigos por lá. E volto a estudar no verão. –falou Carly brincando com uma madeixa do seu cabelo.
- Essa temporada em Belfast fez bem para você. Deixou você mais bonita. –falou Freddie em tom galanteador.
- Obrigada vossa alteza. –falou Carly corada.
- Pode me chamar apenas de Freddie. –falou o moreno.
- Semana que vem vou a Paris e depois vou a Roma visitar a minha mãe. Quer ir comigo Carly? –perguntou Marissa enquanto terminava de almoçar.
- Aceito se meu pai concordar com isso. –falou Carly animada.
- Por mim você pode ir querida. Só prometa que não dará trabalho a Marissa. –falou Edward sorrindo.
- Ela não dá nenhum trabalho para mim, ela é uma boa menina. –falou Marissa passando a mão no cabelo da morena.
Eles terminam de almoçar, Marissa e Carly vão passear pela cidade, Freddie cal vaga pelos arredores do castelo enquanto Edward e Carl vão para o gabinete real fazer a contabilização dos impostos arrecadados.
Enquanto isso...
Em Edimburgo, a situação estava diferente estava fazendo frio intenso. Os súditos andavam pelas ruas usando roupas pesadas. No castelo real, a família Charlotte estava almoçando em clima descontraído. O cardápio era carne ao molho madeira, arroz, vários tipos de saladas e uísque.
- Esse uísque está muito bom, é um dos melhores da reserva. –falou Harry enquanto tomava um gole.
- Fizemos um bom negocio comprando aquela destilaria daquela família que foi embora para os Estados Unidos. –falou Sophia enquanto dava uma garfada na carne.
- Está muito bom isso, a nova cozinheira tem uma mão de fada. –falou Sam de boca cheia.
- Olha os modos Sam, não quero passar vergonha na festa de bodas de ouro do rei Carlos IV. –falou Sophia em tom repreensivo.
- Me desculpa, é que me empolguei. –falou Sam envergonhada.
- Fica tranquila princesa, você tem modos e conseguirá arrumar um bom partido na festa. –falou Trina animando-a.
- Eu não quero me casar tão cedo e não quero me casar com aquele chato do Alois. –falou Sam brava.
- Isso é uma questão de idade, quando você estiver na minha idade, ninguém vai querer se casar com você. Eles preferem meninas da sua idade. –falou Sophia meio alterada.
- Eu ia me casar com a rainha do Reino Unido, mas conheci a sua mãe e me apaixonei por ela. Ela é a mulher da minha vida. –falou Harry sorridente.
- Minha mãe queria que eu me casasse com o primo do seu pai, mas eu não quis. Pois conheci o melhor homem do mundo. –falou Sophia emocionada com a declaração de amor.
- Quero me casar por amor. Não por dinheiro e nem título de nobreza. –falou Sam nervosa.
- Que tal hoje visitar a destilaria comigo? –perguntou Trina tentando mudar de assunto
- Boa ideia quero conhecer o processo de fabricação de um bom uísque. –falou Sam com certo brilho no olhar.
- Então vamos conhecer, pois ela fecha às 4 horas. –falou Trina se levantando da mesa.
- Vou trocar de roupa e vamos ir então. –falou Sam enquanto corria pela sala.
Sam troca de roupa enquanto Trina esperava uma carroça para buscá-las, a carroça chega e as duas vão à destilaria.
Enquanto isso em Londres...
O rei Carl estava no gabinete real contabilizando o dinheiro arrecadado dos impostos, quando Cat entra no recinto.
- Desculpe vossa majestade, o mensageiro real acabou de chegar de Edimburgo e tem um comunicado do rei Harry Eduardo da Escócia. Ele falou que esse comunicado é muito importante, posso o deixar entrar? –falou Cat calmamente.
- Pode deixa-lo vir aqui. –falou Carl enquanto mexia nas moedas.
Cat sai do recinto e volta com o mensageiro que tinha uma aparência de cansado.
- Boa tarde vossa majestade. –falou Larry meio exausto.
- Leia o comunicado do rei Harry Eduardo. –falou Carl meio impaciente.
- Bem... - Larry começou a ler o comunicado e enquanto Carl contava as moedas.
Quando Larry terminou de ler o comunicado, Carl deu um soco na mesa que era de carvalho envernizado.
- Pode se retirar. –falou Carl com certo de arrogância.
Larry sai da sala e esquece-se de fechar a porta, Carl bate a porta e se senta à cadeira.
- Quem ele pensa que é? Se for briga que ele quer, então ele vai ter briga. –falou Carl irritado.
Ele pega um frasco de tinta preta, a caneta, um papel meio envelhecido e o mata borrão e começa escrever compulsivamente.
Marissa estava à sala ao lado, quando ouve um estrondo vindo do gabinete real, nervosa ela sai da sala e vai ao gabinete real. Ela abre a porta e vê o seu marido furioso escrevendo uma carta.
- O que aconteceu querido, para você estar tão nervoso? –perguntou Marissa enquanto se sentava na cadeira.
- Acabei de receber um comunicado do rei Harry Eduardo não quis se aliar ao nosso reino e se ele quer briga vai ter briga. –falou Carl bravo.
- Pare com isso, essa briga de vocês duram a mais desde a época do seu pai. Isso não vai levar a nada, se ele não quer aliar o reino dele ao nosso deixe. Ele não sabe que está perdendo um grande negocio. O reino dele está em decadência e o mais conciliável é aliar a nós. Se aliar a nos os problemas dele acaba. –falou Marissa tentando acalmar o marido.
- Eu to escrevendo uma carta para ele, espero que ele aceita logo a nossa proposta. Se ele recusar vou mandar a cavalaria invadir o território deles. Ele vão-te que se aliar a nos por bem ou por mal. –falou Carl meio calmo.
