Cap. 4 Amor
Seiya sentou-se na escada do grande salão onde trabalhara a noite toda, da festa havia apenas restos da decoração e algumas pessoas que partiam.
-Eu já vou indo, tome cuidado na volta para casa mocinha. -Jabu caçoou do amigo enquanto bagunçou seus cabelos castanhos, o outro nada respondeu, apenas afrouxou a gravata borboleta e passou a olhar o céu estrelado.
-Com licença... -Um homem alto e bem vestido se aproximou desviando a atenção de Seiya para os seus olhos azuis.
-Pois não senhor? Deseja uma bebida, posso ver se há algo...
-Obrigado rapaz, mas creio que seu expediente já terminou. -Sorriu abertamente, fazendo o moreno corar.- Eu sou Saga.
-S-Seiya, senhor. -O rapaz levantou para apertar a mão do mais alto e lhe retribuiu o sorriso.
-Não precisa me chamar de senhor. -O homem que era bem mais alto que Seiya soltou os longos cabelos azuis escuro e afrouxou a gravata verde que usava sobre o terno preto.
O menor observou os longos cabelos caindo pelos ombros, o rosto tomava uma cor mais clara e uma aparência mais jovem.
-Pretende passar a noite aqui, Seiya? -O mais alto sorriu se divertindo com o fato de ser observado com tanto cautela.
-Não senhor, vou indo para casa. -O moreno abaixou a cabeça, envergonhado.
-Eu posso lhe dar uma carona. -Saga colocou as mãos nos bolsos das calças e passou a observar o menor, a pele morena do sol, os cabelos castanhos e bagunçados e o jeito doce como se sentia envergonhado.
-Não senhor, sou apenas um garçom, não quero te incomodar.
-Não seja tolo rapaz, -A mão de Saga tocou levemente o rosto de Seiya o levantando- se você se vê assim, nunca deixara de ser apenas um garçom.
O homem sorriu calmamente e Seiya retribuiu decidindo aceitar a carona do estranho. Saga abriu a porta de sua mercedes preta e Seiya sentiu-se embaraçado.
-Algo o incomoda rapaz? -Saga lhe sorriu, colocando a mão sobre sua coxa.
-É que eu nunca havia entrado em um carro tão... caro.
-Um rapaz bonito como você sempre é bem vindo aqui. -Saga sorriu novamente, dando a partida deixando o coração de Seiya batendo fortemente.
-Você está dizendo que um ricaço te levou pra casa numa mercedes? Eu duvido. -disse Jabu enquanto enxugava alguns copos no restaurante, alguns dias depois da festa.
-É verdade Jabu, era um homem muito bonito por sinal. -Seiya bateu de leve no amigo.
-Homem bonito e onde o Shiryu fica nessa história? -O moreno abaixou a cabeça e sentiu o peito apertar, amava Shiryu, mas não podia negar a atração que sentira pelo outro.
-Não importa, não voltarei a vê-lo. -As palavras de Seiya se provaram erradas no fim do expediente, Saga o esperava na porta do restaurante encostado na mercedes, a camisa azul escura tinha dois botões abertos, deixando a mostra o peitoral definido, os cabelos estavam soltos e a merce do vento, segurava entre os dedos um cigarro.
-Olá belo rapaz. -Disse o maior sedutoramente.
-S-Saga? O que faz aqui? -O menor perguntou e se condenou em seguida, não querendo parecer rude.
-Vim ver se gostaria de beber alguma coisa depois de um dia cansativo de trabalho. -Saga se aproximou do outro apenas alguns centímetros de colar seus corpos e Seiya estremeceu, não podendo recusar.
-E-Eu adoraria. -O menor entrou novamente na mercedes preta, sentindo o coração quase sair pela boca.
Os dois homens conversavam alegremente enquanto tomava uísque em um bar no centro da cidade, Seiya sorria e sentia-se á vontade com Saga que ficava cada vez mais encantado pelo outro.
-Então Seiya, sua familia mora por aqui? -Os olhos marejaram levemente.
-Sou órfão, tenho uma irmã que foi separada de mim á muito tempo, queria muito encontrá-la.
-Fico muito triste em ouvir isso, como se chamava sua irmã?
-Seika... -Disse Seiya olhando para a mão do outro que tocava a sua.
-Sabe Seiya, sou um homem que tem muitos contatos, com certeza conseguirei encontrá-la.
Os grandes olhos castanhos de Seiya brilharam, o menor olhou para Saga sorrindo abertamente.
-Sério? Nossa que bom Saga! Você não sabe como me faria feliz se a encontrasse!
Seiya sentiu a cabeça pesar como se álcool que bebera estivesse subindo, sentiu um cheiro forte do perfume daquele homem que fez tudo a sua volta girar ainda mais, o corpo já não o sustentava e lentamente o moreno afundou na água da banheira.
-Seiya? Está tudo bem? Ouvi um barulho... Seiya! -Shiryu adentrou o banheiro e correu em direção ao amado que estava afundado na água.
-Seiya! Fale comigo! -O maior pegou o outro no colo e passava a mão pelo seu rosto para que acordasse, para alivio de Shiryu o moreno tossiu, cuspindo grande quantidade de água e abrindo os olhos em seguida.
-Shiryu? O que aconteceu?
-Graças a Deus Seiya, você me assustou! -O maior abraçou o outro contra o peito respirando fundo, Seiya corou ao sentir o corpo nu contra o corpo do outro.
-Shiryu... Eu tive uma lembrança e tudo ficou escuro de repente. -O maior pegou uma toalha e enrolou o amado, levando-o para o quarto para vesti-lo.
-Lembrou de algo ruim? -Shiryu perguntou incerto, deitando o outro na grande cama de casal de seu quarto.
-Na verdade sim, lembrei-me de quando conheci Saga e que, me senti atraído por ele. -O moreno sentiu-se envergonhado e escondeu o olhar dos olhos do outro.
-Está tudo bem Seiya, isso já ficou para trás. -Shiryu sentou-se na cama e passou a enxugar os cabelos do amado enquanto olhava em seus olhos castanhos.
Seiya mirou os olhos azuis do amado e sentiu o coração dar um salto, Shiryu continuava a olhá-lo com o mesmo jeito apaixonado que o olhava na noite que partiu para a China. O moreno não conseguia se lembra por que trocara ele por outro homem, mas sentia no fundo do seu coração que era ele a quem amava e ser perdoado depois de tudo que fizera, ser tratado com tanto carinho estando debilitado daquele jeito fazia algo em peito doer, como se jamais pudesse retribuir.
-Shiryu... -O menor tentou mover as pernas para se aproximar do outro, mas foi inútil então apenas segurou-lhe o rosto, olhando em seus olhos.
-Seiya, eu te amo. -Shiryu queria dizer para que não se preocupasse com o passado, que as lembranças que tinha perdido não eram boas, mas não quis confundir ainda mais o amado.
-Como você pode me amar depois de tudo que fiz de ruim para você? Como você pode amar um fardo como eu? Estou te impedindo de trabalhar, serei sempre um peso, um fraco, como você pode amar alguém assim?
-Desse jeito. -Shiryu segurou de leve na nuca de Seiya e o puxou para um beijo calmo, mas cheio de sentimento, todas as palavras e duvidas do menor desapareceram ficando apenas a tristeza por retribuir tão mal o amor que o outro sentia por ele.
As mãos de Shiryu desceram pelo peitoral do menor, afastando a toalha que envolvia seu corpo e o acariciando levemente. Seiya estremeceu com o toque e aprofundou o beijo, invadindo a boca do amante ainda mais com sua língua.
-Shiryu... eu não acho que deveríamos. –O menor sussurrou enquanto o outro sugava com vontade a pele de seu pescoço, Seiya decidiu parar logo antes que não pudesse mais se conter.
-Você tem razão Seiya, passou muito tempo hospitalizado, precisa descansar. –O moreno sorriu pegando um pijama em seguida e vestindo o amado.
Shiryu cobriu o amado e deitou-se do seu lado, com dificuldade Seiya se arrastou até aninhar a cabeça em seu peito, o maior abraçou-o e beijou-lhe os cabelos. O menor adormeceu embalado na respiração do amado, estar naqueles braços lhe dava uma sensação de calma e segurança e nesse momento era tudo o que precisava.
Shiryu tentou dormir, mas foi em vão, por mais que o amado dissesse que não fora sua culpa ele não parava de se condenar, poderia ter segurado o amado, impedido que ele fosse, poderia ao menos tê-lo visitado no hospital, mas nada fez assim como nada podia fazer agora. Sentiu o corpo do amado junto ao seu e o semblante estava calmo como de alguém muito cansado que adormecera profundamente e algumas lembranças vieram à cabeça de Shiryu acompanhadas de lágrimas.
-Seiya, você tem certeza? –Disse o maior parando o beijo e olhando nos olhos do moreno.
-É claro que tenho certeza, Shiryu. –Seiya sorriu e não poderia se demonstrar mais apaixonado pelo homem à sua frente.
Shiryu pegou o amado no colo e deitou-o sobre a cama de casal, a noite estava clara e a luz das estrelas adentrava pela janela iluminando os corpos dos dois amantes. Os lábios se encontraram e se tocaram levemente, antes que as línguas invadissem as bocas descobrindo cada pedaço e se entrelaçando com fome e desejo.
Seiya retirou a camiseta que cobria o corpo do amado e logo teve a sua retirada estremecendo ao sentir o contato daquele corpo quente sobre o seu. Shiryu umedeceu os labios e passou a beijar e sugar de leve cada pedaço de pele morena do menor, descendo pelo peitoral até o abdomen levemente definido. O moreno gemia e puxava devagar os cabelos longos e negros do amante.
O maior passou a sugar levemente a pele do abdômen do amado, bem próximo ao cós da calça fazendo o ansiar por mais contato.
-Shii... você não acha que já esperei demais? –Disse o moreno com um brilho malicioso nos olhos.
-Você está certo Seiya. –Atendendo o pedido do menor, retirou sua calça e envolveu o membro do amado com seus lábios.
Shiryu subia e descia ora sugando devagar ora aumentado a velocidade sempre olhando para as expressões de prazer do amante, descobrindo o que este gostava mais.
-Shiryu, pára. –Seiya levou a mão a cabeça do amado impedindo-o de continuar, seus olhos estavam cheios de lagrima pelo prazer e sentia que não agüentaria muito tempo. –E-Eu vou... –gaguejou envergonhado.
O maior apenas sorriu com o embaraço do outro e continuou sugando-lhe o membro, sabia o que viria a seguir, mas não se importava, amava Seiya com todas as forças e queria mais que tudo lhe proporcionar aquele prazer. O menor começou a gemer mais alto enquanto agarrava com força os lençóis da cama.
Shiryu aumentou a velocidade e logo sentiu um liquido quente lhe encher a boca e descer pela garganta, o maior voltou-se para o outro que o olhou envergonhado.
-Me desculpa, eu não queria... –Shiryu segurou-lhe o queixo e sorrindo respondeu:
-Você tem um gosto maravilhoso Seiya... –O moreno corou ainda mais e sentiu que estava novamente ficando excitado.
Shiryu levou a mão ao membro do menor massageando novamente enquanto tomava-lhe os lábios com fome e desejo, Seiya abriu a calça do amado o tocando levemente, descobrindo sem pressa aquela parte do seu corpo.
-Shiryu... Eu quero... –Disse com a respiração descompassada.
-O que você quer? –Perguntou o maior com um sorriso malicioso.
-Eu quero você... –Seiya olhou para o amado envergonhado e totalmente apaixonado.
Shiryu então segurou levemente na nuca do outro e o guiou até seu membro, Seiya sentia a face queimar, lambia e sugava sentindo o corpo pulsar de vontade de se possuído pelo amante, enquanto sentia o membro em sua boca pulsando pela mesma vontade.
Shiryu jogou os cabelos para trás e gemeu baixo sentindo a língua quente do amado percorrer toda a extensão do seu membro.
-Seiya, acho que está bom. –Disse colocando as duas mãos no ombro do menor enquanto o deitava a cama, cobrindo o corpo com o seu.
Os olhos se encaravam apaixonadamente enquanto os lábios se aproximavam devagar em um beijo calmo porem cheio de desejo que aquecia ainda mais os corpos unidos.
Shiryu posicionou-se entre as pernas do amado e com uma das mãos guiou seu membro até a pequena entrada, Seiya gemeu um tanto assustado.
-Fique tranqüilo meu amor... –Disse o maior forçando-se devagar no corpo do outro.
-Shiryu... –Seiya gemeu e abraçou o maior com força enquanto era penetrado lentamente.
-Quer que eu pare? –Perguntou o maior preocupado.
-Não, eu consigo. –Disse o menor decidido enquanto o membro pulsante do outro o preenchia por completo.
Aos poucos Shiryu foi se movimentando dentro do apertado corpo do amado que gemia e estremecia a cada simples movimento.
-Seiya... –o maior gemeu de prazer no ouvido do outro enquanto sentia o corpo latejar de prazer, seu membro pulsava por mais contato e não conseguiria mais se conter, segurou firmemente nos quadris do amado o penetrando com mais velocidade.
Seiya buscou desesperadamente os lábios do amado para evitar os gemidos mais altos e gritos que viriam a seguir, sentia um prazer absoluto misturado a uma dor insuportável, mas que o menor sabia que aumentaria se o outro saísse de dentro de si.
Shiryu sentia-se comprimido por aquele corpo tão apertado e desejável, as unhas do menor já cravavam na pele das suas costas deixando marcas vermelhas. Sentindo o êxtase se aproximar, o maior segurou no membro do amado e movimentou-o na mesma velocidade de suas estocadas, alguns instantes nesse ritmo o maior derramou-se dentro do outro.
Seiya sentia o corpo todo formigar, sentia Shiryu entrando e saindo de si e sua mão lhe tocando no mesmo ritmo e não sentia nada mais a sua volta, alguns instantes depois derramou-se sobre a mão do amado sujando seus abdomens que permaneciam colados.
Shiryu deitou-se na cama, os cabelos negros caídos bagunçados pelos travesseiros e lençol, o peitoral forte arfava e escorriam algumas gotas de suor, contornando os músculos definidos.
-Seiya... você está bem? –O menor sentia o corpo cansado, mas esforçou-se para sorrir para o amado, os grandes olhos castanhos estavam cheios de lágrimas e queriam se fechar.
-Eu te amo Shiryu. –As palavras vieram naturalmente sem que o sagitariano pensasse nelas antes de serem ditas e o corpo do menor foi em direção ao outro como um imã, deitando a cabeça devagar sobre o peitoral do amado.
-Eu também te amo Seiya... Muito. –Shiryu acariciou os cabelos do outro e antes que se próprio corpo sentisse o cansaço, pode ver os cabelos suados grudados na testa, o rosto moreno levemente corado e um sorriso sincero que expressava plena satisfação e para Shiryu visão nenhuma poderia ser mais bela.
Para quem gosta de lemon um bem fresquinho \o/
Bom, a fic ta indo devagar por que estou trabalhando e esta mais complicado escrever, mas não esta parada não.
Espero que estejam gostando^^ O mistério sobre o Saga será revelado prometo B)
Até a próxima
