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Pessoal que mandou reviews, muito obrigada mesmo. A maioria ficou chateada com a morte do Sirius, e eu tb, sério, foi até difícil escrever. Daqui pra frente não vai ser tão triste, prometo. Não sei se ficou claro, mas ele morreu quando a bebê ainda era pequena, talvez por isso ela não tenha sentido tanto... Enfim, vou continuar, espero que gostem e mandem as opiniões. Beijos

CAPITULO 2

- Ei ruiva! Onde você está indo?

- Para qualquer lugar onde você não estiver indo. Agora com licença...

-Você não me engana Lily, está caidinha por mim.

-É EVANS pra você, Potter! E não, não estou caidinha por você. Sabe por quê? Por que eu abomino você!

- Bobagem, isso tudo é amor reprimido. Se você me desse uma chance...

-Argh!

- Volta aqui... Lily! Espera...

Lily...Lily...Li...

Acordei ofegante. Estava todo suado e tremia de frio. Droga. Já fazia um bom tempo que eu não sonhava com ela. Porque Bonnie tinha que trazer essas malditas lembranças de volta com a menção deste maldito nome?

Eram quatro horas da manhã. Sabendo que não conseguiria mais dormir, levantei-me e fui até a cozinha tomar água e comer alguma coisa. Eu estava um lixo. Demorei a conseguir dormir porque fiquei massacrando-me a mim mesmo com certas lembranças. Agora eu pagava o preço por me permitir fantasiar sobre o que seria minha vida se tivesse feito certas coisas diferentes. Onde eu estaria agora se tivesse feito as coisas certas; se tivesse dito as coisas certas. Como teria sido se eu tivesse percebido antes que para conquistar uma garota diferente eu deveria ter agido de forma diferente... Será que ela estaria aqui comigo, agora, se tivesse dito sim alguma vez?

Afastei aquele pensamento da minha cabeça. Era arrogante demais pensar que um simples sim saído daquela boca no passado teria trazido Lily Evans para perto de mim agora, no presente. A verdade é que eu não merecia Lily Evans nem na adolescência e nem agora. Antes de perceber que eu estava apaixonado por ela, minha meta suprema além de infernizar os professores era infernizá-la, depois, durantes os seguintes três anos de ensino médio, ocupei cada dia da minha existência chamando-a para sair. Todos os dias, durante os três anos de ensino médio, ouvi incessantes nãos pronunciados em alto e bom som.

Lily sempre foi diferente das outras. Eu percebi isso no momento em que a vi pela primeira vez. Eu era uma criança boba e irresponsável, logo, em vez de mostrar pra ela quem eu realmente era, me ocupei em tentar chamar sua atenção com brincadeiras idiotas, apelidos, dentre outras vis traquinagens. Quando me dei conta do que Lily significava para mim, já era tarde demais. A imagem que ela tinha de mim era exatamente aquela que tentei desesperadamente passar a ela nos nossos primeiros anos de convivência. Nunca consegui fazê-la mudar de idéia. Usando as táticas erradas, aquelas que eu usava com todas as outras garotas, só consegui inflamar ainda mais o ódio que Lily tinha por mim. Ela jurou, na frente de uma multidão, que nunca me daria uma chance com ela. Depois disso, discursou, com as bochechas em chamas, os porquês de tomar tal decisão. Das palavras que ela usou para me humilhar eu não lembro. Ela me rasgou de dentro pra fora naquele dia. Graças ao discurso, ganhou uma semana de férias, na qual eu nem sequer olhei na cara dela. Quando achei que ela estava começando a se sentir culpada, não agüentei e voltei à perseguição. Era simplesmente impossível resistir àqueles olhos, um verde vivo, uma floresta tropical. Para dificultar ainda mais a minha luta, eu via sua cabeleira ruiva se aproximar a um km de distância.

Puxei meus cabelos com força, até doer. Argh. Lá estava eu, me massacrando novamente, lembrando do que eu jurei esquecer. Meu peito doía só de lembrar daquele rosto, daquele rubor que o invadia a cada cantada cafajeste proferida por mim. Lily Evans. Eu tenho que esquecer você, sua maldita!

Aproveitei a confusão de emoções que me invadiam naquele momento e tentei direcioná-las para algo positivo. Abri o notebook e comecei a digitar um discurso inflamado sobre a passagem do tempo, sobre erros, sobre arrependimentos, sobre tocar a vida pra frente; coisa que eu já devia ter feito há muito tempo.