Notas da Autora:

Volto a frisar, que todas as personagens são fictícias e não pretendo insultar ninguém.

Advertência: conteúdo heterossexual.


Capitulo 4 - O Dominador Em Mim

Algumas semanas depois, decorreu um desfile de moda para beneficência. Para este evento, alguns dos melhores designers do mundo haviam doado várias peças exclusivas. Toda a nata da sociedade tinha comparecido, com a intenção de ver as novas criações dos seus estilistas preferidos, que seriam leiloadas no decorrer desse evento, mas o que realmente nos interessa é o leilão já habitual, que a Primadonna Agency gerência no final de cada desfile.

Draco estava a preparar-se para reunir-se com os restantes modelos que seriam leiloados nesse evento quando Miss Gold entrou no seu camarim privativo. Desde que se tornara a "cara" da agência juntamente com Ísis, havia começado a receber certas regalias, entre elas um chofer, visto que ainda não tinha carta de condução. Infelizmente, tal facto tinha representado o final das suas adoradas caminhadas relaxadoras. Miss Gold havia feito ênfase que agora que era uma cara publica tinha de ter cuidado com o que fazia e onde e com quem era visto, pelo que agora contava com um mercedes negro e o seu próprio chofer, bem como esse camarim privativo (mais despesas para a sua dívida para com a agência, isso sim).

- Já foste reservado, Angel. Podes regressar a casa e amanhã apresenta-te nesta morada – entregou-lhe um cartão de apresentação – às 13 horas em ponto. Falta de pontualidade não será bem tolerada nesta ocasião, pelo que assegura-te de chegar na hora.

-oOo-

O chofer desceu do carro para proceder a abrir a porta, deixando via livre a Draco para abandonar o carro. Ao lado de Christopher, o seu chofer, já se encontrava uma maid para o recepcionar.

- Faça o favor de me seguir, Sr. Angel.

Draco dispensou o seu chofer e disse-lhe que voltasse ao final da tarde. O loiro seguiu a maid que o guiou até uma escadaria que dava para o segundo andar, onde se encontrava o quarto que usaria durante a sessão dessa tarde.

- A Duquesa de Richmond aguarda-o lá dentro – disse a maid abrindo a porta e fechando-a atrás de Draco, depois de que este entrasse na divisão.

Uma mulher já nos seus cinquenta e tantos anos virou-se para ele, deixando ver o seu corpo de baleia e os seus dentes de coelho.

- Oh! Mas tu és exuberante, querido – cantarolou alegremente e deu uma palmada nas nádegas do loiro, que saltou mais pela surpresa do que outra coisa.

- Duquesa – tomou a mão da mulher e beijou-a como o bom cavalheiro que os seus pais o haviam educado para ser -, é um prazer conhecê-la.

- Mas que cavalheiro – a mulher sorriu de satisfação e colocou a sua mão por cima da que Draco usava para segurar a que beijara anteriormente.

Uma das mãos da Duquesa pareceu ganhar vida e começou as ascender pelo braço do menor, passando pelo ombro e descansando por fim no fundo das costas de Draco.

A porta abriu-se, desconcentrando a mulher que tentava deslizar a mão dissimuladamente na direção do traseiro do modelo.

- Querida, podes dizer-me o que era tão urgente que me tiraste de uma reunião com o Ministro das Finanças?

- Ora, esposo meu! - a mulher encarou o esposo com uma atitude namoradeira - Pensei que nos poderíamos divertir um pouco juntos, em memória aos velhos tempos – abraçou a cintura de Draco com um braço, colando-o ao seu próprio corpo e com a outra mão delineou a silhueta escultural do adolescente.

O homem analisou o jovem frente a ele com olho clínico e sorriu de agrado.

- E como pretendes fazê-lo desta vez, querida – disse o último sarcasticamente.

O seu casamento fora meramente político. Afinal ele era homossexual e a única forma que haviam encontrado para obter descendência, que o seu titulo nobiliário necessitava para fazer a sua família próspera, nos seus anos de juventude fora essa. Escolhiam um homem do agrado de ambos e faziam um trio e no momento em que Duque estava prestes a ejacular trocavam de lugar e terminava dentro da sua odiosa esposa.

- Façamos algo diferente desta vez, amor – disse ela com gozo, enquanto pegava numa mordaça e a colocava na boca do seu esposo, seguida de umas algemas nos seus pulsos -. Sempre me perguntei se serias por acaso um masoquista. Penso que finalmente vou poder confirmar a minha suspeita, esposo meu.

Draco sentia que havia entrado noutra dimensão, mas que merda se passava ali? No final de contas, onde é que ele encaixava exatamente nas perversões daquela mulher?

- Angel, meu docinho, ele é todo teu – deu-lhe um chicote e sentou-se numa poltrona a admirar o espetáculo privado que iniciaria dentro de momentos.

Draco inspirou e tomou a decisão de fazer o seu melhor para agradar a mulher. Afinal de contas, a Duquesa era uma mulher muito poderosa e não queria ficar em maus lençóis com ela. Além de que nunca se sabia quando este tipo de contactos poderiam vir a dar jeito.

O loiro tinha a ligeira impressão que todas as pessoas poderosas pensavam de uma maneira semelhante e o seu pai fora um homem verdadeiramente poderoso nos seus dias de glória. Pelo que se aquela mulher fosse minimamente parecida ao seu pai, teria com certeza uma lista negra, onde colocava o nome de todos os infelizes que ela infernizaria pelo tempo que lhe restasse de vida. Ainda quando a Duquesa já estivesse nos seus cinquenta, a esperança média de vida para os muggles era de oitenta a noventa anos e não queria ser infernizado pelos seguintes quarenta anos.

- Duquesa, teria acaso mais algum implemento?

- Oh, Angel! - exclamou entusiasmada e abriu as portas de um armário encastrado, que estava discretamente escondido por trás de uma estante deslizante – Tens preferência por qual? - a mulher moveu-se, deixando ver um sem fins de acessórios de dominação, que seria o sonho de qualquer praticante fanático.

Draco tomou os que achou pertinentes, enquanto a mulher regressou ao seu assento. O loiro empurrou o homem, que ao ter os braços presos não teve como impedir a queda de cara na cama.

Ainda recordava a sessão a que fora submetido semanas antes e mentiria senão dissesse que era simplesmente poético, ser agora a sua vez de dominar um desses animais. Poderia por fim vingar-se de todo o sofrimento a que fora submetido naqueles longos e torturantes meses que pareciam ter durado uma vida inteira.

Virou o homem de frente para si e rasgou-lhe a camisa, para depois pegar numas molas para mamilos unidas por duas correntes que se uniam ao meio e ligavam as molas a uma coleira de couro. Draco colocou a coleira e de seguida procedeu a colocar as molas, recebendo uma queixa, que o fez sorrir.

- Mas quem diria? O nosso Duque é tão fraquinho, ainda mal comecei... – levou um dedo ao rosto do homem e limpou uma lágrima – isto é uma lágrima? Parece que vou ter de discipliná-lo primeiro.

- Angel – o loiro virou-se ao ouvir um gemido e viu que a Duquesa havia retirado a blusa e o soutien e agora mexia as mãos ao longo da extensão dos montes de carne, que foram nos seus melhores tempos uns bonitos seios e agora se confundiam com as suas banhas.

Draco devolveu a sua atenção ao homem esquelético ao que devia dominar e adestrar essa tarde.

Localiza o isqueiro entre os "brinquedos" que escolhera utilizar nessa sessão e agarrou-o juntamente com uma vela. Acendeu-a e esperou que a cera começasse a derreter e deixou-a escorrer sobre o peito descoberto e peludo do Duque. O homem soltava sons de queixa que a mordaça afogava com sucesso.

Tirou os sapatos do seu escravo recém-adquirido, abriu o cinto das calças e retirou as mesmas, seguidas das cuecas. Pegou no cinto de castidade e enclausurou a masculinidade do Duque e colocou-o novamente de barriga para baixo. Pegou no chicote com um sorriso de lado, típico dos seus anos de estudante, por um momento era como ver o Príncipe de Slytherin uma vez mais, pela primeira vez em meses podia descarregar as suas frustrações.

Plash, o primeiro golpe atingiu as costas e parte das nádegas quase inexistentes do Duque, que se lixasse o lema "safe, sane and consensual" de que Katherine tanto falara enquanto tratava o seu desgarre anal.

Plash, afinal ninguém se preocupara se ele estava a sofrer ou não.

Plash, ninguém pensara num modo de fazer a situação minimamente suportável para ele.

Plash, plash, ninguém nunca lhe pedira permissão e nem tivera direito a uma "safeword", então para quê preocupar-se com esse animal, plash.

Os golpes estenderam-se por vários minutos, atingindo as costas, as nádegas e as pernas. O Duque choramingava, mas era completamente ignorado. Aborrecido, Draco, deixou o chicote de lado, sentou-se na cama, jogou o homem ao chão e retirou-lhe a mordaça.

- Quero o meu sapato a brilhar – cruzou as pernas e a Duquesa suspirou de prazer.

O escravo olhou para o jovem incrédulo.

- O meu sapato não se vai lamber sozinho – a mulher tirou a saia, ficando apenas de saltos e fio-dental.

- Estás louco se pensas que vou fazer o que me mandas – irritado, Draco pegou em dois jogos de chaves e retirou uma de cada. Levantou-se, abriu as janelas e jogou-as fora -. Agora já só fica uma de cada, pelo que se queres livrar-te desse cinto e dessas algemas e evitar situações embaraçosas… é melhor que compreendas a tua posição… es-cra-vo, meu escravo – saboreou a palavra, enquanto balançava as chaves brincalhonamente.

- Ha… haaa… Haaangeeeel - a mulher gemia de prazer, acariciando os seios com uma mão e deslizando a outra para a região sul do seu corpo, até chegar ao seu destino e fugir para debaixo do fino e translucido tecido rosa do fio-dental.

O Duque engoliu a raiva que sentia pela sua esposa, que o havia colocado naquelas circunstâncias e abriu a boca, para de seguida deslizar o seu húmido apêndice pela longitude do sapato do belo, sedutor e arrogante modelo. Sim, claro que sabia quem aquele jovem era! Afinal o seu rosto estava estampado nas capas de revistas e agora nos posters das paragens de autocarro. A jovem e misteriosa estrela em ascensão. Angel, o anjo que desceu à Terra segundo a presidenta do seu clube de fãs.

- Suficiente! - Draco levantou-se e retirou-lhe o cinto de castidade – De joelhos! - ordenou com um tom de voz que quase fez com que o Duque se corresse ali mesmo, sem necessidade de estimulação alguma.

Os pensamentos do escravo corriam selvagens. "Será que me vai ordenar chupá-lo?" o homem sentiu a sua ereção dar um pulo de excitação.

O loiro deu meia volta e inclinou-se para pegar novamente nas velas e no isqueiro, deixando à vista do casal uma panorâmica perfeita da sua retaguarda coberta pelas elegantes e desportivas calças cinza ajustadas de marca Ralph Lauren.

A Duquesa excitada introduziu dois dedos na sua vagina e gemeu escandalosamente. O loiro sentiu um arrepio frio na espinha, algo lhe dizia que definitivamente não era uma boa ideia olhar na direção da mulher naquele preciso momento, pelo que permaneceu de costas durante mais tempo do que era realmente necessário. Esperando no seu âmago, que quando se virasse fosse o que fosse que a baleia estivesse a fazer já tivesse finado.

O Duque ao constatar que o jovem não parecia decidido a encarar a situação que decorria atrás de si, levantou as mãos ainda algemadas e tentou tocar as nádegas do menor, mas tal ação não passou despercebida para Draco, que ao sentir uns dedos roça-lo, golpeou a mão perpetradora com a própria.

- Quem disse que estava permitido tocar?

- Angeeeeeeeel – gritou a Duquesa extasiada e inundada pelas sensações que o orgasmo lhe causara.

Draco travou, tinha-se esquecido qual era razão pela qual ainda não se tinha voltado a virar para aquele lado do quarto anteriormente. O jovem optou por ignorar o que acontecia e retornar aos seus afazeres. Acendeu uma das velas e deixou a cera cair em cima do pénis do Duque, que choramingava de prazer e implorava para parar, sendo ignorado por completo.

O loiro pegou na chave das algemas e numa trela.

- Hora de passear o cachorrinho, não é mesmo, Puppy? - enganchou a trela na argola do colar de couro e retirou as algemas.

Por um tempo Draco alternou entre passear o cachorro e montar o poney. O Duque parecia ter perdido a inibição e desfrutava de ser submetido por um dominador de tal beleza. O homem foi obrigado a sentar-se, sem imaginar o que se seguiria.

- Haaaaaaaa... - Draco colocou um pé sobre o membro do escravo e fez pressão.

- Parece que o Duque gosta que lhe pisem o Júnior – um sorriso sádico aflorou no rosto angelical. Era como ver a queda do anjo Lúcifer em pessoa.

Draco sentou-se e retirou os sapatos, já descalço chamou o seu escravo. O homem gatinhou até Draco e este começou a esfregar a ereção do homem com um dos seus pés. O Duque estava prestes atingir o orgasmo, quando foi abandonado, pelo que fez um som insatisfeito. O loiro pegou num anel e colocou-o no pénis do homem. A pressão impedia-o de atingir a ejaculação.

- Perfeito, Angel! Tal como se esperava. É o bastante – disse a Duquesa.

- Se o serviço está completo, retiro-me.

- Ah! Não, Angel querido, ainda agora começámos – Draco ergueu uma fina sobrancelha -. O melhor vem agora – a mulher levantou-se e tirou o fio-dental. O loiro ao entender o que Duquesa pretendia, engoliu em seco.

A mulher avançou até ao seu esposo e disse-lhe algo ao ouvido, recebendo um assentimento. A Duquesa deitou-se na cama com o que ela pensava ser uma pose sedutora e passou as mãos pelo corpo como convidando o jovem a unir-se a ela no leito.

Constatando que não havia forma alguma de escapar daquele seu destino, Draco retirou as suas roupas lentamente, tentando atrasar o momento decisivo o máximo possível. Mas o Duque desesperado por conseguir um maior contacto com aquele corpo de pecado começou apressá-lo e logo a sua esposa juntou-se às suas demandas, pelo que Draco terminou de desnudar-se e aproximou-se à gigantesca cama.

Subiu um joelho sobre a cama e quando estava prestes a colocar o outro e por fim ajoelhar-se sobre o leito, foi puxado pela mulher que o abraçou fortemente pegando-o ao seu ventre proeminente e brando, Draco conteve o vómito que lhe subiu à boca ao mesmo tempo que o homem o abraçava pelas costas, formando uma sandwich e de seguida sentiu a ereção do Duque roçar o vale entre as suas nádegas.

O loiro engoliu a indecisão e retomou a sua atitude sedutora.

- Em algum momento vão ter de me soltar, caso contrário não vou conseguir mover-me para poder satisfazê-los – fez um gesto de vai e vem roçando-se nos seus interlocutores, que o soltaram rapidamente.

A Duquesa afastou as pernas ávida por ser penetrada e completamente lubrificada pelas suas atividades anteriores. Draco gatinhou até colocar-se de gatas sobre a mulher e de costas ara o esposo da mesma. Estando consciente das personalidades dos seus atuais clientes, optou por colocar a sua mascara de dominador e fazer uso da mesma.

- Deve preparar-me, Duque – arrebitou o rabito e balançou-o para os lados -. Senão não vai conseguir entrar.

Para exemplificar chupou o dedo médio para deleite da Duquesa, que deslizou as mãos pelo corpo de Draco e retirou a mão do mesmo e substituiu-a com a sua. Uma vez bem húmidos, Draco pegou na mão da mulher e dirigiu-a ao anel de músculos que resguardavam o seu reto. A mulher circulou a entrada com lentidão torturante e adentrou um dedo inteiro até ao nó com gula. O Duque sentiu um puxão na sua ereção ainda reclusa pelo anel ao visualizar o espetáculo que decorria à sua frente.

Draco tinha escondido o rosto no peito da Duquesa, não querendo ser consciente do que o rodeava, quando sentiu uma sensação nova e húmida no seu traseiro. O homem não aguentando mais a tentação havia enterrado o nariz no vale que conformava a fenda entre as nádegas do modelo e lambia com gosto o anel de músculos, enquanto o inquieto dedo da sua esposa se movia dentro do adolescente.

Uma língua travessa adentrou-se no reto de Draco, que ergueu a cabeça com surpresa e sem conseguir conter um gemido repentino. Envergonhado, o loiro mordeu os lábios e negou-se teimosamente a deixar sair mais daqueles sons que haviam encantado os seus clientes.

A Duquesa deslizou um novo dedo e acidentalmente esfregou o ponto de prazer de Draco que mordeu o lábio inferior até sangrar. A mulher sentiu algo húmido no seu peito e ergueu a cabeça do modelo para ver uma gota de sangue que deslizava sensualmente em direção ao queixo do menor. Lambeu o sangue até aos lábios de cereja onde deixou um beijo casto, enquanto encarava as surpreendidas gemas prateadas.

Não sendo imune ao prazer que a exploração à sua cavidade anal estava a despertar, Draco sentiu uma onda de prazer recorrer a sua coluna e espalhar-se através do seu pénis ereto. A Duquesa ao sentir a dureza no seu estômago, quando o menor cedeu à exaustão das suas extremidades e colapsou sobre ela, agarrou a ereção com firmeza e começou a masturbar o loiro, que fechou os olhos com força.

Passados alguns minutos, o Duque ergueu-se e puxou os dedos da mulher para fora do ânus do modelo, obrigando-o a posicionar-se entre as pernas da Duquesa, que dirigiu o membro do menor aos seus lábios vaginais e colocando-se atrás do loiro, penetrou-o. A estocada foi rápida e profunda, causando uma reação em cadeia que levou o loiro a adentrar-se na cavidade vaginal da mulher.

Os movimentos foram se alternando, dentro, fora, dentro, fora. Draco focou-se apenas na sensação prazenteira que rodeava a sua ereção e nos movimentos certeiros que o Duque realizava contra a sua próstata, pela primeira vez estava realmente a sentir algo mais que a já familiar e habitual dor. Pelo que não querendo estragar os esforços que o levaram àquela situação onde já não sentia nojo de si mesmo, momentaneamente, fechou os olhos e pensou que quem o tomava era a sua paixão secreta e que a sensação sobre o seu pénis era mão do seu amado a masturbá-lo.

O loiro deixou-se levar pela imaginação e o prazer, começando a gemer livremente pela primeira vez essa tarde. Satisfeito o Duque mudou de ângulo querendo agradar o jovem modelo que se entregava a ele sem restrições.

A Duquesa sentindo-se ignorada pelos dois homens no quarto, levantou as costas com dificuldade e passou os braços pelos ombros do adolescente unindo as suas mãos atrás do pescoço albino, que começou a beijar suavemente. O homem decidiu unir-se a ela e beijava o pescoço do lado oposto ao da sua esposa. Draco deixou-se afogar nas sensações e começou a rebolar a cintura na direção do membro perfurante.

- Haaaaaaaaa… mais… haa... haaa… mais fundo… - o Duque empurrou as costas do loiro, forçando a sua esposa a deitar-se e o jovem sobre ela, saiu do interior do modelo para entrar de uma estocada só, dura, rápida e certeira – Haaaaaaaa – um gemido mais alto e escandaloso foi emitido desde o mais profundo do peito de Draco.

O Duque sorriu com luxuria e repetiu o movimento uma e outra vez. Saindo completamente do reto do loiro e entrando abruptamente. As estocadas selvagens arremetidas contra o menor eram repetidas pelo mesmo contra a vagina da baleia que gemendo cada vez mais alto opacou os gemidos de Draco. Uma, duas, três estocadas e o homem correu-se dentro do loiro e este no interior da Duquesa, colapsando exausto sobre a mulher.

O Duque saiu do interior do loiro e abandonou o quarto com uma expressão de autêntica satisfação no rosto. Ao escutar a porta bater, Draco levantou-se com dificuldade e sentou-se ao lado da mulher.

- Angel, isso foi demais. Já não me lembro da última vez que senti tanto prazer – a Duquesa levantou-se da cama e caminhou até à porta do quarto -. Definitivamente, vamos repetir... o que pensas de fazermos uma sessão por mês? E talvez umas mais… só para nós os dois? - abriu a porta e saiu, fechando-a de seguida.

-oOo-

Sozinho no quarto, Draco sentiu o avassalador odor a sexo no ar, pelo que toma consciência dos acontecimentos. Havia estado tão focado em ignorar com quem estava que tinha de facto sentido prazer. O loiro sentiu uma avalanche de sentimentos negativos embargá-lo e asfixiá-lo. Com nojo, Draco levantou-se para ir ao quarto de banho, mas acabou por vomitar antes de o conseguir alcançar.

O imaculado piso de mármore, estava agora contaminado com a sua sujidade e impureza, todo o quarto o estava, mas o mais contaminado era ele. Deprimido e destruído mentalmente, Draco chegou ao quarto de banho e agarrou no rolo de papel higiénico.

Ajoelhou-se com dificuldade e sentiu uma pontada de dor ao fundo das costas. Procedeu a limpar o desastre que o seu vómito causara, pois não podia deixar nenhuma evidência do seu momento de fraqueza, já fosse por fazer parte do regulamento da agência, quer fosse para tentar reunir os cacos do seu orgulho como Malfoy e como membro da nobre casa de Slytherin. Pode que ninguém no mundo muggle o soubesse e que fosse desprezado no mundo mágico, mas apesar tudo, Draco ainda sentia orgulho por alguma vez ter sido uma serpente. Pois uma serpente luta contra a adversidade, tal como ele o está a fazer nesse momento e um Malfoy nunca cede contra ninguém e nunca desiste, encontra sempre uma alternativa. E ele é um Malfoy, pelo que encontrará um meio de subsistir naquela sociedade corrupta que é a industria do sexo.

-oOo-

Draco remexeu-se na cama, constatando que não podia dormir, levantou-se e foi à cozinha para preparar um copo de leite quente. Ísis havia-lhe contado que esse era remédio santo para combater a insónia.

Sentou-se à mesa com o copo entre as mãos e tentou pensar em algo que não fosse o que ocorrera essa tarde, mas já sabem como é, quanto mais pensas que não queres pensar sobre algo, mais pensas sobre isso.

"Como pude cair tão baixo? Se os meus amigos alguma vez descobrissem, muito provavelmente virariam-me as costas" Draco ergueu o copo com mãos trémulas e bebeu um gole, "mas não é como se alguma vez os fosse voltar a ver..." deprimido baixou o copo e limpou as lágrimas traiçoeiras, que lutavam por escapar dos poços de prata fundida que eram os seus olhos. "Tenho de deixar de me apegar a um passado que nunca retornará. Além disso, mesmo se voltasse que futuro teria? Um mago fértil corrompido… a virgindade é sagrada para um mago fértil, era o meu dever e obrigação chegar puro ao matrimónio".

O corpo frágil e abatido rendeu-se aos soluços agoniados do jovem.

"Perdi o meu valor e a minha dignidade. Tenho sorte de só atender muggles, pelo menos não há risco de engravidar. Que futuro teriam os meus filhos? O que é que vou fazer? De qualquer modo a única forma de eu poder ter filhos é dando-os à luz eu mesmo e nenhum mago no seu perfeito juízo me aceitaria… ainda mais sabendo que os meus filhos nunca poderão pisar o mundo mágico, como parte da minha condenação. Vou ficar só para sempre. Nunca ninguém me amará" pouco a pouco, Draco ia caindo mais profundamente numa espiral de sofrimento, depressão e falta de auto confiança.