O TESTE DO SIRIUS – Tradução da Fic Original Sirius'Quiz, da Bellatrix13. (História original no meu perfil.)
Disclaimer: Os personagens são da JKR. A autora pegou emprestado. E os créditos da história são todos dela. Eu apenas traduzi para nossa própria diversão.
Sinopse: "Eu tenho um teste" - Sirius respondeu inocentemente - "Que eu gostaria que você fizesse. É realmente interessante, James, e eu acho que traria benefícios mentais e psicoemocionais para você." – Tradução.
Capitulo 4 – Aquele em que o Dumbledore faz o teste.
No último capítulo:
James cantou uma última poesia desritmada numa linha de música: "Sua pele é tão branca que parece rosa e eu gosto de rosa..."
Lily rolou os olhos nervosamente e pousou as mãos no quadril. "Nossa, muito romântico, Potter" - ela sibilou de repente, se afastando com passos largos e berrando com os primeiro-anistas.
James desfaleceu. "Ela me ama!"
Sirius gargalhou. "Claro, James, isso está irradiando dela."
"Você está sendo sarcástico?" – James perguntou agressivamente empurrando ameaçadoramente seu amigo.
"Talvez eu esteja" – Sirius respondeu despreocupadamente, empurrando James de volta, grosseiramente – "Mas talvez, eu não esteja..."
"O QUE" – uma voz alta irrompeu – "É ESSA BAGUNÇA?"
Os ouvidos de Sirius choraram de dor. "Hum...Diretor, não é preciso gritar. Nós estamos bem aqui."
"ESSA BAGUNÇA" – o diretor gritou novamente – "O QUE É ESSA BAGUNÇA?"
"Não tem bagunça nenhuma, senhor" – James disse, quando qualquer sinal de bagunça desapareceu da vista so excêntrico diretor.
"Nenhuma bagunça? Como pode não haver nenhuma bagunça? Eu ouvi gritos, um sinal claro de bagunça."
"Não precisa gritar, senhor" – o garoto de cabelos negros e bagunçados anunciou, um pouco confuso.
"Foi apenas Lily Evans" – Sirius informou (um olhar sonhador brilho no rosto de James).
Para crédito da garota, até Dumbledore pareceu um pouco assustado, uma ruga de apreensão cresceu entre suas sobrancelhas, competindo com o olhar horrorizado em seu rosto. "Ela esteve aqui? Mas minha informação interna era de que ela estaria no primeiro andar para tomar o café da manhã, depois iria para o sétimo andar para assistir Aritmancia, depois para o nono andar para a aula de Feitiço, então voltaria ao primeiro andar para almoçar e depois viria para o sex..." – ele parou de repente – "Ah, não! Ela está vindo para cá agora. Me escondam, rápido, e eu farei qualquer coisa que pedirem!"
Sirius e James trocaram olhares tão maldosos que quase fizeram Dumbledore reconsiderar sua proposta.
Quase.
Bastou pensar em Lily Evans para que Dumbledore se mantivesse firme no acordo.
Então, 16 segundos depois, os três homens estavam espremidos dentro de um armário de vassouras, cada um sentado em um balde virado de cabeça para baixo. Os garotos estavam sentados á frente de Dumbledore, fixando seus olhares no ancião. Dumbledore inquietou-se, pensando no que ele tinha se metido, e se conseguiria subornar os estudantes com drops de limão.
"Acho que eu usei esse mesmo armário há muitos anos atrás" – ele disse, uma vez que o silêncio instalado se tornou insuportável – "Entretanto, acredito que tenha sido por um motivo bastante diferente."
Sirius sentiu vontade de vomitar – uma sensação que estava se tornando bastante familiar para ele.
"Então, o que vocês irão querer?"
O garoto de cabelos negros pensou por um instante e sorriu. "Eu acho que nós dois sabemos o que gostaríamos que fizesse, Sr. Dumbbie."
"Nós sabemos" – James concordou, os pensamentos de Dumbledore respondendo ao teste dançando em sua mente – "Diga a ele, Sirius."
"Nós gostaríamos que você..." – Sirius disse dramaticamente – "...fizesse todas as garotas usarem biquínis durante as aulas!"
Dumbledore e James o encararam.
Finalmente, James se manifestou. "Não, não queremos!" – ele parou um instante – "Embora não fosse uma idéia ruim..."
"Graças a Merlin!" – Dumbledore murmurou fervorosamente. Os garotos observaram enquanto o diretor começou a tremer a cabeça e balbuciar coisas como 'aula...Minerva...biquíni...'.
Sirius começou a sentir o estomago embrulhando novamente e, com rapidez, voltou a se concentrar no que iria pedir. "Ok, isso não. Alguma idéia, James?"
"Sim" – James deu um estalo – "Senhor, nós queremos que responda ao teste do Sirius."
Dumbledore olhou um pouco suspeito. "Um teste?"
"Yep."
"Um...teste?"
"Aham."
"Um...teste."
"Isso está ficando um pouco repetitivo."
"Ah" – Sirius murmurou – "Nem me fale sobre dejá vu."
"Muito bem" – Dumbledore disse, pensativamente – "Eu quase gosto da idéia de vocês dois me aplicando um teste."
Sirius se virou para o melhor amigo. "Ele gosta da minha idéia! Eu não sou esperto?"
James o encarou, seus olhos se contraindo um pouco. "Ah, Sirius, queria eu ter tido essa idéia."
"Podemos começar?" – Dumbledore perguntou animado, indiferente a tensão que se passava.
"Podemos" – Sirius disse pomposamente, alcançando um pedaço de pergaminho, uma pena e um pote de tinta. "Primeira pergunta: eu vou te dar uma lista de cinco animais e quero que você os escreva por ordem de sua preferência. Os animais são: porco, tigre, ovelha, vaca e cavalo."
"Interessante" – Dumbledore disse, escrevendo no pergaminho.
"Leia em voz alta" – Sirius pediu – "James não sabe ler."
O garoto em questão sibilou nervosamente – "Posso sim!"
Dumbledore inclinou a cabeça simpaticamente, dando um tapinha na cabeça de James. "Eu entendo, criança. Não é sua culpa. Entretanto, vou pedir a Minerva que o ajude a aprender. É importante que você o faça."
"Mas...mas eu sei!"
"Tudo bem, tudo bem" – o ancião disse. "Eu sei que você sabe ler" – ele deu a James uma piscada notável – "Eu vou...ler em voz alta para meu próprio divertimento, pode ser?"
"Ótima idéia, senhor" – Sirius disse, sorrindo.
"Agora" – Dumbledore disse autoritariamente – "Eu escrevi cavalo em primeiro, porque é o único animal que nunca atacou a mim ou á minha família."
Então, veio um longo silêncio de James e Sirius.
"Depois, eu escrevi vaca, devido ao um infeliz acidente quando eu era criança. Minha família e eu estávamos em férias de família, numa pequena fazenda no interior e a capa do meu pai prendeu no sino de uma vaca que estava sentada. Então, quando tentamos fazer a vaca se levantar, a capa do meu pai acabou voando, junto com a vaca. Infelizmente, mau pai não estava usando cuecas naquele dia."
Houve outro silêncio desconfortável.
"Sem dúvida, ele é maluco" – Sirius sussurrou para o amigo – "Ele deveria fazer umas sessões de terapia."
"Eu estou bem aqui, sabia" – o homem barbado disse, solicitamente.
"Adorável."
"Bem, continuando, eu escrevi porco, porque um deles pulou em mim na mesma fazenda e arruinou minha roupa de pomos de ouro favorita. Depois, eu escrevi ovelha, porque naquela mesma fazenda, um aparelho de tosquiar carneiros acidentalmente cortou a barba do meu pai" – Dumbledore fez uma pequena pausa e estremeceu – "Na verdade, eu tenho pesadelos com isso acontecendo com a minha barba."
Sirius o encarou. "Mas que homem pobre, velho e perturbado que o senhor é" – informou ao diretor.
"Bem, rico, na verdade" – ele disse brilhantemente – "Continuando. Eu escrevi tigre por último porque, por algum motivo incompreensível, um deles atacou meu irmão Aberforth, na ultima vez que tivemos uma viagem em família e ele se lembrou de que era um bruxo no ultimo instante e empunhou a varinha. Porém, o tigre mordeu um pedaço da varinha, ao invés de morder o rosto do meu irmão e depois o tigre começou a engasgar com p pedaço de pena de fênix que tinha lá dentro."
"...fascinante" – James disse.
"Escreva uma palavra para descrever um cachorro" – Sirius continuou.
"Malvado" – Dumbledore disse firmemente. "Quando eu era um jovem garoto de 52 anos, um deles me mordeu na nádega esquerda."
A urgência em vomitar novamente atacou Sirius.
"Deixou uma cicatriz" – Dumbledore continuou – "Vocês gostariam de ver?"
Sirius quase não conseguiu evitar gritar 'MERLIN, NÃO!' e apenas respondeu - "Eu passo."
"Escreva uma palavra para descrever um gato" – James rapidamente interrompeu, também se sentindo um pouco enjoado.
"Quente" – Dumbledore disse, pensativamente.
Sirius e James o olharam, esperando uma explicação.
"Eu acidentalmente incendiei meu gato" – ele explicou. "Há muitos, muitos anos atrás" – ele enxugou uma lágrima nos olhos – "Foi...foi meu primeiro sinal de magia, como um bebê, naturalmente."
Sirius se sentiu mais uma vez enojado.
"Ele estava tão quente" – Dumbledore continuou – "Que acabou me dando esta pequena cicatriz no joelho...vê? Um mapa perfeito do metrô de Londres, para falar a verdade."
James e Sirius se inclinaram, mas por mais que eles virassem a cabeça e olhassem e mudassem de posição, a cicatriz apenas parecia uma bolha peluda.
"É...perfeito" – James mentiu.
"Uma palavra para rato?" – Sirius perguntou.
"Vil. Sabe, quando eu era um jovem de 30 anos, um pequeno rato..."
"Pode parar, senhor" – James rapidamente interrompeu – "Eu não quero saber."
Sirius abriu a boca para fazer a próxima pergunta, mas ao se lembrar qual era, disse "James, conferência."
"Ok" – James concordou – "O que é?"
"A pergunta cinco. Devemos fazer?"
"Eu não sei" – James disse pensativamente – "Ele é velho."
"Eu ainda estou aqui, vocês sabem" – Dumbledore disse solicitamente.
"Sim" – James concordou.
Sirius se virou para o diretor. "Escreva uma palavra para descrever o que você pensa sobre café."
"Pode ser mais do que uma?" – o homem perguntou esperançoso, a pena posicionada.
"Acredito que sim" – o garoto Potter concordou.
"Excelente! Agora, eu escrevi 'muito quente e apreciado, mas embora eu tente conseguir muito dele, Minerva não me deixa fazer isso tão freqüentemente."
James franziu o cenho. "Isso foi bem mais do que somente..." – de repente o significado das palavras de Dumbledore fez sentido – "Puta merda!"
A urgente vontade de vomitar voltou novamente, mais forte do que nunca.
Com a voz esganiçada, Sirius continuou "E-escreva...escreva uma palavra para d-descrever o o-oceano."
"'Ótimo!'"
James assumiu – "Eu vou te dar uma lista de cores. Para cada cor, que euro que você escreva a primeira pessoa que vier a sua mente, mas elas têm que te conhecer. Primeiramente: amarelo."
"Amarelo, amarelo" – Dumbledore ponderou – "Foi a cor favorita do amor da minha infância. Rosier, era o nome dela."
Sirius guinchou, um pouco alto, e James pensou ter ouvido as palavras 'vassouras' e 'perto demais' da boca do amigo traumatizado.
"Laranja" – James rapidamente interveio antes que o trauma de Sirius se tornasse permanente.
"Oras, o Sr. Black aqui, claro" – Dumbledore riu – "por causa da vez que ele ficou passeando pela escola por uma semana inteira de cabelos laranja!"
Sirius lamentou em voz alta – "A caixa dizia que era mel-castanho avermelhado."
"Bem, doçura, você passou muito longe do avermelhado" – James gargalhou.
Dumbledore se juntou a James e os olhos de Sirius de encheram d'água.
"Você está chorando, cara?"
"Não. Eu não estou chorando. Por que eu estaria chorando? Você alguma vez me viu chorando antes? Não existe motivo nenhum para eu chorar, então, por que eu estaria chorando?"
"Ahn...não sei. Ok, Dumbbie, próxima cor. Vermelho."
Dumbledore deu uma olhada cautelosa para a porta e para onde a assustadora obsessiva ruiva deveria estar correndo pelos corredores. "Lily Evans" – ele sussurrou, a voz dele parecendo um pouco amedrontada.
Felizmente, James não tinha feito a conexão entre a cor e o significado...ainda.
"Branco?" – ele perguntou, meramente dando uma olhada em seu amigo severamente traumatizado, que tremia. Porque, obviamente, é isso que se faz quando seu melhor amigo está severamente traumatizado.
"Huum. Branco. O querido Hagrid. Porque os explosivins dele de alguma forma invadiram meu escritório e eles..."
"Verde?"
"Bem, você, Sr. Potter!"
"Ahn...por quê?"
"Bem, eu entrei escondido no dormitório masculino, e tropecei na sua gaveta de cuecas que estava aberta..."
Sirius apagou num desmaio mortal, e então, um ressoante THUMP foi ouvido dentro do armário.
"...e reconheci a sua cueca verde fluorescente, James, criança."
"Isso..." - James procurou uma palavra – "Isso foi francamente errado."
Dumbledore deu de ombros. "De que outra forma eu saberia das coisas que acontecem na minha escola?"
"Não..não fuçando na nossa gaveta de cuecas!"
"Hum. Próxima?"
"Acabou, na verdade, senhor. Pronto para sua análise psicológica?"
"Sim. Sim, estou!" – o animado senhor falou (de que outro modo?) animadamente.
"Legal! Agora, na primeira pergunta, cada animal representa as prioridades da sua vida."
"Entendo" – Dumbledore disse, acenando sabiamente.
"Entende?"
O aceno dele lentamente se transformou em um balando de cabeça. "Não."
"Bem...você escreveu...você escreveu (James gaguejou enquanto tentava decifrar a escrita longa e fina) cavila, haca, porto, ovatre e lijow."
"Não" – Dumbledore interveio divertidamente – "Eu escrevi cavalo, vaca, porco, ovelha e tigre, na verdade."
"Sua letra é esquisita" – James se defendeu.
O diretor pareceu mortalmente ofendido – "Com toda certeza não é, Sr. Potter.
"É sim. Me lembra uma teia de aranha. Você é uma aranha, senhor?"
Sirius acordou atordoado apenas para encontrar James e Dumbledore se encarando.
"Você é malvado!" – o velho homem grunhiu.
"Não sou!" – James retrucou – "Você que é sensível demais!"
"Pelo menos eu não sou chamado como você...como você é chamado!"
"Isso é tudo o que você tem, coroa?"
"Coroa? A quem você está chamando de coroa, garoto? Em comparação com outros, eu sou jovem!"
"É...com Nicolas Flamel!"
"Cinqüenta pontos a menos para a Grifinória!"
Sirius desmaiou novamente.
Dumbledore reconsiderou – "Na verdade, eu gosto da Grifinória. Cinqüenta pontos para a Grifinória."
"Irado" – James disse, parecendo um pouco aliviado. Os dois homem/garoto pareceram esquecer a discussão e continuaram. "Agora, traduzindo, suas prioridades são: família, carreira, dinheiro, amor e orgulho."
"Nossa, fascinante, Sr. Potter. Continue."
Mais uma vez, Sirius acordou.
"Para cachorro, o senhor escreveu 'malvado', por causa da mordida na sua nadega esquerda..."
"Você parece estar duvidando. Devo mostrá-la para você?"
E então, Sirius tinha ido de novo.
"Não, obrigado, eu acredito agora. De qualquer forma, é a sua própria personalidade."
Dumbledore pareceu um pouco chateado. "Eu..eu não sou malvado" – ele gaguejou – "S-s-sou?"
James viu a oportunidade de ganhar mais alguns pontos (na verdade, pontos para sua casa). "Não, é claro que não, senhor. Isso aqui é só um teste estúpido que deve ter sido inventado pelo Sirius. Muito provavelmente não acerta sobre tudo."
O diretor espantou uma lágrima. "Obrigado, menino. Dez pontos para a Grifinória."
O garoto de cabelos bagunçados mal se importou em mostrar que estava orgulhoso. "Pronto para continuar, senhor?"
"Eu devo perguntar isso, não você, seu idiota!" - Sirius reclamou, tendo milagrosamente voltado a viver. "Este é MEU teste, não seu, seu ladrão!"
Dumbledore começou a cantarolar para ele mesmo enquanto cobrias as orelhas com as mãos, numa exibição barulhenta de falsa ignorância e favoritismo. "Terminaram, crianças?"
"Sim" – Sirius disse arrogantemente – "Agora, podemos continuar?"
"Cala a boca com esses 'podemos', Sirius. É irritante, cara."
"Eu não posso fazer tal coisa!"
"Sim, pode sim. Que saco! Eu disse 'pode'. É como uma maldita praga!"
Dumbledore voltou a cantarolar.
Dez minutos depois:
"Ok, Sr. Dumbbie" – Sirius disse animado, por ter ganhado a discussão sobre quem iria 'analisar psicologicamente o Dumbbie primeiro'. "Para gato você escreveu...desculpa, eu devo ter me esquecido. Refresque minha memória, por favor?"
"Pfff" – James zombou – "E você se chama o mestre do teste? Você é péssimo nisso! Você nem consegue se lembrar do que ele escreveu!"
"Ah, é? Então me diga você o que ele escreveu!"
"Ahn..."
"Eu escrevi 'quente'" – Dumbledore disse educadamente.
"QUENTE" – James gritou com orgulho – "Ele escreveu quente."
"Ele acabou de dizer isso, imbecil!"
"Mas eu disse primeiro!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
Outros dez minutos depois...
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Não disse!"
"Disse sim!"
"Você que sabe, James!" – Sirius disse sorrindo.
James fez uma careta. "Por que isso sempre acontece COMIGO?"
"Porque você é muito idiota!"
Ele deu de ombros. "Faz sentido, eu acho."
"Excelente. Agora, Sr. Dumbbie, você escreveu 'quente' para gato e isso...é...hum...supostamente a característica da sua esposa."
Houve um longo e perturbador silêncio. (Obviamente, entretanto, não do ponto de vista de Dumbledore; meramente do ponto de vista de Sirius e James).
"Incrível!" – Dumbledore se agitou – "Tomara que ela seja!"
Sirius grunhiu e apagou mais uma vez, deixando um James muito satisfeito em retomar a direção do teste.
"Para descrever rato, o senhor escreveu..."
"Vil, meu querido garoto. E devemos chamar Poppy? O Sr. Black aqui parece estar desmaiando muito..."
"Nah, não esquenta. De qualquer forma, seu rato é, consideravelmente, seu inimigo. Então, seu inimigo é vil."
Dumbledore engasgou. "Ele é? Voldemort, seu bastardo..."
"Hum...senhor, meu nome é James."
"Ah, sim, eu sei."
"Então, por que me chamou de 'Voldemort'?"
"Não chamei!"
"Chamou sim. Você disse 'Voldemort, seu bastardo'."
"Eu estava falando com Voldemort, não com você!"
"V-Voldemort está aqui no ar-armário?"
"Claro que não."
Alivio. "Então por que você estava falando com ele?"
Confusão. "Eu...eu não sei. Eu acho. Eu estava falando com o...dele...eu não sei! Eu estava sendo dramático, ok? Próxima!"
"Tudo bem, tudo bem. Não precisa tirar as calças e pular em cima?"
Sirius, que tinha acordado novamente do seu 'cochilo', quase desmaiou novamente, mas ao invés disso, resolveu se ocupar com o teste, tentando distrair a mente da imagem perturbadora de Dumbledore usando cuecas cor-de-rosa. "Para café...você escreveu...?"
"Muito quente e apreciado, mas embora eu tente conseguir muito dele, Minerva não me deixa fazer isso tão freqüentemente" – Dumbledore leu o que tinha escrito.
"Certo, ótimo. Bem, essa pergunta fala sobre sua vida sex..."
Entendendo o significado das palavras de Dumbledore, Sirius prontamente caiu num desmaio misericordioso.
James, pela décima segunda vez, rolou os olhos e assumiu o teste. "Essa pergunta fala sobre a sua vida sexual." Então, finalmente, ele entendeu as palavras do diretor. "AAAAAARGHHH! QUE NOJOOOOO!"
E então, ele também caiu desmaiado no chão, deixando um confuso Dumbledore sentado em seu balde de cabeça para baixo.
Meia hora e trinta e quatro balas de limão depois:
"Onde estou?" – Sirius perguntou atordoado, finalmente voltando à vida. Ele viu Dumbledore e deixou escapar um grito agudo, apenas para desmaiar novamente. O grito dele acordou James, que tinha favoravelmente esquecido dos acontecimentos anteriores.
"Onde estamos?"
"Café" – Dumbledore disse educadamente.
"Ah. Agora a palavra para descrever oceano...?"
"Ótimo."
"Bem, é isso o que o senhor pensa sobre a vida."
"Eu acredito que minha vida seja ótima mesmo" – Dumbledore disse com uma ponta de arrogância na voz, enquanto ele falsamente analisava seus fios de cabelo branco.
"Hum...claro. Certo, agora, para amarelo, você escreveu...Rosier?"
"Sim."
Sirius acordou e conseguiu não desmaiar novamente. James comentou o evento e Sirius ganhou um tom de vermelho escuro e protestou.
"Eu não desmaiei" – ele se defendeu.
"Hum...é, você desmaiou sim, cara."
"Não desmaiei. Eu-eu-eu apaguei. Existe uma grande diferença."
"Hum...você desmaiou."
"Não desmaiei!"
"Desmaiou!"
"Não desmaiei!"
"PAREM com essa DISCUSSÂO!" – Dumbledore gritou.
Silêncio.
"Certo" – Sirius disse, controlando a situação – "Para amarelo, você escreveu a querida Rosier."
"Aham."
"Ela é alguém que você nunca vai esquecer."
Dumbledore levantou as sobrancelhas, mas antes que pudesse dizer alguma coisa que marcasse profundamente os garotos pelo resto da vida, Sirius rapidamente interrompeu.
"Para laranja, você escreveu a mim. Essa pessoa é sua melhor amiga..." a voz dele ficou esganiçada – "O que é ligeiramente estranho, já que as únicas vezes que nós eventualmente conversamos é quando eu sou mandado para o seu escritório."
"É, é bastante peculiar" – Dumbledore concordou – "Agora, vermelho?"
"É..você escreveu Lily Evans."
Dumbledore mal conseguiu esconder um estremecimento de medo.
"Essa pessoa é alguém que.." – James assumiu – "Alguém que você am...O QUE? VOCÊ AMA A LILY?"
"O QUE?" – Dumbledore se surpreendeu.
"SEU DOENTE!" – o garoto de cabelos ondulados levou o pulso para traz e, furiosamente, o chocou contra o diretor.
Houve outro longo silêncio.
O qual, previsivelmente, foi quebrado por Sirius.
"Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! Briga! Briga!"
"Cala a boca!" – James gritou, porque seus nervos não agüentavam mais as irritações incessantes de Sirius. Ele balançou o pulso quando os olhos se encheram de lagrimas. "Merda, isso realmente machuca!"
"É, cale-se, Sirius" – Dumbledore concordou sarcasticamente, aparentemente ignorando o último comentário de James. Seus olhos de azul cristal estavam mergulhados em lágrimas enquanto ele falava, gentilmente cobrindo o olho machucado com a mão.
James pareceu, apenas naquele momento, entender quem ele tinha acertado. "Droga! Eu quero dizer...drops. E quis dizer...d-d-desculpa?"
"Desculpado" – Dumbledore fungou, massageando lentamente seu olho – "Branco?"
"Para branco você escreveu Hagrid... ele é a sua alma-gêmea."
"Humm" – Dumbledore considerou – "Eu nunca imaginei que minha alma gêmea fosse tão grande."
Sirius levantou uma sobrancelha, mas continuou. "Para verde você escreveu... o James aqui. Que é alguém que vai deixar uma marca na sua vida."
Dumbledore apontou para o roxo em seu olho. "Eu não tenho a MENOR idéia de que marca seria essa."
James assobiou inocentemente.
"E essa" – Sirius anunciou – "Foi a sua análise psicológica!"
"Soberbo!" – disse o velho homem. Ele se avançou um pouco com o balde em que estava sentado, e apoiou uma mão nos ombros de James e a outra em seu coração. "Oh...isso foi realmente bom, não foi? Exatamente onde, é o que importa" – ele se referiu ao coração de James. "Eu estou realmente feliz de termos tido a oportunidade da fazermos isso, um com o outro" – ele concluiu sinceramente.
Sirius e James viraram suas cabeças para a porta, horrorizados, quando ela abriu em um clarão de luz. Anthony Chang e Priscilla Huang estavam de pé, na frente deles, de mãos dadas e bocas abertas em choque, horror e repulsa. Eles tinham, ao que parecia, se aproximado do armário no pior momento possível e ouviram as últimas frases de Dumbledore.
Os olhos de Sirius se alargaram. "Eu posso explicar."
N/T: Desculpem a mega demora, mas eu só tive esse feriado de Páscoa para conseguir traduzir e postar. Não sei quando vou postar o próximo porque, bem, a autora ainda não postou.
Tão logo ela fizer, eu atualizo.
Beijos e Boa Páscoa a todos!
