Esperou o dia inteiro, e finalmente a aula acabou. Foi andando para fora do colégio com Munch, Cragen e Fin. Amigos inseparáveis. Foram direto para a casa de Elliot. Gostavam de ficar lá. E... Tinham que arrumar Elliot para o "encontro", nada muito formal, mas nada que mostrasse que ele não ligava para a aparência. O que não era verdade. Elliot ligava, e muito para a aparência.
Quando chegaram à casa de Elliot, a mãe dele ficou pasma. Não tinha sido avisada que os meninos iriam para sua casa.
Mas mesmo assim sorriu para eles, e fez de tudo para que eles se sentissem bem ali. Fez mais comida, óbvio, mas de ultima hora, então não sabia se iria ficar bom. Esperava que sim.
O almoço ao contrario do que era normalmente, foi bem divertido, os meninos não paravam de falar. E na hora que Elliot se levantou, os meninos saíram correndo atrás dele pelas escadas. A mãe de Elliot estava rindo dos amigos do filho. Ela estava muito feliz por seu menino. Era estudioso, feliz e tinha muitos amigos. O sonho de todo adolescente.
Os meninos ficaram a tarde inteira decidindo sobre o que Elliot iria usar para encontrar Olivia no Central Park. E do nada o relógio apita.
17:00
Ele precisava ir. Fin, Munch e Cragen foram com Elliot, mas assim que chegassem, iriam sair, eles prometeram.
Foram conversando, até que Elliot avistou Olivia. Ela estava linda. Uma calça jeans, blusa de manga curta branca, tênis preto e com o cabelo solto, um pouco nos ombros e o resto para trás. Ela estava realmente, linda. Quando os meninos perceberam Elliot olhando para a menina, conseguiram tirá-lo do transe em que se encontrava.
_Hey Elliot! Cuide bem da nossa pequena okay? – Fin se importava muito com ela.
_Pode deixar...
Elliot foi andando de encontro a menina, mas quando ouviu um barulho vindo de trás das moitas, correu até ela.
Ela lutava contra ele. Pensava que era outra pessoa, mas quando ele disse a ela quem era, apenas o fitou.
_Ficou maluco? – ela disse, não esboçando nenhuma alegria.
_Eu... Achei que alguém viria te machucar. – ele estava preocupado com ela.
_Ah, bom... Isso é meio estranho. – ela deu um sorriso triste. – Porque normalmente eu sou a "esquisita". – ela completou dessa vez séria.
_Não pra mim. – ele a fez sentir-se segura, feliz. Como um irmão. De verdade. Alguém que cuida de você.
Assim ficaram conversando até as seis. Mas quando ele se levantou para perguntar a ela novamente sobre a cicatriz em seu rosto, ouviram uma mulher gritando por socorro. Correram até o som. E o que viram deixou-os chocados.
