Título: Caminho do Coração
Capítulo 4 – Pequeno Anjo
Harry estava sentado num puff, enquanto as crianças, dispostas uma do lado da outra no sofá, terminavam de assistir o desenho que colocara depois do lanche da tarde. Estava com um braço apoiado no sofá das crianças e a cabeça descansando em sua mão, enquanto folheava uma revista aberta sobre o colo para passar o tempo, sem prestar atenção no que estava nas páginas.
Sua cabeça girava em torno do ex-aluno de escola, que vira hoje pela manhã. Olhou as horas e notou ser quase sete da noite, horário em que as crianças iam embora. Malfoy havia falado que passaria lá na creche à tarde, mas já era noite e nenhum sinal do loiro. Certamente ficara preso no trabalho.
O desenho terminou exatamente como programado e tratou de ajudar os pequenos, agora tranqüilos e sonolentos, a vestirem as capas de frio. Ajoelhou e chamando um por um, colocou os casacos neles, arrumando para não embolar a roupa, deixando-os mais confortáveis e protegidos.
- Hora de formar o trenzinho – avisou calmamente e estendeu a mão a Léo, o primeiro da fila, os levando para a sala principal.
Momentos depois, os pais começaram a chegar e a levar os filhos, assim como os que eram entregues em suas casas também partiram. Meia hora depois, só estavam os que ali trabalhavam e seus respectivos filhos, brincando com alguma coisa.
Com um suspiro, que para Remus pareceu de decepção, Harry se acomodou numa poltrona e apoiou o cotovelo na perna, apoiando o queixo na palma da mão e passou a contemplar o filho, que desenhava numa mesinha a sua frente.
Hermione estava na sala da enfermaria, tratando de guardar as coisas, pois alguns alunos haviam se machucado enquanto brincavam correndo pelo jardim. Sírius estava na cozinha conversando com Crable e o ajudando na lista de compras. Os trigêmeos estavam no jardim, jogando alguns brinquedos que encharcavam, dentro da piscina, rindo ao vê-los afundando.
- Cansado Harry? – Remus sorriu, ajudando Gina a recolher os últimos brinquedos espalhados.
- Um pouco... Apesar de que hoje era dia de assistir desenho, então foi mais tranqüilo. – o afilhado respondeu, retribuindo o sorriso, não tão entusiasmado como de costume.
O sino da porta tocou e Harry ergueu prontamente a cabeça, para depois encolher os ombros e acenar a Rony, que entrava.
- Credo Harry, até parece que não gostou de me ver... – o ruivo cutucou, fingindo ofendido.
- Não é isso Rony – se defendeu, um pouco constrangido.
Lupin riu. – É que o Harry está esperando certo alguém que ficou de passar aqui hoje à tarde e até agora não chegou.
- Não é verdade! – o moreno negou prontamente e ficou corado, não acreditando que Remus o estava jogando numa situação comprometedora.
Imagina só, esperando aquele ex-sonserino! Como se ele fosse tão importante. O que os outros iriam pensar? Nunca esperou por ele antes, pra falar a verdade, chegava a rezar para não cruzar com ele em cada troca de sala, quando tinha a graça divina de não ter aula com a turma dele. E não seria agora que ficaria o esperando. Além de que não era com ele, Harry Potter, que Draco Malfoy queria conversar, e sim com seus amados padrinhos.
Pensando melhor... O que andou fazendo nessas últimas horas, a não ser, ficar impaciente, distraído e de vez em quando olhando as horas? Oh! Não podia ser! Sacudiu a cabeça tentando negar a si mesmo que o estava esperando. Mas o que podia fazer? Ele havia mudado da água pro vinho! Havia esquecido que Malfoy existia, só se lembrou dele quando se deparou com Crable na cozinha, ontem. E ficou curioso em saber sobre o antigo rival. E depois que o viu no Ministério... Bem, foi um choque, tinha de admitir.
Gina, Rony e Remus riam da cara de Harry, o moreno ficara estranho com a menção de Lupin, agora estava travando uma batalha consigo mesmo, e fazendo caretas, hora de espanto, hora de confuso, depois de repulsa ou de incredulidade, o que era cômico.
- Harry, eu estava brincando – esclareceu Remus, com um largo sorriso de divertimento e fez cara de surpreso e curioso. – Ou é verdade?
O ex-grifinório abriu a boca para contestar, ou se defender, ou qualquer coisa do gênero, mas não conseguia pronunciar nada.
- Quem o Harry está esperando? – Gina perguntou curiosa.
- É Harry. Diz aí, quem você está esperando? – Rony perguntou cínico, abrindo um sorriso malévolo. Sabia muito bem de quem Remus estava falando, pois estivera com eles no Ministério, mas queria provocar e ouvir da boca do melhor amigo, o nome.
- Harry está esperando alguém? – viera a voz de Hermione, que adentrava a sala nesse momento, arrastando seus três filhos e seguido de Sírius.
- Harry tem um encontro? – perguntou animadamente o animago, ao ouvir a pergunta de Hermione.
Harry fechou a boca e ficou mudo, encarando feio Remus e Rony. Cruzou os braços e se afundou na poltrona, se negando falar algo mais e se enrascar de vez, visto que o amigo e o padrinho estavam doidos para se divertir a sua custa.
Remus não se deu por vencido, sorriu piscando para o afilhado e esclareceu. – É que Harry reviu um certo ex-sonserino loiro hoje pela manhã, e que quase não o reconheceu. E esse alguém disse que passaria aqui.
Todos pegaram no ar e encarando o emburrado e constrangido moreno de olhos verdes, disseram em coro, junto com o tilintar de sino.
- Draco Malfoy!
- Eu mesmo... - todas as cabeças viraram para a porta, onde, parado na soleira, estava um impressionado loiro de olhos azuis-prateados.
Harry abriu ainda mais os olhos, descruzando os braços e tombando o corpo para um lado, pois a turma estava na frente da porta, tampando sua visão. Não resistiu, e seu queixo voltou a cair.
Draco vestia uma calça de couro preta, coturno e casaco da mesma cor, que encobria sua camisa de tom azul turquesa até a altura das coxas. Totalmente oposto de sua roupa social que o vira pela manhã, mas igualmente marcante e... Maravilhoso. Em seus braços de encontro a seu tórax, havia um pequeno garotinho, tão louro quanto Malfoy, que lhe manchava as vestes escuras, pois vestia uma capa feita de soft salmão bebê, que parecia algodão de tão fofinho, com dois pompons pendurados na pontinha do corro, caído nas costas. Draco lhe pareceu mais lindo e carinhoso que nunca, com o pequeno embalado em seus braços, a cabecinha apoiada em seu ombro largo, os bracinhos frouxamente a envolver seu pescoço e os pezinhos calçados com botinas brancas penduradas. Voltou a ficar sóbrio e fechou a boca se recriminando. Aquele era Malfoy! Quis bater na própria cabeça, mas apenas se endireitou na poltrona, se escondendo atrás de seus amigos e suspirando nervoso. Conseguiu babar duas vezes no mesmo dia e pela mesma pessoa. Era lamentável!
Desculpa a demora, mas eu tive que esperar alguns exames e demorou mais que o esperado – Draco sorriu.
Entrou de vez na sala e cumprimentou a todos, os homens com um abraço. Foi até estranho ver Rony retribuindo com um sorriso, sem qualquer tipo de ressentimento dos tempos de escola. Depois Remus.
Sírius deu-lhe tapinhas no braço. - Pensei que não viria mais nos visitar.
- Andei ocupado com a empresa e o hospital – se desculpo.
Gina corou quando recebeu um beijo na face e acariciava a cabecinha do menino. – Olá Malfoy...
Na vez de Hermione ela suspirou e encarou o garotinho. – Fazia tempo que eu não via esse menino... Como ele está?
- Melhor, mas ainda visitando a pediatria – sorriu pra ela.
Quando foi a vez de cumprimentar Harry, este se levantou da poltrona, voltando a se sentir intimidado pela altura do loiro, alguns centímetros mais alto que ele. Abraçaram-se um pouco estranhos e se separaram.
Seus olhos verdes caíram ao garotinho louro e sem perceber, abriu um doce sorriso de encantamento. – É seu filho?
Draco sorriu, ao ver o moreno todo derretido por seu pequeno. – Sim, este é Merriett Malfoy, mas pode chamá-lo de Mett.
- Nome suave. Combina com ele, que parece um anjinho... Posso carregá-lo? – pediu um pouco envergonhado.
Draco entregou o menino aos braços de Harry, que o embalou com suavidade, vendo o garotinho abrir os olhos, um pouco assustado, mas se acalmar em seguida, ao ser aconchegado cuidadosamente ao corpo do moreno. Era realmente um Malfoy, rosto suave e olhos azuis-prateados como o do pai, Harry constatou, passando o dedo na bochecha pálida do menino, e notou um pouco confuso, que ele não o fitava, apenas olhava para um ponto vago em algum lugar entre seu queixo e seu pescoço.
- Papa? – o pequeno chamou.
- Estou aqui – Draco sussurrou acariciando as costas do filho. – Este é Harry. – e pegando a mãozinha do filho, colocou de encontro a face do moreno.
Harry reteve a respiração, enquanto seus olhos arregalados enchiam de lágrimas, percebendo. – Ele não enxerga? – murmurou com voz trêmula.
- Desde que nasceu... – Draco confirmou.
Harry sentiu seu peito encolher e o sufocar. O garotinho era lindo, mas pálido e de olhar vago. Tocava seu rosto com interesse e sorriu com vergonha encolhendo o corpinho, quando ele beijou as pontinhas dos dedinhos que o tocava.
Olhou ao loiro, que o fitava com um sorriso. – Preciso conversar com Sírius e Remus. Poderia ficar com ele por um tempinho Potter?
- Claro! – sorriu ainda mais.
Draco concordou com um aceno de cabeça e olhou para baixo, onde três meninos idênticos se agarravam em suas pernas.
- Tio Draco! – e sorriram irresistivelmente inocentes.
- Comportaram-se? – Draco perguntou erguendo uma sobrancelha duvidoso.
- Siiiiiiiiimm! – sorriram ainda mais.
- Nóis comeu direitinho! – disse John.
- E escovamos os dentes antes de dumir! – acrescentou Johnan.
- E não damos trabalho pra mamãe e pro papai! – terminou Jonny.
E os três riram ainda mais, quando viram a cara de brava de Hermione, que colocava as mãos na cintura, muito parecida com a senhora Molly Weasley.
- Mentindo! – ela rosnou. – Vão apanhar garotos! E não vai ter sobremesa!
Draco apenas riu e retirou do bolso interno do casaco, três pacotinhos de doces da DedosdeMel. Agachou para ficar da altura das crianças e entregou a cada um deles os pacotinhos.
- Esses são para comerem quando a mamãe deixar. Certo?
- Sim! – disseram os três abraçando-o e correram na direção de Rony, era mais sensato buscarem o pai, já que a mãe estava brava com eles.
Hermione encarou Draco com olhar nada amistoso. – Mimando meus filhos...
Depois, indicou com a cabeça para Rony em direção à porta. O ruivo a seguiu, levando os trigêmeos que deram tchauzinho com as mãos para Harry. Gina parou perto da porta, um pouco confusa se saia ou não, mas acabou por apenas acenar a todos, principalmente à Malfoy antes de sumir porta afora.
- Estaremos na cozinha Malfoy – avisou Remus antes de deixar o afilhado sozinho com o loiro e arrastar Black pelo braço.
- Ok. Logo irei ter com vocês sobre o assunto que vim tratar – concordou.
Harry ficou um pouco desconfiado com essa atitude de Lupin. Lembrava algo em seu último ano em Hogwarts.
Draco virou sua atenção ao outro garotinho que restou ali na sala. Sendo que os filhos de Sírius e Remus estavam dormindo no quartinho da soneca. Havia notado aquele menino desde quando entrou.
Léo pintava seu desenho muito entretido. Os fios negros a cair-lhe pela testa. Malfoy aproximou-se e observou o desenho. Um boneco rabiscado com traços no lugar dos braços e pernas e de cabelos preto e roupa vermelha, ao lado de um boneco menor de cor roxa e cabelo também preto. Um enorme sol marrom e uma casa verde.
- Que desenho bonito – comentou, tendo a atenção do garoto para si.
- Eu que fiz! – disse com orgulho.
- Estou vendo... Quem é esse? – apontou para o boneco maior.
- Esse é o papai – sorriu por ter alguém prestando atenção nele. – Eu... – e apontou para o boneco menor.
- E qual o seu nome? – Draco perguntou, ajeitando os fios rebeldes que caíam nos olhos do garotinho colocando para trás. Nem precisava perguntar quem era o pai, pois a semelhança era óbvia.
- Léo – e o encarou com os incríveis olhos verdes e soletrou. – Lê-o-naa-di.
Draco achou uma graça e riu, desviando os olhos para Harry, que também ria, observando a cena, sentado no sofá e carregado Mett.
- Leonard! – o loiro exclamou surpreso. – Que nome mais bonito!
O menino fez que sim com a cabeça. – Meu nome é beeem bonito. Papai me deu.
- Então Léo, você gosta de bala?
- Gosto! – abriu mais ainda os olhos. – Pirulito e chocolate também!
- Que sorte! Acho que eu tenho tudo isso. Você quer? – e mostrou um pacotinho.
Léo fez que sim com a cabeça, recebendo as guloseimas e sorriu para Draco. – Bigadu.
O loiro prestou mais atenção ao garoto, vendo que o olhar verde, era um pouco mais escuro do que o esmeralda de Harry, e com algumas chispas de um tom chumbo. O formato dos olhos, grandes e contornados por cílios negros, mas também eram ligeiramente caídos. Com um carinho na cabeleira negra do garotinho, Draco o deixou voltar ao desenho e se aproximou de Harry.
- Seu filho é encantador.
- Obrigado.
- Vou falar agora com Sírius e Remus – avisou o moreno, depois, segurando o rostinho de Mett deu-lhe um beijo na bochechinha. – Papai vai estar lá na cozinha, que fica aqui do lado, conversando. Se quiser algo pede pro Harry. Está bem?
- Tá bem – o menino sorriu.
Harry ficou um pouco tenso com a proximidade do loiro, para este falar com o filho, ao mesmo tempo em que se admirava com tanta preocupação e cuidado para com o garotinho louro. Observou o ex-sonserino seguir para a cozinha e sumir. Voltou seu olhar para o menino em seu colo e acariciou-lhe a ponta do narizinho empinado, recebendo uma risada.
- Vamos brincar?
O menino fez que sim e Harry o levou até a mesa onde Léo estava, sentando-o na cadeirinha e colocando em sua frente alguns blocos de encaixar. Segurou as mãos de Mett e as colocou sobre as peças.
- É pra montar – explicou, mostrando onde encaixava.
- Vou fazer uma casa – o loirinho sorriu.
- Quem é papai? – Léo olhava ao outro com interesse.
- Esse é Merriett, ou Mett. Ele é filho de Draco Malfoy, aquele moço bonito que falava com você. – depois, falou para o outro. – Mett, este do seu lado é meu filho, Léo.
O loirinho estendeu a mão e tocou ao outro garoto. – Vamos montar uma casa?
Léo largou os lápis e se sentou mais perto do outro menino. – Vamos.
- Não faça nada bruto Léo, ele é fraquinho – Harry teve de advertir o filho, vendo como ele era bem mais enérgico e carrancudo que o loirinho, muito delicado.
- Tá papai.
Harry ficou observando os dois brincarem. Olhou ao filho de Malfoy, de feições aristocrática, cabelos lisos, tão finos e platinados quanto o do pai, e os olhos, mesmo que imóveis, eram de um azul prateado impecável. Quando crescesse se tornaria muito belo.
Ficou imaginando quem era a mãe desse garotinho, certamente muito bonita como Malfoy também o era. Deveriam ser uma família perfeita.
Draco estava sentado no balcão da cozinha, bebericando um pouco de chá, feito por Remus.
- Diga Draco, o que o trouxe aqui? – perguntou Sírius, que também bebia seu chá.
- Além de vir vê-los, pois já faz uns quatro meses sem aparecer, eu queria conversar sobre Merriett.
- Está tudo bem com ele? – Remus se sentou perto de Sírius.
- Sim, ele recebeu alta do St. Mungus e como não posso largar a empresa no período da manhã, gostaria de matriculá-lo na creche.
- Claro! Nem precisa se preocupar. – Sírius sorriu-lhe. – Cuidaremos bem dele.
- Ah sim! Harry cuidará dele, pois ele cuida da turminha dos três aninhos. Essa é a idade do Mett não é? – Remus sorriu atrás da xícara.
Ele fará quatro em breve – ponderou um pouco, antes de perguntar. - Potter está trabalhando aqui?
- Sim, portanto, fique tranqüilo, ele adora crianças.
Malfoy sorriu pelo comentário. – Eu percebi. O filho dele também é muito fofinho. – mordeu o canto do lábio inferior. – Hum... Ele casou com Finnigan?
- Seamus Finnigan? – Sírius riu. – Que nada...
Draco arqueou uma sobrancelha. – Mas pelo que eu me lembre no último ano em Hogwarts, eles estavam namorando, e se dando muito bem.
Os olhos de Lupin brilharam divertidos. – Pois é, antes parecia, mas agora, eles não estavam se dando bem, terminaram o relacionamento. – deu uma espiada para o loiro, vendo a reação dele ao comentário, e logo desconversou propositalmente - Mas isso é assunto do Harry.
- Oh! Certo... – Malfoy voltou a prestar atenção no líquido quente em sua xícara.
Então,Harry realmente engajou um sério relacionamento com o irlandês... Não era de se estranhar, pois lembrava que no último ano escolar, não se rivalizaram mais, devido o moreno estar namorando, e ficava a maior parte do tempo agarrando e sendo agarrado por Finnigan.
- Posso te fazer uma pergunta Malfoy? – Black o tirou dos pensamentos.
- Claro.
- Por que se rivalizavam tanto na escola?
- Não sei dizer com precisão, mas eu realmente me sentia mal perto de Potter. Ele era tudo aquilo que eu não entendia, e me dava nos nervos. – continuou olhando para sua xícara. – A facilidade dele ter amigos, de todos o elogiarem e bajularem, sei lá. Eu achava que ele não era tão perfeito assim. E queria provar isso.
- E agora? – Remus aproveitou o assunto.
- Na época eu era infantil e mimado, com conceitos distorcidos pela minha própria família, mas a partir do final do sexto ano, minha visão começou a mudar e abri meus horizontes. Mudei, como você mesmo me disse quando eu aderi à Ordem e fiz o possível para ajudar no que podia. Agora o vejo como aquele que deu tudo de si, mesmo achando que não possuía nada, para salvar os outros – fez uma pausa, refletindo o que ele próprio pensava disso tudo e concluiu. – E nesse exato momento, eu o vejo como um homem com muitas qualidades e defeitos, como qualquer outra pessoa, e que principalmente e simplesmente... Vive... Por aqueles que ele ama e por si mesmo. Coisa que antes ele não tinha, que era viver para si mesmo e não apenas pelos outros.
Sírius e Remus sorriram e concordaram.
- Você é um Malfoy, mas eu te respeito pelo que você é aqui dentro – e Black bateu ao peito de Draco, sobre o coração, antes de se levantar da cadeira e deixar a cozinha, com o pretexto de ir ver seus filhos e os colocar pra dormir.
Remus manteve o sorriso no rosto, achando que esse loiro era perfeito para certo alguém.
Olhando as horas, Draco se levantou. – Já está tarde, preciso ir e colocar Mett pra dormir também.
- Verdade... – Remus apenas concordou – Harry te acompanha até a porta, tenho que terminar por aqui, se não se importa.
- Tudo bem, até amanhã – se despediu de Lupin e seguiu para a sala.
Parou perto do sofá e ficou olhando o moreno, que carregava os dois garotinhos e os abraçava com carinho, vendo-os dormir tranqüilos em seu colo. De um lado, a cabecinha de negros cabelos rebeldes, do outro, a cabecinha de louros cabelos lisos.
O olhar verde se ergueu e o envolveu. Serenos e intensos como sempre foram, desde quando o viu pela primeira vez.
- Precisamos ir – Draco sussurrou, para não despertar os dois garotos.
Com cuidado, Harry passou Mett aos braços do loiro e o ajudou a acomodar o pequenino. Com a mão livre, cobriu a cabecinha loura com o gorro, deixando o rostinho de fora.
- Prontinho... – sussurrou num sorriso.
- Obrigado – o loiro voltou a sussurrar pra ele. – Boa noite Potter.
- Boa noite Malfoy – eles alcançaram a saída.
Draco olhou a Léo adormecido no colo de Harry e se inclinou depositando um pequeno beijo na bochecha do menino, sussurrando. – Boa noite Léo.
E piscou um olho para o moreno, antes de se encaminhar para a noite e sumir. Harry ficou parado na porta, com o filho nos braços e protegido do frio pela parte de vidro e sorriu. Draco realmente era carinhoso.
N/A: desculpem a demora em postar esse capítulo, mas estava sem tempo de escrever e só agora terminei. Obrigada a todos que estão lendo! E voltarei a pedir, por favor, deixem reviews!
Agradecimentos a:
Srta. Kinomoto - Hallow! Que bom que gostou do Draco. Obrigada pelo review! Bjus!
Srta Potter Malfoy - Oi, demorei um pouco mas saiu o cap. E o Harry q o diga, ver Malfoy desse jeito! Bjus!
Bela Yaoukai - Olá, se o Léo é filho de quem, só mais pra frente! Bjus!
Anne - olá, adorei seu comentário! Muito obrigada! Bem, agora vem mais Draco e Harry daqui pra frente. O Harry também adorou o Draco, e o Léo, afinal, é filhinho do Harry neh ele vai aprontar uma boas ainda hehe :) O Herry não sabe, ou quase sabe, mas não sabe exatamente com certeza, quem é o pai. Espero que tenha curtido esse capítulo! Bjus!
Marinacriss - oi, obrigada pela review! É Draco Malfoy neh, tinha que dar sua entrada triunfal :) Bjus!
Nicolle Snape - olá! Acho que o Harry babou nesse cap.também neh? Bem, se é filho de quem, só mais pra frente. Bjus!
Sam Crane - olá! Agora vai ser Harry e Draco até o fim, mas o Seamus talvez vai aparecer um pouquinho mais, coisa mínima. Demorei um pouco, mas cap. postado! Espero que tenha gostado desse! Bjus!
Ma-Chan2 - Oiê! Demori um bocadinho, mas foi por falta de tempo! Bjus!
Ivinne - oi, que bom que está gostando. Bem, explicarei o que aconteceu pro Seamus desconfiar do Léo, mais pra frente e o pq o Harry não sabe quem é o pai. Draco sempre é um Draco, afinal! risos Bjus!
Obrigada a todos que me enviaram reviews!
Até o próximo capítulo!
