E de novo...! Essa historia foi escrita por mim e Nani-osp

Nossa conversa gerou muitas idéias, então os créditos vão para ambas \o/


-O Espírito dos Natais Presentes-

Não soube por quanto tempo ficou ali, parado, embaixo de uma de suas mantas, chorando em silencio... Malditas e teimosas lagrimas que insistiam em sair.

E apesar de toda a angustia e ansiedade que sentia em seu coração, a os poucos seu cansaço foi ganhando espaço, fazendo com que cairá lentamente em um sono perturbado...

...Por que eu fui tão tolo?...

...Porquê? Porquê...?

Porém ao passar de algum tempo, que para ele pareceram segundos, voltou a abrir os olhos, sendo acordado por uma canção, sendo entoada em outra língua...

- il primo giorno di Natale, un tedesco ha dato a me ... una pernice in cima di un albero di pere ~*

Isso era….Italiano?

- il secondo giorno di Natale ...~

O inglês tirou a coberta de cima de sua cabeça para ver melhor.

-Ah! Você acordou! Ve~~

Sentado no chão do quarto, em meio a pratos e mais pratos de comida que reluziam como o ouro, estava um jovem de cabelos castanhos, olhos mel, e um pequeno fiozinho que lhe sobre-saia do resto do cabelo. Usava um casaco verde, e uma calça preta. Possuía também uma guirlanda sobre a cabeça.

-Feli...Feliciano?

-Ve ~~~ Algo por ai ~

-Eu estou sonhando... Ou você é...

O Italiano se levantou de onde estava e se sentou na ponta da cama com o Inglês.

-Espírito dos natais presentes! Isso mesmo!

-Eu não...

-Esperava? Bem... Queriam um espírito bem alegre e natalino, e como Finlândia está tão ocupada nesta época como que até mesmo para ter uma versão sua aqui, eu vim, Ve~~

-Entendo...

- Eu... Sei que não devia ter te deixado cair no sono , mas... Você estava dormindo tão calmamente e..e... Tinha tanta pasta aqui que eu...eu... – Sua expressão se tornou levemente aflita – Esqueci de te acordar e...Já amanheceu...

-Amanheceu? – O Britânico deu um pulo da cama e se encaminhou até a janela, de fato o sol, embora tímido, já estava presente – Mais toda essa maldita historia devia acabar antes do amanhecer! Bloody hell!

-Go-go-gomenasai, gomenasai, gomenasaaaai! – O italiano tinha começado a choramingar, como costumava fazer sua versão verdadeira a um certo alemão - Eu sei que fiz errado, mas por favor não brigue comiiigoooo!

Uma gotinha não pode deixar de passar pela cabeça do inglês, tentou mudar de assunto.

-Mas e toda essa comida? O que significa? A comida da generosidade vinda do coração*?

-Er...na verdade...desculpa...Eu só estava com fome...

O inglês bateu em sua própria cara com resignação, "Ora que belo espírito este italiano está me saindo Dickens."

-Me.. Desculpe... –Os olhos italianos haviam voltado a se tornarem chorosos. Havia esquecido que o espírito podia ler seus pensamentos...

- Você sempre foi muito bruto Inglaterra – O italiano enxugava seu rosto na jaqueta – Desde pequeno durante o império romano, sempre tivera personalidade dura, fria e implacável...

O italiano se virou para encarar o britânico.

-Ainda assim, alguns sempre tiveram lugar para você em seus corações.

-Não são conhecidos meus, pode estar certo disso!

-Veremos, Ve~~

E mais uma vez a janela se abrira de um estrondo, o italiano segurou a ponta do terno amarrotado que o inglês usava, e saíram em direção ao céu, agora claro, voando por um emaranhado de neve e nuvens. Até que...

-Aqui estamos! Ve~

Estavam de frente a uma grande e belíssima casa de madeira recoberta e cercada pela neve, enquanto flocos e mais flocos de neve ainda teimavam em cair.

Mais uma vez o inglês se aproximou da janela para ver o que passava dentro.

Uma grande árvore de natal ocupava o centro da grande sala, e aqui e ali enfeites de natais eram postos por nações, uma grande e larga mesa era arrumada, e um e outro cochicho era trocado.

Apesar do tempo frio que fazia do lado de fora da grã cabana, tudo parecia ocorrer bem.

-Não sei o que quer me mostrar aqui, não vejo nenhum Tiny Tim* ali, parecem todos animados para a festa de hoje á noite.

O italiano se aproximou e também observou pela janela.

-Apenas continue olhando, ve~~

-Francis! – Loiro, alto, olhos azuis, Estados unidos se aproximava do europeu, trazia roupas natalinas juntos a uma toquinha do mesmo tema, o francês, vestido com um terno cor vinho, se virou ao ouvir seu nome.

-Thanks por nós deixar fazer a festa aqui!

-Ah, não a problema mon cher, com esse tempo que está vocês não conseguiriam arrumar outro lugar.

-Por isso obrigado!

Francis olhou ao redor da sala e tanto Eua como Inglaterra seguiram seu olhar, vendo como andava a decoração da festa.

Hungria, Bélgica e Portugal estavam se encarregando da arrumação da mesa. (segundo elas, a mesma precisava de um 'toque feminino').

Chile, Argentina, Brasil e Uruguai, que tinham ficado para a festa, haviam preferido se ocupar da decoração próxima da grande lareira da sala, por motivos óbvios...

Áustria estava sentado sob o banco de um piano, na extremidade oposta da lareira, praticando, ou simplesmente se divertindo com musicas natalinas, enquanto Prússia estava recostado na parede, vendo o que provavelmente seriam partituras de outras musicas.

E embora não desse para velos daqui, as duas Itálias, Espanha e Alemanha, haviam ganhado por sorteio, e se encarregariam da cozinha.

Embora Francis não acredita-se na veracidade desse sorteio, e muito menos no fato de que eles estavam só "fazendo a ceia".

Se virou novamente para Alfred.

-É incrível não? Até mesmo Ivan está ajudando a decorar. – Disse apontando com um movimento sutil de cabeça a grande árvore de natal.

Eua, e também Inglaterra puderam ver como um muito ruborizado chinês aceitava ser levantado por um muito sorridente russo para colocar a estrela no topo da árvore.

E em 'cavalinho' como se de uma criança trata-se, Yao tentava ajeitar a bela estrela, enquanto Ivan demonstrava uma expressão, como a de uma criança que já havia ganhado seu presente de natal.

O americano se voltara mais uma vez ao francês.

-Pois é! É a magia do natal!

-Ele não vira de novo...Não é?

O Europeu mudará totalmente o assunto da conversa.

- Fala do Inglaterra?

-Sim...

Mesmo estando do outro lado da janela, pode ver algo estranho nos olhos do estadunidense... Tristeza talvez?...Não, Não podia ser. Seguiu observando.

- Não esperava realmente que ele viesse este ano... Você sabe... Ele nunca vem.

-Mas você segue tentando chamá-lo.

-Mais é claro! Eu sou um Hero!

-E o que isso tem...

Porém fora interrompido por um muito corado Canadense que trazia um...

-Visgooooo! Visgooo para toooodoooos! – A húngara havia deixado sua missão de arrumar a mesa e havia saído distribuindo visgo para todos, enquanto Bélgica e Portugal seguiam a seu lado, tirando fotos das reações.

O Canadense não precisou dizer mais nada, e no momento seguinte, o francês esquecendo completamente que o irmão gêmeo do seu amor observava a cena, juntos seus lábios com o ele.

Alfred se afastou alguns passos para deixar o casal em paz, não era nada agradável ver seu próprio irmão ser beijado daquela forma por Francis, mais por hora não sentia vontade para contestar.

Rússia virava China em seus braços, e lhe dará um beijo digno de cinema. Áustria e Prússia haviam sumido, mas de trás do piano um "Obaka-san" podia ser ouvido de vez em quando... Um cheiro de queimado vinha da cozinha, o que implicava que talvez os cozinheiros estavam distraídos com alguma coisa...

Argentina tentava beijar Chile, que ameaçava veemente tacá-lo no fogo da lareira caso este se atrevesse, e Brasil beijara docemente a testa de Uruguai, fazendo com que os óculos do ultimo começassem a embasar pelo calor que soltava seu corpo.

As três européias seguiam de um lado para o outro entre "aaaah" e fotos.

Eua, respirou fundo, e sem dizer nada a ninguém, saiu da sala, para o rio do jardim.

-Onde ele está indo Ita...Espírito? E com esse frio?

-Veee~~ Creio que ele não queria ficar sozinho lá dentro...Vamos segui-lo!

E assim foram, Alfred se recostou em um pinheiro que estava perto da porta de entrada, e se concentrou a olhar para o céu.

-Sair nesse tempo para ficar olhando o céu! Bloody hell! Estupid bastard! Vai acabar se resfriado assim!

Veneziano observava a expressão do inglês enquanto ele falava, evidentemente se via que estava muito preocupado.

-Você tem um jeito estranho de mostrar que se importa, ve~~

-E-eu? Me importar com aquele estúpido? Nunca mais! S-só estou preocupado que ele fique doente e..e...Entre em recesso outra vez...Isso! Em recesso outra vez!

- Ei, por que mente? Você sabe que eu posso ler sua mente não? Ve~~

O britânico se manteve calado. Sim, ele havia esquecido.

O Estadunidense havia deixado que suas costas escorregassem pelo tronco do pinheiro, e se sentado sobre a neve. De um dos bolsos de sua vestimenta de natal, tirou um pacote de cigarros e um isqueiro, acendeu um, e pós na boca, respirando toda a nicotina possível, e espirando uma pequena nuvem de fumaça.

-E-E-espera! Desde quando esse idiota fuma?

- Ah...Já faz algum tempo na verdade, mais ele só faz isso quando está sozinho...Embora as vezes tenham se intensificado ultimamente...

Inglaterra se virara para o italiano.

- O que quer dizer com isso?

- Você conhece o governo da nação dele não é? Tudo tem se tornado muito complicado... Se continuar assim... – O espírito italiano se virou para o Estadunidense, que havia ocultado seu rosto entre seus joelhos – Ele com o passar dos anos pode se tornar uma nação exilada... Você sabe o que é isso, não é? – E voltou seu olhar para o inglês*.

-Sim... – abaixou sua cabeça – e naquela época ele era totalmente indiferente quanto a mim*...

-Você tem certeza?* Ve~

O Britânico não disse nada, apenas se aproximou do norte-americano, sabia que ele não podia vê-lo, ainda assim...

Quando esta a menos de meio metro, pode ouvir um som, triste e entrecortado, som que o fez abrir olhos e boca em sinal de espanto.

Um soluço, um lamento... O Americano estava...Alfred estava...Chorando?

O Inglês havia ficado tão sem fala com isso, que nem percebeu quando o espírito dos natais presentes se aproximou dele, e pós uma das mãos em seu ombro. Provavelmente em um sinal de consolo.

Muito menos notará quando a figura italiana começou a se dissolver entre uma nevoa, e a mão recostada em seu ombro foi trocada por outra, maior, e mais gélida.

O espírito dos natais futuros já estava ali.


Nyaaaa! Muchas gracias por terem me mandado Reviews, me fez muito, muito e muito feliz *-*~

Pois vocês tiraram um tempinho corrido dos seus natais só para isso ;_;
Me sinto emocionada TT-TT

Agora só falta um espírito \o/

E Feliz véspera de natal a todos vocês!

Ya eres casi navidad *O*

* Canção 12 dias de natal o/
Só troque o "meu amor" por "alemão" ;]

*Era isso que, na historia original significava.

* Na historia original, Scrooge visitava a casa de seu empregado, e lá tinha o pequeno Tim, que usava uma muleta e tinha muitos problemas de saúde, embora fosse uma criança muito carinhosa e atenciosa.

* Durante a época de Napoleão, França decretou que qualquer país europeu que se atrevesse a manter relações econômicas com o país, seriam atacados, o objetivo era exilar o possível, e assim enfraquecer sua economia e logo o país.

Portugal, até então fiel aliada do país, não sabia que posição tomar, e com isso o exercito de Napoleão decidira atacar, porém antes teriam que passar pela Espanha.

* O império britânico não viu outra escolha do que recorrer as Américas, aumentando suas vendas para as colônias hispânicas, incluindo para o Brasil. Nesta etapa, os EuA, já independente a muito tempo, tinha uma relação indiferente para com os britânicos, e não manteve com eles relações comerciais.

* Porém ambos os países acabaram cooperando indiretamente, pois ambos seriam beneficiados pela independência dos Hispânicos, aumentando assim os países para manter relações comerciais. Aproveitando então a confusão que estavam os países ibéricos, ambas nações começaram a apoiar a independência das restantes colônias americanas, e quando a França ganhou sobre a Espanha, e pós um dos seus como rei espanhol, a situação piorou, pois os colonos não respeitavam o novo rei. E assim os hispânicos, e como consequência o Brasil também, buscaram sua independência.