Yo, minna!

Aqui está mais um capítulo de E se fosse verdade…?

Infelizmente não consegui postar mês passado, então agora, estou mandando este presentinho para vocês.

Espero que gostem.

Boa leitura!

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E se fosse verdade…?

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By Lin-chan

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Capítulo 4: Tudo pela solidão.

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- Então está por aqui? – perguntou um jovem rapaz à Sesshoumaru, que mantinha suas mãos dentro de seu bolso, devido ao frio que sentia no momento.

- Exatamente, Kouga. – ele respondeu, olhando para o céu estrelado daquela noite.

Ainda no mesmo dia em que tivera aquele súbito encontro com Rin, a suposta dona do apartamento que residia no momento, Sesshoumaru resolvera sair por entre as belas ruas que tanto admirava pela cobertura.

Por coincidência, acabara por encontrar Ookami Kouga, um antigo amigo de Sara, que, não sabia, mas também morava por aquelas redondezas.

Agora, conversavam sobre alguns dos assuntos que Sesshoumaru menos gostava. Sua vida passada.

- Pelo que vejo, está com frio. – comentou Kouga, ao perceber as mãos escondidas de Sesshoumaru.

- Um pouco. – ele confirmou, retirando-as do bolso e esfregando uma na outra, talvez na intenção de esquentá-las um pouco mais do que o grosso tecido.

- Não quer um café? – Kouga perguntou, apontando para uma simples cafeteria ao fim daquela mesma rua.

- Seria bom. – foi o que Sesshoumaru disse, até logo saírem caminhando por toda aquela extensão da calçada.

Chegaram rapidamente ao local esperado, sentando em uma mesa qualquer do lado de fora da loja. Apesar do frio, Sesshoumaru não trocaria aquela imagem por nada. À noite, as luzes de vários prédios em Tokyo acendiam-se constantemente, revelando uma beleza escondida pela energia do sol.

Além do que, podia dizer que sentia frio com menos intensidade que as outras pessoas, o que o obrigava a ficar do lado de fora da loja, já que a parte interna era firmemente aquecida. E para ele, aquele pequeno aquecimento poderia se transformar num calor odioso.

- O que lhe angustia tanto, Sesshoumaru? – Kouga perguntou, ao ver o rapaz olhar incansavelmente para o apartamento que agora habitava.

- Estou vendo coisas. – ele respondeu, ainda olhando concentradamente para o local, cujo permanecia escuro, devido às luzes apagadas.

- Vê Sara? – indagou preocupado com o tipo de reação que Sesshoumaru poderia ter obtido com a morte da noiva.

- Iie. – respondeu friamente, mostrando, a partir de sua voz, que Sara era um assunto morto para ele. – Não a conheço.

- Então é uma mulher… - Kouga falou maliciosamente, observando após o olhar gélido que lhe fora lançado.

- Ela me persegue. – Sesshoumaru prosseguiu, voltando a olhar para a casa. – Insiste em dizer que é a dona do local, mas ela não existe. – falou sarcasticamente. – Todos os objetos a atravessam.

- Sesshoumaru… - Kouga murmurou, olhando angustiadamente para o homem. – Talvez fosse melhor se procurasse um psicólogo.

- Não preciso de psicólogo, Kouga. – Sesshoumaru informou irritadamente, deixando o café que chegara há pouco sobre a mesa.

- As coisas podem piorar, Sesshoumaru. – disse ele, levando a xícara de café quente rapidamente ao encontro de seus lábios.

- Não me lembro de ter pedido sua opinião. – ele retrucou, olhando aborrecidamente para o amigo da falecida.

- Apenas quero o seu bem. – Kouga olhou para Sesshoumaru, que observou a janela de seu apartamento.

- Não é meu amigo para tanto. – refletiu.

- Eu me considero seu amigo. – o rapaz mais novo revelou, vendo Sesshoumaru estreitar os olhos para algo além de onde estavam.

- Mas eu não. – e assim, se levantou rapidamente, caminhando toda a trajetória restante, até chegar onde mais desejava. – O que faz aqui? – perguntou à garota que se balançava levemente no pequeno balanço existente na frente do prédio.

- Preciso de ajuda. – disse ela, mantendo a cabeça levemente abaixada.

- Procure alguém que more, de preferência, bastante longe daqui. – Sesshoumaru andou além daquele brinquedo, parando ao ouvir a voz fraca da mulher que o perseguia desde aquela tarde.

- E quem mais me ajudaria? – Rin falou sarcástica. – Apenas você me vê, e eu não sei o porque.

- Não foi Sara quem a mandou para me atormentar? – ele perguntou, olhando desta vez para Rin, que o observou intrigadamente.

- Sara? Do que está falando? – ela indagou confusamente.

- Esqueça. – ele murmurou após um cansado suspiro. – Vire-se sozinha.

- Mas preciso de ajuda! – Rin brandiu, percebendo que ele não entendia a situação pela qual passava.

- E eu não me interesso. – comentou gelidamente, vendo-a estreitar os olhos em sua direção. – Você já está morta. Saber o que aconteceu em seu passado não mudaria absolutamente nada. – desabafou. – A única coisa de que deve saber é que está acabando com a minha paciência. Fique longe daqui. – terminou seu recado ainda mais frio e irritado que o início.

- … - Rin permaneceu calada, notando que, mesmo com tais palavras ele ainda a observava. Por mais que aqueles olhos frios a vissem com desgosto, não desistiria. Ele era a sua única chance de saber o que realmente acontecera. – Não vou desistir, Sesshoumaru. – pronunciou pela primeira vez o nome dele, o que mostrava que ela o perseguia, onde quer que ele estivesse.

E lentamente, ele pôde ver a imagem da mulher à sua frente se desintegrar, sumir diante de seus olhos. Mas ele sabia que ela não havia ido embora. Sabia que ela ainda estava lá, e que estaria com ele onde quer que fosse.


Já se passava das onze da noite, mas ele não possuía sono. Tudo aquilo acontecera em um pequeno espaço de tempo, e os acontecimentos permaneciam impregnados em sua mente. Mas, sem algum motivo aparente, não conseguia se esquecer do rosto magoado e decidido que Rin fizera horas antes.

Mesmo que não quisesse admitir, enquanto Rin estava lá, não se sentira só. Enquanto aquela garota esquisita estava com ele, naquele apartamento, vivera mais do que poderia ter vivido com Sara, naquela época. E isso não era algo bom.

Levantou-se da costumeira poltrona, cruzou o corredor e abriu a porta, que logo fora fechada após sua travessia pela mesma. Ficar naquele lugar traria apenas lembranças que não desejava ter. Lembranças sobre ela. Mas não era isso o que queria.

Achava-se um tolo por nutrir tais lembranças por alguém que ao menos existia. Alguém que era apenas o fruto de sua mente doentia. Doentia pela solidão. Debilitada pela solidão.

Atravessou a mesma rua de antes, chegando à mesma cafeteria com que conversara com Kouga. Ficaria lá até que finalmente se cansasse, e esperava que tal atitude não demorasse muito.

Mas seus pensamentos foram mais uma vez em vão, ao ouvir aquela voz. A voz que lhe atormentara por todo aquele dia. Por toda aquela noite.

- Finalmente saiu de lá. – Rin falou, ficando de frente à Sesshoumaru.

Pela primeira vez desde que ela aparecera, se encararam calmamente. Sem insultos. Sem reclamações. E pela primeira vez, Sesshoumaru pôde notar aqueles brilhantes olhos castanhos. Olhos que sempre foram escondidos pelos repentinos atos de irritação que ela apresentava.

Mas não poderia se prender àquilo. Nunca. Taisho Sesshoumaru não se impressionaria pelo olhar de um fantasma. Nunca.

- Fingirei que não lhe vejo. – foi o que ele disse, antes de virar as costas para ela e atravessar a porta da loja.

- É o que veremos… - murmurou Rin travessamente, atravessando-a também.

Próximo à parede da aquecida sala aromatizada à café, Sesshoumaru se encontrava numa pequena mesa de dois lugares. Chamara rapidamente o garçom, pedindo o mesmo que pedira um poço mais cedo. E ao virar-se, deparou-se mais uma vez com aquela face. Rin estava sentada agora à seu lado. E não poderia fazer nada.

- Sinto falta disso. – comentou ela, apontando para a xícara que o empregado acabara de colocar em sua mesa. Mas não houve resposta. – Vai me ignorar agora? – ela perguntou irritada, ficando frente à frente com o rapaz de longos cabelos prateados.

Os olhos do mesmo permaneciam vidrados em uma das janelas do local, e nunca se encontrariam aos seus. A não ser que fosse obrigado a tal ação. E com certeza seria.

- Já que quer assim… - Rin murmurou, pulando rapidamente para onde Sesshoumaru estava.

E não mais se via aquela garota. Porque agora, ela e Sesshoumaru eram um só.

- O que pensa que está fazendo?! – brandiu Sesshoumaru, ao ver o próprio braço se mexer sem seu consentimento.

- Controlando você. – escutou a voz de Rin perto de onde estava, e viu a cabeça da garota sair de repente por um de seus ombros.

- Rin, pare com isso! – gritou, sem perceber que chamava a atenção de todos que se encontravam no café naquele momento.

- Já está falando comigo? – ela perguntou sarcástica. – Pensei que me odiasse.

- E odeio. – disse tentando se controlar ao máximo, mas Rin parecia ser mais forte que ele.

Seus braços, mãos, pernas e pés, mexiam-se sem que quisesse. Tentava a todo o custo ficar parado, mas era algo mais forte. Muito mais forte.

E de repente, Sesshoumaru se levantou.

- Já chega deste vexame, não acha? – Rin murmurou, mostrando a ele os olhares assustados das outras pessoas.

- Vamos embora. – foi o que Sesshoumaru falou, tentando sair rapidamente da Cafeteria, mas seus pés pareciam estar pregados ao chão. – Rin, pare. – ele murmurou, sem se importar com o que poderiam dizer.

- Sou eu quem comanda, Sesshoumaru. – ela informou para ele, rindo docemente.

- Vamos embora daqui. – e o mais rápido que pôde, Rin e Sesshoumaru saíram de lá, deixando todos confusos com a cena presenciada.

Mas mesmo longe dali, Rin não saíra de dentro de seu corpo. Permanecera lá, e o levara a um local não tão longe. Um parque. Um belo parque, em sua opinião. E ali, finalmente parou com aquilo, voltando à realidade e deixando Sesshoumaru descansar exausto sob um dos bancos.

Ele passou as mãos desgrenhadas sobre seus longos fios de cabelos, suspirando mais uma vez naquele dia. Sentiu quando Rin sentou-se ao seu lado, vendo-a esconder sua face com as mãos.

Odiou-a por um instante. Fora transformado em algo ridículo para os antigos moradores dali, e isso era algo que não admitia. Não sabia explicar o porquê de não ter conseguido lutar contra ela, da mesma maneira como não sabia explicar o porquê de apenas ele conseguir vê-la. Já tentara de todas as formas livrar-se dela, mas nunca abdicaria de seu novo lar para tanto.

Levaria sua proposta a sério. Teria de chamar um exorcista na manhã seguinte.

- Gomen ne. – ouviu aquela voz novamente, olhando aborrecido para ela.

- Depois de me fazer passar por aquilo, é fácil pedir desculpas. – reclamou friamente, levantando-se.

- Onegai, tasukete! – brandiu ela, levantando-se também.

- Não percebe que eu não tenho absolutamente nada a ver com esta história?! – foi a vez dele gritar. – Não me peça mais ajuda! Apenas fique longe de mim!

- … - Rin se calou, assim como fizera no primeiro desabafo dele. Passou vagarosamente para frente dele, olhando-o diretamente nos olhos. – Se quer tanto se livrar de mim… - começou ela. – … me ajude.

Um silêncio se iniciou diante das duas pessoas naquele parque. Ambos permaneciam encarando-se, e tal contato não fora quebrado. Porque Rin não conseguia deixar de encarar aqueles olhos cor de âmbar? Porque ele era tão frio? O que teria acontecido, afinal?

- Tem certeza de que me deixará em paz? – Sesshoumaru perguntou, quebrando o silêncio que havia se instalado no local. Mas ainda não conseguira quebrar aquele contato visual. Poderia, de certa forma, dizer que aqueles olhos cor de chocolate o hipnotizavam. Mas nunca diria. Nunca revelaria.

- Se é isso o que quer. – Rin concordou, levando sua mão até onde estava a dele. – Quero apenas descobrir meu passado. E não posso fazer tal coisa sozinha.

- …- Sesshoumaru olhou rapidamente para a mão estendida, dando um meio sorriso depois. – Feito. – e tentou apertá-la.

Mas como esperava, sua mão passara direto, e no fim, voltaram a se encarar. Mas desta vez, era diferente. Rin não estava o encarando com tristeza e raiva. Agora, era visível, pelo menos para ele, um doce sorriso em sua delicada face.

E por um momento, pensou que era aquele sorriso que sempre buscara em Sara. Pensou que era aquela a vida que deveria ter vivido por vinte e sete anos.


** Próximo capítulo **

- Meu chuveiro está quebrado. Poderia dar uma… Olhadinha?

- Sou uma prostituta?

- Você é médica, Rin.

Capítulo 5: Acidentes acolhedores.


Respostas aos reviews:

Luh: Pois, é… ^_^. É que eu acho tão bibitinho postar tudo no mesmo dia. Exatamente, esta fic é baseada em um filme, cujo nome é o mesmo (o filme é muito lindo por sinal, 'tá? ^_^). Kissus e arigatou pelo review.

Rukia-hime: Sesshy é vacinado contra tudo o.O. Pois é, a Rin-chan tem a sorte de ser um fantasma a poder atravessas as paredes… ^_^. Uhuahuhau, eu também nunca pensei em vê-lo dando queixa numa delegacia, mas sabemos que isso não aconteceria, ne?^_ ^. Kissus e arigatou pelo review.

Pammy-sama: Ah, que legal! Eu adoro Ai no Uta (mesmo que a minha atual paixão seja "Lonely in gorgeous", do anime Paradise Kiss (por sinal, a mesma música que eu usei pra fazer o segundo capítulo de "I miss you".)). Infelizmente não deu pra eu postar no mês passado, tava lotada com as últimas provas do ano (é agora ou nunca, ne? ^_^). Mas agora, atualizei quatro fic's de uma vez, e ainda 'tô mandando um oneshot. É um presentinho de natal, 'tá? Espero que gostem. Kissus e arigatou pelo review.

Individua do mal: Nossa, que bom que você 'tá lendo.^_^. Kissus e arigatou pelo review.

Bem, galerinha… Espero que tenham gostado da fic.

Não demorarei pra postar da próxima vez, 'tá? (espero… o.O)

Agradeço a todos os reviews que me mandaram, e até àqueles que não me mandaram nenhum.

Arigatou! ^_^

Kissus,

Ja ne.