IV

Como havia me prometido, ele não tarda. Logo se encontra aqui, vestido também com seu robe. Como o banheiro já estava limpo antes de usarmos, creio que ele não precisou fazer muita coisa para colocar tudo em ordem lá. Sorrio a ele, lembrando da anterior felação, e o chamo para se deitar comigo. Ele vem, sorrindo, e logo começamos a nos beijar. Retiro seu robe e sinto sua pele ainda fresca do banho.

Pego em sua bunda e a aperto com força. Ele geme na minha boca, ainda a me beijar. A seguir, tiro meu robe e coloco seu corpo embaixo do meu. Tão quente... tão bom.

Beijo sua pele dourada com ardor, querendo matar a luxúria que me consumiu por todo esse tempo sem ser satisfeita. Olho pro seu pau já bem duro e penso: será que não foi mesmo de mais ninguém? Ou será que mentiu? Eu sei que seria um disparate exigir abstinência dele por três mil anos, mas... bem, a minha foi forçada. E a dele? Seria ainda pior, uma vez que ele estava livre.

Tento não pensar nisso. Bobagem, o que passou passou. Assim como ele me chupou na banheira, logo tomo a seu membro, que apesar de não tão grande quanto o meu também não é pouca coisa, e o coloco na boca, sentindo seu gosto plenamente. Ele geme, deliciado. Gostaria que os servos e soldados que ele comanda, usualmente o vendo tão controlado e metódico, pudessem vê-lo se entregar às próprias emoções desse jeito...

- Meu senhor...!

Continuo chupando, logo sentindo as mãos deles segurarem minha cabeça enquanto ele se empurra para dentro de minha boca. Isso...! É assim que eu gosto de te ver, Mairon. Completamente entregue a mim.

Quando ele começa a gemer mais alto, no entanto, paro tudo e subo em cima dele. Seu rosto está corado e, mais uma vez, apresenta frustração. Ele quer logo, não é? Pois então vai ter.

Tomo a meu membro duro, com algo da seiva lubrificante já saindo dele, e intento encaixar em sua entradinha apertada e quente, porém ele coloca a mão em meu ombro.

- Meu senhor Melkor...

- Hun?

- Eu... faz muito tempo que não faço isso.

Não creio. Bem agora, na hora "h", os dois excitados até a alma, vai arregar só porque não cede o "dito cujo" faz tempo! Mas nem na primeira vez em que veio aqui ele foi assim¹; se entregou de cara!

- Sim?

- Eu gostaria de pedir um favor a si.

Vai falar pra meter depois. Não acredito! É claro que seria terrível forçá-lo e eu não desejo fazê-lo, uma vez que ele sempre se entregou de livre e espontânea vontade - e com tamanho gozo que sempre me surpreendeu. Mas admito que não será fácil parar com tudo agora, apenas um pouco antes de consumar o ato!

- Diga. Fez tanta coisa boa na fortaleza, que não teria como eu negar algo razoável.

- Pode... por favor... tomar-me com um pouco mais de cuidado do que usualmente fazia no passado?

Sorrio, aliviado. É só isso? Então ele vai dar de qualquer forma? Que bom!

- Não costumava me pedir isso, Mairon.

- É que... no começo eu não sabia como meu senhor poderia ser... "ofensivo" no sexo, se é que me entende. Agora eu sei como pode ser. Portanto... apenas peço isso.

- Entendo. Está bem, apenas deixe-me buscar algo no banheiro!

Vou até o lavabo e de lá pego o óleo aromático e vou até ele. Abro bem suas pernas, deixando-as flexionadas. Sua entradinha gostosa fica exposta a mim, bem como seu membro duro despontando. É uma visão deleitosa, sem dúvida, e difícil de resistir a ela. Porém, me controlo. Umedeço os dedos com o óleo e passo primeiro por fora de sua entradinha, depois coloco um dedo dentro dele.

- Huuun...!

- Está bom assim, minha puta?

Passo a fazer vai-e-vem nele, e ele morde os lábios de prazer. Logo coloco mais um dedo e alcanço a próstata dele, ao que ele geme mais alto.

- Melkor...!

Sorrio, maravilhado. Ele até mesmo se esqueceu das formalidades de "senhor" e etc...

Retiro os dedos e passo a lamber a sua entradinha várias vezes. Hum, como eu desejo isso...! Mas vou torturá-lo mais um pouco. Em breve, sinto sua cavidade contrair-se algumas vezes, indicando que ele está passando a um patamar mais avançado da situação. Levanto novamente e me deito por cima dele outra vez, o acariciando no rosto e nos cabelos.

- Hum, meu bem... você não pode dizer que não fui cuidadoso.

Logo depois, encosto a ponta do pau na entradinha dele e ele abre mais as pernas, como se fosse pra me receber melhor. E sem mais cerimônias, introduzo meu membro inteiro dentro dele, de uma vez. Sem esperá-lo se acostumar. Sem mais nada. Já tive muitas cerimônias nas preliminares; o resto do ato será ao mais perfeito e típico "estilo Melkor".

Naturalmente, ele grita de dor e aferra as longas unhas em minhas costas. Fazia tempo que não levava rola, sua puta? Pois sim... de repente, com uma curiosidade mórbida pra saber se mentiu ou não, resolvo olhar em seu "fairë" para ver se teve outros. Sei que isso é sórdido... mas a curiosidade fala mais alto. E se teve? Devo condená-lo por ter mentido?

Mas não. Ele não mentiu. Não tem nada mesmo! Mas que coisa! Sei que ele pode alterar o seu registro de "fairë" para outrem, mas é impossível alterar tal registro para alguém com quem já se deitou antes - como é o meu caso.

Pobre maia! Vive só pra mim desde que veio até aqui!

Sem mais resistir, começo a me mover, sentindo a sua cavidade quente e apertada a me envolver o membro. Hun, Mairon...! Parece estar ainda mais gostoso do que antes!

- Minha puta...!

- Oh, meu senhor...!

Continuo metendo, indo e voltando dentro dele, e apesar de estar em franco movimento, é como se minha luxúria apenas aumentasse em vez de diminuir. Tento descarregar a tensão ao beijá-lo na boca, chupar seu pescoço, morder seus ombros. Mas o desejo só aumenta.

Ele, então, se libera de maneira esplendorosa. Aperta a meus quadris com suas pernas, empurra-se contra minha ereção e geme gostoso, cada vez mais intensamente.

- Hun...!

Começo a meter com mais força, apertando-o em meus braços e fazendo com que fique totalmente submetido à minha vontade dessa maneira. Ele aferra mais uma vez as unhas em minhas costas, aperta os olhos e, num gemido derradeiro, goza enfim. Sua seiva molha nossos abdômens e ele se treme todo em meus braços.

Repentinamente, paro os movimentos. Ele me olha, surpreso.

- Meu senhor...

- Agora que gozou, já está satisfeito, não? Posso agora gozar fora de você...

- Oh, não!

E num ato de desespero, de terror, ele toma a meus braços e literalmente implora para que eu não faça isso.

- Não, meu senhor, não! Oh, por favor, goze em mim!

- Mas por que isso é tão importante-

- Goze em mim, por favor! Eu faço o que quiser, mas goze em mim!

- Mairon...

- Goze em mim!

Seus olhos dourados estão tão flébeis, que me afetam de forma inexorável.

- Ora, está bem!

Sendo assim, retomo os movimentos; e ele, que há pouco gozou, reage com um tesão enorme. Me abraça e volta a se mover loucamente contra meu pau. E qual não é minha surpresa ao perceber que não muito depois ele goza de novo. Ao sentir novamente as contrações de sua cavidade em meu membro, não aguento e o penetro mais algumas vezes antes de gozar dentro dele, como tanto queria.

- Ah...!

Gozo bastante, enfim mitigando meu desejo. Desabo sobre ele, respirando com em grandes haustos, e ele permanece abraçado a mim.

De repente, Mairon começa a me beijar os ombros. Depois, o pescoço. Enfim o rosto. E com uma força surpreendente, inverte nossas posições, ficando por cima de mim e me cobrindo todo com beijos.

- Hun... Melkor, Melkor...!

- O que é isso, Mairon?

- Tanto tempo sem meu adorado vala!

- Calma, Mairon!

- Calma, não! É meu!

E cada vez mais ele me abraça e beija com mais intensidade. De repente, vai até minhas mãos e as beija também. E toma um susto.

- Oh! Quem fez isso com suas mãos? Ainda não havia reparado!

- Ahn... fui eu mesmo.

- Como?

- Ao pegar as silmarili, elas me queimaram.

- Elas queimam?

- Sim. Ao menos aos que tem "más intenções", como diz a lenda.

- Mas eu as peguei em mãos e não me queimaram.

- Hun? Quando?

- O senhor as deixou no banheiro, enquanto se banhava. Eu as guardei dentro de uma cômoda e fechei a mesma com minha magia.

Miro a ele assombrado. Se nem as silmarili o queimaram, isso significa...

...que eu realmente não o corrompi. Que coisa! Ele faz tudo para me fazer feliz, pensando em mim e não em si, por isso não se queima.

Tomo-o em meus braços e vamos ao banho outra vez. Lá, fazemos amor de novo, e eu digo, talvez num arroubo de impulsividade (que me é bem comum) que caso não fôssemos ainur e ele fosse mulher, gostaria de fazer um filho nele. Mairon me olha com certa estranheza.

- Um filho, eu...!

- Sim. Qual o problema?

- Não daria certo.

- Pois eu gostaria de ter um filho seu.

Ele sorri, talvez não pensando mais muito nisso justamente pela impossibilidade de sermos pais, uma vez que além de sermos dois homens, somos ainur.

Nos próximos dias, somos vistos muito juntos, sempre um com o outro. Todos sabiam que éramos amantes antes de eu ser preso, porém passei tanto tempo fora, que tais cenas pra eles se tornaram inusitadas.

Agora, com "hröa", preciso dormir mais frequentemente. Ele dorme ao meu lado e faz questão de me fazer o que chama de "carinho". Após tanto tempo sozinho naquela prisão, finalmente cedo aos seus encantos e assumo que gosto, sim, quando me faz isso. Ele sorri, satisfeito.

Um dia desses, pouco antes de dormir, digo:

- Hun, Mairon... tive medo de que ao voltar, não te visse mais aqui.

- Oh, não...

- Não sei o que faria sem o seu auxílio. Mas quando o vi, fiquei ainda mais temeroso de que não fosse gostar de mim.

- Não gostar? Por que?!

- Porque estou com um "hröa", com as mãos queimadas e mais fraco.

- Ora...! Mas sempre será o escolhido de meu coração. Eu sempre estarei aqui a si...

Ao ouvir isso, mesmo sabendo que lá fora há diversas hostes de eldar querendo me ver morto pelo que fiz, aconchego-me perto do corpo de meu maia e, num dos poucos momentos de paz que posso ter, adormeço entre seus beijos e abraços.

FIM

OoOoOoOoOoOoO

¹Vide a fic "Olhos de Fogo".

Sobre o filho, como Mairon tem "fána", no futuro se transforma em mulher e acaba emprenhando de qualquer modo - mesmo sendo ainu. Vide a fic "Maternidade". E assim Melkinho realiza seu sonho de ser pai, além do sonho de casar - que ele realiza nessa mesma fic.

Sobre a insistência do Sauron pro Melkor gozar nele, vide a fic "A Força". Melkinho dispersava fogo negro ao transar, e o Sauron pegava tudo pra ele. Mas tinha que gozar nele.

Por isso Melkor, que dispersava fogo negro não só no Mairon mas em toda Arda, estava mais fraco - e o maia, sabendo conservar o seu poder, só havia evoluído e ficado ainda mais forte.

Por isso também que o Sauron ficou abstinente - se ele transasse com qualquer um mais fraco que ele, seria ele próprio a dispersar poder. Como mais forte que ele nas proximidades só tinha o Melkor...

Tá vendo, até na hora do lemon o Mairon é metódico e racional. Rs!

É isso aí! Mais uma angbang completa!

Beijos a todos e todas!