DARK ROSE

by Countess of Slytherin

betado por And Allegra

Shipper: Severus Snape / O.C. - Gênero(s): Romance, Drama. - Classificação: M

DISCLAIMER: Nada disso me pertence, tudo isso é da J.K. Rowling. Apenas a O.C. é de minha autoria. Fic feita sem fins lucrativos, visa a diversão. BOA LEITURA!


NOTAS DO CAPITULO

Obrigada por todos os comentários do terceiro capitulo :D Amo vocês.

Olá, mais um capitulo. Um dos meus capítulos favoritos. Severus fará uma burrada. Uff.


CAPITULO IV

JASMIM

...

Havia se passado duas semanas.

Severus não aguentava mais ficar naquela cama. Tinha proferido tantos impropérios a cada elfo que entrava naquele quarto, estava cansado de ficar ali. Sempre teve uma vida ativa e fica ali sem fazer nada o frustrava.

Nesse meio tempo já se sentia bem melhor. O ferimento no pescoço estava praticamente cicatrizado, Elizabeth fez um ótimo trabalho. Ela era também uma ótima companhia, mesmo que não admitisse a si mesmo. Eles conversam muito sobre poções e ela sempre tinham ótimos pontos e argumentos que o deixava impressionado.

Mas a relação deles ainda era de professor e aluna, era isso que Severus dizia a si mesmo toda vez que ela entrava no quarto com seu vestido de linho preto e os cabelos negros lisos até a cintura. Ela havia desabrochado em uma linda mulher. Ele não era cego sabia bem disso, só não entendia como reparava tanto nela. Quando ficava pensativa e mordia o lábio; ou quando se distraia e pegava um fio de cabelo em enrolava nos dedos. Ele era homem e ela mulher, era normal ele se atrair por ela, não é?

Dumbledore estava muito ocupado, por isso ele tinha aparecido pouquíssimas vezes. Via que Elizabeth sentia a falta do diretor, sempre sorria quando ele chegava. Severus gostava de ver a relação dos dois, até sentia um pouco de inveja.

Foi tirado de devaneios quando ela abriu a porta.

[...] [...] [...]

- Como o senhor está se sentindo hoje? – disse com calma.

Severus não fez questão em responder, ela sabia muito bem como que ele estava.

- Sei que o senhor está se sentindo entediado nesse quarto, então decidi que vamos dar uma volta pela casa. – disse com um sorriso casto.

Severus só levantou a sobrancelha quando ela se aproximou e puxou os lençóis para o outro lado da cama. Ele estava mais forte do que antes. Sua saúde física estava melhor, até já podia comer sozinho sem depender de ninguém.

Ela com um olhar o incentivou a se levantar da cama; ele colocou os dois pés para fora começando a se levantar lentamente, aos poucos seus pés firmaram o chão, quando se levantou de uma vez sentiu-se sendo apoiado. Ela tinha usado o seu próprio corpo para ajudá-lo a não cair, estava com as mãos em se tórax. Assim ele pode enterrar o nariz em seus cabelos sentir o aroma que emanava dali. "Jasmim" disse a si mesmo.

Ela se afastou um pouco vermelha, sem ele perceber e com as mãos tremendo um pouco. Pegou uma bengala que estava ao lado da porta e o entregou.

- Use-a para ajudá-lo a se apoiar. – sabia que ele precisava fazer isso sem depender de ninguém.

Lentamente ele foi caminhando em direção à porta, ela o acompanhava mostrando o caminho. Seguiram pelo corredor chegando à escada que dava acesso ao hall. Ele se apoiou no corrimão e desceu devagar. Assim que chegou ao hall pode prestar atenção no lustre gigante de diamantes e cristais preso ao teto.

Ela o apontou uma porta a direita, ele a seguia e juntos entraram no cômodo. Ali era uma biblioteca, com estantes por todos os lados de livros do teto ao chão, ele pode ver de longe os títulos e pelo que viu alguns eram bem raros e em diversas línguas.

- Vejo que gostou. – ele disse com um meio sorriso – Aqui tem tudo que um bom amante de livros gosta. Agora que o senhor está mais forte pode andar pela casa, sei que odeia ficar enfurnado naquele quarto. A bengala lhe dará apoio até o senhor conseguir se firmar sem ela.

Severus só balançou a cabeça em concordância, era muito bom sair daquele quarto infernal, e daquela biblioteca tinha certeza poderia se distrair.

- Não foi para ver a biblioteca que lhe trouxe aqui. – disse ela, abrindo uma porta que dava a uma varanda – Venha. – o chamou.

Severus andou ao seu encontro deparando-se com uma espetacular paisagem. Pela varanda viam-se montanhas ao longe e uma grama verdinha, um carvalho velho e majestoso próximo, dava mais beleza para a paisagem. Parecia que ele estava diante de um quadro, mas quando Severus sentiu a brisa em seu rosto viu que tudo aquilo era real.

Ele se virou e percebeu que ela estava de olhos fechados e com um sorriso no rosto. A brisa batia em seus cabelos perfumando o lugar com o cheiro de jasmim, ela parecia uma ninfa. "Controle-se homem, parece que nunca viu uma mulher na vida" ele disse a si mesmo. Mulher. Ele tinha que digerir isso ainda, passou muito tempo sozinho só se preocupando em ser o espião e se esqueceu dele mesmo. Não que nunca tivesse alguém, mas era só para prazer. Nunca deixou nenhuma ocupar seu coração e mente. Elizabeth ocupava seus pensamentos desde que ele acordou, ela estava virando quase que uma obsessão.

- Professor... – ele foi tirado de seus devaneios.

- Sim, senhorita. – disse sentando numa cadeira estofado ao seu lado.

- Como se sente? – perguntou cordial.

– Como a senhorita disse, estamos na Escócia. – disse com um sorriso debochado.

[...] [...] [...]

Elizabeth pediu para Link trazer um chá com biscoitos para os dois, em alguns minutos o elfo trouxe o chá dos dois.

- Obrigada Link, pode ir. – disse ao elfo, servindo-se e a Severus também – Parece um sonho tudo isso. – disse apontando para paisagem.

- Sim senhorita, é completamente inimaginável algum tão belo com toda destruição que aconteceu no mundo bruxo. – disse reflexivo.

- A guerra é devastadora, mas em tudo a uma beleza. – disse ela.

- Beleza? Acho que desaprendi a apreciá-la, quando você vive com um mundo destruído a sua volta, beleza é a ultima coisa que verá. – disse um pouco angustiado.

- Tudo mudou. A guerra acabou e o senhor pode ter uma nova vida. Pode começar ver a beleza nas coisas. – disse calma.

- Não é assim tão simples senhorita. E isso também não é da sua conta. – disse rude.

- Desculpe senhor, mas acho que o senhor tem que começar a ver a vida de outro modo. Há muitas pessoas que se importam com senhor. Dumbledore é uma delas e eu também posso lhe oferecer minha amizade. – disse bondosa.

- Não preciso de sua amizade. – disse com desdém – Não preciso de ninguém dizendo como devo seguir com minha vida.

Elizabeth não entendeu a atitude dele. Sentiu-se uma tola. As palavras dele doíam muito. Decidiu não falar nada. Levantou e saiu.

Severus sentiu raiva, como ela ousava a se meter em sua vida. "Ela se importa com você" uma voz lhe disse. "Mas agora você pôs tudo a perder." disse uma segunda voz. "Não precisava afastar todos de si, nos sabemos muito bem que você precisa de alguém. Ela é perfeita para esse posto, mas não, o arrogante tem que aparecer e estragar tudo." continuou a segunda voz. "Como se ela fosse se interessar como alguém como eu" ele pensou. "É por que não? Pare de ser idiota e tome uma atitude!" disse a segunda voz.

Severus estava a ponto de enlouquecer com tudo aquilo. Vivia uma batalha constante com sua mente e tudo por causa dela. Nunca foi difícil ser rude ou afastar as pessoas de si, mas com ela era diferente ele sentia algo diferente e ate o doía um pouco fazê-lo. Não sabia discernir o que sentia. Não queria pensar nisso. "Você sabe muito bem o que esta sentindo, só está sendo idiota de não admitir" disse a segunda voz.

Mesmo sem ela ali, ele podia sentir o perfume de jasmim. Agora um pouco franco, mas mesmo assim podia senti-lo.

continua...


NOTAS FINAIS

Severus o que você fez? **autora indignada** Severus está confuso. O que será que ela vai fazer?


PRÓXIMO CAPITULO

Nocturne. Musica ao piano.


Sabe o que deixaria essa autora feliz? Comentários :D
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