Jeh Maxwell: Oie! Bom, tantas batalhas e tudo mais... alguém sempre se estrepa, ainda mais se eu sou a autora da história, hehehe. Qto a escrever, não sei se sou a melhor pessoa pra te dar uma luz, pode ser perigoso, hahaha! Mas o que faço e funciona bem pra mim é discutir comigo mesma e registrar a discussão no words. Escrevo meus pensamentos, discuto os prós e cons de cada tipo de história ou detalhe sobre o qual não consigo me decidir facilmente. Às vezes a discussão no words sai quase mais comprida q a própria história e metade dela é lixo do tipo: "O q faço agora? A história tá mto calma, preciso de alguma coisa mais emocionante. Faço alguém se ferir ou coloco um complicador no enredo?" na seqüência digito uma lista de possibilidades, leio e releio td e acabo me decidindo. O único problema desse método é a digitação excessiva... Eu já tou com tendinite, mas gelo no pulso geralmente ajuda... huahuauha! Espero q isso funcione pra vc tb. (o meu método de escrever e o gelo tb, se necessário, huauhauhauha) Vlw o review!
Tati-kamikaze: OIe! Ah, nada como situações perturbadoras e extremamente incomuns pra deixar a história divertida... vc nem imagina o qto me diverti escrevendo esse fic, huahuahua! Teremos ação sim, mas antes, um pco mais de diversão (minha, pelo menos). Q bom q vc gostou do extra, neste cap tem mais um. Na verdade tem um monte deles e eu vou tentar postar pelo menos todos os mais importantes. Divirta-se então e vlw o review!
Capítulo 4 – O Efeito do Tempo
Os pilotos mais novos e os três garotos começaram a subir as escadas, já que não havia elevador naquele prédio de apenas três andares. Duo entregou um molho de chaves a Cézar e disse que ficaria esperando ali. Quando os outros o olharam sem entender por que ele não subiria junto, o homem apenas balançou a bengala no ar, indicando assim a razão pela qual não iria junto.
- Cara, você é diferente do nosso pai. – Lawrence falou para Quatre, quando já estavam no andar de cima e ainda subindo. – Você vai mudar bastante ainda.
- Acho que é o cavanhaque. O nosso pai usa cavanhaque agora. – Arthur falou.
- Será que você vai ficar mais alto também? – Duo perguntou rindo, uma vez que o Duo mais velho era mais alto que ele.
- Mais alto? – Arthur perguntou, virando-se para Lawrence, em dúvida.
- Ah. Sei lá. – o menino deu de ombros.
Estranhamente os meninos ficaram sérios e calados. Alguns degraus mais a frente, Cézar havia escutado o comentário e se calado de repente. Chegaram ao terceiro andar e o latino destrancou dois apartamentos.
- Deixem suas coisas e vamos descer. O Quatre está em casa hoje.
Enquanto tornavam a descer as escadas, o Quatre mais jovem observava os meninos, se perguntando o que os incomodara. Quando a porta do apartamento no térreo se abriu em resposta ao toque da campainha, foi que ele entendeu. Ali estava sua versão 14 anos mais velha, em uma cadeira de rodas. Mudara razoavelmente como os meninos haviam dito. Tinha um corte de cabelo diferente, um pouco mais curto e um cavanhaque, mas era difícil dizer se ficara mais alto.
- Bom dia! – o Quatre mais velho cumprimentou, animado. – Como foi viajar no tempo?
- Um pouco... perturbador. – Duo respondeu, depois de um momento.
O Quatre mais velho percebeu os olhares espantados para ele, mas fingiu que não notara nada. Porém, antes que tivesse sucesso em sua atuação, sua versão mais nova não pôde resistir a perguntar.
- O que aconteceu com você?
- Ferimento em batalha. Fraturei uma vértebra, mas isso já faz mais de um ano.
- E o pai ainda luta no gundam, não é? – Arthur acrescentou como se quisesse animá-lo.
- Luto. Claro que luto. – Quatre respondeu, com um sorriso.
- Grande. – Lawrence respondeu, irritado.
O menino fechou a cara e de repente saiu correndo em outra direção. Arthur o observou confuso, depois saiu atrás dele e Joshua também, gritando para que o esperassem.
- Eles têm um pouco de dificuldade pra lidar com isso. – o Quatre mais velho falou. – O Lawrence principalmente. Mas não fiquem aqui no corredor, vamos entrar.
O árabe manobrou a cadeira com agilidade, dando meia volta e entrando. Indicou os sofás para que os outros se sentassem.
- Não se preocupe. – falou para o Quatre mais novo. – Se tudo der certo você não deve ficar assim.
Sem saber o que responder, o Quatre adolescente apenas concordou com a cabeça. Seu duplo mais velho, como não pôde deixar de reparar, tinha os braços musculosos, mas as pernas muito magras, a musculatura atrofiada pela falta de uso. Vestia uma calça comprida, mas mesmo assim este detalhe era visível. Sem se incomodar com o silêncio que tal surpresa desagradável criara, o Quatre mais velho foi até uma estante para pegar um livro. Este estava em uma prateleira um pouco mais alta e o árabe não alcançou. Trowa, que estivera encostado à parede, fez menção de ir pegar o livro que o outro não alcançava, mas a versão mais velha de Duo o deteve, erguendo a bengala à sua frente como uma barreira.
- Ele se vira. Não gosta que ofereçam ajuda por qualquer coisa. – Duo falou baixo.
De fato Quatre apoiou-se nos braços da cadeira, conseguiu se projetar para cima por um momento e pegar o livro. Voltou e o abriu em determinada página, de onde tirou um grande mapa.
- São as cinco regiões de domínio direto da Cruz do Norte. – falou, mostrando cinco regiões destacadas em vermelho.
- Anos atrás quando os primeiros ataques ocorreram, a Cruz do Norte estabeleceu um quartel na Itália e aos poucos diversas bases menores, próximas. Depois começou a atacar outros lugares e estabelecer mais bases. – o Duo mais velho explicou.
- Hoje são cinco regiões onde há bases militares. – Quatre completou. – No resto do mundo há soldados, mas eles são em menor número. Toda vez que alguém se manifesta, eles mandam mobile suits para sufocar as rebeliões.
- Nós combatíamos separadamente em várias partes do mundo até pouco tempo atrás, tentando destruir mobile suits mais rapidamente do que eles conseguiam construir novos para repor o contingente.
- Como não tivemos sucesso, resolvemos nos reunir e mudar de estratégia.
- E então resolveram nos chamar. – o Heero adolescente falou. – Não entendo como podemos ajudar.
- Temos um plano. – O Duo mais velho falou. – E acho que vai ser difícil dar certo sem a ajuda de vocês, mas lhes daremos os detalhes quando Trowa, Heero e Wufei estiverem aqui.
A porta do apartamento se abriu, fazendo com que todos interrompessem a conversa. Um dos gêmeos entrou, parecendo incomodado.
- Não achei o Law, ele desapareceu.
- Daqui a pouco ele aparece. – Quatre respondeu. – O pessoal deve estar com fome, por que não me ajuda na cozinha?
- Não queremos incomodar. – disse seu duplo.
- Besteira. Na verdade sabíamos que provavelmente estariam aqui hoje, então minha mulher fez umas compras extras ontem.
Arthur seguiu o pai até a cozinha e o Duo mais velho foi atrás. Voltaram logo com sanduíches e refrigerante gelado para todos. De fato estavam mesmo com fome e principalmente com sede, por isso demorou para que alguém falasse novamente.
- Aliás, quem é a tua mulher, Quatre? – perguntou o Duo mais novo.
- Ah, vocês não conhecem ela. O nome dela é Danielle. É médica do hospital aqui perto. Ela tá de plantão hoje, saiu duas horas atrás e só deve chegar amanhã cedo. São 24 horas de plantão.
- Onde estão os outros agora? – Wufei perguntou.
- O Trowa e o Heero tão na oficina. – Duo respondeu. – A gente aluga um espaço e temos uma oficina mecânica lá. É uma boa fonte de renda. O Wufei aqui da nossa época tá trabalhando também, ele é segurança de uma escola na parte da manhã.
- E você, não trabalha? – Wufei tornou a perguntar.
- Eu sou motorista de caminhão. Trabalho para uma firma, junto com vários outros caras. O trabalho é disputado, não é todo dia que pego estrada.
- O pai também trabalha na oficina. – disse Arthur.
O Quatre mais velho sorriu, feliz com o apoio moral que sempre recebia do garoto. Ouviram uma batida na porta e o árabe pediu para que quem quer que fosse entrasse. Apesar de todos os pilotos do tempo passado já saberem que provavelmente a encontrariam lá, ficaram um pouco surpresos quando uma versão 14 anos mais velha de Relena entrou e os cumprimentou. Perguntou rapidamente da viagem e como estavam, depois pediu desculpas e disse que tinha de voltar para casa, pois deixara as crianças sozinhas.
Mal ela fechou a porta e o Duo mais novo voltou-se para Heero.
- Crianças?
- Por que pergunta pra mim? Não sei de nada. – o japonês respondeu irritado.
- Você e a Relena vão ter duas meninas. – o Duo mais velho quem falou, sem, no entanto, tirar sarro.
O resto da manhã passou rapidamente e quando chegou a hora do almoço, a versão mais velha do árabe chamou Arthur e Lawrence para almoçar e Joshua foi para casa junto com seu pai, a fim de almoçarem também. Os pilotos ficaram na casa de Quatre, onde almoçaram também e Cézar saiu com sua van, para levar os três garotos e as duas filhas de Heero e Relena à escola. Pela janela, os pilotos mais novos puderam ver as duas garotas acompanharem os meninos e Cézar até o carro. A mais velha usava óculos e tinha o cabelo liso cortado na altura do ombro, da mesma cor do cabelo de Heero. A mais nova, que seguia saltitando atrás dos outros tinha cabelo mais claro, preso em duas maria-chiquinhas. As duas se despediram de Relena antes de entrarem na van para irem para a escola. Relena então entrou em um dos carros que estavam estacionados e saiu em outra direção.
Pouco depois de o latino ter saído, e Duo ter voltado a se reunir a eles, foi a versão mais velha de Wufei quem chegou, usando um uniforme de segurança. Seu cabelo estava ligeiramente mais comprido e ele também ficara mais alto e mais forte. Cumprimentou a todos, mas não foi almoçar. Passou rapidamente em seu apartamento para se trocar e voltou vestindo shorts e regata e com uma xícara de café, a fim de conversar com os outros.
- Você é segurança na escola das crianças então? – o Quatre mais novo perguntou.
- Não, em outra escola maior. Eu cuido da entrada, da saída e vigio os corredores no horário de aula.
- Mas as crianças até gostam de você, não? – o Duo mais velho falou, rindo.
- Ah, claro. – Wufei respondeu sarcástico. – No meu aniversário os professores obrigaram uma turma da primeira série a fazerem uma homenagem. Um bando de pirralhos cantaram 'parabéns a você' e depois agradeceram ao 'China' por cuidar deles todos os dias.
- China?
- Aparentemente meu nome é complicado demais pra eles lembrarem. – respondeu o chinês, irônico.
Wufei tomou um gole de café e sentou-se em um canto. Perguntou se já haviam visto o mapa das regiões e contou as notícias que ouvira a respeito da batalha entre a Cruz do Norte e a célula de resistência Norte-Americana. Os rebeldes como ouvira, haviam sido forçados a fugir, mas poucos tinham conseguido.
- Você não tem filhos também, tem? – o Duo adolescente perguntou, depois de um momento de silêncio.
- Não. – respondeu a versão mais velha do chinês.
- Eu não me lembro... – começou o Duo mais velho, com um sorriso malandro. – Você que não quis filhos ou foi a Sally?
- Sally? – os outros exclamaram surpresos.
- Você precisa mesmo lançar as "novidades" sobre a cabeça dos outros como se fosse uma bomba? – o Wufei mais velho falou, sem se incomodar em responder a pergunta.
- Sally? – perguntou desta vez a versão jovem do chinês.
- É, Sally. Trabalhamos vários anos juntos e aconteceu. Só isso.
- Uma pergunta. – disse a versão adolescente de Duo, apontando o Wufei do tempo passado. – agora que ele sabe que seu futuro é ficar com Sally, isso não poderia mudar tudo? Não poderia sei lá, fazer algo diferente, deixar de dar em cima dela ou qualquer coisa?
- Eu não dei em cima dela. – o Wufei mais velho respondeu.
- Ela deu em cima de você primeiro?
- Não, nós ficamos bons amigos. Um dia simplesmente...
- Rolou? – completou o Duo mais velho.
- É, rolou. Que seja. – o chinês falou.
- Vocês agora já sabem, poderiam mudar as coisas na sua época se quisessem, mas não há por que. É só não quererem mudar. – falou o Quatre mais velho. – A primeira vez que encontrei minha mulher eu a chamei pra ir almoçar. Faça isso e tudo deve sair como saiu para nós. – falou, para sua versão mais nova.
- Perceba a responsa, Quatre. – o Duo mais novo falou. – um almoço e você vai acabar casado e com dois filhos gêmeos.
- Não é só um almoço, mas é pra começar... – respondeu a versão mais velha do árabe, rindo. – Aliás, de acordo com pesquisas dos engenheiros, existe uma espécie de tendência para que as coisas aconteçam de certa forma.
- Você quer dizer destino?
- Não é imutável, mas parece que pequenas alterações não mudam o futuro em longa data. – o Quatre mais velho continuou. – Se essa teoria estiver certa, vocês têm o poder de fazer com que aconteça diferente, mas se não quiserem mudar nada, muito provavelmente vai acontecer pra você as mesmas coisas que aconteceram pra nós.
Muita coisa mudara mesmo naqueles 14 anos. Os cinco rapazes agora começavam a pensar em quanto tempo de vida ainda tinham pela frente. Quantas coisas viriam a acontecer. Teriam de evitar que aquela guerra acontecesse, assim poderiam desfrutar de tais mudanças. Mas antes, tinham de se preocupar em acabar com a guerra daquela época. Mas depois de verem o mapa que o Quatre mais velho lhes mostrara, não estavam muito animados.
N/A: Ok, drama básico, não me crucifiquem por este cap, fãs do Quatre! Eu queria dar um tom mais sério pra contrabalançar as piadas e brincadeiras minhas. Bom, vou deixar vcs com um outro extra.
História dos Pós-Guerra – parte 2
03 de Setembro de 198 d.c.
Colônia L4
Era hora do almoço e a reunião teve de ser interrompida. Vários executivos e empresários discutiam propostas para a recuperação de uma área meio acabada da colônia. Entre eles, Quatre era o mais novo. Uma de suas irmãs que lhe pedira para ir, mas a reunião estava sendo muito cansativa. Enquanto iam saindo do escritório, homens e mulheres decidiam a qual restaurante chique ir, mas o rapaz pensava apenas em qual seria mais perto.
Quando chegou à rua, o movimento da hora do almoço parecia seguro. Ninguém repararia se ele era o irmão caçula de uma família rica. Dispensou o carro e o segurança e começou a andar, procurando um restaurante qualquer que parecesse razoável. Era bom se afastar de todas aquelas formalidades de vez em quando e apenas caminhar tranqüilamente entre os vários trabalhadores que se acotovelavam pela calçada movimentada.
- Ai!
- Hã? Desculpe!
Fôra tão de repente que Quatre até se assustara. Virara a esquina, distraído, e batera de frente contra uma moça que vinha de roupa branca e jaleco pendurado no ombro. Seguindo a lógica da "Lei de Murphy", ela carregava um copo de café bem na hora.
- Caramba, mil desculpas! – insistiu, vendo que a moça derramara café na blusa branca.
- Ah, não foi culpa sua, eu não estava prestando atenção na rua. O café já tava frio mesmo.
- Eu te pago uma blusa nova.
- Imagina, isso sai. – disse ela, com um sorriso discreto.
Então que o árabe reparou melhor na moça. Sua pele morena combinava com os cabelos escuros ondulados e seus olhos eram castanhos e vivos. As roupas brancas apenas destacavam o bonito tom de pele que ela tinha. Era uma moça muito bonita.
- Eu vou indo então. – ela acrescentou.
- Espere, será que eu posso... te pagar um almoço pra compensar?
- Não se incomode.
- Por favor? – ele insistiu, agora sorrindo.
Ela o encarou por um momento, como se estudasse a proposta.
- É muita gentileza sua. Eu aceito então.
- Onde você quer ir?
- Tem um restaurante muito bom na próxima quadra, mas você que sabe.
- Na verdade eu não conheço muita coisa por aqui. Posso perguntar o seu nome?
- Danielle. E o seu?
- Quatre.
- Diferente. É Francês?
- Não, árabe.
- É? Sua família é de origem árabe?
- É sim.
Quatre a observou com atenção para ver se ela parecia reconhecer seu nome, mas ela não dera bola. Ele estivera nos jornais há pouco tempo e muita gente na colônia o conhecia, mas ela, pelo visto, não. O que de certa forma era um alívio.
Almoçaram no tal restaurante e depois ficaram conversando por mais algum tempo sobre diferentes assuntos, divertindo-se.
- Você estuda por aqui? – Quatre perguntou, a certo ponto.
- Eu faço estágio no hospital Dr. Montverg.
- Médica?
- Acabei de começar o terceiro ano da faculdade. E você?
- Estava trabalhando. Uma reunião chata.
- Que chique.
- Não, é só chato mesmo.
Ela riu em resposta ao comentário, mas não adicionou nada a ele. Quatre não queria desistir da conversa ainda. Queria saber mais sobre aquela moça.
- Você tem família aqui? – continuou.
- Não, eu moro sozinha. A minha mãe faleceu logo que eu vim pra cá.
- Sinto muito.
- E você, Quatre?
- Eu tenho minhas irmãs. Meu pai faleceu na guerra.
- Que triste. Ainda bem que essa guerra acabou. E você estuda ou só trabalha?
- Eu estou pensando em fazer uma faculdade. Agora as coisas estão corridas demais, mas em breve, quem sabe.
- Faculdade do quê?
- Administração, eu acho.
- Cálculos... – a moça murmurou, com voz de desagrado.
- Hm? Ah, isso é uma desvantagem. Não gosto muito de cálculos.
- Eu então... Acho que é tradição da área de biológicas odiar números.
- Imagino. Mas é uma área bem difícil assim mesmo, não?
- Mas quando você gosta... Ah, Meu Deus! Olha a hora! Desculpe, eu preciso voltar pro estágio...
Ela se levantou e Quatre também. Ele já notara a passagem rápida do tempo e também estava atrasado, mas diferente dela não estava preocupado com isso.
- Muito obrigada pelo almoço. – disse ela, pegando sua bolsa e pendurando o jaleco no ombro outra vez.
- Acho que vou estar por aqui amanhã de novo, gostaria de almoçar comigo outra vez?
- Isso ainda é compensação pela blusa manchada? – ela perguntou, com uma expressão divertida.
- Na verdade, não. – Quatre respondeu, corando levemente.
Danielle percebeu que o envergonhara um pouco. Ele tinha uma cara de garoto de escola, ainda mais agora que estava vermelho. Ela pensava em quantos anos ele teria.
- Pode ser. Você quer se encontrar comigo amanhã aqui?
- Claro. Que horas?
- Meio dia e trinta?
- OK.
- Eu vou voltar agora, porque estou atrasada. Tchau! Muito obrigada pelo almoço! – agradeceu mais uma vez.
- Tchau. De nada.
Quatre voltou ao escritório onde a reunião já tivera início. Olhares reprovadores o atingiram em cheio quando ele abriu a porta da sala, onde todos os outros já estavam sentados.
- Com licença.
Sentou-se outra vez em sua cadeira. Uma mulher se levantara e falava sem parar, mostrando gráficos projetados na parede, mas ele não prestava atenção em uma só palavra. Ainda pensava na moça que conhecera há pouco.
No hospital, Danielle chegou alguns minutos atrasada, mas como seu superior ainda não estava lá, não houve problema. Vestiu o jaleco por cima da blusa manchada e correu a pegar uma ficha no balcão.
- Oi, Júlia. – Danielle cumprimentou a outra estagiária que chegara.
- Olá. O que houve que você está com essa cara alegre aí?
- Eu acabei de conhecer um cara tão simpático...
- Ah, é? Bonito?
- Ahan. Uma graça.
- Conheceu no restaurante?
Cada uma delas pegou uma ficha e desceram pelo corredor, ainda conversando.
- Na rua. Eu esbarrei nele e o meu café virou na minha blusa. Ele quis me pagar um almoço pra compensar.
- Faturou um almoço. Acha que fatura o cara?
- Que jeito de falar! Bom... A gente marcou de almoçar juntos amanhã de novo.
As duas riram e se despediram, indo ver pacientes diferentes que estavam internados.
N/A2: Bom, cap terminado. Postei o mais cedo que deu. Tenho alguns trabalhos de faculdade mto chatos me ocupando o tempo... Mas paciência. Vou postar até o fim! E aí eu continuo postando com os extras q sobrarem! (qdo eu disse q tem um monte deles, é q tem msm... ¬¬'). Vlw tarem lendo e vlw os reviews! Bjos e não desistam! Prometo não aleijar mais ninguém!
