Ham '-'

Naruto não me pertence, infelizmente. Mas isso eu estou superando com a minha psicóloga u.u


Behind you

Eu te amo.

Foi a última mensagem da noite. Em dois dias, ela estaria pegando um ônibus na rodoviária de sua cidade e partindo para uma longa viagem de nove horas até a cidade de seu amado.

Era realmente uma prova de amor.

E uma surpresa e tanto, pelo menos para ele, que de nada sabia.

A menina era esperta e tinha bolado seu plano perfeitamente. Enquanto o garoto não estava em casa, falou com sua sogra e explicou-lhe o plano, pedindo apenas que ela inventasse um motivo para levá-lo a rodoviária no dia combinado.

Sorriu. Estariam completando sete meses. Sete meses de namoro virtual. Eles iriam se ver nas férias, mas as férias pareciam tão longe... Ela aproveitou que havia um feriado de quatro dias no meio do mês de Outubro e planejou a viagem. Sua mãe concordara em lhe dar a viagem. Sabia que a filha era apaixonada pelo garoto.

Eles conversavam todos os dias, microfone, câmera, google talk, orkut, telefone, sms... Todos os recursos possíveis, eles tinham usado. Mas ainda sentiam falta do toque, do abraço, do beijo, do carinho, da sensação de proteção...

Foram sete turbulentos meses. Mas setes meses perfeitos, ao menos para ela.

Eram brigas quase todos os dias. Por ciúmes, insegurança, medo de perder.

Eram as desculpas dela.

Ele?

Um moreno, perfeito. Falavas as coisas certas, nos momentos certos, sabia lidar com mulheres. Não era exatamente gentil e brincalhão, mas para um coração apaixonado, ele sempre é perfeito.

Ela gelava só de pensar que em cinqüenta e sete horas, estaria abraçando seu amado. Como sempre quis.

Nos dois dias que se seguiriam, eles não se falariam. Ela iria fingir que não podia entra no computador e se controlaria para não atender as telefonemas e ignorar as mensagens. Era um plano arriscado, ele podia se sentir bravo ou magoado, mas no final, valeria a pena.

Deitada na cama, ela sonhava com o dia tão esperado.

Imaginando que cada passo seria perfeito.

Ela iria descer do ônibus as sete em ponto. Estaria com uma bolsa, e sua blusa preferida. Andaria pela estação de lá até encontrar sua sogra. Como já haviam combinado, ela faria de tudo para que ele não a visse chegando. Então ela o abraçaria por trás e o assustaria.

Conhecendo-o como ela o conhecia, sabia que ele iria se assustar, mas iria esconder. Soltaria seu meio sorriso sexy, e a abraçaria de volta.

A partir dali seria apenas alegria.

Ela sentia seu coração batendo forte, só de pensar no sorriso surpreso e feliz que ele daria.

Por que, talvez até por serem raros, os sorrisos do menino eram os mais bonitos e quando ele queria, os mais sinceros.

Ela os amava, tanto quanto amava ele.

Ele se fingia de forte, de frio, mas quando estavam sozinhos. Ele era perfeito.

Ela queria ver como seria lá.

Quando ele a abraçasse, no quarto que ela conhecia de cor por ver pela web cam, quando ela a beijasse.

Só de sonhar, já se sentia nas nuvens.

Seriam os três dias mais perfeitos da vida dos dois. Ela sabia, ela sentia isso.

Os dois dias passaram devagar, mas passaram. Quando deu por si, a menina estava se despedindo de sua mãe e embarcando no ônibus de dois andares. Seu assento era na frente, com uma janela gigante só para si.

A menina contemplava a paisagem que passava rapidamente por ela.

Seria uma noite longa se ela permanecesse acordada, mas o nervosismo não deixava que ela dormisse.

Ligou seu Ipod, pôs a música deles. Sexy Love.

Fechou os olhos e relaxou, lembrando de vários dias.

Lembrou, primeiro, de quando ele pôs essa música e falou no microfone 'É nossa'.

Lembrou do primeiro sorriso do garoto, no mesmo dia. Quando ela cantou a música toda pra ele.

Lembrou quando os dois fizeram coro, e cantaram juntos. Como a voz deles se encaixava, como eram perfeitos um para o outro.

Lembrou quando ele dançou a música, com ela cantando. Ele imitava o Ne-yo muito bem. Sabia todos os passos, dançava até com a cadeira. Era quase perfeito, faltava só ela, para completar as cenas em que a menina aparece.

E por fim, se lembrou de várias brigas. Duas em especial.

Era final de noite, sexta feira, ele ia viajar para a praia e eles não iriam se falar o final de semana todo. Estavam tentando matar as saudades antecipadas e conversavam no msn. Ele contava os dias que passava na escola, com todas as suas amigas. Pronto.
Essa palavra ameaçava a felicidade da garota.

As amigas dele. As amigas que o abraçavam, que o beijavam, que conversavam com ele todos os dias.

Ela já tinha dito que tinha ciúmes, mas ele não se lembrava disso.

E contou. Contou que as abraçava, que batia na bunda delas e que elas lhe beijavam na trave.

As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da menina. Ela fechou a web cam antes que ele visse. Disse boa noite e saiu do computador. Se jogou na cama em prantos e ignorou das três vezes que ele ligou.

Ela sabia que não era ciúmes por elas poderem vê-lo todos os dias. Era medo de perdê-lo para qualquer uma dessas 'barangas', como intitulava ela.

Cinco mensagens depois, ela secou o rosto e ligou para ele.

Disse que não tinha ouvido os toques do celular e que a internet tinha caído.

Ele pediu desculpas por falar das amigas.

Ela insistiu que não era isso que a incomodava.

Ele sabia que era.
Ela teimava que não.

Eles discutiram.
Ela cedeu, por fim.

Reclamou que ele só falava das amigas, nunca tinha ouvido ele falar que tinha saído com os amigos.

Eram sempre as mesmas, a Loira e a Ruiva.

Ele justificou que eram o trio inseparável.

Ela chorou. Disse que ele era um cachorro. Disse que sabia que ele já tinha ficado com elas.

Ele admitiu, então.

Numa loucura, saiu com as duas pra balada e encheu a cara.

Estava doido, mas não justificava. Beijou as duas. Traiu ela.

Ela se acabou de chorar. Acordou com o olho inchado e onze chamadas perdidas dele.

Era a primeira briga oficial. Um final de semana perdido.

Logo na segunda feira, flores chegaram na casa dela.

Um buquê de rosas de dar inveja a qualquer um.

Vinham com um bilhete de desculpas.

Ela deu pulinhos de alegria e gastou sua preciosas tarde, falando para suas amigas o quanto era sortuda por ter um cara que gostava tanto dela.

Apesar dos chifres, ela sabia que ele não fez por mal.

Quando bebe, perde a noção de tudo, e elas, como melhores amigas, deviam saber disso. E fizeram de propósito. Para ele perder a cabeça e beijá-las.

Ficou com mais ódio das duas. Mas ao menos, eles estavam bem.

Deu-se então, cinco meses.

Era uma semana complicada para ela.

Época de provas, mal tinha tempo para ele. Mas sempre que dava eles conversavam.

Ela estava tão cansada. Que as vezes passava tardes e tarde dormindo. E não conseguia falar com ele.

A semana mais livre que conseguiu, resolveu dedicar a conversar com ele.

Entrava super cedo e ficava esperando.

Ele começou a demorar para entrar na hora do almoço, isso quando entrava.

A tarde, ele sempre estava entretido demais no jogo. Eles se falavam por pouco tempo. Ela se sentia mal. Sentia falta dele.

Chorou sozinha. Em silencio. Ouvindo a música deles.

Lembrando disso, chorou também. Lembrou da angustia que sentiu naquele momento, da dor...

Decidiu então falar com ele.

Assim que entrou no msn, jogou o assunto, como se não fosse nada importante.

Foi meio besta, mas direto.

E mais uma briga se sucedeu. Ele tentava fazê-la parar de birra. Ela reclamava mais e mais, e chorava mais e mais. Nisso, era sensível. E ele sabia fazê-la chorar. Não era novidade vê-la em lágrimas por ele.

Ele tentava de tudo e quando pensava que iam se resolver fazia merda e brigavam de novo.

Então jogou sua última carta, disse que estava quase chorando, morrendo de sono e nem pensando estava direito, ela mandou ele ir dormir, super fria. E ele foi.

Tudo que ela conseguiu foi se jogar na cama e chorar até adormecer.

No dia seguinte, foi a vez dela pedir desculpas, por brigar por uma coisa tão boba, por ser tão idiota... E ele simplesmente disse que a amava muito.

E assim foram, as duas brigas que mais marcaram a menina. Ela nem sabe direito por que, mas marcaram.

E com esses pensamentos, essa música, e a paisagem que ia passando cada vez mais rápido, mudando de uma cidade grande para várias e várias árvores ela adormeceu com um sorriso estampado no rosto.

Em algumas horas, ela se encontrava na rodoviária da cidade dele. E era bem como tinha imaginado. Ela desceu do ônibus, pegou sua bagagem e foi a procura dele.

Muitos morenos, altos, parecidos com ele. Mas não ele.

Então, ela o avistou.

Mais lindo do que ela havia imaginado que ele seria. Ela nem sabia como ele, logo ele tinha se apaixonado por uma menina que nem ela.

Ele estava com uma camiseta azul escuro e um jeans escuro também, o cabelo bagunçado completava o charme natural dele que a fazia suspirar só de imaginá-lo.

Percebeu que a irmã dele a viu e apenas fez sinal para que ela fizesse silêncio.

Se aproximou um pouco mais e pegou seu celular, discou o número que já sabia de cor e esperou ele atender. Ela viu que ele parecia animado ao ver, provavelmente, o nome dela do visor do celular. E então atendeu com seu típico alô.

Oi amor, tudo bem?

Ela disse, como quem não quer nada.

Agora sim. Saudades da sua voz, minha linda. Onde andou por esses dias, não me respondeu nem atendeu.

Ele parecia aflito.

Desculpe, amor. É que não deu tempo. Tive uns imprevistos esses dias...

Ela sentia o coração batendo cada vez mais rápido.

Ahn... Tudo bem. Mas onde é que raios você está? Que barulho irritante...

Seu tom era mais agressivo, mas mesmo assim feliz.

Eu? ...

Ela deu uns passos para frente, chegando mais perto ainda. Já podia sentir o perfume doce dele. Ela tremia e sorria ao mesmo tempo.

Atrás de você, amor...

E desligou o celular, ele, talvez por instinto, pois não conseguia acreditar naquelas palavras, olhou pra trás.

Os dois olhares se encontraram. Os olhos negros com os olhos verdes.

Ela correu e então o abraçou pra nunca, nunca mais soltar.


OO FINAL FELIZ?

UHEUHUEHUEHUEHUEH --'

Poisé, eu resolvi criar vergonha na cara e parar de fazer drama. Mas acho que é tudo um reflexo a realidade (?)

Tá, parei de falar merda. É que tô meio doida esses dias. Mas enfim.

Espero que tenham gostado. Eu achei... bonitinho vai.

Tá. Eu não gostei muito não. minha praia não é final feliz. mas depois de Zettai Kareshi eu entendi que final feliz em romance é uma merda T.T

E eu sei que não deu pra perceber o casal. Mas é SasuSaku. Estou começando a ganhar simpatia por esse casal por causa de algumas fics onde a Sakura não é uma vadiazinha e o Sasuke não percebe que amou ela a vida toda (Y)

Enfim. Reviiews ? n.n'