Summary/Resumo: Quando Sydney e Nigel chegam ao Havaí para colaborarem com a equipe Five-0 no resgate de algumas relíquias roubadas, ninguém esperava que uma missão tão simples pudesse levá-los a revelações inacreditáveis. Encontros passados e antigas promessas são revelados, mostrando ao SEAL teimoso que seu amor se chama Danny Williams.

Categoria: Crossover; Relic Hunter & Hawaii Five-0; Sydgel; McDanno; sobrenatural; romance; angst.

Advertências: slash; homossexualidade.

Pedido da Cris: H50 X RH - No Havaí, há uma série de roubos, e o 5-0 tem que colaborar com uma famosa arqueóloga para encontrar as relíquias roubadas (ela e seu assistente). Talvez a relíquia os conduza a um passado (pode ser em forma de viagem no tempo ou simplesmente descobrindo fatos na investigação) em que Danny e Steve descubram que se pertencem desde sempre...

Nota sobre este Crossover: Inseri uma personagem original neste crossover, a curadora Doutora Christine Newell. Ela é a viúva de Alistair Newell, que foi o mentor da professora de História e caçadora de relíquias Sydney Fox, no seriado Relic Hunter.


O quadro e o crucifixo (T – PG13)

"O quadro„

[forças sobrenaturais]

A professora finalmente recebera acesso à suíte de Christine, para trocar de roupa depois de ter tomado banho no quarto de Nigel. Mais alguns instantes, e as duas mulheres estavam prontas. Desceram para encontrarem o inglês no lobby do hotel.

― Que coisa inusitada você ter esquecido a chave no próprio quarto antes de termos saído ontem – Christine comentou de forma despretensiosa enquanto se aproximavam do professor. Debaixo de seus braços, inúmeros folhetos e guias turísticos, e em seu rosto um sorriso quase tão resplandecente quanto seu vestido de mangas curtas.

― Eu poderia jurar que vi a chave dentro da minha bolsa quando nos preparamos pra invadir o armazém, ontem – a caçadora reclamou, desconfiada. A doutora Newell agitou um dos braços:

― Ora, querida, não perca tempo pensando nisso. Agora você tem a chave e está usando o relicário. O dia promete ser maravilhoso! Bom dia, Nigel!

O inglês sorriu ao cumprimentar a curadora, e esta apressou os dois professores alegremente para buscarem o carro e seguirem caminho para a sede do Five-0.

Durante certo trecho da curta viagem, Sydney se preocupou um pouco: o inglês estava irrequieto demais até para seus padrões. Pelas queixas do homem, parecia-se com uma ressaca, só que isso aparentemente havia acionado o botão que impedia Nigel de fechar a boca. Enquanto a mulher dirigia, o colega ao seu lado cochichava repetindo incessantemente que sentia dor de cabeça. Era estranho ele estar sentindo-se tão mal, pois não havia bebido de forma exagerada, e ela havia assegurado que ele ingerisse bastante água na noite anterior:

― Está me deixando nervosa. Você já tomou uma aspirina? Tome mais uma se está doendo tanto – ralhou suavemente.

Ele sorriu de leve, meio surpreso e sem jeito, e abriu o bolso lateral da pequena mochila que sempre carregava. Engoliu o medicamento, que nunca se esquecia de trazer durante as caçadas, e ringiu os dentes quando o som estridente do celular tocou do outro lado da bolsa. Atendeu, mas o som havia indicado apenas uma mensagem de texto.

Ele exalou o ar enquanto falava, deixando a frase quase incoerente: ― Cate de novo?... – Sydney ficou em silêncio, surpresa com a reação do amigo. De forma igualmente inesperada, ele leu baixinho o conteúdo da mensagem completa: ― "Ei, como está a busca pelo quadro? Eu posso ir até aí se vocês precisarem. Não esqueça de me ligar. Até" – Nigel quase remedava a voz durante a leitura. Ele acionou o modo silencioso do aparelho, guardou rapidamente o celular e virou o rosto para a janela, cruzando os braços.

A caçadora ainda estava impressionada de testemunhar o amigo tão dessatisfeito com o contato de Cate, uma das únicas pessoas com quem ele tinha, ou aparentemente tivera, um relacionamento sério. Espiou pelo retrovisor e viu que Christine parecia distraída, observando a paisagem deslumbrada com um dos guias de turismo nas mãos; preparou-se para perguntar por que Nigel estava tão irritado com a agente da Interpol, sua ex, mas o amigo murmurou ainda de face para a janela:

― Por que ela quer vir até aqui? O que se passa pela cabeça de Cate? Depois de tudo o que me fez, de tudo o que disse, ela pensa que vou recebê-la de braços abertos pra que possa me usar novamente? Pra que ela possa NOS usar? – Sydney ficou muda. Fora a primeira vez que ouvira Nigel falar sobre Cate Hemphill de maneira tão franca, e com tanta mágoa. Ele continuou, no mesmo tom: ― Cate só se importa com suas missões, e deixou isso bem claro da última vez. Não quero ter que vê-la de novo...

A professora pensava que seu colega e Cate haviam se entendido desde a última vez que se encontraram e ele arriscara tudo para auxiliá-la, aceitando agir encoberto em uma missão da agente; mas viu que estava enganada. E o inglês escondera bem seu desgosto durante todo esse tempo, ele nunca havia se negado a pedir informações à agente.

― Não precisamos dela, Nigel – declarou. Cate era um ótimo contato na Interpol, mas se isso afligia tanto seu parceiro, Sydney não iria mais recorrer a Hemphill para nada. O homem voltou os olhos da janela para a amiga que segurava o volante. Ela repetiu: ― Não precisamos de Cate. Se ela ligar, eu mesma lhe direi isso. Agora relaxe, a aspirina já vai fazer efeito – assegurou.

O professor levou alguns segundos antes de reagir, então seu rosto ficou inegavelmente mais animado: ― Tudo bem – voltou a espiar a paisagem de seu lado da rodovia, mas desta vez as reclamações cessaram: ― Obrigado, Syd – foi o sussurro, que a caçadora quase não conseguiu distinguir. A professora viu a olhadela que Christine estava lhe lançando pelo retrovisor, fez uma pequena careta para a doutora, sorrindo depois.

...

― Mais pessoas sorridentes e seminuas em um dia comum no Havaí, ai! Como a cabeça de alguém pode doer tanto só por uma garrafa de uísque?! – Danny cochichou, emburrado no banco do carona de seu próprio carro. Começou a massagear a cabeça. ― Esse ninja poderia ter usado um golpe secreto e me apagado ontem sem deixar essa ressaca dos infernos.

Havia começado de novo. Depois do aparente susto ao ver que estava na casa do amigo, a rabugem do loiro ao levantar do sofá naquela manhã estava atingindo níveis inigualáveis, e alternava entre períodos de mudez e rompantes momentâneos direcionados a tudo: ao barulho do mar, às roupas usadas, ao horário, ao cheiro da colônia de McGarrett, à maneira como Steven se aprontara tão rapidamente e nunca repetia as calças cargo; até da cor do céu o loiro reclamara, mas o tópico que sempre retornava era a frustração de não saber o que fizera depois de ter entornado aquele uísque na noite anterior (e também por que McGarrett vestia camisetas tão apertadas, babe): ― Isso é ridículo, a culpa não é de Steven, Rachel tem razão, a culpa de tudo é minha. Não é hora de afogar as mágoas na bebida e esquecer o que fiz na manhã seguinte. Eu sou um idiota. Você é um idiota, Danny! Eu preciso de mal-assadas. Será que a moça do café vai me dar desconto hoje?... – o murmurinho parou.

Steven Já havia desistido de tentar compreender as mudanças abruptas de humor do parceiro nos últimos minutos. Estava dirigindo o camaro e sequer se esforçou para comentar o resmungo que o loirinho fizera desta vez. McGarrett tentava ficar quieto nessa ocasião por dois motivos: primeiro, por que dizer que Danny estava eloquente naquela manhã seria eufemismo, quando o loiro começava a balbuciar consigo mesmo, o fazia de forma mais rápida que qualquer outra pessoa na face da Terra; segundo, por que quando o SEAL abria a boca para acompanhar qualquer um dos rápidos e anedóticos comentários, a neurastenia do detetive ficava ainda pior, e o moreno era acusado de estar tentando começar uma discussão, de não entender que o loiro queria ficar quieto em um pouco de "introspecção-pós-noitada" – mais uma palavra do vastíssimo vocabulário Williams.

O marinheiro suspirou levemente e fez a última curva que levava ao Five-0; estava disposto a evitar atiçar ainda mais o temperamento do parceiro, seus ouvidos de SEAL, treinados durante anos ao lado de canhões e metralhadoras, já estavam explodindo. Danny falando de forma incessante por minutos a fio poderia ser usado com sucesso como técnica de tortura pelos militares.

Estacionaram na frente da sede, e Steven desceu do veículo o mais rápido que conseguiu. Apressou o passo para chegar logo ao escritório e poder se trancar com uma xícara de expresso e a oportunidade de aproveitar o silêncio.

― Ok, estamos nos aproximando do escritório, hora de me concentrar no caso. Acho que posso fingir que está tudo bem, que não fiz nada terrível além de me intoxicar de forma vergonhosa na frente de Steven ontem... Por favor, Danny, não tenha feito como aquela vez no aniversário de Rachel, você não merece esse tipo de humilhação! – a voz baixinha do loiro, que caminhava rapidamente para alcançar o marinheiro na subida das escadas, sussurrou.

A policial havaiana deu bom-dia quando os dois cruzaram a porta de vidro, lado a lado. O SEAL respondeu o cumprimento de maneira prática, acenou para Chin, que estava na mesa computadorizada, e mirou a entrada do gabinete que lhe prometia o almejado alívio para seus ouvidos.

― Bom dia, Kono, Chin – Danny também ofereceu. O comandante pretendia seguir seu caminho, mas ouviu o comentário às suas costas. ― Os dois ainda parecem cansados. Vou buscar café, quer também, Steve? Aposto que sim, forte e sem açúcar, como um SEAL.

Certo, envolver os SEALs e esperar que Steven ignorasse era algo inexistente neste universo. O marinheiro girou sobre os calcanhares para ficar de frente para o loiro. Mas ao fazer isso passou os olhos rapidamente por sobre o ombro do parceiro, juntou as mãos: ― Eu tenho uma coisa pra fazer na minha sala, conversaremos depois que os meus ouvidos deixarem de zunirem – estabeleceu, dando as costas novamente para os três colegas. Enfurnou-se rapidamente no gabinete, parecia até estar fugindo.

Sydney, Nigel e Christine chegaram nessa hora, sendo recebidos pela expressão atônita dos membros do Five-0. Os recém-chegados ofereceram os cumprimentos da manhã de maneira incerta. A curadora avistou o moreno comandante pela parede envidraçada do gabinete, embora o SEAL tivesse tentado se esconder atrás da tela do computador: ― Detetive Williams, sabe se ele está usando o amuleto?

O loirinho espiou o colega que havia corrido para a sala: ― Eu não sei. Sinta-se à vontade – a loira assentiu e troteou até o escritório do marinheiro. Danny enfiou as mãos nos bolsos: ― Estou com dor de cabeça demais pra apartar aqueles dois, vou buscar café – saiu do escritório pela outra porta, com a expressão mais satisfeita.

Sydney resolveu apelar para o trabalho: ― E então, como está indo a busca pelo suspeito que o comandante viu no armazém? – os dois policiais, que balançavam as cabeças desistindo de tentar compreenderem seus colegas, pareceram gratos pela pergunta. Kono aproximou-se da mesa computadorizada, Sydney e Nigel fizeram o mesmo e ouviram a explicação de Chin:

― A busca pelo banco de dados está demorando, as características que Steve descreveu encaixam com dezenas de suspeitos – ampliou a lista com os nomes e as fotografias. ― Estamos esperando o chefe dar uma olhada, assim ele poderá reconhecer a pessoa correta.

Os arqueólogos se debruçaram sobre a tela, Nigel vestindo os óculos que retirara do bolso. Sydney apontou para um dos rostos da lista assim que passou os olhos sobre ela: ― É Sean!

― Sean James?! – o professor Bailey observou a fotografia, incrédulo. ― Aqui diz que ele permaneceu na ilha por alguns dias e foi embora nesta manhã – comentou. Sydney mordiscou o interior da boca considerando as possibilidades.

― Vocês conhecem essa pessoa? – Kono inquiriu, percebendo o olhar preocupado que o professor oferecia em direção à colega.

― Sim. É um caçador de relíquias rival. Ele trabalha para quem pagar mais – o acadêmico respondeu.

― Finalmente uma pista – Chin declarou com alívio. Trouxe mais informações sobre James para a tela. Silêncio por alguns minutos enquanto a equipe e os professores analisavam os dados.

― Oh, ela está com aquele olhar... – o inglês sussurrou. Sydney fingiu que não ouviu. Ele continuou, no mesmo tom baixo que usara no carro ao falar de Cate: ― Karen tem razão, os olhos dela brilham quando ela encontra... encrenca. Sean James é encrenca. E o que Syd vai fazer? Ela vai correr pra ele... – a aventureira lançou um olhar indignado para o colega, que aparentemente esquecera-se de medir seus comentários na frente de estranhos. O homem devolveu o olhar, só que de forma confusa.

Ela voltou a analisar a lista com os registros que envolviam as atividades de Sean desde sua chegada à ilha no dia anterior. ― Eu deveria saber que algo assim aconteceria. E o amuleto que ela está usando? Deveria funcionar pra afastar exatamente este tipo de gente. Só o que nos faltava nesta caçada era Sean James pra dificultar as coisas. Nunca sei se é bom ou ruim Sydney conhecer o mundo inteiro. Estou espantado que ela ainda não conhecesse o comandante e os outros, todos são incríveis, fortes, bonitos, os Adônis que ela normalmente...

― Nigel – a arqueóloga chiou, fitando o amigo com o canto do olho: ― pare.

O homem retomou aquela mesma expressão insegura, mas não falou nada. Ele conferiu timidamente ao seu redor e então deu um pequeno passo para trás, entrelaçando as mãos à sua frente. Sydney suspirou e retornou à sua análise. A ressaca de seu parceiro estava afetando seu julgamento do que ele poderia ou não comentar em voz alta, ao que parecia.

― Se bem que ele já deixou a ilha, talvez o amuleto esteja mesmo funcionando... – a arqueóloga ignorou o novo murmurinho do amigo às suas costas. ― Ou talvez não, talvez ela deixe a ilha e vá atrás dele...

― Nigel! – o inglês empertigou-se imediatamente. ― Por que não vai tomar um café e esperar a aspirina fazer efeito, conversaremos depois que eu terminar aqui – a arqueóloga determinou. O professor Bailey franziu o cenho, acompanhado de Kono e Chin; demorou uns segundos para articular algo e falou de forma tentativa: ― Ok... – enfiou as mãos nos bolsos, espiou rapidamente os dois policiais e saiu.

...

Christine havia entrado no gabinete de McGarrett sem bater, e permaneceu de pé em frente à mesa do moreno, observando o homem sentado à poltrona por algum tempo antes de falar. ― Algo estranho ou diferente o aflige hoje, comandante? – perguntou com ternura, finalmente.

― Senhora Newell, como está vendo, eu não tenho tempo pra isso agora – mostrou a papelada sobre a escrivaninha.

― Tudo bem. Eu apenas preciso conferir se você está usando o amuleto.

― Temos coisas mais importantes do que o amuleto pra nos preocuparmos neste momento.

― Mas você o está usando, não está? – ela concluiu calmamente. Ele respirou de maneira profunda e pausada, e mostrou o embrulho que retirou do bolso da calça, um pouco contrariado. A curadora assentiu com um sorriso. ― Continue usando. O senhor é um homem competente e inteligente, tudo irá se resolucionar – deu uma piscadela. ― E como anda o seu parceiro?

Uma batida na porta chamou a atenção dos dois: ― Steve, encontramos o suspeito – era Chin, escorado ao batente. O comandante guardou o amuleto de volta no bolso e levantou, abandonando a conversa. Os três encaminharam-se para a mesa computadorizada.

O rosto na tela era exatamente a pessoa que Steven vira no armazém. Sean James, pelo que os documentos demonstravam, havia visitado a ilha e voava naquele momento de volta ao continente.

― Ele não é o comprador do quadro – Sydney esclareceu. ― Sean é um caçador de relíquias, certamente foi contratado pelo comprador para assegurar a chegada da pintura até a ilha, ou para mediar a negociação. Não há registros sobre isso, mas, no passado, ele teve contato com Richard Waiton.

― Um dos maiores colecionadores da ilha – Kono continuou.

― O suspeito que iríamos interrogar ontem, se não tivéssemos ido até o armazém – Steven completou assentindo para a caçadora do outro lado da mesa, ela estava certa quanto ao suspeito. ― Conseguiram fazer a ligação entre Sean James e Richard Waiton? – os policiais negaram de maneira abatida. McGarrett descruzou os braços: ― O que faremos é ficar de olho em Waiton para o caso de ele cometer algum descuido até que a polícia de Los Angeles consiga deter Sean James no aeroporto e ele seja interrogado.

― Entendido – os policiais concordaram.

― Oh, sinto as coisas finalmente fluindo – Christine comentou, ao lado da professora.

Os ruídos no escritório aumentaram, e os cinco enxergaram Danny e Nigel passando pela porta da saída, com os braços recheados de pacotes de mal-assadas. ― Você já provou a de coco? Desde que tive que me mudar pra cá, é o que me faz sorrir além de Grace – o loiro comentava enquanto remexia em um dos embrulhos de muffins e caminhava pelo corredor. ―... E de Steve, e dos outros – o comandante pôde ouvi-lo completar baixinho.

O inglês respondeu continuando o diálogo animadamente: ― Eu provei algumas no hotel. Acho que é seguro dizer que são melhores que a comida da minha avó!

― O que você acabou de dizer, meu caro, é a mais pura verdade.

Os dois, que pareciam estar se entendendo muito bem, aproximaram-se do computador onde os outros estavam. O SEAL sorriu pretensiosamente na direção do loiro e do professor: ― Foi bom trazerem comida. Temos uma tocaia.

...

Os dois arqueólogos haviam deixado a curadora no hotel e se disponibilizaram a ajudar com o rastreamento das atividades que pudessem ligar Richard Waiton aos roubos e desaparecimentos das obras de arte, inclusive a pintura, enquanto a equipe do Five-0 ocupava-se com a missão de vigiar a mansão dos Waiton. Christine decidira sair em um passeio para aproveitar as maravilhas do Havaí, mais uma vez acompanhada de John, e prometeu falar com os professores mais tarde, naquela noite. Sydney sentiu que ficaria sem quarto novamente, e no fundo duvidava se teria a coragem de entrar naquela suíte depois de imaginar tudo o que sua mentora tenha aprontado lá com seu namorado. A caçadora e seu colega arqueólogo permaneceram trabalhando na sede aguardando que a tocaia ou o interrogatório de Sean no continente resultassem em algo.

...

― Das treze pessoas que passaram pela calçada e espiaram pra dentro do carro, apenas cinco se arriscaram a olhar pra mim. Eu não sei o que Steven ainda faz na Marinha, se vendesse fotos pra GQ magazine ficaria milionário... Agora são quatorze... – o detetive Williams matracou com a voz baixinha do lado do carona. Já era passada a hora do almoço, e neste momento os dois primos chamaram pelo rádio informando que se retirariam da emboscada por alguns minutos para buscarem lanche para a equipe. ― Quinze, e este foi um homem. Até que era bonito.

O comandante, que estava atrás do volante, engasgou com o gole de refrigerante e virou-se para o colega, um dos cotovelos ainda apoiado na janela do carro.

― Você está bem? – o loiro perguntou. Steven assumiu que sim, e ajeitou-se novamente sobre o estofamento. De imediato, movimento chamou sua atenção aos portões da casa. O comandante visualizou com o binóculo um homem que carregava uma mala entrando na mansão. Jogou o equipamento no colo do loiro:

― Um dos traficantes que Kono e Chin identificaram acabou de entrar – falou ao mesmo tempo que descia do carro.

― Não acredito que ele vai invadir sem reforço mais uma vez.

Steven ignorou o comentário do parceiro, engatilhou a arma e avançou, passando as informações aos primos pelo rádio enquanto ele e o detetive seguiam rumo à entrada da casa dos Waiton. Passaram facilmente pelo portão, que não estava trancado, e entraram na mansão para realizarem o flagrante.

Não havia ninguém no vestíbulo; os dois policiais revistaram a sala com cuidado, e um vulto correu entrando em uma das portas que levava a uma biblioteca. McGarrett avançou, ordenando que a pessoa se rendesse, e viu o traficante que eles seguiram até ali. O homem levantou os braços sem pretensão de reagir, e o comandante indicou que Danny o algemasse; enquanto o loiro obedecia, Steven descobriu, jogada perto da varanda da sala, a mala que fora trazida pelo criminoso. Ao seguir revistando o caminho até lá, não encontrou ninguém, mas então ouviu seu colega:

― CUIDADO! STEVE!

Antes de distinguir o que lhe atingira, o marinheiro sentiu cair sobre suas costas tremendo peso que lhe tirou o ar e fez sua vista escurecer.

continua...


N.A.: como eu sempre digo: muahahahahaah!

Ei, Cris, me diga se a fic não estiver de seu agrado, afinal, ela é sua! Beijo beijo minha linda!

E o festival de fics da comunidade Casa de Ideas no livejounal? Espero que mais pessoas leiam os prompts e participem com fics ou mais ideias.