VICIOUS CIRCLE

Disclaimer: A história pertence a mim e a maioria dos personagens a Stephenie Meyer. Essa não é uma história bonitinha, então fique preparado para tudo.

Sinopse: Ele queria que ela demonstrasse sentimentos, mas estava cada vez mais certo de que a garota era completamente seca. Isso não o impedia de amar Bella até o fundo da sua alma. Amava alguém que apenas pisava e desprezava o que ele sentia, usando-o como um objeto. Edward não sabia como acabar com essa obsessão por ela, mas será que isso seria possível, quando ela sempre estava assombrando seus pensamentos e sua vida?


All my life and the hereafter I've never seen someone like you

You're a knife sharp and deadly and it's me that you cut into

But I don't mind in fact I like it though I'm terrified

I'm turned on and scared of you

She's a monster beautiful monster, beautiful monster but I don't mind

And I need her said I need her beautiful monster but I don't mind

Beautiful Monster – Ne-yo


Capítulo III – Louco, obcecado, humilhado

Julho de 2005

Dois meses desde que eu e Bella terminamos. Eu sentia uma enorme saudade dela, tudo piorava a cada dia que passava e eu tinha que cruzar com ela dentro daquele enorme campus. Era como se um imã me levasse a ela dentro desse lugar, mesmo que de longe sua figura me matava por dentro, destroçando o meu coração, e mesmo com tudo isso meus sentimentos continuavam ali, firmes onde não deviam estar.

Nunca tinha sentido o que senti por ela, logo nunca tinha sofrido tanto, e não sabia como acabar com isso. No dia que terminamos minha mãe me deu palavras sabias, mas que não tiveram nenhum resultado em mim. Era como se eu fosse uma casca apenas, não tinha nada mais de interessante, eu estava vivendo com um robô.

Ia para a universidade, todas as matérias entravam na minha mente, fazia os trabalhos, ia para a editora, fazia o meu trabalho, comia, dormia e respirava, mas nada com a mesma vontade de antes. Ela tinha sugado toda a minha força de viver, de estar bem, a alegria de fazer o que me agradava. Todos os meus pensamentos giravam em torno dela, a todo o momento.

Alice chegou a dizer que estava ficando louco já com esse amor pela Bella, eu não me importava, porque louco ou não simplesmente não dava para arrancar do meu coração o que o fazia bater.

Alimentava as loucas esperanças de que ela iria voltar a ficar do meu lado, que iria gostar de mim, que viria falar comigo. Mas em dois meses ela não trocou uma palavra comigo, apenas olhares e poucos. Eu me sentia completamente invisível. E nesse exato momento eu a estava observando entrar na biblioteca, linda com um vestido marrom com uma fita em torno do seu corpo, saltos pretos, óculos escuros e os cabelos completamente lisos. Como um grande masoquista, entrei na biblioteca atrás dela, e vi quando ela entrou em um corredor de livros sobre comunicação. Fui pela parte de trás como se estivesse indo para o mesmo lugar que ela, apenas para ter a oportunidade de sentir seu perfume.

A encontrei no mesmo corredor que entrou tentando alcançar um livro que estava no alto. Ela resmungou sob sua respiração, e tomei isso como uma oportunidade.

- Eu pego para você – eu disse aproximando dela, que me olhou surpresa. – Qual você quer?

- Esse livro cinza com letras amarelas. Por favor.

Estiquei o braço pegando o livro para ela, ele realmente estava alto e precisavam colocar pequenas escadas em todos os corredores.

- Aqui está – entreguei para ela, que pegou com um pequeno sorriso.

- Obrigada. – segundos de silencio.

- Você está bem? – o rompi com a voz um pouco ansiosa. Queria que ela dissesse que eu faço falta para ela.

- Estou ótima – seu sorriso não deixava mentir. – E você?

- Bem – ela ajeitou o livro em seu braço e jogou os cabelos dos ombros para trás.

- Você vai na festa do Professor Crunch amanhã? – perguntou olhando-me com verdadeira curiosidade.

- Não sei, estava pensando sobre isso, não quero ir para fazer um de vela com minhas irmãs então... – dei de ombros. Diga que quer ir comigo...

- Vai Edward, será divertido, e alguma companhia para você tenho certeza que não vai faltar – Não era bem a resposta que eu queria, suspirei frustrado. Eu estou querendo coisas demais. – Eu tenho que ir – disse dando um sorriso simpático – Trabalhar e ler esse livro. Obrigada novamente Edward, nos vemos por ai – e sem que eu tivesse algum tempo de falar algo, ela saiu corredor a fora, e eu fiquei ali parado tentando entender meus pensamentos e vontades.

Balancei a cabeça e sai da biblioteca indo a caminho do subway comer qualquer coisa, não era como se eu realmente estivesse me preocupando. Pedi um sanduíche de Frango Teriaki com uma lata de Heineken para viagem e fui a caminho da editora.

Tudo o que eu queria agora era entrar na minha sala e me afundar em trabalho. As pessoas percebiam a minha mudança que não tinha sido para melhor, me olhavam estranho e me evitavam, depois de algumas vezes que eu dei algumas patadas em pessoas que não mereciam.

Entrei na minha sala passando direto por todos, e não era como se alguém quisesse falar comigo. Coloquei meu almoço em cima da mesa e peguei alguns papeis que Michelle tinha deixado a mesa, recados de fornecedores e de repórteres. Abri o pacote do sanduíche dando uma mordida e ligando o computador. Estava na hora de deixar o coração e seus problemas atrás dessa porta e me dedicar ao trabalho.

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Nesse mesmo dia à noite cheguei em casa completamente esgotado e tomei um longe e quente banho. Não estava com muita paciência para cozinhar então pedi comida em um restaurante próximo, Canelone com Ricota e Ervas. Tinha uma boa quantidade de cerveja na geladeira, pois nos últimos dois meses, beber havia se tornado um hábito.

Sentei no chão da minha sala, com meu jantar e bebidas, abrindo um livro de História do Jornalismo II em cima da mesa de centro. Enquanto lia, comia bebia e digitava respostas do questionário que eu teria que entregar na semana que vem. Com a editora eu não poderia deixar para fazer os trabalhos em cima da hora, então fazia com antecedência e poderia depois fazer pesquisas para a revista.

Duas longas horas depois eu salvei o arquivo do trabalho e enviei para um e-mail meu, apenas por segurança. Levantei do chão me sentindo completamente morto e cansado. Lavei o que usei para jantar e peguei um copo de água na geladeira, enquanto bebia pensei na festa de amanhã. Seria um bom dia para poder ver a Bella, já que não a via no final de semana, e eu estava precisando de uma boa dose da minha droga.

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Acordei com um pouco de dor de cabeça, olhando no relógio de cabeceira percebi que passava das 10 horas da manhã. Não lembrava que horas seria a festa então simplesmente tomei um banho, coloquei uma roupa para a tal festa e decidi ir para a casa dos meus pais passar essa manhã com eles, pelo caminho comprei alguns donuts e um café grande e forte para me manter bem acordado. Todo o cansaço da semana pedia a sua cota no dia de sábado.

Quando estacionei em frente a casa dos meus pais, vi minha queria mãe cuidando de suas Camélias com toda a dedicação. Deu-me um sorriso quando me viu e tirou suas luvas colocando em um canto.

- Bom dia meu filho – a abracei sentindo todo aquele conforto que as mães passam para nós.

- Bom dia mãe – dei um beijo suave em sua festa enquanto nos afastávamos.

- Como você está meu bem? Parece tão magro e cansado – ela fez aqueles olhos de mãe-super-preocupada. Eu não gostava quando ela ficava assim, poderia chegar ao ponto da paranóia.

- Eu estou bem mãe, é só o cansaço normal da semana, eu nunca fui de comer muito, e não estou magro assim.

- É só o cansaço mesmo querido? – seu tom transbordava preocupação – É também seu coração não é?

Desviei meus olhos para o lado. Esse é o problema das mães, elas te conhecem muito bem.

- Esse seu amor por Bella está sugando sua vida Edward – suas mãos magras e delicadas me seguraram de cada lado do rosto – Você precisa se mostrar forte, ser um homem maduro e completamente independente de alguém. Edward você não chegou a ser dependente nem de mim ou de seu pai, e entregou tudo para essa garota – os olhos tão verdes como os meus onde eu me via como reflexo.

- Não é como se eu tivesse muita escolha mãe – segurei suas mãos dando um beijo em cada palma. – Uma hora eu vou ficar bem mãe, uma hora tudo vai passar.

- Eu espero que sim meu filho – ela sorriu ainda com a dor nos olhos, e olhei para o lado e suspirei.

- Meu pai está?

- Esta na sala de tv assistindo algum jogo de alguma coisa. Vou terminar de cuidar das minhas flores, depois vou fazer um almoço incrível para nós – dei outro beijo em sua testa e entrei em casa. Alice descia as escadas saltitante, e saltou ainda mais quando me viu.

- Edward – ela me abraçou, bem forte para uma pessoa tão pequena – Você vai na festa?

- Sim, podemos ir todos juntos daqui.

- Claro – ela deu um pequeno gritinho – agora tenho que pegar um suco e voltar para o meu quarto e decidir o que vou vestir.

- Onde está Rose?

- Essa daí tava na casa do Emmett, ainda não chegou, mas já mandei uma mensagem para ela e a mandei vir para casa para se arrumar. Eu meio que, acordei ela a cinco minutos atrás – deu uma risadinha e sorriu angelicalmente. – Estou feliz com sua decisão de ir à festa, você precisa mesmo sair para esclarecer a mente. Agora tenho que ir.

- Vou falar com o papai, até daqui a pouco – caminhei para a sala de tv, e abri a porta de correr encontrando meu pai assistindo um jogo de basquete.

- Hey filho, sente-se ai. Como você está?

- Estou bem pai, vim passar um tempo de qualidade com minha família – sentei-me na poltrona ao seu lado, e facilmente fui lançado a uma conversa produtiva com meu pai.

Senhor Carlisle Cullen era fácil de se lidar. Nós temos assuntos iguais, a conversa flui naturalmente entre nós, e nos pegamos rindo à toa. Estar com pessoas que amo, me fazia pensar menos em Bella e sentir menos dor, eu já tinha ficado semanas em casa trancado corroendo todos os problemas, e me lançando a minha própria miséria. Rosalie chegou vinte minutos depois e deu um olá para nós antes de subir para seu quarto.

Alice se juntou a nós para falar algumas coisas que ela estava pensando para sua revista, e demos as nossas opiniões. Rosalie nos ajudou e depois caímos em uma conversa sobre um final de semana que poderíamos passar juntos na nossa casa de campo. Esme apareceu dizendo que o almoço estava pronto, e fomos para a sala de jantar.

Desfrutamos de peito de frango ao molho de damasco e acompanhado de salada de vegetais. Minha família desde sempre era tudo o que eu tinha de mais especial e que eu dava tanto valor, mas desde que Bella entrou na minha vida isso havia se bagunçado, acabei dando mais valor a dor que eu estava sentindo do que as pessoas que queriam me amparar. Prometi a mim mesmo que iria dar mais valor ao carinho e amor da minha família.

Esperei Alice e Rose terminarem de se arrumar, e Jasper e Emmett chegarem para levar as duas para a festa. As duas desceram as escadas lindas como sempre, eu fui um irmão ciumento na escola, pois as duas sempre foram bonitas e com estilo, os garotos queriam cair em cima delas. Eu tentava evitar, pois conhecia aqueles garotos e sabia que eles só queriam uma coisa. Sexo. Mas foi difícil segurar as duas, que eram bastante independentes para ficarem aturando ciúmes de irmão mais velho.

No caminho para a pensei no em Bella ontem falando sobre a festa, e meu estomago revirou no sentimento de que poderia encontrar com ela hoje.

Ela estaria sozinha? Ou teria alguém com ela? Ou quem sabe ela não iria?

Decidi que iria deixar para pensar nisso quando estivesse na festa. De que adiantaria corroer meu cérebro com as minhas questões loucas? Suspirei pesadamente e quando me dei conta estávamos na casa do Professor Crunch. Ele era o professor mais novo do curso, e desde que estava trabalhando na universidade, dava festas convidando seus alunos. Ele morava em uma bela mansão onde acomodava todos com muita facilidade.

# Nelly Furtado – Say it Right #

Para entrar com o carro tive que dar o meu nome e com isso pude entrar. A musica já ecoava pelo jardim, e caminhei para onde a festa acontecia. Era na área perto da piscina. Rapidamente encontrei o Senhor Crunch recebendo os parabéns, e decidi o fazer logo.

- Parabéns Sr. Crunch, casa bonita e festa incrível.

- Nada de senhor Edward, me chame de Richard hoje. E obrigada pelos parabéns. Sirva-se de algo no bar temos cervejas, whisky, vodka, alguns drinks. Fique à vontade – ele deu tapas leves nas minhas costas e saiu para dar atenção a outros convidados. Peguei whisky no bar e me recostei no balcão varrendo os olhos no local, atrás dela.

Não foi difícil de encontrar. Seus cabelos eram inconfundíveis caindo em ondas por suas costas e brilhando com reflexos vermelhos nos fios. Seu vestido era marrom e uma bolsa grande estava em seu braço, e como se alguém tivesse avisado que ela estava sendo observada, virou-se cruzando seu olhar com o meu e abrindo um pequeno sorriso. Pensei em ir até ela, mas antes de tentar dar algum passo, um cara que eu não sabia quem era, passou seu braço por sua cintura e a puxou para ele. Desviei os olhos sem querer ver a cena.

Encarei meu copo tempo suficiente para eles sumirem de vista, tomei o que restava do copo e pedi mais uma dose. Uma frase da musica entrou na minha mente, enchendo meu peito de dor.

No, you don't mean nothing at all to me

Fechei os olhos tomando o whisky de uma vez só, sentindo o álcool percorrer meu sangue e atingir meu cérebro. Bella e seu acompanhante pararam juntos do outro lado do bar, ela pegou um drink e ele uma cerveja. Eles estavam relaxados e ela ria jogando seus cabelos para trás. Seu riso parecia que era o único som ao meu redor, pois penetravam em meus ouvidos e destruíam meus ossos.

Deixei o copo em cima da bancada e decidi que precisava sair dali. Assim o fiz passando por ela e seu amigo, caminhando até o meu carro. Pelo caminho mandei uma mensagem para a Alice avisando que eu estava indo embora, pois não me sentia muito bem. Não era toda uma mentira.

Eu me sentia rejeitado, destruído, pisado, sujo, humilhado, derrotado... um homem apaixonado por uma pessoa que não dava a mínima para mim.

Dirigi por horas e horas pelas ruas da cidade até parar em um bar, o sol começava a se por e o brilho do crepúsculo cobria a cidade. O bar estava relativamente cheio, algum jogo de futebol americano atraia a atenção de vários homens no local, que bebiam e berravam. Peguei uma cerveja e sentei em uma mesa isolada, fechando-me com meus pensamentos.

O que eu tinha me tornado? Um grande babaca apaixonado que ficava de quatro por uma garota, que estava pouco se fudendo se eu estava bem ou não. A bebida gelada cortava pela minha garganta, e eu torcia para que o liquido afogasse esse sentimento dentro de mim. Nunca imaginei que amar fosse tão complicado como estava sendo para mim.

Nunca tinha me jogado em um relacionamento, e como minha mãe me disse mais cedo, eu nunca tinha sido dependente de nada e nem ninguém, e em poucos meses me vi tão lançado a Isabella, tão dedicado. Acabei dando meu coração, meus sentimentos, minhas ações sem perceber. Bella tinha me fisgado de uma maneira surpreendente.

O jogo prosseguia e eu bebia cada vez mais, tentando pensar ao final do jogo muitas pessoas saíram do bar, mas outras entraram para outra partida, agora de basebol. Olhei no relógio e passava das dez da noite. Não tinha percebido o tempo passar, decidi ir para casa antes que eu não conseguisse mais dirigir. Sai do bar, respirando o ar gelado da noite, mas sem diminuir meus pensamentos. Fui direto para casa.

Sentei no sofá e tentei encher a minha cabeça com algum filme, jornal, programa de TV, qualquer coisa. Algumas cervejas a mais, e acabei dormindo e sonhei que tinha ido na casa de Bella, e terminado com ela em meus braços, nua e perfeita. Acordei com essa idéia na cabeça e desliguei a tv olhando no relógio. Era quase três horas da manhã, talvez ela me chutasse fora da sua casa, mas já não me importava.

Eu havia tomando uma decisão e poderia ser a mais humilhante de todas.

# # #

# Bleeding Love - Jesse McCartney #

Mas algo aconteceu na primeira vez que eu estive com você
Meu coração se derreteu pelo chão encontrando algo real
E todo mundo está olhando, pensando que eu estou louco. Talvez.

Quando cheguei no prédio, o porteiro já me conhecia, então passei sem mais problemas cada vez mais decidido do meu objetivo. Estacionei em uma vaga de visitantes e fui direto para o elevador, onde meu coração parecia que ia saltar do meu peito, sentindo o medo de uma rejeição.

O elevador se abriu e tomei longas respirações, caminhando para o seu apartamento. Apertei a campainha e rezei internamente para não ser expulso. Mas então outro pensamento me atingiu, e se ela estivesse acompanhada? Eu iria fazer papel de palhaço, agora também não tinha como voltar atrás, eu já tinha tocado a campainha. Dois minutos depois, escutei o barulho da porta abrindo.

Mas, eu não ligo pro que eles dizem estou mesmo apaixonado por você
Estão tentando me manter afastado mas eles não sabem da verdade
Meu coração está trancado por uma veia que eu mantenho fechado

- O que faz aqui Edward? São três horas da manhã – Bella resmungou quando abriu a porta. Sem pedir licença eu simplesmente entrei.

- Precisava ver você Bella, eu simplesmente não agüento mais ficar longe de você. Deixa... deixa eu ficar ao seu lado essa noite, apenas sentir seu aroma e saber que está ao alcance dos meus dedos. – Sim eu estava me humilhando, mas o amor nos faz ter ações completamente idiotas.

- Oh Edward – ela apertou os lábios e suspirou. – Tudo bem, eu preciso dormir sim? Estou exausta. Vem – sua pequena mão quente segurou a minha e ela me levou até o seu quarto. Sua cama estava bagunçada por seu próprio sono. – Tire os sapatos e deite tudo bem? Eu só quero descansar – ela bocejou e em seguida deitou na cama.

E você vem me corta e eu
Continuo sangrando
Continuo, continuo sangrando de amor

Tirei meu sapato e suspirei me sentindo uma grande merda, mas uma merda que estava por um momento completo. Deitei ao seu lado, e me cobri. Fiquei alguns segundos olhando para os seus cabelos.

- Bella...? – a chamei baixinho.

- Sim...

- Posso te abraçar? Só um pouco? – ela virou o corpo de frente para mim, e deu um sorriso sonolento.

- Pode Edward, e depois dorme. Desliga o abajur antes – fiz o que ela pediu, e delicadamente passei meu braço em volta dela. Bella suspirou encostando sua cabeça em meu peito, e o meu coração se encheu de uma alegria doentia.

Mais nada é maior so que essa pressa
De te abraçar nesse mundo de solidão
Ainda vejo o seu rosto todo mundo que me olha
Pensa que eu estou enlouquecendo talvez, talvez

- Senti sua falta – sussurrei sentindo o perfume dos seus cabelos.

- Eu também senti. Boa noite Edward.

- Boa noite Bella – dei um beijo no alto da sua cabeça, e pela primeira vez em dois meses pude dar um sorriso sincero.

Eu não tinha nem percebido o que ela vestia, de tão feliz que eu estava. Aconcheguei mais ela em meus braços, e sonhei que pelo menos por essa noite, ela seria minha.

Continuo, continuo sangrando de amor


SPOILER CAPÍTULO 4

- O que aconteceu com você Bella? O que você perdeu nessa vida de forma tão cruel que lhe deixou assim?

Seus olhos estavam na salada a sua frente, enquanto ela pegava um tomate cereja e levava a boca eu pensei que ela não iria me responder, mas talvez poderia estar ganhando tempo para responder.

Esperei pacientemente enquanto provava do Camarão com molho de laranja e arroz com cogumelos. Meus olhos estavam fixos nela, que cruzou as mãos na mesa e me olhou sob seus cílios.

- Eu perdi meus pais Edward – ela disse com a voz calma porem cheia de uma tristeza incomum.

- Eu sei você me contou – então um ponto me veio a mente – Como você os perdeu?

- Eles foram assassinados – seus olhos agora estavam fixos em um ponto de sua salada. – Na minha frente.


Muitos sabem que eu estava passando por reformas na minha comunidade e fanfics que eu traduzo por isso a demora para o capítulo. Mas ai está. Pretendo postar em TODAS as minhas fics daqui essa semana.

No meu perfil tem um link de votação para a fanfic MUTE quem puder vota por favor?

Vou explicar uma coisa para todos, para que não pensem que o Edward é somente um 'idiota' apaixonado: Isso do Edward ir atrás dela, vai ser aquilo da obsessão doentia sabe? Quanto mais ela chuta ele, mais ele vai atrás. Isso realmente existe, eu já passei por isso quando era bem mais nova, mas não vem ao caso. O negócio aqui é que ele a ama desesperadamente, e ela não. Ou ela pode amar, mas não quer mostrar isso. Ela sente carinho por ele pelo menos, ou não faria o que está no spoiler. Bella tem motivos e não são bobos, mas claro vocês só vão ter conhecimento deles bem mais para frente... Uma parte ja vem semana que vem, a morte dos pais dela, mas isso é algo que ajudou bastante no que ela é hoje.

Espero que tenham gostado do capítulo, obrigada pelas reviews do capítulo passado, e comentem por favor.

Obrigada e até semana que vem