Sírius Black sempre fora famoso. Conhecido por toda a escola, desejado por pelo menos 70 das garotas; 20 dos garotos e odiado pelos outros 80. E ele se tornou ainda mais famoso quando entrou no castelo numa bela manhã gelada e úmida com "aquele-CDF-bonito" no colo, aparentemente desacordado.

Muitos foram os que viram. Todos foram os que falaram. Na primeira semana até que a versão espalhada era parecida com a original, contaram que Sírius encontrara Remus muito doente e entrara no castelo gritando por socorro (mentira, Sírius entrou chamando por Potter que se encontrara a 7 metros longe dele, numa boa discussão com a ruiva Evans). Porém, na segunda semana, disseram que ambos passeavam ilegalmente por Hogsmeade quando encontraram dois seguidores das trevas e num duelo, Remus havia sido atingido por um feitiço fatal, e Sírius, perdido seus poderes. Afinal, essa era a única explicação para que ele entrasse carregando o monitor no colo, e não o levitasse.

Remus já não estava agüentando o falatório. Três semanas e as pessoas continuavam a cochichar quando ele passava. Quase abandonou os escrúpulos para mandar aquela corvinal que lhe apontara indiscretamente no corredor aquele dia a um lugar que ela certamente não iria gostar nada. Quase, porque naquele momento ele acabara de ouvir uma voz que conhecia bem do outro lado do corredor. Voz, cujo dono, estivera evitando o quanto podia durante todas essas semanas.

- Ei, Francis! Você viu Remus por aí?

O mais depressa que pôde, Remus saiu correndo pelo corredor inverso e tomou o primeiro atalho que encontrou. Foi fazendo isso até chegar no seu dormitório na Grifinória, o que não demorou quase nada.

Exausto e respirando ruidosamente, tirou as vestes da escola, ficando apenas com a calça de moletom e a camiseta branca, já desgastada pelo uso excessivo. Se afundou na cama macia e fechou a cortina.

- Droga.

Como encarar Sírius? Como encarar seu melhor amigo depois de tudo o que acontecera? Se lembrava perfeitamente bem do que havia dito naquela noite, do aconchego dos braços de Sírius, dos cuidados, das preocupações...

- Droga, Remus! Esqueça isso! Esqueça ele! – exclamou em voz alta, sozinho, para o cortinado.

Suspirou, virando-se para a parede e se cobrindo até o pescoço. Ouviu a porta abrir e se fechar.

- Moony? – Oh, era ele. Naquela voz macia e deliciosa.

Remus fechou ainda mais os olhos, os apertando. E permaneceu em silêncio.

- Moony? – de novo.

A salvação veio com um novo barulho de porta, e novas vozes. Remus esperou paciente até a bagunça acabar e o silêncio cômodo de estudantes exaustos mergulharem num sono profundo. O que deve ter demorado umas duas horas. Só que ele esperou assim mesmo. Até que os costumeiros roncos de Petter o cansassem

Virou-se de barriga para cima e se descobriu, jogando as cobertas para longe de suas pernas. Deu um olhada para baixo e não se surpreendeu ao notar que estava excitado de novo. Desde aquele dia em que Sírius o tocara ele não se atreveu a tirar o calor das mãos do amigo de sua pele. Não se atreveu a se tocar sozinho. Não seria igual. Sequer chegaria perto.

Suspirou. Tudo acabara por dar nisso. Agora não podia nem mais pensar no amigo que acabava nessas condições, sem coragem de se satisfazer.

- Sírius – murmurou baixinho, para só os travesseiros ouvirem. Fechou os olhos e correu as mãos pelos cabelos, descendo pelo pescoço, deslizando em seu peito... Mas parou aí.

Um calorzinho que ele adorava, tomou conta de seu corpo lentamente, conforme ele ia se lembrando detalhadamente dos momentos íntimos que trocara com Sírius. O calor, o cheiro, a proximidade, os toques... Era demais para uma pessoa em abstinência...

Resolveu tirar a camisa e tocar sua pele mais demoradamente, passando os dedos pelo colo, pelos mamilos, pela barriga, chegando até o cós da calça.

"Oh, Sírius! Me perdoe, mas eu não consigo..."

Lançou a mão para dentro e deslizou a calça e a cueca para baixo, libertando sua ereção e a deixando apontar despreocupada para cima. Voltou a mão para a barriga e a deslizou para baixo, tocando o que podia, até alcança-la. Um arrepio gostoso deixou os cabelos de sua nuca em pé e ele se esforçou para manter-se calado.

- Sírius… - Não falou, apenas pensou. Seu corpo inteiro vibrava só de pensar nele, só de imagina-lo tomando o seu lugar.

As mais diversas fantasias chegavam à sua criatividade e ele não sabia como estava se segurando para não gemer o suficientemente alto para que todos os escutassem. Seus lábios já sangravam de tanto os apertar e ele não tinha coragem de parar o que estava fazendo para pegar sua varinha e lançar um feitiço silenciado em volta. Não... Não podia parar, não conseguia parar até que… até…

Seu quadril acompanhou suas mãos em duas últimas estocadas antes de, finalmente, se entregar ao prazer absoluto.

Não foi surpresa quando, já relaxado, Remus sentiu algumas lágrimas virem lhe incomodar. Finalmente a culpa… Estava demorando para que ela aparecesse…

Dessa vez ele pegou a varinha ao seu lado, usou-a para se limpar e vestir, e puxou a coberta até a cabeça, ainda com os lábios sangrando e as lágrimas escorrendo.

Era um tolo, sabia disso. Devia se jogar da torre de Astronomia na primeira oportunidade! Quem sabe assim o mundo não seria melhor, sem mais um licantropo sujo a incomodar os outros?

Ainda se lastimando, a audição aguçada do lupino não foi capaz de ouvir passos vacilantes ao lado de fora do cortinado, não a ouviu se abrindo e só percebeu um sinal de movimento quando sentiu seu colchão afundar significativamente. Reconheceu o perfume no mesmo tempo que a pele suave de um indicador passava em seus lábios, recolhendo o pouco sangue que ali havia.

- O que está fazendo aqui, sírius? – perguntou sem se virar. O que menos precisava era da presença dele naquele momento, só que já estava se acostumando a encontra-lo nas horas mais impróprias.

- Eu… - a voz de Sírius saiu rouca, falha. – Eu estava preocupado com você e… resolvi não dormir…

Lupin abriu os olhos, ainda de costas. Sírius agora acariciava seus cabelos de um jeito tão… delicado!

- Eu estou tentando falar com você a tanto tempo! Mas você tem me ignorado depois… daquele dia… Porque, Moony?

Os dedos agora desciam suavemente para encontrar as lágrimas que ainda caiam. Remus se resolveu por não mentir mais.

- Estou envergonhado, Paddie.

Sírius hesitou por um momento, as mãos voltando aos cabelos do outro.

- Você é um idiota, moony. Vergonha pelo quê? Por ficar delirando…

- Eu me lembro de tudo o que disse, Paddie…

- Você delirava…

- Era tudo verdade.

A mão em seus cabelos parou o que fazia por um instante, para depois voltar a acaricia-lo com ainda mais carinho.

- Era eu o tempo todo? – perguntou.

- Sim… - Veio a voz rouca que parecia querer dizer mais alguma coisa. Só que Sírius o impedei.

- Era em mim que pensou agora pouco, então?

Remus arregalou os olhos. Oh não! Sírius sabia! Será que o ouvira?

- Sírius, eu posso…

- Não, não, Moony, não invente mais desculpas! Pare com essa mania de querer enfrentar tudo sozinho! Porque nunca me contou? Será que se não fosse por hoje eu nunca teria descoberto? Você nunca ia me contar?

Tomando coragem, Remus se sentou na cama e virou-se para encarar o amigo frente-a-frente, as sobrancelhas franzidas.

- Como assim "se não fosse por hoje"? A que se refere?

Sírius piscou e por um momento pareceu envergonhado.

- Desculpe, Moony, mas eu queria muito falar com você! Esperei até todos dormirem para ficar te vigiando. Qualquer sinal de movimento e eu iria até sua cama! Mas a cortina fechada me impedia de ver qualquer coisa, então eu... Eu lancei um feitiço de... visibilidade.

Enquanto Sírius abaixava a cabeça e desviava os olhos, envergonhando, as reações de Remus eram variadas. Primeiro ele se sentiu sem ar, lento demais para conseguir entender a gravidade da situação e suas bochechas coraram tão furiosamente que ele até sentiu queimar. Sírius o assistira! O pegara em um momento tão íntimo e... constrangedor!

E foi então que o último sentimento se apossou dele. A raiva! Como ele se atreveu?! Como ele foi capaz de deixar essa situação humilhante chegar até onde chegara? ele poida ter interfirido! Podia ter impedido!

- Como... se atreveu, Sírius Black?! - Sua raiva era tamanha que sua magia se descontrolou e um vento repentino adentrou o quarto, bagunçando seus cabelos e esvoaçando furiosamente as cortinas!

- Remus, eu...

- Isso foi... Uma atitude indigna de sua parte! E completamente humilhante da minha! Como...

- Não foi humilhante, Moony! Foi até que... Bem deliciosa e se assistir.

Remus o encarou ainda com raiva, mas ao entender as palavras do amigo suas bochechas voltaram a se tingir de púrpura. Escondeu o rosto nas mãos, sem saber o que fazer.

- Droga, Moony! Porque você não me contou desde o começo o que sentia e facilitava, assim, essa situação? Mão estaríamos perdendo tempo como agora!

Remus afastou um pouco os dedos - só um pouco - para encará-lo.

- Do que está falando, Padfoot?

- Estou falando que já teríamos tido essa conversa chata há muito tempo e agora poderíamos estar fazendo coisas mais interessantes.

- Você... Então você não está chocado ou chateado, ou talvez até irritado?

Sírius franziu as sobrancelhas.

- Do quê? De ter um outro cara apaixonado pela minha pessoa ou de saber que meu melhor amigo sente um alto grau de tesão por mim?

Remus não riu.

- Sírius, o assunto é sério, eu vou entender se você nunca mais quiser olhar na minha cara, como seu amigo eu sei que não devia nunca ter alimentado esperanças, mas eu estou disposto a omitir esse sentimento se você assim quiser. Não será fácil, eu sei, mas não quero perder sua amizade.

Repirou fundo, ao notar que segurava a respiração enquanto articulava. Encarou Sírius, que não demonstrava expressão alguma.

Este, pessoalmente se ocupou em se enxer de paciência para então afastar as mãos que o amigo ainda tinha no rosto e puxá-lo delicadamente, mas como quem não aceita recuo, par o seu colo.

Remus se deixou levar, apesar de surpreso, curioso e muito, mas muito constrangido.

- Você não entendeu ainda, não é? - Ele ouviu-o sussurrar, numa voz rouca e sensual que o fez estremecer.

Fez que não, timidamente. A verdade é que ele não estava mesmo compreendendo nada daquela situação que a cada momento se tornava mais confusa.

- Eu ainda estou um pouco confuso, Moony, mas não o suficiente para não saber que meus sentimentos por você são bem menos inocentes do que uma grande amizade e bem mais relevante e significativos que uma atração sexual. Acho que... se você quiser me dar uma chance, nós... nós podemos dar certo...

Remus ficou tão surpreso com a informação, tão... sonhador com a possibilidade de ter seus sentimentos recíprocos que... não conseguiu fazer nada além de encará-lo. Profundamente. Intensamente...

- Moony - Sírius murmurou com sua usual voz rouca ainda mais baixo, ainda mais excitante. - Se você não quer... Se eu entendi alguma coisa errada ou estou sendo precipitado, é bom que você saia, então, do meu colo e pare de me olhar assim, porque... - Ele engoliu em seco. - Essas duas coisas juntas estão começando a causar uma reação... hum... inevitável.

Os olhos de Lupin escureceram-se e diabolicamente, ele se remexeu no colo do outro, confirmando suas palavras.

- Estou vendo... - respondeu sem tirar os olhos dele, ao mesmo tempo em que um grunhio curto, simples, baixo, escapava o outro e era instantâneamente reprimido.

- Moony, você é... mau.

Remus sorriu, fazendo Sírius engolir em seco outra vez. Sem mais outra palavra, o castanho se ajeitou no colo do moreno, colocando um joelho em cada lado de suas coxas, sentindo melhor, assim, a tal "reação inevitável" do outro.

- Eu sei – falou. – Eu sei que sou mau, mas essa sua... ireação/i está bastante avançada, não?

- Ora, Moony… Há poucos minutos eu tive uma das mais belas visões da minha vida, e agora o protagonista dela se encontra em meu colo me devorando com esses olhos tão insinuantes e repletos de luxúria… você queria que eu reagisse como?

- Você poderia me beijar talvez? – sugeriu Remus, passando os braços ao redor do pescoço de Sírius e enroscando seus dedos naquela cabeleira negra.

Sírius atendeu de imediato, capturando os lábios do menor nos seus.

Lupin permitiu que um som abafado, rouco, satisfeito, ecoasse de sua garganta. Ah, os lábios de Sírius! O cheiro de Sírius assim tão de pertinho, seu gosto marcante e doce...! Seu primeiro beijo! Com sírius Black! Aquelas borboletas debatendo-se em seu estômago, as mãos de Sírius firmes em sua cintura e aquela... aquela língua úmida e quente insinuando-se por entre seus lábios… Merlim! Como era bom!

Ele tocou timidamente a língua de Paddie com sua própria e vibrações foram enviadas a todo o seu corpo, o deixando com a sensação inebriante e prazerosa, desejo por mais!

As línguas se enroscaram e deram início a um beijo longo, profundo, demorado… Uma mão de Sírius desceu de sua cintura e foi ao encontro de seu quadril, apertando a pele macia de uma nádega e o trazendo mais para perto de si. Remus gemeu, definitivamente, ao sentir-se ainda mais pressionado contra a anatomia de Sírius e a sua própria, já completamente interessadas.

- Moony… - Outra mão foi parar embaixo de sua camiseta, tocando a pele macia das costas. – Tira…

Sem hesitar um segundo sequer, Remus soltou o pescoço de Sírius e ergueu os braços, permitindo que o outro fizesse o serviço por ele.

A camisa foi jogada longe. As cortinas rapidamente fechadas e um feitiço de silêncio ao redor, antes que Remus passasse a gemer descontroladamente ao sentir os lábios tão gostosos de Sírius ao redor de um de seus mamilos. Viu-se inclinando-se ainda mais para frente e movendo-se uma vez, fazendo uma fricção deliciosa entre as ereções.

Sírius soltou seu mamilo e gemeu.

- Hmm... Moony… faz de novo…

Ele se moveu outra vez, descendo os lábios e mordiscando a cartilagem da orelha de Sírius, que por sua vez pareceu enlouquecer. Tirou sua própria camisa e passou a controlar os movimentos de Remus, com as duas mãos em seu quadril, ditando um ritmo.

Os dois gemiam agora, sem conseguir manter um beijo coerente por mais de alguns segundos. Até que Sírius parou.

- Muito… rápido, Moony… tem que… durar…

- Não – Remus se pegou dizendo, se afastando um pouco para tocar o membro do outro sobre o pijama, ouvindo o gemido rouco e falho que ele deu. – Tem que ser agora... Eu quero você agora…

Em um só movimento, Sírius o empurrou na cama, lançando-se sobre ele em seguida e lhe dando um longo beijo, feroz, mas apaixonado.

Quando acabou, Sírius foi lhe dando beijos em todo o pescoço, ombros, mamilos, tórax, abdômen…

- Paddie…

O moreno chegou ao cós da calça, a retirando juntamente com a cueca e a jogando para junto de suas camisetas, em algum lugar da cama. Antes que fizesse qualquer outra coisa, porém, Remus o empurrou e suas posições se inverteram. Era Remus quem estava por cima agora, beijando sua barriga, contornando seu umbigo com a língua…

- Moony, por favor…

Ele obedeceu o pedido implícito. Também livrou-o de suas últimas peças de roupa, liberando a ereção que graciosamente apontava para cima. Remus a encarou, fascinado, antes de abaixar-se para experimenta-la com os lábios… O cheiro de Sírius, o gosto de Sírius… A voz de Sírius, gemendo seu nome, louco de desejo, de prazer… Por ele. Para ele.

Foi privado, porém, de seu delicioso passatempo quando Black novamente o empurrou para a cama, ficando sobre ele outra vez. Os dois corpos de tocaram completamente e os dois gemeram juntos quando as duas ereções roçaram uma na outra.

Sírius as segurou em sua mão, juntas, e moveu seu corpo para frente e para trás, causando aquela fricção que os deixava maravilhados.

- Paddie…

Sírius se abaixou para capturar os seus lábios num beijo profundo. Remus retribuiu, passando a acompanha-lo como podia, no ritmo dos dois corpos. Sentia a pele firme e masculina da perna de Sírius sob a sola de seu pé, que deslizava sem pudor por tudo o que estava em seu alcance… As mãos deslizando desesperadas pelas costas, músculos, quadril, cabelo negro…

Sírius soltou seus lábios e foi beijar seu pescoço, aumentando o ritmo, que foi a gota d'água para Remus.

Em um grito, sufocado, rouco, ele gozou. Os olhos fechados, o mundo se dissipando em muitas cores e apenas a imagem de Sírius invadindo sua mente. Mal conseguiu escutar o som estrangulado que o moreno soltou a acompanha-lo naquele prazer intenso e, exausto, deixou-se cair e apoiar no corpo de Remus.

Ficaram nos instantes seguintes daquela forma, apenas deixando que a respiração voltasse ao normal e que os corações parassem de bater tão rápido.

Um sorriso surgiu no rosto de Remus quando sua ficha caiu, quando ele compreendeu o que havia acontecido ali… Passou os dedos por entre os cabelos suados de Sírius, numa carícia suave, sentindo a respiração dele batendo em seu pescoço.

- Paddie…

Sírius ergueu a cabeça, depositando um beijo desesperado nos lábios do outro e rolando para o lado dele na cama.

Alguma coisa naquele silêncio fez Remus se virar para olhá-lo.

- Tudo bem, Paddie?

Merlim, será que alguma coisa tinha acontecido? Será que Sírius estava arrependido ou… não gostara?

O medo era tão intenso que quando ele o encarou, naquele olhar misterioso, Remus engoliu em seco, imaginando o que viria a seguir.

De tudo o que ele podia esperar, nada se comparava ao que ouviu.

- Moony, você… Mesmo sabendo de toda a dificuldade e preconceito que vamos conquistar… Aceitaria namorar comigo?

Remus piscou, perplexo.

Namorar? Sírius Black? Namorar com Sírius Black?

Ong! Isso era mais do que ele podia pedir.

- Você não… quer? – Sírius interrompeu seus pensamentos. – Olha, não precisamos ir assim tão depressa, se você acha que não dá…

Foi calado, porem com um delicioso beijo.

- É claro que eu quero namorar com você, Paddie. Abertamente. Eu sou um lobisomem esqueceu? A hipótese de as pessoas comentarem algo como "Remus Lupim está saindo com Sírius Black", é para mim, um comentário extremamente lisonjeiro.

Sírius sorriu, puxando Remus para se deitar em seu peito.

Um silêncio confortável pairou sobre os dois.

- Paddie?

- Hum?

- Está cansado?

- Não. Porque?

- Porque eu estou sem sono... – murmurou, dengoso, uma mão subindo e descendo significativamente pelo peito nú do outro. Sírius sorriu, rolando na cama e o prensando contra o colchão.

- Que bom, porque eu tenho umas idéias para pôr em prática…

S&R S&R S&R S&R S&R S&R S&R

Na manhã seguinte, Hogwarts inteira vibrou quando Sírius Black apareceu de mãos dadas com Remus Lupin para o café da manhã. Alguns, simpatizaram-se com o casal logo de cara. Outros morreram de inveja e teve até aqueles que fingiram uma âncea de vômito.

James Potter sorria, cúmplice, para o seu prato.

"Até que enfim…", pensava.

Evans não piscava. Petter não entendeu e Minerva McGonagall desmaiou e precisou ser levada às pressas para a enfermaria.

No mais, todos ficaram bem. Tirando, é claro, aquela aluna do terceiro ano que num passeio noturno flagrara os dois num canto escuro e ficara traumatizada.

- Ele estava… Na boca… o negócio dele… - dissera, mas como ninguém entendeu, ficou por isso mesmo.

Ela nunca mais passeou nos corredores à noite.

Quando ao casal, viveram felizes para um quase sempre, que foi quando um certo rato causou alguns estragos…

Porém, isso faz parte de outra temporada.

Durante essa fase da vida, eles viveram mais do que felizes para sempre…

E isso era, realmente, o que mais importava.

S&R S&R S&R S&R S&R S&R S&R

FIM!!

Tipo, espero que gostem, heim? Eu adorei escrever essa fic, não ficou tããão pesada, e é meu casal predileto!!

hehe... comentem, ok?

Bjinhos