Título: Bones, Stars and Stripes
Autor: k4m1k4zs
Categoria: Angst/ Romance/ B&B
Classificação: PG-13
Completa: Não
Advertência: Violência
Bones, Stars and Stripes
Capítulo 4 – Guerra declarada
03 de Julho
Caminho ao Supermercado Wal-Mart, Av. New York nº 20005, Washington DC.
15h19min
O tempo estava passando e nada da Bones, pensava Booth ao olhar o relógio a cada 10 minutos. Havia poucas chances de voltar a ver Brennan viva, mas recusava-se a aceitar desistir. Ela nunca desistiria dele. Thomas Holber não estava blefando. Não pedira resgate, somente pedira para encontrá-los antes que alguma coisa acontecesse. Sabia que era uma armadilha, mas não poderia pensar em nada mais do que encontrar Brennan viva. Estava no carro em direção ao supermercado impresso no ticket encontrado no veículo dela. Começara a chover durante o dia. Até isso estava complicando a situação. Booth acreditava que o já tinha passado ao lado dela fosse além de tudo o que já ouvira de seus colegas do FBI. Afinal, um agente do FBI e uma antropóloga forense de museu... – pensou ele. Ele a definira como uma peça de museu, fria, insuportável e metida à esperta. Tudo mudara. A incrível sensibilidade veio à tona, junto com a coragem, a determinação de se fazer justiça – como ele mesmo. Isso contribuiu para que o relacionamento entre eles fosse à chave da parceria. Parceira – pensou por um momento. Não considerava Brennan como sua parceira somente. Havia percebido sem sentir que sua presença lhe fazia muita falta em vários momentos, querendo do à por perto, tomar conta dela.
- Isso é coisa de parceiros. – disse, tentando se ajeitar no desconforto do banco do carro ao pensar nisso. - Tomar conta um do outro, querer estar com a pessoa. Sim, claro que era. – ele dizia pra si. Mas sabia que não era somente isso o que o estava deixando inquieto. Sentia algo maior, mais do que poderia suportar. Negava-se sempre a pensar sobre o assunto, pois achava que isso era um absurdo, ou coisa da sua cabeça, não podia por tudo a perder. Mas sabia que cedo ou tarde isso viria à tona. Estava apaixonada pela Brennan. Como poderia explicar a ela o que sentia se ele mesmo fugia desse sentimento desde que pusera os olhos nela? Tá ai uma coisa que estava ficando cada vez mais difícil de esconder o que todos já haviam percebido quando estavam juntos. Eles é que não estavam dando o braço a torcer. Isso tinha que mudar, pelo bem deles – pensou. Queria Brennan novamente. Queria vê-la, tocá-la. Meu Deus! – ele pediu. – Que tudo esteja bem, que ela não faça nenhuma besteira. Ela tem que esperar eu chegar, por favor. – ele pedia a Deus enquanto dirigia-se ao supermercado.
- Pera ai o que eu to fazendo? Ela esta lá presa, sabe-se lá onde e eu aqui pensando em relacionamento? – disse em voz alta. – Eu devo estar ficando louco, meu Deus! Mas eu juro que vou resolver isso. – concluiu pisando no acelerador.
Ao sair do carro, Booth olhou o céu que de um amanhecer claro, agora estava escuro, com cara de chuva que estava vindo. Isso não era bom, pois se houvessem pistas em algum lugar, iriam se perder por conta da chuva. Entrou no supermercado que estava cheio de clientes que queriam ser atendido enquanto o pessoal estava sendo interrogado pelo FBI que já chegara ao local. Foi direto até Cuper, o agente encarregado pela equipe no local.
- E ai, o que descobriram? – perguntou ao chegar perto do agente.
Cuper olhou para Booth com pesar ao transmitir as ordens que tinha.
- Booth, eu te conheço há muito tempo, desde a época dos Rangers cara. – parou por um momento antes de prosseguir. – Mas tem que se afastar do caso afinal, foi sua parceira. Além disso, isso é um caso de segurança nacional. Thomas Holber é um foragido de segurança um. – completou o comentário.
- Como assim Cuper? Você sabe que eu não posso ficar aqui parado vendo vocês trabalhando num caso, que eu também participei. Além disso, eu tenho que achar a Drª Brennan. – disse para Cuper que já estava fazendo sinal negativo com a cabeça.
- Por isso mesmo Booth. Você esteve no caso e sabe que alguém fez o caso dar errado de propósito. – disse a ultima parte do comentário baixo o bastante para que somente Booth escuta-se. – Não sabemos se tem algum X-9 envolvido nesse caso também, por isso, pra não por tudo a perder saia daqui agora. Se nós descobrirmos alguma coisa eu mesmo lhe informarei.
- Então como amigos que somos me diga o que já descobriu? Uma pista homem. – pediu para o agente. O agente Cuper não poderia passar informações sobre o caso, mas sabia que Booth não iria deixá-lo em paz. Gostava muito do amigo e por isso resolveu cooperar dando algumas informações sobre o que haviam descoberto ali.
- Estamos tentando pegar alguns depoimentos Booth. Por causa do feriado aqui esta um inferno por causa dos clientes que querem pagar e sair. – explicou Cuper tentando manter o controle diante do barulho ensurdecedor que estava no supermercado naquele momento.
- Senhor! – chamou um perito do FBI. Chegou mais perto deles e disse. – Achamos uma pista numa das fitas. Eles foram até a sala de vídeo e ficaram olhando o monitor. De repente Brennan apareceu no monitor. Booth sentiu uma dor forte no peito ao ver a cena. Ela estava na cafeteria/ padaria do supermercado tomando alguma bebida. O rapaz então adiantou a fita até o momento em que um homem se aproximou por trás dela e derrubou de propósito sua bolsa. Aparentava estar lhe pedindo desculpas e ela se abaixou para juntar as coisas e sumiu do monitor por uns instantes e enquanto isso, pelo lance da câmera o suspeito jogou alguma coisa dentro do copo que ela havia deixado sobre o balcão. Ainda olhou para os lados pra se certificar de que não havia ninguém olhando. E terminou de ajudá-la a pegar tudo e saiu de perto dela.
- Ei, dá pra ampliar esse ponto aqui? – Booth perguntou, apontando para outro ângulo do suspeito. O operador então tentou aproximar o máximo que pôde sem danificar a qualidade da imagem.
- Agora chega Booth – Cuper chegou mais perto de Booth para sussurrar – Você estará me colocando em problemas se continuar aqui. Por favor, vá embora.
- Ei cara, por favor, eu to te pedindo não me deixa nessa angústia. Eu só peço uma copia. Juro que não vou mais te atrapalhar. – implorou para o amigo. O agente não aceitava o pedido de Booth, pois sabia que se alguém imaginasse que Booth estivera ali e vendo as evidencias poderia por tudo a perder com o que já havia encontrado até ali. – Droga cara, me faz esse favor. É da minha amiga que estamos falando! Por favor, de amigo para amigo. – Booth pediu mais uma vez.
Cuper olhou mais uma vez para ele e como não acreditando no que iria fazer. Pegou uma mídia, gravou as imagens e antes de entregar a Booth disse: - Eu não te vi aqui, entendeu? – completou, entregando a mídia para Booth que somente mexeu a cabeça afirmativamente como um mudo muito obrigado.
Quando Booth já estava saindo do estabelecimento ouviu uma mulher dizer que havia visto o suspeito dias antes ali no estabelecimento.
- Agente especial Seeley Booth – mostrando a carteira do FBI para a mulher e para o agente que estava pegando o depoimento dela. – Obrigado. Você pode ir interrogar outras pessoas que eu me encarrego de pegar o depoimento desta senhora.
- Sim senhor. – falou o assistente e saiu como Booth pedira.
Booth tinha uma chance pequena então pos todas as fichas naquela testemunha.
- A senhora já viu este homem outras vezes? – Booth perguntou mostrando ao mesmo uma fotografia que tinha de Thomas.
Ela correu os olhos na foto e respondeu. – Sim, ele já veio aqui algumas vezes. O engraçado é que em todas as ocasiões foi quando essa mulher estava aqui. Suponho que ele a estava seguindo. – disse apontando para a fotografia de Brennan.
- Por que a senhora tem certeza disso? – ele perguntou.
- Vocês não estariam fazendo esse circo todo se não fosse por isso não é meu bem? – ela disse arrastando a ultima palavra e o olhar de cima a baixo para Booth. - Ele é bonitão, alto também. Não como você, claro, mas tem seu charme.
- Me diga senhora...? – perguntou.
- Marguerite. Mais pode me chamar de Marge – a coroa tava se arrastando pra cima de Booth.
- Certo, Marge, você saberia onde eu poderia encontrar esse homem? – perguntou, fazendo charme pra conquistar a mulher e conseguir arrancar mais alguma coisa dela.
- Talvez. Já o vi num barzinho aqui perto. Sabe, ele tem um sotaque engraçado, parece britânico ou australiano, não sei. – e riu perante o que disse achando que estava com Booth em suas mãos. Ele riu com ela como se achasse um galanteio o jeito como ela o olhava dando a entender que partilhava da situação. – Talvez depois você queira tomar uma bebida comigo, que tal assim. – Marge disse para Booth.
- É claro. E onde fica esse "barzinho"? – perguntou.
- Há uns dez minutos daqui eu acho. Chama-se "Tuddy". – disse e prosseguiu - Sabe de uma coisa – falou baixinho somente para Booth ouvir – eu o vi saindo com uma mulher de lá uma vez.
Bingo! Ai estava a sua chance de encontrar Bones - pensou Booth. – Certo então, obrigada Marge. – falou para a mulher.
- De nada querido. Se mudar de idéia... – ela falou enquanto ele que já estava na entrada do supermercado indo em direção ao carro no estacionamento.
Pegou o telefone e discou para agencia do FBI querendo informações sobre o bar Tuddy.
- Agüenta Bones, eu estou indo. – falou. Deu partida no carro e saiu a toda velocidade.
16h04min.
Instituto Jeffersonian, Washington DC.
Estavam sob a plataforma de evidencias impacientes. Ângela andava pra cima e pra baixo nervosa.
– Temos que fazer alguma coisa. Não podemos ficar aqui esperando por noticias. – disse olhando para Cam, Hodgins e o novo assistente, Peter.
- Então tá, vamos parar e pensar por alguns instantes. – começou a Drª Saroyan. – Vamos refazer o caminho do que temos até aqui. – completou. Todos ficaram prestando atenção.
- Sabemos que a Drª Brennan saiu daqui por volta de 8:00 da noite de ontem. Ela recebeu a ligação do Booth e disse que iria para casa, passaria no supermercado e que no dia seguinte iria pra casa do pai comemorar o feriado de quatro de Julho. Certo?
- Sim. – Todos responderam.
- Não viu nada na fita que denunciasse onde eles poderiam estar Ângela? – Cam perguntou.
- Nada. Parece ser uma sala comum e muita poeira. – parou e analisou mentalmente. – Eu achei a cadeira antiga. – parou por um momento ao dizer isso.
- Antiga como? Que tipo de cadeira? – perguntou Cam.
- Parecia ser cara, tinha um designer clássico nela como se passado de geração pra geração. Talvez mogno – comentou Ângela, indo para o seu escritório analisar melhor as imagens.
- Então pode ser de uma peça de colecionador. – disse Cam.
- E peças de coleção devem estar catalogadas em algum lugar. Isso! – completou feliz Hodgins.
- Certo. Peguei o desenho da cadeira, agora cruzem os dedos para ver se o computador acha em algum lugar alguma pista sobre a cadeira. – disse olhando na tela e esperando uma resposta que um minuto depois veio. – Isso! Achei! Há três cadeiras nesse estilo. Duas foram vendidas pela internet pra colecionadores. Uma cadeira foi para o Texas e a outra para Chicago. – disse. - A terceira esta numa vinícola em Virginia.
Continuou a pesquisar no Virginia Wine Marketing Program3, onde viu que havia vinícolas que estavam abandonadas por ali perto. Se bem que nessa época do ano a maioria delas estaria cheias para o feriado.
- Tenho que filtrar as informações. Normalmente as vinícolas estão lotadas nessa época do ano.
- Mas é claro. Uma vinícola abandona seria perfeita. É úmida, isolada do mundo e ninguém veria nada de anormal se tivesse gente chegando ou saindo a qualquer dia. – Ótimo Ângela. – disse Cam.
Começou a traçar um perímetro entre as vinícolas que poderiam ser o local onde Brennan poderia estar sendo mantida em cárcere. Olhando no mapa, parou por um momento para se orientar entre as localizações. Bingo.
- Liguem para o Booth. Sei onde a Brennan esta. – disse olhando sobre o ombro para os colegas do laboratório.
16h37min
Bar Tuddy.
Booth já estava cansado, mas recusava se a se entregar. A busca frenética pelo paradeiro da Brennan o estava deixando com os nervos a flor da pele. Já estava saindo do bar sem ter qualquer indício de onde poderia estar à mulher com quem Thomas havia saído naquele dia. O dono do bar disse que o tinha visto lá uma ou duas vezes, mas que se parecia com qualquer outro cliente. Pedia sempre um conhaque caro e se sentava sozinho. Ficava ali durante algum tempo, deixava uma gorjeta e saia. Na última vez levara uma mulher com sigo e não mais retornara ao estabelecimento. Nem a mulher.
O celular tocou, ele atendeu. – Booth.
- Booth, a Ângela achou uma pista de onde a Brennan pode estar. – contou Cam.
- Então diz logo Cam. – exclamou Booth impaciente.
Ângela pode ouvir pelo viva-voz e resolveu responder pessoalmente – Booth, a Brennan esta em uma vinícola na Virginia. Consegui achar isso através do desenho da cadeira em que ela estava sentada no vídeo. É uma cadeira cara para colecionadores. Uma das cadeiras pertence ao dono de uma vinícola perto das montanhas. O problema é que ele faleceu há oito meses como me aparece aqui no banco de dados.
- Ângela, me passe às coordenadas da localização do local. Estou indo atrás da Bones. – disse Booth.
16h41min
A porta abriu de repente. Thomas Holber havia retornado com uma nécessaire. Estava muito abafado, ele concluiu. Olhou para Brennan que estava deitada de lado no colchão ao canto da parede. Já devia estar muito doente devido ao ferimento. Melhor assim. – pensou consigo. Não tinha interesse nenhum em mantê-la viva. O que queria era vingança do país onde sua família havia sido assassinada. Ele tinha provas que fora da própria agencia que mandaram executá-los. Como fora tolo achando que poderia sair dessa sem perder mais do que a dignidade. Ele estava pegando uma seringa e uma ampola para por fim a vida daquela mulher que jazia ali no canto e ao mesmo tempo pensava na sua família que não tiveram chance nem mesmo de uma morte indolor. Não saíra nenhuma nota nem em jornais, nem em revistas. Fazia muito tempo que estava de volta a aquele país e não queria passar nem mais um segundo lá, porém, tinha planos ainda para cumprir. Ele era especialista em bombas e tinha um pequeno presente para o país neste quatro de Julho. Eles que se preparem. – pensou consigo.
Havia preparado a seringa e a colocado dentro do bolso. Estava se aproximando da mulher quando do nada, Brennan aguardava silenciosamente ele se aproximar para virar e pega-lo de surpresa dando-lhe um empurrão fazendo com que o seu agressor caísse de costas com força no chão e ela se levanta e lhe desce um chute no rosto. Ela correu para porta, mas percebeu que estava trancada por dentro. Ele ficou desnorteado, porém não apagou. Ela rapidamente pegou a seringa que estava caída ao lado dele, tirou o lacre de segurança e espetou no pescoço dele. Ele parou de se mexer.
- Se você piscar eu injeto isso em você, eu juro. – ela disse. Tomou um pouco de ar antes de prosseguir. - Onde estão as chaves? – perguntou calmamente para ele. Ele ainda piscava pra se refazer do ataque surpresa. Brennan segurava a seringa e com a outra mão ela apertava-lhe o pescoço. Ele não respondeu.
Ela resolveu perguntar mais uma vez.
- Onde estão as chaves? – Brennan perguntou novamente.
- Você pensa que vai sair por aquela porta assim, digamos, viva? – ele perguntou a ela.
Ela nem piscava. Estava segurando o pescoço dele com a mão esquerda e a seringa com a outra, assim poderia sentir a pulsação do homem já refeita. Estava pulsando forte, por isso sabia que devia ser rápida antes que ele lhe desse o contra ataque.
- O seu país não merece o titulo de "país das oportunidades" uma vez que eu não tive nenhuma chance para mim e a minha família.
- Acredito que esse não seja o verdadeiro problema aqui não? Um problema de oportunidade. Se você tem família deveria ter pensado neles primeiro antes de me seqüestrar. Ela olhava-lhe as feições características. Mesmo sob a plástica feita no rosto, ela poderia identificar pelas feições nos ossos da face.
Você tem sotaque britânico. Não tem jeito para médico e muito menos britânico. Seus sulcos faciais entregam que você fez plástica no nariz, na boca, no canto dos olhos, talvez. – Disse analisando e tentando ganhar mais tempo. Achou que eu não iria perceber? Isso não é nada. O que você quer? Dinheiro? Asilo político? – ela perguntou.
Ele olhava para ela com um meio sorriso. Ela sabia que se ele quisesse já poderia tê-la dominado novamente. A dor no braço estava voltando. Sabia que não iria agüentar muito mais.
- A senhora é bem detalhista doutora. E esta suando um bocado. Deve ser a febre. – ele disse analisando o rosto de Brennan – E o braço, não esta doendo muito? – ele lhe perguntava, mas sem responder suas perguntas. Então ela resolveu arriscar outra tática.
- O FBI já deve estar com sua família seu desgraçado. O que será que vão pensar quando souberem o que esta fazendo? Hã, me diz? – ela perguntava agora com raiva. Mas assim que terminou o comentário os olhos do seqüestrador escureceram e ele se lançou sobre ela. Brennan deu um grito de dor quando ele lhe desferiu um tapa com as costas da mão em seu rosto. Ela bateu com força no chão e rolou por sob o seu corpo para tentar manter se consciente diante da dor. Ele se levantou calmamente puxando a seringa do pescoço. Passou a mão para ver se estava sangrando e olhou para a injeção se certificando de que ela não havia lhe injetado a droga. Bateu com as mãos na calça que estava com poeira e em seguida arrumou os cabelos com as mãos. Sem desviar o olhar caminhou até onde Brennan estava caída, se agachou sob ela e pegou no braço ferido que agora voltara a sangrar. Brennan grunhiu perante a nova onda de dor.
- Acho que vou mantê-la viva por mais algum tempo. Isso é claro, dependendo se a senhora agüentar. – disse lhe. Ele olhou para o rosto dela onde já aparecia uma mancha azulada devido ao tapa. Havia um filete de sangue que escorria pelo canto da sua boca. – Não faça comentários que não vão ajudar-lhe Drª Brennan. Essa é minha dica. – lhe disse.
Ela o viu pegar novamente a seringa e lhe injetar no pescoço o seu conteúdo. Ela se debateu, mas foi logo substituída por uma onda de frio pelo corpo. Seu último pensamento foi Booth. Se conseguiria voltar a vê-lo. Mas o que ouviu a deixou amedrontada.
- Você não vai sair viva daqui ouviu? – foi a última coisa que ouviu antes de desmaiar.
Brennan acordou. Estava amarrada pelos pulsos e sendo levantada por uma corda. Seus pés mal tocavam o chão. Sentia queimar a corda aonde seu delicado pulso ia sendo comido literalmente pela cortiça que mais parecia feita de aço. Gritou, gritou muito. Continuava na mesma sala com poeira. Parecia sem fim a dor que estava sentindo.
- Acordou? Que bom. Eu já ia acordá-la de outra forma. – ele lhe disse de forma calma e tranqüila. Como se nada do que estivesse fazendo fosse abalá-lo de alguma forma.
Brennan permaneceu quieta, tentando dominar as emoções que estava sentindo. Sentia medo, muito medo como nunca sentira na vida. Já havia sido presa, tortura em outras vezes. Mas, naquele instante sentia que não mais estava ali. Sentiu também uma derrota ao ter encontrado a família que sempre desejara e não ter podido aproveitar. Não teve a oportunidade de conhecer melhor o pai, o irmão, aos amigos e de Booth. Nunca iria poder lhe contar o quanto o amava. Ela iria morrer com aquilo com ela. Uma lágrima correu pelo seu rosto ferido e cansado. Sentia muita dormência pelo corpo, especialmente pelo braço. O seqüestrador chegou por trás dela e viu as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Passou as mãos em uma delas, pegando uma gota que caia no ar.
- Chorar a torna fraca Drª Temperance. Isso me decepciona muito. Pensei que lutaria mais, que fosse mais forte. – ele disse enquanto voltava para trás dela e rasgava sua blusa.
Ela não se mexeu, nem mesmo um pio saiu de sua garganta. Ele voltou novamente os olhos para ela e disse. Vou mantê-la acordada o máximo que eu conseguir, pode acreditar.
- Você já está morto. Assim que meu parceiro e o FBI te encontrar ele vai te matar. – Brennan disse pra ele. Ele olhou para o rosto dela como se as palavras dela não tivessem surtido efeito algum. Ele ajeitou alguns fios que teimavam em cair lhe sobre seu rosto antes de responder.
- Pois é exatamente o que eu quero que ele faça doutora. – disse calmamente. Que ele venha até mim. – Thomas falou e se virou novamente, indo para trás de Brennan que tentava de alguma forma entender o que ele queria dizer sobre aquilo. Então, veio à tona, Booth estava vindo para alguma armadilha. O que poderia fazer estando ali naquela situação? Antes que completa esse raciocínio sentiu algo passar cortando sua pele. Foi açoitada pelas costas. Seus olhos ficaram presos entre os mundos a cada investida em suas costas. Sentiu escorrer algo pelas costas, com certeza o açoite havia entrado em sua pele. Ela conseguiu ouvi-lo contando a cada investida.
- Um, dois, três – é assim que era acordado pelo menos duas vezes por semana pelo seu país Drª Brennan. – quatro, cinco... e foi se perdendo... sem conseguir mais ouvir a contagem. Pensou em Booth. Pensou com tanta força que já não mais sentia dor pelas açoitadas mais sim por não ter se despedido de Booth. Já não enxergava mais nada em sua frente, viu como se estivesse ali, Booth olhando pra ela. Ele olhava com jeito de carinho, calor. Ele esticou a mão para que ela o pegasse. O abraçou, sentindo o seu cheiro e bem estar. Não tinha dor, nem lágrimas, nada mais que pudesse perturbar aquele momento. Não diziam nada, só sentiam. E foi nesse pensamento que seus olhos se turvaram e ela suspirou.
Continua...
3 Programa de divulgação de vinhos da Virgínia. Guia completo das vinícolas do estado da Virginia, EUA.
