Noturnos


Disclaimer: Supernatural, assim como seus personagens, não me pertencem. Sou apenas uma fã. Essa história não possui fins lucrativos.

Sinopse: Sam e Dean acordam numa manhã e tem a impressão de que algo muito estranho aconteceu na noite anterior, eles só não conseguem lembrar o que. WINCEST

Beta: Não possuo. (T.T) Todos os erros são meus, com registro em cartório. XD

Avisos: 1. Atenção, essa fic é slash, ou seja, relação homossexual masculina, além disso, é wincest (incesto). Se você não gosta, não leia. Se gosta, sinta-se a vontade para ler e comentar.

2. contém lemon, isto é, relação sexual entre homens, se vc é menor de 18 anos, é aconselhável que não leia, mas isso quem decide é você.


Capítulo 4: Perdidos.


Ainda era de manhã cedo, o sol brilhava no céu e Sam e Dean caminhavam por entre as árvores daquele bosque completamente nus. Enquanto o mais novo tinha as mãos cruzadas sobre o seu baixo-ventre, tentando esconder ao menos suas partes íntimas, Dean caminhava um pouco mais a frente, sem se preocupar com o pudor de quem os pudesse ver agora, bufando e com o rosto vermelho, não apenas pelo sol, mas principalmente pela raiva. Ele caminhava rápido, embora esse fosse, no momento, um processo doloroso, e Sam às vezes tinha que correr um pouco para acompanhá-lo.

"Hey, Dean, espera por mim." Disse enquanto tentava se aproximar do irmão mais velho.

"Então anda logo, Sam." Dean, além de impaciente, parecia que poderia matar qualquer coisa que cruzasse a frente deles apenas com o olhar.

"Eu ainda acho que a gente devia ter ido direto pro Impala."

"Ok, dois caras pelados dirigindo um carro não chama nem um pouco a atenção, não é mesmo?" Dean usava seu costumeiro sarcasmo.

"Dois caras pelados no meio de uma floresta também não é algo que passe despercebido."

"É, mas pelo menos aqui não tem platéia, ok. Além do mais, talvez a gente ache as nossas roupas." O mais velho respirou fundo, tanto pela raiva que sentia por estar naquela situação, como pelas incessantes fisgadas que faziam ele andar esquisito, tinha certeza.

"Olha, tudo bem que essa não é uma situação confortável, mas isso não vai ajudar em nada." Sam a essa altura já o havia alcançado, e caminhava apenas alguns passos atrás de Dean, sem tirar as mãos da posição de defesa das "jóias da família".

Dean estancou a sua frente e se virou para Sam. "Isso o que, Sammy?" Perguntou encarando o irmão.

"Qual é, Dean? Cara, você parece que vai explodir a qualquer minuto." Sam fez o maior esforço do mundo, não somente para encarar Dean nos olhos naquele momento, porque os olhos verdes do seu irmão tinham um brilho quase assustador, mas sobretudo para não olhar para baixo. Não olhe, Sam, não ouse olhar para baixo. Repetia como se fosse um mantra desde que ambos acordaram naquela clareira no meio do bosque, nus, com terra e formigas por todo o corpo e mais uma vez sem memória de nada do que havia acontecido.

"E você acha que é pra menos do que isso, Sam? Sério, cara, você acha mesmo que eu não tenho motivos para estar bravo." Dean falava e se aproximava lentamente do irmão. Sam foi retrocedendo no mesmo ritmo em que Dean se aproximava.

"Claro que não, Dean, eu sei que nós temos motivos para estarmos bravos. Eu só estou dizendo que isso não vai ajudar..." E antes que terminasse de falar, Sam tropeçou – já que dava passos para trás, tentando manter-se o mais afastado possível do irmão – e caiu de costas, com as mãos apoiadas para trás.

Dean olhou o irmão mais novo por apenas dois segundos, antes de explodir numa gargalhada quase histérica. Sam tinha a cara fechada e o rosto totalmente corado de vergonha. O local onde ele caira era cheio de pedras e raízes, e provavelmente seu traseiro estaria todo ralado quando ele se levantasse.

E Dean continuava rindo. Rindo sem parar. Já havia quase lágrimas se formando no canto de seus olhos.

"Será que dá pra parar de rir agora?" Perguntou Sam, enquanto se levantava.

Dean respirou fundo, tentando sinceramente se controlar. Mas então ouviu Sam soltar um gemido de dor, e foi a vez de se preocupar com o irmão. Quando olhou novamente, Sam estava de costas para ele, e Dean pôde ver que o mais novo parecia realmente ter se machucado.

"Sam, me desculpa, vem, deixa eu ver isso." Disse se aproximando das costas do irmão. O outro ainda tentou oferecer alguma resistência à ajuda do irmão, mas quando sentiu Dean apoiar as duas mãos nas suas costas, e ir descendo quase até chegar em suas nádegas, a única coisa que conseguiu fazer – e se amaldiçoou por isso – foi gemer. Ele não admitiria, mas sentiu seu corpo tremer de leve ao contato das mãos quentes de Dean.

O mais velho se abaixou um pouco para ver os arranhões nas coxas, nas costas e no traseiro de Sam. Estava vermelho e alguns sangravam um pouco, mas nada grave.

"Ah, Sam, deixa de ser chorão, eu pensei que você tivesse se machucado de verdade." Disse enquanto subia as mãos de volta aos ombros de Sam.

"Mas eu me machuquei, sim. E 'tá doendo."

"você vai sobreviver." Dean falou e deu um belo tapa no traseiro de Sam, que se virou instantaneamente para o irmão, com ganas de bater nele até que ele não conseguisse sorrir por um mês inteiro, quando um som vindo de trás das árvores chamou a atenção deles.

"Você ouviu isso?" Perguntou Sam.

"Claro que eu ouvi." Dean respondeu, e nunca em sua vida se sentiu tão desprotegido como naquele momento.

Os dois ficaram parados, e o som se aproximava cada vez mais deles, e cada vez mais parecia com passos vindos em sua direção. Os olhos de ambos se arregalaram quando a aparição do que quer fosse aquilo já era iminente. Quando um velho, com um chapéu bem surrado na cabeça e uma enorme barba branca saiu de trás de uma das árvores, com um rifle apontado para eles, ambos sentiram um frio percorrendo suas espinhas.

"Mas o que tá acontecendo aqui?"

"Olha, eu sei que pode parecer estranho, mas... nós somos irmãos, e alguém roubou as nossas roupas?" Disse Sam, e logo em seguida voltou a por as mãos em posição de "defesa", dessa vez sendo imitado por Dean também.

O homem olhou desconfiado para os dois, sem abaixar a arma. Analisou os irmãos de cima a baixo, estreitando os olhos, sem dizer nada. Depois de alguns instantes, ele baixou o rifle e sorriu para os irmãos Winchester. O velho tinha um sorriso gentil, que deixava à mostra seus dentes inacreditavelmente brancos.

"Eu acho que sei onde estão suas roupas." Disse, arqueando uma das sobrancelhas. "venham comigo." E deu as costas aos dois, adentrando no bosque novamente.

Sam e Dean se entreolharam, e o mais velho deu de ombros. As coisas não podam ficar piores, podiam?

Seguiram o velho floresta a dentro, esforçando-se para acompanharem o homem, que se mostrava muito habilidoso em caminhar por entre as árvores e raízes. Eles caminharam por alguns minutos em total silêncio, até que o homem resolveu falar.

"Esses moleques..." Disse o velho, chamando a atenção dos irmãos. "Esses moleques que vem fazer baderna na floresta, um bando de sem-vergonhas. Aposto que forma eles que roubaram as roupas de vocês."

"É, nós vimos uma movimentação estranha naquela casa abandonada dentro do bosque. Talvez fossem mesmo esses garotos." Disse Sam, tentando quem sabe arrancar alguma coisa daquele homem, que parecia conhecer muito bem aquele local.

"É, talvez." O homem virou-se para os irmãos. "Eu só me pergunto como é que eles conseguiram arrancar as roupas de vocês..."

Sam e Dean abriram a boa ao mesmo tempo, balbuciando alguma coisa, mas sem dizer nada no fim. Não havia como explicar, afinal, nem eles entendiam direito ainda. Mas eles não precisaram inventar nenhuma história mirabolante para o velho, porque ele logo os interrompeu.

"Ali estão." O homem apontou, avistando alguma coisa logo atrás dos Winchester.

Os irmãos olharam para trás meio confusos, e foram levantando o olhar aos poucos. Encararam do chão até o topo da grande árvore logo atrás deles, e viram suas roupas dependuradas nos galhos, balançando com o vento. Ambos deram um suspiro aliviado.

"Parece que o dia começou a melhorar, Sammy." Dean não escondia a felicidade por ter encontrado suas roupas.

"Espero que sim." Sam diz e se vira para o velho, para agradecer por tê-los levados às roupas e o homem simplesmente não estava mais lá. "Onde ele foi?" A voz do Winchester mais novo saiu como um suspiro. Dean sequer percebeu, estava mais empenhado em subir na árvore e recuperar suas roupas.

Os irmãos finalmente se vestiram e foram em direção ao Impala. Entraram e ambos sentiram dificuldade ao se sentarem, cada um por seus motivos. Mas o que importava agora era retornar ao hotel e tomarem um bom banho. E darem um jeito nessa situação bizarra que estava acontecendo com eles.

O silêncio reinava absoluto dentro do carro durante os minutos que eles levaram para chegar de volta à cidade. Dean sequer ligou o rádio. Os dois pareciam perdidos em seus pensamentos. Somente quando o mais velho encostou o carro Sam pareceu acordar.

"O que você 'tá fazendo?" perguntou o moreno, sem entender o motivo da parada repentina.

"A gente precisa passar numa farmácia." Disse Dean, pegando uma carteira com cartões de crédito dentro do porta-luvas e saindo do carro. Sam apenas o seguiu.

Eles entraram na pequena drogaria, onde havia um balcão com uma moça de jaleco brando, com o nome Mandy bordado nele. Era a farmacêutica. Ela sorriu um pouco desconfiada para os dois homens e eles retribuíram o sorriso. Suas roupas estavam amarrotadas, havia terra e folhas secas em seus cabelos, mas ainda assim era bem melhor do que quando estavam pelados.

Dean se encaminhou para o balcão e começou a conversar com a farmacêutica, enquanto Sam se encaminhou para as prateleiras. Cinco minutos depois Sam se aproximou do balcão, no exato momento em que a garota entregava um cartãozinho para Dean. Provavelmente o seu telefone. Ele sabia que não deveria, mas não pôde deixar de se sentir insultado. Fez um som alto com a garganta para indicar que estava ali, já que o loiro parecia bem distraído no momento.

Dean se virou para o irmão já com um grande sorriso nos lábios.

"Olha, Sam, um antiinflamatório pros seus ferimentos." Ele disse, indicando uma pequena cesta com o medicamento.

"Oh, sim, claro. Mas nem precisava, Dean, são só uns arranhões."

"Sei, mas é melhor tratar pra não infeccionar." Disse e deu uma piscadela para o irmão, que corou um pouco e baixou o olhar. Dean olhou meio confuso para ele, e notou que Sam trazia algo nas mãos.

"O que...?" Ele ia perguntar quando uma senhora que acabara de entrar na farmácia pediu licença a Dean para falar com a farmacêutica também.

O mais velho assentiu e se afastou um pouco, chegando mais perto de Sam.

"O que você tem aí?" Ele perguntou, curioso.

"Nada, é só... pro caso de a gente precisar." Sam não levantou os olhos.

"Deixa eu ver isso, Sammy." O mais velho disse e avançou no frasco entre os dedos do irmão mais novo.

"Dean, para com isso." Sam tentava se esquivar, mas Dean continuava tentando pegar o que ele tentava esconder.

"Então diz o que é, caramba!" A frase saiu mais alta do que ele esperava e as duas mulheres se viravam para eles. Sam riu envergonhado e quando elas desviaram o olhar, o moreno depositou o frasco na cestinha, junto com a pomada antiinflamatória.

"Lubrificante?!" Dean exclamou. As mulheres voltaram a encará-los, e Sam agora estava realmente corado.

"Eu não sei quanto a você, mas eu não gosto de acordar dolorido e sem conseguir andar direito." Sam disse quase com raiva próximo ao ouvido do irmão. Dean tinha que concordar, lubrificante era uma boa ideia. O mais velho inclinou um pouco a cabeça e se voltou para a farmacêutica, sorrindo como se nada tivesse acontecido. Pagou pelos produtos e saiu da farmácia seguido pelo mais jovem. As mulheres se encaram quando os dois deixaram o local. A senhora mais velha deu de ombros e disse apenas que eles deviam ter levado camisinhas também.

Já no hotel, Dean se jogou na cama assim que eles entraram no quarto, soltando um longo gemido. Sam pensou em fazer a mesma coisa, mas preferiu seguir para o banheiro, porque realmente precisava de um banho.

Dean ouviu o som do chuveiro sendo ligado e se deu conta de que estava imundo. Também precisava de uma ducha. O pensamento de entrar no banheiro naquele mesmo instante rondou sua mente por um segundo. Um segundo apenas. Repreendeu-se mentalmente. Sua situação com Sam já estava delicada demais para que ele ainda começasse a ter esse tipo de pensamentos.

Depois de alguns instantes, Sam saiu do banho, enrolado numa toalha. Dean se levantou da cama, para entrar no banheiro, quando passou pelo irmão e viu novamente suas costas arranhadas. Quase que por impulso, Dean se pôs de pé atrás de seu irmão e levou uma das mãos às suas costas. Aqueles ferimentos, ou melhor, aqueles arranhões não eram nada comparados a tudo por que eles já haviam passado. Mas isso não quer dizer que fosse fácil para Dean vê-los ali, machucando o seu irmãozinho.

Sam soltou um gemido leve ao sentir o contato das mãos do irmão em suas costas. Dean contornava ferimentos com os dedos, suavemente. Seus movimentos eram quase involuntários.

"Isso não foi nada, Dean." Sam disse, tentando controlar a respiração.

"Eu sei. Mas eu não gosto de te ver machucado, Sam." A voz de Dean soou firme e Sam sentiu-se mais uma vez arrepiar.

O mais velho se afastou e Sam quase se virou, mais rápido do que achou que fosse certo, para ver onde ele estava indo. Viu o irmão alcançar a embalagem da pomada que eles haviam comprado e depois voltar para perto dele.

"Deixa eu te ajudar com isso."

"Não precisa, Dean. Eu posso fazer isso sozinho." Sam sabia que tinha que lutar contra as sensações que as mãos de Dean em seu corpo estavam causando. Ele sabia que precisava...

"Não esquenta, Sammy." Dean foi passando a pomada nas costas do irmão, onde os arranhões deixaram marcas vermelhas. Foi seguindo essas marcas, na base da coluna de Sam, baixando pelo seu quadril, coberto pela toalha. Sam estava de costas para o irmão, e agradeceu por isso, porque somente assim Dean não notou a expressão em seu rosto. O mais novo estava vermelho e fazia esforço para não gemer.

Quando Dean se ajoelhou no chão atrás de si, Sam sentiu uma sensação que ele não soube descrever. Mas o som dos joelhos do irmão contra o piso, a imagem de Dean ajoelhado, que ele não podia ver, mas podia imaginar, fizeram as suas pernas tremerem e ele teve de se apoiar em algo. Graças a Deus havia uma cômoda bem ao lado deles.

Estava tão perdido nessas sensações que quase não percebeu que Dean avançava com os dedos pelo seu quadril, sob a toalha. Lentamente, retirou-a da cintura de Sam e desceu os dedos lambuzados com a pomada, que deixava rastros gelados que contrastavam com o toque quente dos dedos de Dean pelas nádegas do mais novo.

"Dean, eu... posso, terminar isso sozinho." Sam tinha que se controlar. Sabia disso. Eles já haviam ultrapassado todos os limites, mas ainda podiam se esconder atrás da maldição. Não eram eles, realmente, durante a noite. Mas agora era dia, com o sol a pino e não haveria desculpa.

"Tudo bem, Sam. Eu sei, é esquisito, mas..." Dean continuava ajoelhado e passando a pomada em seu irmão mais novo. "Isso... isso é tudo muito estranho, mas... nós dois, Sam, nós ainda somos irmãos e... isso uma hora vai passar, ok."

"Eu acho que essa situação não está ajudando muito." Sam mordeu o lábio inferior.

"Te incomoda?"

"O que?" Perguntou Sam, baixando o olhar para encarar Dean.

"Nada." O mais velho respondeu, levantando-se. "Eu já terminei aqui."

Dean se afastou e olhou enquanto Sam voltava a enrolar a tolha na cintura. Os dois irmãos se encaram, ambos tinham muitas dúvidas povoando suas mentes. Muitas coisas a serem ditas, mas nenhum dos dois sabia por onde começar.

"Eu... vou entrar agora." Disse o mais velho, enquanto se dirigia ao banheiro.

Sam ainda permaneceu parado, no mesmo local, por alguns instantes. Perdido em seus pensamentos. Até que resolveu finalmente se vestir, antes que Dean saísse do banho.

Nem que tentasse muito conseguiria por seus pensamentos em ordem agora. O melhor a fazer era tentar descansar e amanhã, sim, amanhã eles pensariam em alguma coisa.

Continua...


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n/a: Bem, poderia citar uma série de motivos que me levaram a demorar tanto a atualizar a fic, mas a verdade é que o principal motivo foi apenas um: bloqueio!

Inspiração para escrever não é que nem um cão que você chama e ele vem abanando o rabinho! Está mais para um gato que vai embora e só aparece de novo quando quer. u.u

Mil perdões aos que estavam esperando, tentarei não demorar tanto novemente!

Beijos! ;*