A beautiful sin

Capítulo III

Todos os finais de semana eram os mesmos - com ou sem assassinatos. As noites quentes eram aguardadas com louvor e normalmente eram boas demais, como a primeira vez. Esta que parecia que nunca houve, por ironia. Se lhe perguntassem, não saberia responder, nenhum dos dois. Havia apenas aquilo no ar; sempre houve. E nenhuma morte mudaria tal fato.

Ele beijava aqueles lábios calmos, abafando os gemidos e suspiros que eram causados. Os toques um pouco menos gentis nas pernas acabavam deixando marcas roxas demais para sumir em algumas questões de dias - por mais que os dois soubessem que elas não sumiriam, já que estavam ali, sempre presentes na pele do pequeno.

Pequeno. Era um menor, ele sempre lembrava. Um menor que parecia mesmo uma criança. Mas ele não ligava. Se ligasse, nada daquilo ocorreria e - acreditem - ele não queria perder nada daquilo. Não tinha medo de ser preso, pois sabia que o outro estaria ali a esperá-lo. Ele sempre estaria. Como em todas as vezes que chegava em casa, após conseguir sair do colégio interno, e o encontrava esperando, sentado, à parede de seu apartamento, sorrindo.

E então eles voltavam ao seu amor proibido e incompreendido, por mais careta aquela frase fosse. Porém, ninguém ligava realmente. Claro, ninguém sabia, mas também, quem ligaria? Ele era um professor renomado, que não tinha problemas com a lei, nem com seu microondas. E o outro era um garoto solitário que não tinha nada além de seu tutor, Momochi Zabuza. O mesmo que viajava quase todos os finais de semana.

Claro que Zabuza sabia que havia algo de errado. Haku não tinha amigos e dormir na casa de um deles, em finais de semana, era meio estranho. Só que ele realmente não ligava muito. O pequeno estava feliz - até demais - e era isso que importava. Ele também não tinha preconceito. O professor apreciava aquela atitude, por mais que odiasse quando Haku lhe mandava uma mensagem dizendo "Não dessa vez", significando que seu tutor não havia ido viajar naquela semana.

Mas quando ele ia, os dois se divertiam demais até. Fosse no sofá, conversando, fosse na cama, fazendo o que todos já sabiam que eles deviam fazer. As noites eram quentes, gostosas, cheias de gemidos e suspiros - por partes de ambos - e da deliciosa sensação de ser um momento mágico, até demais. As marcas roxas e vermelhas não eram importantes, já que eram totalmente normais. O que importava era o respeito mútuo, e o amor não expresso em palavras.

Ryuu tinha que admitir, no entanto, que as manhãs pareciam melhores que as noites. Eram feitas de carinho, quando ele acabava ficando cego com a luz forte que entrava pela sua janela. Levantava e a primeira coisa que procurava era por Haku, como se ele fosse uma ilusão, um ser imaginário. Ele sempre estava ali, mas ele tinha de fazer aquilo. Era uma rotina que ele adorava.

O rosto delicado; os cabelos longos e negros; a tez branca um pouco brilhosa por culpa do suor seco; o corpo perfeitamente andrógeno coberto por uma manta ou cobertor qualquer; e o sorriso. O sorriso sempre estampado na face cansada e sonolenta.

Ele o acordava com um beijo e ouvia um gemido - todas as vezes - que esperava para continuar, tocando-o sensual e fervorosamente. Sentindo seu hálito entrar em sua boca, com calma. Uma intromissão bem-vinda, e então ele continuava. Apertava um pouco mais as coxas do menino, passando a unha curta pela carne e pousando as duas mãos na cintura do menor, esperando que ele perdesse as suas em seu cabelo vermelho, para dirigir sua atenção ao pescoço tenro de Haku.

Naquele dia não era diferente. Ryuu nunca o "invadia" pelas manhãs, apenas aproveitava o que o menino tinha, por fora. Era melhor assim, ele dizia. Ainda não era noite, para que ele pudesse invadi-lo, oras!

Mas foi ao aproxima-lo num terno abraço, para beijar seu ombro que o telefone tocou. Pararam instantaneamente e Haku pôde corar, sentindo como se tivesse sido pego visualmente. Ryuu apenas afagou-lhe a cabeça, sorrindo, porém, quando se virou para atender o objeto, estava sério e irritado.

- Alô? – murmurou, meio de mau humor.

- Senhor Yuhji Ryuu? – uma voz fria perguntou.

- Sim. Quem é?

- Akasuna no Sasori, detetive do "Caso Jiraya".

- Ah. Pela sua ligação... Devo acreditar que quer meu depoimento, não?

- Exatamente. Poderia vir daqui à uma hora?

- E meia, se possível. – completou, observando Haku, que parecia meio assustado.

- Pois bem. Vejo-o daqui à uma hora e meia. Melhor não se atrasar.

- Ok. – e desligou.

- O que houve...?

- Eles querem que eu dê meu depoimento sobre o "Caso Jiraya".

- Entendo. – e sorriu daquele seu jeito puro – Então eu vou para casa.

- Eu te levo. Ainda tenho uma hora e meia, mesmo.

Sorriram e foram se aprontar.

ºoºOºoºOºoºOºoº

- Já disse que não sei. – o tom de voz foi cortante.

Aite o encarou, meio irritado.

- E por que então age desse jeito?

- Que jeito?

- Arrogante.

- Eu falo assim com todo mundo. – e alterou um pouco a voz – Se não gosta, problema seu.

Aite lhe sorriu, revelando os caninos.

- Entendo, senhor Tremblay. – e escreveu algo num bloquinho – Pois bem. Está liberado. Qualquer coisa, e alguém entrará em contato com o senhor.

- Não será você? – e deu um pequeno sorrisinho, cínico como sempre.

- Eu realmente espero que não.

- Coincidência... Eu também.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Caminhou calmo pela delegacia, sempre com aquela menina ao seu lado. Um triste destino foi o de Hyuuga Hanabi. A pequena prima de Hyuuga Neji – um jovem alto e de cabelos marrons compridos demais – foi quem encontrou o corpo. Sendo assim, ela devia prestar depoimento, por mais traumatizada que estivesse.

Neji sempre achou os detetives desumanos demais. E foi com esse pensamento que passou os dados da priminha, antes de ser devidamente interrogada.

- É só isso. – a atendente disse, fechando a ficha e levantando-se para dá-la a algum detetive.

O moreno apenas concordou com a cabeça, antes de indicar um lugar para sua prima sentar e dar-lhe a mão, para que ela se acalmasse. Porém, foi quando ela a pegou e lhe deu um sorriso triste, que uma voz conhecida ecoou, atrás dele:

- Isso sim é surpreendente. Hyuuga Neji consolando sua querida prima.

- Peter. – sussurrou, dando um sorriso fino e arrogante – Vejo que você também foi chamado aqui, não?

- Não é óbvio? – e deu seu típico sorrisinho de canto.

Antes que Neji pudesse responder algo, ele se foi, com seu ar de sarcasmo tão comum. Isso irritava o Hyuuga mais do que a aparência desleixada do canadense.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Ketsueki Shin caminhou para fora da delegacia, um pouco traumatizado com o detetive que o interrogou. Aquele tal de Uchiha Itachi o assustou. Muito. Balançou a cabeça algumas vezes, para esquecer dos problemas e pegou seu Ipod, pronto para fugir do mundo com Franz Ferdinand.

Porém, antes mesmo de colocar os fones, uma mão quente encostou-se a seu ombro e o fez encarar a pessoa.

Olhos verdes, sérios.

E memórias passaram por sua mente.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Um corpo quente o bastante para faze-lo perder as roupas; um beijo em seu pescoço, sem vergonha alguma; e um empurrão para dentro de seu próprio apartamento o avisou que, naquele dia, as coisas foram um pouco longe demais.

Gemeu quando o homem tocou em seu abdômen e pressionou seus dedos ali, numa massagem sensualmente desprovida de timidez. O hálito em seu ouvido o fez querer buscar aqueles lábios e assim o fez.

Jogado em seu tapete, deixou que o outro o controlasse a vontade, marcando sua pele albina de tal maneira que chegasse a doer com o simples vento a entrar por sua janela. Sorte que já não morava mais com seus pais.

Logo sentiu o resto de suas roupas serem jogadas para longe e o ruivo de olhos verdes se afastou. Vermelho, encarou aquele outro jovem retirar sua jaqueta, ainda sério. Shin costumava ser assim, até aquele dia na biblioteca.

Uma dor entre as pernas o alertou do que ocorria. Em seus vinte e dois anos, não imaginava que aquilo um dia viria a acontecer de maneira tão sensual. Não iria à faculdade no outro dia, definitivamente.

Se Ketsueki soubesse que havia aquele tipo de ser nas bibliotecas, iria com mais freqüência, com certeza.

ºoºOºoºOºoºOºoº

O albino nada disse, apenas encarou o "amante", meio surpreso. O ruivo permaneceu o mesmo, até quando lhe estendeu um cartão empresarial com seu nome e telefone.

- Ligue-me para conversarmos. – sussurrou – Não é bom falar numa delegacia.

E foi embora, deixando um Shin muito surpreso.

ºoºOºoºOºoºOºoº

- O que Jiraya fazia/ocultava nunca foi da minha conta. – sussurrou, direto, para o detetive à sua frente.

- Eu mal comecei o interrogatório. – sussurrou o detetive loiro.

- Estou ganhando tempo. – e mexeu em suas unhas, ainda pensando em Haku.

Ryu achou aquele homem extremamente... Estranho. Porém, não estava ali para analisar, e sim para investigar. E também, já tinha conhecido aquele tal de Shirotaki no Hidan que era o típico vampiro sadomasoquista valentão.

- Bom, o senhor saberia algo sobre algum incidente do passado dele?

- Se eu sei...? Considerando o fato de que eu trabalho numa escola perfeitamente conhecida, não é surpresa que eu saiba de algo, porém, será que é mesmo verdade? E se for, não demorará demais para que vocês investiguem cada mísero boato que ronda uma escola, como o simples fato de que já disseram que ele já dormiu com as estudantes, sendo que ninguém afirmou alguma coisa? Por favor, acho que ninguém tem tanto tempo do mundo assim! Também acho que essas suposições devem continuar sendo mantidas assim, e pararem de ser tachadas como possíveis verdades que com certeza não são.

Silêncio.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Atrás do vidro, Aite olhou para Shino, um pouco confuso.

- Aburame-kun... O que ele disse?!

ºoºOºoºOºoºOºoº

Justin Chambers mal havia chegado à escola e já fora chamado para ir à delegacia. Ele não estava com sorte, definitivamente não. Porém, sorte era igual a doces, sempre mudando de "gostos". E falando nesse tipo de comida, lá estava ele, mais uma vez, assaltando a máquina da delegacia por uma barra de chocolate que lhe pareceu muito tentadora.

E enquanto ela era solta por aqueles aros que tanto demoravam a "sumir", pôs-se a pensar que Jiraya, talvez, tivesse muitos inimigos. Até demais. O barulho da barra caindo o acordou, muito embora não caíra no exato local que tanto queria.

A sorte tinha um gosto ruim, aquele dia.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Yurie encarou a delegacia de longe, já cansado. Chamado pela própria Tsunade, não pôde recusar – nem por ser fora de sua província. Aquele assassinato fora tão bem calculado que lhe deu raiva. Foi feito por mais de uma pessoa, tinha certeza.

E foi essa idéia, que adentrou no local tão pouco conhecido, preparado para tudo. Abriu a porta no exato instante que uma outra pessoa e logo foi para o chão.

- Olhe por onde anda. – a voz seca de um homem alto, ruivo e cheio de piercings ecoou de maneira ameaçadora.

Ou quase.

ºoºOºoºOºoºOºoº

Seu pé não parava de subir e descer, como se acompanhasse uma música. Porém, em delegacias – ainda mais em salas de interrogatórios – não havia som. Menos de dor, e ódio e qualquer coisa que o lembrava do incidente de tantos anos.

Apaixonar-se por um detetive não lhe soava anormal. Se apaixonar pelo detetive que estava investigando os crimes – pequenas explosões em locais públicos – que ele mesmo cometia, era total burrice. No entanto, era impossível não se apaixonar por alguém como ele. Olhos e cabelos vermelhos, como sangue.

Homem mais velho, interessante, detetive e que parecia completamente atraído por Deidara. Achou seguro e lhe contou a verdade. De início, achou que ele o levaria para a delegacia, porém foi ao ser derrubado de novo na cama e ser tomado pelo ruivo, que ele sentia que estava tudo bem. O que ele não esperava era que ele mesmo o prenderia, no outro dia.

Fechou os olhos quando a lembrança veio à tona, tão rápida. Agora era diferente. Ele tinha sanidade, um bom emprego, bons amigos e tudo o que perdeu por ele.

Akasuna no Sasori.

Estava tudo bem. Estava. Tudo. Bem.

Entretanto, foi quando ele abriu a porta, que tudo ruiu.

Akasuna no Sasori.

E ouviu o som de uma explosão.

A de sua (in)sanidade.

Fim do capítulo III


N/A.: E eu finalmente acabei! \o/ Ok, não esperava demorar tanto, mas a culpa foi que eu escrevi tudo o que ocorreria até o capítulo nove e... Ela sumiu. Acho que eu a joguei fora, no entanto, eu só fui saber quando decidi escrever de novo. Como não achei, fiquei super arrasada e a minha infelicidade foi que passei por uma séria crise de criatividade por culpa disso D8

Agora eu estou de volta, com uma certa idéia do que vai ocorrer no próximo capítulo xD Ah sim, vocês viram? O lemon já começou 8D Alguns vão demorar mais, outros não. É só questão de eu ter calma e imaginação 8D

Espero que todos tenham gostado desse capítulo e que seus OC não estejam OOC. Caso haja algum erro, contatem-me!

Muito bem, a Lady Murder ficou com o Shino e a Kitsune ganhou o Neji :3 Fafi eu vou te adicionar no MSN ainda hoje, para resolver tudo e espero que tenha gostado da sua cena meio lemon xD

Eu não tenho muito que dizer, além do mais, a fanfic fala por si só e eu estou fazendo questão de não entrar em detalhes descritivos com todos os OC's, porque eu escrevo para cada pessoa e creio que cada um conheça seu OC até melhor que a minha descrição. Caso não gostem disso, é só me avisarem e lembrem-se que eu sempre estou aceitando novas dicas/idéias/amigas 8D


Reviews:

Lady Murder – Ah, que bom que gostou e sim, seu OC foi escolhido :3 Parabéns, conseguiu o Shino, amor 8D Desculpe pela demora, viu? ç-ç' Ah! Viu, já tem lemon xD

Chibi Anne – Amei o seu personagem, amor! Já te disse 8D Ah, obrigada pelo voto de confiança S2 Ele apareceu bem pouquinho, mas eu fiz questão de mostrar como ele é, ou ao menos, como eu o vejo! XD E viva os "L"'s da vida xD Te amo também e desculpe a demora ç.ç'/

- Kitsune xx – Ah, foi sim 8D Sasori é sempre amor S2 Tudo bem, eu também me confundo bastante e.e' E sim, o Neji agora é seu 8D Eu ainda estou pensando no seu final, mas espero que goste 8D E que me perdoe pela demora ç-ç'

Sweet Pandora – Ah, que bom quer você gostou :3 E eu já estou fazendo o que eu quero com o Makoto –risos malignos- Enfim, espero que tenha gostado desse capítulo também 8D E desculpe pela demora, querida i.i

Fafi Raposinha – Eu vou te adicionar no MSN e assim nós conversaremos sobre o destino do seu OC, muito embora já o tenha colocado como suspeito e.e' Gostou da ceninha lemon? 8D Desculpa pela demora ç.ç'

Hanna Yin-Yang – É, entrou xD Não só entrou como teve aquele momento kawaii RyuuHaku COFCOFCOMLEMONCOFCOF 8D Não, são apenas os suspeitos, porque senão viraria uma suruba investigativa que eu (ainda) não quero colocar (ainda). Que bom que gostou dessas frases 8D Me perdoe pela demora i.i

Al de Lioncourt – Ah, que bom que está gostando 8D Sobre a demora, dessa vez foi culpa totalmente minha mesmo ç-ç' –idiota total- Desculpe pela falta de atualizações ç.ç'/ E eu já sei qual vai ser o seu final 8D

Demetria Blackwell – Olá! 8D Ah, o Garu é o máximo s2 E sim, essa ceninha eu fiz para você rir s2 Também já sei qual é o seu final 8D/ E mil perdões pela demora i.i

Purple-socks-lala – Ah, que bom! 8D Na realidade, eu estou planejando uma coisa bem legal com o Yurie, de maneira que ele se divirta (e muito) com o Pein –pensamentos pervertidos- Gostou de como seu personagem foi apresentado? 8D E como ele e seu par se conheceram? 8DD E relaxa que toda vez que eu mudar algo, eu vou avisar, pode ter certeza 8D Nossa, muito obrigada! 8D Na realidade, eu que tenho que te pedir desculpas, além do mais eu demorei demais i.i'/ E eu sei como é ter uma vida bagunçada D8


Yuuhji Ryuu

Um dos professores mais inteligentes do colégio interno.

É pouco emotivo em questão de sociabilidade, mas as poucas pessoas que gosta trata como se fosse uma criança, com um cafuné delicado e bondoso.

Após um acidente na infância, tem medo de altura. Além disso, tem tiques nervosos e presença de TOC's em sua vida.

Nenhuma ficha criminal detectada pela polícia, o fato de estar com Haku não quer dizer que é um criminoso.

Cidadão modelo.

É indiferente, discreto e calmo.

Sua personalidade normalmente é retraída e protetora.

Não tem nenhum contato íntimo com seus colegas de trabalho.

Nunca fez ajuda humanitária, no entanto costuma proteger pessoas totalmente opostas a ele, em questão de personalidade.