Meu passado é meu espelho do futuro
Declaração: Conde Cain não é meu, se fosse não teria acabado assim. Créditos a P. L.
Descrição: Yaoi. OCC. A.U. FICHAS FECHADAS. Tudo acabou, Delilah foi para o espaço, tudo voltou ao normal... Mesmo? Agora, nesse presente, quem não garante que outra Organização com um outro nome de um traidor esteje por trás de misteriosos casos? Mas e agora, quem vai dar conta dele? Descubram ou façam uma ficha. Spoilers, possivelmente, já que o mangá acabou.
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Quando Luriel acordou, estava sentindo seu corpo todo dolorido, além de uma bela dor de cabeça. Se tateou e notou que ainda se encontrava vestido com as roupas de ontem, e como usara branco, estava sujo. Se espreguiçou e sentiu, enfim, o anel no seu dedo. Arregalou os olhos e olhou para lá, encontrando o brilho dourado dele. Logo se sentou e olhou para o espelho, recebendo um balde d'agua na cabeça, figuradamente. Aquilo era mentira... E essa era uma mentira, pois aquilo era verdade. Estava vendo a figura de um homem adulto, vestindo uma roupa estilo século XVIII, de cabelo curto, liso e cinza, branco e olhos azuis. Tudo o que aquele espírito disse foi:
- Bom dia.
Ótimo. Perdeu o fôlego e caiu sentado na cama, ainda vendo a figura brilhante e quase embaçada no meio de seu quarto. Tremia levemente, até que tomando coragem, conseguiu balbuciar:
- B-b-bom dia... Senhor...
- Riffael Raffit. Porém, pode me chamar de Riff. - Sorriu o mordomo.
- Ah, sim. E eu sou... Luriel Meiraz. - Pensou um pouco. - Me diga, sua aparição tem algo a ver com esse anel que consegui ontem?
- Claro.
- Ohh... - Colocou à mão no rosto.
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- MAS QUEM É VOCÊ, CRIATURA?
- NÃO GRITE, PIRRALHO!
- QUEM É PIRRALHO? E EU GRITO QUANDO EU QUISER!
- Bambino! Por que está gritando? - Gritou o avô lá da cozinha.
- Nada, vô! - Gritou Fábio de volta. - Ok, seu fantasma. O que faz aqui e por que me acordou?
- Eu tenho nome, ouviou? Sou Cain C. Hargreaves! Eu também não sei, criança, só sei que não consigo me separar desse brinco na sua orelha. - O nosso conhecido Conde cruzou os braços. - Eu te acordei porque aquela coisa começou a fazer barulho.
- Droga de despertador... - Binho coçou a cabeça e foi em direção do banheiro. - EI! NÃO FICA ME SEGUINDO, BRANQUELO!
- NÃO CONSIGO, POIS VOCÊ ESTÁ USANDO O BRINCO, IDIOTA!
- BAMBINO! Pare de gritar e vêm tomar café logo! - Disse a avó dele.
- Café? Não tem chá por aqui?
- Não sabia que espectros tomavam coisas.
- Só estou opinando.
- GRRRR! - Fechou a porta violentamente, o Fábio.
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- ...
- ...
- Muito interessante. Nunca tinha conseguido ver uma alma, desprendida de seu corpo, durante todos esses anos. - Jack comentou, normalmente.
- Está com medo, criança? - Jezebel, nosso amado, ou não, doutor estava apoiando seu rosto em sua mão.
- Não.
- Entendo. Gostaria de aprender... ( N/C: ... Como fazer macumba? XD É fácil! Pegue uma galinha preta, VIVA e batiza ela de macumba! AHUAHAUU! - Lirada.- Ai x.x) a atrair pássaros para sua janela? - Seu sorriso era sádico e malicioso, porém, Jack apenas abriu a janela e acenou com a cabeça. - Ótimo. (N/C: Não me perguntem como isso aconteceu, mas aconteceu u.u)]
- Gosto muito de animais... Acho a companhia deles melhor do que a dos humanos.
- Gosto do seu jeito de pensar, criança.
- Então o senhor deve gostar dos humanos também, não? Ou pelo menos de alguns... - Olhou nos olhos quase transparentes do Doutor, como se soubesse de tudo e mais um pouco.
- Por que diz isso?
- Disse que gostava do meu jeito de pensar.
- Mas não disse necessariamente de você.
- ... - O jovem moderno sorriu irônico, logo, se ajeitando na janela. - Vamos começar então...
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- Isso é impossível! Fantasmas não existem!
- Se fantasmas não existem, eu sou o quê, inteligênte? - Oscar, nosso amado palhaço, estava deitado no ar e com as pernas cruzadas.
- Você só pode ser uma ilusão! Será que a Mari colocou alguma coisa estranha naquela coxinha que ela dividiu comigo?
- Ahhh! Um galanteador! Agora está falando minha língua, rapaz esperto! Mas fez uma lady dividir um alimento dela contigo? Assim irá parecer um morto de fome e pobre para a senhorita!
- O que você está dizendo? - Joca corou, mas só um pouco. - Ótimo, peguei um fantasma pervertido!
- Mas até agora a pouco você disse que não acreditava em fantasmas...
- ... Eu não gostei de você e coxinha não é algo que possa ser classificado com o que você está dizendo! - Rumou para o banheiro, enquanto Oscar dava 'conselhos amorosos'.
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- ...! Um Fantasma...!
- Imagine, eu apenas sou fruto de sua imaginação.
- Mesmo?
- Mas e claro que não!
- Ahhhh! - Mari se trancou no banheiro.
- Argh... Detesto crianças. - Creadore passou à mão pelo rosto, enquanto atravessava a parede para tentar se desculpar com ela. - Olha, eu...
- Ahhhh! - Mariane correu para o quarto, de novo.
- Quer me escutar? Eu tô tentando pedir desculpas, tá?
- M-m-esmo? - Disse, abraçando o travesseiro e se enrolando na coberta.
- Sim.
- Sem gritos?
- Sem gritos.
- Ah... Ah!
- O que foi agora?
- A aula! Estou atrasada! - E se trancou, de novo, no banheiro, enquanto lutava desesperadamente contra o tempo.
- Garota mais estranha...
- Tem um fantasma no meu quarto... OMG!
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- Ei, criança... Quem te deixou entrar? - Thiago esfregava o olho esquerdo, enquanto ainda estava acordando.
- QUEM ESTÁ CHAMANDO DE CRIANÇA? - Cassian jogou na direção do outro moreno um travesseiro, atingindo em cheio o Thi.
- Ahhh! Ok, desculpa! - Disse, rolando para baixo da cama. - Ai...
- Sempre pergunte antes a idade das pessoas, depois, fale se ela é criança ou não! - O pequeno espírito cruzou as pernas no ar e ficou olhando o outro.
- Meu, você é um fantasma?
- Claro que sou! E isso é por causa desse par de brincos.
- Eles são seus?
- NÃO! Meu espírito está preso, ou em ligação, com esse objeto, bobo!
- Ahnn... Quer dizer que vou ganhar poderes, que nem o Yo de Shaman King? - Os olhos negros dele brilharam.
- Quem?
- Ah, esquece! - Olha para o relógio. - AHHHH! A aula! Já devia estar lá embaixo há cinco minutos! - Thiago correu para o banheiro.
- Não corre no banheiro, senão... - Ouviu um barulho de coisas caindo. - ... Esquece.
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- ... - 'A Morte', silencioso como sempre, estava com passarinhos, que geralmente ficam no pátio da escola, nos ombros.
- Argh... - Joca parecia infeliz, enquanto teclava algo no notebook.
- Ai, não acredito ainda... - Mari ainda se encontrava desconcertada com aquela aparição repentina em seu quarto.
- Grrr... - Fábio, estava irritado como sempre.
- Hummm... - Thiago lia com toda à atenção um mangá de Shaman King. (N/C: Kyaaaa!)
- Bem... Deixa eu adivinhar. - Lulu se aproximou da mesa onde estavam seus amigos, todos inquietos, menos Thiago e aparentemente Jack, com alguma coisa. - Vocês acordaram e deram de cara com uma espécie de espírito, não é?
- Então aconteceu com você também, Lu? - Binho, que tentava a todo costo não dar atenção para seu fantasma tagarela e esquisito (N/CC: Queêêê? Desde quando sou esquisito? ¬¬ N/C: Desde quando você tentou matar seu pai com cachimbo, pelo que diz o volume 3.), que ficava olhando a todos os lados da tal escola brasileira.
- S-será que foi por causa dessas coisas? - Mari apontou para o centro, onde estava o 'recipiente da alma de Creadore', mantendo certa distância, como se fosse algo maldito.
- Bem, pelo que meu espírito disse, sim. - Calmamente, o loiro se sentou e começou à devorar o lanche natural.
- ... Como eu disse antes, é sim. - Jack tirava migalhas do seu pão e levava próximo aos próprios ombros, alimentando aquelas pequenas, peludas, penosas avesinhas super fofas, que traziam um pouco de calma para Mariane, pois se não fosse por isso, ela agora estaria dando surtos pelo local.
- Ei Thiago, diz algo cara. - Joca 'espetou' o amigo moreno com a ponta da antena do celular.
- Ai! Isso doí, nerd!
- Não me chame de nerd, cabeça de pudim.
- Parem os dois. - Luriel disse.
- Ele é quem está... - Os dois perceberam o olhar mais do que raivoso do Fábio, que desta vez estava sentado do lado do garoto de olhos azuis, e pararam no mesmo instante.
- Obrigado, Fábio.
- Disponha. - Resmungou, foi o que pareceu, e voltou à bebericar refri.
- Han... - Suspirou Mari. - Ainda bem, o fantasma está longe.
- Hum? Tem razão... Também não tô vendo o nanico. - Thiago marcou à página do mangá e olhou em volta.
- ... - Jack olhou para trás também, procurando Jezebel.
- Que ótimo! Aquele tagarela irritante também foi embora!
- Isso é estranho... - Luriel jogou o pacotinho sujo no lixo e se levantou.
- Onde vai, Lu? - Joca, que ainda não tinha desprendido o olhar da tela do notebook perguntou.
- Irei procurá-los. Tenho um mal pressentimento sobre esse repentino desaparecimento...
- M-mas eles são fantasmas, desaparecer é c-com eles mesmos... Fica aqui, Luh. - Agarrando-se ao ruivo com mechas brancas, o nosso caro hacker, estava desesperadamente com medo. E esse... Corou disfarçadamente.
- Não se preocupe. - Disse, passando à mão na cabeça dela. - E não fique assim, parece que eles não são tão perigosos assim... Ou pelo menos, Riff não aparenta.
- ... - O passarinho piou. - O homem que eu vi tinha olhos de assassino.
- Ahhhhh!
- Jack, não assuste ela, está bem? - Essa foi a última recomendação do líder, antes de sair correndo.
- Espere! Vou com você! - Apertando o passo, Binho correu atrás do loiro.
- Esperem! Também vouuuuuahhhhh! - Thiago foi puxado para à cadeira novamente pela júnior.
- Ficaaaaa! - Pediu em voz chorosa.
- M-mas... Eu também quero ver os fantasminhas!
- Ficaaaaaaaaaaa!
- Pare com isso Mari, tá me assustando!
- Quê? - Deu uma beliscada nele. - Grosso!
- Aiê!
- ... - Jack fez com que dois passarinhos voassem até os menores, que ficaram quietos, afim de não espantá-los. - Silêncio...
- ... - Silêncio geral na mesa e em volta. Quem iria ser louco de ir contra às vontades de Jack? Mas o alvo só tinha dito uma palavra sem vontade, apenas por dizer, não como uma ordem. Mas funcionou.
Enquanto isso, no terraço da escola...
- Não é que você acertou mesmo, Luriel? - Disse Fábio, elevando o olhar para ver melhor aquele grupo de fantasmas.
- Bem, este é o lugar mais espaçoso da escola... - Observava o seu Prisioneiro do Anel conversar com outros. Arregalou os olhos, vendo a variedade de espíritos no local.
- Eu acho que Cain vai surtar de vez...
- Quem?
- Tá vendo o carinha magro, fraco e de olhos verdes? Então, é ele...
- Ah, sim... mas por quê diz que ele irá fazer isso?
- Não sei, estou sentindo. Só isso.
- Mas Binho...
- NÃO ME CHAMA DE... Ah... - Colocou à mão na boca, se envergonhando. - B-bem, sim?
- Como pode saber que ele está com raiva?
- Erh... Não, não sei... Desculpe, Luriel.
- Não me chame assim. - Andou em direção ao grupo que estava longe, de cabeça baixa e franja nos olhos. - Me chame pelo meu apelido de quando eramos pequenos...
- Lu?
- Não é esse... - Continuou andando.
- Lulu? Uri? Elel? - Tentava se lembrar de todos os apelidos que tinha dado para aquele cândido menino, e este somente balançava à cabeça, pensando em como o outro poderia ter se esquecido daquele dia... Daquele dia... Dia...
No grupo dos Fantasmas...
- Então, parece que nos encontramos novamente, Cain... huhu...
- Não creio que tenham te chamado também, doutor.
- Yo Riff!
- Olá, Oscar, Creadore...
- Oi, Mordomo do Conde de Hargreaves. Parece que nem morrendo eu posso me livrar de vocês.
- É realmente uma pena reencontrar meu irmão pós morte. - Disse Cain.
- Não fale com o Doutor desse jeito, seu moleque! - Gritou Cassian.
- NÃO ME CHAME DE MOLEQUE, PIRRALHO! - Berrou Cain.
- Sabe muito bem que EU NÃO SOU UM PIRRALHO! Eu tava com corpo adulto antes de você morrer, sabia?
- NÃO ACREDITO NISSO, CÃOZINHO DO DOUTOR!
- É VOCÊ UM VIRA-LATA DO SEU MORDOMO!
- Argh, esses são piores do que o garoto... - Oscar tapou os ouvidos.
- Parece que à morte fez bem ao Conde... Está se expressado até demais. - O ilusionista ajeitou às luvas.
- Mestre... - Começou Riff.
- Cassian... - Começou Jezebel.
- COMO SE ATREVE? AH, SIM, PARECE QUE SUA ALMA É UMA ETERNA CRIANÇA! - Provocou, o Cain.
- EU NÃO SOU CRIANÇA! - Retribuiu o Cassian.
- Parem os dois. - Os homens mais velhos e com cabelo prateado disseram ao mesmo tempo, dando um fim à discusão.
- Grrr...
- Arf, arf... E-enfim... Encontrei vocês! - Luriel se aganhou um pouco, se apoiando nas coxas e respirando fundo.
- Quem é esse? - Perguntaram.
- Este garoto é o Portador de minha alma. - Riff se colocou atrás dele.
- Como? É essa criança que é a reencarnação do Riff? - O Conde sorriu maliciosamente, como se fosse devorar o loiro.
- Hãn... Arf... N-não... Eu... - Tomava fôlego, o pobre Lulu.
- EI, MOLEQUE! MAIS RESPEITO COM O MEU AMIGO! - Gritou Fábio, aparecendo na frente do líder.
- Hunf, não tenho nada a ver com... AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! - Cain gritou repentinamente, surpreendendo a todos.
- O que foi, Mestre Cain?
- Olha Jezebel, seu irmão surtou de vez... - Falou Oscar.
- Era sempre de se esperar. - Disse Jezebel com tom desinteressado, apesar de olhar Cain.
- Morte realmente combina com Condes. - Dessa vez foi o Creadore.
- S-se Riff está ligado a esse garoto, e eu estou ligado a este troglodita... Então... Essa é minha reencarnação? Nãooooo! - Cain disse.
- Faça menos barulho, seu emo! - Fábio gritou.
- Quê? Do que você me xingou? ¬¬*
- Emo!
- Traduzindo: Emotivo demais. - Respondeu Oscar.
- Como é que você sabe disso? - Todos perguntaram. Cain fez com mais intensidade.
- O garoto que eu vi me disse isso.
- Espere, por favor, se acalmem... - Pediu, elevando os braços. - Deixem eu explicar... - E mais uma vez, o silêncio caiu. - Bem... - Coçou o rosto, sorrindo, o iluminado líder do grupo de alunos que tinham pego as Prisões.
- É para hoje, ouviu, menino?
- Oscar... - Chamou a atenção Creadore.
- Tá, desculpa!
- Resumindo: Nós não temos culpa de vocês terem sido chamados até aqui, pois quem praticou isso foi um grupo de assassinos da região. Nós só estavamos investigando o local, mas sem querer acabamos levando alguns objetos parecidos com esses - Mostrou o Anel e apontou para o ouvido do Fábio. -, conosco. E... É isso. Nós não somos suas reencarnações ou algo parecido.
- Era de se esperar. - Creadore se colocou no meio da roda formada. - Afinal, posso sentir algo me puxando para perto daquela garota medrosa. E pequenos como vocês não teriam possibilidade de... Hum... - Chegou mais perto de Lulu, analisando-o. - Você... Tem o mesmo brilho que eu tinha, nos olhos...
- Quê?
- Você já viu espíritos e já se comunicou com eles antes, não?
- B-bem, de certa forma, sim... - Estremeceu.
- Ah, e parece que esse outro também tem... - Creadore se referiu ao aluno maior.
- Hunf...
- Mas, então... Queria saber o que podemos fazer para desfazer tudo isso. - Continuou o mais novo presente ali, esperando ansiosamente ser algo simples de se fazer.
- Quer dizer que vamos ter que ajudá-los, Lu? - Resmungou, mais uma vez, Fábio, que já estava perdendo a paciência com aquele negócio de fantasmas.
- Bem, quanto mais cedo trabalharmos juntos, mais cedo eles...
- VOCÊ DEVIA ERA AGRADECER POR USUFRUIR DE MINHA PRESENÇA, SEU MOLEQUE! - Adivinha quem gritou?
- QUIETO, SEU MALINHA METIDO À BESTA! - Agora foi Binho!
- Binho, calma...
- Mestre Cain, por favor, se controle... - A dupla, corpo e espírito, mais chegados as figuras estressadas falaram a mesmo tempo.
- Hunf... - Os dois morenos se viraram para lados opostos e ficaram assim, enquanto Creadore suspirava, observando que para todos ficarem livres novamente iria dar muito trabalho; Oscar ria como nunca, Jezebel e Cassian... Bem, o primeiro não estava ligando para aquilo, enquanto o segundo tentava não se comportar como uma criança na frente do Doutor.
- Bem, agora...! - Luriel parou no meio da frase, caindo no chão de quatro. Alguém tinha lhe dado um soco no estômago, a tal ponto que começou a cuspir sangue.
- Luriel! - Binho, vendo uma mancha avermelhada sobre o amigo, avançou e conseguiu faze-lo cair a alguns metros no chão, por causa de sua imensa força. O brinco que usava e o anel do outro brilhavam. - Você está bem, Mi Luce? (Minha Luz)
- Gah... - Tossia a mistura de saliva e sangue, tendo dificuldades de respirar. Fábio olhou para aquele que ousou machucar seu anjo loiro, e notou algo...
- Eles são daquele grupo que chamaram vocês!
- Huhuuhu... Que esperteza, meu jovem... - Um homem grande e de pele um pouco deformada, parecendo ter passado muitas horas no sol e sofrido um acidente de carro, se mostrou debaixo da capa avermelhada.
- O QUE É ISSO? - Fábio agora pegava Luriel no colo, tendo o cuidado de se importar com o ferimento deste.
- Se eu matá-los, esses espíritos irão ser novamente de minha Mestra... Matar! - E avançou, parecendo uma besta desgovernada, o que na verdade era mesmo naquele estado.
- Cuidado! - Creadore gritou, preocupado com as crianças. - Este homem está sobre uma possessão demoniaca muito forte!
O jovem detendor do brinco de Cain se esquivou a tempo, correndo para o outro lado, infelizmente oposto a saída do telhado, ficando encurralado.
- Que droga! Eu devia ter ido para trás...
- F-fábio...
- Não fale, droga! Assim vai piorar!
- Aqui vou eu, criançaaaaaaaa!
- F-fuja e me deixe aqui... Agora... Sou um peso...
- Eu não vou...!
- Garhhhhhhh! - O possuido foi novamente lançado para longe, e desta vez foi amparado por outros dois companheiros, quase tão grandes quanto ele.
- V-VOCÊ? - Fábio se surpriendeu. Estava pronto para correr, mas alguém se colocou na sua frente.
- JEZEBEL? VOCÊ AGORA TEM CORPO? - Cain se surpriendeu, pois aquela pessoa era... bem parecida com Jezebel no passado.
- ... Não permitirei que mate meu amigo. - Jack empunhou sua foice negra como se fosse Thanatos, pronto para ceifar uma alma e mandá-la diretamente a Hades. O tom acizentado de seu cabelo parecia ter adquirido uma luz própria.
- Incrível... - Todos os espíritos conseguiram notar que Jezebel tinha se juntado ao corpo daquele albino.
- Grrrrr! MOLEQUES INSOLENTES! IRÃO VER! MATAR, MATAR, MATARRRRR!
Jack, despreocupadamente, empunhou a foice e correu de encontro deles também. O resultado foi dois daqueles desmaiados e um ferimento em-
- Thiago! - Luriel gritou fraco, o que fez se sentir sem ar novamente.
- Por quê? - Jack pegou o moreno pelo braço, usando seu próprio corpo como sustentação para o colega; que tinha o lado do tórax rasgado; não mostrando nenhum sentimento ao ver o sangue do companheiro escorrer. No chão, duas grandes lâminas curvadas e unidas por uma corrente prateada, sendo que no centro das lâminas tinham duas pedras azul como safiras redondas, estavam sujas com algo cinza, assim como a foice do mais alto.
- E-eu... Não queria te ver ferido... - Fechou os olhos, sentindo-se cansado imediatamente.
- Idiota... - No instante seguinte, o último possuido estava a menos de dois metros perto daqueles dois, mas em um milésimo de segundo, estava deitado no chão, enquanto voltava lentamente a sua forma humana. Jack estava sujo com aquele líquido cinza, no rosto e nas roupas.
- RÁPIDO! Devemos levá-los a enfermaria! - Fábio foi na frente, sendo seguido rapidamente pelo mais rico.
- ... - Jack pegou Thiago entre os braços e foi atrás.
- Então, vamos dizer que foi o grupo assassino de ultimamente que os atacou!
- E como explicar que nós saimos intactos?
- Inventamos! ENFERMEIRA! ENFERMEIRA, AJUDE LOGO 1111! É UMA EMERGÊNCIA!
Com os espíritos...
- CASSIAN, VOCÊ PODERIA TER MATADO O POBRE GAROTO! - Cain, que estava preocupado com o outro, pois ele tinha sido usado como escudo para uma ocasião que já estava bem controlada. Ou seja, foi algo inútil colocar Thiago para tentar proteger o Jack.
- Eu tinha que proteger o Doutor.
- VOCÊ ESTÁ SENDO MUITO INFANTIL E MEDIOCRE, CASSIAN!
- EU NÃO FUI! ALÉM DO MAIS, TENHO CERTEZA QUE ELE VAI SARAR! O CORTE FOI BEM SUPERFICIAL!
- AQUILO ALI É SUPERFICIAL? AH, CLARO!
- Chega. - Creadore disse por fim, preservando o silêncio. - A medicina deve ter evoluido, e nestes tempos isso deve ser comum. O garoto vai sovreviver... - Parou de falar, ao ver o restando dos integrantes do grupo chegarem com alguns policiais e alunos curiosos.
- Vamos! Cerquem a área! Não deixem os alunos verem! Ei, garoto! Venha já para cá! - Falou um dos policiais.
" - Mari, olha só! Os espirítos estavam mesmo aqui! " - Joca, que estava correndo ao lado da garota em direção a eles, estavam falando com voz muito baixa.
" - Céus! Será que foram eles quem fizeram isso? E onde estão o Thi e o Jack? Será que eles encontraram aqueles dois? "
" - Pode ser... Ei, você! O que aconteceu? " - Estava falando com Oscar, que se aproximou de Mari e pegou na mão dela, beijando.
- Ora, ora! É está aqui a pérola que você tanto falou, meu caro? É uma beleza mesmo!
- Q-q-q-q-quê? - Recolheu à mão, assustadíssima.
- O que está acontecendo, garotos? Por que não pararam? - Um policial pegou-os e os arrastou até a multidão.
" - Vai, explica... " - Joca e Mari ouviram atentamente eles, se impressionando... Como Thiago poderia ser tão... BURRO?
Chibi- Lálálalá, lálálálálá, lálálálálálá, lálálááááááá... Ora, mais um capítulo! - Vidros de veneno na CHibi. - Esmerald Florest nãoooo! AHHHHHHHHH! - Sai correndo.
Tá, desculpem o sumiço... Mas Trabalhos soma provas soma Fic da Mabel soma aguentar moleques da escola soma mais trabalhos é igual a uma Chibi totalmente cansada e sinistra...
CHibi- Kyaa, vou fazer personagens sofrerem... - Pega o Hibari de KHReborn. - HAUAHUAHUAHAU!
Alguém joga água na Chibi.
Chibi- ... Bem, queridos leitores, aí está. E Shina ponto com, fale para a dona do Thiago que eu não descontei minha raiva e vingança nele, mas isso tinha que acontecer... E porque CHibi gosta de casais que sofrem, tipo ROmeu e Julieta.
Pessoas pensando que Thiago e Jack vão morrer no final.
Chibi- Não é isso! Não vamos exagerar! E isso não é lógico! Não sou tão cruel assim... - Pessoas olham para o cenário cheio de sangue e olham com olhar reprovador a Chibi.
CHibi- Her... Quer dizer... Amy me mataria se eu matasse o Jack...
Pessoas ficam felizes.
CHibi- Gostaria de saber de onde vieram elas... - Gotas. - Bem, tô indo descansar... Jaa ne~~
PS: Não se preocupem, nenhum dos principais irão morrer... Não mesmo... Eu tô dizendo para acreditarem em mim! Por que não acreditam em mim? çç
PS2: Desculpem a demora... Mas tinha alguns errinhos no capítulo e tive que refazer... E bem, não se preocupem, o próximo capítulo está quase no fim e logo postarei ele, bem mais emocionante. Thau~~ - Corre.
