Bu... não tenho que dizer sempre a mesma coisa, não é? Bem, aqui está o novo capitulo, espero que apreciem e desculpem a demora T3T


Capitulo 4

Memórias

A escuridão é tão densa como petróleo. Não vejo nada, nem uma leve silhueta. Dói-me o corpo, cada pedaço de músculo lateja com ardor arrepiante e agudo.

Está frio. Tenho frio. Porque é que me despiram? Porque estou nua nesta caixinha de metal, tão gelada como o mais branco dos árcticos? Sinto os meus dentes baterem uns nos outros e os meus membros á muito perderam a sua sensibilidade.

Sei que o sangue dos cortes que me fizeram nos braços secou, embrenhando-se na minha pele repleta de manchas escuras.

Os meus olhos estão pesados, estou cansada. Tão cansada. Quero dormir. Entregar-me simplesmente ao sono e escapar daquele mundo frio, doloroso e cruel.

Mas algo me impede. Uma força interior implora pela minha coragem, pelo meu espírito de luta. Coloco uma das minhas mãos geladas por cima do meu ventre, acariciando o minúsculo alto que ali está presente, tão discreto que só os mais observadores o descobririam.

As lágrimas escorrem pelo meu rosto, agora, porque sei que não tenho força para escapar. Eles drogaram-me com algo, todo o meu poder de nascença foi domesticado. Sou ainda mais fraca que eles.

Sou demasiado fraca para me salvar.

Sou demasiado fraca para salvar o meu filho.


_ Oi, Hyuga, acorda. Não é tempo para dormir nesta espelunca.

Hinata olhou por cima do ombro, olhos brancos passando por entre a escuridão suja e pestilenta daquele espaço, em busca do autor daquelas palavras. Erguendo-se na sua forma elegante e descontraída, Hidan olhava-a com reprovação, mãos nos bolsos e rosto altivo.

A jovem mulher suspirou, levantando-se do local onde meditava para caminhar para o seu lado. Com um gesto certeiro, Hidan lançou-lhe um objecto branco, que Hinata olhou com curiosidade.

_ Trabalhar de dia não é tão bom como trabalhar de noite, Hyuga. – Fez ele friamente – Não temos o escuro para nos escondermos dos olhares curiosos. Utilizamos isso.

Era uma máscara branca, dura mas flexível. Tinha a forma de um rosto, liso e quase perfeito, estático, como uma estátua de pedra fria e imóvel. Hinata franziu o sobrolho, passando os dedos pela superfície sem falhas do estranho e desconhecido objecto.

_ Falta algo… - Murmurou para ninguém.

Agarrando num faca que trazia sempre no seu cinto, para emergências, Hinata passou a lâmina afiada sobre o olho esquerdo da máscara, desde o meio da testa, até á bochecha.

Sorriu friamente, cerrando os dentes com força.

_ Está melhor.

_ Agora que já personalizas-te a tua máscara, podemos ir, carinha de cicatriz? – Resmungou o homem mais velho, colocando a sua própria máscara no rosto. Também ele a tinha personalizado o seu objecto, pintando-o de preto e branco, parecendo uma caveira assustadora de cabelos brancos.

Hinata suspirou e imitou-o, sentindo-se um pouco estranha por ter o seu rosto escondido daquela forma. Começaram a caminhar para fora dos esgotos escuros e mal cheirosos, ambos relutantes por aquela missão.

_ Não sei porque raio é que te tenho como parceira neste trabalho… sempre ficas-te com o loirinho e o fantoche, porque raio é que estás comigo? Merda… tenho mesmo azar.

_ Que pena tenho eu de ti. – Fez ela com sarcasmo, enquanto subiam os dois uma escada de metal – Não sei se já reparaste, mas eu trabalho á noite. Ou seja, estou absolutamente cansada neste momento e não tenho tempo ou paciência para aturar as tuas lamúrias.

_ Vês! É por isso que odeio trabalhar contigo. Estás sempre com essa aura de angústia á tua volta. É quase assustador, miúda. Tens que te animar um bocadinho, ou acabas na cova.

Hinata limitou-se a lançar-lhe um olhar irritado, fechando os olhos por um momento ao ver a cegante luz do sol, tão clara e quente que parecia puro fogo em contraste com o ambiente dos esgotos. Suspirou por detrás da sua mascara e passou uma das suas mãos pelo seu cabelo escuro.

_ Cara de cicatriz!

Rangeu os dentes com raiva.


Itachi tinha um apartamento… um apartamento só dele.

Sasuke suspirou enquanto o observava a arrumar as roupas em malas.

Iria embora. Iria sair de casa dos seus pais para viver no outro lado da cidade, perto do hospital onde começara a trabalhar.

É claro que iria embora. Itachi tinha vinte anos, estava na altura de se tornar independente. Mas Sasuke não queria que ele fosse. Não queria ficar sozinho na grande casa dos seus pais enquanto era alvo de olhares de desaprovação por parte de Fugaku.

O rapaz de quinze anos não queria ficar sem o seu irmão mais velho, mesmo que este apenas fosse viver para o outro lado da cidade.

_ Sasuke, faz alguma coisa de útil e ajuda-me.

O rapaz foi liberto dos seus pensamentos tristes, pestanejando enquanto virava a cabeça em direcção do seu irmão mais velho. Uma peça de roupa foi-lhe atirada para cima e o rapaz mais novo esbugalhou os olhos de horror ao ver que era, de facto, uns boxers de Itachi.

_ Ew! – Fez horrorizado enquanto atirava o pedaço de tecido para longe. Ouviu o leve riso do irmão e lançou-lhe um olhar irritado – É bom que estivessem limpos!

_ Ah, Otouto, não sejas pateta, é claro que estavam. Mas se preferires uns que já foram usados, então eu…

_ Não quero nada, seu imbecil pervertido!

Itachi sorriu-lhe mais uma vez antes de apontar para uns caixotes de forma imperativa.

_ Põem ali as minhas roupas, Sasuke, ou levas um pontapé.

O dito rapaz lançou-lhe um olhar aborrecido, mas cumpriu a ordem.

Sasuke caminhou até ao armário escuro onde o seu irmão guardava as roupas. Ao abrir uma das portas, franziu o sobrolho enquanto via que maior parte do vestuário de Itachi ainda lá estava.

_ Oi, Nii-san, pensei estavas a preparar as mudanças desde hoje de manhã, enquanto eu estava na escola. - Fez o rapaz mais novo, pegando em meia dúzia de camisolas antes de as enviar dentro de uns caixotes de cartão.

_ Hum? Oh, sim. E estive. Mas não eram as minhas coisas.

_ Para é que querias arrumar outras coisas se não as tuas?

Itachi riu-se baixinho, atirando outros boxers para cima do seu irmãozinho, que os afastou com um som quase horrorizado.

_ Ora. Como é que quererias viver comigo se não tivesses as tuas coisas?

Sasuke pestanejou algumas vezes, perplexo. O seu olhar negro mostrava todo o choque e espanto que sentia, enquanto observava o irmão que lhe sorria suavemente, antes de lhe atirar outros boxers para a cara.

_ Bolas, Itachi! Pára de me atirar essa coisa para cima! - Resmungou o rapaz após ter saído do seu transe, retirando a peça de tecido do seu rosto - O que queres dizer com isso?

_ Que vais viver comigo, como é evidente. - Itachi levantou-se com elegância, pegando numa mala já cheia para a colocar no corredor – Pensei que eras mais inteligente, Otouto. Andas muito lento. Bateste com a cabeça?

Sasuke corou ligeiramente com o comentário e, quando Itachi voltou, atirou-lhe ele uns boxers. Infelizmente, o mais velho era mais observador e esquivou-se do ataque letal e maníaco.

_ M-mas... e a mãe? Como é que a convenceste?

_ Hum? Não a convenci. Disse ao pai que te manteria atento nos estudos, mais nada.

_ E ele deixou?

_ Obviamente. - Itachi sorriu mais um pouco, aproximando-se do seu irmãozinho para apenas lhe bater com dois dedos na testa - Não abandonaria o meu irmão preferido, não é verdade? O meu dever é tomar conta de ti, por isso, não te livras da minha pessoa tão facilmente.

O rapaz mais novo massajou a testa agora dorida, olhando-o com irritação, apesar do seu interior estar a brilhar de alegria.

_ Não vais tomar conta de mim durante toda a vida. - Resmungou, ainda que com alguma gentileza - Um dia hei-de casar e ter filhos e tu arranjas um tipo qualquer e adoptas um puto ou dois. Aí teremos que nos separar, ou estás a pensar vivermos na mesma casa durante a vida toda, enquanto os nossos descendentes brincam uns com os outros e a Hinata discute com quem quer que tu namores no momento?

Itachi ergueu uma sobrancelha, inclinando a cabeça enquanto ouvia as palavras do irmãozinho.

_ Tenho que admitir que a segunda hipótese é bastante apelativa. - Depois sorriu maliciosamente – Casar com a Hinata? Tu? Perdoa-me meu querido irmão, mas tenho a certeza que ela vai abrir os olhos e arranjar um rapazinho mais interessante que tu.

_ Não vai nada! Não digas essas coisas! Que raio de irmão mais velho és tu?

_ Sasuke, não faças dramas tão grandes, amor de adolescente passa rápido. - Disse Itachi enquanto enviava mais alguns dos seus pertences dentro de um caixote.

O rapaz mais novo ficou pálido, depois ligeiramente verde e finalmente vermelho de raiva.

_ Isto não é amor de adolescente! Não é uma simples paixoneta imbecil! Não é apenas afeição! E se continuas a dizer essas coisas levas um murro!

Itachi pestanejou enquanto o observava com algum espanto pela explosão de fúria. Sasuke respirou fundo, acabando por fechar os olhos enquanto tentava imaginar a dor que seria se Hinata simplesmente o abandonasse. Era indiscutível, simplesmente não conseguia pensar nisso. Seria horrível. Não se conseguia ver a viver sem ela ao seu lado, não a conseguia imaginar nos braços de outro se não ele.

_ Mas que raio...

Os braços fortes de Itachi rodearam-no fortemente, abraçando-o com ternura enquanto uma mão elegante afagou-lhe o cabelo despenteado. Sasuke corou violentamente, já não estava habituado a tais afecções vindas do irmão e, sinceramente, não se sentia muito confortável, especialmente quando os lábios do mais velho tocaram na sua testa.

_ Itachi! Isso é tão gay...

_ É gay mostrar o quanto adoramos o nosso irmãozinho?

_... é. Também é ligeiramente incestuoso...

_ Então sou um Gay incestuoso, se é assim. - E apertou-o com mais força, acabando por encostar as bochechas. Sasuke grunhiu algo incompreensível, mas não fez qualquer tentativa para se separarem. O afecto do irmão sempre tinha sido o único que recebera na sua família, não o iria desperdiçar assim tão facilmente, por muito Gay incestuoso que fosse.

_ Se isto envolver bocas e línguas afasto-me logo e acabas por sofrer. - Avisou-o rapidamente.

_ Hum... não te amo assim tanto.

_ Acho bem.


O hospital estava repleto de gente, como sempre. Ao mais pequeno sintoma insignificante vinham logo a correr a pedir ajuda.

Itachi agarrou-se á sua secretária, enquanto observava o seu ultimo paciente a sair do escritório. Colocou uma das mãos na barriga, tentando aliviar um estranho ardor desconhecido que já o atormentava á algum tempo.

Era uma estranha sensação. Desconhecia-a por completo. Uma espécie de fogo corrosivo no seu estômago, aquecendo-lhe os interiores e remexendo com as suas entranhas.

Não era doloroso, mas também não era confortável.

Com um suspiro, o Uchiha colocou a mão na cabeça, despenteando os seus habitualmente cabelos lisos.

Encostou-se na cadeira e olhou para a janela. Estava um dia lindo, lá fora. Era quase crime estar fechado naquele espaço imaculado e livre de bactérias. Mas que poderia fazer? O trabalho tinha que ser cumprido e os doentes tratados.

Com mais um longo e cansado suspiro, o médico mais jovem de Konoha levantou-se para chamar mais um paciente, tentando ignorar o ardor no estômago e a súbita dor de cabeça.


_ Sasuke-kun, estás bem?

O rapaz foi liberto do trilho dos seus pensamentos ao ouvir a voz da amiga, pestanejando enquanto olhava para o bonito, mas preocupado rosto de Sakura.

Sasuke respirou fundo, anuindo levemente. A rapariga de cabelos rosa observou-o com desconfiança mas acabou por desistir, pois sabia que não arrancaria nada daquela boca. Continuaram a andar pelas ruas da cidade, lado a lado, enquanto se desviavam da multidão aterefada e ignorante, a fim de não serem atropelados.

O Uchiha voltou aos seus pensamentos mórbidos e confusos sobre toda a informação estranha que lhe tinha sido entregue pelo pai.

Havia algo de estranho em toda aquela história horrível dos Evoluções.

Se esses monstros existiam, porque é que a sociedade não tinha sido avisada? Porque é que arriscavam a segurança dos inocentes? Porque é que escondiam tais monstruosidades?

Franziu o sobrolho. E como tinham sido criadas essas criaturas? Algo lhe dizia, bem dentro do seu coração, que tais seres não tinham nascido da natureza. Aquelas obras tinham vindo da mão do homem. O problema era: Quem?

_ Sasuke-kun... Estás a pensar nela, não estás?

A voz triste de Sakura atraiu a sua atenção, enquanto a sua respiração acelarava e o algo no seu peito se despedaçava mais um pouco.

Olhou-a com frieza, por ela simplesmente ter trazido tal conversa proibida á baila. Sakura não se deixou intimidar por tal olhar, mirando-o com alguma desaprovação.

_ Temos que falar sobre isso.

_ Não há nada para falar. - Fez ele num tom que não premitia discuções.

_ Há sim! Sasuke, tens que parar de te atormentar por causa de alguém que acabou por te recusar! - Ele ignorou-a, acelarou o passo e colocou as mãos nos bolsos - Tu és meu amigo, e quero que sejas feliz!

_ Então para de me chatear com isso.

_ Paro? Paro!? Queres que eu pare!? Cada vez que olho para ti vejo que morres mais um pouco por dentro! Estou farta de te ver assim, como se toda a felicidade do mundo tivesse sido sugada por um daqueles dementores do Harry Potter – Era conhecimento de todos que Sakura tinha uma paixão pelo jovem feiticeiro mais famoso do mundo – Também me dói o facto de ela nos ter abandonado. Éramos amigas! Mas... mas temos que seguir em frente. Existem muitas raparigas por aí – Tentou sorrir sem grande convicção – Conheço algumas.

Ele continuou sem lhe prestar qualquer atenção e Sakura rangeu os dentes. Se havia algo que a Haruno odiava, era ser ignorada quando tentava ajudar alguém. Estalando os dedos ameaçadoramente preparou-se para lhe dar um murro, mas então travou-se, esbugalhando os olhos verdes enquanto olhava para cima, para uma das varandas dos prédios.

Uma mulher vestida de negro, não muito alta, mas também não muito baixa. Corpo esguio e elegante, curtos cabelos azulados, completamente desalinhados esvoaçavam ao vento. Os braços que estavam descobertos de qualquer peça de roupa revelavam inúmeras cicatrizes profundas e aleatórias, marcando a pele pálida. Uma katana, longa e afiada, estava cuidadosamente embrulhada numa bainha escura, presa ás costas da misteriosa pessoa. E uma máscara cobria-lhe o rosto, branca e perfeita, salvo ao corte que lhe fizeram ao olho esquerdo.

Lentamente, o braço de Sakura baixou-se, enquanto a rapariga simplesmente a observava atónita, boca adorável aberta com o choque e espanto.

Então, com um salto certeiro e acrobático, praticamente impossível para um mero mortal, a mulher misteriosa rodopiou no ar até ao prédio seguinte, acabando por desaparecer nos telhados altos e frios.

Sasuke, ao reparar que Sakura não o estava a chatear, olhou para trás. Ela estava parada uns metros de distancia, a olhar para cima com os olhos e a boca muito abertos. Com um suspiro aborrecido, o Uchiha caminhou em direcção da amiga, colocando a mão no ombro da rapariga para a abanar, a fim de a libertar daquele estado de choque.

_ Oi, Sakura. Hei! Está aí alguém dentro?

Olhos verdes pestanejaram repetidamente. Sakura abriu e fechou a boca várias vezes, tremendo visivelmente enquanto tentava falar.

_ AAAAAAHHHHH!

Não era um grito de horror. Não era um berro de medo. Não era um bramido de dor. Não. Era um daqueles gritos que as fãs geralmente faziam quando viam o seu ídolo. Sasuke cobriu as orelhas com força, olhando a sua amiga como se esta fosse puramente louca.

_ Oh, meu Deus, oh meu Deus!!!! - Continuou a rapariga de cabelos rosa enquanto saltitava de excitação. Várias pessoas olhavam-na de forma estranha - Eu vi a Scar! Eu vi a SCAR!

_ O quê? - Começou Sasuke, mas depois foi abraçado com tanta força que as suas costelas quase se partiram em cacos.

_ Oh meu deus! Ela é tão linda! Eu não lhe vi a cara, mas deu para imaginar! Não acredito! A Scar! A maravilhosa Scar! Eu vi-a!

_ S-Sakura! - Fez o pobre Uchiha sem ar, antes de ser liberto por uma hiperactiva Haruno - De que estás a falar? Nunca ninguém viu a Scar.

_ Pois bem, eu vi! E os meus instintos dizem-me que eram ela! Ela estava ali! - Sasuke olhou para onde ela apontava e ergueu uma sobrancelha antes de a olhar secamente, obviamente sem acreditar nas palavras dela. Sakura, ao reparar em tal facto, estalou os dedos novamente, erguendo o punho enquanto os seus olhos brilhavam de forma assassina - Estás a dizer-me o contrário!?

_ Não, não, é claro que não. - Respondeu Sasuke rapidamente antes que ela lhe arranca-se alguma coisa.

A expressão da rapariga animou-se antes de ela guinchar mais uma vez, saltitando alegremente. Agarrou-lhe mão e puxou-o com violencia, arrastando-o para o meio da multidão.

_ Temos que contar ao Naruto-kun! OMG, estou tão contente! Nunca achei que este dia chegaria!

_ OMG? O que raio é um OMG?

_ "Oh My God", Sasuke. Onde está a tua cultura geral?

O Uchiha ergueu uma sobrancelha, deixando-se ser levado pela extrema e quase improvavel força de Sakura, que começara a correr rápidamente, afastando as pessoas com rugidos e ameaças de murros e pontapés.

_ Sakura, como é que sabes que era a Scar? Podia ser qualquer pessoa.

_ O que é que eu te disse sobre os meus instintos?

_ Hn...


_ Mas que raio, cara de cicatriz, foste vista!

Hinata não disse nada, ainda chocada. Por momentos os seus olhos tinham-se cruzados com outros familiares, tão verdes como as mais perfeitas folhas de primavera. Suspirou, sentando-se ao lado de Hidan, que ainda a olhava com reprovação.

Sakura.

A sua melhor amiga.

Ou melhor...

A sua antiga melhor amiga. Manter laços com humanos já não parecia tão apelativo como antes.

_ Como vais explicar isso ao cara agrafada?

Por detrás da sua máscara branca, Hinata lançou-lhe um olhar aborrecido. Franziu o sobrolho escuro e ergueu o rosto, observando o céu azul com algum desdém.

_ Ele não tem que saber. Foi só uma rapariga, afinal de contas.

_ Só uma rapariga? Só uma rapariga? Hyuga, isto não é um jogo. Aparecer ali, em frente de todos, não é boa ideia! Poderias ter-te posto em perigo, tal como todos nós!

_ Eu só... - Olhou agora para o chão, tentando manter a voz firme - Queria ver se era alguém que eu conhecia...

Hidan olhou-a durante algum tempo, olhos violeta ainda um bocado irritados, mas quando falou a sua voz tinha tomado um tom um pouco mais suave, mais piedoso.

_ E era?

_... era.

_ Estou a ver. - Foi a vez dele de levantar o rosto ao céu, a cara coberta pela sua máscara negra e branca, mas Hinata sabia que uma expressão de Hidan deveria ser uma de sofrimento antigo - Deve ser bom, ver amigos de vidas passadas.

Retirando a sua Katana da bainha, Hinata espetou a lâmina no chão, levantando-se com frieza. Manejou-a com elegância antes de a espetar com força no peito do seu actual companheiro.

O sangue rapidamente jorrou, manchando a pele nua do homem, que de seguida praguejou sonoramente.

_ Mas que raio, sua cabra psicadélica!

Hinata retirou a espada afiada, observando a ferida que lhe tinha provocado fechar-se lentamente, até nada sobrar e o peito masculino ficar praticamente como novo.

_ A dor que acabaste de sentir é o que está no meu coração. Não se vê, não se toca e não se controla. Nem sequer se cura. Imagina o que é sentir tal agonia todos os dias, todas as noites, a cada hora, cada minuto. Ver aquela rapariga não me fez feliz, não me fez sentir melhor. Apenas foi mais uma espada na minha ferida já sangrenta. As minhas vidas passadas são coisas que nunca recuperarei. Memórias inúteis que apenas estão cá para servirem de arame farpado que se espeta na pele, tão doloroso e invisível como qualquer outro veneno invisível e intocável.

Hidan olhou-a com irritação por detrás da mascara, massajando o seu peito agora curado. Graças a Jashin que era imortal.

_ Waw, não sabia que escrevias poesia.

Scar revirou os olhos com a infantilidade do homem que deveria ser, pelo menos, quinhentos anos mais velho que ela. Deus sabia as coisas que Hidan tinha visto na sua eterna imortalidade. Poder de evolução útil, mas uma maldição de solidão para toda a vida.

Hidan não parecia estar muito preocupado.

Com um suspiro, o homem levantou-se, pegando na sua estranha foice de três lâminas. Caminhou até á extremidade do prédio, olhando lá ara baixo, para as pessoas insignificantes que viviam as suas pobres e chatas vidas.

_ Vamos, carinha de cicatriz, Jashin não recebe os seus rituais sozinho.

E saltou para o outro telhado, enquanto Hinata suspirava atrás dele, antes de o seguir com a mesma elegância.


Deidara.

Conheço-o á muito tempo. O que é que sei sobre este homem?

Sei que é louro. Sei que os seus cabelos são tão bonitos que fariam inveja a milhares de mulheres. Sei que os seus olhos possuem um tom entre o verde e o azul, tão belos e doces que derretem qualquer coração. Sei que adora explosões, principalmente as que ele próprios faz com os seus poderes, sei que adora música contemporânea, sei que gosta de sorrir, sei que é puramente Homossexual.

Sei que ele sofreu por causa disso. Sei que quando ainda andávamos na escola ele era constantemente gozado, humilhado e, por vezes, espancado por causa dessa diferença. Deidara é um ou dois anos mais velho que eu, não merecia tal tratamento. Sei que não merecia.

Sei que ele tinha uma espécie de paixoneta pelo Itachi-nii-san. Notava nos olhares de adoração que o meu amigo lhe lançava, bem afastado, quando o Uchiha me vinha buscar, a mim ao Sasuke, Naruto e Sakura. Sei que Deidara nunca teve coragem suficiente para se aproximar de Itachi e quando este se aproximava, o louro escondia-se rapidamente ou então fingia que não o via.

Pobre Deidara. Sempre que eu mencionava o simples nome "Itachi" ele ficava vermelho como um tomate, antes de franzir o sobrolho e me mandar calar. Sei que ele sentia inveja de mim, pois atraia tanta atenção do Uchiha. E sei que ele abominava Sasuke por completo, pois o rapaz era praticamente tudo o que o irmão mais velho via no mundo.

Estúpido Deidara. Se tivesses dito alguma coisa, talvez até tivesses uma hipótese de seres feliz ao seu lado. Talvez. É só um talvez.

És um ser quebrado, tal como eu. O teu crime é estares sexualmente atraído por um homem. É por isso que te humilharam. É por isso que te trataram da maneira que trataram. É por isso que o teu pai te batia tantas vezes e a tua mãe não dava um caralho por ti. É por isso que aparecias tantas vezes na escola com dificuldade em manter a mochila nas costas e em segredo, tal como a nossa amizade, despias a camisola á minha frente para me deixares tratar daquelas negras e cortes que os teus próprios progenitores te provocavam.

Foste tu quem me encontraste, há três anos, naquele dia chuvoso e cruel, quando pensei que tinha escapado das garras de todos aqueles sádicos sanguinários, apenas para me encontrarem de novo e quase me levarem até á morte, abandonando-me de seguida, na expectativa que não durasse muito.

Mas tu encontraste-me. Agarras-te no meu corpo dorido e violado, repleto de cortes profundos e aleatórios. Abraçaste-me, pegaste-me ao colo e levaste-me a Konan. Ficaste ao meu lado enquanto recuperava, lavaste o meu corpo enquanto a minha consciência estava adormecida tentas-te confortar-me quando me anunciaram de todas as minhas perdas.

Eu amo-te, Deidara, com todo o carinho e doçura de uma irmã.

E sei, no mais fundo e despedaço que é o meu coração, que sentes o mesmo.


_ O teu quarto novo é tão estranho...

Sasuke olhou-a com confusão enquanto atirava o ultimo dos seus caixotes para o lado. Hinata sorriu-lhe suavemente.

_ Falta o teu ursinho.

O rapaz revirou os olhos com as risadinhas da namorada, que se sentara na beira da cama enquanto tapava a boca com a mão. Enfiando a mão no armário, Sasuke atirou-lhe com o urso de peluche que lá se encontrava, que foi apanhado com uma unica mão feminina e elegante.

_ Como é que fizeste isso? - Perguntou ele espantado com a pericia que a rapariga demonstrara.

_ Como é que fiz o quê?

_ Apanhaste o raio do urso sem estares a olhar para ele.

Ela pareceu ficar tensa com as suas palavras antes de lhe lançar um sorriso um pouco nervoso.

_Eu estava a olhar.

_ Não estavas não.

_ Estava sim.

_ Eu sei o que vi, Hinata, e tu não estavas a olhar.

_ Vamos discutir mais sobre isso?

E cruzaram os braços, olhos fixos uns nos outros numa guerra silenciosa para ver quem é que desviava o olhar primeiro. Com um suspiro, Hinata virou o rosto para o lado , corando violentamente enquanto Sasuke sorria com vitória.

Mas o seu sorriso não durou muito, enquanto a observava com atenção. Ás vezes perguntava-se como é que conseguira arranjar alguém tão doce e maravilhoso como aquela rapariga corada que estava á sua frente. Respirando fundo, o Uchiha de quinze anos aproximou-se da sua namorada e levou dois dedos ao queixo pequeno e delicado, obrigando-a a olhar para cima.

Oh, como adorava aqueles olhos, tão unicos e serenos. Ele já tinha visto outros Hyuga, nenhum deles tinha olhos tão brancos e suaves, tão puros como neve. Mas ela, Hinata, possuia tais belezas no seu rosto, as lanternas da escuridão que existia na sua vida.

Com um minusculo suspirou, Sasuke juntou as testas, olhando-a com carinho.

_ Um dia destes arranco-tee os olhos e faço um colar com eles. - Comentou com um sorriso nos lábios.

_ Waw, Sasuke, realmente sabes fazer-me sentir desejada. - Fez ela secamente, olhando-o com alguma irritação.

_ Oh? E tenho que te dizer coisinhas bonitinhas, fofinhas e lamechas para te fazer sentir desejada? - Levou os dedos aos lábios dela, traçando a carne doce e apetecivel com o polgar.

_ Claro. - A voz dela tinha-se tornado num simples sussurro - É o que os namorados normais fazem.

_ Eu prefiro mais acção e menos palavras.

_ Tu és um tarado, isso sim. Pois bem, esquece. Por seres tão fisico, não levas nenhum beijo durante um mês. - Cruzou os braços enquanto tentava parecer dura e decisiva, mas um enorme rubor tingia as suas faces palidas - E podes ter a certeza que não te vou dar a minha virgindade antes de termos trinta.

Sasuke esbugalhou os olhos, afastando-se um pouco.

_ Estás á espera que eu fique virgem até aos trinta?

_ A não ser que queiras a nossa relação terminada, sim, estou. - E sorriu matreiramente ao ver a expressão de puro horror na cara dele.

_ M-mas isso é tão injusto! Eu estava á espera que fizessemos dezoito, acabassemos o secundário, depois nas férias de verão, se estivesses pronta, tomariamos o passo seguinte. - Não havia duvidas que o rapaz tinha passado várias noites a pensar e a planear o seu futuro. Com um suspiro derrotado, Sasuke sentou-se na cama ao lado da Hyuga, que ainda sorria - Parece que não pode ser evitado, então. Esperaremos até ao trinta.

_ Bem... podes sempre remediar isso... diz-me, Sasuke, o que é que eu sou?

_ Linda, o amor da minha vida, o sol que ilumina a minha escuridão, a oitava maravilha do Universo - Fez o rapaz secamente, sem grandes sentimentos expressos.

_ Isso, isso, e mais?

_ Uma cabra sádica que quer fazer o seu namorado sofrer?

_ Exactamente. Agora anda cá, meu querido torturado, para eu te dar um beijinho.

Ele sorriu de lado, inclinando-se para encostar os seus lábios aos dela.

Era sempre o mesmo. Começava sempre com um toque gentil, quase timido e inocente, antes das bocas se começarem a mover mais subtilmente, até se abriram para dar largas a um beijo mais profundo e apaixonado.

Sentiu a pequena e suave mão percorrer-lhe a camisola, massajando os musculos do peito com suavidade e gentileza. Sasuke grunhiu, satisfeito com o contacto e puxou-a mais para si, a fim de sentir aquele corpo replecto de curvas femininas encostado ao seu.

Ouviu um riso suave e doce vindo da garganta dela e afastou-se alguns milímetros, enquanto os braços de Hinata se enrolavam ao seu pescoço com ternura.

_ Ficas sempre tão adorável quando te chateio. – Murmurou ela antes de encostar-se a Sasuke mais uma vez.

O Uchiha sorriu contra os lábios dela. Era sempre uma espécie de brincadeira, uma espécie de teatro secreto que ambos faziam, picando-se um ao outro com palavras para simplesmente se colarem após essa bulha imbecil e infantil.

Enfiou a língua dentro da boca dela. Não era o suficiente. Saboreá-la era bom, maravilhoso até, mas não era suficiente. Ele sempre quereria mais, unir-se por completo, mas não o faria, nunca a forçaria a tal coisa.

Amava-la demasiado para isso.

_ Oh... que fofo. Agora parem de comer a cara um do outro e ajudem-me com as caixas. - Os dois separaram-se com descontentamento para olharem Itachi, que se encontrava á porta com várias caixas e malas nos braços – Hinata-chan, querida, eu adoro-te, mas convidei-te hoje para nos ajudares, não para babares o meu irmão. Fazes isso noutro dia.

Hinata sorriu com as suas palavras e ergueu a mão á testa, num gesto parecido a um soldado.

_ Sim senhor!

_ Óptimo. Sasuke, controla as hormonas e vai ao carro buscar as coisas da sala. - O rapaz lançou-lhe um olhar irritado – Já! - E o mais novo lá foi, obviamente descontente com a ordem maligna que o seu irmão lhe dera, mas não antes de ouvir a ultima frase de Hinata.

_ Conheço alguém que gosta de ti, Itachi-nii-san!


Sabaku No Gaara.

Não quero saber o que Pein diz ou pensa sobre este homem chanfrado, precisamos dele. Agora vejo mais claramente que nunca, enquanto Hidan mata com tristeza outro mutante sem qualquer esperança de retorno, que não podemos continuar a lutar sozinhos contra o enorme batalhão secreto do Uchiha.

Não consigo aguentar mais matanças destas, saber que chacino seres que já foram como eu. Muito mutantes ainda são conseguem ser salvos, se ainda tiverem humanidade na sua alma, mas maior parte deles não se safam, tornando-se puros e nojentos animais, sedentos de sangue. Esses acabam por conseguir escapar ás garras dos humanos, provavelmente a matar alguns, acabando por espalhar terror e sangue inocente pelas ruas.

Tudo isto tem de parar. Tem de ser terminado de alguma forma ou de outra. Tem de ter um fim.

Gaara é a minha ultima esperança. Este homem pode não aceitar as minhas propostas, pode tentar aniquilar-me ou simplesmente ignorar-me. Mas é algo que tenho que arriscar.

Pelo meu povo, pela minha equipa, pelos meus anjinhos inocentes e, secretamente por mim, tenho que arriscar todas as minhas cartadas para aliar-me a este homem tão temido pelo nosso mundo de agonia.

Apenas tenho que convencer Deidara e Sasori primeiro.


Itachi molhou a cara com água bem fria, estremecendo um pouco. Limpou-se com uma toalha e olhou-se no espelho á sua frente, suspirando.

Tinha sido um daqueles dias em que chegara a casa tarde e a más horas. Quando regressara, Sasuke já dormia descansadamente no seu quarto e uns restos mortais de uma pizza estavam na cozinha.

Bateu com a testa no vidro gelado e fechou os olhos com força. Estava com uma dor de cabeça horrível, como se milhares de agulhas se espetassem na nuca. Céus. O hospital tinha sido um verdadeiro Inferno para o Uchiha. Nunca antes os cheiros das doenças e das pessoas moribundas lhe tinha parecido tão potente e nojento como antes, nunca antes os sons das vozes e dos sons corporais tinham suado tão ampliados. Nunca antes ele vira tantos e estranhos pormenores repelentes presentes em corpos semelhantes ao dele, apenas mais desleixados.

Com um grunhido, Itachi levou a mão á barriga, colocando a outra no espelho para se segurar.

E aquele ardor tão desconfortável intensificara-se. Queimava, mas não doía. Era estranho, desconfortável.

Um som de pânico escapou-lhe pelos lábios quando sentiu o estranho fogo subir-lhe pelo esófago e caiu de joelhos, agarrando o ventre com os dosi braços. Rastejou até á sanita e levantou a tampa, preparando-se para vomitar. Abriu a boca, sentia-o a vir, a queimar levemente a sua garganta e...

Arrotou.

Pestanejou, aliviado por nada mais ter acontecido. O ardor tinha acalmado, mas continuava lá, pelo menos já não era tão desconfortável. Então, reparou em algo.

Tinha acabado de arrotar fumo?


He-he...

Desculpem ter demorado tanto T3T vou tentar não o repetir!

Capitulo esquisito, não foi?

Ya, Hidan apareceu. (Acontece que fiquei fã dele após ter visto alguns episódios em que ele aparecia... *-* ele é tãaaaao sexy *Q* e dedicado á vida que tem, também XD)

Todas estas memórias de Sasuke aconteceram antes daquele Lemon (Ou parte de Lemon) que apareceu no segundo capitulo, o.k?

Não, Gaara ainda não apareceu. Não poderia ser para já... *Suspiro* Pois, eu também queria que o nosso querido ruivo monstruoso com insónias preferido aparecesse, mas não deu. XD

E o passado da Hinata começa a revelar-se aos poucos! Yey (O que está representado na minha mente é bastante duro para mim escrever... sim, até para mim O.o, por isso quero fazer por etapas antes de chegar á fonte da questão... em resumo, estou a preparar-me psicologicamente para escrever essas cenas T3T)

Animando isto tudo um pouco, tenho que admitir que estou a adorar escrever a Sakura ^-^ Scar Fangirl!

XD

Pois, pois, isto tudo é uma alegria (Siiiim... o que não falta neste fic são coisas alegres...), mas eu tenho um novo fi, pessoal!!! (Sim... outro)

Little Mouse! É uma espécie de policial... sem grande coisa de policia (Vamos admitir, maior parte das coisas que lá vão aparecer vão ser completamente inventadas por mim e nada próximas da realidade) Acompanhem as aventuras do detective Uchiha Itachi, da sua fiel parceira Hyuga Hinata, do artista Sai e da ladra louca Karin (Vão ter uma grande surpresa neste fic com esta menina... conhecem Grell, de Kuroshitsuji? Bem, se conhecerem, vão chegar lá perto. Há um pormenor deste rapaz que me fascina e vou adoptar na minha nova fic. ^-^)

É uma Fic SasuHina.

Rated M pelos motivos de sempre: Hentai, palavrões, humor estúpido, sangue, mortes, Yaoi (Ligeiramente incestuoso... bem, desculpem! Mas ItaSasu é um dos meus pares favoritos, e acreditem que um dia apareço aí com um fic só deles!), Yuri (Suspiro... não... não é InoHina... neste fic a Ino só tem direito a Neji *-*) e esse tipo de coisas.

Pares secundários (Para não estranharem... eu adoro Crack)

NejiIno

Ligeiro SaiNaru

Parcial ItaHina/ItaSasu

Muito Parcial SaiHina

Parcial Karin... ? XD É surpresa XD

Estou em pensar fazer SuiSaku ou JuuSaku, mas ainda não tenho a certeza...

Espero que gostem e não se esqueçam de ler "A cor do fogo" (Que está demasiado T para o meu gosto... hum... não é habitual...) "A nona peça" (XD Adoro escrever esta fic... simplesmente amo-a. Pode ser a pior porcaria á face da terra, mas o prazer de a escrever é tanto que isso até passa XD) e claro, "Lacrimosa" que, por sinal, já está mais legível agora que está a ser renovada. (Não gostava mesmo nada do rumo das coisas antes... está muito melhor agora, muito melhor)

Agora vou parar de palrar e vou deitar-me... só vou colocar isto online amanhã, por isso... *Bocejo*

Boa noite e bjs,

Evil.