Capítulo 4: Novo Namoro
No dia seguinte, quando a Victória chegou à empresa e trouxe consigo o jornal do dia, leu sobre o Martinho, a Magda e a Madilena terem sido interrogados pela polícia. O jornal ainda não sabia qual era o motivo para eles terem sido interrogados, mas pessoas famosas a irem depor na polícia, dava sempre uma notícia no jornal.
Victória (pensando): Que estranho... tenho de perguntar ao Martinho o que se passou.
Pouco depois, o Martinho chegou à empresa.
Victória: Martinho, preciso de falar contigo.
Martinho: Agora não dá. Tenho muito que fazer. - disse ele, entrando no gabinete à pressa.
Victória: Credo. Mas que pressa.
Pouco depois, chegou o Alfred.
Victória: Bom dia.
Alfred: Bom dia, Victória.
Victória: Soubeste que o Martinho, a Madilena e a mãe dela foram interrogados pela polícia? Não sei é porquê.
Alfred: Bom, a Biatrix também foi interrogada. E parece que o Martinho estava lá, por isso deve ter sido pela mesma situação.
Victória: E que situação foi? O Martinho não me quis dizer.
Alfred: Aparentemente, um homem qualquer morreu e tinha na lista dele o nome da Biatrix e de outros, inclusive o Martinho. - disse ele. - Só consegui arrancar isto à Biatrix depois de muito tempo a tentar falar com ela. Parece que eles são suspeitos de terem matado o homem.
Victória: Um crime? Bom... isso é complicado... então eles são suspeitos... não percebo porque é que o Martinho não me quis dizer nada.
Nesse momento, chegou a Lara.
Lara: Bom dia. Então, de que estavam a falar?
Victória: Ó menina, mete-te na tua vida.
Alfred: Não sejas assim, Victória. Estávamos a falar de um crime.
Lara: Crime?
Alfred: Não é que goste muito de espalhar isto, mas o Martinho e a minha mulher Biatrix, além da Madilena também, foram interrogados na polícia, por serem suspeitos de terem matado um homem.
Lara: A sério? Contem-me mais.
O Alfred contou tudo o que sabia.
Lara: Ah, mas isso parece-me familiar! A minha mãe e um hóspede da estalagem que nós temos também foram interrogados!
Victória: Bom, vi logo que você devia ter uma mãe assassina...
Lara: A minha mãe não é assassina nenhuma! - disse ela, zangada. - Ela nunca mataria ninguém.
Alfred: A minha mulher também não.
Victória: Eu não punha as mãos no fogo por ela. - disse ela, baixinho.
Alfred: Bom, chega de conversa. Vamos trabalhar.
Ele foi para o seu gabinete.
Lara: Isto de serem suspeitos de um crime, é complicado.
Victória: Pois, agora vá mas é trabalhar.
A Lara olhou para a Victória.
Lara: Porque é que é tão má comigo?
Victória: Eu? Má?
Lara: Sim. Trata-me como... como se eu fosse menos do que as outras pessoas. Não é por eu ser empregada da limpeza que sou menos que os outros, ouviu? - perguntou ela, zangada.
Victória: Ninguém disse que era menos do que ninguém. Eu não dou é confiança a toda a gente. E agora, vá mas é trabalhar, que é para isso que lhe pagam.
Lara: Vou já. Só não percebo porque é que não é simpática comigo. Podíamos ser amigas.
Ela saiu dali, deixando a Victória pensativa.
Algum tempo depois, a Lara foi limpar o gabinete do Martinho e aproveitou para falar com ele.
Lara: Queria perguntar uma coisa?
Martinho: Pergunta.
Lara: É verdade que foste... hum, foi, ontem à polícia por causa de um homem que morreu?
O Martinho olhou para ela.
Martinho: Foi. Suspeitam que eu ou outros que lá estavam, tenhamos matado o tal homem.
Lara: Estou a ver... mas isso é um absurdo. Nunca ias matar ninguém!
O Martinho sorriu-lhe.
Martinho: Obrigado por acreditares em mim.
Ele aproximou-se da Lara.
Martinho: Tenho de dizer uma coisa. - disse ele. - Eu estou apaixonado por ti.
A Lara ficou boquiaberta.
Lara: M-mas namoras com a Madilena...
Martinho: Já não a amo há muito tempo. Só namoro com ela... porque se tornou um hábito. Mas é de ti que eu gosto verdadeiramente.
Lara: Eu... também gosto de ti.
No momento, seguinte, o Martinho aproximou-se mais e eles beijaram-se. Mas de seguida, a Madilena entrou no gabinete sem bater à porta e viu aquela cena.
Madilena: Mas o que é isto?
O Martinho e a Lara separaram-se.
Madilena: Martinho! Estavas a trair-me!
Martinho: Lara, sai por favor. Tenho de falar com a Madilena.
Lara: Está bem.
A Lara saiu dali rapidamente.
Martinho: Madilena, temos de ter uma conversa séria.
Madilena: Claro que temos! Porque é que foste beijar a empregada da limpeza?
Martinho: Porque estou apaixonado por ela. – respondeu ele, seriamente.
Madilena: O quê? Estás maluco? Apaixonado pela empregada da limpeza?
Martinho: Sim. É da Lara que eu gosto. Quero terminar o nosso namoro. - disse ele.
Madilena: Não, nem pensar! - disse ela. - Eu perdoo-te a traição, Martinho.
Martinho: Não quero que me perdoes. Quero acabar tudo.
Madilena: Mas eu não quero!
Martinho: Mas numa relação, as duas pessoas têm de ficar juntas se quiserem. Eu não quero, por isso está tudo acabado entre nós.
Madilena: Que raiva! Como é que me podes trocar por ela?! – perguntou ela, furiosa.
Martinho: Desculpa, mas eu não mando nos meus sentimentos. Agora, por favor, vai-te embora.
Madilena: E deixo de trabalhar aqui, não é? Vais despedir-me?
Martinho: Não. Isso são assuntos de trabalho. Se quiseres, podes ficar aqui na empresa a trabalhar.
A Madilena saiu do gabinete, furiosa.
Madilena (pensando): Vou ficar cá e fazer a vida deles num inferno!
Na estalagem, a Slayra entrou na cozinha, onde a dona Glorita estava a começar a preparar o almoço.
Slayra: Tia, eu queria falar consigo.
Glorita: Sobre o quê?
Slayra: Sobre o seu segredo.
A Glorita virou-se para ela, aborrecida.
Glorita: Eu não tenho segredo nenhum!
Slayra: Eu não acredito que tenha um segredo tenebroso ou algo assim, mas o Abacácio ou lá como era o nome dele, sabia os segredos das pessoas para as poder chantagear. Logo, ele tem de ter descoberto alguma coisa sobre si. - disse ela. - E pode confiar em mim. Conte-me.
A Glorita pareceu indecisa por uns segundos, mas depois encolheu os ombros.
Glorita: Está bem. Vou contar-te.
Slayra: Então diga.
Glorita: O meu segredo não é nada malvado nem parecido... aliás, há muita gente que o sabe, mas a Lara não sabe...
Slayra: A Lara?
Glorita: Sim. O único segredo que nunca revelei é sobre ela. Ela pensa que é minha filha biológica, mas não é.
A Slayra abriu a boca de espanto.
Slayra: Não é?
Glorita: Não. Ela foi abandonada pelos pais ainda bebé. Deixaram-na à porta do orfanato. Eu nessa altura andava a ajudar o orfanato e fui a primeira a vê-la. Tivemos logo uma conexão especial. E pronto, andei para a frente com a papelada e adoptei a Lara, mas nunca tive coragem para lhe dizer que não sou a mãe verdadeira dela.
Slayra: Mãe não é só aquela que tem o filho, mas sim quem cria. Tenho a certeza de que se contar à Lara, ela vai pensar da mesma maneira.
Glorita: Não sei... tenho medo que ela queira procurar os pais verdadeiros.
Slayra: Também é possível... mas mesmo que os encontre, ela nunca a vai deixar nem nada disso, tia.
A Glorita permaneceu calada e pensativa.
Slayra: Vá, não fique assim. Foi por isso que o Abacácio a chantageou?
Glorita: Foi. Mas claro que eu não cedi. Ele pediu imenso dinheiro para não dizer nada. Eu nem tenho todo esse dinheiro.
Slayra: E... não o matou, pois não?
Glorita: Que disparate! Achas que eu conseguia tirar a vida a alguém?
Slayra: Não, claro que não. - disse ela, pensativa. - Bom, acho que deve contar à Lara que é adoptada, mas se não quiser, tudo bem. Eu vou guardar o seu segredo.
Glorita: Obrigada.
À hora de almoço, a Madilena foi a casa.
Magda: Então filha, tudo bem?
Madilena: Tudo péssimo! O Martinho acabou tudo comigo.
Magda: O quê? Não pode ser! Mas porque é que ele fez isso?
Madilena: Diz que se apaixonou pela empregada da limpeza.
Magda: Ele deve estar doido. - disse ela, zangada. - Filha, temos de fazer alguma coisa para os separar.
Madilena: E vamos fazer mesmo. Não vou deixar que o Martinho e aquela empregadazeca da limpeza se fiquem a rir de mim!
No dia seguinte, o Miguel desceu as escadas e foi até à recepção da estalagem.
Miguel: Bom dia. Queria avisar que daqui a três dias me vou embora.
Slayra: Mas já?
Miguel: Sim.
Slayra: Miguel... é por causa de mim que vais embora mais depressa?
O Miguel não lhe respondeu.
Slayra: Não vás!
Miguel: Não tenho porque ficar.
A Slayra saiu detrás do balcão e aproximou-se do Miguel.
Slayra: Vou sentir muito a tua falta.
Miguel: Não me parece...
Nesse momento, a Slayra aproximou-se mais dele e beijou-o. O Jil, que estava ali perto, ainda a arranjar o elevador, viu tudo e ficou muito triste.
Miguel: Slayra, o que foi isto? Disseste que não gostavas de mim e agora beijas-me?
Slayra: Eu... tens razão... desculpa... eu... tenho de... ir ver se está tudo bem na cozinha...
Ela saiu dali rapidamente.
Miguel: Slayra... - o Miguel sorriu. - Afinal ainda tenho uma hipótese! Yes!
A Lara chegou à empresa pouco depois da Madalena, mas mal a Lara entrou no gabinete da Victória, a Madilena estava à sua espera.
Madilena: Finalmente que chegou. Preciso que limpe o meu gabinete.
Lara: Claro, vou já.
Madilena: Tem de ser mesmo já. Aquilo está uma nojeira.
Lara: Mas... eu limpei-o ontem também.
Madilena: Não parece nada. Parece que o sujou ainda mais. – disse ela, de modo altivo.
Victória: Desculpe Madilena, mas não acha que está a exagerar?
Madilena: E quem pediu a sua opinião? Reduza-se à sua insignificância.
Lara: Olhe lá, ó pindérica. - disse ela, zangada. - Não fale assim com a Victória! Agora que já não é namorada do patrão, não pode tratar assim as pessoas!
Madilena: Eu trato-as como quiser!
Lara: A Victória tem um cargo equivalente ao seu! Não é mais do que ela!
Victória: Deixe estar, Lara...
Lara: Não deixo nada! Madilena, tem de respeitar os outros se quer que eles a respeitem a si!
Madilena: Era só o que me faltava! - disse ela, zangada. - Cale-se e venha mas é comigo!
A Lara seguiu a Madilena até ao gabinete dela e quando lá chegou, abriu a boca de espanto. Estava tudo virado do avesso, tudo cheio de pó e com papéis por todo o lado.
Madilena: Vê esta porcaria? Não limpou nada ontem!
Lara: Isto não estava assim. - disse ela, perplexa. - Espera lá. Foi você! Você desarrumou tudo de propósito para dizer mal do meu trabalho e ainda me fazer limpar tudo! Sua víbora!
A Lara saltou para cima da Madilena e as duas começaram a brigar violentamente. Entretanto, chegou o Martinho e separou-as.
Martinho: Mas o que é isto?!
Madilena: A culpa é dela!
Lara: Não é nada!
A Lara explicou a situação.
Martinho: Tu fizeste isso, Madilena?
Madilena: Claro que não!
Martinho: Eu conheço-te bem... fizeste sim, Madilena.
Madilena: Pronto! Fiz! Desarrumei tudo! Satisfeito?
Martinho: Não quero mais cenas destas aqui. - disse ele. - Madilena, estás despedida.
Madilena: O quê? Não!
Mas pouco depois, já estava na rua. Mais para a tarde, estava a Lara a limpar o gabinete da Victória, enquanto a Victória preenchia uns formulários, quando apareceu a Biatrix.
Biatrix: O meu marido está?
Victória: Boa tarde, Biatrix. Ele está no gabinete dele.
Biatrix: Óptimo. Vou entrar.
Lara: Bem, ao entrar aqui, sempre podia ter cumprimentado as pessoas. Que falta de educação. - murmurou a Lara.
A Biatrix virou-se para ela.
Biatrix: Esteja mas é calada. Empregadazeca de meia tigela.
Victória: Olhe Biatrix, não insulte a Lara, se faz favor.
Biatrix: Eu insulto quem eu quiser, ouviu? E você não seja sonsa! Pensa que eu não sei que tem um caso com o meu marido?
Victória: Eu não tenho caso nenhum com o Alfred!
Biatrix: Tem sim! Eu sei muito bem como é que olha para ele, sua lambisgóia!
Victória: Está a ofender-me! - disse ela, levantando-se.
Biatrix: É mesmo essa a ideia!
A Lara pôs-se à frente da Biatrix.
Lara: Olhe lá, você quer levar um murro nas trombas, é?
Biatrix: Não se meta, sua saloia!
Nesse momento, a Lara deu um soco com toda a força na cara da Biatrix e ela caiu para trás. Pouco depois, apareceram o Martinho e o Alfred.
Alfred: Mas o que é isto? Biatrix?
Ele ajudou-a a levantar-se.
Martinho: O que é que aconteceu?
Lara: Fui eu que...
A Victória interrompeu-a.
Victória: Eu dei um murro à Biatrix.
A Lara olhou surpreendida para a Victória.
Biatrix: Não foi nada a Victória, foi a empregada da limpeza! - gritou ela.
Victória: Não. Fui eu. Ela estava a acusar-me de ser tua amante, Alfred.
Alfred: O quê? Outra vez Biatrix? Mas tu és paranóica? – perguntou ele, zangado.
Biatrix: Não sou nada! Tu é que me andas a trair!
Alfred: Não ando, mas oxalá estivesse a trair-te, ao menos tinha o proveito! - gritou ele. - Tu és uma neurótica. Estou farto de ti! Quero o divórcio!
Biatrix: Eu já te disse que nunca te vou dar o divórcio! - gritou ela, saindo dali rapidamente.
Alfred: Peço desculpa. A Biatrix não está bem.
Ele voltou para o seu gabinete.
Martinho: Depois temos de falar, Victória.
O Martinho também saiu dali.
Lara: Porque mentiu?
Victória: Porque me defendeste. - disse ela. - Talvez tenhas razão... podemos ser amigas.
A Lara sorriu.
Lara: Ainda bem.
No dia seguinte, quando o Alfred chegou do almoço, não vinha muito contente.
Victória: Então Alfred, que cara é essa?
Alfred: A Biatrix mudou a fechadura de casa. Diz que só me deixa entrar se não pedir o divórcio.
Victória: E vais ceder?
Alfred: Não. Não quero viver mais com uma mulher como ela.
Ele foi para o gabinete e pouco depois a Lara apareceu.
Lara: Victória, posso limpar o gabinete?
A Victória pareceu não a ouvir.
Lara: Victória? Está a ouvir-me?
Victória: Hum? O que foi?
Lara: Estava a perguntar-lhe se podia limpar o gabinete, mas você parece muito pensativa. - disse ela. - Deve estar a pensar no Alfred.
A Victória ficou muito vermelha.
Victória: Que disparate! A que propósito é que diz uma coisa dessas?
Lara: Bom, ele é seu amigo e está com problemas no casamento...
Victória: Ah... sim, claro... pois, a mulher dele é do piorio. Vê lá que até lhe mudou a fechadura de casa.
Lara: Sabe, tive uma ideia para o Alfred se livrar dela. E claro que não é para a matar.
Victória: Que ideia é essa?
Lara: Bom, a Biatrix foi chamada à polícia, como aliás o Martinho, a Madilena e até a minha mãe. - disse ela. - No caso da minha mãe claro que foi engano e no caso do Martinho de certeza que também, mas supostamente, todos eles deviam ter um segredo e o homem que morreu ia chantageá-los.
Victória: E?
Lara: E... bom o Alfred não ia fazer nada disto... mas a Victória podia fazer... sim. Investigue a fundo o passado da Biatrix e veja se ela tem algum segredo tenebroso, percebe?
Victória: Ah, estou a ver. Depois confronto-a com o segredo e digo que ela tem de dar o divórcio ao Alfred ou eu revelo-o.
Lara: Bem... basicamente é chantagem, mas...
Victória: Até é boa ideia. Vou fazer isso!
Entretanto, na estalagem, o Miguel tinha ido para o pé da Slayra.
Miguel: Não achas que temos de falar?
Slayra: Agora não, Miguel. - disse ela. - Eu ainda estou confusa.
Miguel: E achas que eu não estou? Então primeiro dizes que não gostas de mim, mas depois beijas-me. O que é que eu hei-de pensar?
Slayra: Olha, não sei, mas gostava que me fizesses um favor.
Miguel: Claro. Diz.
Slayra: Bom, a tua família tem dinheiro e tal, por isso, gostava que visses o que consegues descobrir sobre o Russ, o hospede aqui da estalagem.
Miguel: Mas para quê?
Slayra: Ora, ele foi chantageado pelo Abacácio. Deve ter um segredo qualquer e eu quero descobrir qual é.
Miguel: Continuas metediça e curiosa, mas eu vou fazer-te a vontade.
Slayra: Obrigada Miguel.
Entretanto, na esquadra, a Inspectora Jane analisava a informação que tinha recebido.
Jane: Aparentemente, quase todos têm uma vida sem problemas com a polícia. A única com quem tenho de falar novamente é a tal Biatrix Aventura. Essa tem um passado que meteu a policia... hum... tenho de a interrogar novamente. Agora é a suspeita número um.
Entretanto, de volta à estalagem.
Glorita: Jil, não podes estar a falar a sério!
Jil: Estou sim. Eu vou-me embora.
Glorita: Mas porquê? Não gostas de trabalhar aqui?
Jil: Gosto e agradeço ter-me dado o emprego e tudo... mas acho que está na altura de partir...
Entretanto, a Slayra aproximou-se.
Slayra: O que se passa?
Glorita: Vê lá tu que o Jil se quer ir embora!
Slayra: Jil... dona Glorita, por favor, deixe-nos falar a sós.
Glorita: Hum... está bem.
A dona Glorita saiu dali.
Slayra: Jil, é por causa de mim que te queres ir embora?
Jil: Não...
Slayra: Diz a verdade, Jil.
Jil: Está bem. É por causa de ti, sim. Não suporto ver-te com o Miguel. Vocês namoram, não namoram? Vi-vos a beijarem-se.
Slayra: Foi... só um beijo.
Jil: Então, não namoram?
Slayra: Não.
O Jil pareceu um pouco mais animado.
Jil: Slayra... diz-me... eu tenho alguma hipótese contigo?
A Slayra pensou rapidamente que não, mas depois lembrou-se que, se dissesse não, o mais provável era o Jil ir-se embora de vez e ela não queria isso.
Slayra: Tens Jil... por isso, não te vás embora.
Jil: Eu... claro que não vou!
Ele abraçou a Slayra com força.
Jil: Adoro-te.
Slayra: Ah... que bom... - disse ela, atrapalhada.
À noite, o Diogo foi até à estalagem.
Diogo: Olá, boa noite.
Slayra: Olá Diogo.
Diogo: Vinha à procura da Lara.
Slayra: Ela não está.
Diogo: Não está?
Slayra: Não. Saiu.
Diogo: Oh... que pena... - disse ele, desanimado.
Slayra: Olha Diogo... acho que tu não sabes... mas a Lara já arranjou um namorado.
Diogo: A Lara o quê?!
Slayra: Sim. Ela namora o patrão, o Martinho Telhas. – explicou ela.
Diogo: Não pode ser! Eu é que gosto dela!
Slayra: Infelizmente, ela gosta do Martinho...
Diogo: Bolas. - disse ele, triste. - A minha vida está acabada.
Slayra: Não digas isso. - disse ela, tentando animá-lo. - Quem sabe, eles podem terminar o namoro. E além disso, podes continuar a lutar por ela. Mostra-lhe que a amas, rapaz.
Diogo: Sim... tens razão! Eu vou fazer isso! Obrigado.
E foi-se embora.
E termina assim mais um capítulo. A Biatrix anda a causar problemas e é agora a suspeita número um de ter matado o Abacácio. E a Madilena perdeu o Martinho para a Lara. Será que o namoro vai durar? Para ficarem a saber isto e outras coisas, não percam o próximo capítulo.
