N/A: Post novo!

Como eu uso muita música durante os posts (é que ainda não usei muito aqui, mas uso bastante no orkut), gostaria de saber se vcs ouvem a música realmente enquanto lêem. Uma das cenas desse post tem música de fundo e queria que ouvissem, pois é uma música muito especial para essa fic ;)

Bom final de semana!

Bjs, K.

- Bom dia.

Tinha uma menina falando comigo, mas não era a Karine.

- Bom... dia.

- Sou a Fran.

Ah sim, aquela que dormiu com meu irmão.

- Prazer.

Ela saiu rebolando só de calçinha e sutiã até a cozinha. Era normal andar com roupas íntimas por aquela casa?

- Kiki!

Tom me abraçou por trás e me deu um beijo na bochecha.

- Bom dia Tom.

- E aí, nem vi o que desenrolou entre você e o Michael...

- Não desenrolou nada!

- Poxa...

- Qual seu problema Tom? Tanto homem bonito que você conhece, e me joga justo para o mais estranho de todos?

Ele sorriu e apertou meu nariz.

- São esses que são fiéis!

Faça-me o favor. Preferia ser corna do que ficar com o groupie! Eu tinha mesmo que resolver minha vida acadêmica na cidade. Então tomei um café e um banho rápido e saí de casa. A Arts Academy é uma escola grande e super difícil de entrar. Eu estava feliz por ter sido aceita, pois não via a hora de pisar no palco pela primeira vez. Quando entrei para fazer minha matrícula, confesso que de início fiquei um pouco assustada. Só tinha gente estranha ali. Tipo, estranho mesmo, com cara de louco e roupas de louco. Povo de teatro era assim mesmo ou o problema era com a minha escola? A matrícula foi rápida, e depois que peguei todos os horários das aulas, vim embora. Estava entrando no prédio, quando fui interceptada.

- Pois não?

O porteiro estava me olhando, em pé na minha frente.

- Oi, boa tarde.

- Deseja ir aonde?

Mas como assim?

- Para casa.

Ele continuou me olhando.

- Eu moro aqui. Na cobertura... Sou irmã do Tom Sturridge.

- Não a conheço, senhorita.

- Deve ser porque eu estou a poucos dias na cidade.

- Eu estava de férias.

- Então...

Tentei passar e ele me bloqueou. Eu estava me irritando.

- Como não a conheço, não posso deixá-la subir.

- Certo. Você pode fazer o favor de ligar para lá?

Ele foi até a mesa e ligou para o apartamento.

- Boa tarde, senhor Pattinson! Eu estou aqui embaixo com a senhorita...

- Kristen.

- Kristen. Ela diz que conhece vocês, entende?

Eu queria matar o cara. Ele torceu a cara para mim e depois sorriu.

- Pode subir.

- Jura?

Passei por ele com raiva e apertei querendo quebrar o botão do elevador.

- Uma vez é o suficiente!

Fingi não escutar a piada. Robert me esperava com a porta aberta, rindo.

- Então conheceu o Alfie...

- Quem?

- Nosso porteiro homossexual.

Estava tudo explicado.

- Pelo visto ele tem uma paixão secreta por um dos dois.

- Não é nada secreta.

Ele riu passando a mão nos cabelos e me dando espaço para eu passar pela porta.

- E aí, fez a matrícula?

- Sim. Tudo certo.

- Gostou do lugar?

- Gostei. Só tem gente louca, mas gostei.

- Bem... Ator é tudo louco Kiki.

Eu concordei e fui para meu quarto, com ele atrás de mim.

- Você não vai acreditar em quem me ligou.

- Quem?

- Não quer chutar?

- Não, Rob. Eu provavelmente não iria acertar.

Ele tirou o celular do bolso e apertou algumas teclas. Depois virou o visor para eu olhar. A penúltima chamada recebida era de alguém chamado Michael. OMG.

- O... groupie?

Ele sorriu torto.

- Arrasando corações, Kiki.

- Arrasando droga nenhuma! O que ele queria contigo?

- Me implorar para deixá-lo sair com você.

Isso não estava acontecendo. Eu iria matar esse cara da próxima vez que ele aparecesse na minha frente.

- O que você falou, Robert?

- Nada. Desliguei na cara dele.

Ele foi andando para o quarto e perguntou antes de fechar a porta.

- Você vai sair com a gente hoje?

- Para onde?

- Uma festa aí...

Ele fechou a porta e eu fiquei parada no corredor. Festa? Mas teve uma ontem, não teve? Esse povo não fazia nada além disso? Eu esperei Tom aparecer em casa para perguntar da tal festa. Porque se dependesse dele eu seria sempre a última a saber das coisas. Quando ouvi ele chegar em casa, fui falar com ele.

- Tom, que festa é essa de hoje?

- Festa?

- Foi o Rob que disse.

- Ah sim, é uma festa de um amigo dele... fechou uma boate aí.

- Hum. Que horas nós vamos sair de casa?

Ele estava sentado no sofá e se virou para me olhar.

- Nós? Quem disse que você vai?

- Por que eu não posso ir?

- Kristen, eu realmente não me sinto bem em ficar te arrastando para essas coisas...

- Que coisas Tom? Você fala como se rolasse drogas, sexo e rock'n roll em tudo que é lugar.

- Mas é o que rola mesmo. Tirando a parte do rock'n roll.

OMG. O Tom estava completamente chato.

- Bem, eu sou maior de idade e vou se eu quiser ir! Deixa de palhaçada.

- Me lembre de agradecer ao Rob mais tarde!

Quem agradeceria seria eu! Ou não, né? Eu era uma fracassada, já estava começando a admitir. Mas essa noite ele seria meu! Fato! Estava preparada. Bem, eu estava arrumada e me sentindo gata. Assim espero, né? Nada de vestidinho blá blá blá hoje não! Eu vou de jeans grudado no corpo mesmo. Pernas finas? E daí? Nem ligo. Botei meu jeans D&G e uma blusa preta e branca com um decotão nas costas. Maquiei-me e deixei o cabelo bem revoltado. Adorava!

- Tom, estou pronta!

- Assim?

- Qual o problema?

- Não tem uma blusa mais comprida, Kris? Sua barriga está aparecendo...

- Tem dois dedos de barriga aparecendo, Tom, deixa de drama!

Robert tinha chegado na sala e eu nem tinha reparado. Ele me defendeu, ele me defendeu. Ê laiá! Me virei para ele toda gentil.

- O Tom acha que sou criança para ficar tomando conta de mim...

- Mas essa calça está muito justa, Kiki.

Rob falou franzindo a testa enquanto corria os olhos pela calça jeans. Eu estava de saco cheio desses dois já!

- Podemos ir ou vocês vão ficar mesmo avaliando a minha roupa?

Chegamos à garagem do prédio e Tom me empurrou para a porta da frente.

- Vai na frente porque não gosto de andar com homem não.

Ele nem precisava pedir duas vezes! Sentei com vontade no banco do carona e esperei meu príncipe encantado entrar. Já falei que ele estava lindo? Bem... Ele é lindo. Rob me olhou e sorriu.

- Vai de co-piloto hoje?

- Aham. Mas aviso que sou péssima dirigindo... Espero que seja melhor só acompanhando.

- Relaxa Kiki... hoje a noite é nossa. Vamos para a night!

Ele ligou o carro e saímos da garagem do prédio, com Rob cantando pneus. Tremi com aquela frase dele. A noite é nossa? Como assim? Minha e dele? Ou de todas as pessoas do mundo? Eu era péssima para entender indiretas, sabe? E nem sabia se isso tinha sido indireta. Ok, Kristen, respira.

- O show do Jason Marz é que horas, Tom?

- Não sei direito não...

Jason Marz? O nome não me era estranho.

- Cantor? Esse cara?

- Sim, claro! Não conhece?

- Acho que sim, mas não tenho certeza...

- Ele vai tocar lá hoje.

Ele terminou de falar e passou a marcha, que custou a entrar, o que o fez esbarrar com força na minha perna, me fazendo quase surtar. Ele nem ligou, como se nada tivesse acontecido. Estava começando a me conformar em não ser nada mais do que amiga dele.

- Já está fervendo.

Chegamos à porta da boate, que estava lotada de carros.

- O cara não tinha fechado a boate?

- Sim, fechou.

- Isso é tudo convidado? Vocês conhecem bastante gente...

- Acho que sim.

Entramos na boate e pelo visto chegamos na hora que o carinha lá ia tocar. Quando ele apareceu no palco eu percebi que conhecia sim. Bem, pelo menos uma música dele eu conhecia. E foi a primeira que ele começou a tocar.

Música (I'm Yours – Jason Marz)

Ah meu pai! Como dá para ouvir essa música com Robert Pattinson do lado, e não agarrar? Bem, eu teria que descobrir um jeito, pois nós três estávamos acotovelando as pessoas para podermos chegar lá na frente. Eu vi umas meninas conhecidas da festa de ontem, inclusive as coelhinhas. Eu vi a Lia, a Dany, a Maya, Isabela Maria, Julinha, a Kese, Marília, a Kah, a Priscilla, Fran, Thaís, a Jú, Mariana, Amanda, Biia... enfim, devia ter mais mulher do que homem ali. Senti ser puxada por um cara alto pela mão.

- Coisa linda...

Ele não era minha praia, meu sol estava em outro lugar! Puxei minha mão, mas ele não queria me soltar. Então senti outra mão, puxando minha cintura.

- Algum problema Kiki?
- Bem...
- Acompanhada? Foi mal.

O cara me soltou sem-graça e Rob me puxou.

- Mal chegamos e você já está dando trabalho? Sabia que a calça estava muito justa...
- Não enche, Rob.

Ele riu e olhou procurando por Tom. Eu também procurei, me esticando na ponta dos pés.

- Acho que Tom foi abduzido.
- Não o acho também...

Eu vi o Jason acenar para ele? Ou estava com a visão avariada? Ele passou a mão nos cabelos, não sei se para ajeitar ou bagunçar mais ainda. Isso era algo que nós tínhamos em comum, porque me peguei fazendo o mesmo gesto.

- Me imitando, Kiki?

Ele sorria torto.

- Não... eu também gosto de passar a mão no cabelo.
- Coincidência.

- Muita.

Ok, momento de silêncio constrangedor, com um olhando para a cara do outro. Eu teria que agradecer ao Jason depois, pois por causa do som alto, Rob precisava vir falar ao meu ouvido toda hora, ou então eu não escutaria. Eu soltei uma pérola que veio não sei de onde.

- É verdade mesmo que Tom proibiu vocês de chegarem perto de mim?

- É verdade.

- Espero que alguém seja desobediente...

Isso por que eu nem tinha bebido ainda. Imagina com álcool no sangue. Ele riu.

- Não acho que ninguém seja louco, Kiki.

- Ok, vamos supor, que você quisesse algo comigo. Só supor. Você desistiria por causa do Tom?

Ele ficou sério e franziu a testa.

- Depende.

OMG. Depende. Pelo menos não foi um sonoro não.

- De que?

- Se valesse à pena ou não.

- Ok, estamos falando de mim!

Ele sorriu de novo.

- Eu sei.

O que faltava então para ele decidir se valia à pena ou não. Eu teria mesmo que agarrar Robert? Saco! Grudei nele e puxei seu pescoço, beijando rápido sua boca. Ele me retribuiu, passando as mãos pelas minhas costas e me puxando um pouco para cima. Por mim eu não soltaria nunca mais dele e ficava eternamente sentindo cada pedaço do seu corpo grudado no meu. E então ele parou de me beijar.

- Robert, se você me soltar agora... você morre.

- Kiki, eu...

Não vi mais nada direito, quando Tom apareceu empurrando Robert para longe de mim.
Eu só vi Tom chegando e empurrando Robert com as mãos no peito dele e alguns amigos deles correrem para separar os dois.

- Ficou louco, Tom?

- Eu, louco? Louco é você por ter encostado nela!

Tom avançou em cima de Robert, mas foi segurado pelos amigos.

- Ei, Tom, calma aí...

- Me soltem!

- Tom, pare!

- Você fica quieta Kristen!

Rob se aproximou de nós, de cara fechada.

- Dá para parar com o show? Kiki está inteira, não está? Não tirei nenhum pedaço.

Eu mataria meu irmão quando tivesse a chance. Este era o momento no qual eu deveria estar passando e repassando mil vezes na cabeça o meu beijo com o Rob. E ao invés disso, eu estava ocupada com meu irmão ciumento, dando show numa boate lotada.

- Me soltem! Não vou brigar!

- Soltem ele...

Os amigos soltaram meu irmão, que tinha raiva no olhar. Ele grudou o rosto no de Robert.

- A única coisa que eu pedi para você não fazer, você fez.

- Eu não fiz.

Robert me olhou. Oh. Entendi. Fui eu quem fiz...

- Tom, eu... (traumatizante dizer isso em voz alta) o agarrei.

Os dois me olhavam. Meu irmão puto da vida e Rob com um sorriso cínico no rosto.