Nota: Twilight não me pertence... né?
Um Grego Muito Sensual
CAPÍTULO IV
Bella acordou na manhã seguinte sen tindo-se melhor. Olhou para o relógio. Nove horas. Tomou um banho, vestiu-se, devorou uma tigela de sucrilhos com leite e foi para sua galeria de arte. As dez em ponto estacionava o carro ali em frente e entrava no bonito casarão.
Mike a recebeu com um sorriso nos lábios.
— Buon giorno, cara.
— Bom dia, Mike.
— Ia tomar uma xícara de café. Você me acompanha?
— Claro que sim. Eu nunca recuso seu café.
Mike serviu-lhe uma xícara e, em seguida, olhou aten tamente para o rosto de Bella. E não gostou muito do que viu.
— Você está com dor de cabeça, não dormiu bem ou o quê?
— Um pouco dos três, digamos assim.
— Hum... Pode, por favor, me explicar melhor, Bella? - Mike sempre a chamava de querida, meu anjo ou cara. Mas raramente de Bella. Ela tomou um gole de café.
— Nós... Quero dizer, o coquetel de ontem foi um sucesso absoluto, não foi?
— Claro que sim. Mas nós já oferecemos outros coquetéis igualmente bem-sucedidos, e nenhum deles a deixou pálida e cheia de olheiras no dia seguinte. Por acaso este seu rosto abatido tem algo a ver com o deus grego que estava aqui ontem?
Bella nem piscou ao responder.
— Não. Juro que não.
— Bem, vou fingir que acredito.
— E verdade mesmo, Mike — Ela fez uma pausa. — Tudo bem, eu tive problema ontem à noite. Mas Edward Cullen não teve nada a ver com a história.
— Você gostaria de me falar a respeito?
Com uma careta de enfado, Bella preparou-se para uma batalha verbal com Mike, pois sabia que enquanto ele não conseguisse saber o que queria, não iria deixá-la em paz.
— Não. Agora não. Mas muito obrigada pelo interesse.
— Quando quiser desabafar, é só me procurar. –disse Mike. Bella lhe deu um beijo no rosto, surpresa com a com preensão do amigo.
— É claro que eu sei disso. Obrigada de novo.
Ela foi para sua sala e começou a trabalhar. Verificou os quadros que tinham sido vendidos, os cheques recebidos e colocou todas as informações em seu computador. Depois, telefonou para todos os clientes a fim de marcar uma hora para que a mercadoria comprada fosse entregue.
Ao meio-dia, o interfone em cima de sua mesa tocou. Ela apertou a botão imediatamente.
— Sim, Mike?
— Jacob Black está aqui. Posso mandá-lo entrar em sua sala?
— Não. — Ela respirou fundo. — Eu não quero vê-lo, nem falar com ele.
Um minuto depois, o interfone tocou de novo.
— Ele disse que o tem a lhe falar é de vital importância. – disse Mike, obviamente entediado, pelo telefone. Bella percebeu que não seria fácil se livrar daquele ho mem inconveniente. Respirou fundo, tentando se controlar.
— Tudo bem. Diga a ele que já estou indo.
Seus sapatos de salto alto fizeram barulho no chão de mármore, e ela viu Jacob andar em sua direção. Mike estava a alguns metros de distância, verificando alguns quadros. Ou fingindo verificar. Bella sentia-se segura na presença de seu melhor amigo.
— Olá, Jake - ela cumprimentou, com fria formali dade. — O que quer?
— Eu queria me desculpar pessoalmente por ontem à noite, Bella.
Tenha cuidado, ela disse a si mesma. Edward havia dito que Jacob era um homem perigoso. Começava a achar que ele estava coberto de razão.
— Bem, acho que é tarde para pedir desculpas. Se me dá licença, estou muito ocupada.
— Eu preciso conversar com você, preciso lhe explicar uma porção de coisas. Vamos almoçar juntos? Por favor. — Ele parecia muito dócil. Bonzinho demais. — Eu... Não sei o que deu em mim ontem à noite. Não sei mesmo.
— Eu gostaria que você fosse embora, Jeremy. Agora. Ele fez menção de tocar seu braço, e Bella recuou dois passos.
— Por favor, Bella.
A porta da frente se abriu e se fechou. Alguém havia entrado na galeria. Ouviu-se o ruído de passos, e Edward surgiu em seu campo de visão.
— Boa tarde para todos.
Bella sentiu-se tonta. Jacob podia ser um homem aborrecido e inconveniente, mas Edward Cullen não ficava atrás. Por que aqueles dois não a dei xavam em paz?
— Boa tarde, amico mio — Mike apressou-se em cumprimentá-lo.
Edward aproximou-se de Bella e, enlaçando-lhe a cin tura, virou-se para o italiano.
— Você já está sabendo da novidade? Bella e eu rea tamos nosso namoro. Não é uma excelente notícia?
Ela teve a nítida sensação de estar representando num palco para uma audiência de apenas uma pessoa. E foi com alívio que observou o único espectador daquela farsa, Jacob, deixar rapidamente a galeria de arte e bater a porta com força atrás de si.
Bem, do primeiro ela já tinha se livrado. Desconfiou que, com o segundo, a tarefa iria ser um pouco mais complicada. Não sabia como estava perto da verdade.
Bella fez com que ele tirasse a mão de sua cintura.
— Você percebeu o que acabou de fazer, Edward Cullen? É claro que esta notícia vai se espalhar por toda a cidade! — Bella fechou os olhos. Sua querida maman iria enchê-la de perguntas. Aquilo era o que menos queria na vida. Então, outro pensamento lhe veio à cabeça, e ela abriu os olhos, cheia de indignação. — Você fez isso de propósito, não fez? E claro que essa história de namoro vai chegar aos ouvidos de Tanya. Era isso que estava planejando o tempo todo, não era?
— Quem é Tanya? — perguntou Mike, muito interessado no rumo que a conversa vinha tomando.
— A viúva de um grande amigo meu — informou-o Edward.
Bella virou-se para o amigo.
—Edward quer se livrar da moça a todo custo e me fez uma proposta indecente. Que eu finja ser sua namorada, a fim de espantar a outra. Não é o fim do mundo?
Mike abriu-se num largo sorriso.
— Não acho cara. Até que a idéia é bem interessante. Pense bem. Você quer se livrar de Jacob, não quer? E o Cullen quer o mesmo em relação à sua amiga viúva. Que mal há em vocês dois fingirem ser um casal de pombinhos apaixonados?
Ela ficou revoltada.
—Mike! Isso não tem graça nenhuma!
— E não tem mesmo. A história não é engraçada. É muito séria. E acho que vocês dois deviam sair para almoçar e combinar exatamente a melhor forma de agir. Que tal?
— Você nos deu uma ótima idéia, Newton. — Edward vi rou-se para Bella. — Em que restaurante você gostaria de ir?
Bella olhou para os dois homens à sua frente, abriu a boca para protestar, mas resolveu continuar em silêncio. Edward havia ganhado a parada. De novo. Sentiu ímpetos de esbofeteá-lo.
— Qualquer lugar — ela murmurou por fim. — Não estou com fome.
— Ah, mas eu estou. Que tal aquele restaurante espe cializado em frutos do mar que acabou de ser inaugurado em frente à praia?
— Eu preferia a lanchonete da esquina — disse ela em voz baixa, mais para si mesma do que para Edward.
— Como? — perguntou ele.
— Não, nada. — Bella fez uma careta. — Espere um pouco que eu vou apanhar minha bolsa.
Bella atravessou a galeria e entrou em seu escritório. Ao sair, viu que Mike estava ao telefone. Despediu-se dele com um aceno de mão e silenciosamente indicou com os dedos que estaria de volta às duas horas.
Vinte minutos depois, eles se deliciavam com um saboroso risoto de frutos do mar, especialidade da casa. E Bella descobriu que estava realmente com fome. Tão magnífica quanto à comida era a vista que se tinha daquele lindo terraço cheio de flores e de plantas. Ela tinha de admitir que a escolha de Edward havia sido perfeita.
— Seus pais convidaram Tanya para o jantar dessa noite na casa deles — comentou Edward, tomando um gole de vinho branco.
Bella recostou-se na cadeira.
— Eu sei. Maman é uma ótima anfitriã e tenho certeza de que vocês dois vão se divertir muito.
— Eu passarei em sua casa para apanhá-la as oito, está bem?
— Não.
- As oito e quinze, talvez?
— Eu não vou ao jantar, Edward. Aliás, já informei minha querida maman do fato.
— Posso saber o motivo do seu não comparecimento?
— Claro que pode. Não há segredo algum. Eu tenho outro compromisso para esta noite.
— Então o desmarque.
— Não. Este compromisso envolve pessoas, e eu não posso desmarcá-lo. Seria uma grande falta de educação.
Ele olhou bem dentro de seus olhos.
— Tenho certeza de que seus amigos iriam compreender. Michelle levou mais uma garfada de risoto à boca. Estava tentando ganhar tempo.
— Joane e Billy Black estarão presen tes — continuou Edward. — Você não acha que vai parecer muito estranho se não estiver a meu lado? E não se esqueça de que Tanya também foi convidada. Ninguém vai acreditar que você e eu estamos juntos, se não a virem chegar ao jantar a meu lado.
Bella tinha de admitir que ele estava certo.
— É, acho que você tem razão.
— Então você vai comigo ao jantar?
Aquilo não estava saindo conforme ela planejara.
— Que remédio...
Os olhos dele brilharam de felicidade.
— Excelente. Agora, que tal estabelecermos nossas regras? Ela devia estar ficando maluca para entrar num jogo daqueles...
— Regra número um, Edward Cullen. Você não toma decisões por mim e vice-versa. Tudo que envolva nós dois terá necessariamente de ser resolvido em conjunto.
— Regra aceita.
— Regra número dois. — Bella engoliu em seco — Você está proibido de me tocar, mais do que o necessário. - Ele sorriu.
— Vou tentar me controlar, se você também o fizer.
— Precisamos colocar um limite nisso — ela insistiu. Edward levantou uma sobrancelha.
— Um limite onde? No almoço?
— No nosso relacionamento! Quer parar de agir dessa maneira tola?
Edward tomou mais um gole de vinho branco.
— Um limite no nosso relacionamento... O que acha de que seja eterno enquanto dure?
— Você e suas piadas sem graça... Como foi que descobriu que eu estudei na Sorbonne?
Ele olhou-a fixamente, durante alguns segundos.
— Digamos que eu procure conhecer todos os detalhes possíveis das pessoas que fazem negócios comigo.
Bella ficou intrigada.
— Mas eu nunca fiz negócios com você.
— Você, não. Mas Billy Black, sim. E, até a poucos dias, você era a namorada oficial do jovem e galante Jacob.
Então a vida dela havia sido vasculhada. Bella não se sentiu nem um pouco confortável com aquela constatação.
— Nós não nos conhecemos em Paris.
— Sim, nos conhecemos.
— Onde? Eu teria me lembrado.
— Nós nos encontramos numa festa.
Aquilo era possível. Ela estivera em inúmeras festas du rante o tempo em que morava em Paris. Embora tivesse certeza de que jamais vira Edward em qualquer uma delas.
— Mas nunca fomos apresentados.
— É verdade — concordou Edward. — A festa era muito grande, havia muita gente, e eu estava com outra pessoa.
Foi como se tivessem lhe dado um soco no estômago. Bella levou alguns minutos para se recompor. Seria pos sível que estivesse com... Ciúme? Mas aquilo não fazia o mínimo sentido! Confusa e apalermada, Bella tomou mais um gole de vinho. Talvez o sol forte do verão da Aus trália estivesse prejudicando seu raciocínio. Não. Quem es tava embotando-lhe os pensamentos era o homem à sua frente, que a desconcertava com sua beleza e seu charme.
— Você está bem? — ele lhe perguntou, com voz preocupada.
Maldito homem. Nada lhe escapava aos seus olhos atentos.
— Sim. Claro que sim.
— Ótimo. Bella, eu estive pensando e acho que seria importante ter o número do seu telefone, caso tenha neces sidade de contatá-la com urgência. Será que se importa?
Ela arregalou os olhos, visivelmente surpresa.
— O quê? Então você tem minha ficha completa, sabe de detalhes da minha vida e não tem meu telefone? - Edward deu um sorriso.
— É que números de telefone em geral são coisas muito pessoais, e eu preferi que você me desse o seu de livre e espontânea vontade.
Bella o encarou de um jeito um pouco desconfiado, abriu a bolsa, retirou um cartãozinho e entregou a ele.
— Muito obrigado.
Terminaram de almoçar em silêncio, então Bella olhou para o relógio. Uma e meia.
— Preciso voltar à galeria, Edward.
— Você não gostaria de comer uma sobremesa?
— Não, obrigada.
— Que tal então um café?
A cafeína poderia ajudar a combater a tontura causada pelo vinho branco que havia tomado. Pelo vinho branco... Ou pelo homem à sua frente?
— Boa idéia.
O café chegou junto com a conta, que foi paga por Edward. Bella insistiu em dividir as despesas, mas ele recusou.
— De jeito nenhum. Eu a convidei.
Em seguida, os dois se levantaram e deixaram o restaurante.
— Bem, obrigada pelo almoço, Edward. Até mais tarde.
— Eu a acompanho até a galeria.
— Obrigada, mas não há necessidade.
— Eu faço questão.
Será que aquele homem não tinha mais nada que fazer na vida, a não ser acompanhá-la a todos os lugares?
— Você é um homem ocupado, Edward. Não quero lhe dar trabalho.
— Não é trabalho algum. — Ele olhou para o relógio. — Meu próximo compromisso é só às duas e meia. Ainda tenho muito tempo. Além disso, não gosto que você ande sozinha na rua. Não se esqueça de que Jacob Black anda solto por aí. E ele pode ser perigoso.
Bella percebeu que era inútil discutir com ele. Volta ram juntos à galeria. A leve brisa, vinda do mar, acariciou seus cabelos e seu corpo.
Chegando a seu destino, ela o agradeceu novamente pelo almoço.
— O prazer foi todo meu — respondeu ele, dando-lhe um beijo no rosto. — Passo para apanhá-la as oito, está bem?
Ela concordou e, antes que ele pudesse lhe dizer mais alguma coisa, entrou na galeria.
OooOooOooOooOooOooO
Mike parecia estar muito ansioso por sua volta. Deixou o que estava fazendo de lado e correu em sua direção.
— Cara mia! Como foram as coisas?
Bella jogou a bolsa em cima de uma cadeira.
— Não sei não, Mike, mas acho que, dessa vez, estou realmente em uma confusão.
Bella voltou a seu apartamento às seis horas da tarde. Como sempre, ligou a secretária eletrônica e ouviu os re cados ali deixados. Jacob tinha ligado duas vezes, implo rando para que ela ligasse de volta. Ela apertou a tecla "apagar" e caminhou para o quarto. Tinha duas horas para tomar um banho, arrumar os cabelos, maquiar-se e vestir-se. Era melhor se apressar.
As oito em ponto, Edward estava a sua espera.
Bella estava deslumbrante. Edward tentou adivinhar se ela teria consciência da própria beleza. Havia conhecido dezenas de mulheres nos últimos anos, em vários países do mundo. E nenhuma delas o impressionara tanto quanto Isabella Marie.
— Olá, Bella. Você está linda.
Ela usava um vestido preto de tafetá, que contrastava com seus cabelos castanhos. O resultado tinha sido magnífico.
— Obrigada.
Entraram no carro dele, estacionado em frente ao edifício. Bella estava em pânico. Iria fingir ser a namorada de Edward Cullen, de modo a se livrar de Jacob Black e ajudar o próprio Edward a afastar sua amiga Tanya. Não haveria problema algum na história, se ele não fosse o homem mais lindo do mundo. E agora? O que iria acontecer? Conseguiria resistir, quando ele a tocasse? Sim. Ela realmente estava numa enrascada.
Dez minutos depois, a Mercedes de Edward estacionava em frente ao hotel mais luxuoso da cidade.
—É aqui que Tanya está hospedada. Ela já deve estar no hall, à nossa espera.
Bella observou-o descer do carro e entrar no hotel. Minutos depois, ele reaparecia acompanhado por uma moça alta e loira. Ela não era apenas bonita. Era linda, ele gante, e lembrava uma modelo francesa. Michelle tentou adivinhar o motivo pelo qual Edward não havia se interessado por ela. E continuou sem entender durante todo o percurso até a casa de seus pais. Tanya era inteli gente, divertida e falante. Será que Edward era cego?
Um pouco depois, eles chegavam à mansão de Renée e Charlie Swan. Havia dezenas de carros estacionados ali em frente, e Bella sentiu-se insegura ao atravessar o enorme jardim. Sabia que estava representando um papel. Um papel perigoso, na verdade.
O de namorada de Edward Cullen. Por alguns instantes, tentou adivinhar como seria se fosse namorada dele de verdade.
Não. Não podia nem pensar naquilo. Sua sanidade mental estaria para sempre abalada se resolvesse se envolver a sério com Edward. Duvidava que mulher alguma pudesse sobreviver àquela experiência.
Como se lesse seus pensamentos, ele tomou a mão dela nas suas e apertou-a. Bella sentiu que seu corpo pegava fogo.
Oh, Deus. Em que confusão eu me meti?
OooOooOooOooOooOooO
*-* gostaram? É, parece que nossa querida Bella está QUASE entregue ao nosso Ed, viu? Mas como ela é orgulhosa... Enrolará um pouco. E pelo menos agora descobriu como Edward sabia sobre ela e o que quer com ela. Parece que Tanya o está importunando; Mas será que Bella conseguirá dar conta desse suposto 'namoro'?
Rs, parece anúncio de novela mexicana. –'
Agradecimentos:
Lara Cullen, ICullen, Twibelo, Missin, Gby00
Meus amores, muito obrigada *-* vocês são demais!
Um SUPER beijo e até a próxima!
Lyric T.
