Olá pessoal, desculpem a demora em postar, espero que estejam gostando dessa fic... ainda estou fazendo alguns ajustes nela, mas já estou bem adiantada para dar uma fic bem legal para vcs...

Obrigada novamente

Bjusss

Capítulo 4

Salva por Snape

Hermione virou-se e encarou as costas do professor. Pela primeira vez o via assim, tão simples e relaxado.

Apenas um homem.

O único homem com coragem suficiente para enfrentar uma vida dupla ao lado do Lord das Trevas.

- Ainda não se cansou da minha beleza senhorita?

- Não – Disse sem pensar – Quer dizer...

Hermione atrapalhara-se quando Snape virou-se na cadeira e olhou para ela com um olhar surpreso como se jamais esperasse ouvir isso da boca dela. Seus olhos penetrantes olhavam para os dela com profundidade.

- Desculpe – Disse baixando a cabeça e mordendo o lábio inferior.

- Essa sua mania está se tornando realmente irritante.

- Que mania?

Snape não respondeu, apenas olhou nos olhos como se fosse a primeira vez que a via, que realmente a via.

- Severus

Hermione virou-se ao mesmo tempo que Snape e encontrou o olhar sorridente de Dumbledore no batente da porta que dava acesso para a sala.

- Estava procurando-o. Oh senhorita Granger. Que bom encontrá-la, o senhor Laine a procura.

Hermione suspirou e fechou os olhos por um momento pensando se iria ou não.

- Senhorita, seu namorado não esperará a vida inteira – Disse Snape que voltou a se sentar de costas para ela e a segurar o copo de vinho em suas mãos.

- Com licença – Disse Hermione antes de sair da cozinha direto para a sala deixando o diretor e Snape conversando.

Ao fechar a porta Hermione sabia que queria voltar para a cozinha imediatamente, sentar na cadeira de costas para Snape e aproveitar o silêncio e a solidão daquele cômodo. Ali na sala ainda haviam pessoas que estavam dançando e conversando animadamente. Hermione lançou um olhar para o grande relógio da sala, eram quase meia noite e a festa parecia que jamais acabaria, ela olhou para o alto da escada o caminho que levaria para seu quieto e vazio quarto e suspirou tomando o caminho contrário. Hermione era uma heroína, um dos três grandes bruxos jovens que lideraram a guerra contra Voldemort, ela não poderia ir para seu quarto naquele momento, pois tinha deveres a ser feito e um deles era permanecer até o final da festa. Ela olhou para todos e não achou seus amigos, com certeza Gina e Harry estavam em um dos quartos vazios, Rony deveria ter saído com os gêmeos e isso a fazia ficar sozinha na casa com todos os outros membros da Ordem e convidados.

Ela se desvencilhou de alguns repórteres e foi para o fundo da sala, um canto mais escuro e vazio, ali ela se escorou-se na janela olhando para fora afastando a cortina antiga que outrora fora branca e agora apresentava uma tonalidade amarelada. A rua estava deserta e os gatos passeavam pelo parque à frente passando pelos brinquedos vazios e molhados pela chuva fina que caíra há pouco tempo.

Hermione permaneceu alguns minutos parada somente olhando para a rua molhada vendo passar alguns carros e por vezes alguma turma que voltava para casa ou não, todos rindo e se divertindo enquanto ela estava ali, presa pelos seus deveres de heroína do mundo bruxo. Suspirando novamente ela colocou uma mexa que se soltara atrás da orelha e desceu a mão para seu colo. Seus olhos se arregalaram quando não achou ali o colar que ganhara de sua mãe quando devolveu à eles a suas memórias e contara o porque eles pensavam que eram outras pessoas e que não tinham filha. A menina se virou ainda com a mão no colo olhando para o chão desesperada, mas nada. Olhava para todos os lados e nada. Levou a mão a testa, sentiu-se triste, sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. Encostou-se novamente na janela tentando se lembrar aonde teria perdido o colar.

Do outro lado da sala estava Robert encostado na parede com uma taça de champagne quando a avistou. Dando um leve sorriso ele caminhou em sua direção passando pelos outros que desviavam como se não pudessem tocá-lo, andava como se estivesse flutuando, sempre seguro de si.

Caminhava tão belamente com o taça estrategicamente pendurado pelos seus dedos finos onde via-se o brilho do belo anel de prata no dedo anelar, a aliança que comprara para eles. O cabelo meio bagunçado lhe dava a aparência mais sensual, a camisa fora da calça e o botão de cima aberto o transformavam em um sedutor de mão cheia capaz de seduzir qualquer mulher que quisesse.

Mas ele não queria outra

Queria ela

Somente ela

Hermione

Hermione sempre sentia-se ofegante quando Robert chegava perto e mesmo depois de tudo ela ainda sentia dificuldade para respirar cada vez que ele chegava perto dela. Tentando não se perder novamente em pensamentos sobre Robert, Hermione voltou a olhar para fora onde um caminhão de lixo acabara de passar. Pelo reflexo do vidro ela o via chegando cada vez mais perto, sempre olhando para ela. Seu coração apertava cada vez mais, não queria novamente cair em suas tentações, mas quando ele estava agora bem mais próximo ela fechou os olhos e aguardou suas mãos tocarem sua cintura.

Podia sentir seu cheiro.

Imaginava cada passo dele mais perto.

Via os lábios entreabrirem-se prestes a chamar seu nome.

Ouvia a voz praticamente em seu ouvido.

- Granger!

Snape estava parado bem atrás de Hermione e atrás dele estava um Robert nada feliz com a aparição repentina do professor. Hermione olhava de Snape para Robert que mantinha o olhar fixo nela como se esperasse ela fazer qualquer movimento.

Os olhos de Snape seguiram o olhar de Hermione e se depararam com o dourado dos olhos de Robert encarando-a.

- Procura algo senhor Laine?

- Não há o que procurar quando não se perde.

Robert deu um sorriso enquanto respondia olhando somente para Hermione Granger que virara o rosto olhando o caminhão que passava na rua.

- Senhorita Granger me acompanhe e o senhor – Disse baixando a voz para que somente ele escutasse – Tome cuidado, o que não se perde pode ser roubado.

Snape passou pelo jovem seguindo para o andar de cima com Hermione o seguindo extremamente curiosa. Ele entrou em na biblioteca no final do corredor que levava para os fundos da casa e manteve a porta aberta para que ela entrasse.

- Sente-se – Disse indicando a cadeira ao lado.

Snape acendeu a luz e a biblioteca se iluminou mostrando seus móveis cobertos por um lençol branco. Hermione tirou o excesso de pó da cadeira e sentou-se em uma cadeira que rangeu com seu leve peso. A menina nem ao menos sabia que na Mui antiga e nobre casa dos Black havia uma biblioteca e continuou a admirar os vários livros quando Snape sentou-se em uma cadeira bem ao lado dela descansando as mãos nos braços estofados e cruzando as pernas.

- Senhorita Granger pare de olhar para os livros que a senhorita quer tanto devorar e preste a atenção no que tenho que dizer – Começou o professor olhando para seus olhos atentos que com dificuldade deixaram os raros livros das estantes – Como sabe senhorita Granger, após a derrota do Lord das Trevas muitos comensais fugiram e ainda que o Lord já não exista, eles farão tudo que sempre fizeram.

- E o que eles farão?

- Coisas que pessoas como a senhorita não devem saber.

- Mas eu quero – Ela disse chegando seu rosto mais perto

- Não deve – Ele disse baixo a olhando com intensidade

- Insisto.

Hermione estava na mesma posição de Snape e também o olhava com intensidade. O viu respirar lentamente e fechar os olhos. Snape sentiu a dureza na voz dela, a autoridade imperando. Sentada a sua frente não estava mais a sua aluna insuportável com a mão levantada esperando uma chance para responder uma pergunta feita. Estava uma Hermione Granger totalmente diferente. Não era somente o vestido vermelho que deixava em evidência a mulher que agora se tornara, mas a sua postura mais madura e seu olhar mais duro demonstravam o que a guerra causara-lhe. Parecia mais velha, mais cansada e saturada, isso sem contar aparente tristeza que ela trazia em seus olhos.

Snape mexera-se na cadeira incomodado com o fato de falar à ela, revelar algo que também é sua vida.

Queria falar

Desejava falar

Desabafar com alguém

Desabafar com ela. Contar-lhe tudo

Mas tinha receio de que ela o achasse um monstro

Pois era isso que ele era.

- Os comensais da morte não são conhecidos somente por serem leais ao Lord das Trevas. Todos pensam que o Lord é o culpado de tudo, mas não tem noção da crueldade que tem os comensais.

- Eu vi o que eles podem fazer.

- Não, a senhorita não viu.

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