Harry e Adria estavam cada dia mais próximos, já era meio de janeiro e eles passavam intermináveis horas na Sala Precisa, Dri ficava treinando enquanto Harry só a olhava, de vez em quando ele praticava com ela também.

- Dri, tá a fim de um jogo? – perguntou ele assim que Adria se sentou ao seu lado no sofá.

- Que tipo de jogo?

- Hum, que tal um de perguntas e respostas?

- Tá, pode ser. Começa. – falou ela indo se sentar no chão, ele sentou-se em frente a ela.

- Tá, vou começar com uma bem inofensiva. Qual sua cor favorita?

- Preto. Um lugar importante?

- Hogwarts. Sua flor preferida?

- Lírio. Uma pessoa importante para você?

- Você. – ele falou simplesmente e ela corou. – Uma comida? – perguntou ele não percebendo ou ignorando o fato de ela ter corado.

- Chocolate. Uma cor?

- Azul. – disse olhando em seus olhos. – Qual sua pedra favorita?

- Esmeralda. – ela corou novamente ao dizer isso, mas agora Harry havia percebido.

- Que foi? Porque corou? – perguntou ele curioso.

- Nada, eu apenas... nada.

- Fale.

- É a cor de seus olhos. (N/A momento Twilight =D) – explicou ela, Harry se aproximou um pouco mais.

- Ah, sabe, azul é minha cor favorita por causa de seus olhos. – disse ele sorrindo e então quebrou completamente o espaço entre eles e a beijou, foi um beijo repleto de carinho e amor, que demonstrava tudo que sentiam, Harry colocou a mão em sua cintura e a puxou para mais perto e a outra acariciava o rosto de Dri, ela segurava seu rosto com as duas mãos. Quando se separaram, ele apenas disse:

- Vamos voltar ao jogo, está bem? – Dri ficou chateada por ele ter falado aquilo logo após de ter a beijado, mas concordou com a cabeça e ficou esperando a pergunta dele. – Quer namorar comigo? – ela demorou certo tempo para assimilar aquelas palavras.

- Sim. – respondeu sorrindo.

- Achou mesmo que eu iria seguir com um jogo idiota se mais nem menos depois de tê-la beijada? – falou ele que tinha reparado na cara que ela fez depois do beijo. Dri apenas o abraçou e beijou-o novamente. Depois que pararam por falta de oxigênio, foi a vez de Adria perguntar:

- Que tal voltarmos ao jogo idiota? – perguntou sorrindo.

- Claro.

- Me conte um segredo.

- Te amo desde a primeira vez que e vi. – disse a abraçando forte. - Então, agora sua vez, conte-me um segredo.

- Eu também te amo. – disse abraçando-o de volta. – E sou animaga. – acrescentou.

- Você é animaga? Desde quando? – Harry estava surpreso pela revelação.

- Desde o meu primeiro ano. Ninguém sabe, me tornei ilegalmente. – explicou.

- E que animal você é?

- Hum, isso é segredo. – falou rindo e se levantou

- Ah, por favor, sou se namorado. – ele se levantou também e enlaçou-a pela cintura e lhe dando um selinho.

- Hum, não. Se eu me transformar agora perde todo o encanto. Tem que ter um cenário e uma situação adequada. – disse entrelaçando suas mãos em seu cabelo e o puxando para outro beijo. Aquele foi mais cheio de desejo do que de sentimentos, ela puxava seu corpo para perto do dela, enquanto ele acariciava sua cintura por de baixo da blusa, estava se tornando mais ousado quando Adria resolveu parar.

- É melhor voltarmos ou vamos perder à hora do jantar. – disse ainda abraçada a ele.

- Tá, é, vamos. – Harry se desvencilhou carinhosamente de seus braços e segurou sua mão e assim seguiram para o Salão Principal, quando entraram várias cabeças se viraram olhando para eles, ou melhor, para suas mãos entrelaçadas, principalmente Draco que estava com uma expressão indecifrável. Quando chegaram à mesa da Grifinória viram que Douglas, Rony e Hermione os encaravam.

- Que? – perguntaram os dois juntos sem soltarem as mãos.

- Nós é que devíamos perguntar que. – disse Rony. Harry e Dri ficaram com uma expressão confusa. Hermione vendo isso falou:

- Vocês estão de mãos dadas.

Eles olharam para suas mãos e viram que ainda estavam juntas. Apenas sorriram e sentaram-se lado a lado na mesa.

- E então? – perguntou Douglas, não sabia o porquê, mas sentia ciúmes em ver eles assim.

- Estamos namorando. – falaram juntos novamente.

- Que bom, já estava na hora. – falou Hermione sorrindo para os dois que retribuíam.

- É, parabéns. – disse Rony.

Douglas apenas sorriu para os amigos.

Adria estava tão feliz pelo acontecido daquela tarde que nem dormir conseguia, precisava descarregar suas energias e não tinha lugar melhor para isso do que a Floresta Proibida. Ela estava indo em direção a porta de saída quando viu que alguém a seguia, abriu a porta lentamente e saiu correndo para a floresta, olhou discretamente para trás e viu que quem a seguia era Draco Malfoy. Quando chegou a orla se virou e disse:

- O que você quer? Porque está me seguindo? – perguntou ela encarando Malfoy, que havia parado a alguns metros de distancia.

- Eu- eu só queria saber o que ia fazer. –falou ele

"Só queria saber o que eu ia fazer, Malfoy? Então verá." Pensou Dri e saiu correndo tão rapidamente se embrenhando na floresta. Draco a perdeu de vista e saiu correndo atrás dela quando ouviu um grito:

- AAAAHHH!

Ele já estava no meio da floresta, e viu uma capa rasgada no chão, a capa que Adria estava usando. Ele a pegou na mão levantou a cabeça e então viu o possível causador do estrassalhamento da capa, um enorme tigre branco de olhos azuis acinzentados estava a sua frente em posição de ataque.

- Adria! Adria, onde você está? – gritou Malfoy saindo correndo e o tigre saiu disparado atrás dele.

"Agora você me paga, Draquinho!"

O tigre pulou em cima dele colando seu focinho com o nariz dele, rosnando. Estava prestes a morder Malfoy, mas simplesmente se levantou e deu-lhe uma patada na cara como um tapa. Saiu correndo floresta adentro e subiu em uma arvore e se transformou em uma menina morena de olhos azuis.

Adria ficou rindo lá em cima vendo Draco sair correndo apavorado com a mão no rosto de volta ao castelo. Ela pulou para o chão e ficou lá deitada, não parava mais de rir. Foi parando aos poucos, sentindo um par de olhos sobre ela. Dri levantou-se e foi até onde tinha visto o vulto de algo. O cachorro preto gigante que estava lá, vendo que não adiantaria se esconder mais, pois a menina já o tinha visto, ficou sentado em sua frente a olhando.

- Porque estava me vigiando? Quem é você? – o cão a olhou mais atentamente, mas não se manifestou. Percebendo isso Dri falou:

- Eu sei que é um animago, eu posso sentir. – ao ouvir aquilo o cachorro se transformou em um homem alto, de vestes listradas e sujas e ficou a encarando.

- Não é agora que você deveria sair correndo e gritando? – perguntou Sirius ironicamente.

- Não, porque sairia?

- Ora, eu sou Sirius Black um assassino louco e perigoso.

- Eu sei que não é, sei que não fez nada do que lhe acusaram. – ele lançou-lhe um olhar questionador.

- O que quer dizer com isso? Como sabe que sou inocente?

- Eu ouvi meu, hum, tio falando isso. – explicou ela.

- Quem é seu tio? Alias, qual seu nome? – perguntou Sirius.

- Lucio Malfoy. E meu nome é Dri.

- Malfoy? Dri? Então você é a filha da Bellatrix?

- Hum, não.

- Não? Qual seu nome completo?

- Eu- eu não sei, quero dizer, era para ser Adria Lestrange, mas não sei meu nome, descobri que não sou filha dela, então provavelmente esse não é meu nome. Eu disse Dri porque tenho isso. – falou ela puxando o medalhão de ouro de dentro da roupa, Sirius ficou olhando o objeto de olhos arregalados. – Esse medalhão é a minha única chance talvez de descobrir quem eu sou, mas nem sei se tem algo alem do meu nome nele. – Dri não sabia por que estava falando tudo aquilo a aquele homem que nem conhecia, mas algo a estava fazendo falar, algo a fazia sentir que podia confiar nele.

- Onde- onde conseguiu esse medalhão? – perguntou ele ainda o encarando.

- Eu não sei, tenho-o desde que consigo me lembrar. Por quê? – perguntou ela estranhando a reação dele quando viu o medalhão.

- Nada... Eu... Nada. – ele ficou com o olhar vago por um instante. – Quantos anos você tem?

- 13. – respondeu Dri.

- E de que casa você é?

- Grifinoria.

- Então você conhece Douglas Black e Harry Potter?

- Sim, eu os conheço, porque? – perguntou ela.

- Eles estão bem? – disse ele ignorando a pergunta dela.

- Estão, porque não estariam?

- Não sei. – seu olhar caiu novamente sobre o medalhão. "Não podia ser o medalhão, não tinha como, ele foi interado junto com ela."

- O que você tanto olha no meu medalhão? – Dri já estava estranhando aquele comportamento dele. "Bellatrix foi uma dos Comensais que estavam envolvidos no ataque, talvez ele tenha feito uma copia e dada o original a essa garota. Só em um jeito de descobrir se esse medalhão é aquele."

- O que tem dentro do medalhão? – perguntou ele mais uma vez a ignorando.

- Não sei, nunca consegui abrir. – respondeu ela. – Porque está tão interessado no meu medalhão? – Sirius não respondeu de imediato, ela chegou a pensar que ele não tinha ouvido a pergunta, quando ei lhe chamar a atenção ele respondeu:

- Eu tinha uma filha, ela era irmã gêmea do Douglas, eles nasceram no mesmo dia que Harry e eu dei a ela um medalhão muito parecido com esse. – ele fez uma pausa para tomar coragem de tocar novamente naquele assunto, Adria aproveitou esse momento para fazer uma pergunta:

- Porque está se referindo a ela no passado? – ele olhou bem dentro de seus olhos.

- E- ela morreu. – Dri sentiu pena do homem a sua frente, ele parecia prestes a chorar. – Em um ataque que os Comensais fizeram contra minha esposa. – ele ficou olhando para baixo segurando-se para não chorar. Adria achou melhor não fazer mais perguntas sobre o assunto, então simplesmente disse:

- Eu sinto muito.

- O mais engraçado é que esse seu medalhão não é parecido com o dela, é idêntico, seria muita coincidência seus pais terem dado a você um igual e ainda com o mesmo nome que eu havia gravado no da minha filha.

- O que quer dizer com isso? – perguntou a garota confusa.

- Que Bellatrix pode ter tirado ele da minha filha. – Sirius ficou pensativo por um instante, então encarou- a de uma forma que parecia querer ver sua alma, Dri pensou ter visto um brilho passar por seu olhar. "Será? Não, não teria como."

- O que houve?

- Como você pode ser tão parecida com a Bella se não é filha dela.

- Não sei, talvez eles possam ter me enfeitiçado para eu parecer com ela. – disse ela pensando em seus cabelos.

- Como assim?

- Ano passado eu descobri que minha tia enfeitiçou meus cabelos para eu ficar morena. – explicou ela.

- Que cor é seu cabelo?

- Eu sou ruiva. – Sirius parou de respirar ao ouvir aquilo, ele não acreditava no que havia acabado de ouvir.

- Tem certeza? – disse ele lembrando que precisava de oxigênio. – Você pode ter feito o feitiço errado.

- Não fiz, alias nem fui eu, foi o Harry. – Dri puxou a varinha do bolso e disse. – Olhe. Finite Incantatem. – seu cabelo foi aos poucos ganhando uma tonalidade avermelhada até ficarem como se estivessem pegando fogo. – Sirius ficou a olhando de olhos arregalados.

-Eu não acredito. – murmurou ele.

- Em que não acredita? – ele deu um passo à frente.

- Você é minha filha!

- O que? Do que está falando? – Dri foi para trás.

- Abra o medalhão. – mandou ele.

- Já lhe disse que não sei abrir.

- É só dizer seu nome.

- Já fiz isso e não deu certo.

- Isso é porque você não disse o nome certo. – falou ele a encarando. – Diga Dricka Katherine Black olhando para o medalhão. – Ela ficou o olhando por alguns segundos como se ele fosse louco. – Confie em mim, por favor. – Dri pegou o medalhão e disse:

- Dricka Katherine Black. – eles ouviram um barulho de algo destrancando, então o medalhão se abriu. Dri viu uma foto sua e de Sirius abraçados, a foto parecia ter sido tirada recentemente. Ela olhou para o homem a sua, ele tinha um sorriso bobo no rosto. – Você é meu pai!

- Sim, eu sou. – Dricka também sorriu.

- Mas como? Você disse que sua filha morreu.

- Eu não sei, eu vi você lá, estava... Bom, isso não importa por enquanto. – ele se aproximou dela novamente.

Dricka pulou no seu pescoço o abraçando, sentiu como se o vazio que tinha no peito desde que se conhecia por gente tivesse se extinguido, ele a abraçou fortemente.

- Eu não acredito que você voltou, não acredito que o meu bebe está de volta. – Sirius separou-se dela para poder lhe dar um beijo na testa. – Nós sentimos muito a sua falta, eu e sua mãe quase enlouquecemos.

- Eu queria tanto ter ficado com vocês, lá com os Malfoy é um inferno.

- Não pense mais nisso. – disse ele olhando em seu olhos. – Dri, não fala isso pra ninguém, nem pro Douglas, pelo menos por enquanto.

- Tá, não vou falar e... - ela ficou pensativo.

- O que foi?

- Douglas é meu irmão

- Sim, ele é. – falou sorrindo.

- Legal.

Dricka sentou-se sobre uma pedra e Sirius ao seu lado em um tronco de arvore caído. Eles ficaram em silencio por um tempo.

- Sabe, foi maldade aquilo que fez com o garoto. – Dri levantou um sobrancelha.

- Maldade? Foi é bem feito, aquilo foi pro Malfoy aprende a deixa de ser idiota. – disse ela meio zangada, Sirius riu, a menina ficou o olhando de forma confusa.

- Eu estava brincando. Aquele é o filho da Narcisa?

- Sim, é o Draco. Ele é legal, mas faz tudo que os pais dele querem.

- Douglas e Harry não vão muito com a cara dele. – falou Sirius.

- Não, como sabe?

- Os vi discutindo há algumas semanas atrás, na aula de Trato das Criaturas Mágicas, acho.

- Ah, Draco está sempre implicando com eles e com Rony e Hermione.

- Rony é o garoto do rato? – perguntou ele serio.

- Sim, porque?

- Nada.

- Porque você está aqui? Digo em Hogwarts, está cheia de dementadores.

- Tenho que provar minha inocência, só aqui poderei fazer isso, e não se preocupe com os dementadores, sei me cuidar.

- Como? Quero dizer, você não tem varinha tem?

- Não, mas eu tenho meus meios.

- Eu posso ajudar você? – perguntou ela esperançosa.

- É melhor não, não quero que você se meta em confusão. – falou ele encarando a menina.

- Eu prometo não me meter em confusão, não vou contar a ninguém onde você está.

- Sei que não vai, mas é melhor não. Já está tarde você deveria voltar para o castelo.

- É, eu tenho que voltar. – disse Dricka se levantando.

- Alias, de que casa você é?

- Grifinoria. – Sirius sorriu.

- Agora vá. – Dri já estava indo quando ele a chamou de volta.

- Dri!

- Que? – disse ela se virando.

- Você ainda quer me ajudar?

- Sim – falou Dri sorrindo.

- Então venha uma vez por semana aqui e me traga comida.

- Tá, mas não pode ser todos os dias?

- Não é perigoso. – disse ele.

- Três vezes, você não pode comer só uma vez por semana.

- Tá, tudo bem, mas não deixa ninguém seguir você como hoje.

- Não, vou deixar. – Sirius deu lhe um abraço de despedida.

- Tchau, minha filha, se cuide.

- Tchau. – disse ela. – pai.

Sirius sorriu ao ouvir ela o chamando de pai e ficou olhando ela sair caminhando pela floresta em direção ao castelo.


E ai gente? O que acharam?

goataram? comentem, adoraram? comentem, amaram? comentem, uma porcaria? comentem, nunca leram coisa pior? comentem !

Valeu, Bet por betar ! =D

Gente coentem, please !

Bjo bjo

Jady Black