CAPÍTULO 4

Nós dois demos um pulo quando o telefone da delegacia tocou, deixando mais de dois metros de distância um do outro.

- Merda. Merda! – corri para pegar meu casaco, vestindo-o sem o sutiã e saí em disparada para atender a droga do telefone, sem nem me dar ao trabalho de trancar Edward lá dentro.

Atendi ao telefone que já tocava pela sétima vez, controlando minha respiração para não sair esbaforida.

- Alô?

- Bella? – merda. Era meu pai. – Onde você estava?

- Ah, oi pai. Tava no banheiro. Desculpa a demora.

- Fiquei preocupado. Como estão as coisas por aí?

Quentes!

- Tudo tranqüilo.

- Ok. Daqui a uns vinte minutos estou chegando, aí.

- Certo. Até daqui a pouco, pai.

- Até.

Voltei para a parte de trás da delegacia, encontrando Edward apoiado descontraidamente na grade aberta.

- Seu pai está vindo, não é?

Afirmei positivamente com a cabeça, me aproximando mais.

- Vinte minutos.

- Certo. – então ele entrou novamente na cela, fechou a grade e se trancou lá dentro, me entregando a chave em seguida. – Não quero complicar as coisas entre você e o Chefe Swan.

- Obrigada – peguei a chave, colocando-a em cima da cadeira dessa vez, bem longe dele – Se bem que poderíamos aproveitar esses vinte minutos.

- O que eu quero fazer com você, ninfa, não faço nem em um hora.

E esse calor que não passava, hein?

- Sabe que essa pode ser a nossa única oportunidade, não é?

- Acredito no destino. Se for para acontecer, surgirá outra chance.

- Hum... Profundo isso. – ironizei.

- E – ele continuou, me ignorando – qualquer coisa, dentro de dois dias eu estou saindo daqui. Se não der certo, eu te pego lá fora. Quem sabe eu não consigo realizar o sonho que eu tive essa noite.

- Sonho? O que você sonhou?

- Digamos apenas que eu seja muito criativo quanto ao uso das florestas que rodeiam Forks.

Minha nossa! Essa simples frase e eu já fiquei arrepiada, fazendo meus seios se destacarem contra o tecido do casaco. O que me fez lembrar uma coisa.

- Cadê meu sutiã? – perguntei olhando para o chão da cela às costas de Edward.

- Vou guardar como suvenir – ele respondeu com aquele sorriso torto divino.

- Sem graça, Edward. Se meu pai achar, vai saber que é meu.

- Pode ser da Berta.

- Edward, é sério.

- Ou eu posso dizer que uma ninfa passou aqui e me presenteou. – ele comentou, coçando o queixo pensativamente.

- Edward! – quase gritei, começando a ficar nervosa.

- Tá bom, eu devolvo. Estressada. – esperei pacientemente enquanto ele ia até a sua cama e tirava o sutiã que estava debaixo do travesseiro. – Você tem um cheiro muito bom sabia? – ele falou levando a peça ao rosto para cheirar – Divino.

- Edward, me dá isso aqui.

- Devolvo com uma condição.

- Me dá, Edward. – e lá estava eu estendendo a mão para dentro da cela novamente, na tentativa inútil de alcançar o sutiã que ele balançava longe demais.

- Não é nada complicado.

- Fala. – suspirei, sem querer perder tempo.

- Me deixa chupar teus seios mais um pouco.

Só um instante que eu vou ali morrer e já volto.

- Oi? – senti meu corpo inteiro adormecendo e despertando novamente, me deixando completamente mole.

- Eu quero – Edward sussurrou se aproximando da cela – te chupar – ele continuou, levantando meu casaco até quase expor meus seios – mais um pouco. Posso?

- Aham. – balbuciei, dando o último passo que faltava para colar nossos corpos.

Prendi a respiração quando ele expôs meus seios que já estavam totalmente túmidos e arfei ao sentir seus lábios sugando um mamilo. Me agarrei à grade da cela para não cair e fechei os olhos aproveitando a sensação deliciosa da sua boca em mim.

Eu pensei que nada do que ele fizesse naquele curto tempo que tínhamos poderia me surpreender, mas foi nesse instante que ouvi o barulho de um zíper sendo aberto e abri os olhos a tempo de ver Edward libertando seu membro da cueca, começando a se tocar com uma mão enquanto a outra rodeava minha cintura, me mantendo presa ali.

- Me desculpe, ninfa, mas seu Adônis é apenas um homem. – ele falou numa voz falha, começando a movimentar sua mão ao redor do seu membro.

Ele então me soltou para se apoiar à grade, me fazendo cambalear vários passos para trás, de tão desnorteada que eu tinha ficado. Sentei na cadeira às minhas costas sem conseguir sequer piscar ou fechar a boca, hipnotizada pela cena à minha frente. Nenhum som saía da minha boca a não ser gemidos. Gemidos que eram confundidos com os sons produzidos pelo movimento cada vez mais rápido que Edward fazia, e misturados aos próprios gemidos dele.

- Hummm... Ninfa, vem aqui, vem. – ele pediu, falando por entre os dentes – Coloca a tua boca aqui. Vem, ninfa.

- Adônis... – sussurrei, levantando em câmera lenta e andei até ele, sem conseguir despregar os olhos do seu membro cada vez mais inchado.

- Vai, se abaixa ninfa – fiz o que ele pedia e logo estava com seu membro na minha boca, arrancando um gemido alto dele – Isso, ninfa. Chupa seu Adônis. Hummm...

"Meu Adônis". Todo meu. Chupei ainda com mais gosto que antes, sentindo-o estremecer e tirei sua mão dali, substituindo-a pela minha, passando a fazer os movimentos de vai e vem sem parar de chupá-lo.

- Aahhh... vai, Bella, vai! – suas mãos não vieram para os meus cabelos como pensei que ele faria, mas ele começou a fazer movimentos para frente e para trás com o quadril, estocando cada vez mais fundo na minha boca.

Olhei para cima me deparando com Edward de olhos fixos em mim, suas mãos agarradas à grade.

- Sua ninfa precisa da seiva, Adônis – sussurrei afastando minha boca brevemente daquele membro quente e grosso.

- Bella...

- Goza para mim, meu deus grego.

- Aahhh... Merda! – ele gemeu, fechando os olhos – Me chupa, Bella. Eu vou gozar.

Voltei logo a chupá-lo e não demorou para sentir seu líquido quente e salgado inundando a minha boca em jatos longos e potentes.

Continuei chupando por mais um tempo, engolindo cada gota que restava, deixando-o completamente seco, seu corpo ainda sofrendo os espasmos do orgasmo. Terminei de limpá-lo e fiquei em pé, usando as barras da cela para me apoiar.

Edward continuava de olhos fechados, respirando pesadamente e eu esperei até ele se recompor, guardando o membro dentro da cueca e fechou a calça em seguida, abrindo um sorriso satisfeito e me encarou com o olhar lânguido.

- Obrigado, ninfa.

- Você é gostoso.

- Eu sei.

- Convencido. – ele riu e eu o acompanhei, começando a sentir mais firmeza nas pernas depois de tanta excitação – Mas eu digo no geral. Pensei que por estar aí dentro há tanto tempo, você poderia estar com um gosto estranho.

- Eu tomo banho aqui dentro, ninfa. E seu pai fez o favor de trazer a minha mochila que estava na mala do carro para que eu pudesse me trocar. – ele falou apontando para a mochila que estava em um canto da cela e que até agora eu não tinha reparado.

- Falando no velho, daqui a pouco ele chega.

- E eu nem vou poder te recompensar.

- Outro dia, quem sabe.

- "Quem sabe" nada. Quando sair daqui eu vou te ter nem que seja a última coisa que eu faça.

Ouvi o barulho do carro do meu pai chegando e puxei logo o sutiã que continuava nas mãos de Edward e peguei a chave da sua cela que continuava em cima da cadeira.

- Depois combinamos isso. – falei, me dirigindo à saída.

- Até amanhã, ninfa. – ele gritou lá de dentro quando eu já trancava a grade principal.

- Ate amanhã, Adônis.

Quando meu pai entrou, eu estava sentada a sua mesa, balançando a cadeira nos pés de trás como ele costumava fazer, tentando passar uma imagem despreocupada, enquanto meu coração batia acelerado.

Me despedi rapidamente dele, alegando estar com muito sono e dirigi apressada para casa. Queria tomar um banho frio, mas a temperatura de Forks não permitia isso e eu me contentei com um banho quente que só fez meus sentidos ficarem mais aguçados. Repousei o sabonete no suporte e comecei a me tocar imaginando que era Edward ali. Fechei os olhos e me concentrei nas sensações que me dominavam e não demorou para o orgasmo vir, tão excitada que eu já estava.

Terminei o banho e fui para o meu quarto, me jogando na cama e caindo logo em sono pesado, povoado por sonhos eróticos envolvendo meu Adônis e aquela cela que agora me parecia tão convidativa.