Esse capítulo não foi betado, portanto peço desculpas se tiver algum erro de portguês muito absurdo. =P


Sabe aquele momento especial, em que a sensação maravilhosa de várias pessoas te parabenizando sem que você tenha feito algo extraordinário parece durar muito mais do que você esperava? Bem... Aquele não era um desses momentos. Debruçado sobre um enorme vaso amarelo berrante, James se livrava de algumas coisas que possuíam uma cor semelhante, porém um pouco menos chamativa.

- Isso, isso... Põe tudo pra fora, Prongs – dizia Sirius, enquanto dava tapinhas em suas costas. – Acabou?

A resposta de James veio num engasgo e ele arqueou mais as costas, segurando a borda do vaso com ambas as mãos, enquanto percebia um desajeitado Peter segurando a tampa do objeto e virando o rosto para não encará-lo ou o que fazia.

- Por que estamos fazendo isso aqui e não no banheiro? – ponderou Remus, num tom de leve preocupação.

- Você viu o tamanho da fila, Moony? – replicou Sirius, ainda estapeando o amigo, só que com um pouco mais de força agora.

- Por Merlin, mas será que ninguém vai ter um troço como esse monte de álcool ingerido, Padfoot?

- Fica frio, Peter. Essas doses são eficazes, mas não mortais. – quando James finalmente ergueu o corpo para encarar os três amigos, percebeu que todos eles pareciam estar se divertindo ainda, algo que ele não conseguia mais pensar em fazer.

- Talvez devêssemos voltar ao salão. – sugeriu Moony, animadamente - Ficar atento para algo que possa sair do controle, quem sabe?

- Eu apoio essa idéia. – Peter recolocou a tampa no vaso e seu rosto esboçou enjôo por dois segundos ao notar o que havia ali dentro.

- Eu também apoio o retorno ao salão, mas não para ficar de babá para aqueles que não conseguem segurar sua bebida – Sirius sorriu amarelo, abraçando Remus e Peter que aceitaram o gesto. – Que tal, James?

Ele o encarou esperançoso, mas seu estômago voltou a rosnar e James teve que lutar para não levantar a tampa do vaso amarelo berrante novamente.

- Vão vocês na frente... Eu vou procurar a Lily.

Os três fizeram barulhos de beijos usando as mãos, então ele soltou um palavrão que foi o suficiente para despachá-los dali, tropeçando nos pés um dos outros enquanto cantavam "James e Lily, sitting in a tree..."

Sua cabeça começou a girar, ou quem sabe foi o corredor. Ele não tinha certeza, então se encostou na parede, deslizando as costas pelas pedras geladas até chegar ao chão. Esperava que ninguém passasse por ali, afinal, poderiam pensar que ele precisava ser levado à enfermaria. Talvez precisasse mesmo.

Manteve os olhos abertos, observando os vultos coloridos de casais e grupinho de garotas transitando pelo corredor. Sua aparência devia ter melhorado, pois ninguém sequer perguntou se ele estava bem. Esfregou os olhos, apanhando óculos no bolso (que tirara antes do encontro com o vaso) e recolocando-os, somente para visualizar um rosto familiar em sua frente, emoldurado por fios de cabelos espessos e vermelhos.

- Lily! – ele quase gritou, impulsionando o corpo para cima com o intuito de abraçá-la, até lembrar-se de onde ela havia vindo. – Você... hum... Está bem?

- James Charlus Potter – ela chacoalhou o indicador em seu nariz, fazendo-o recuar contra a parede. - E eu juro por Merlin, se você der bola para a Marlene de novo...

- Eu não...

- Não me interrompe! Você tem muita sorte, mais muita sorte mesmo, James Charlus. A professora estava tão atrapalhada que apenas divagou sobre ciúmes e algumas histórias de quando ela era jovem.

James quase riu ao perceber que Lily parecia ter se divertido com as histórias de Mcgonagall, mas segurou o alívio, pois a ruiva só o chamava pelo nome completo quando estava muito zangada. Ficou encarando aquelas belas íris verdes e brilhantes até que fosse seguro dizer algo.

- Então... Acho que desculpe, né? – essas eram as melhores palavras para usar com ela depois de ouvir James Charlus.

Ela abriu a boca, como se fosse berrar ou algo do tipo. Então segurou as palavras e baixou o indicador, um tanto surpresa por não estar mais tão zangada. Na verdade, nem lembrava ao certo o porquê começara a discutir.

- Hum... Desculpas aceitas. – James deu um beijo em suas bochechas e viu-a sorrir, mas ao invés de aliviá-lo completamente, aquele gesto dela o fez correr de volta para o vaso amarelo berrante, onde ele se debruçou pela terceira vez naquela noite.


Ok, só mais um capítulo para o fim... Eu acredito que ele será um pouco mais comprido que esses, mas se vocês já leram até aqui...

Espero que tenham gostado desse ;D

Reviews aceleram minha digitação do cap 5, sabiam?