Aqui estou eu novamente! Postando esse cap para a minha gêmea do coração! Espero que goste! Lembrando: OS PERSONAGENS NÃO SÃO MEUS, SÃO DA RUMIKO!

- A Anne está ficando maluca. – Miroku falou, olhando as costas da morena que se afastava.

- Deve ser o convívio. – Sango falou, me fazendo rir.

- Vocês realmente são más influências. – eu falei – Em uma tarde, eu: terminei com a minha namorada mais antiga, chamei a atenção de todos do shopping e entrei numa piscina de bolinhas!

- Sabe do que nós chamamos isso que você diz ser loucura? – Sango perguntei e eu neguei com a cabeça – Diversão. Simples, gato.

- Nunca tinha escutado você chamar ninguém de "gato". – Miroku falou enquanto eu ria.

- Sei lá. – Sango deu de ombros – Momento Kikyou.

- A Kikyou deveria se mancar, sabe? – Miroku falou – Ela se acha tão legal e acha que têm amigas incríveis, mas toda vez que ela se vira, as "amigas" dela falam mal dela.

- Ela merece. – falei.

- Eu tenho uma ótima! – Sango pigarreou – Sabe o que você faz, Kikyou, querida? – ela afinou a voz – Não. – ela voltou a sua voz normal – Vai para a Índia. Lá a vaca é sagrada.

Todos nós rimos com essa. Sango era realmente uma ótima pessoa. Não tão boa quanto a Anne, mas era uma amiga incrível.

- Sabe, às vezes eu acho que a Kagome e a Lady Gaga se conhecem. – Sango refletiu.

- Por quê? – perguntei curioso.

- Algumas músicas da Gaga são mesmo a cara da Anne. – ela deu de ombros – "Fashion", "Just Dance" e tal...

- Como assim? – eu perguntei.

- Bem, pelo que eu entendi, a música "Fashion" da Lady Gaga fala sobre estilo e não poder viver sem ele. É o que a Anne fala, sabe? E aquela "Just Dance" é o que a Anne sempre fala para nós: Olhe para frente, o que está atrás já passou. Não se preocupe com o passado, só vai te trazer rugas.

- Nunca vi a Kagome assim. – admiti.

- Você vai ter que aprender muito sobre ela se quer chegar a ser o namorado dela. – Sango falou simplesmente.

- Sango! – eu corei – De... de onde você tirou isso?

- Está na sua cara! – ela se levantou – Mas digo uma coisa, Inuyasha Taisho. – ela pôs o dedo no meu peitoral, o rosto ameaçador – Eu simpatizei com você, mas faça a minha amiga sofrer e eu corto isso que você chama de cabeça. – então ela ficou ereta e sorriu – Até mais, garotos! – e saiu da lanchonete.

- Garotas. – Miroku reclamou – Impossível viver com elas e mais impossível ainda viver sem elas.

- Concordo. – falei, indo até o Inumaru para pagar a conta.

- Oi. – ele falou sem sorrir – Você é o amigo da Anne, não é?

- Sou, sim. – afirmei – Um dos melhores amigos dela. Quanto deu a conta? – falei, tentando desviar o assunto.

- Não, pode deixar por conta da casa! – ele falou, tentando ser gentil.

- Faço questão de pagar. – falei – Quanto deu?

- Trinta reais. – Inumaru falou de mau-humor.

- Aqui. – falei entregando a ele uma nota de dez e uma de vinte – Até.

- Até. – ele resmungou.

Virei-me e saí daquele lugar. Quanto mais rápido sair dali, mais rápido me livro da imagem da Sango tentando convencer a Kagome de cogitar o imbecil do Inumaru como um pretendente para ser seu namorado. Só de pensar nisso, me deu vontade de socar alguma coisa. De procurar briga. Mas me mantive quieto. Miroku seguiu atrás de mim em silêncio. Mas, estamos falando do Miroku, e o silêncio não durou muito.

- Inumaru é um cara muito legal. – ele falou – Que bom que ele voltou.

- Você não está incomodado por que a sua garota disse que consegue imaginar ele com ela? – perguntei, confuso.

- Que "minha" garota? – Miroku perguntou se fazendo de confuso.

- Sango. – falei simplesmente.

- Sango é a minha amiga, não a minha garota. – Miroku respondeu.

- É. – confirmei sarcasticamente – E eu sou gay.

- Sempre soube disso. – Miroku disse e eu lhe dei um cascudo – Ai! É a verdade! Que garoto deixaria a Kagome ser paquerada na frente dele? Só um gay mesmo.

- Não podia fazer nada. – falei com raiva – Ela ainda não é minha.

- Ainda, é? – Miroku perguntou.

- Desculpa cara, eu sei que você tem um enorme apreço pela Kagome, mas... – eu tentei falar, mas Miroku me interrompeu.

- Olha, eu entendo! – ele disse – Você está realmente maluco por ela. – ele deu tapinhas nas minhas costas e acrescentou – Eu nunca tinha te visto assim.

- Nem eu. – falei.

- Mas eu faço as palavras da Sango as minhas. – ele falou mais agressivo – "Faça a minha amiga sofrer e eu corto isso que você chama de cabeça.". Entendidos?

- Muito bem entendidos. – falei e suspirei – Tenho que voltar para casa. Até mais.

- Boa-sorte. – Miroku falou enquanto se virava para seguir pelo caminho contrário do meu.

- Vou precisar. – falei e pensei em Sesshoumaru em casa.

Andei devagar até a minha casa. Ela era mais distante do que a distância do Miroku para a Sango: uma quadra. Mas eu não me canso nesse meio-tempo. Afinal, eu era um atleta. Minto, pois só pratiquei futebol um ano. Meu irmão Sesshoumaru deu um jeito para que eu nunca mais conseguisse fazer parte de um time de futebol: pôs pó de mico no meu uniforme. Durante o jogo eu comecei a me coçar e o me treinador me tirou do time.

Eu não tinha pensado em Sesshoumaru como culpado, mas quando cheguei em casa e me deparei com ele, ele me perguntou "Como foi o jogo?". Sesshoumaru nunca falava comigo, a não ser para me zoar. Então eu tive certeza. Não lembro como nem quando começou nossa rixa, mas desde que eu me lembre ele me perturba e eu dou o troco. Fiquei cantarolando músicas do Green Day até chegar em casa. Demorei bem umas duas horas.

- Como foi o shopping, maninho? – Sesshoumaru me zoou.

- Terminei com a Kikyou. – informei-o.

- Meu irmão mais novo tem um cérebro! – Sesshoumaru se fingiu de surpreso – Nunca soube disso.

- Agora que você já sabe, Sesshoumaru, eu vou subir. – falei, já indo em direção à escada.

- Não tão rápido. – Sesshoumaru disse – Uma garota esteve aqui.

- Quem? – perguntei distraído.

- Uma tal de Kagome. – ele falou, conseguindo minha atenção.

- O que ela disse? – perguntei curioso.

- Não sei de onde você a conhece, Inuyasha, mas é melhor ficar com as suas patricinhas e deixar a Kagome em paz. – ele falou muito sério – Você não serve para ela.

- Sua amiga? – perguntei chocado.

- Eu a conheço de uma festa. – ele balançou a mão com displicência – Só quero que você fique longe dela. Só isso.

- Tarde demais, maninho. – falei e subi a escada sem esperar por uma bronca dele.

A Kagome era amiga do Sesshoumaru? Essa era nova. E assustadora, eu devo dizer. Ele conhecia a Kagome de uma festa? Entrei no meu quarto e peguei meu celular e disquei o número do Miroku. Tocou quatro vezes antes de ele atender.

- Alô? – ele perguntou.

- Hei, Miroku, me passa o número da Anne! – pedi.

- Para que você quer o número da Anne? – ele perguntou malicioso.

- Sem brincadeira, cara! – falei desesperado – Acabei de descobrir que o Sesshoumaru é amigo da Kagome! Tenho que investigar isso!

- Caraca! – gritou Miroku – Sério?

- Sério! – confirmei – Me passa o número dela.

- ****-8924. – ele falou.

- ****-8924? – perguntei para ver se estava certo.

- Sim. Anda logo, que ela ia sair e a Anne não leva celular quando sai. – Miroku avisou.

- Pode deixar. – garanti.

Desliguei o Miroku e liguei para a Kagome. Tocou cinco vezes.

- Alô? – uma voz de homem atendeu.

- Oi, eu quero falar com a Kagome. – informei.

- Ela está no banho. – o garoto respondeu – Hei, espera, ela acabou de sair.

- Oi, é a Anne. – Kagome atendeu – Quem é?

- Sou eu, Inuyasha. – falei.

- Oi, Inu! – ela falou – Como conseguiu o número do meu celular?

- Miroku. – falei simplesmente.

- Ah! – ela riu.

- Eu já ia desligar, por que foi um cara que atendeu, aí...

- Era só o Souta! – ela esclareceu – Meu irmão de doze anos.

- Ah! – entendi – Enfim, era sobre irmãos mesmo que eu queria falar com você. – eu disse despreocupadamente – De onde você conhece o Sesshoumaru?

- O Sesshy? – ela perguntou – Ele era ficante de uma amiga minha mais velha. – ela esclareceu – Aí numa festa ela nos apresentou. Seu irmão é muito legal.

- Sério? – perguntei incrédulo – Eu não o acho legal.

- O Sesshy é um ótimo amigo, Inu. – ela riu – Vejo que ele tem isso no DNA.

- Obrigado. – respondi – Bem, o Miroku falou que você ia sair?

- Na verdade, sua mãe meio que me obrigou a jantar aí. – ela confessou.

- Aqui? – gritei.

- É. – ela afirmou – Não tem nenhum problema para você, tem? – ela pareceu preocupada, pois falou mais pausadamente.

- Não, você só me pegou de surpresa. – falei – Mas como você chegou aqui tão mais cedo do que eu?

- Fui de carro. – ela falou – Pedi à minha mãe para me levar aí.

- Como conseguiu meu endereço? – perguntei.

- Miroku. – ela disse e eu ri.

- Como eu não pensei nisso antes? – perguntei a mim mesmo.

- Bem, se você não se importa, vou terminar de me arrumar e já estou chegando aí. – Kagome disse.

- Claro. – falei – Tchau.

- Bye. – ela falou e desligou.

A Kagome vinha aqui! Olhei em volta. Meu quarto estava uma bagunça! A poltrona estava totalmente coberta por roupas sujas e o guarda-roupa totalmente vazio. O meu computador estava com a CPU coberta de poeira e as minhas histórias em quadrinhos estavam totalmente espalhadas sem ordem pelo quarto. Os CD's do Green Day estavam espalhados pela minha sapateira colméia e os sapatos estavam debaixo da cama. Eu teria muito trabalho a fazer.

...

Depois de muita correria, meu quarto estava em ordem: as roupas sujas no cesto, algumas camisas e calças limpas estavam no meu guarda-roupa, o computador estava limpo, minhas histórias em quadrinhos na primeira gaveta da mesa para computador, os CD's na segunda gaveta, os sapatos na sapateira colméia. Agora só faltava tomar um banho e descer. Ouvi umas batidas na porta e me apavorei, seria a Kagome?

- Maninho, a Anne chegou e... – Sesshoumaru olhou em volta – Como isso aqui é grande sem tanta bagunça!

- O que a Anne disse? – perguntei mudando de assunto.

- Ela perguntou por você e eu disse que ia ver se você estava acordado. – ele deu de ombros – Não se empolgue demais, eu já disse que ela não é para o seu bico.

- E é para o seu? – perguntei sarcasticamente.

- Talvez. – Sesshoumaru respondeu e deu um sorriso malicioso – Eu já vou. Ela deve estar sentindo a minha falta. – e saiu antes que eu pudesse lhe arremessar um travesseiro na cara.

Inuyasha, lembre-se! A Kagome está lá em baixo sozinha com o Sesshoumaru! Peguei uma calça jeans escura, uma blusa do Green Day e uma cueca e fui para o banheiro correndo. Tomei um banho rápido lavando meu cabelo e me vesti correndo. Em uns 15 min já estava pronto. Desci correndo a escada e encontrei Kagome rindo de alguma coisa que o Sesshoumaru havia contado.

- Oi, Inu! – ela disse cordialmente quando me viu.

- Oi, Anne! – a cumprimentei – Como está?

- Não aconteceu nada de extraordinário desde que eu te deixei com o Mi e a San. – ela deu de ombros.

- E a sua idéia genial? – perguntei me sentando perto de Kagome do lado que Sesshoumaru não ocupava – Qual era?

- Não vou te contar agora! – ela sorriu – Estou ainda planejando os detalhes. Mas vamos ter que ir ao shopping novamente amanhã, vou precisar da ajuda do Inumaru. – ela revelou – Kikyou e Kouga vão ter uma surpresa um tanto quanto... fedida! – ela riu.

- Seu ex e sua rival? – perguntou Sesshoumaru curioso.

- É. – ela afirmou – Descobri que o Kouga me traía com a Kikyou.

- Que horror! – minha mãe exclamou entrando na sala – Mas ela não era a sua namorada, Inuyasha?

- Era, mãe. – suspirei – Quando eu terminei com ela hoje ela deixou escapar do Kouga.

- Nossa! – minha mãe parecia chocada – Mas que infidelidade dos jovens de hoje!

- Não de todos, Srta. Taisho. – Kagome disse – Eu, por exemplo, jamais traí o meu ex. apesar de ele merecer. E tenho certeza que, com a boa educação que recebem, o Inu e o Sesshy também não!

- Ora, pode ter a certeza que não! – minha mãe disse – Até por que eles sabem que se fizerem isso, irão apanhar. – Kagome soltou um riso baixinho – Mas a Kikyou merecia.

- Mãe! – me surpreendi.

- Nunca gostei daquela garota. – minha mãe deu de ombros.

- É isso aí, Srta. Taisho! – Kagome a apoiou.

- Você também não gosta dela, querida? – minha mãe parecia estar amando Kagome.

- Tentei ser amiga dela, mas... – ela abaixou o olhar – Não foi... Kikyou não...

- Por que nós não vamos comer? – perguntei.

- Claro! – minha mãe falou, entendendo o que eu queria fazer – Venham, queridos!

- Obrigada. – Anne disse baixinho enquanto se recompunha.

- Conte sempre comigo. – pus uma mão no ombro dela.

- E comigo! – Sesshoumaru se meteu e a segurou como um bebê e começou a girá-la.

- Sesshy! – Kagome gritou rindo e minha mãe e meu pai estavam de volta, também rindo com a cena – Eu estou enjoada! – ela tentou fazê-lo parar – Eu vou vomitar! – ele parou de girá-la na hora e ela desceu cambaleante, mas sorriu e começou a fazer cócegas no meu irmão.

- Anne! – ele gritou rindo – Eu te pego!

- Ah, não! – Kagome parou e tentou se esconder atrás de mim, mas eu ria e não deu muito certo: Sesshoumaru a puxou pela cintura e começou a fazer cócegas nela até que ela caiu no chão e não conseguia mais respirar direito – Eu me rendo! – ela conseguiu dizer entre risos – Eu me rendo!

- Kagome, acho que você é uma milagreira. – meu pai disse – Esses dois nunca riram pela mesma coisa em todo esse tempo de convivência.

- Difícil acreditar, Sr. Taisho. – Kagome falou aceitando a mão de Sesshoumaru e levantando – Vocês têm dois filhos maravilhosos.

- Obrigado. – dissemos eu e Sesshoumaru juntos.

- Nunca vi esses dois juntos tanto tempo sem brigar. – meu pai disse.

- Acho que arrumei a nora perfeita! – disse minha mãe e eu corei.

- Mãe! – falei.

- Não acredito! – Sesshoumaru ficou à minha frente – Você está corando, Inuyasha?

- Vá para... – comecei, mas Kagome me interrompeu.

- Inu! – ela disse, pondo a mão na cintura – Que vocabulário é esse?

- Anne! – eu fiquei indignado – Você viu, ele me provocou!

- Eu ia reclamar o Sesshy, mas você fica tão lindo corado... – ela disse e apertou as minhas bochechas – E ainda mais zangado.

- Chata. – eu falei.

- Idiota. – ela respondeu.

- Metida. – eu falei.

- Besta. – ela respondeu.

- Eu te amo. – eu disse.

- Eu também te amo. – ela respondeu e me deu um abraço – Você é o melhor amigo do mundo. Mas não conta ao Mi que eu te disse isso.

- Como eles são lindos! – minha mãe disse.

- O Inuyasha que arrume outra garota. – Sesshoumaru se intrometeu e puxou Kagome pela cintura – A Anne é minha, não é Anne?

- Não é não, a Anne é minha, não é Anne? – eu pus o braço no ombro dela.

- Eu não! – ela riu – Eu sou do... – ela parou para pensar um pouco – Do Sr. Taisho! – ela se livrou de nós dois e foi abraçar o meu pai na cintura, que riu.

- Você está me traindo? – minha mãe gritou, fazendo todos rirem.

- Querida, eu posso explicar! – meu pai entrou na brincadeira, me fazendo rir até ficar sem ar.

- Ah, Kagome. – minha mãe disse depois que todos já haviam parado de rir – Temos que chamar você para jantar aqui sempre!

- Ou vocês, se me permitem a ousadia de chamá-los de vocês, podem ir até a minha casa amanhã mesmo! – ela propôs – É aniversário do meu pai e nós vamos fazer uma surpresa para ele!

- Seria incrível, querida! – minha mãe sorriu – Mas agora vamos comer, sim?

- Por aqui, Anne. – Sesshoumaru guiou Kagome, o braço dele ao redor da cintura dela.

Sentamos-nos assim: meu pai na cadeira do canto, eu do lado da minha mãe, que se sentava na frente de Sesshoumaru, que por sua vez se sentava ao lado de Kagome, que por sua vez se sentava na minha frente. Quando ela chegou e se deparou com o jantar que a minha mãe fez, ela soltou um "uau" baixinho que eu só pude ouvir com leitura de lábios.

- Sirva-se, querida! – disse a minha mãe.

- Aqui, Anne, me entregue seu prato. – eu falei, percebendo seu desconforto.

- Filho! – minha mãe me repreendeu.

- Não, Srta. Taisho, está tudo bem! – ela disse, me lançando o seu melhor olhar de "Obrigada, você salvou a minha vida" e me entregando o seu prato.

Pus um pouco de tudo enquanto ela conversava animadamente com os meus pais sobre cursar a faculdade de música. Pelo o que eu consegui ouvir, meu pai dizia que isso não era seguro. Minha mãe apoiava, dizendo que deve se correr atrás do que se realmente gosta e Kagome tentava convencer meu pai de que valia a pena.

- Se a Anne fizer faculdade de música vai se dar muito bem. – entreguei seu prato a ela – Ela realmente tem muito talento.

- Que talento nada! – ela discordou – É só prática!

- Bonita, legal, responsável e modesta! – minha mãe suspirou – Algum de vocês vai ter que casar com essa garota. – ela completou, fazendo Kagome rir.

- Se isso acontecesse, eu iria ter a sogra mais incrível desse mundo. – ela disse.

- A Kagome é minha, mãe, não se preocupe, não vou deixá-la escapar. – eu falei.

- Se você não fosse um dos meus melhores amigos, diria que você está realmente afim de mim. – ela riu – Você deveria cursar teatro.

- Ser um dos seus melhores amigos me impede de estar afim de você? – perguntei – Então não sou mais seu amigo, Anne. – ela riu.

- Vocês são uma comédia mesmo. – ela disse e começou a comer – Hum, e a mãe de vocês é uma incrível cozinheira! – ela acrescentou – Eu só sei fazer miojo e, muito malmente, ovo frito.

- Isso não é nada, querida! – minha mãe disse.

- Mentira! – Sesshoumaru falou finalmente – Ela nunca fez um jantar tão bom como esse, Anne! A partir de hoje, você vai vir aqui todo dia!

- Olha que se vocês insistirem demais, eu venho mesmo! – ela riu.

- Seria maravilhoso. – meu pai disse.

- Incrível. – minha mãe acrescentou.

- Extraordinário! – eu falei.

- Inacreditável? – Sesshoumaru tentou completar, mas falhou miseravelmente, fazendo Kagome rir.

- Estão ouvindo isso? – perguntou meu pai e todos ficamos em silêncio.

- É o meu celular! – Kagome disse, corando – Desculpa, tenho que atender. – ela disse após fechar a cara para o celular.

- Claro, querida! – minha mãe disse.

- Quem é, Kagome? – perguntei.

- Kouga. – ela resmungou – Quem mais seria?

- Me dá! – falei, estendendo a mão por cima da mesa.

- Não vai falar mal dele, Inu. – ela disse e me entregou o celular e eu atendi – Alô?

- Oi, a Kagome está? – Kouga perguntou.

- Não para você. – respondi seco.

- Quem é? – Kouga perguntou elevando o tom de voz.

- Inuyasha Taisho. – falei ameaçadoramente.

- Olhe aqui seu... – ele começou.

- Olhe aqui você, seu idiota, você traiu a minha melhor amiga com a minha ex, então eu não abriria a boca para falar besteira se eu tivesse amor à minha vida. – eu gritei e fiquei de pé num salto.

- Calma, Inuyasha! – Kagome exclamou e me tomou o telefone – Kouga, eu não quero conversar com você, você me ouviu? – ele falou alguma coisa – Não insulte o Inuyasha! – ela gritou e ele falou alguma coisa – Sabe de uma? Eu não vou perder meu tempo com você! – ela disse e desligou o celular e começou a mexer nele.

- O que você está fazendo? – perguntei curioso e menos estressado.

- Bloqueando ele. – ela disse enquanto mexia freneticamente no celular – De todas as minhas redes sociais. – de repente, ela ergueu os olhos – Você está bem?

- Estou, estou. – eu garanti.

- Desculpa. – ela disse e guardou o celular na bolsa – Acho melhor eu ir agora...

- Mas você nem comeu, querida! – minha mãe disse, se levantando.

- Mesmo assim, eu já causei muito stress aqui. – ela disse, encabulada.

- Se você quer ir, pelo menos me deixe te levar! – Sesshoumaru propôs – Vamos de carro.

- Se você não for com o meu filho, você não sai daqui. – meu pai falou autoritário.

- É isso mesmo, a cidade está muito perigosa! – minha mãe concordou.

- Tudo bem. – Kagome concordou – Me desculpem, mesmo. Não tive a intenção de...

- Você não fez nada, querida! – minha mãe tranquilizou Kagome, pondo as mãos nos ombros dela – Sua companhia foi incrível e eu vou amanhã para a festa do seu pai, tudo bem? – ela sorriu.

- Vai ser uma honra, Srta. Taisho! – Kagome sorriu.

- Nos espere amanhã, todos nós! – ela disse.

- Será incrível. – Kagome sorriu.

- Vamos, Anne? – Sesshoumaru perguntou e pôs o braço ao redor da cintura dela.

- Vamos. – ela sorriu.

Segui meu irmão e Anne até a garagem. Depois de muito reparar no seu jeito de sorrir de canto, reparei no que ela estava vestindo: um vestido azul-bebê justo até a cintura e rodado da cintura para baixo e carregava uma bolsa preta em forma de coração. Antes de sair, Sesshoumaru me deu língua e Kagome me abraçou e me deu um beijo na bochecha. O porsche partiu e eu fiquei ali, parado, a porta da garagem aberta, olhando o vazio por um bom tempo...

...

I walk a lonely road

(Eu ando numa estrada solitária)
The only one that I have ever known

(A única que eu conheci)
Don't know where it goes

(Não sei para onde vai)
But it's home to me and I walk alone

(Mas é casa para mim e eu ando sozinho)

Acordei com a música "Boulevard of Broken Dreams" do Green Day e gemi. Por que meu pai me fazia acordar tão cedo se ele que me levava à escola de carro? Levanta, Inuyasha, você tem que se certificar que o Inumaru não está paquerando a Kagome ou se o Kouga está tentando voltar com ela. Esse foi o único pensamente que me fez saltar da cama e desligar a música.

Peguei a minhas roupas e fui ao banheiro. Depois de tomar banho e me vestir, peguei a minha mochila com todos os livros dentro (eu havia esquecido de perguntar o horário) e desci a escada correndo. Minha mãe e meu pai conversavam, Sesshoumaru se preparava para ir para a faculdade de direito. Peguei umas torradas salgadas, pus Nutella e comi rapidamente. Depois de cinco torradas, bebi um suco tão rápido que nem soube do que era.

- Para que toda essa pressa? – meu pai perguntou.

- Quero chegar à escola logo. – falei indo escovar os dentes.

- Eu sei o que ele quer: ver a Kagome logo. – Sesshoumaru falou bem alto para que eu pudesse ouvir – Vem, maninho, vou te dar uma carona. Eu estou adiantado mesmo.

- Claro. – falei depois de acabar de escovar os dentes.

Fomos o caminho todo em silêncio, que era raramente quebrado quando Sesshoumaru me perguntava para onde. Quando chegamos à escola, desci. E, para a minha surpresa, Sesshoumaru estacionou o porsche e desceu do carro.

- Por que você desceu? – perguntei desconfiado.

- Vou falar com a Anne. – ele respondeu simplesmente andando para a entrada da escola (que estava sempre sem guarda) – Ela ficaria uma fera se eu te trouxesse e não fosse falar com ela.

Suspirei. Já era chato ter que dividir a Anne com o Miroku, agora tinha que dividir com o Sesshoumaru também. Finalmente encontramos Kagome com Miroku e Sango, rindo abertamente e ouvindo "Bad Kids" da Lady Gaga. Antes que eu pudesse dizer algo, Sesshoumaru se aproximou dela, os braços estendidos e a abraçou por trás.

- Sesshy! – ela exclamou, feliz – Como está?

- Bem. – Sesshoumaru disse e pôs um braço nos ombros de Kagome.

- Passou aqui para... – ela perguntou.

- Trazer o Inuyasha. – ele disse simplesmente – E te ver.

- Você não vai se atrasar para a faculdade? – ela perguntou parecendo preocupada.

- Já está querendo se livrar de mim? – meu irmão perguntou rindo.

- Claro que não! – ela tentou se explicar – É só que...

- Bom-dia, gente! – interrompi – Também cheguei, sabiam?

- O pior é que não! – Miroku falou.

- Bom-dia, Inu! – Kagome disse e me acenou.

- É assim que você me recebe? – perguntei revirando os olhos e abraçando-a pela cintura, ela riu e passou os braços pelo meu pescoço.

- Hei! – Sesshoumaru protestou – Pode largar a minha Kagome!

- Sua Kagome? – ouvi uma voz irritante – Vejo que não perdeu tempo, Anne, parabéns! – Kouga falou.

- Obrigada. – Kagome falou sarcasticamente.

- Não me surpreenderia se você tivesse mais de um. – Kouga disse, nervoso.

- E tenho! – Kagome provocou – Inu, Mi e Sesshy! Não são lindos eles?

- Sua... – Kouga deu um passo, mas eu e Sesshoumaru, incrivelmente sincronizados, ficamos ombro a ombro na frente de Kagome e Kouga, revoltado, se virou e saiu.

- Genial, Anne! – Sesshoumaru bateu a mão na de Kagome – Seu plano funcionou!

- Parte um: deixar o Kouga furioso de ciúmes. – ela sorriu perversamente – Completa! – e acrescentou – Agora vamos esperar o momento certo para pôr a parte dois em ação.

- Qual é a parte dois? – perguntei, boiando.

- Deixar a Kikyou louca de ciúmes do ex. – ela sorriu – Aí é que você entra.

- O que eu vou fazer? – perguntei com descaso.

- Óbvio, não? – Sango respondeu por Kagome – Você vai andar por todos os lados comigo e com a Anne, sempre rindo e fazendo besteiras. – ela deu de ombros.

- Mas eu já fazia isso! – eu falei – Não vai dar certo.

- Vai se você beijar uma de nós duas. – Sango falou – Que quer dizer: Kagome.

- Estou dentro. – respondi sorrindo.

Gêmea, não pire! Já estou no cap seis, mas não sei se devo postar... Enfim, estou sem reviews então não tenho respostas para dar, BEIJOS!