Capitulo 3
Ela
estava rígida quando se afastou dele em direção da casa. Ele a
seguiu em silêncio para fora do celeiro entrando atrás dela pela
porta. Sentou-se na mesa e esperou que lhe servisse o prato. Ambos
não conseguiam quebrar o silêncio tendo que se estabelecera há
alguns dias.
- Obrigado - ele comeu a carne seca com alguns
legumes e as batatas que tinham sido fritas na banha que trouxera da
cidade. - Está delicioso.
Ela deu um passo para trás corada com
o elogio inesperado e sem perceber o que fazia encostou a mão na
panela em brasa que acabara de sair do fogo. Deu um grito pulando
para frente e o marido já estava ao seu lado.
-Não foi nada! -
ela corou enquanto o marido examinava a mão. A pele estava vermelha
e ardia.
-Onde guardo aquela loção?
Ele corou, ao perceber
que a menção do remédio levava a lembrança do episódio que se
sucedera logo em seguida.
- Aqui. - ela a tinha guardado dentro do
armário da cozinha imaginando que, talvez precisasse passar nos pés
de Edward novamente. Mas o marido tinha sido frio ao dizer que o pé
não o incomodava mais.
-De me aqui. - ele destampou o objeto e
espalhou a substância fria pela mão ferida.
-Não está ardendo
- ela mentiu.
Sentia-se tão bem sendo tratada daquela maneira que talvez se queimasse todos os dias. Era tão estranho e ao mesmo tempo tão prazeroso. Se o marido queria ser gentil com ela o que podia fazer? Casara-se esperando ter que satisfazer um homem na cama. Um ato frio e rápido. O que tivera até então? Olhou para o rosto de Edward enquanto ele tratava da queimadura. Mas era tudo tão diferente. Mas sabia que devia aceitar as decisões do marido a respeito da relação. E para dizer a verdade, o modo que Edward a tratava não se assemelhava em nada ao modo que os homens costumavam tratar as mulheres do bordel. . Muito pelo contrário. Bella não conhecia um homem que tratasse uma mulher tão bem como estava sendo tratada.
-Eu acho que não foi muito grave.- ele soprou a
mancha vermelha por fim fazendo seu corpo estremecer e sua pele
arrepiar.
-Claro que não.- tentou puxar sua mão de entre as dele
mas não conseguiu.
-Talvez um beijo ajude - ele estava corado e
hesitante. Parecia uma oferta de paz. Um gesto para que se
aproximassem mais. O início de uma intimidade que lhe fora quebrada
dias atrás... E ela estava ansiosa, por mais que temerosa, por
aquela paz.
- Talvez - ela tremeu. Seria mesmo aquela sua voz? Não
parecia. Desde de quando sua voz era baixa e rouca?
Os olhos
verdes estavam enevoados quando olharam para ela. Por que suas pernas
de repente pareciam não sustentar seu peso? Sua respiração se
tornou mais ofegante e seu coração disparou. O que estava
acontecendo com ela? Os lábios de Edward se aproximavam agora e a
cada centímetro conquistado ela se sentia mais trêmula, mas quente
e mais sensível. Seus dedos se fecharam contra a palma masculina e
ela sem perceber se inclinou entreabrindo os lábios. Primeiro sentiu
o hálito masculino, quente e tentador. Logo os lábios tocavam os
seus com uma delicadeza que a fez suspirar e fechar os olhos na mesma
hora. As mãos calejadas soltaram sua mão, apenas para entrelaçar
sua cintura e traze-la mais próximo enquanto os lábios cheios
brincavam com os seus vagarosamente. Edward parecia não ter pressa.
Uma das mãos baixou até o ínicio curva dos seus quadris e ali
permaneceram pousados. Quase inocentemente. Os dedos, ao contrario,
faziam carícias que deixavam a pele sob o tecido que tocavam
ardendo. Sem perceber ela foi relaxando contra ele até que seus
corpos ficassem tão próximo quanto às roupas permitiam.
-
Hum...
Ele fez uma pressão firme e suave ao mesmo tempo com a
boca sobre a dela deixando claro a resposta que hesitou
mas foi à própria hesitação que a fez entreabrir seus lábios.
Gemeu surpresa com a invasão da língua quente e úmida no interior
de sua boca. E depois gemeu de novo ante a sensação de prazer que o
gesto íntimo despertou nela. Suas mãos agarraram-se nos braços
musculosos e suas unhas fincaram-se na pele queimada de sol.
Praticamente se equilibrava nas pontas dos pés que não pareciam que
iam sustentá-la por mais tempo. Deveria estar sentindo-se daquele
jeito? Suas mãos tentaram afastar o marido dela. Percebendo seu
gesto ele recuou. Os olhos brilhantes e quase fechados como se ainda
estivessem desfrutando do prazer. Sentiu-se arrepiar ao vê-lo
daquele jeito.
- Assim que maridos beijam suas esposas?- perguntou
desconfiada.
- Claro-ele voltou a se inclinar. Mas ela estendeu as
palmas sobre o tórax largo e suspirou ao sentir as batidas
desenfreadas sobre a palma de sua mão.
- Tem certeza que
deveríamos está fazendo isso?- pausa-Eu não acho que uma esposa
deveria estar.
- Uma esposa séria deve se sentir desse exato
jeito...- parecia impaciente-Você gostou, não?Foi a melhor sensação
que já tive me minha vida.
- Mas, não devia.
- Bella, confie
em mim - ele se inclinou e beijou a pele de seu pescoço. O choque
dos lábios quentes em sua pele a fez dar um pulo e ofegar. - Isso
não é errado.
- Eu não posso...- ela afastou - Está claro lá
fora. É dia. Não podemos.
- Você devia ver seu pastor...- ele
riu e a abraçou novamente procurando seus lábios para mais um beijo
e outro - Isso é maravilhoso.
Bella não teve forças para
negar-se a ele e nem para negar a si mesma o que queria. Quando a
boca sedenta se encontrou com a dela. Estava mais do que disposta a
entrar naquele redemoinho de emoções que ele lhe despertava.
PerceEdwarddo em fim sua entrega, Edward gemeu e suas mãos correram
em sentidos diferentes. Uma desceu, atrevida até pousar com firme
pressão na curva de seus quadris e outra subiu até encontrar a
elevação do seio. Bella arfou no interior da boca de Edward, o que
só deixou mais fácil o caminho para a língua se aprofundar. Seu
corpo tremia tanto que, se não fosse estar praticamente apoiada em
Edward, já teria se esparramado ao chão. Sentiu ele respirar fundo
e tentar recuar.
- Não pare... - pediu baixinho quando as bocas
se afastaram.
Ao ouvir o murmúrio suave Edward pareceu perder o
controle que até aquele momento mantinha. Suas mãos se tornaram
subitamente ávidas por tocar, apertar e tê-la e pressonaram seus
quadris de encontro ao corpo sólido com uma intensidade que a fez
perder o fôlego. Sentiu a excitação óbvia do marido de encontro
sobre o ventre e a mão impetuosa que apertava seu seio. Assustada
com a intensidade de sensações que seu corpo foi, inesperadamente
tomado, tentou recuar. Parecendo não perceber sua tentativa de se
afastar Edward a empurrou contra a mesa pequena fazendo-a sentar
sobre o tampo. As mãos afoitas subiram por suas pernas levando as
saias com ela. Ao sentir a pele das pernas expostas ela se
apavorou.
- Não! - com um gesto rápido colocou o pé sobre o
ventre do marido e o empurrou para longe pulando da mesa e ajeitando
suas saias.
Os olhos dela encheram de lágrimas. Como ele ousava
tratá-la daquele modo? Era isso que ele queria em troca das
gentilezas? Nunca imaginara que a troca de beijos chegaria a aquela
situação. Era isso que o marido quereria dela? Que se comportasse
como uma qualquer na cozinha me plena luz do dia!? Que ela agisse
como uma das meninas que trabalhavam na cidade?Tremendo ela ajeitou a
toca que caia de um lado e sem olhar em direção ao marido deu as
costas e entrou no quarto. Suas pernas estavam moles e sua cabeça
girava como louca.
- Fique longe de mim! - gritou ainda antes de
entrar - Isto você pode conseguir na cidade a qualquer hora!
Ela se recostou na parede do quarto tentando fazer seu corpo parar de tremer. De onde pudera surgir tamanho calor e prazer? Nunca esperara isso de seu casamento Sentia que as coisas estavam indo para um caminho que ela não podia controlar. Desconhecido. E temia cada passo que dava naquela direção. O que estava acontecendo com seus valores?Estava mortalmente envergonhada de deu comportamento a poucos momentos na cozinha.
Mal conhecia aquele homem! Um soluço saiu de sua boca enquanto se encolhia na cama de feno. Era seu marido. Tinha direito de fazer o que quiser com ela e prometera perante Deus que obedeceria. Mas sua mãe dissera que maridos e esposas não mantinham uma relação de aquele tipo de coisa se procurava entre mulheres como ela. E que esposas eram mulheres direitas que se deitavam com o marido apenas para cumprir seus dever de procriar. Que depois do primeiro filho procurava uma prostituta para "aliviar" suas tensões e satisfazer suas necessidades. Sempre encara aquilo como algo tão...decente.
Nada igual a mãe e as outras mulheres tinham
no bordel. Seria Edward diferente? E se ele enjoasse dela depois?
Seria fácil ser rejeitada por um marido frio. Mas por Edward, qual
ela sentia... Deus. E se ele procurasse uma das meninas de Mike? Só
de pensar nisso seu coração doeu! Cafajeste!
Se preparou para
levantar e dizer tudo o que pensava dele, quando viu o senhor de seus
pensamentos entrar no quarto de cabeça baixa. Estava muito pálido e
seu sembalnte era envergonhado. Suas mãos estavam cerradas e por um
momento ela temeu que ele estivesse com raiva e entrara no qarto para
puni-la. Ele não tinha este direito? Poderia castigá-la por não
obedecido aos seus desejos. Quem iria proteje-la então? Encolheu-se
quando ele deu um súbito passo a frente em sua direção.
Ele
pareceu perceber seu medo pois não se aproximou da cama e ficou mais
pálido ainda. Como se isso fosse possível naquele pele morena.
-
Desculpe-me. - ele estava rouco - Eu não devia ter feito aquilo
...lá na cozinha. Não fui direito...quer dizer...você é inocente
e eu a agarrei daquela forma. Acabei assustando você.
Bella
relaxou e baixou a cabeça corando. Não estava certo. Não estava
certa em culpá-lo apenas. Tinha que confessar. Ela gostara tanto das
carícias! Se assustara com os próprios sentimentos e reações. Por
um momento naquela mesa pensara que iria explodir em mil pedaços e
ficara assustada de verdade. Mas ali frente a frente com ele tinha
que admitir que fora a melhor sensação que já tivera na vida.
Mas
era uma sensação errada, lembrou sua mente. Isso era para mulheres
desavergonhadas daquele estabelecimento da cidade , não para ela!
Poderia até ter gostado daquilo mas aquela cena não se repetiria!
Parecendo triste com seu silêncio o marido deu a volta e saiu sem
mais palavras. E ela achou melhor assim...pois não conseguiria pedir
a ele de maneira que soasse honesta que não mais fizesse aquilo com
ela...
Passara mesmo mais de um mês que estava casada? Bella
duvidava mas era isso que a lua a informava. Olhou para a janela
esperando ver o marido voltar a qualquer momento do campo. Ele fizera
muitas melhoras na casa e na fazenda. Gado que estava perdido foi
recuperado e alguns potros, cavalos e éguas que estavam desgarrados
pelo local foram trazidos de volta e presos no estábulo ou soltos
numa área mais restrita. A cerca estava toda concertada e a água
que chegava até a casa agora era mais limpa e abundante depois que
ele fizera um esquema com madeira oca do poço até ali para que
pudesse lavar as vasilhas com mais facilidade. Agora ele estava a
horas plantando capim para fazer feno e estocar para o inverno. Um
homem trabalhador e discreto que mal falava com ela.
Seu coração
ficou apertado e ela desejou pela milésima vez não ter parado
aquele dia na cozinha. Devia tê-lo deixado agir do jeito que
quiser...poderiam está conversando agora, talvez até felizes...ou
não. Ele não fora para a cidade. E ela se arrependera de fazer esta
sugestão para ele, não queria ele junto com outras mulheres, queria
ele para ela. Corou e baixou a cabeça. Que bela esposa " séria"
ela estava se saindo! Desejando que o marido fizesse algo mais que
deitar a noite ao seu lado e elogiar sua comida durante o dia. Agora
ele apenas a cumprimentara em vez de lhe beijar os lábios como ele
fizera no início. Era um tormento ter que dormir ao lado dele todas
as noites naquela cama imensa que ele tinhas feito para ambos.
Trabalhara durante noites entalhando a madeira e lixando e por fim
trabalhando o móvel para que além de brilho ganhasse resistência.
Ela não sabia que Edward era tão habilidoso. Surpreedera-se.
Foi
ao quarto abriu a gaveta retirando de lá o tecido leve que ele lhe
comprara e o sabonete perfumado. Não tivera coragem de usa-lo ainda.
Sentia-se desmerecedora daqueles presentes. Sentou-se a cama triste.
Era uma esposa horrível! O marido saíra perdendo naquela
barganha.
Ganhara uma fazenda que até agora só tinha dado
despesa e uma esposa que ele mal tocava! Sentiu uma lágrima descer
de seu ém de ser uma chorona. Não servia nem para acordar
cedo e fazer café... que Edward fazia muito melhor. Na verdade, ele
já fizera a janta algumas vezes quando ambos estiveram ocupados e
ele chegara primeiro na casa, e não sabia como, mas a comida que ele
fazia ficava deliciosa ao contrário da sua que era apenas comível.
Sentia-se tão inútil. Talvez fosse melhor ir embora logo. Só
servia para atrapalhar. Deprimida soluçou alto deixando as lágrimas
molhassem o pano delicado.
- Bella? - o marido a olhou da
porta. - Eu tirei carne do fogo... estava queimando.
Oh Deus!
Agora jorava copiosamente, os soluços faziam todo seu corpo
balançar.
- Está precisando de alguma coisa?- ele se aproximou e
abaixou-se ao seu lado e tocou seu braço - Não gostou do sabonete?
Do tecido?
Só ai ele percebeu que ainda segurava os objetos na
mão ainda. Corada ela fez que sim sem falar. Não soube o que ele
entedeu do gesto.
- É que seus vestidos são tão pesados
e...escuros que eu..- ele pigarreou - Quer dizer.... não que eu
ache-os feios...
Ela guardou tudo na gaveta e levantou
enxugando o rosto. Não devia estar em um época boa do mês. Não
era dada a rompantes de histeria e não ia começar agora na frente
do marido!
- Eu sei..- disse apenas afastando-se da cama. -
Deixe-me fazer seu prato.
- Eu já fiz e o seu também...
O
homem perfeito. Ela pensou, irritada com aquilo. Será que ele fazia
aquilo para deixa-la mais irritada?Ou talvez o problema fosse com
ela? Talvez ela fosse a estranha. Talvez fosse igual a sua mãe.
Gostava de se deitar com homens...mas só de imaginar se deitando com
qualquer um dos homens que ela conhecia na cidade sue estômago
embrulhava. Não...tal coisa não era possível. Tinha que falar com
alguém! Mas não tinha amigas. E Jessica Stanley, Lauren Malory e
Tânia Denali não era definitivamente suas amigas.
- Vou a
cidade. - disse passando por ele abruptamente - Precisamos de alguma
coisa?
- Sim, não é óbvio? - o tom chocoso que ele disse isso a
fez virar mas logo e ele voltou ao normal e acrescentou - Não.
Ela
sabia o que aquelas palavras queriam dizer. Do que precisavam era
certo. Consumar o casamento. Mas o marido não mais tentara nada com
ela e nunca, nunca iria se insinuar de maneira desavergonhada! Se
arrependimento fosse o bastante ela se arrependeria para sempre por
tê-lo parado aquele dia. Nem que ele a tratasse com desprezo
depois...pelo menos teria aquela lembrança.
Foi até a carroça
com Edward ao seu lado parecendo aborrecido. Sem dizer nada ela puxou
o cavalo e atrelou rápido no veículo apertando os arreios. Enquanto
o olhar dele a examinava de cina em baixo e as sobrancelhas grossas
enrugavam-se.
- O que você vai fazer na cidade se não precisamos
de nada?
Não pensara nisso. Só precisava sair dali um pouco.
Tomar decisões. Ganhar coragem...queria ser uma esposa para o homem
que tentava ser seu marido.
- Eu... - vacilou nas palavras por um
momento - Preciso falar com uma pessoa.
- Não.
Aquela palavra
a desarmou. O marido nunca tinha falado assim com ela. Firme. Sério
e dito não. Aquele "não" foi o primeiro que ela ouvia de sua
boca.
- Como assim? - ela estava sem palavras. Todos os
comentários que ouvira a cerca da mulher não questionar decisões
do marido vieram a sua mente mas mesmo assim não pode deixar de se
sentir revoltada. Será que não poderia simplesmente voltar para a
casa como uma boa esposa faria?
- Eu disse não...você ...não
vai a cidade. - ele estava ainda sério e aborrecido.
- Mas por
que? - ela respondeu contendo a irritação com uma estranha
indiferença no tom de voz. - Preciso falar com uma pessoa
conhecida.
- Não! - a voz dele aumentou dois níveis e agora além
de sério e aborrecido ele parecia estar com raiva. - Afaste-se da
carroça!
- Não toque em mim! - gritou irada quando ele pegou
seu braço para puxá-la.
- Sou seu marido! - ele gritou de volta
- Parece que você se esqueceu disso!
Ela queria gritar alto. Mas
apenas se afastou dele para o canto do estábulo.
- Me de uma bom
motivo para eu não ir a cidade!
- Me de um bom motivo para você
ir a cidade que não seja visitar este "amiguinho".
Ele
arfava nervoso e passava a mão sobre a pequena cicatriz do rosto
diversas vezes. A barba crescera e deixava-a quase desaparecida na
face, naquele momento austera. Prestou a atenção no que ele dizia.
Amigo? Quem disse que ela iria visitar um homem? O que ele estava
pensando?
- Eu vou a igreja. - disse séria- A pessoa a que eu
estava me referindo era Deus, apenas isso.
Ele prendeu a
respiração e a observou por um momento para depois relaxar.
-
Você vai a igreja hoje?
- Eu preciso. - disse baixando a cabeça
e comentou.
- Eu pensei...- ele corou embaraçado.- Desculpe.
Ela
não podia acreditar...ele estava com ciúmes? Dela? Achava mesmo que
ela fosse visitar um homem na cidade? Olhou para ele curiosa e deixou
escapar um riso sem conter-se.
- Achou mesmo que eu ia visitar um
amante na cidade? Homens que fazem isso...não mulheres.
-
Mulheres também o fazem...- ele respondeu meio que sério meio que
envergonhado, mas ao mesmo tempo encantado com o primeiro sorriso, ou
quase sorriso que via nos lábios da esposa me muito tempo...ou será
que alguma vez já a vira sorrindo daquele modo aberto?. - Mas eu
devia saber que você nunca...quer dizer... - ele parou e deu os
ombros- Vai demorar?
- Não sei. Acho que não. Três horas?
-
Três horas? - ele pareceu pensativo por um momento - Vou até a casa
dos Halle. Preciso saber algumas coisas sobre a marcação e as venda
do gado... então acho que não estarei aqui quando voltar. Não se
preocupe.
Ele pareceu ficar sem graça e ela sorriu de leve
novamente.
- Não me preocuparei. - murmurou montando no veículo
sem ajuda dele. - E eu....
- Hum...? - um olhar meio que ansioso
tomou conta de seu semblante.
- Eu...- ela repetiu hesitante mas
depois desistiu - Eu preciso mesmo ir.
Edward concordou com a
cabeça devagar parecendo compreender.
- Bella... - respirando
fundo - Eu sei que eu te assustei aquele dia... e agora quando gritei
com você....
- Não, você....
- Deixa eu terminar....- ele
cortou levantando as mãos como se defendendo - Eu preciso. Bem...eu
já lhe disse que não sou muito experiente com essas coisas... mas
eu nunca machucaria você. Mesmo se você fizesse algo muito ruim
mesmo.
Talvez isso fosse posto a prova qualquer dia daqueles,
pensou baixando a cabeça cheia de culpa. Ele a tratava como uma dama
naquele momento. E ela não merecia. Ah! Por que pensamentos tão
contraditórios? Não era isso que queria dele?
- Preciso ir. -
repetiu nervosa.
- Talvez deve-se falar com a Srs. Garret.
- A
esposa do pastor?! - ela arfou -Não poderia... Eu estava pensando em
apenas rezar um pouco.- fez um gesto com as mãos. Na verdade queria
sair um pouco de casa.
- Por que não? - ele hesitou - Ela pode
tirar algumas dúvidas suas...e essas dúvidas podem ser minhas
também. - Ele a encarou sério - Talvez você não queira ...que
...que eu a trate com tanto ardor - ele corou- Eu posso tentar me
controlar e será do jeito que você quiser.
- Talvez...- ela mal
podia acreditar que estavam falando sobre aquilo - Talvez... o que eu
quero não seja exatamente o que eu quero. - ela percebeu que ele a
encarava confuso. - Vou conversar com ela.- respondeu rápida antes
que dissesse alguma bobagem.
Ele fez que sim e afastou dando
passagem.
Bella encarava a porta da igreja hesitante enquanto
decidia se ia ou não entrar. Foi quando uma sombra se formou ao seu
lado.
- Senhora. - Jacob Black sorriu o olhar deixando claro o que
passava por seus pensamentos nojentos- Posso observar que o casamento
não lhe tirou a pose de rainha intocável. - ele deu uma risadinha
sinistra enquanto ela se afastava dele.
- Com licença - murmurou
dando as costas e andando rapidamente em direção a igreja.
-
Não...espere! - ele a segurou pelo braço - Quero saber como foi...
doeu muito Bella? Ele foi rude com você? Seus seios ainda devem
estar marcados com os dentes dele...
- Largue-me! - ultrajada e
embaraçada ela viu Jessica Stanley e Lauren Malory olharem para
ambos do outro lado da calçada. - Me solte!
- Não até que me
diga o que ele fez...Ou mais tarde quando ele enjoar de você e
aparecer aqui no bar eu pergunte para ele...homens gostam de contar
essas coisas.
- Já disse para me largar!- gritou sentindo
os dedos sujos apertarem seu nraço com força.
- Largue ela
- a voz não deixava dúvidas da autoridade da esposa do
pastor. - A Sra. Stuart é uma moradora desta cidade e uma mulher que
nunca fez mal a ninguém. Ao contrário de você, pelo o que eu ouvir
falar. - A jovem e bonita mulher que usava um vestido azul clarinho
aproximou-se - Parece que o xerife andou fazendo algumas perguntas a
você a respeito daquele horrível crime com aquela menina Pedra que
chora.
- Aquela índia ... - ele cuspiu no chão e afastou-se -
Ela não sabe o que diz. E nem a senhora....
- Espero que você
não esteja usando este tom para com minha esposa Jacob. - a voz
calma do pastor veio por detrás da mulher e logo ele estava ao lado
dela- Penso que você deve ter mais o que fazer do que ficar
perturbando jovens mulheres.
O tom foi seco e autoritário o
bastante para o homem enrrijecer e, lançando um olhar irônico, dar
as costas se afastando do trio. O pastor olhou reprovadoramente para
a mulher.
- Não devia ter falado daquele jeito com ele Irina. -
a mão dele pousou no ombro da esposa - Ele a olha de um jeito que
detesto.
- Ora querido, ele estava falando um monte de bobagens
para Bella! Pobrezinha....olha como ela está pálida! - mulher
aproximou e tocou sua mão - Venha para dentro querida. Laurent vai
pegar um pouco de conhaque para você.
O pastor fez uma careta mas
deu meia volta enquanto ambas entravam pela porta da igreja e Sra.
Garret a levava para uma saleta atrás púlpito. Antes de ambas se
sentarem o pastor Laurent já lhe oferecia uma pequena caneca com o
líquido dourado. Ela hesitou um pouco e bebeu se, demonstrar
qualquer reação e entregou o copo vazio. Viu o pastor arregalar os
olhos e Sra. Garret rir. Corou imaginando que ambos deviam achar que
ela costumava beber com freqüência, mas na verdade estava
acostumada com conhaque, sua mãe sempre lhe dava um pouco quando
estava frio nos aposentos e não conseguia dormir...mas não agradava
da bebida.
- Não fique olhando como um bobo para ela Laurent - a
mulher sorriu e fez um gesto - Depois nós conversamos deixe que dela
eu cuido. - Não comece a leitura sem mim! - ela avisou quando ele
estava saindo ao que o Pastor sorriu e balançou a cabeça.
- Nós
estamos lendo um livro maravilhoso sobre viagens em todo o mundo -
Irina Garret sorriu- Ele me ensinou a ler e escrever, mas ainda gosto
de ouvir a voz dele contando as histórias.
Ela não sabia que
comentário fazer então simplesmente ficou quieta.
- Gosta de ler
Bella...posso lhe chamar de Bella, não? - ela sorriu sem esperara a
resposta - indulgente ela piscou - Eu não cheguei a conhecer
pessoalmente a sua mãe. Parece que ela não vinha a igreja com a
mesma freqüência Bella Um erro. - pausa- Bem....você parece com
sua mãe...pelo menos o que eu posso ver. Por que usa essa touca tão
feia?
Bella percebeu que estava de boca aberta com o comentário
e a pergunta e fechou-a rápido pensando no que dizer. Claro que sua
mãe não ia a igreja! As mulheres não a deixariam em paz se assim o
fizesse. Um local como aquele. Enquanto o comentários sobre seus
cabelos e a touca...o que podia falar? Tocou de leve a touca
pensativa.
- Eu... meus cabelos...- não sabia como dizer a ela a
estranha verdade sobre a touca.
A mulher estreitou os olhos e a
encarou como se pudesse observar por debaixo do pano branco.
- São
castanhos? Como os da sua mãe? - pausa- Não sente vergonhas de seus
cabelos, sente?
- Eu...- ela balançou a cabeça. O que estava
acontecendo?- Por que está falando isso comigo?
- Quero saber por
que é tão triste quando podia ser tão alegre com a vida que tem. -
ela balançou a cabeça e a encarou - Você trabalhou junto com sua
mãe?
- Não! - ela negou algo que perguntavam para ela pela
primeira vez e um alívio pareceu crescer dentro do peito e ela
endireitou os ombros. - Nunca Sra. Garret..
- Irina. Pode me
chamar de Irina.
- Nunca Sra. Irina. - ela repetiu - Minha mãe
não deixaria e eu nunca me vi fazendo este tipo de coisa. Eu mal
suportava olhar para aqueles homens...desculpe estar falando essas
coisas mas..
- Eu perguntei....- ela completou sorrindo - Eu
sempre soube que você não se prostituía naquele salão minha
querida. Não é para você esta vida. - pausa- Mas viver se
maltratando pelo que sua mãe foi não é uma boa idéia.
- Não
compreendo...
- Olhe para este vestido...esta touca. Você não
precisa disso para mostrar a todos que não é sua mãe criança.
Seja você mesma. Veio aqui hoje por que está confusa , não? Penso
que sua mãe protegeu muito você apesar do local onde cresceu.
Conselhos de uma pessoa sofrida não são bons para se seguir...
-
Está dizendo o que exatamente Sra. Irina?
- Ora...que você não
precisa me dizer por que veio aqui! - ela sorriu e levantou apontando
para seu corpo - Posso ver em seus olhos essa tristeza e confusão.
-
Minha mãe...ela..
- Era uma mulher amarga e triste...como toda
prostituta. - a mulher pareceu ficar triste por um momento e depois
sorriu. Parecia sempre sorrir. - Você não deve ser assim. Você não
merece esse estigma querida. Você vive escondida de todos, não
conversa com ninguém com medo de algo que não tem certeza, vai
acontecer.
- Eu...- começou.
- Eu não penso diferente de
todos! Aquele trio odioso que Jessica comanda não são todas as
pessoas da cidade! Algumas não se aproximam por que você nunca lhe
deu oportunidades... Não percebe que Alice Halle é uma jovenzinha
recém casada e sozinha nesta cidade e que ela olha para você com
fome de conversar com alguém? Vocês são vizinhas e as únicas
mulheres jovens o bastante e casadas da cidade. Rosalie Steve já lhe
sorriu milhares de vezes durante a missa e você nunca reparou, a
moça sofreu tanto no passado, antes de vir a cidade e arranjar
emprego no Hotel Holliday.
- Sra. Garret eu nunca...
- Claro
que não! - ela olhou séria - Não é só você que sofre nesta
cidade querida. Muitas pessoas estão sofrendo. Negros, índios,
mexicanos e garotas pobres são vítimas todos os dias. Talvez você
tenha que retirara esta fenda que colocou nos olhos agora que sua mãe
morreu e se casou e participar de sua comunidade. Fazer parte dela,
tem uma marido agora...e vai ter filhos...não quer que eles sejam
párias da sociedade quer?
- Não! - ela tremia estava nervosa,
triste e magoada com aquelas palavras. Ao mesmo tempo percebeu que
era as palavras que precisava ouvir. Não podia ignorar a todos
agora. Era uma mulher casada. Moradora da cidade. Teria filhos. Mas
Deus. Estava na igreja há dez minutos e a não conseguira falar uma
frase coerente! Ao contrário daquela mulher que parecia ler sua
mente!
- A primeira coisa que tem que mudar são seu pensamentos!
E depois suas atitudes. Estas vestimentas só irá fazer de você uma
pessoa que quer se fantasiar de algo que não é. Todos comentarão:
"Aquela não é a Bella Swan tentando fingir-se de freira para
compensar os pecados de sua mãe?" Você não precisa se
envergonhar de ser você. Nunca. Tenho certeza que tudo vai melhorar
se começar a conversar com as pessoas...talvez possa começar agora
querida por que quando eu começo a falar nada me faz parar....
Ela
não pode conter o riso ao ouvir aquilo. Sua cabeça girava e ouvia
aquelas palavras como e fossem sua salvação. Sua mãe estava errada
em tratá-la daquele jeito? Mantendo-a longe de tudo e de todos?
Irina Garret era a esposa de um pastor...uma mulher acima de qualquer
suspeita. Apesar de ela nunca imaginar uma esposa de pastor que
falasse tanto sobre tantas coisas e tratasse o marido com aquela
familiaridade. Respirou fundo.
- Eu posso tentar mudar...eu posso
mudar - falou rápido antes que ela abrisse a boca de novo com um
novo sermão - Vou mudar. Pelo meu marido, pelo meus filhos e ..por
mim. - um sorriso - Na verdade não vou mudar tanto... vou conversar
com essas pessoas que me falou, sempre quis falar com uma mulher que
não fosse minha mãe...ela era...
- Rígida demais com você.
-
Sim...acho que sim....talvez fosse isso. Ela dizia sobre os homens.
Coisas.- corou.
- Ela nunca amou...só poderia dizer coisas ruins
sobre os homens mesmo.
- Não, penso que ela amou... nem mesmo
meu pai. - baixou os olhos - O pastor Laurent a ama , não?
-
Sim...muito...como eu o amo. - a mulher suspirou .
Tinha tantas
dúvidas! Tantas perguntas! Ah...ela não podia falar sobre certas
coisas com aquela mulher...Não com a esposa de um pastor! Sua mente
fervilhava de coisas que quer ia questionar, saber...que queria
aprender...Era tão ignorante. Lembrou de Edward aquela manhã lhe
dizendo coisas embaraçosas sobre o relacionamento de ambos. Quem
seria mais sábia em questionar o comportamento do marido do que o
mulher do pastor? No mínimo ficaria chocada com aquele comportamento
de ambos. Agarrá-la daquele jeito na cozinha.... corou sentindo
aquele calor familiar de toda vez que lembrava do episódio. Mãos,
bocas e línguas...não podia crer que participara daquilo como uma
mulher à toa, que gostara, e que queira repetir novamente tudo. E ao
mesmo tempo afastava-se do marido como se temesse por algo. Mas não
queria gostar daquilo, queria apenas suportar como toda mulher casada
suportava. Por que ela tinha que ser diferente? Por que logo ela
tinha que agradar do que era feito na intimidade de uma casal? Seria
seu sangue impuro a causa disso? O que as mulheres da cidade
pensariam dela se soubessem como se agradara daquela degradação que
o marido a impusera... Seus olhos se encheram de lágrimas e baixou a
cabeça rápido fungando. Não podia suportar a vergonha de seu carma
se isso acontecesse.
- Pode perguntar qualquer coisa para mim
Bella...nossa conversa tem que ser franca.
A mulher olhava com
carinho para ela, mas mal sabia do que passava pela sua mente. Ou
talvez soubesse. Mas não seria melhor ouvir as palavras da boca de
uma conhecedora dos deveres da mulher? Talvez depois que a Irina
Garret lhe passasse um sermão sobre como deve ser o comportamento
decente de um casal em seu quarto e em sua intimidade pudesse faze-lo
sem sentir...sem se sentir excitada com tudo.
- É...- aquilo ia
ser difícil- Meu marido.
- O Sr. Stuart? Edward. - Irina sorriu -
Um rapaz muito forte e responsável. Do tipo familiar diria eu...
-
Conhece ele? - perguntou curiosa agora. Todos os finais de semana ia
a igreja, mas nunca reparara se a mulher do pastor reparava nos
membros da igreja.
- Oh sim...um dia depois que se casaram Edward
veio conversar com meu marido.
"Você devia ver o pastor..."
as palavras lhe voltaram na memória e a cena também. Corou
fortemente.
- Eles falaram sobre o que?
- Você.
Seu rosto
ficou lívido e depois vermelho. Então ele devia saber sobre tudo!
Por isso a tratara daquele jeito? Por que sabia que ela era filha de
uma prostituta? Imaginara na certa que ela também devia ser uma...ou
pelo menos está acostumada com homens.
- Ele achava você muito
tímida....
- Mesmo? - corou sem saber se sentia-se aliviada ou
envergonhada de ter sido foco de comentários entre os homens.
Lembrou das palavras nojntas que ouvira momentos atrás , mas
procurou relaxar. Era seu pastor enão um bêbado no Salloon- Talvez
eu seja ...
- também é muito...muito tímido. - tinha
certeza que estava vermelha. Por que tudo que via em sua mente era a
mão de seu marido em seus seios a língua quente invadindo a sua
boca. Tímido? Um pouco. Mas a inibição não durava muito tempo,
para nehum dos dois.
- Sra Irina. Seu marido disse ao meu...quem
sou?
- E quem você é? - a mulher ergueu as sobrancelhas - Não
sabemos quem você é Bella...apenas que você foi filha de uma
mulher muito triste e desiludida. E Laurent não faz fofocas...devo
achar, como ele, que chegará a hora que você terá que contar para
Edward...ou ele saberá pela cidade e ficará magoado por saber de
algo desse tipo pela boca de outros.
- Eu vou contar. - aliviada
pela ignorância dele suspirou.
- Mas continue nossa
conversa...Qual o problema como Edward?
- Não sei bem ao certo
como lhe dizer....
- Fale criança! - ela fez um gesto com as
mãos- Um homem que vem aqui, logo depois da lua de mel, falar com
meu marido a respeito da timidez de sua esposa não é comum, pode
ter certeza. Mas uma mulher que vem aqui falar sobre seu
marido...hum...isso eu não vejo muito. E fico mais animada com essa
novidade. Nós mulheres temos que trocar idéias, questionar valores,
mudar os fatos...É muito importante nosso papel na sociedade Bella.
Você, com certeza fazerá um papel importante aqui nesta cidade se
quiser e lhe darei meu apoio. Quero ver aquelas mulheres questionarem
algo que eu fale.- ela riu - Elas puxam o meu saco por que acham o
Laurent o pastor mais bonito da região. Na certa estão esperando eu
ficar morrer para consolá-lo. Viúvas que não sossegam! Ai já
estou eu a falar de novo sem parar! - pausa - Seu marido tem lhe dado
problemas?
- Não é bem isso.
- É um preguiçoso?
- Não!
Ele trabalha muito, o tempo todo.
- Não tem tempo para você
então?
- Ele tem tempo para mim sim. É gentil e atencioso quase
sempre. - até demais ela pensou suspirando.
- Você está
revoltada por que tem que trabalhar em casa e na fazenda a ainda
fazer a comida dele antes que ele chegue?
- Não...quando eu me
atraso...- corou culpada - Ele faz a janta ou o almoço...
- Ele
briga com você?- a mulher parecia estar indiferente as respostas ,
mas lá no fundo do olhar Bella pode ver uma centelha de
divertimento.
- Não. Só hoje ele...
- Ele fez algo hoje? É
por isso que está aqui? - ela pareceu preocupada por um momento.
-
Não é bem isso...ele pensou que eu....- baixou os olhos - Ele me
viu sair para a cidade ...perguntou que eu ia fazer lá....parecia
zangado...ele pensou que eu....que eu...
- Ah! - um riso brotou
dos lábios claros - Ciúmes! Ele ficou achando que você tinha outro
interesse na cidade? Homens bobos! É lógico para Qualquer um que
você está apaixonada por seu marido...só ele não percebe.
Bella
arregalou os olhos chocada.
- Pelo jeito não é só ele que não
percebe- comentou a Irina piscando - Mas se não foi isso que lhe
trouxe aqui o que foi?
- É algo mais...íntimo.
- É? -
interessada a mulher inclinou o corpo - Ora...isso é promissor.
Conte-me os detalhes.
Bella a encarou aturdida e a mulher riu.
Percebeu que ela estava fazendo um comentário engraçado e a
acompanhou no riso. Ficou mais a vontade. Irina Garret poderia até
ser esposa do pastor...mas também era sincera e divertida.
- Nós
ainda não consumamos o casamento - falou de vez e baixou o olhar.
Agora sem dúvida ouviria um sermão.
- Mas isso não é raro
entre vocês meninas tímidas! Ainda mais quando o marido é um homem
tão moço quanto o seu. Ele bem que podia ser mais sedutor e
impetuoso ...mas talvez ele seja...inexperiente...- ela questionou-a
com o olhar e pareceu ler a resposta - Viu como estou certa? Alguns
casais demoram mesmo...vocês se conheceram no casamento. Tenho
certeza que uma hora vocês mal vão se agüentar de curiosidade e
vontade.- bateu de leve em sua mão - Você já esta aqui conversando
comigo...já deu o primeiro passo. Talvez precise de uns conselhos,
mas isto é fácil...uns vestidos mais ousados...um olhares...talvez
o truque do cisco no olho....- a mulher parecia animada enquanto
falava e Bella chocada. Foi quando Irina percebeu algo errado - O que
foi?
- Eu...não...não é isso...quer dizer...é isso, mas
não....- pausa. - Eu não compreendo.
- Mas o seu problema não é
a demora da consumação?
- Não...sim... mais ou menos. Meu
marido... - começou pela décima vez com aquela frase mas continuou
rápido antes que Irina voltasse a falar e perdesse a coragem - Ele é
muito ardoroso.
- Como?! - a mulher arregalou os olhos pela
primeira vez e Bella teve vontade de sair correndo. Talvez agora
viesse o sermão. - Está dizendo que aquele homem inocente que eu vi
aquele dia foi muito ardoroso com você? Ora ..mas isso é
fantástico! Nem tudo está perdido!
- Ai senhora! Mas isso que é
o problema.
- Você não gosta? - a mulher a fitou com pena - Ele
te assustou foi isso. Alguns homens são meio desastrados na primeira
vez...
Como ela sabia de tudo aquilo sendo esposa de um pastor?
Talvez ela desse conselhos para muita mulheres. Mas o que ela estava
dizendo? Parecia que a mulher concordava e até se animava com o
comportamento do marido.
- É muito ao contrário disso. Eu
gostei...- engasgou mas foi em frente - Eu gostei de tudo...mas é
errado... mulheres casadas não deviam se sentir assim...esses
calores. Não são certos...devíamos apenas....aceitar e
..sabe...não sentir nada.... e eu fico tão....- queria se enfiar em
um buraco - Fico acalorada...sabe.... Minha mãe sempre disse que um
homem casado não espera ver sua esposa...tendo prazer na relação.
Isso é para mulheres da vida, mulheres à toa. Que quando eu me
casasse devia servir ao meu marido quieta e suportar tudo...mas...
suportar não é a palavra que me vem a cabeça em relação ao meu
marido e aquilo de ficar quieta! Eu mal consigo raciocinar com ele
perto! E quando ele me beija sinto vontade de...gritar...acho que sou
como minha mãe! - ela tremia de vergonha e medo do que suas palavras
ia provocar na mulher. - Eu briguei com ele quando ele ...ele me...
acariciou .. Mas era de dia...e estávamos na cozinha e eu não -
gaguejava e disparava a falar - Acho que ele se arrependeu e ficou
magoado. Não me toca mais desde daquele dia....nem me beija
mais...eu queria...não...eu não queria... queria não sentir nada
quando ele me olha . Fico com medo de ele enjoar de mim e vim para a
casa de favores...e se ele desistir de ser tão paciente? Eu me sinto
tão culpada de tudo!
Um silêncio pesado caiu depois de suas
palavras. Ela não tinha coragem de levantar o olhar.
- Eu nem sei como começar... - a mulher suspirou -Primeiro esqueça tudo o que sua mãe falou sobre mulheres casadas. Isto é bobagem. Existem muitas mulheres casadas que sentem muito prazer de estarem com o marido e seu sou uma delas. Bobagem não sentir prazer... Deus quis dar um pequeno estímulo para que nós crescêssemos e multiplicássemos e o prazer durante o ato sexual é este estímulo. Todo o homem devia se preocupar em dar prazer para sua mulher assim estaríamos com mulheres muito mais animadas e felizes na comunidade! E você é uma mulher de sorte, por que apesar destes pensamentos confusos, você é uma pessoal passional pelo que pude ver. Não se envergonhe disso. Seu marido sentirá orgulhoso de ter uma mulher que goste dele no leito e fora dele. Edward no mínimo deve conhecer poucos de mulheres e irá aceitá-la do jeito que você quiser e do modo que quiser.
- Ele disse exatamente isso hoje cedo
quando vim para cá...- ela estava surpresa e de certa maneira
aliviada. Acreditava nas palavras dela. Argumentos que poderiam selar
sua vida. Ela dizia a verdade sobre sua mãe...uma mulher triste.
Talvez nunca tivesse conhecido mulheres felizes no casamento. Claro
que não...só tinha contato com os maridos....e as mulheres destes
sem dúvida não deviam ser felizes no casamento. Mas então aquilo
não era errado! Se a mulher do pastor sentia prazer em...deitar-se
com o marido. por que ela não poderia fazer o mesmo com o dela?
Seria aquela noite! Animada ela sorriu. E surpresa percebeu que todos
seus receios tinham ido embora...só aquilo que ela precisava? De uma
mulher que lhe falasse que a mãe estava errada e que tudo o que
sentia não era um pecado mortal? Devia ter vindo ali a mais tempo.
-
Hum...isso te dar várias possibilidades...- a mulher piscou - Se
fosse eu não deixaria passar.
- Sim...- ela corou.
- Você já
almoçou Bella?
O almoço- feito pelo Pastor Laurent para seu
espanto - estava delicioso. Galinha e batatas e bolinhos de trigo
temperados e uma limonada deliciosa. Depois a sobremesa com um creme
doce que Irina lhe dera a receita piscando com um olho. O
comportamento do casal a mesa era divertido. O pastor a tratava com
gentileza e delicadeza enquanto lançava olhares ameaçadores e
brincalhões para esposa cada vez que ela lhe contava um caso
divertido que acontecera com ele.
- Lembra daquele homem em
Silverton? - ela sorriu - Meu marido estava no meio do sermão sobre
como tratar os filhos quando viu um pobre homem cochichar a meu
ouvido várias vezes...e ele trocou de sermão de uma hora para outra
dizendo sobre homens que cobiçam mulheres do próximo...ninguém
entendeu nada...muito menos o pobre homem que estava tentando
encontrar a filhinha dele que se soltara de suas mãos.
- Você
não riu na época - ele a observava sério - Você ficou sem
conversar comigo dois dias.
- Era apenas para você não ficar
mal acostumado. Éramos recém casados...não queria que você
sentisse ciúmes de todo o homem. que falasse comigo. - ela estendeu
as mãos e pegou a dele - Eu fiquei toda boba e adorei aquilo.
-
Você é uma dissimulada - ele acusou sorrindo e beijando suas
mãos.
Bella pigarreou limpando a boca com o guardanapo.
-
Preciso ir....
- Ah...não...antes venha aqui. - a mulher
saltou da mesa e a agarrou pelo braço levando-a para o quarto
enquanto ambas ouviam o barulho da mesa sendo desfeita. - Não ache
que eu sou uma péssima dona de casa...e que ele sabe quando tenho
outras coisas na mente. Tenho que lhe mostrar algo no quarto.
O
aposento era lindo. Todo de salmão com toques femininos por todo os
lados.. e masculinos, pois percebeu a navalha afiada sobre a cômoda
além da botas gastas mais ao canto. Irina se aproximou de uma grande
armário.
- Sente-se ai que eu lhe darei um presente!
E de lá
tirou um vestido rosa leve como uma pluma de corte reto e mais justo
do que qualquer outro vestido que ela tenha visto em Paradise.
-
Vai servir perfeitamente em você!
- Oh....mas eu não posso....
-
Eu ia vende-lo na feira da igreja deste Domingo. É de minha irmã
Ângela. Não é novo e portando a cor perdeu um pouco do viso. Mas é
muito bonito. Sem babados, milhares de anáguas e corpete.
Experimente...ou melhor...tire este vestido horrível e esta touca
que iremos fazer de você uma dama hoje mesmo! Depois iremos dar uma
passeio pela cidade! Vamos até as lojas e compraremos uma chapéu
lindo lá no Tayler Vamos...vamos!! O que está fazendo ai
parada?
Ela se aproximou desabotoando seu vestido com destreza.
Bella não conseguiu protestar diante daquele ataque.
- Olha que
corpo maravilhoso escondido ai debaixo! As mulheres da cidade vão
morrer de inveja! Você já conseguia ser bonita usando esta toca
feia e este vestido horroroso ! Imagine usando isto!
Bella corou enquanto colocava o vestido apenas sobre sua roupa de baixo com uma anágua e sem corpete. Mas o vestido se ajusta justo ate a cintura modelando o corpo e era dotado de um decote em V anguloso que deixava seus ombros à mostra além de ter mangas curtas e leves. Um pouco abaixoda cintura ele caia levemente sem rodar sobre suas pernas e o tecido lhe acariciava enquanto andava. Era algo muito... lindo.
Ao fim Irina retirou sua touca e desprendeu os cabelos deixando uma massa de cabelos castanhos e encaracolados cair livremente até quase sua cintura. Bella se sentiu despida diante do olhar atônito da mulher.
- Mas que coisa linda! - ela pegou
os cachos com delicadeza. - Vamos ter que lavá-los para que caiam
suaves....
E dentro de poucos minutos estava ela só de combinação
sentada com a cabeça inclinada enquanto a mulher lhe passava algo
cheiroso em seus cabelos.
-
Este é para mante-los desembaraçados por vários dias...estes é
para amacia-los...já que você maltratou muito suas mexas
deixando-as presas nesta touca. Este aqui é um óleo que dará um
cheiro maravilhoso em seu cabelo. Todos tem lá no mercado... mas
estes aqui eu lhe darei de presente.
- Mas...
- Mas eu tenho
que ajudar todos os membros da igreja! - ela falou categórica
enxaguando seus os cabelos e quase matando-a afogada. - e não
discuta comigo !
Não discutiu e em uma hora estava parada na
entrada da igreja com o cabelo levemente puxado de lado soltos caindo
até a cintura e o vestido rosa desprendendo perfume de seus cabelos
e corpo. Para sua surpresa ninguém lhe apontou o dedo e estranhou o
fato de estar tão mudada. Irina cumprimentou várias pessoas e ela
teve que fazer o mesmo depois de dois beliscões e uma cotovelada.
Alguns poucos que viraram para fitá-la olharam-na com admiração e
ela começou a relaxar.
- Viu como não doeu? Olha ...ali está
Rosalie! Rosalie!
Uma moça de uns dezessete anos olhou para ambas
e sorriu.
- Sra. Garret....
- Não está reconhecendo a Sra.
Stuart? - Irina sorriu - Espero que não por que ela é minha obra de
arte.
- Bella Swan ? - a moça sorriu - Claro que é ela...seus
cabelos..- parou o que ia dizer e corou.
- Puxei a família de
minha mãe....- disse fingindo indiferença para não deixar a menina
embaraçada.
- São lindos. - ela sorriu agradecida por não ter
se importado com gafe.
Um rapaz alto e magro apareceu a porta.
-
Rosalie... - e percebeu as mulheres - Sra. Garret...Sra. Stuart. -
ele sorriu e olhou curiosamente para ela -Está muito bonita Sra.
Stuart....o casamento lhe fez bem.
Ela corou com o elogio e ficou
surpresa por todos parecerem saber de seu casamento. Pelo jeito nada
podia ser segredo ali mesmo. Não adiantava ela tentar parecer
indiferente a comunidade mesmo. Simplesmente por que esta não
parecei a ser indiferente a ela.
Como perceEdwarddo o desconforto
dela ele sorriu.
- Sou Emmett Jones. O proprietário do Hotel.
Pendo que nunca nos apresentamos.
Não. Prazer em conhece-lo. -
ela corou novamente e olhou para Rosalie. Esta parecia que só tinha
olhos para o rapaz e viu que a Irina também já percebera isso e um
olhar sagaz enfeitava sua face. Pobre do casal! Já seria alvo da
teimosia e romantismo da esposa do pastor.
Mais tarde. Depois de deixar o trio Jessica, Susy e Tânia boquiaberto no Armazém de Tayler, comprado um lindo chapéu rosa e voltado para a igreja ela se sentia feliz....a sensação era tão....alegre! Divertida! Aliviadora! Riu sem motivo quando durante o percurso até a casa do pastor , mas parou surpresa na porta. Edward estava lá parado conversando animadoramente com o pastor.
- Então você também
acha que este trecho é interpretado de maneira equivocada? Muitos
pastores traduzem as escrituras de acordo com a conveniência...
-
Ah..ai estão elas...- o pastor sorriu e estendeu a mão para a
esposa.
Bem virou-se parecendo ansioso e sua boca permaneceu
aberta por alguns segundos, até que arquejou como se estivesse
esquecido de respirar.
- Bella...?
Nunca se sentira tão
nervosa quanto naquele momento, e embaraçada, pois Irina a fitava
com o sorriso mais esfuziante do mundo como se esperasse que ela se
jogasse nos braços do marido ali no meio da cidade de Paradise.
-
Nós fizemos umas mudanças...não querida? Ela não está linda Sr.
Stuart? - a mulher foi incisiva na pergunta o que fez Edward corar.
- Ela...está linda- ele comentou parecendo encantado e no mesmo
instante olhou para os lados- Mas não quero que fique desfilando com
minha esposa pela cidade, tão bela assim, sem a minha presença ao
lado, Sra. Garret.
Surpresa com o comentário ela baixou os olhos.
Seus cabelos brilhavam no sol e chamavam atenção das pessoas. Podia
bem imaginar o que muita delas diziam, mas sabia que ninguém teria
coragem de bater de frente com seu marido e contar sua verdadeira
história. Pelo menos ninguém decente. E pelo que podia saber de
Edward ele não se misturava as más pessoas da cidade.
- Ora ,
fingimos não ver aqueles homens que tentaram nos abordar...
Ela
olhou assustada para Irina pois não se lembrava de nada parecido.
Mas imediatamente o pastor passou os braços pela cintura da esposa
com cara austera.
- Quem tentou provocar você?
- Ninguém seu
tolo. Estava brincando. - ela apertou -lhe o nariz na frente de todos
e o pastor lhe beliscou a face.
Tanto ela quanto Edward se fitaram
embaraçados com aquela demonstração de afeto e carinho me público.
Mas ele nada comentou quando se aproximou dela.
- O que está
fazendo aqui? - ela perguntou lembrando-se que ele devia estar na
casa do vizinho.
Desconfiava que ele não acreditara quando ela
disse que iria a igreja. Talvez estivesse mesmo convencido que ela se
encontrava comum homem...
- Os Halle nos convidaram para jantar em
sua residência esta noite. Eu aceitei por nós dois e
...bem...esperei e você não chegava.- o jovem deu os ombros- Vim
buscá-la. Poderemos ir direto para lá se concordar...você está
muito apresentável para o jantar.
Ela reparou em fim que ele
usava uma roupa limpa e bem passada.
- Oh...- Ela não esperava
isso- Então temos que nos apressar, já está escurecendo.
O
marido sorriu quando ela não deu mostras de ficar aborrecida pelo
compromisso.
Minutos depois de se despedirem do pastor e sua
esposa ele voltou falar enquanto levava a charrete em direção a
casa dos Halle.
- Pensei que iria ficar aborrecida...- ele ainda a
olhava surpreso a toda hora, parecendo intrigado com sua aparência -
Sei que é pouco comunicativa...
- Está me chamando de rabugenta
com as pessoas? - ela questionou franzindo o cenho.
- Bem... a
esposa de Jasper, Alice...disse algo que me intrigou.
- Mesmo? -
ela esperou mordendo os lábios. Esperava Qualquer coisa da parte das
pessoas. Nada a surpreendia...a não ser aquela tarde e a esposa do
pastor.
- Ela disse que você talvez não gostasse dela. - o
marido estreitou os olhos - Você já fez alguma coisa para aquela
pobre criatura?
- Não que eu saiba - ela imaginou a jovem que
Irina dissera que estava insegura com o casamento. Bem vinda ao
clube, pensou meio que irônica.- Por que pobre criatura?
-
Ah...ela parece assustada com tudo, casou-se a pouco tempo.
- Como
eu.
Ele deu os ombros.
- Você não tem do que se queixar.
Decidiu se casar quando quis e possui terras em seu nome...
Ela
piscou surpresa.
- Estão em seu nome agora. Eu passei...
-
O que?! - ele freou o animal e olhou assustado para ela - Você
passou as terras para meu nome?
- Sim...você é meu marido agora
e nosso filhos a herdarão....- ela não entendia por que ele ficara
ressabiado. - Algo errado?
- Sim...não...não sei ainda. Espero
que não. Mas eu queria que elas continuassem em seu nome...
Bella
mordeu os lábios. Por que ele se aborrecera por ela passar a terra
para seu nome? Não queria terras? Não foi isso que oferecera nas
cartas? Por que a surpresa dele agora? O que temia em ver seu nome
como dono de terras no oeste?
- Eu quis apenas ...- deu os ombros
temerosa. Será que ele não queria ver seu nome me documentos?
Talvez tivesse fugido de alguém ou de algo. Mas ora...o marido tinha
quase a sua idade. Não poderia estar envolvido me negócios
ilícitos! E parecia honesto o bastante...
- Eu sei...obrigado
Bella. - Ele aproximou-se dela de mansinho - Posso beijar minha
esposa nova?
- Nova?
- Hum hum... nunca beijei está moça
arrumada que estou vendo agora. - ele pareceu hesitar por um momento
a aproximação.
Tímida apesar de disposta a aceitar o que o
marido lhe desse ela mordeu o lábio indecisa.
- Mas não vai
usar...a língua. - corou ao dizer isso. Um calor gostoso invadiu seu
corpo. Falar sobre aquele outro beijo a excitava. - Alguém pode
ver...- acrescentou vermelha e dando a entender, esperava, que o
beijo com aquele tipo de acessório seria permitido na privacidade do
lar.
- Sim...- ele também estava vermelho, mas não sabia o
motivo exato - Se você quiser...quando você quiser...pode tomar
iniciativa.
- Não poderia...não teria coragem -arfou ao
sentir o hálito dele nos lábios.
- É só abrir a boca quando
quiser que seja...com língua. - ele roçou os lábios nos dela e
começou a beijar seu rosto.
Bella sentiu o hálito na orelha e
fechou os olhos ao ser beijada no lóbulo depois sentir os lábios
dele se fechando para sugar o local. Seu olhos se abriram logo depois
para acompanhar a gota de suor que escorria pelo pescoço dele.
Adorava ele suado. Um dia diria isto para o marido. Gostava de ver as
veias do braço dele saltando sobre a pele e os músculos do braço
se contraindo.
Foi seu próprio gemido que pôs fim aquele
delírio.
- Não chega, precisamos de chegar na fazenda. - ela
afastou respirando fundo várias vezes.- Esta noite eu serei sua
esposa.
- Você me diz isso assim? Aqui? - ele apontou para a
imensidão que cercava-os e para a fazenda que se podia ver mais a
frente.- Isso não é justo.
- Mas vai me prometer...
-
Qualquer coisa.
- Vai me prometer...bem...não me assustar - ela
não sabia que outra definição poderia usar.
- Só se prometer o
mesmo para mim - ele sorria quando voltou a conduzir a charrete.
Bella riu balançando a cabeça como se lidasse com um menino e
ele ficou fascinado com aquilo.
- Devia rir sempre. Fica divina
com este sorriso no rosto. - e acrescentou - Poderá ir a igreja
sempre que quiser também se voltar tão feliz de lá .
